Comissão da Alerj de servidores públicos discute piso salarial dos profissionais da educação

A Comissão de Servidores Públicos, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realiza audiência pública nesta quinta-feira (12/03) para debater o piso salarial dos professores da rede estadual e o financiamento da educação no Rio de Janeiro. O encontro será às 14h, no auditório do 21º andar do Edifício Lúcio Costa, sede do Parlamento.

“A educação pública do estado vive uma contradição grave. Enquanto bilhões circulam em contratos questionáveis dentro da Seeduc, os profissionais da rede seguem entre os mais mal remunerados do país. É hora de discutir de forma séria como garantir recursos para valorizar quem sustenta a escola pública todos os dias”, disse o deputado Flavio Serafini, presidente da Comissão.

Entre os convidados estão representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seeduc); Secretaria de Estado da Casa Civil (SECC); Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ); Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe); Associação dos Direitos de Escolas Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Aderj); Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Financiamento da Educação da UFRJ; e Conselho de Acompanhamento Social do Fundeb (CACS- Fundeb).

Ferramenta pedagógica desenvolvida na UFF aborda os lugares ocupados pelas mulheres no espaço urbano

O Jogo do Cuidado, voltado para estudantes do Ensino Médio, simula o cotidiano de mulheres da região portuária do Rio de Janeiro

Uma pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) transformou o cotidiano do trabalho de cuidado nas cidades em uma ferramenta pedagógica. O “Jogo do Cuidado – um jogo sobre o direito à cidade das mulheres” simula situações vividas por diferentes grupos sociais para discutir desigualdades de gênero e reprodução social no espaço urbano. Voltado para estudantes do Ensino Médio e aplicado em escolas públicas, o jogo utiliza como cenário a região portuária do Rio de Janeiro, com referências a locais como a Central do Brasil, os bairros da Gamboa, Saúde e Santo Cristo, além da Praça Mauá e da favela da Providência.

No jogo, cada participante assume uma personagem com características sociais distintas. As cartas definem condições econômicas e de cuidado, além de situações que podem favorecer ou dificultar a vida das personagens. Segundo a coordenadora da iniciativa, professora Rossana Brandão Tavares, da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF, a dinâmica do jogo foi pensada para apoiar atividades pedagógicas em sala de aula, mas é fruto de uma investigação sobre a vida cotidiana das mulheres na cidade, atravessada pelo trabalho do cuidado.

A pesquisa foi desenvolvida na região impactada pelo projeto Porto Maravilha e identificou que, mesmo após intervenções urbanísticas, persistem desigualdades relacionadas à moradia, infraestrutura e acesso a serviços públicos. A pesquisadora aponta que mulheres, sobretudo negras e de baixa renda, seguem assumindo a maior parte do trabalho de cuidado em condições de infraestrutura deficitária.

Além da análise territorial, o projeto também envolveu atividades de campo com moradoras de ocupações da região portuária e ações educativas em escolas públicas. Ao transformar resultados acadêmicos em uma ferramenta didática, a iniciativa busca ampliar o debate sobre desigualdades urbanas entre jovens e estimular reflexões sobre como diferentes grupos sociais vivenciam a cidade.

O estudo é um desdobramento do projeto “Inversões Urbanas: cartografias da reprodução social dos territórios” e busca traduzir para a prática conceitos discutidos na pesquisa, em especial, as contradições da reprodução social no território, que considera o cuidado parte estruturante da organização da sociedade.

Em Macaé, Cláudio Castro entrega 20 novas viaturas e inaugura escola com capacidade para 800 alunos

Governador também anunciou a implantação do Batalhão Rodoviário na cidade do Norte Fluminense

O governador Cláudio Castro entregou, nesta quarta-feira (04/03), 20 novas viaturas ao 32º Batalhão de Polícia Militar (32º BPM), responsável pelo policiamento ostensivo em Macaé, e celebrou o lançamento da pedra fundamental do Batalhão Rodoviário, que será implantado no município. Na cidade, o governador também inaugurou o Colégio Estadual Carlos Walter Marinho Campos, no bairro de Lagomar, com capacidade para atender até 800 alunos, um avanço na oferta de vagas no ensino médio na região.

⁃ O nosso governo tem um compromisso permanente com a população do Norte Fluminense. Hoje, em Macaé, demos mais um passo importante ao inaugurar uma escola de ensino médio e entregar as viaturas para o batalhão da Polícia Militar. Estamos investindo em educação e em segurança pública. Com a ampliação da presença policial e a melhoria das condições de trabalho dos nossos policiais, garantimos mais proteção e qualidade de vida para quem vive e trabalha aqui – destacou o governador Cláudio Castro.

Na Praça Washington Luiz, no Centro, o governador Cláudio Castro, ao lado do secretário de Polícia Militar, coronel Menezes, participou da entrega de 20 viaturas da PM. Os veículos são semiblindados e foram doados pela Prefeitura de Macaé, com investimento total de cerca de R$ 4 milhões.

Ainda no município, o governador lançou a pedra fundamental do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária, cuja criação está prevista no Decreto 50.123, de 26 de janeiro deste ano, que reorganiza a estrutura da Secretaria de Estado de Polícia Militar. A nova unidade ficará subordinada ao Comando de Policiamento de Trânsito e atuará no policiamento ostensivo de trânsito urbano e rodoviário, com foco na prevenção de acidentes, fiscalização e garantia da fluidez nas vias sob sua responsabilidade.

⁃ Entendemos que a segurança pública é uma construção coletiva e não se faz segurança pública de maneira isolada, sem união, sem diálogo e sem uma aproximação permanente com as autoridades municipais, entendendo que as demandas nascem nos municípios. Nós, da Polícia Militar, reformulamos estratégias adequadas de um assunto tão importante para o Rio de Janeiro que é a segurança pública – disse o coronel Menezes.

A sede do batalhão em Macaé foi construída com recursos do Estado e do município e funcionará em regime compartilhado com a administração municipal.

Ampliação da oferta na educação

O novo Colégio Estadual Carlos Walter Marinho Campos, localizado no bairro Lagomar, conta com 20 salas de aula, sala maker, laboratórios de ciências e artes, grêmio estudantil, quadra poliesportiva, palco para eventos e área administrativa. Neste ano letivo, a escola inicia as atividades com oito turmas do Ensino Médio Regular — seis de primeira série, uma de segunda e uma de terceira — totalizando 320 alunos no turno da manhã.

No segundo semestre, a unidade também passará a oferecer Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno, ampliando o atendimento para cerca de 480 estudantes. A previsão é que, até 2027, o colégio opere com sua capacidade máxima. O prédio foi construído com recursos do Estado e do município, e funcionará em regime de colaboração, com atividades municipais previstas para os turnos da tarde e da noite.

⁃ É a minha primeira semana à frente da Secretaria de Educação, a missão é árdua, e estar na inauguração dessa obra linda, uma parceria da prefeitura com o Governo do Estado, já me deixou muito feliz e orgulhosa. Na minha história de vida, eu sempre trabalhei com crianças e adolescentes, então tê-los dentro da escola é uma missão primordial, porque é o direito absoluto. As primeiras vagas serão 360 para o ensino médio e 480, no segundo semestre, com o EJA – Educação de Jovens e Adultos, com 800 vagas em pleno funcionamento e com alimentação – comentou a secretária Luciana Calaça.

As agendas em Macaé foram acompanhadas pelo prefeito Welberth Rezende e pelos secretários estaduais de Cidades, Douglas Ruas, e Bruno Dauaire, de Habitação de Interesse Social, e representantes municipais.

Evento de tecnologia está com inscrições abertas em Petrópolis

Estão abertas as inscrições para o TI Rio, evento de tecnologia em parceria com a Prefeitura de Petrópolis, que acontece dia 12 de março, no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). Nesta etapa, o evento vai apresentar um mapeamento do setor de TI do Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte de uma série de entregas regionais e tem como objetivo ampliar o acesso a dados estratégicos sobre o ecossistema de tecnologia fluminense.

“Este é um evento importante e precisamos reunir todas as empresas e profissionais para fortalecer cada vez mais o setor de tecnologia na nossa cidade. Assim, podemos planejar políticas públicas e garantir o desenvolvimento econômico de Petrópolis”, comentou o prefeito Hingo Hammes.

O mapeamento revela que mais de um terço das empresas de TI do Rio de Janeiro estão instaladas em cidades do interior. A Região Serrana se destaca, sendo Petrópolis a Capital Tecnológica do Rio de Janeiro, e reunindo empresas de tecnologia, centros de pesquisa, instituições de ensino e profissionais qualificados.

“Nós temos aqui na cidade um dos principais polos de inovação, com atuação em sistemas, desenvolvimento de software, soluções digitais, pesquisa aplicada e inovação científica. Mas é importante manter esse setor conhecido e unido para garantir um desenvolvimento ainda maior”, esclareceu o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Samir El Ghaoui.

O evento é aberto para toda a população e para participar, basta preencher o formulário de inscrição no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeBlkwr9Y5TARUvXqBCW15Nb4mQL1-z6ztfsTmJ4po0DO5Ryw/viewform?usp=header

SERVIÇO:
TI Rio
Data: 12/03
Horário: 9h30 às 12h30
Local: LNCC (Avenida Getúlio Vargas, 333 – Quitandinha)
Aberto ao público

Regência como Arte com o maestro Ricardo Rocha na Escola de Música Villa-Lobos

Um dos maiores nomes da cena contemporânea da música de concerto no Brasil, com 40 anos de trajetória nacional e internacional, o maestro Ricardo Rocha, fundador e diretor musical da Cia. Bachiana Brasileira, vai ministrar o Curso Regência como Arte, na Escola de Música Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Serão sete encontros nos meses de março (14,21 e 28) e abril (4,11,18 e 25), sempre aos sábados, das 10h às 14h30. Podem participar alunos ativos em regência e ouvintes. Informações e Inscrições: (21)3556-8404 ou através do site https://www.emvilla-lobos.com/regencia

O trabalho de um maestro vai muito além da sua capacidade e preparo para a análise de partituras de porte sinfônico — sejam elas de orquestra, coro ou banda — ou mesmo do necessário domínio da técnica gestual para a condução e interpretação de um texto musical. Esse é o papel do diretor musical. No entanto, como o seu instrumento não responde ao toque direto dos dedos sobre teclas, à pressão dos arcos sobre as cordas, ao sopro das madeiras e metais ou aos golpes na percussão, o que entra em jogo é a busca pela resposta sonora conjunta de músicos diversos e singulares do ponto de vista etário, social, sexual, religioso, técnico e filosófico.

Este é o diferencial na formação de Ricardo Rocha: a demanda por uma habilidade específica de liderança. Ela exige não só maturidade no conhecimento da natureza humana, como também a empatia necessária para que seja aberto o “santuário do espírito” de cada músico. Ao fazê-lo, o instrumentista entrega ao maestro, em confiança, não apenas o som do instrumento que toca, mas a sonoridade própria de sua alma — aquele som individual cultivado desde os primórdios de sua formação.

“Essa é a razão pela qual cada maestro extrai um som diferente diante de um mesmo conjunto e com uma mesma partitura: o grupo reflete, sinergicamente, o amálgama resultante dos sons de cada indivíduo. Este é o mistério da Regência. Ela não se resume à maneira como o regente pontua o discurso musical (como um ator lendo um texto), mas ao fato de que o timbre do conjunto muda conforme o maestro, ganhando uma personalidade sonora que é a própria voz do regente. É um processo rigorosamente empático e espiritual, que não se pode aprender em livros ou produzir mecanicamente. Aqui se discerne a diferença sutil entre o maestro, que orienta e conduz, e o regente, que aponta a direção e a induz. São qualidades distintas que precisam caminhar juntas” – ressalta Ricardo Rocha.

Assim, este curso de introdução à Regência Coro-Orquestral é inédito. Ele não se reduz às questões de uma técnica gestual eficiente ou à análise de padrões musicais; antes, ele também se compromete a abordar as questões subliminares e sutis entre a condução e a indução.
Esta é a “caixa de surpresas” a ser revelada por essa Escola de Regência aos que tiverem interesse em conhecê-la. O curso é aberto a jovens iniciantes, profissionais e professores de regência, sem restrição de idade.

Sobre o maestro Ricardo Rocha
https://ricardo-rocha.mozellosite.com
Matérias e atividades contempladas:
Fundamentos de Regência e Técnica gestual
Análise estrutural das obras
Regência com piano
Aspectos teóricos em geral, em especial sobre liderança
Ensaios realizados com alunos ativos e assistência de ouvintes

Aulas teóricas e regência com piano
Aspectos teóricos:
– Dados sobre o compositor, a obra e o estilo de época;

Análise estrutural
– Abordagem da partitura do todo para a parte
– Identificação de padrões: temas, motivos principais, seções
– Identificação e nomeação de cada evento
– Mapeamento: criação gráfica, em papel, das seções e subseções da obra para a configuração da sua arquitetura

Regência: – Técnica gestual
– Análise de soluções de Regência para os principais trechos
– Regência com piano
– Batuta: ferramenta de clareza e direção; técnica de uso

Obras para as oficinas: Um painel didático
Regência orquestral binária
1 – Beethoven, Sinfonia No.1 in C major, Op.21 – Primeiro movimento

Regência coro-orquestral temária
2 – Bach, Coral da Cantata BWV 147, “Jesus, alegria dos Homens”

Regência orquestral quaternária (binária composta)

3- Villa-Lobos, Prelúdio da Bachianas Brasileiras n.4
4 – Sibelius, Poema Sinfônico para orquestra, opus 26

Regência coro-orquestral quaternária (binária composta)

5- Mendelssohn, Oratório ‘Elias’, coro 29

Regência orquestral em 6/8 (binária composta)

6- Schubert, Sinfonia No. 5 in Si b maior, D 485 – Segundo movimento
Obs.: Todas essas obras poderão ser baixadas gratuitamente do site IMSLP, até por serem partes ou movimentos de um volume maior. No entanto, os interessados em colocarem o “Finlândia” em seu repertório, única obra completa de nosso programa, sugerimos que adquiram a partitura impressa da Editora Breitkopf & Härtel, que é que usaremos (pode ser outra!). A livraria MUSIMED, de Brasília, deve tê-la. Entretanto, a mesma poderá ser de outra editora.

Matérias e atividades contempladas:
Fundamentos de Regência e Técnica gestual
Análise estrutural das obras
Regência com piano
Aspectos teóricos em geral, em especial sobre liderança
Ensaios realizados com alunos ativos e assistência de ouvintes

– Taxa de inscrição: R$ 100,00 – Categorias:
. Ouvintes: + 2 de R$ 100, (total R$ 300)
. Ativos, até 12: + 2 de R$ 250 (total R$600)
. Vagas como contrapartida para a EMVL: 2

– Certificados:
. Todos os participantes do curso A Regência como Arte, uma oficina de Iniciação à Regência Coro-Orquestral em 7 aulas com um mínimo de 75% de presença, terão direito ao Certificado de sua participação no curso.

. O certificado tem validade como curso de extensão universitária, distingue a categoria do participante (ativo/ ouvinte), descreve as obras trabalhadas e registra a carga horária, as datas e o local do evento, sendo assinados pelo Maestro, devidamente qualificado no impresso.

Serviço:
Regência como Arte – Curso em 7 aulas com o maestro Ricardo Rocha
Inscrições abertas
Local: Escola de Música Villa-Lobos
Endereço: Rua Ramalho Ortigão,nº 9 – Centro, Rio de Janeiro
Informações e Inscrições:(21)3556-8404 ou através do site https://www.emvilla-lobos.com/regencia

Realização: Escola de Música Villa-Lobos | FUNARJ | Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro
Apoio: Leia Brasil – Organização Não Governamental De Promoção Da Leitura

Jovens de Fernando de Noronha recebem capacitação gratuita sobre produção cinematográfica

Iniciativa acontece no Lab Noronha nos dias 26 e 27 de fevereiro como prévia do Festival de cinema Noronha 2B, que acontece de 3 a 6 de março

De 3 a 6 de março de 2026, o arquipélago pernambucano Fernando de Noronha se transforma na capital nacional das film commissions com a realização do terceiro fórum Noronha 2B. O festival de cinema reúne profissionais do setor audiovisual, gestores públicos, produtores e representantes de film commissions do Brasil e do exterior, além de promover uma programação aberta ao público, com projeções de filmes ao ar livre, apresentações musicais, mesas de debate, oficinas e masterclasses. Todas as atividades são gratuitas.

Antes da abertura oficial, no entanto, o festival começa pela base. Nos dias 26 e 27 de fevereiro, o Noronha 2B realiza o laboratório Olhar de Dentro, uma oficina de documentário voltada a jovens moradores da ilha. A iniciativa acontece no Lab Noronha em parceria com a Escola de Referência em Ensino Médio Arquipélago Fernando de Noronha e o próprio Lab Noronha.

Ministrada pelo cineasta Jeferson Vainer com participação especial do cineasta e diretor cultural Zeca Brito, a oficina propõe uma imersão prática nos fundamentos do audiovisual, percorrendo as principais etapas da produção cinematográfica, da construção de roteiro à captação de imagem e som. Mais do que ensinar técnica, a proposta é convidar os participantes a exercitar a escuta e a narrativa documental a partir da realidade que os cerca.

O eixo central do laboratório é a memória da ilha. Os próprios jovens irão escolher duas personalidades memoráveis de Fernando de Noronha, figuras cuja trajetória represente os saberes e a identidade do arquipélago. A partir dessa escolha, serão produzidos minidocumentários que integrarão a programação oficial do Noronha 2B, colocando o olhar da juventude no centro da narrativa do festival.

A programação formativa se amplia no dia 2 de março com a oficina A Ilha Conta, conduzida pela gestora cultural Mariana Abascal. Voltada à comunidade, a atividade aborda os fundamentos da produção cultural e apresenta os bastidores que sustentam a realização de projetos e eventos no setor audiovisual.

Ao antecipar sua agenda com ações gratuitas de formação, o Noronha 2B reforça um posicionamento claro: Fernando de Noronha não é apenas cenário para eventos. É território de produção cultural, memória e identidade. Ao integrar jovens ilhéus à programação e valorizar histórias locais, o festival amplia seu diálogo com a comunidade e consolida uma edição que começa pela escuta.

Durante os dias 3 a 6 de março, além da programação aberta ao público, o evento também promove o N2B WIP LAB, mercado audiovisual e laboratório de projetos voltado a profissionais do setor, fortalecendo conexões entre cinema, território e desenvolvimento regional.

Laboratório de preservação audiovisual da UFF resgata as primeiras obras do cineasta Guilherme de Almeida Prado

O projeto restaurou seis longa-metragens do artista, da década de 1970, e os disponibiliza gratuitamente para o público

O Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (Lupa-UFF) acaba de disponibilizar, para exibição gratuita, quatro filmes do cineasta Guilherme de Almeida Prado. Após um longo trabalho de digitalização e restauração, as películas estão disponíveis no site do projeto dos filmes Super 8 do artista.

 

O projeto tem como objetivo capturar os primeiros passos do cineasta paulista, ainda na década de 1970, que posteriormente dirigiu mais de uma dezena de longas-metragens. A iniciativa contou com a participação ativa de Guilherme, que preservou os rolos de filmes Super 8, formato cinematográfico desenvolvido nos anos 1960 como um aperfeiçoamento do antigo formato 8 mm, em sua coleção pessoal. Conduzidos para o Lupa pelo pesquisador Fábio Vellozo, todos os rolos foram inspecionados, higienizados e digitalizados em 2K de resolução. O site ainda traz uma série de textos inéditos que contextualizam a produção do cineasta.

 

O acervo é composto pelos filmes “Monótonus” (1972-1973), “Sistema de lazer” (1974), “Varal” (1974) e “São Paulo pode parar?” (1974). Além destes, em breve, mais duas obras estarão disponíveis:  “Mentes em fuga para um paraíso” (1973) e “Exercício de espera” (1976), que também passaram por um processo de restauração digital, mas só poderão ser acessadas no site após exibição em festivais. Os últimos foram resgatados de danos físicos, encolhimento e descoramento.

 

O trabalho do Lupa permite que o público assista a estas obras raras — muitas delas cópias únicas — com uma qualidade fiel à sua concepção original, revelando as primeiras experimentações estéticas do diretor.

 

Para abordar com mais profundidade o projeto e o trabalho do laboratório, o professor Rafael de Luna Freire, do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, está disponível para conceder entrevistas.

 

Sobre o Lupa 

O Lupa é um laboratório multiusuário, vinculado ao Departamento de Cinema e Vídeo da UFF. Um dos seus objetivos principais é atuar como um arquivo dedicado à preservação da produção e a cultura audiovisual amadora do estado do Rio de Janeiro. Assim, possui um vasto acervo de obras realizadas desde os anos 1920, que incluem filmes familiares, universitários, institucionais, documentários, publicitários, entre outros.

Professora da Rede Municipal de Teresópolis é destaque no Prêmio Educador Transformador

Cristina Kenupp foi contemplada com o 2º lugar por projeto voltado para educação inclusiva

Com o projeto ‘O que os dedos sentem, o coração preenche!’, a professora da Rede Municipal de Ensino de Teresópolis, Cristina Kenupp, foi contemplada com o 2º lugar estadual na categoria ‘Inclusão e Sustentabilidade na Educação’ do Prêmio Educador Transformador 2026, iniciativa do Sebrae, Instituto Significare e Bett Brasil (Feira Educacional). A premiação destaca professores e gestores de instituições de ensino que buscam inovar na Educação.

O projeto de Cristina Kenupp tem como objetivo desenvolver a percepção tátil, a imaginação e o vínculo emocional de crianças com deficiência visual por meio da arte acessível, utilizando o sistema Braile como base para a criação de imagens inspiradas em histórias consagradas e livros de pintura adaptados. A professora explica que na ausência da visão, os demais sentidos tornam-se pontes para o mundo. A sensibilidade tátil, em especial, precisa ser estimulada para que crianças com deficiência visual desenvolvam não apenas a leitura tátil, mas também a imaginação, a expressão artística e a autonomia.

“O que a gente propõe é o estímulo e o fortalecimento do Sistema Braille como modo de escrita e leitura tátil, integrando-o à arte e à literatura infantil. Ao transformar pontos Braille em formas visuais e narrativas, criamos experiências sensoriais que permitem às crianças explorarem histórias e imagens com os dedos e com o coração. No projeto, apresentei livros escritos por alunas da Escola Municipal Vera Pedrosa”, explica Cristina Kenupp, pontuando que a iniciativa tem como público-alvo crianças com deficiência visual, entre 6 e 12 anos, em escolas públicas ou instituições inclusivas.

“Na Educação Inclusiva, cada passo é uma conquista para os alunos, para os professores e para todos que caminham juntos nesse processo de descobertas. Nossa intenção é ampliar o horizonte das crianças e multiplicar suas possibilidades. O resultado vai muito além da sala de aula: é autonomia, confiança e vida em movimento!”, comenta, emocionada, a professora.

Na Escola Municipal Vera Pedrosa, Cristina realiza um trabalho formidável com alunos que possuem deficiência visual, como a Emily, de 8 anos, que cursa o 1º ano. O projeto também está presente nas demais escolas da Rede Municipal que atendem estudantes com deficiência visual e/ou auditiva.

‘O que os dedos sentem, o coração preenche!’

A metodologia usada pela professora no ensino aos alunos com deficiência visual e/ou auditiva inclui atividades lúdicas para reconhecimento dos pontos Braille; seleção de contos infantis com forte apelo visual e emocional; adaptação das imagens para o sistema Braille em relevo; pintura com tintas texturizadas e materiais sensoriais (gel, areia, algodão, etc.); leitura oral das histórias enquanto as crianças exploram as imagens com os dedos e estímulo à criação de narrativas próprias; e mostra dos trabalhos em espaço acessível, com legendas em Braille e audiodescrição, com a participação das famílias e da comunidade escolar.

A professora destaca que o projeto tem como metas o fortalecimento do uso do Braille como ferramenta de leitura e escrita; a ampliação das possibilidades de expressão e aprendizagem para crianças com deficiência visual; e a sensibilização da comunidade escolar sobre a importância da acessibilidade e da inclusão.

Cristina Kenupp é Doutora e Mestre em Educação (Unesa), especialista em Libras, Educação Especial e Psicopedagogia. Professora de Educação Inclusiva na Faetec e itinerante na Prefeitura de Teresópolis, atuando na inclusão de estudantes com surdez, deficiência visual e surdocegueira. Membro do Grupo de Pesquisa em Surdocegueira do Núcleo de Atendimento Educacional para Pessoas com Surdocegueira (GEPES/NAEPS).

Fotos: Jorge Maravilha

Espaço Tápias de portas abertas para semana especial com aulas gratuitas na Barra da Tijuca

Entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026, um dos principais endereços no Rio de Janeiro dedicado à dança e artes em geral, o Espaço Tápias realiza a Semana de Portas Abertas, iniciativa que oferece aulas gratuitas ao público interessado em conhecer de perto os cursos anuais e o coletivo artístico, para ocupar o espaço ao longo do ano. A ação acontece na sede da instituição, na Barra da Tijuca, e integra sua política permanente de democratização do acesso à arte e à formação em dança.

Durante cinco dias, artistas e professores apresentam suas metodologias em aulas abertas, proporcionando uma imersão nas diferentes linguagens e práticas desenvolvidas no espaço — com ênfase na dança contemporânea e em seus múltiplos desdobramentos. A proposta é permitir que novos alunos experimentem a vivência artística antes de ingressar nas turmas regulares.

Com vagas limitadas, a programação deve ser consultada previamente via WhatsApp (21 97279-9684). Além das aulas gratuitas, o Espaço Tápias oferece a possibilidade de bolsas de até 100%, de acordo com o perfil do candidato e a disponibilidade de cada turma — reforçando o compromisso da instituição com inclusão e formação de novos talentos.

Um polo de criação e formação na dança contemporânea

Inaugurado em 30 de abril de 2022, na Avenida Armando Lombardi, o Espaço Tápias nasceu com o propósito de transformar vidas por meio da arte. Sob direção de Giselle Tápias e Flávia Tápias, nomes reconhecidos nacionalmente e internacionalmente, o centro cultural consolidou-se como um núcleo de incentivo à criação, à pesquisa e à circulação da dança contemporânea no Brasil.

A estrutura conta com salas destinadas a aulas e ensaios, além da Sala Maria Thereza Tápias, voltada para espetáculos, encontros e apresentações artísticas. O espaço também acolhe artistas e professores independentes, fomentando um ambiente colaborativo de experimentação e intercâmbio.

A Semana de Portas Abertas representa não apenas uma oportunidade de conhecer cursos, mas de entrar em contato com um ecossistema artístico que articula formação, produção e difusão cultural.

Serviço
Semana de Portas Abertas – Espaço Tápias
📅 23 a 27 de fevereiro de 2026
📍 Av. Armando Lombardi, 175 – 2º andar – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
📞 Informações e inscrições: (21) 97279-9684 – WhatsApp

A iniciativa conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale e da ENGIE, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com realização do Ministério da Cultura – Governo Federal.

Livro sobre Anísio Teixeira será lançado

Com organização do professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenador-geral do Fórum Estadual de Educação do RJ (FEE/RJ) e presidente do Fórum Nacional de Gestão Democrática da Educação (FORGEDE), Waldeck Carneiro, será lançado nesta segunda-feira (23/02), às 18h, na Livraria Blooks, em Botafogo, mais um título da Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”. O homenageado da vez é o gestor, professor e estadista da educação Anísio Teixeira com a obra “Educação e Democracia em Anísio Teixeira”, com dezoito autores, prefácio do sociólogo e filósofo Luiz Antônio Cunha, pósfácio da professora titular da UERJ e da UFF Nilda Alves e com depoimento de Clarice Nunes, Doutora em Ciências Humanas, dedicada à História da Educação.

Sobre a Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”

Publicada pela Nitpress, a coleção reúne estudos aprofundados sobre grandes nomes da educação no Brasil. Com forte base acadêmica, a coleção foca em figuras centrais, incluindo Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes e Anísio Teixeira, visando revisitar e atualizar suas obras. A coleção, que também se prepara para destacar pensadoras da educação, é descrita como uma coletânea de alto nível intelectual.

Volumes e Destaques da Coleção:

• Vol. 1 – Diálogos com Paulo Freire (2021/2022): Lançado no centenário de Freire, analisa o patrono da educação com textos de diversos pesquisadores;

• Vol. 2 – Tributo ao Centenário de Darcy Ribeiro (2022/2023): Foca no educador e antropólogo como pensador, político e gestor;

• Vol. 3 – Florestan Fernandes: Volume dedicado ao sociólogo e pensador da educação;

• Vol. 4 – Educação e Democracia em Anísio Teixeira (2025/2026): Analisa o pensador, gestor e estadista da educação.

*Sobre Anísio Teixeira*

Oficialmente reconhecido, no dia 15 de outubro de 2024, Dia do Professor, como “Patrono da Escola Pública Brasileira”, Anísio Teixeira esteve, durante doze anos, à frente de uma instituição que tem hoje o seu nome: o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O educador foi um dos criadores da escola pública no Brasil e defensor da democratização do ensino e da transformação social por meio da educação. Sempre defendeu a criação de uma rede de ensino que atendesse a todos, desde os primeiros anos nas escolas até a formação universitária.

Nascido em 1900, em Caetité (BA), Anísio Teixeira formou-se em direito pela Universidade do Rio de Janeiro, estado do qual foi secretário de Educação. Jurista, intelectual e escritor, foi muito atuante na década de 1930, quando o país vivia o auge de um debate em prol da universalização da escola pública, laica, gratuita e obrigatória. Na época, integrou o grupo de educadores responsáveis pelo Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que propunha a reforma do sistema de ensino brasileiro.

Defendia uma educação construtivista, na qual os alunos atuariam como agentes transformadores da sociedade. Manifestava constantemente preocupação com uma educação que fosse “livre de privilégios”, e se dizia contra a educação como “processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância”, motivo pelo qual se dizia inconformado com a alta taxa de analfabetismo do país.

Entre o seu legado, está a criação da Universidade do Distrito Federal, em 1935, durante sua passagem pela Secretaria de Educação da Bahia, em 1950; e a fundação da Escola Parque (Centro Educacional Carneiro Ribeiro), em Salvador – instituição considerada pioneira por trazer, em sua gênese, a proposta revolucionária de educação profissionalizante e integral, voltada para as populações mais carentes.

Foi também foi um dos idealizadores do projeto que resultou na criação da Universidade de Brasília (UnB), inaugurada em 1961, da qual veio a ser reitor em 1963. Foi convidado para assumir o Inep após a morte prematura de Murilo Braga em acidente aéreo. Para assumir o novo cargo, deixou a Campanha de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.

Durante o Regime Militar, em 1964, foi para os Estados Unidos, para lecionar nas universidades de Colúmbia e da Califórnia. De volta ao Brasil, em 1966, tornou-se consultor da Fundação Getúlio Vargas.