Advogar nos EUA: Como brasileiros podem se preparar para atuar legalmente numa das profissões mais valorizadas do país

Com salários competitivos, valorização internacional e grande demanda por profissionais qualificados, o mercado jurídico dos Estados Unidos atrai cada vez mais advogados brasileiros. Estudantes e profissionais da área podem se preparar desde já para conquistar seu espaço

 A profissão de advogado nos Estados Unidos é associada a prestígio, alta remuneração e impacto social direto. Com média salarial cerca de 300% superior à brasileira, universidades de ponta e um sistema jurídico globalizado, o país se tornou um destino promissor para juristas formados no exterior — especialmente para brasileiros.

Segundo o advogado de imigração Murtaz Navsariwala o mercado jurídico norte-americano está cada vez mais globalizado e receptivo a profissionais estrangeiros — especialmente aqueles com sólida experiência, especialização técnica e histórico de contribuição em sua área. “Advogados brasileiros com atuação em direito internacional, compliance, arbitragem ou imigração têm uma vantagem competitiva. Os EUA valorizam expertise e impacto social. Quem já acumulou conquistas profissionais deve considerar vias como o visto EB2-NIW, que dispensa oferta de emprego ao comprovar mérito e relevância profissional”, orienta Murtaz.

Além disso, o domínio do inglês jurídico, participação em eventos internacionais e publicações acadêmicas fortalecem o perfil. “Muitos dos nossos clientes são profissionais com anos de experiência que descobriram que estavam, sim, prontos para dar esse passo — só faltava um planejamento jurídico adequado”, completa.

Para quem ainda está na faculdade, o momento de planejar uma carreira jurídica internacional é agora. De acordo com o advogado, decisões estratégicas durante a graduação fazem toda a diferença no futuro do processo imigratório. Participar de projetos de pesquisa, estágios internacionais, intercâmbios acadêmicos e se envolver com áreas com projeção global — como direitos humanos, direito ambiental ou negócios internacionais — são passos importantes para quem pretende atuar nos EUA no futuro”, afirma.

Ainda segundo o Murtaz, é possível construir desde cedo um perfil profissional alinhado com os critérios de elegibilidade para vistos como o EB2-NIW. “Quem se destaca desde o início da formação tende a ter mais facilidade para demonstrar trajetória de impacto no momento de solicitar o visto. Nossa recomendação é: trate sua graduação como o primeiro degrau de uma carreira global.”

Com remuneração elevada, prestígio social e impacto direto na construção da justiça, a advocacia nos EUA representa uma oportunidade concreta para brasileiros bem preparados. O sistema jurídico americano está aberto a talentos internacionais — e, segundo o Murtaz Navsariwala, com o planejamento certo, o sonho de exercer a advocacia nos Estados Unidos pode se tornar uma meta realista.

Sobre o Murtaz Law

A Murtaz Law é um escritório de advocacia especializado em imigração para os Estados Unidos. Fundado pelo advogado Murtaz Navsariwala, o escritório é reconhecido pela atuação ética, técnica e baseada em dados, oferecendo informações confiáveis a brasileiros que desejam iniciar ou dar continuidade a processos migratórios.

Dr. Murtaz Navsariwala

Advogado especializado em imigração para os Estados Unidos, Murtaz Navsariwala combina formação em Economia e História pela Northwestern University com doutorado em Direito pela Indiana University Bloomington.

Com mais de uma década de atuação na área, e uma taxa de aprovação de 99,5%, Murtaz lidera o Murtaz Law, escritório sediado em Illinois (EUA) e reconhecido por sua excelência em vistos de trabalho, com destaque para o EB-2 NIW. Sua formação multidisciplinar, que combina Direito, Economia e História, contribui para uma abordagem sistêmica e estratégica dos temas migratórios, oferecendo interpretações claras e fundamentadas mesmo diante de assuntos complexos ou controversos.

Prefeitura de Niterói investe R$ 2 milhões na economia solidária da cidade

Edital de fomento contemplou 30 coletivos que trabalham em segmentos como artesanato, pesca artesanal, costura, alimentação, reciclagem e agricultura urbana

 No Dia Nacional da Economia Solidária, celebrado em 15 de dezembro, a Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária, realizou a cerimônia de entrega dos cheques aos coletivos contemplados pelo 3º Edital de Fomento à Economia Solidária de Niterói. A iniciativa tem como objetivo fortalecer coletivos produtivos, cooperativas e empreendimentos solidários da cidade. O valor investido nessa etapa foi de R$ 2 milhões para beneficiar mais de 150 pessoas em áreas como artesanato, pesca artesanal, costura, alimentação, reciclagem e agricultura urbana.

Com esta nova edição, o município alcança a marca de R$ 6 milhões investidos diretamente no fortalecimento da economia solidária local, beneficiando associações, cooperativas, redes e empreendimentos populares.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou o papel estratégico da economia solidária no desenvolvimento social e econômico da cidade, ressaltando o trabalho coletivo da administração municipal, o fortalecimento dos empreendimentos solidários e o compromisso histórico do governo com políticas públicas voltadas à inclusão, geração de renda e justiça social. Durante o encontro, o prefeito também anunciou novos investimentos.

“É uma alegria estar aqui com vocês, com as lideranças e com uma equipe que faz da gestão pública um verdadeiro trabalho coletivo. Quero reconhecer o trabalho transformador dos empreendimentos e dos movimentos da economia solidária, que têm compromisso com os coletivos e ajudam a mudar a realidade da nossa cidade. Mandei o projeto criando a lei da economia solidária de Niterói. No ano que vem, vamos ampliar ainda mais esse apoio, com um edital ainda maior. Também quero anunciar que a Casa da Economia Solidária será desapropriada e passará a ser definitivamente do povo, da Prefeitura e da economia solidária. Vamos fazer um governo ainda melhor e ninguém segura Niterói, ninguém segura a economia solidária”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

O encontro foi um momento de celebração e reafirmação do compromisso de Niterói com políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, geração de renda e fortalecimento dos movimentos sociais. Para o secretário de Assistência Social e Economia Solidária, Elton Teixeira, os resultados são frutos do diálogo permanente com a sociedade civil, da escuta ativa dos coletivos e de uma decisão política de tratar a economia solidária como prioridade.

“Hoje é um dia simbólico para o Brasil e para Niterói. Ao longo dos últimos anos, avançamos muito ao atender as demandas do movimento social e trazer a economia solidária para o centro do orçamento público, transformando-a, de fato, em política pública. Instituímos o marco regulatório, ampliamos as feiras, criamos a moeda social Arariboia — o maior programa de economia solidária do país —, fortalecemos os espaços de comercialização e implementamos um modelo inovador de fomento que nasceu da escuta ativa do Fórum de Economia Solidária. Isso mostra que é possível construir políticas públicas eficazes quando o poder público caminha junto com a sociedade”, explicou Elton Teixeira.

O modelo utilizado em Niterói, em vez do microcrédito tradicional, é de um fomento a fundo não reembolsável, que garante autonomia para que os coletivos utilizem os recursos de acordo com suas próprias necessidades (formação, formalização ou aquisição de equipamentos).

O fomento tem como objetivos estimular a geração de trabalho e renda, fortalecer iniciativas autogestionárias e ampliar as condições de produção e comercialização justa em Niterói. Os empreendimentos apoiados são cadastrados na Casa Paul Singer e organizados no âmbito do Fórum Municipal de Economia Solidária.

O edital de fomento à economia solidária tem contribuído para transformar a realidade de comunidades tradicionais em Niterói, oferecendo alternativas de geração de renda e fortalecendo iniciativas sustentáveis. Um dos exemplos é a Associação de Pescadores Amigos da Lagoa de Piratininga (APALAP), que foi contemplada pela segunda vez e tem utilizado os recursos para estruturar o turismo de base comunitária como complemento à atividade pesqueira.

“Essa é a segunda vez que a associação é contemplada. Para nós, isso é muito importante. Na primeira vez, investimos no turismo de base comunitária: compramos um barco e um motor para poder trabalhar na Lagoa de Piratininga. Isso fez muita diferença na vida dos pescadores. O turismo ajudou a garantir um retorno financeiro para os pescadores quando não era possível tirar o sustento da pesca. Agora, nesse segundo edital, vamos investir na melhoria dos barcos, com a instalação de capotas, para dar mais conforto aos visitantes e ampliar o turismo, mostrando a beleza natural da lagoa. Hoje, temos cerca de 70 a 80 pescadores envolvidos e queremos ampliar esse cadastro, sempre com o objetivo de garantir um trabalho digno e sustentável para todos”, explicou Luiz Mendonça, presidente da associação.

A economia solidária em Niterói tem se consolidado como uma política pública estruturante, com resultados expressivos na geração de renda, no fortalecimento da economia local e na redução das desigualdades sociais. O crescimento do movimento é fruto da articulação entre produtores locais, universidades, incubadoras e o poder público, formando uma rede de cooperação que transforma realidades e projeta a cidade como referência nacional e internacional no setor.

Para Maria Jurgleide de Castro Oliveira (Jujuca), artesã, ativista e membro da executiva do Fórum de Economia Solidária de Niterói (FES-NIT), os avanços demonstram que o modelo vai além de um nicho econômico e se consolida como um verdadeiro motor do desenvolvimento sustentável. 

“É uma honra falar em nome de um movimento que transforma vidas e o futuro de Niterói. A economia solidária cresce a cada dia e é construída a partir de um tripé fundamental: os produtores locais, as universidades e incubadoras, e o poder público. Hoje somos mais de três mil empreendimentos cadastrados. Antes da pandemia éramos cerca de 200. Somente neste ano, ultrapassamos dois milhões de reais em vendas nas feiras, com recursos que circulam na cidade e fortalecem pequenos produtores. Tenho certeza que iremos avançar ainda mais na redução das desigualdades e no fortalecimento dessa política pública que já é referência para o Brasil e para o mundo”, destacou Jujuca.

O encontro contou com a participação da deputada estadual Verônica Lima, das secretárias da Mulher, Thaiana Ivia, e de Direitos Humanos e Cidadania, Cláudia Almeida, do secretário de Governo, Paulo Bagueira e de representantes de diversos coletivos da economia solidária no município.

Fotos: Lucas Benevides

CIEE projeta mais de 68 mil vagas sazonais de estágio e aprendizagem até fevereiro

São Paulo e Nordeste lideram a oferta, especialmente nas áreas de Educação, Administração e Direito; CIEE registra 290 mil contratos até novembro, crescimento de 7% em relação a 2024

O período que marca o fim e o início do ano é tradicionalmente reconhecido como o mais favorável para quem busca ingressar no mercado de trabalho. Inserido nesse cenário, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) – maior ONG de inclusão social e emprego jovem do Brasil – projeta a abertura de 68,2 mil vagas de estágio e aprendizagem até fevereiro de 2026.

A oferta reforça a sazonalidade típica do fim do ano, quando muitos estudantes concluem ciclos escolares ou encerram contratos de estágio, cujo limite legal é de dois anos, o que naturalmente abre novas oportunidades.

Áreas com mais oportunidades

Para estágio, os cursos com maior volume de vagas no período são:

  • Educação
  • Administração
  • Direito

Já no programa de aprendizagem, as áreas que mais se destacam são:

  • Administração
  • Logística
  • Varejo

Distribuição regional das vagas

O estado de São Paulo lidera o volume de oportunidades:

  • 33 mil vagas no total, sendo 31,9 mil de estágio.

Na sequência, estão:

  • Nordeste: 20,2 mil oportunidades (18 mil vagas de estágio)
  • Norte: 4,8 mil vagas
  • Centro-Oeste e Distrito Federal: 7,7 mil vagas

Resultados nacionais em 2025

Até novembro de 2025, o CIEE alcançou 290 mil contratos ativos de estágio e aprendizagem no Brasil, número que representa um aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2024.

Orientação ao estudante

Para Patrícia Testai, gerente Nacional de Operações e Atendimento do CIEE, o período sazonal é estratégico para quem busca a primeira oportunidade profissional. “O período de dezembro a fevereiro é de fundamental importância porque reúne o maior contingente de vagas do ano. Aos que buscam uma oportunidade, é importante sempre manter os dados atualizados no portal CIEE e ficar atento ao celular e e-mail”, reforça.

 

Corte Constitucional da Itália marca audiência para julgar a constitucionalidade da nova lei de cidadania

 

O dia 11 de Março de 2026 marca um novo capítulo para os ítalo–descendentes que buscam pelo legítimo direito ao reconhecimento da cidadania italiana iure sanguinis (por direito de sangue). Nessa data, a Corte Constitucional, órgão máximo da justiça italiana, marcou uma audiência pública para a análise da polêmica nova lei 74/2025, promulgada em Maio de 2025, que limitou o direito ao reconhecimento da cidadania a filhos e netos de cidadãos italianos, dentre outras restrições. Até então, não havia limite geracional, sendo necessária apenas a comprovação documental do vínculo com um ancestral italiano.

 

Ao completar um mês de vigência, a nova lei da Cidadania Italiana, já era questionada em 1ª instância. O juiz Fabrizio Alessandria, do Tribunal de Turim, acatou os argumentos dos advogados de um ítalo-descendente, considerando legítima a arguição de inconstitucionalidade. Assim, suspendeu o processo e o submeteu para a Corte Constitucional, que pode pedir a revisão ou até mesmo determinar a revogação da nova legislação, pela não conformidade com princípios constitucionais.

 

“Acreditamos que a ordem jurídica será restabelecida, com o respeito aos direitos fundamentais dos descendentes e a declaração de inconstitucionalidade das disposições da nova lei”, ressalta o jurista italiano David Manzini, um dos maiores especialistas do tema, em atividade no Brasil. CEO e fundador da Nostrali Cidadania Italiana, ele já assessorou mais de 30 mil ítalo–descencendes na obtenção da cidadania.

Palazzo dela Consulta, em Roma, sede da Corte Constitucional da Itália.

Direito originário imprescritível e transmissível sem limite de geração

Manzini aponta que a nova lei revoga direitos fundamentais, infringindo artigos da Constituição da Itália, reforçando assim a tese de inconstitucionalidade. “A cidadania italiana não é uma concessão gentil do Estado. É um direito originário, fundamental, imprescritível e transmissível sem limites de geração”, enfatiza o jurista. Para o especialista, o novo texto contraria até mesmo artigos de tratados internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e a Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH) e fere a lei Geral da Itália, preliminar ao Código Civil Italiano.

David Manzini – CEO da Nostrali Cidadania Italiana (Nostrali Divulgação).

Principais inconstitucionalidades da nova lei

A seguir, o jurista David Manzini descreve os pontos mais controversos da nova legislação, que deverão ser analisados pela Corte Constitucional.

– O artigo 77 Constituição italiana prevê que um Decreto-Lei só pode ser adotado em casos extraordinários de urgência, o que não existia nessa matéria. Dessa forma, lançar mão desse dispositivo legal se mostrou desproporcional, em contraste com os princípios fundamentais da Constituição.

– A nova lei também viola o artigo 97 da Constituição italiana, relativo ao princípio da confiança legítima do cidadão em relação à administração pública. Além dos efeitos retroativos, a nova norma prejudica cidadãos que já haviam iniciado o procedimento, reunido documentos e formado uma expectativa legítima do reconhecimento de sua cidadania, com base na legislação e numa jurisprudência já consolidada.

– A nova norma contrasta os artigos 2, 3 e 22 da Constituição italiana, porque gera situações irrazoáveis dentro de uma mesma família. Dois irmãos com o mesmo ascendente italiano, por exemplo, podem se encontrar em condições completamente diferentes, com um deles obtendo a cidadania e outro não, apenas por causa de um prazo introduzido de forma arbitrária pelo legislador. Isso fere a unidade familiar, o princípio de igualdade e o direito à identidade pessoal.

– A lei também limitou o acesso à tutela jurisdicional, em contrates com os artigos 24 e 3 da Constituição, que garante a todos o direito de recorrer ao juiz para ver reconhecidos os próprios direitos subjetivos. Ao impor prazos e restrições, o legislador acaba reduzindo de forma injustificada a possibilidade de fazer valer um direito que a Constituição já considera plenamente tutelado.

– A norma introduz um prazo não razoável para apresentação dos pedidos de reconhecimento da cidadania. Um prazo tão restrito torna praticamente impossível que milhões de descendentes exerçam um direito que antes era reconhecido sem limitações temporais. Isso também viola o princípio de razoabilidade que deve sempre orientar a atividade legislativa.

O que pode acontecer após o julgamento

– Adequação legislativa

Caso a Corte Constitucional reconheça a inconstitucionalidade da norma, poderá instar o Parlamento e o Governo a promoverem a revisão ou até mesmo a revogação da legislação vigente. Dessa forma, ela seria readequada aos preceitos constitucionais, especialmente no que tange à irretroatividade da lei e ao princípio da continuidade do status civitatis.

– Efeito vinculante e criação de precedente

A decisão da Corte terá efeito vinculante erga omnes, consolidando um precedente que deverá ser seguido por todos os tribunais ordinários e administrativos em processos futuros. Isso poderá impactar diretamente os ítalo-descendentes que tiveram seus pedidos protocolados ou planejados após a entrada em vigor da nova norma.

– Repercussão internacional

– Considerando a dimensão da diáspora italiana, sobretudo em países como Brasil e Argentina, que concentram a maior comunidade de ítalo-descendentes do mundo, uma eventual declaração de inconstitucionalidade poderá restaurar o acesso à cidadania iure sanguinis a milhões de descendentes.

Tendência é que seja declarada a inconstitucionalidade

David Manzini se demonstra otimista com o julgamento na Corte Constitucional. “Confiamos firmemente nas cortes superiores da Itália”, afirma o jurista. Ele ressalta que, especialistas em direito público italiano, que hoje integram o corpo jurídico da Nostrali Cidadania Italiana na Itália, sustentam que a nova lei foi introduzida por medida provisória de forma injustificada, sem a observância do devido processo legislativo e com efeitos retroativos indevidos, sobre um direito fundamental. “Por essa razão, compreendemos que a tendência é de que a nova norma seja declarada inconstitucional”, enfatiza o jurista.

 

O especialista orienta que os ítalo-descendentes que ainda não buscaram pelo reconhecimento da dupla cidadania comecem o quanto antes. “Quanto mais cedo o processo é iniciado, menores tendem a ser os impactos de possíveis novas alterações legislativas, burocráticas ou financeiras”, finaliza David Manzini.

 

Governo do Estado anuncia mais de 2,6 mil vagas de emprego, estágio e jovem aprendiz

Há oportunidades para diferentes perfis e a maioria exige experiência comprovada


O Governo do Estado divulga, esta semana, 2.625 oportunidades de emprego formal, estágio e jovem aprendiz no Rio de Janeiro, captadas pela Secretaria de Trabalho e Renda. Por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine) são oferecidas 1.262 vagas com carteira assinada, distribuídas pelas regiões Metropolitana, Serrana e Médio Paraíba. Para quem está buscando estágio ou uma chance como jovem aprendiz, o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) disponibiliza 1.158 oportunidades e a Fundação Mudes, 205.

O salário médio oferecido para os cargos da região Metropolitana é de dois salários mínimos (R$ 3.036) para cargos como manobrista, operador de caixa, assistente administrativo, repositor de mercadorias e soldador, entre outros. Uma das posições com o maior número de vagas (280) é para atendente de lanchonete, em diversos bairros do Rio de Janeiro, todos com exigência de experiência comprovada e o Ensino Médio completo. Também há oportunidades para empregada doméstica, gerente de loja, babá e zelador. Para pessoas com deficiência (PcD), há 107 posições e as remunerações também vão até R$ 3.036.

No Médio Paraíba, foram captadas 35 oportunidades nas cidades de Valença, Vassouras e Volta Redonda, com remuneração média de um salário mínimo. Já na Serra, todas as 130 ofertas de emprego são para Teresópolis. A remuneração média varia de um a dois salários mínimos, para funções como as de jardineiro, camareira de hotel, faxineiro e cozinheiro.

De acordo com o Observatório do Trabalho da Secretaria de Trabalho e Renda, 57% das vagas captadas são do setor do Comércio e 43% de Serviços. Por nível de escolaridade, 43% das oportunidades requerem o Ensino Médio completo e 47,5%, o Ensino Fundamental completo. A maioria das vagas (66,9%) exige experiência.

Para se inscrever ou atualizar o cadastro, é necessário ir a uma unidade do Sine, levando os documentos de identificação civil, carteira de trabalho, PIS/PASEP/NIT/NIS e CPF. O endereço e os detalhes de todas as vagas oferecidas podem ser encontrados no Painel Interativo de Vagas, disponível no site www.rj.gov.br/trabalho.

Quem busca uma oportunidade de estágio ou jovem aprendiz, pode se candidatar a uma das 1.158 vagas oferecidas pelo CIEE e 205 pela Fundação Mudes. Informações mais detalhadas podem ser obtidas em www.ciee.org.br  e www.mudes.org.br.

 

 

Rio de Janeiro supera recorde anual de aberturas de empresas antes do fim de 2025

Estado registra mais de 79 mil novos negócios de janeiro a novembro deste ano

O ano de 2025 já entrou para a história da economia do Rio de Janeiro. Com as 6.665 empresas abertas em novembro, o estado superou o recorde anual de aberturas, totalizando 79.424 novos negócios, contra os 76.036 registrados pela Junta Comercial do Estado do Rio (Jucerja) em 2024. O número alcançado em novembro superou em 7,81% o recorde anterior do mês, computado em 2021, que foi de 6.182.


– Bater um recorde anual de novos negócios antes mesmo do fim do ano representa mais do que um indicador positivo: significa novas oportunidades de emprego, aumento da circulação de renda e maior oferta de serviços para a população em todas as regiões do estado. Essa marca histórica sinaliza a confiança crescente de quem decide empreender no Rio de Janeiro e demonstra que o nosso ambiente de negócios está cada vez mais favorável a novos empreendimentos – declarou o governador Cláudio Castro.

Esse foi o nono mês com recorde de abertura de novos negócios em 2025 e o quinto consecutivo. Na comparação com novembro de 2024, quando foram abertas 5.886 empresas, o aumento chegou a 13,23%, reforçando o dinamismo do empreendedorismo registrado no estado este ano. Os outros recordes foram atingidos em janeiro (7.164 novas empresas), fevereiro (8.385), março (7.089), maio (6.943), julho (7.594), agosto (7.318), setembro (7.395) e outubro (7.546).

– Os números alcançados até novembro mostram que 2025 já entrou para a história da economia fluminense, com o maior volume de abertura de empresas registrado pela Jucerja. Trabalhamos para desburocratizar, simplificar e agilizar os processos. O empreendedorismo tem sido um pilar importante para a geração de empregos e renda, e seguiremos avançando nesse caminho – afirmou o presidente da Jucerja, Sérgio Romay.

Entre as principais atividades econômicas com maior número de novos registros no ano estão: serviços de escritório, consultórios médicos, consultórios de psicologia e psicanálise, comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, e restaurantes e similares.

Já os municípios que mais contribuíram para o resultado até novembro foram: Rio de Janeiro, com 40.375 novos negócios; Niterói, com 5.824; Duque de Caxias, com 2.884; São Gonçalo, com 2.470; e Nova Iguaçu, com 2.224.

 

Governo do Estado divulga 2,2 mil vagas de emprego formal, estágio e Jovem Aprendiz

Grande parte das vagas é dos setores do Comércio e de Serviços


O Governo do Estado divulga, esta semana, 2.295 oportunidades de emprego formal, estágio e jovem aprendiz no Rio de Janeiro, captadas pela Secretaria de Trabalho e Renda. Por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine), são oferecidas 973 vagas com carteira assinada, distribuídas pelas regiões Metropolitana, Serrana e Médio Paraíba. Para quem busca estágio ou uma chance como jovem aprendiz, há um total de 1.322 oportunidades: 203 ofertadas pela Fundação Mudes e 1.119, pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE).

Na Região Metropolitana, concentram-se 54,5% das oportunidades, totalizando 530 vagas de emprego. As remunerações variam de dois a três salários mínimos (R$ 3.036 a R$ 4.554). Há vagas sem exigência de experiência, como as de atendente de lanchonete, ajudante de carga e descarga e operador de receptivo. Para ajudante de caminhão, entretanto, é preciso experiência prévia e o Ensino Fundamental incompleto. Ainda na região, existem 118 oportunidades para pessoas com deficiência (PcD), em diversas funções e faixas salariais.

Nas cidades de Valença, Volta Redonda e Rio das Flores, no Médio Paraíba, foram captadas 137 oportunidades com remuneração média de um a dois salários mínimos (de R$ 1.518 a R$ 3.036). Já as vagas de encanador, maçariqueiro e farmacêutico oferecem salários entre dois e três mínimos (de R$ 3.036 a R$ 4.554). Na Região Serrana, foram captadas 306 vagas, com remuneração de um a dois salários mínimos, para a posição de assistente de governanta, atendente de farmácia e camareira de hotel.

De acordo com o Observatório do Trabalho da Secretaria de Trabalho e Renda, a maioria das vagas captadas é dos setores do Comércio (54,4%) e de Serviços (45,6%). Por nível de escolaridade, 31,7% pedem o Ensino Médio completo e 33,1% o Ensino Fundamental completo. A maior parte das vagas 60,7% exige experiência.

É importante manter cadastro e currículos atualizados no Sistema Nacional de Emprego, que analisa o perfil do candidato e a vaga cadastrada pelo empregador. Para se inscrever ou atualizar o cadastro, é necessário ir a uma unidade do Sine com os documentos de identificação civil, carteira de trabalho, PIS/PASEP/NIT/NIS e CPF. O endereço das unidades e os detalhes de todas as vagas oferecidas podem ser encontrados no Painel Interativo de Vagas: www.rj.gov.br/trabalho.

Uma parceria com as instituições Fundação Mudes e CIEE resultou na oferta de estágios para diferentes níveis de escolaridade, além de oportunidades para jovem aprendiz. A Fundação Mudes oferece 203 vagas de estágio nos níveis Superior, Médio e Técnico. Para se candidatar, basta acessar www.mudes.org.br.  Já o CIEE, oferece 1.119 oportunidades de estágio para diferentes níveis de escolaridade e oportunidades para jovem aprendiz. Informações mais detalhadas podem ser obtidas em www.ciee.org.br.

 

Audições 2025 da Escola de Música da Rocinha com entrada franca

Acesse: https://niteroi.rj.gov.br/niteroi452anos/

Do dia 26/11 a 10/12 na sede da EMR e outros espaços de acordo com a programação

As Audições da Escola de Música da Rocinha são mais do que apresentações: “fecha um ciclo de aprendizado, dedicação e crescimento”, garante Natália Simonete, diretora de comunicação da instituição musical. É um momento único para celebrar o que os alunos conquistaram ao longo do ano, cada acorde, cada ritmo, cada nota que transforma esforço em talento.

_ A presença do público torna esse dia ainda mais especial, prestigiando o trabalho e a evolução de cada músico da Rocinha. É para se emocionar, vibrar e celebrar conosco o ano da melhor forma possível: com muita música – acrescenta Natália.

Há 30 anos a Escola atende 400 crianças e jovens de baixa renda da Rocinha e comunidades vizinhas, no Rio de Janeiro, desde o básico até níveis avançados. As inscrições estão abertas para os cursos: canto coral, piano/teclado, flauta doce, violão, cavaquinho, percussão, violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversa, clarinete, trompete, trompa, trombone, harpa, musicalização, teoria e percepção, prática de conjunto e prática de orquestra.

O trabalho da EMR vem crescendo e formando grandes promessas da música que cantam e tocam pelo Brasil afora: Banda Capo, Chorando à Toa, Coro Infanto-juvenil, Coro de Jovens, Orquestra de Câmara da Rocinha, entre outros.

Programação – Dias:

•             26/11, quarta-feira, 19h50

Recital dos Corais (professores Valéria Correa e Anderson Vieira). Local: Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Largo do Boiadeiro, Rocinha.

•             28/11, sexta-feira, 18h

Recital Clarinete com participação Flautas Doce Polo Rocinha (Felipe Barbosa, Gabriella Alves e Victoria Souza). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

•             1/12, segunda-feira, 17h

Recital Saxofone, segunda-feira, 17h, (professor – Gustavo Spindola). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

•             1/12 – segunda-feira, 18h

Recital Cordas com participação Cordas Polo Rocinha (professores Vanessa Rodrigues e Gibran Moraes). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

•             2/12, terça-feira, 18h

Recital Flauta Tranversa e Flauta Doce (professores Danielle Rodrigues e Rodrigo Belchior). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

             4/12, quinta-feira, 18h

Recital Musicalização e Orquestra (professores Danielle Rodrigues e Rodrigo Belchior). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

•             05/12, sexta-feira

16h

– Recital de Contrabaixo (professor Ighor Albuquerque). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

18h

– Recital de Percussão, Violão com participação Violões Polo Rocinha (professores Geórgia Câmara e Paulo Victor Coutinho). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

•             6/12, sábado, 10h

Recital Muzema (professor Yuri Jardilino). Local: Av. Engenheiro Souza Filho 2631 – O Cisco Muzema

•             8/12, segunda-feira, 18h

Recital EMR Lab (professor Henrique Machado). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

·         9/12, terça-feira, 18h

Recital Percussão, Piano e Cavaquinho (professores Matheus Fonseca, Bruno Santos e Junior Tavares). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

•             10/12, quarta-feira, 16h

Recital Trompete, Trompa e Trombone (professores Thiago Pires, Raphael Rezende e Luis Claudio Soares). Local: Avenida Niemeyer 776 – 18º andar – Auditório

 

 

Bienal capacita estudantes de gastronomia com experiências em padarias

Durante a programação da 2ª edição Bienal da Gastronomia, a Prefeitura de Belo Horizonte promoveu a iniciativa “Trilha da Panificação”, que ofereceu aos estudantes dos cursos de Gastronomia da capital uma imersão no universo da panificação e seus processos. Realizada nesta semana, a ação proporcionou uma experiência prática, combinando aprendizado técnico, troca de conhecimentos e vivências sensoriais com mestres panificadores e especialistas do setor.

A ação integra o apoio do Sindicato e Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão) à Bienal. Estudantes de Gastronomia de cinco instituições de ensino da cidade — UNIBH Le Cordon Bleu, UniArnaldo, Faculdade Promove, Faculdade Estácio e Senac Minas — participaram de oficinas, demonstrações práticas e debates sobre o presente e o futuro da panificação artesanal.

As atividades abordaram desde técnicas tradicionais, como fermentação natural e moldagem, até inovações que vêm transformando o mercado e valorizando o trabalho artesanal de quem produz o alimento. A programação também coincidiu com a celebração do Dia Mundial do Pão, em 16 de outubro, reforçando o simbolismo e a importância do tema dentro da 2ª Bienal da Gastronomia.

A programação ocorreu em diferentes espaços de Belo Horizonte, como a Bagueteria Francesa, a Oficina de Panificação Bunge/Celmaq e a Passeli Boulangerie, proporcionando aos participantes a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho e as práticas profissionais da panificação.

Para Michelle Pereira, estudante do 3º período de gastronomia da faculdade Senac Minas, a visita à Bagueteria Francesa foi uma oportunidade única de aprendizado prático, permitindo vivenciar de perto processos fundamentais da panificação artesanal.

“Tivemos contato direto com os colaboradores, que nos mostraram os equipamentos e compartilharam experiências vividas no dia a dia do trabalho. Foi uma contribuição muito significativa para a minha formação, especialmente por ampliar meus horizontes e me permitir compreender de perto toda a estrutura, o cuidado e a alegria presentes em cada detalhe do empreendimento”, disse Michelle.

Rota do Pão – Circuito de Padarias

A 2ª Bienal da Gastronomia de Belo Horizonte segue valorizando os sabores da cidade e fortalecendo a identidade cultural da capital criativa da gastronomia. Como parte da programação oficial, a Belotur, em parceria com a Amipão, lançou o guia “Circuito de Padarias”, uma iniciativa que amplia a visibilidade dos estabelecimentos participantes e convida o público a explorar a tradição e a inovação presentes na panificação belo-horizontina.

Disponível no Portal Belo Horizonte, o mapa digital reúne informações sobre cada padaria do circuito, facilitando a descoberta de novos sabores, histórias e experiências que compõem o cotidiano da cidade.

A ação reforça o compromisso da Bienal da Gastronomia em valorizar o trabalho dos empreendedores locais, aproximar o público das tradições que moldaram a história da panificação em Belo Horizonte e estimular novas conexões entre moradores, visitantes e o universo criativo da gastronomia.

Bienal da Gastronomia

A 2ª edição da Bienal tem o apoio da Rede Supermercados BH; parceria educacional com as faculdades UniArnaldo, Estácio de Sá, Promove, Senac, UniBH Le Cordon Bleu e Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), e parceria institucional com a Frente da Gastronomia Mineira, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG) e Sindicato e Associação de Panificação e Confeitaria de Minas Gerais (Amipão).

 

Prevenção à fraude supera marketing como prioridade de investimento das empresas, mostra Serasa Experian

Relatório de Identidade e Fraude 2025 voltado a empresas é novo levantamento da datatech; Pesquisa mostra prioridade nas estratégias corporativas

Quase 40% das empresas brasileiras estão mais inclinadas a investir em ferramentas de prevenção à fraude do que em marketing (30,4%) e gestão de clientes (27,8%), segundo o “Relatório de Identidade e Fraude 2025 da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. A pesquisa ouviu representantes de empresas brasileiras entre abril e maio deste ano.

Confira nos gráficos abaixo os detalhes dessa visão:

O movimento observado reflete a crescente preocupação das organizações com a segurança digital em um cenário de avanço constante dos crimes cibernéticos. Embora apenas 33,3% das empresas do setor de Comércio declarem intenção de direcionar recursos prioritariamente para a prevenção à fraude em 2025, trata-se justamente do segmento que mais ampliou investimentos no tema em relação ao ano anterior: 45,5% das companhias do Comércio aumentaram seus aportes, índice superior ao da Indústria (44,2%) e ao de Serviços (31,7%). De forma geral, 35,3% das empresas brasileiras já investem mais em prevenção à fraude do que em 2024, demonstrando a consolidação dessa pauta como prioridade estratégica.

Caio Rocha, Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, explica que a tendência reflete a crescente percepção das empresas sobre a segurança como um pilar estratégico e inegociável para a continuidade dos negócios. “As companhias já compreendem que não basta adotar uma ou outra ferramenta: é essencial investir em proteção em camadas, combinando tecnologias e processos robustos. A segurança é uma responsabilidade estratégica, que protege a receita, preserva a reputação e fortalece a confiança de clientes, parceiros e colaboradores”, declara o executivo da datatech.

O Relatório de Identidade e Fraude da Serasa Experian é uma pesquisa anual que acompanha a percepção, o comportamento e as estratégias de consumidores e empresas frente aos desafios da segurança digital no Brasil.