Além de corrigir o valor da tabela do RAS, decreto cria novo turno de 24 horas de serviço extra
Congelado há mais de seis anos, o valor do Regime Adicional de Serviço (RAS) da Polícia Militar do Rio de Janeiro será reajustado em 36%. A novidade foi anunciada na manhã desta sexta-feira (13/11) pelo governador Cláudio Castro, ao divulgar a tabela com os novos valores do RAS, que começam a vigorar a partir dos serviços prestados neste mês de dezembro em diante.
– É uma satisfação muito grande atender o anseio dos nossos bravos policiais. O RAS não tinha correção desde maio de 2019. Esse reajuste representa mais uma ação concreta do nosso governo em investimento em segurança pública, tanto em recursos materiais quanto em recursos humanos – afirmou o governador Cláudio Castro.
O reajuste do RAS vai beneficiar milhares de policiais militares, praças e oficiais, que trabalham como voluntários em seus dias de folga. Diariamente, o policiamento ostensivo realizado pela corporação é reforçado por cerca de 5.300 policiais militares, que se inscrevem para trabalhar no RAS, através das unidades operacionais e do programa Segurança Presente. A nova tabela vai reger também os contratos do Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS).
– O reajuste da tabela do RAS e a criação do turno de 24 e da nova categoria de sargentos e subtenentes foram avanços importantíssimos para valorizar a nossa tropa. A valorização do policial tem reflexos positivos na sua vida pessoal e no seu desempenho profissional – disse o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes.
O coronel Menezes se refere a duas novidades inseridas no decreto que formalizou as mudanças. Uma delas é a criação de uma nova categoria, a de sargentos e subtenentes, uma forma de prestigiar os policiais mais antigos. A partir de agora, serão quatro categorias, todas devidamente reajustadas: 1) oficial superior; 2) tenentes e capitães; 3) sargentos e subtenentes; 4) soldados e cabos.
A segunda novidade é a criação do RAS 24 horas, ou seja, mais uma faixa de pagamento. Até então eram três turnos: 6, 8 e 12 horas. O turno de 24 horas será empregado em situações excepcionais e/ou emergenciais, exclusivamente, mediante prévia autorização fundamentada do Comando-Geral da Corporação.
Ação de inteligência revela rede de produção artesanal e comércio irregular de fuzis, pistolas e munições que abasteciam criminosos dos dois estados
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Civil, deflagrou, nesta quinta-feira (13.11), uma operação contra a fabricação e o comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios bélicos. As diligências acontecem simultaneamente no Rio de Janeiro e no Paraná, com o apoio da Polícia Civil do Paraná, e têm como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados à quadrilha.
-O Rio está combatendo com firmeza o crime organizado e tudo que o alimenta. Essa operação mostra que não estamos apenas prendendo traficantes, mas cortando as fontes que abastecem o poder bélico das facções. Cada arma apreendida é um passo a mais para devolver a paz às comunidades – afirmou o governador Cláudio Castro.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e começou após a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em fases anteriores da operação, submetidos à perícia digital. O material revelou um intenso fluxo de comunicações, vídeos e registros de transações ilegais, comprovando a existência de uma rede estruturada de fabricação e venda de armas, tanto de uso permitido quanto restrito.
Durante as apurações, os agentes identificaram relações diretas entre fabricantes, intermediários e compradores, responsáveis por produzir e comercializar pistolas, fuzis e metralhadoras artesanais, além de munições montadas manualmente. As mensagens interceptadas e os registros financeiros apontam lucros que chegavam a 150%, e indicam o uso de transportadoras privadas para o envio disfarçado de armamentos, com instruções para ocultar o conteúdo e a identidade dos remetentes.
As equipes localizaram pontos de produção e armazenamento com ferramentas, peças de reposição, insumos e equipamentos usados para recarga de munições. Parte das armas produzidas ou adquiridas irregularmente era distribuída a terceiros sem qualquer controle legal ou registro.
– Essa operação é mais uma prova de que inteligência, integração e tecnologia estão no centro da nossa política de segurança. Estamos desarticulando quem fabrica, quem vende e quem financia a violência. O crime vai continuar recuando no Rio de Janeiro – completou o governador Cláudio Castro.
Foram criados, através de emendas parlamentares, três novos postos de coronel para quadros de oficiais da área da saúde: farmacêuticos, fisioterapeutas e veterinários.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em discussão única, nesta quarta-feira (05/11), o Projeto de Lei 6.028/25, de autoria do Poder Executivo, que prevê a readequação do efetivo da Polícia Militar (PMERJ), com o objetivo de alterar os quadros de oficiais da corporação. O texto aprovado pelo Parlamento fluminense será encaminhado à sanção ou veto do governador Cláudio Castro.
A norma segue os parâmetros da nova Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares (Lei Federal 14.751/23). Durante a votação da medida, os parlamentares da Alerj aprovaram, por meio de emendas, a criação de três novos postos de coronel na área da saúde, nos quadros de oficiais farmacêuticos, fisioterapeutas e de veterinários. A medida atende a uma reivindicação das categorias e não acarreta aumento de despesas aos cofres do Estado, visto que houve a redução do total de segundos-tenentes em relação à proposta original do Executivo – de 1.360 para 1.334.
O líder do governo na Alerj, deputado Rodrigo Amorim (União), explicou que a mensagem do Executivo tem como objetivo valorizar a categoria dos policiais. “A gente aprovou emendas reconhecendo a importância de algumas categorias, fazendo com que elas ascendam ao último posto da Polícia Militar, que é a patente de coronel. Além disso, estabelecemos critérios de promoção, reorganização da carreira e valorização da atividade policial”, comentou.
Segundo o texto, o efetivo geral da PMERJ passará a ser composto por um total de 60.448 integrantes, distribuídos entre os diversos postos e graduações. Haverá 82 coronéis, 291 tenentes-coronéis, 732 majores, 871 capitães, 1.008 primeiros-tenentes, 1.334 segundos-tenentes, 663 subtenentes, 1.201 primeiros-sargentos, 2.592 segundos-sargentos, 4.060 terceiros-sargentos, 10.128 cabos e 37.486 soldados. A norma altera a Lei 1.396/88, que fixou o efetivo da PMERJ.
Valorização dos quadros
O projeto original do Governo do Estado já previa a criação de cargos de coronéis para oficiais psicólogos e enfermeiros. No dia 15/10, o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, participou da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj e apresentou explicações sobre a proposta. De acordo com o coronel, cerca de 5% do efetivo da Polícia Militar, aproximadamente dois mil agentes, estão afastados por problemas psicológicos. Menezes declarou, ainda, que os policiais militares se suicidam quatro vezes mais do que a população comum.
“A medida traz a possibilidade do fortalecimento da rede de atenção à saúde mental dos policiais militares, que são o principal ativo da nossa corporação. A proposta também valoriza os enfermeiros, pelo número de profissionais existentes nessa categoria e dado a importância do trabalho da enfermagem na assistência de saúde”, esclareceu.
Entre outros pontos de destaque da proposta estão a criação do posto de segundo tenente dos oficiais de saúde; a inclusão dos oficiais de assistência social no quadro complementar; além da criação de cinco cargos de tenente-coronel para os oficiais auxiliares. A medida, de acordo com o coronel Menezes, também não apresenta aumento de despesas, já que houve o remanejamento de outros cargos e não o aumento do efetivo da corporação.
Policiais excedentes, novas nomenclaturas e quadros extintos
A proposta do Poder Executivo prevê ainda que os policiais militares mais modernos dos postos e graduações cujos efetivos forem reduzidos ficarão excedentes nos respectivos quadros e ocuparão as vagas, à medida em que forem surgindo.
O Quadro de Oficiais de Estado-Maior (QOEM) substitui o Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM). O Quadro de Oficiais Especialistas (QOE) sucederá o Quadro de Oficiais Auxiliares (QOA), passando a ser dividido em três especialidades. O Quadro de Praças Policiais Militares (QPMP) será o Quadro de Praças (QP). Já o Oficial Assistente Social passa a fazer parte do quadro complementar.
Ficam extintos os seguintes quadros: QPMP-1 (Manutenção de Armamento), QPMP-2 (Operador de Comunicações), QPMP-3 (Manutenção de Motomecanização), QPMP- 5 (Manutenção de Comunicações) e QPMP-7 (Corneteiro), além do posto de 2º Tenente do Quadro de Oficiais de Comunicações.
Quadros da corporação
De acordo com a nova proposta enviada pelo Executivo, o Quadro de Oficiais de Estado-Maior (QOEM) será constituído por 68 coronéis, 211 tenentes-coronéis, 438 majores, 410 capitães, 428 primeiros-tenentes e 455 segundos-tenentes.
No Quadro de Oficiais de Saúde (QOS), o efetivo será distribuído entre diversas especialidades. Entre os oficiais médicos, haverá 6 coronéis, 40 tenentes-coronéis, 128 majores, 173 capitães, 208 primeiros-tenentes e 285 segundos-tenentes. No grupo dos oficiais dentistas, constarão 2 coronéis, 15 tenentes-coronéis, 50 majores, 60 capitães, 78 primeiros-tenentes e 97 segundos-tenentes. Já entre os oficiais farmacêuticos, haverá 1 coronel, 2 tenentes-coronéis, 6 majores, 8 capitães, 10 primeiros-tenentes e 12 segundos-tenentes. Os oficiais veterinários serão representados por 1 coronel, 1 tenente-coronel, 4 majores, 5 capitães, 6 primeiros-tenentes e 7 segundos-tenentes.
No grupo dos oficiais psicólogos, o efetivo será composto por 1 coronel, 2 tenentes-coronéis, 15 majores, 19 capitães, 27 primeiros-tenentes e 36 segundos-tenentes. Entre os fisioterapeutas, haverá 1 coronel, 2 tenentes-coronéis, 7 majores, 11 capitães, 12 primeiros-tenentes e 16 segundos-tenentes. Os enfermeiros somarão 1 coronel, 4 tenentes-coronéis, 30 majores, 43 capitães, 60 primeiros-tenentes e 82 segundos-tenentes. Já os nutricionistas contarão com 2 tenentes-coronéis, 8 majores, 11 capitães, 12 primeiros-tenentes e 17 segundos-tenentes. Por fim, entre os fonoaudiólogos, haverá 1 tenente-coronel, 3 majores, 3 capitães, 4 primeiros-tenentes e 5 segundos-tenentes.
O Quadro de Capelães Policiais Militares (QCPM) será composto por 1 coronel, 2 tenentes-coronéis, 3 majores, 3 capitães, 4 primeiros-tenentes e 7 segundos-tenentes.
No Quadro Complementar (QC), constarão duas categorias: a dos pedagogos, composta por 1 tenente-coronel, 2 majores, 3 capitães, 4 primeiros-tenentes e 6 segundos-tenentes; e a dos assistentes sociais, que incluirá 1 tenente-coronel, 4 majores, 7 capitães, 8 primeiros-tenentes e 10 segundos-tenentes.
O Quadro de Oficiais Especialistas (QOE) será formado por diferentes grupos. Entre os oficiais auxiliares, haverá 7 tenentes-coronéis, 32 majores, 112 capitães, 143 primeiros-tenentes e 294 segundos-tenentes. O grupo dos músicos incluirá 1 major, 2 capitães, 3 primeiros-tenentes e 5 segundos-tenentes. Já os oficiais de comunicações serão compostos por 1 major, 1 capitão e 1 primeiro-tenente.
Por fim, o Quadro de Praças (QP) será subdividido em três categorias. O grupo de praças combatentes será formado por 578 subtenentes, 1.007 primeiros-sargentos, 2.315 segundos-sargentos, 3.519 terceiros-sargentos, 9.302 cabos e 37.496 soldados. O efetivo de praças músicos compreenderá 14 subtenentes, 60 primeiros-sargentos, 83 segundos-sargentos e 136 terceiros-sargentos. Já o grupo de praças auxiliares de saúde será composto por 66 subtenentes, 129 primeiros-sargentos, 194 segundos-sargentos, 405 terceiros-sargentos e 826 cabos.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro realiza, nesta quinta-feira (06/11), às 17h, no Theatro Municipal, a Missa de Sétimo Dia em memória dos policiais mortos na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão. Durante a cerimônia, o governador Cláudio Castro prestará homenagens também aos policiais feridos e aos demais agentes das polícias Civil e Militar que participaram da ação.
Serão homenageados Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, que era chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita); Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, policial civil da 39ª DP (Pavuna); Cleiton Searafim Gonçalves, policial do Bope; e Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, também policial do Bope.
Veículos interessados em cobrir o evento devem ser credenciados pelo e-mail governo.estadorj@imprensagovrj.com.br, informando o nome do veículo e dos profissionais, com número do documento.
Serviço:
Data: Quinta-feira, 06 de novembro
Horário: 17h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro — Praça Floriano, s/nº, Centro
Uma ação rápida da Guarda Civil Municipal de Niterói, da Secretaria de Ordem Pública, resultou, na manhã deste sábado, na detenção de um homem suspeito de furtar um botijão de gás de um caminhão da empresa Supergasbras, na região da Cantareira, no Centro da cidade.
Uma equipe da Guarda realizava patrulhamento preventivo na Praça JK quando recebeu, via Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), o informe sobre o furto. O suspeito foi localizado e abordado pelos agentes, que prestaram apoio aos guardas municipais.
O homem foi encaminhado à 76ª Delegacia de Polícia (Centro), onde o caso foi registrado.
A operação faz parte das ações permanentes da Prefeitura de Niterói voltadas à prevenção de roubos, furtos e manutenção do ordenamento urbano, com foco em ampliar a sensação de segurança no Centro da cidade.
Autoridades da Segurança Pública anunciaram, nesta sexta-feira (31/10), resultados parciais da ação durante coletiva na Cidade da Polícia
A Polícia Civil já identificou 99 criminosos neutralizados durante a Operação Contenção, deflagrada na última terça-feira (28/10), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. O resultado foi divulgado pelo Governo do Estado, em entrevista coletiva, nesta sexta-feira (31/10). Do total, 42 possuíam mandados de prisão pendentes e pelo menos 78 apresentavam extenso histórico criminal — número que ainda pode aumentar à medida que chegam informações de outros estados.
– Tendo em vista estes resultados, a gente vê que o trabalho de investigação e inteligência foi adequado, todos perigosos e com ficha criminal. Também, pela identificação das origens desses narcoterroristas, reforço a importância da integração com os estados. Em breve, vamos entregar os relatórios completos para as autoridades competentes – disse Claudio Castro.
O resultado é fruto de um trabalho ininterrupto de investigação e identificação conduzido pela área de inteligência da Polícia Civil, com o apoio de órgãos técnicos e periciais. Até o momento, foi possível constatar que parte dos identificados é oriunda de outros estados: 13 do Pará, sete do Amazonas, seis da Bahia, quatro do Ceará, um da Paraíba, quatro de Goiás, um do Mato Grosso e três do Espírito Santo.
– Esse foi um trabalho muito intenso, fizemos uma força-tarefa para reunir as evidências. Estou aqui para mostrar a integração entre as forças policiais, que foi tão importante para que a operação fosse bem-sucedida – ressaltou o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos.
Os dados evidenciam que o Rio de Janeiro abrigava lideranças criminosas de quatro das cinco regiões do país, demonstrando o alcance nacional da atuação do Comando Vermelho. Pelo menos um terço dos presos na operação também é proveniente de fora do estado.
As informações preliminares apontam que os complexos do Alemão e da Penha funcionavam como centros de comando, tomada de decisão e treinamento tático da facção narcoterrorista. As evidências indicam que integrantes recebiam instruções em armamento, tiro, uso de explosivos e táticas de combate nessas localidades.
– Esse foi um trabalho muito expressivo das nossas equipes, que conseguiram em curto espaço de tempo periciar todos os corpos, identificar 99 narcoterroristas e levantar os históricos criminais. A investigação prossegue para mostrar quem são esses bandidos – comentou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.
O levantamento também revela que o fluxo de caixa da facção nessas áreas movimentava cerca de 10 toneladas de drogas por mês. Tanto o Alemão quanto a Penha serviam como polos de abastecimento, distribuindo drogas e armas para outras comunidades controladas pelo grupo criminoso. A investigação mostra, ainda, que cerca de 50 fuzis eram negociados mensalmente a partir dessas regiões.
As apurações indicam que pelo menos 24 comunidades do Rio de Janeiro — entre elas o Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, a Rocinha, o Complexo da Maré, o Jacarezinho e o Complexo do Lins — são diretamente abastecidas por esses fluxos ilícitos.
A Polícia Civil está finalizando um documento de inteligência com centenas de páginas, que reúne a qualificação dos criminosos mortos e uma análise detalhada sobre o papel estratégico dos complexos da Penha e do Alemão dentro da estrutura da organização criminosa. As informações já consolidadas reforçam a importância estratégica da Operação Contenção, que atingiu o principal centro de decisões da facção criminosa no país. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros integrantes e ramificações da organização.
Ao todo, 117 criminosos foram mortos na operação. Todos os corpos já foram periciados, em esquema especial que reuniu a Polícia Civil e o Ministério Público, e 89 foram liberados para retirada pelos familiares. As diligências seguem para identificar os restantes.
– A Operação Contenção, ela é uma operação, uma política pública do Governo do Estado, integrada com a Polícia Civil, com a Polícia Militar. Essa ação foi mais de uma fase. Anteriormente, nós prendemos, ex-policiais que davam treinamento para traficantes, inclusive da Penha, apreendemos mais de 200 armas, a maioria de fuzis, e não foi em comunidade. Foram armas apreendidas, em mansões na Barra da Tijuca e no Estado de São Paulo. Fizemos outra ofensiva onde nós conseguimos um bloqueio de R$ 6 bilhões do Comando Vermelho. Então, é um trabalho feito em várias fases. A Operação Contenção não se resume a essa operação, mas a uma série de outras ações que nós estamos fazendo no combate a essa ação expansionista da facção criminosa Comando Vermelho”, esclareceu o secretário Felipe Curi.
LISTA PARCIAL:
Aleilson da Cunha Luz Junior Alessandro Alves de Souza Cauãn Fernandes do Carmo Soares Fabiano Martins Amancio Juan Marciel Pinho de Souza Marllon de Melo Felisberto Carlos Henrique Castro Soares da Silva Brendon César da Silva Souza Yuri dos Santos Barreto Michael Douglas Rodrigues Fernandes Alisom Lemos Rocha Richard Souza dos Santos Maicon Thomaz Vilela da Silva Jonas de Azeredo Vieira Lucas da Silva Lima Michel Mendes Peçanha Claudinei Santos Fernandes Fernando Henrique dos Santos André Luiz Ferreira Mendes Junior Marcos Adriano Azevedo de Almeida Cleiton da Silva Douglas Conceição de Souza Maicon Pyterson da Silva Alexsandro Bessa dos Santos Danilo Ferreira do Amor Divino Waldemar Ribeiro Saraiva Wendel Francisco dos Santos Cleideson Silva da Cunha Marcio da Silva de Jesus Luan Carlos Marcolino de Alcântara Nelson Soares dos Reis Campos Victor Hugo Rangel de Oliveira Maxwel Araújo Zacarias Hercules Salles de Lima Willian Botelho de Freitas Borges Ronaldo Julião da Silva Yan dos Santos Fernandes Célio Guimarães Júnior Marcos Vinicius da Silva Lima Alessandro Alves Silva Kauã Teixeira dos Santos Jeanderson Bismarque Soares de Almeida Diego dos Santos Muniz Yago Ravel Rodrigues Rosário Edione dos Santos Dias Rodolfo Pantoja da Silva Hito José Pereira Bastos Felipe da Silva Edson de Magalhães Pinto Carlos Eduardo Santos Felício Fabio Francisco Santana Sales Francisco Myller Moreira da Cunha Luiz Eduardo da Silva Mattos Luiz Claudio da Silva Santos Francisco Nataniel Alves Gonçalves Luciano Ramos Silva Vanderley Silva Borges Nailson Miranda da Silva Luiz Carlos de Jesus Andrade Vitor Ednilson Martins Maia Leonardo Fernandes da Rocha Jônatas Ferreira Santos Anderson da Silva Severo Lucas Guedes Marques Wesley Martins e Silva Emerson Pereira Solidade Yure Carlos Mothé Sobral Palomo Tiago Neves Reis Marcos Antonio Silva Junior Diogo Garcez Santos Silva Francisco Teixeira Parente Rafael de Moraes Silva Gabriel Lemos Vasconcelos Wellinson de Sena dos Santos Cleys Bandeira da Silva Josigledson de Freitas Silva Jonatha Daniel Barros da Silva José Paulo Nascimento Fernandes Cleiton Cesar Dias Mello Cleiton Souza da Silva Ricardo Aquino dos Santos Adailton Bruno Schmitz da Silva Wellington Brito dos Santos Evandro da Silva Machado Ronald Oliveira Ricardo Eder Alves de Souza Gustavo Souza de Oliveira Rafael Correa da Costa Fabian Alves Martins Arlen João de Almeida Bruno Correa da Costa Kauã de Souza Rodrigues da Silva Jean Alex Santos Campos Fabricio dos Santos da Silva Wagner Nunes Santana Luan Carlos Dias Pastana Kleber Izaias dos Santos Wallace Barata Pimentel Adan Pablo Alves de Oliveira
Complexo vai abrigar delegacias de Repressão a Entorpecentes, Roubos e Furtos de Automóveis e Roubos e Furtos de Cargas
O prefeito Rodrigo Neves recebeu, nesta segunda-feira (27), o secretário da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, para a assinatura do acordo de cooperação para a criação da Cidade da Polícia, em Niterói. A Prefeitura vai investir R$ 4 milhões na parceria, que tem previsão de entrega em janeiro de 2026.
O complexo vai abrigar a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) e a Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), e ficará perto do Mercado Municipal e da Delegacia de Homicídios (DH), que funciona desde 2014, durante o primeiro mandato do prefeito Rodrigo Neves.
O prefeito celebrou o acordo, que vai ajudar a melhorar ainda mais os índices de segurança da cidade. Rodrigo Neves destacou os investimentos feitos nos últimos 10 anos e reforçou a importância da cooperação com a Polícia Civil, que vai impactar Niterói e os municípios vizinhos.
“Niterói, nos últimos 10 anos, foi a cidade que fez o maior investimento em segurança pública no país. Os resultados dessa parceria com as polícias Civil e Militar, além da atuação da própria Guarda Municipal, estão na redução dos índices de criminalidade, com a melhoria da sensação de segurança pública. É uma conquista histórica, não só para a população de Niterói, mas para municípios próximos e da Região dos Lagos”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.
Para o delegado Felipe Curi, o complexo com diversas delegacias atuando em conjunto vai contribuir no combate ao crime organizado.
“Agradeço todo o apoio que a Prefeitura de Niterói vem dando à nossa instituição e às nossas delegacias. Pretendemos colocar mais três delegados titulares de cada unidade e cerca de 120 a 150 policiais civis trabalhando com um olhar especializado e interligado. Vamos ter um grande avanço aqui no combate ao crime organizado”, disse o secretário da Polícia Civil.
O secretário do Gabinete de Gestão Integrada Municipal da Prefeitura de Niterói, Felipe Ordacgy, também ressaltou a relevância do complexo de delegacias especializadas.
“Teremos um salto de qualidade nas investigações e ações de grande efetividade e de resposta ao crime através do uso integrado de um laboratório de inteligência policial das delegacias especializadas”, afirmou Felipe Ordacgy.
Também estiveram presentes na assinatura do acordo o secretário de Ordem Pública, Gilson Chagas; o chefe de gabinete da Polícia Civil, delegado Delmir Gouvea; o presidente da Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), Antônio Lourosa; e o presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal de Niterói, vereador Renato Cariello.
De acordo com as investigações, caminhoneiros eram aliciados ou coagidos por criminosos que usavam comunidades no entorno da Ceasa para esconder e revender cargas roubadas
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Civil, realizou nesta sexta-feira (24.10) mais uma fase da Operação Torniquete, com foco no combate ao roubo de cargas. A ação, coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC), com apoio da 27ª DP (Vicente de Carvalho), teve como alvo a comunidade Para Pedro, em Irajá, Zona Norte, e resultou em três prisões.
– Essa é mais uma ação que mostra o trabalho integrado das forças de segurança do Estado para sufocar o crime organizado e reduzir os roubos de carga, que tanto impactam a economia e a sensação de segurança da população – afirmou o governador Cláudio Castro.
As investigações apontam que o grupo criminoso é ligado a uma facção que atua no estado. A comunidade era utilizada como base para o armazenamento, distribuição e venda de mercadorias roubadas. Parte dos produtos era revendida a receptadores locais e os lucros serviam para financiar atividades do tráfico, como compra de armas e drogas.
Ainda de acordo com a DRFC, os criminosos aliciavam caminhoneiros para participar do esquema, oferecendo comissões financeiras em troca da entrega voluntária das cargas em comunidades controladas pela facção, como Para Pedro e Amarelinho. Já os motoristas que recusavam o envolvimento eram ameaçados e obrigados a levar os veículos até pontos de transbordo, onde o material era descarregado e redistribuído.
A 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Barra do Piraí, com o apoio do Grupo Executivo de Prevenção a Ilegalidades em Internações Psiquiátricas Involuntárias e de Desinstitucionalização (GE-PREVINT/MPRJ), ajuizou, na quarta-feira (21/10), ação civil pública com pedido de tutela de urgência contra a Clínica de Reabilitação Gemma Galgani, para que a clínica seja interditada e deixe de receber imediatamente novos pacientes em suas dependências. A unidade privada é especializada na assistência psicossocial e na saúde de pessoas com distúrbios psíquicos, deficiência intelectual e dependência química.
A ação, encaminhada ao Juízo da Vara Única de Piraí, requer que a clínica interrompa imediatamente a internação de novos pacientes, o que já havia sido, inclusive, determinado pela Vigilância Sanitária Estadual, que classificou o estabelecimento como “de alto risco”, sob pena de multa única superior a R$ 50 mil por cada internação realizada após a concessão da tutela inibitória. Além disso, o MPRJ solicita que a clínica realize a revisão médica das internações psiquiátricas atuais no prazo máximo de 48 horas, indicando os casos de alta e, por meio de laudo circunstanciado, as hipóteses em que há necessidade de manutenção da internação. As providências adotadas deverão ser comunicadas aos responsáveis legais, aos planos de saúde e ao Ministério Público, sob pena de multa diária de R$ 1.000 mil Reais por paciente não avaliado.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) relata que, antes do ajuizamento da ação, instaurou procedimento administrativo e, por aproximadamente dois anos, empenhou esforços para que a clínica adequasse seu funcionamento à legislação e aos padrões exigidos, sem, contudo, obter êxito. Até a presente data, a Clínica Gemma Galgani não possui autorização do Conselho Regional de Medicina (CRM) nem registro no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) para realizar internações psiquiátricas. Além disso, não conta com médico plantonista presencial 24 horas por dia e tampouco dispõe de todos os itens obrigatórios de suporte a intercorrências e medicações de emergência, configurando grave risco à integridade física e mental dos usuários atendidos em regime de internação.
Em diligências realizadas pelas equipes técnicas do MPRJ de Barra do Piraí, do Núcleo de Atendimento Técnico Especializado (NATEM/MPRJ) e do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE/MPRJ), foram reunidos elementos probatórios que apontaram irregularidades graves no funcionamento da unidade de saúde, com a prática reiterada de violações de direitos dos pacientes internados, que deram ensejo, inclusive, a instauração de inquérito policial. De acordo com a ACP, ficou comprovada a inércia dos responsáveis pela clínica em cumprir as determinações ministeriais, bem como o desrespeito sistemático à autoridade pública e sanitária.
A ACP também prevê que, em caso de omissão da clínica, o Estado e o Município adotem todas as providências necessárias para que as avaliações sejam realizadas no âmbito do SUS, promovendo a remoção do paciente para sua residência, em caso de alta, ou para unidade de saúde adequada, na hipótese de manutenção da internação. Estado e Município também deverão acompanhar todo o processo de fechamento da Clínica Gemma Galgani, adotando medidas para evitar desassistência nos cuidados clínicos, de alimentação, higiene e demais necessidades, até a interdição completa da unidade de saúde.
Sistema de Cercamento Eletrônico e inteligência permitiram prisão de dois suspeitos e recuperação da carga O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) da Prefeitura de Niterói auxiliou as forças de segurança pública a prender dois homens envolvidos em um roubo de carga de cigarro ocorrido na Avenida Central Região Oceânica, em Niterói. Entre o acionamento, o cerco e a prisão foram 24 minutos. Os suspeitos, moradores de São Gonçalo, tentavam fugir utilizando um bloqueador de sinal para despistar as autoridades. A carga foi recuperada.
A eficiência e a agilidade das câmeras de monitoramento operadas por guardas municipais frustraram a ação dos suspeitos. Às 12h06, o caminhão com cigarros foi abordado por criminosos em motos. O motorista foi rendido e a carga foi repassada para uma van branca. A partir do rápido acionamento do sistema de monitoramento do CISP e da colaboração da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Segurança Presente, da Polícia Militar e da 81ª DP (Itaipu), o veículo com a carga roubada foi localizado, interceptado e dois suspeitos foram detidos às 12h30. A carga foi totalmente recuperada.
Os suspeitos têm passagem pela polícia por interceptação. Eles usavam um bloqueador de sinal para impedir o rastreamento da carga. O equipamento impede que rastreadores que eventualmente tenham sido colocados na carga emitam sinais.
O secretário de Ordem Pública de Niterói, Gilson Chagas, destacou que a ação reafirma o compromisso da gestão municipal com a segurança da população.
“A integração entre as forças de segurança e o uso da tecnologia de ponta são pilares fundamentais para o sucesso no combate ao crime. O sistema de monitoramento do CISP não apenas identifica rapidamente os criminosos, mas também permite uma resposta imediata, protegendo nosso município e garantindo resultados concretos como a recuperação dessa carga e a prisão dos envolvidos. Seguiremos investindo em inteligência e inovação para tornar Niterói uma cidade cada vez mais segura”, afirmou Gilson Chagas.
O Cercamento Eletrônico da Prefeitura de Niterói, um dos mais avançados do país, detectou rapidamente a movimentação suspeita. O sistema opera com mais de 600 câmeras e foi fundamental para mapear e identificar cada placa usada pela van durante a ação criminosa.
Este caso foi mais um resultado do modelo de segurança pioneiro adotado por Niterói, que alia tecnologia de ponta e uma equipe de inteligência 24 horas, garantindo monitoramento constante e suporte imediato às forças policiais. Desde a implementação em 2015, o sistema já auxiliou na recuperação de mais de 650 veículos e contribuiu diretamente para a elucidação de diversos crimes.