Capacitação com boneco de alta fidelidade já beneficiou cerca de 1.500 profissionais, reforçando a segurança no cuidado ao paciente
Para aprimorar a formação de acadêmicos de medicina e profissionais de enfermagem, o Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), na Penha, mantém uma Sala de Treinamento e Simulação voltada à prática clínica em ambiente controlado. O espaço reproduz situações reais de atendimento, com uso de boneco simulador de alta fidelidade, de ambos os sexos, permitindo a execução de procedimentos como ressuscitação, broncoaspiração, intubação, passagem de sondas, entre outros.
Os treinamentos ocorrem duas vezes por semana, com duração de 60 minutos por turma. A sala é equipada com desfibrilador, monitor cardíaco, soro e medicamentos. Durante as atividades, o orientador acompanha os profissionais a partir de uma sala de comando, conduzindo e avaliando as manobras em tempo real. Cada simulação envolve cerca de dez participantes — cinco em atuação direta e outros cinco acompanhando a atividade por meio de monitor de TV. Em pouco mais de dois anos, cerca de 1.500 profissionais já passaram pela capacitação.
Segundo o coordenador de Educação do HEGV, Márnio Mesquita, a proposta é desenvolver habilidades técnicas em um ambiente seguro, antes da aplicação no atendimento ao paciente.
“O espaço foi criado em 2023 com o objetivo de aprimorar a técnica e a tomada de decisão no atendimento real. Já realizamos mais de 253 simulações, o que aumenta a confiança dos profissionais e contribui para um cuidado mais seguro”, explica.
A técnica de enfermagem do centro cirúrgico, Gabriela de Carvalho, de 23 anos, destaca a importância da capacitação para a prática diária. Ela participou, em 2024, de um treinamento voltado à segurança do paciente.
“Aprendemos, por exemplo, que o paciente não pode entrar no centro cirúrgico com adornos como unhas de gel, cílios postiços, apliques de cabelo ou roupas íntimas, pois o uso do bisturi elétrico pode causar queimaduras. Também reforçamos cuidados simples, como manter as grades elevadas após a anestesia para evitar quedas. São orientações que aplico no dia a dia para prevenir eventos adversos”, relata.
Ao simular situações de risco e até a ocorrência de eventos adversos, a Sala de Treinamento e Simulação antecipa cenários críticos e prepara os profissionais para agir de forma rápida e segura, reduzindo danos e qualificando ainda mais a assistência prestada aos pacientes.
A Prefeitura de Niterói e o Ministério da Saúde iniciam, nesta sexta-feira (16), às 9h30, no Mercado Municipal de Niterói, uma grande mobilização para ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias: o atendimento na carreta de saúde do programa Agora Tem Especialistas.
A unidade móvel leva atendimento médico especializado, com a oferta de consultas, exames como mamografia e ultrassonografia e até cirurgias, com o objetivo de reduzir filas e o tempo de espera no SUS, aproximando os serviços de saúde especializada da população.
Em Niterói, a carreta do Ministério da Saúde ficará instalada no Mercado Municipal por aproximadamente 30 dias, realizando exames de tomografia, mediante encaminhamento da Central de Regulação do município. Os atendimentos ocorrerão de segunda a sábado, das 7h às 17h.
O evento contará com a presença do ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e de autoridades municipais.
A imprensa será recebida no Mercado Municipal de Niterói, local onde a carreta está posicionada.
SERVIÇO
Lançamento da carreta de saúde do programa Agora Tem Especialistas
Data: 16/01/2026 (sexta-feira)
Horário: 9h30
Local: Mercado Municipal de Niterói – Rua Santo Antônio, 53 – Centro – Niterói/RJ
O Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap-UFF), vinculado à Universidade Federal Fluminense (UFF), completa 75 anos no dia 15 de janeiro. A data será celebrada com uma cerimônia institucional no auditório do hospital. O encontro reforçará o alinhamento entre as instituições na consolidação do Huap como referência regional no SUS. Fundado em 1951 e incorporado à UFF em 1964, o Huap atua como unidade de média e alta complexidade, com atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e desempenha papel estratégico na Região Metropolitana II do estado do Rio de Janeiro e na integração academia-serviço.
O evento comemorativo contará com a presença do reitor em exercício da UFF, professor Fabio Barboza Passos, e também de outras autoridades previstas, como o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves; a secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows; o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro; e o superintendente do Huap, Beni Olej.
Para o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, o hospital mantém um papel central na estrutura acadêmica da universidade. “Ao celebrarmos os 75 anos do Huap, o que vemos é um legado construído por pessoas que, com talento e dedicação, fazem desta unidade um organismo vivo todos os dias. Nossa gestão assumiu o compromisso inabalável de honrar essa história e esse esforço coletivo através de inovação tecnológica, infraestrutura moderna e condições reais de trabalho. Hoje o nosso hospital é uma unidade acadêmica essencial para a formação em saúde, para a produção científica e, sobretudo, para o atendimento à população pelo SUS. Possui um papel estratégico na assistência à saúde da Região Metropolitana II do estado do Rio de Janeiro e a expectativa é de que continue ampliando sua capacidade assistencial, de ensino e de pesquisa. Tenho muito orgulho de ter minha formação e atuação profissional vinculadas ao Huap”.
Avanços, aquisições e investimento
No último ano, o hospital avançou na área de medicina nuclear com a instalação de uma nova câmera SPECT, por meio de parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o que dobrou a capacidade de realização de exames cardíacos e ampliou o atendimento à população de Niterói e municípios vizinhos.
Para 2026, o Huap prevê a aquisição de cerca de 140 novos equipamentos, a ampliação do Serviço de Endoscopia e a implantação de cirurgia robótica, do Centro de Reabilitação e do Centro de Neurologia e Psiquiatria Infantil, ampliando e qualificando a oferta de serviços de alta complexidade no âmbito do SUS. Está previsto também a inauguração, no próximo dia 5 de fevereiro, do equipamento de Tomografia por Emissão de Pósitrons e Tomografia Computadorizada (PET-CT), que ampliará a oferta de exames de alta complexidade pelo SUS.
O hospital recebeu, no período entre 2015 e 2024, investimentos estruturantes. Foram aplicados R$ 42 milhões na renovação do parque tecnológico e R$ 52 milhões em obras de reforma e adequação, contemplando áreas assistenciais, administrativas, de ensino e de segurança predial. As intervenções contribuíram para a ampliação da capacidade instalada, a reorganização dos fluxos assistenciais e a qualificação do atendimento prestado à população.
Dados do Ministério da Saúde ainda mostram que, nos últimos dez anos, o hospital registrou um expressivo aumento de aproximadamente 65% nos procedimentos cirúrgicos realizados, 173% de aumento nos tratamentos e terapias em geral oferecidos, além de praticamente dobrar o número de internações hospitalares, saltando de 5.265, em 2015, para 10.014. Destaca-se, ainda mais, o número de partos e nascimentos, que saiu de 162 para 1.926.
A importância dos cuidados com a saúde mental é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e vem ganhando cada vez mais lugar nos espaços de discussão sobre políticas públicas de saúde. Como reconhecimento de que o bem-estar emocional interfere em todas as áreas da vida, foi aprovada, em abril de 2023, a Lei nº 14.556, que institui oficialmente a campanha Janeiro Branco em todo o território nacional. A escolha de janeiro remete ao fato de que o primeiro mês do ano inspira as pessoas a refletir acerca das suas vidas, das suas relações, dos sentidos que possuem, dos passados que viveram e dos objetivos que desejam alcançar no ano que se inicia.
Para alertar a população sobre a importância do cuidado com a saúde mental, a Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias, por meio do Departamento de Atenção à Saúde Mental, programou diversas atividades da campanha nas unidades da rede municipal.
Confira os dias e locais das ações do Janeiro Branco:
19/01, às 9h – UPH Imbariê;
20/01, às 9h – Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo (HMMRC);
21/01, às 9h – CAPS IMBARIÊ: Rua Projetada, 02, Lote 01 Quadra 03 – Imbariê;
21/01, às 14h – UPH Parque Equitativa;
21/01, às 9h – CAPS IJ (Infantojuvenil): Rua General Gurjão, s/nº – Centro;
22/01, às 10h – CAPS AD Renato Russo (Álcool e outras 13 Drogas): Rua Nilo Vieira, 353 – Centro;
27/01, às 14h – Hospital Infantil Padre Guilherme: Rua Evaristo de Morais, 301 – Parada Angélica;
28/01, às 14h – CAPS AD Xerém (Álcool e outras Drogas): Rua Márcio Santos Silva, 77 – Mantiquira;
28/01, às 9h – UPH Pilar;
28/01, às 9h – CAPS LESLIE: Rua Marechal Deodoro, 147 – Jardim 25 de Agosto;
29/01, às 10h – UPH Saracuruna;
30/01, às 10h – UPH Xerém: Av. Nóbrega Ribeiro, s/n – Vila Nossa Sra. das Graças – Xerém;
30/01, às 10h – UPH Campos Elíseos: Av. Actura, 333 – Campos Elíseos;
27 e 29/01, às 9h – Hospital Infantil Ismelia da Silveira Rua da República, s/n – Centro.
Cuidando da Saúde Mental em Duque de Caxias
É importante ressaltar que, durante todos os meses do ano, a rede pública de saúde municipal dispõe de equipe multidisciplinar disposta a acolher e a orientar, da melhor forma, qualquer pessoa que esteja em sofrimento psíquico.
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da cidade conta com as unidades CAPS AD, CAPSIJ, e CAPS adulto, instaladas nos quatro distritos, que prestam atendimento a usuários de álcool e de outras drogas, além de pacientes com transtornos mentais. Os programas de Saúde Mental são oferecidos nas UPH-Unidades Pré-Hospitalares de Campos Elíseos, Equitativa, Pilar, Saracuruna, Imbariê e Xerém, além do Centro de Atenção Total ao Adolescente (CEATA) e Centro Municipal de Saúde (CMSDC).
Ação fez parte das campanhas Janeiro Branco e Janeiro Roxo
A Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) promoveu uma roda de conversa com funcionários como parte das campanhas Janeiro Branco e Janeiro Roxo. A iniciativa teve como foco a prevenção da hanseníase e a promoção da saúde mental e emocional no ambiente de trabalho.
O objetivo do encontro foi levar informações aos colaboradores sobre prevenção, diagnóstico precoce e quebra de estigmas relacionados às doenças, além de incentivar o cuidado com a saúde mental. Os encontros para abordar os temas passaram a integrar a programação mensal de ações voltadas à promoção da saúde dos trabalhadores. A atividade foi conduzida com base na metodologia da Medicina de Família.
A roda de conversa acontece uma vez por mês na sede da Companhia e é fruto de uma parceria entre a Clin e a Leve Saúde, empresa de assistência médica oferecida aos funcionários. As médicas Mariana Giusti e Camila Amorim participaram do encontro, contribuindo com orientações técnicas e esclarecendo dúvidas.
“O tratamento é eficaz e tem cura. Por isso, procurar um médico o mais rapidamente possível é o melhor a ser feito. Algumas pessoas acabam negligenciando a doença por se tratar de um problema de pele e tentam se tratar sozinhas. Quando o atendimento é buscado no início, tudo se resolve mais rapidamente”, afirmou Camila Amorim, médica do trabalho da Clin, sobre a hanseníase.
Segundo Mariana Giusti, médica da Leve Saúde, a proposta também é promover o cuidado com a saúde mental antes que os quadros se agravem. “Não é necessário ter um diagnóstico para participar. A iniciativa oferece um espaço de escuta e troca, onde o trabalhador pode falar sobre o que está vivendo e se sentir acolhido, ajudando a reduzir o preconceito que ainda cerca o tema”, explicou.
No Brasil, o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase é celebrado no último domingo de janeiro. O mês também marca a campanha Janeiro Roxo, que reforça a importância da detecção precoce da doença, que tem cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A data busca ainda combater o preconceito e ampliar o acesso ao diagnóstico.
Para Francisco Carlos Gomes, do SOMA (Serviço de Manutenção e Operação do Aterro do Morro do Céu), a iniciativa teve um impacto pessoal. “Gostei da conversa. Essa doença tem cura. Eu mesmo fui curado depois de seguir o tratamento corretamente. O melhor que posso fazer é compartilhar essa experiência com meus colegas. Agradeço à Clin pela oportunidade de aprender mais a cada dia”, disse.
A ação também integrou a campanha Janeiro Branco, instituída por lei em 2023, que tem como objetivo incentivar o cuidado com a saúde mental e emocional no início do ano. A proposta é estimular o diálogo, combater estigmas e reforçar a importância da busca por apoio.
O ator, roteirista e diretor Roberto Rowntree, conhecido por seus trabalhos na Zorra Total, Aventuras do Didi e nas novelas Salve Jorge e A Força do Querer, está vivendo um momento especial na carreira e na vida pessoal.
Após 11 anos se dedicando somente ao cinema, retornou à emissora na novela Volta Por Cima, de Paulo Villamarim, interpretando Zezito. Mais vaidoso e atento à saúde, Roberto procurou a Dra. Jacqueline Renault, médica bastante conhecida entre os famosos. No acompanhamento médico, ele realizou tratamento para a tireoide, que incluiu suplementação de Vitamina D3 e Soro de Ácido Alfa Lipóico.
O ator comemora os resultados e aparece mais magro, disposto e com aparência visivelmente mais saudável e jovial, celebrando essa nova fase dentro e fora das telas.
Profissionais de mídia interessados em cobrir presencialmente a Conferência Internacional sobre a Aids (Aids 2026) têm até 27 de janeiro para se inscrever no programa de bolsas da AIDS 2026, que oferece financiamento integral para jornalistas, comunicadores de ONGs e influenciadores digitais.
Com apoio do Ministério da Saúde, da Fiocruz e da Prefeitura do Rio de Janeiro, o evento da Sociedade Internacional de Aids (IAS) será realizado no Rio de Janeiro entre os dias 26 e 31 de julho.
O programa visa garantir uma cobertura plural e a democratização do conhecimento científico, oferecendo financiamento (que pode incluir viagem, hospedagem e inscrição) para profissionais que, de outra forma, não teriam como comparecer.
🔎 Quem pode se inscrever
– Jornalistas, fotógrafos e videomakers: Vinculados a veículos de imprensa ou freelancers com carta de atribuição
– Comunicadores institucionais: Profissionais que atuem em ONGs voltadas para pesquisa, advocacy ou políticas de HIV
– Influenciadores digitais: Criadores de conteúdo com foco em saúde pública ou resposta ao HIV com mais de 50 mil seguidores em uma plataforma (Instagram, X, YouTube…).
📝 Como participar
A candidatura é on-line e em inglês – ferramentas de tradução podem ser utilizadas, Acesse o site da Conferência para mais informações (role a página até _Media scholarships_): https://abre.ai/osch.
A cada ano a SES-RJ promove ações contínuas para qualificar profissionais e garantir bons serviços para a população
Em 2025, entre janeiro e novembro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) registrou mais de 2,7 milhões de atendimentos nas 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) espalhadas por todo estado do Rio de Janeiro. Na capital, a prestação dos serviços de urgência nas 16 UPAs, administradas pela Fundação Saúde.
Já nos cinco hospitais que oferecem atendimento de emergência e urgência, a movimentação de pacientes também foi grande. No mesmo período do ano, foram feitos mais de 184 mil atendimentos pelas equipes de plantão nos hospitais Getúlio Vargas, Alberto Torres, Azevedo Lima, Carlos Chagas e Roberto Chabo.
A cada ano a Secretaria de Estado de Saúde promove ações contínuas para qualificar os profissionais de saúde e assim, garantir serviços que resultam em atendimento qualificado à população. Todas as unidades funcionam 24 horas por dia, assegurando a universalização da saúde para quem necessita do SUS, em momento de urgência. Em geral, as equipes de plantão investigam e tratam casos agudos de dor, doenças respiratórias, amigdalite, diarreia e gastroenterite, entre outros quadros.
O superintendente de Unidades Próprias e Pré-Hospitalares da SES-RJ, Leandro Troncoso, afirma que o desafio da gestão das unidades de urgência e emergência é muito importante e gratificante.
“Saber que a população fluminense tem atendimento de qualidade, 24 horas, todos os dias, não tem preço. Trabalhamos continuamente para ampliar o acesso, fortalecer as equipes, modernizar as estruturas e implementar práticas mais eficientes e humanizadas. Nosso objetivo é construir uma rede de saúde cada vez mais forte, capaz de responder às necessidades de hoje e de amanhã, sempre colocando as pessoas no centro das decisões”, ressalta Trancoso.
Ranking das UPAs
No ranking das cinco UPAs mais procuradas pela população, a que mais recebeu pacientes ao longo do ano, conforme dados da SES-RJ, foi a de Mesquita, na Baixada Fluminense. Lá, houve 141.011 atendimentos entre janeiro e novembro deste ano.
Em seguida, vem a UPA de Santa Cruz, na Zona Oeste da capital, com 139.570 atendimentos realizados no período. A UPA de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, ficou em terceiro lugar na quantidade de pacientes atendidos, com 136.851 assistências. Já a UPA de Nova Iguaçu-Botafogo, na Baixada Fluminense, registrou 136.554 atendimentos e a de Bangu, na Zona Oeste, com 135.302 atendimentos.
A estudante Pâmela Cristina Gonçalves de Almeida, 19 anos, precisou do serviço de urgência e procurou a UPA da Penha, na Zona Norte, do Rio, em 4 dezembro. A jovem relatou que sentia dores e buscou atendimento. Após passar pela triagem, foi consultada, recebeu medicação intravenosa e encaminhada para fazer exames de urina e de sangue.
“Eu tenho imunidade baixa, volta e meia preciso de atendimento. Sempre que recorro à UPA, sou bem atendida pela equipe de plantão”, afirma a moradora da Vila Cruzeiro, na Penha.
Atendimento nos hospitais
Em relação aos hospitais, o pronto-socorro da rede estadual que mais recebeu pacientes foi o do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo. Lá, ocorreram 66.622 atendimentos de emergência entre janeiro e novembro deste ano. O Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), em Niterói, também foi bastante acionado no período, com 50.286 atendimentos promovidos pelas equipes médicas.
O Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV) registrou 47.783 atendimentos em seu setor de emergência. Já o Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), em Araruama, na Região dos Lagos, fez 11.484 atendimentos. As equipes de plantão do Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, foram acionadas em 8.666 atendimentos de janeiro a novembro de 2025.
Com escuta, apoio emocional e agilidade no atendimento, programa do Governo do Estado amplia chances de cura e fortalece a rede de cuidado para mulheres com diagnóstico de câncer de mama no RJ
Quando recebeu o diagnóstico de câncer de mama, Lânia Galvão viu sua vida atravessada por uma avalanche de incertezas. Foi na rede pública do estado do Rio de Janeiro que ela ouviu, pela primeira vez, a palavra “câncer”. E foi ali também que começou uma jornada que transformaria sua história. Primeira paciente do Navega RJ, Lânia afirma que o acolhimento, aliado ao tratamento, fez toda a diferença. Tudo isso graças à iniciativa do Governo do Rio por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), que oferece acompanhamento personalizado e humanizado desde o diagnóstico até o início do tratamento.
“Eles mandam mensagens, acompanham, querem saber o mínimo de nós, se acordamos bem ou mal, se estamos felizes ou tristes. Não são só cobranças, são acompanhamentos emocionais. Toda a equipe é fundamental e importantíssima por se fazer presente em nossas vidas”, contou a paciente.
Assim como Lânia, outras mulheres com câncer de mama já foram acolhidas pelo Navega RJ, que acaba de ser ampliado para as unidades do Rio Imagem Centro e Baixada. Com um aporte anual de R$ 1,2 milhão, o programa passará de 300 para 1.500 pacientes assistidas, um crescimento de 400%. As equipes, coordenadas pela cirurgiã oncológica e coordenadora do Navega RJ, Sandra Gioia, são formadas por médicos mastologistas, assistentes sociais e enfermeiros que atuam como navegadores de pacientes. Eles fazem um acompanhamento individualizado das mulheres desde que recebem o diagnóstico de câncer até o início do tratamento.
“Mais do que números, o programa tem nomes, rostos e histórias. Nesse momento difícil em que as mulheres recebem o diagnóstico de câncer, é fundamental que a gente ofereça o apoio necessário para que não desistam e sigam com o tratamento. Elas não estão sozinhas”, afirmou o governador Claudio Castro, que pretende ampliar a navegação para outros tipos de cânceres. “Minha mãe faleceu de câncer de mama quando eu tinha 4 anos, essa ação me sensibiliza muito”, revelou Castro.
Navega RJ foi pioneiro na rede pública no país
No Brasil, o programa Navega RJ foi pioneiro no SUS, com um projeto piloto executado a partir de 2017 no Rio Imagem Centro e transferido em 2019 para o Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (H Mulher). Desde 2017, o programa auxiliou cerca de 1.000 mulheres diagnosticadas com câncer de mama a vencerem as barreiras e iniciarem o tratamento. Em 1 de outubro, o programa foi ampliado e levado de volta ao Rio Imagem Centro e também ao Rio Imagem Baixada, onde 284 mulheres estão sendo assistidas.
O sucesso do Navega RJ já rendeu ao programa sete premiações nacionais. No último dia 9 de dezembro, a experiência da rede estadual de saúde do RJ foi levada pela coordenadora Sandra Gioia ao maior congresso de câncer de mama do mundo, o San Antonio Breast Câncer Symposium, no Texas, EUA. O Navega RJ também inspirou a Lei Federal de 2022, e hoje a navegação está na Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.
Para a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, o papel do Navega RJ é essencial como ferramenta de acolhimento. “Toda mulher, quando tem o diagnóstico de câncer, fica impactada. O objetivo maior desse programa é justamente abraçar todo o movimento de combate ao câncer que mais mata mulheres. E é fundamental o diagnóstico precoce para que seja possível curar essa mulher”, destacou.
Nos três polos diagnósticos de câncer de mama, com uma equipe que inclui médicos mastologistas e navegadores de pacientes, o principal objetivo é identificar e reduzir barreiras para o acesso ao tratamento em até 60 dias, conforme prevê a lei. Todas as pacientes submetidas à biópsia mamária têm consulta com mastologista em até 30 dias para obter o laudo. Se for positivo, a paciente é inserida no sistema de regulação estadual no mesmo dia e, em seguida, é atendida pelo navegador, que faz o acolhimento e acompanhamento semanal até o início do tratamento.
“O programa ajuda a empoderar essas mulheres, leva educação em saúde, ajudando-as a superar preconceitos e obstáculos ao tratamento. Estamos garantindo a elas esperança e motivação para construírem uma nova história”, disse a médica Sandra Gioia.
A navegadora Lúcia Brigagão, assistente social e uma das responsáveis pela criação do projeto em 2017, falou sobre o impacto desse cuidado. “O câncer é um diagnóstico impactante que muda tudo para o paciente e a família. Acompanhar desde o início, orientar e esclarecer o paciente é fundamental para que entendam que a doença é grave, mas tem tratamento e controle, com chances de cura cada vez maiores. Estou feliz por ter reconquistado esse espaço e espero que ele se expanda”, relatou.
Incidência de câncer de mama aumenta, mas chances de cura crescem se diagnosticado no início
A incidência de câncer de mama foi de 11,08 mulheres em cada 100 mil habitantes em 2024. Houve um aumento de 38% na década compreendida entre 2014 e 2024. Só em 2025, de janeiro até a primeira semana de outubro, surgiram cerca de 2.800 novos casos. É o tipo de câncer mais frequente no estado do Rio. Se diagnosticada no começo, a doença pode ser facilmente tratada. Uma estatística do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que 90 a 92% dos cânceres diagnosticados logo no início são favoravelmente tratados.
A superintendente de Regulação da SES-RJ, Kitty Crawford, ressaltou que o tempo médio de espera para cirurgia de lesão impalpável caiu de 226 dias (em outubro de 2024) para apenas 20 dias (em outubro deste ano). Já a espera por mamografia é, em média, de 13 dias. Atualmente, a oferta mensal é de 2.523 exames, sendo que sobram cerca de 2 mil disponíveis.
Até novembro deste ano, foram mais de 86 mil doações nas unidades administradas pelo Hemorio
Em 2025, a rede de hemoterapia do Rio de Janeiro se consolidou com novos pontos de coleta, que tornam a doação mais acessível e ampliam a distribuição de hemocomponentes. Ao todo, as unidades administradas pela Secretaria de Estado de Saúde, por meio do Hemorio, na capital, Duque de Caxias, Teresópolis e Santo Antônio de Pádua, contabilizaram mais de 86 mil doações entre janeiro e novembro deste ano. São pessoas que num gesto de solidariedade conseguem salvar até quatro vidas doando sangue, de forma indolor e rápida.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, investiu na abertura de dois novos polos para doações de sangue; o primeiro em Duque de Caxias, anexo ao Hospital Municipal Moacyr Rodrigues do Carmo, em 2024; e o segundo em Santo Antônio de Pádua, próximo ao Hospital Hélio Montezano de Oliveira, em agosto deste ano. Para o diretor do Hemorio, Luiz Amorim, esse foi um passo estratégico para ampliar as doações de sangue e descentralizar a rede de hemoterapia do RJ.
“Com os novos pontos inaugurados este ano e no ano passado, a instituição se aproxima dos nossos doadores e facilita com que a doação se torne um hábito. Aproveitamos para reforçar o convite para esse gesto de solidariedade agora durante as férias. A rede pública de hemoterapia do estado depende exclusivamente de pessoas generosas, que dedicam tempo para doar sangue e salvar vidas em todos os lugares do Rio de Janeiro”, explica Luiz Amorim.
Durante as férias de verão, o número de doadores no Hemorio reduz cerca de 15% devido às viagens e o esvaziamento da capital. No início deste dezembro, a força da amizade motivou Camilla Apolinário, de 18 anos, e Mateus Ângelo, 19, a comparecer no Hemorio. Assim como eles, mais de 75 mil voluntários foram à unidade coordenadora do estado entre janeiro e novembro de 2025. Para o casal de amigos moradores da Zona Norte, este é um gesto rotineiro, e desta vez, o tempo mínimo para doação (de 2 em 2 meses para homens, e 3 em 3 para mulheres) permitiu que o retorno deles coincidisse.
“Eu já pratico a doação há dois anos, desde os 16, porque sempre alguém precisava. Desta vez eu venho para fazer a minha parte mesmo, para contribuir com a sociedade sendo solidária”, diz Camilla, que é estudante e jovem aprendiz.
Camilla embarcou no metrô na Pavuna, e se encontrou com Mateus em Coelho Neto. “Esta é a primeira vez que a gente consegue doar juntos, e daqui para frente será assim. É melhor vir acompanhado para fazer o bem”, disse Mateus.
Quem pode doar
Para doar sangue, não precisa agendar, basta ir ao hemocentro mais próximo de sua casa. Precisa ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de responsável legal e portar autorização disponível no site hemorio.rj.gov.br.
Não é necessário jejum, apenas evitar alimentos gordurosos quatro horas antes da coleta e não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. Gestantes, lactantes e pessoas que fazem uso de drogas não estão aptos à doação.
Mais informações estão disponíveis nas redes sociais do Hemorio (@hemorio) ou pelo Disque-Sangue: 0800 282 0708, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, exceto feriados.