Profissionais de mídia interessados em cobrir presencialmente a Conferência Internacional sobre a Aids (Aids 2026) têm até 27 de janeiro para se inscrever no programa de bolsas da AIDS 2026, que oferece financiamento integral para jornalistas, comunicadores de ONGs e influenciadores digitais.
Com apoio do Ministério da Saúde, da Fiocruz e da Prefeitura do Rio de Janeiro, o evento da Sociedade Internacional de Aids (IAS) será realizado no Rio de Janeiro entre os dias 26 e 31 de julho.
O programa visa garantir uma cobertura plural e a democratização do conhecimento científico, oferecendo financiamento (que pode incluir viagem, hospedagem e inscrição) para profissionais que, de outra forma, não teriam como comparecer.
🔎 Quem pode se inscrever
– Jornalistas, fotógrafos e videomakers: Vinculados a veículos de imprensa ou freelancers com carta de atribuição
– Comunicadores institucionais: Profissionais que atuem em ONGs voltadas para pesquisa, advocacy ou políticas de HIV
– Influenciadores digitais: Criadores de conteúdo com foco em saúde pública ou resposta ao HIV com mais de 50 mil seguidores em uma plataforma (Instagram, X, YouTube…).
📝 Como participar
A candidatura é on-line e em inglês – ferramentas de tradução podem ser utilizadas, Acesse o site da Conferência para mais informações (role a página até _Media scholarships_): https://abre.ai/osch.
A cada ano a SES-RJ promove ações contínuas para qualificar profissionais e garantir bons serviços para a população
Em 2025, entre janeiro e novembro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) registrou mais de 2,7 milhões de atendimentos nas 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) espalhadas por todo estado do Rio de Janeiro. Na capital, a prestação dos serviços de urgência nas 16 UPAs, administradas pela Fundação Saúde.
Já nos cinco hospitais que oferecem atendimento de emergência e urgência, a movimentação de pacientes também foi grande. No mesmo período do ano, foram feitos mais de 184 mil atendimentos pelas equipes de plantão nos hospitais Getúlio Vargas, Alberto Torres, Azevedo Lima, Carlos Chagas e Roberto Chabo.
A cada ano a Secretaria de Estado de Saúde promove ações contínuas para qualificar os profissionais de saúde e assim, garantir serviços que resultam em atendimento qualificado à população. Todas as unidades funcionam 24 horas por dia, assegurando a universalização da saúde para quem necessita do SUS, em momento de urgência. Em geral, as equipes de plantão investigam e tratam casos agudos de dor, doenças respiratórias, amigdalite, diarreia e gastroenterite, entre outros quadros.
O superintendente de Unidades Próprias e Pré-Hospitalares da SES-RJ, Leandro Troncoso, afirma que o desafio da gestão das unidades de urgência e emergência é muito importante e gratificante.
“Saber que a população fluminense tem atendimento de qualidade, 24 horas, todos os dias, não tem preço. Trabalhamos continuamente para ampliar o acesso, fortalecer as equipes, modernizar as estruturas e implementar práticas mais eficientes e humanizadas. Nosso objetivo é construir uma rede de saúde cada vez mais forte, capaz de responder às necessidades de hoje e de amanhã, sempre colocando as pessoas no centro das decisões”, ressalta Trancoso.
Ranking das UPAs
No ranking das cinco UPAs mais procuradas pela população, a que mais recebeu pacientes ao longo do ano, conforme dados da SES-RJ, foi a de Mesquita, na Baixada Fluminense. Lá, houve 141.011 atendimentos entre janeiro e novembro deste ano.
Em seguida, vem a UPA de Santa Cruz, na Zona Oeste da capital, com 139.570 atendimentos realizados no período. A UPA de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, ficou em terceiro lugar na quantidade de pacientes atendidos, com 136.851 assistências. Já a UPA de Nova Iguaçu-Botafogo, na Baixada Fluminense, registrou 136.554 atendimentos e a de Bangu, na Zona Oeste, com 135.302 atendimentos.
A estudante Pâmela Cristina Gonçalves de Almeida, 19 anos, precisou do serviço de urgência e procurou a UPA da Penha, na Zona Norte, do Rio, em 4 dezembro. A jovem relatou que sentia dores e buscou atendimento. Após passar pela triagem, foi consultada, recebeu medicação intravenosa e encaminhada para fazer exames de urina e de sangue.
“Eu tenho imunidade baixa, volta e meia preciso de atendimento. Sempre que recorro à UPA, sou bem atendida pela equipe de plantão”, afirma a moradora da Vila Cruzeiro, na Penha.
Atendimento nos hospitais
Em relação aos hospitais, o pronto-socorro da rede estadual que mais recebeu pacientes foi o do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo. Lá, ocorreram 66.622 atendimentos de emergência entre janeiro e novembro deste ano. O Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), em Niterói, também foi bastante acionado no período, com 50.286 atendimentos promovidos pelas equipes médicas.
O Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV) registrou 47.783 atendimentos em seu setor de emergência. Já o Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), em Araruama, na Região dos Lagos, fez 11.484 atendimentos. As equipes de plantão do Hospital Estadual Carlos Chagas (HECC), em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, foram acionadas em 8.666 atendimentos de janeiro a novembro de 2025.
Com escuta, apoio emocional e agilidade no atendimento, programa do Governo do Estado amplia chances de cura e fortalece a rede de cuidado para mulheres com diagnóstico de câncer de mama no RJ
Quando recebeu o diagnóstico de câncer de mama, Lânia Galvão viu sua vida atravessada por uma avalanche de incertezas. Foi na rede pública do estado do Rio de Janeiro que ela ouviu, pela primeira vez, a palavra “câncer”. E foi ali também que começou uma jornada que transformaria sua história. Primeira paciente do Navega RJ, Lânia afirma que o acolhimento, aliado ao tratamento, fez toda a diferença. Tudo isso graças à iniciativa do Governo do Rio por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), que oferece acompanhamento personalizado e humanizado desde o diagnóstico até o início do tratamento.
“Eles mandam mensagens, acompanham, querem saber o mínimo de nós, se acordamos bem ou mal, se estamos felizes ou tristes. Não são só cobranças, são acompanhamentos emocionais. Toda a equipe é fundamental e importantíssima por se fazer presente em nossas vidas”, contou a paciente.
Assim como Lânia, outras mulheres com câncer de mama já foram acolhidas pelo Navega RJ, que acaba de ser ampliado para as unidades do Rio Imagem Centro e Baixada. Com um aporte anual de R$ 1,2 milhão, o programa passará de 300 para 1.500 pacientes assistidas, um crescimento de 400%. As equipes, coordenadas pela cirurgiã oncológica e coordenadora do Navega RJ, Sandra Gioia, são formadas por médicos mastologistas, assistentes sociais e enfermeiros que atuam como navegadores de pacientes. Eles fazem um acompanhamento individualizado das mulheres desde que recebem o diagnóstico de câncer até o início do tratamento.
“Mais do que números, o programa tem nomes, rostos e histórias. Nesse momento difícil em que as mulheres recebem o diagnóstico de câncer, é fundamental que a gente ofereça o apoio necessário para que não desistam e sigam com o tratamento. Elas não estão sozinhas”, afirmou o governador Claudio Castro, que pretende ampliar a navegação para outros tipos de cânceres. “Minha mãe faleceu de câncer de mama quando eu tinha 4 anos, essa ação me sensibiliza muito”, revelou Castro.
Navega RJ foi pioneiro na rede pública no país
No Brasil, o programa Navega RJ foi pioneiro no SUS, com um projeto piloto executado a partir de 2017 no Rio Imagem Centro e transferido em 2019 para o Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (H Mulher). Desde 2017, o programa auxiliou cerca de 1.000 mulheres diagnosticadas com câncer de mama a vencerem as barreiras e iniciarem o tratamento. Em 1 de outubro, o programa foi ampliado e levado de volta ao Rio Imagem Centro e também ao Rio Imagem Baixada, onde 284 mulheres estão sendo assistidas.
O sucesso do Navega RJ já rendeu ao programa sete premiações nacionais. No último dia 9 de dezembro, a experiência da rede estadual de saúde do RJ foi levada pela coordenadora Sandra Gioia ao maior congresso de câncer de mama do mundo, o San Antonio Breast Câncer Symposium, no Texas, EUA. O Navega RJ também inspirou a Lei Federal de 2022, e hoje a navegação está na Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.
Para a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, o papel do Navega RJ é essencial como ferramenta de acolhimento. “Toda mulher, quando tem o diagnóstico de câncer, fica impactada. O objetivo maior desse programa é justamente abraçar todo o movimento de combate ao câncer que mais mata mulheres. E é fundamental o diagnóstico precoce para que seja possível curar essa mulher”, destacou.
Nos três polos diagnósticos de câncer de mama, com uma equipe que inclui médicos mastologistas e navegadores de pacientes, o principal objetivo é identificar e reduzir barreiras para o acesso ao tratamento em até 60 dias, conforme prevê a lei. Todas as pacientes submetidas à biópsia mamária têm consulta com mastologista em até 30 dias para obter o laudo. Se for positivo, a paciente é inserida no sistema de regulação estadual no mesmo dia e, em seguida, é atendida pelo navegador, que faz o acolhimento e acompanhamento semanal até o início do tratamento.
“O programa ajuda a empoderar essas mulheres, leva educação em saúde, ajudando-as a superar preconceitos e obstáculos ao tratamento. Estamos garantindo a elas esperança e motivação para construírem uma nova história”, disse a médica Sandra Gioia.
A navegadora Lúcia Brigagão, assistente social e uma das responsáveis pela criação do projeto em 2017, falou sobre o impacto desse cuidado. “O câncer é um diagnóstico impactante que muda tudo para o paciente e a família. Acompanhar desde o início, orientar e esclarecer o paciente é fundamental para que entendam que a doença é grave, mas tem tratamento e controle, com chances de cura cada vez maiores. Estou feliz por ter reconquistado esse espaço e espero que ele se expanda”, relatou.
Incidência de câncer de mama aumenta, mas chances de cura crescem se diagnosticado no início
A incidência de câncer de mama foi de 11,08 mulheres em cada 100 mil habitantes em 2024. Houve um aumento de 38% na década compreendida entre 2014 e 2024. Só em 2025, de janeiro até a primeira semana de outubro, surgiram cerca de 2.800 novos casos. É o tipo de câncer mais frequente no estado do Rio. Se diagnosticada no começo, a doença pode ser facilmente tratada. Uma estatística do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que 90 a 92% dos cânceres diagnosticados logo no início são favoravelmente tratados.
A superintendente de Regulação da SES-RJ, Kitty Crawford, ressaltou que o tempo médio de espera para cirurgia de lesão impalpável caiu de 226 dias (em outubro de 2024) para apenas 20 dias (em outubro deste ano). Já a espera por mamografia é, em média, de 13 dias. Atualmente, a oferta mensal é de 2.523 exames, sendo que sobram cerca de 2 mil disponíveis.
Até novembro deste ano, foram mais de 86 mil doações nas unidades administradas pelo Hemorio
Em 2025, a rede de hemoterapia do Rio de Janeiro se consolidou com novos pontos de coleta, que tornam a doação mais acessível e ampliam a distribuição de hemocomponentes. Ao todo, as unidades administradas pela Secretaria de Estado de Saúde, por meio do Hemorio, na capital, Duque de Caxias, Teresópolis e Santo Antônio de Pádua, contabilizaram mais de 86 mil doações entre janeiro e novembro deste ano. São pessoas que num gesto de solidariedade conseguem salvar até quatro vidas doando sangue, de forma indolor e rápida.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, investiu na abertura de dois novos polos para doações de sangue; o primeiro em Duque de Caxias, anexo ao Hospital Municipal Moacyr Rodrigues do Carmo, em 2024; e o segundo em Santo Antônio de Pádua, próximo ao Hospital Hélio Montezano de Oliveira, em agosto deste ano. Para o diretor do Hemorio, Luiz Amorim, esse foi um passo estratégico para ampliar as doações de sangue e descentralizar a rede de hemoterapia do RJ.
“Com os novos pontos inaugurados este ano e no ano passado, a instituição se aproxima dos nossos doadores e facilita com que a doação se torne um hábito. Aproveitamos para reforçar o convite para esse gesto de solidariedade agora durante as férias. A rede pública de hemoterapia do estado depende exclusivamente de pessoas generosas, que dedicam tempo para doar sangue e salvar vidas em todos os lugares do Rio de Janeiro”, explica Luiz Amorim.
Durante as férias de verão, o número de doadores no Hemorio reduz cerca de 15% devido às viagens e o esvaziamento da capital. No início deste dezembro, a força da amizade motivou Camilla Apolinário, de 18 anos, e Mateus Ângelo, 19, a comparecer no Hemorio. Assim como eles, mais de 75 mil voluntários foram à unidade coordenadora do estado entre janeiro e novembro de 2025. Para o casal de amigos moradores da Zona Norte, este é um gesto rotineiro, e desta vez, o tempo mínimo para doação (de 2 em 2 meses para homens, e 3 em 3 para mulheres) permitiu que o retorno deles coincidisse.
“Eu já pratico a doação há dois anos, desde os 16, porque sempre alguém precisava. Desta vez eu venho para fazer a minha parte mesmo, para contribuir com a sociedade sendo solidária”, diz Camilla, que é estudante e jovem aprendiz.
Camilla embarcou no metrô na Pavuna, e se encontrou com Mateus em Coelho Neto. “Esta é a primeira vez que a gente consegue doar juntos, e daqui para frente será assim. É melhor vir acompanhado para fazer o bem”, disse Mateus.
Quem pode doar
Para doar sangue, não precisa agendar, basta ir ao hemocentro mais próximo de sua casa. Precisa ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 kg, estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem estar acompanhados de responsável legal e portar autorização disponível no site hemorio.rj.gov.br.
Não é necessário jejum, apenas evitar alimentos gordurosos quatro horas antes da coleta e não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. Gestantes, lactantes e pessoas que fazem uso de drogas não estão aptos à doação.
Mais informações estão disponíveis nas redes sociais do Hemorio (@hemorio) ou pelo Disque-Sangue: 0800 282 0708, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, exceto feriados.
Rodrigo Neves destacou que reajustar salários dos profissionais da Saúde é investimento
Na semana do Natal, os trabalhadores da Saúde de Niterói receberam um presente antecipado: nesta segunda-feira (22), o prefeito Rodrigo Neves sancionou o Projeto de Lei nº 00491/2025, que instituiu o Plano de Cargos e Salários da Fundação Municipal de Saúde (FeSaúde), e regulamentou o IFA (Incentivo Financeiro Adicional) para Agentes Comunitários de Saúde. Na prática, as medidas representam um aumento de 65% para os servidores e o repasse da gratificação federal anual aos agentes.
Rodrigo Neves ressaltou que reajustar salários dos profissionais da Saúde não é gasto, é investimento, e requer responsabilidade fiscal.
“Já tinha feito planos de cargos e salários para outras áreas municipais, mas faltava o da Saúde. A gente só consegue dar esse aumento porque tem uma gestão responsável. Ninguém governa só com palavras de ordem. É preciso técnica para tirar os projetos do papel. Assinei hoje o reconhecimento à dedicação de cada um de vocês nas nossas equipes. Continuem cuidando com amor e carinho do nosso povo. Olhem para cada idoso como se fosse o avô de vocês, para cada pessoa como se fosse o irmão, e para cada criança como se fosse o filho de vocês”, destacou o prefeito.
O Projeto de Lei nº 00491/2025, aprovado este mês na Câmara de Vereadores, altera a Lei Municipal nº 2104, de 30 de outubro de 2003, e substitui a tabela salarial dos profissionais de Saúde com níveis e classes. A nova progressão salarial passa a valer em 1º de janeiro de 2026 e obedecerá a três critérios: tempo de serviço, escolaridade e capacitação.
A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, destacou a importância da medida e falou sobre o reconhecimento aos servidores.
“Essa é uma conquista importante para os servidores. O prefeito, com essa atitude, está demonstrando o respeito e o reconhecimento que tem por cada um dos servidores da Saúde. Além do reajuste salarial, a gestão também enxergou a situação do IFA para os agentes comunitários. Hoje a gente está celebrando aqui também esse reconhecimento”, afirmou Ilza Fellows.
A diretora-geral da FeSaúde, Maria Célia Vasconcellos, enfatizou a rapidez da gestão municipal na regulamentação do IFA para os agentes comunitários.
“Esse é um compromisso de uma gestão que tem uma visão clara do que é a saúde da família. A assinatura do IFA não apenas atende a uma reivindicação desses profissionais, mas também demonstra o apoio a quem zela pela população”, observou ela.
Doações foram entregues à Casa de Apoio à Criança com Câncer, que precisa de ajuda para manter os serviços de assistência
A campanha Natal Solidário 2025 da Oncomed e da PróOnco Mulher arrecadou mais de 500 latas e pacotes de leite em pó nas unidades das duas clínicas de Niterói referência em oncologia no Grande Rio. As doações foram entregues no último dia 23/12 à Casa de Apoio à Criança com Câncer Santa Teresa, ONG que funciona em Botafogo, no Rio de Janeiro. A presidente da instituição, Sandra Nóbrega, agradeceu a ajuda que classificou como uma “relação de amor e solidariedade”.
“O mundo está precisando muito deste tipo de comportamento humano, com cada um fazendo a sua parte, pois está cada dia mais difícil mantermos os serviços assistenciais. Esta doação chegou em muito boa hora. Só temos que agradecer à Oncomed, que vem se tornando mais uma parceira nossa”, disse Sandra Nóbrega.
Histórico da campanha – Esta é a décima edição do Natal Solidário que a Oncomed começou com a distribuição de cestas básicas na ação que logo ganhou a participação de colaboradores. Aos poucos, a campanha cresceu e em 2023 foi estendida aos pacientes, resultando em 200 bolsas natalinas. Em 2024 o projeto passou a contar com a parceria da PróOnco Mulher e arrecadou brinquedos doados a duas instituições de Niterói.
Este ano as duas clínicas decidiram contemplar uma unidade de assistência oncológica a crianças, optando pela Casa de Apoio que fica em Botafogo. O bairro é o mesmo onde a Oncomed iniciou em 2021 o atendimento ambulatorial de oncologia pediátrica, e é até hoje a única instituição da rede privada em todo o estado do Rio a oferecer este tipo de serviço.
ONG precisa de ajuda para manter assistência
A Casa de Apoio à Criança com Câncer Santa Teresa é uma ONG que há 25 anos acolhe e assiste crianças e adolescentes com câncer e doenças hematológicas. São pacientes de famílias de baixa renda de outros municípios e estados, que dependem de tratamento em clínicas do Rio e precisam ter uma base para ficar por dias e mesmo meses. A casa providencia alimentação, hospedagem, apoio psicológico, medicamentos, exames e o transporte para as unidades de tratamento, mantida por doações, campanhas e o trabalho de voluntários.
Até seis meses atrás a instituição funcionava no Estácio em prédio próprio que foi comprometido por cupins e condenado, obrigando a mudança para o imóvel alugado na Rua Professor Alfredo Gomes, 32, em Botafogo. Na antiga sede, a capacidade de acolhimento chegava a 120 famílias, mas como o prédio atual é bem menor, o atendimento está limitado a 76 famílias.
“Precisamos muito de ajuda para mantermos as assistências fundamentais para famílias que vêm de longe. Colocamos a nossa sede do Estácio à venda para comprarmos outro imóvel, o que nos livraria dos custos com o aluguel e permitiria aumentarmos a nossa capacidade de atendimento”, diz Sandra Nóbrega, disponibilizando o número (21) 98463-3568 para os interessados em conhecer e colaborar com a instituição.
Cidade tem atuação permanente, uso de tecnologia e método Wolbachia no combate ao aedes aegypti
Com o aumento das chuvas e das temperaturas no verão, a Prefeitura de Niterói reforça o conjunto de ações de prevenção e combate à dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Em um balanço de fim de ano, o município destaca uma atuação contínua, planejada e integrada, que consolida Niterói como referência no enfrentamento às arboviroses. A população também pode colaborar solicitando vistorias de possíveis focos do mosquito aedes aegypti por meio do aplicativo Colab.re, que permite contato direto entre os moradores e as secretarias municipais
Por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a cidade intensificou vistorias, ações educativas e estratégias inovadoras como o método Wolbachia, aliando tecnologia, mobilização comunitária e resposta rápida em um período crítico, quando o calor e as chuvas favorecem a proliferação do aedes aegypti.
Para a secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, o reforço das ações em dezembro é fundamental para manter o controle da doença.
“Niterói tem uma estratégia sólida e baseada em ciência para o enfrentamento da dengue. O método Wolbachia, aliado ao trabalho permanente dos nossos agentes e à participação da população, tem mostrado resultados concretos.”, destacou a secretária.
Niterói é referência nacional no enfrentamento às arboviroses. O município foi o primeiro do Brasil a alcançar 100% de cobertura territorial com o método Wolbachia, uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com financiamento do Ministério da Saúde, em parceria com os governos locais. A implantação teve início em 2015, com um projeto piloto em Jurujuba, e foi expandida por várias regiões até alcançar toda a cidade em 2023.
A Wolbachia é uma bactéria presente naturalmente em cerca de 60% dos insetos, mas ausente no aedes aegypti. Quando inserida artificialmente nos ovos do mosquito, ela reduz significativamente a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Ao se reproduzirem com os mosquitos silvestres, os aedes aegypti passam a carregar a bactéria, tornando o método auto sustentável ao longo do tempo.
O chefe do setor de Controle de Zoonoses, Fábio Villas Boas, explica que as ações ocorrem durante todo o ano.
“O combate ao aedes aegypti em Niterói é permanente e integrado. Nossos agentes atuam diariamente nas ruas, visitando imóveis, orientando moradores e eliminando possíveis focos do mosquito. Em dezembro, com o aumento do calor e das chuvas, reforçamos ainda mais esse trabalho. A participação da população é fundamental, tanto no cuidado com os imóveis quanto no uso de ferramentas como o aplicativo Colab.re, que nos ajudam a agir de forma mais rápida e eficiente”, ressaltou Fábio Villas Boas.
Além do método Wolbachia, o combate ao mosquito em Niterói é sustentado por uma ampla estratégia preventiva. Mais de 290 servidores da Prefeitura atuam diariamente nas ações do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que realiza cerca de 5 mil visitas a imóveis todos os dias. Durante o mês de dezembro, esse trabalho foi reforçado.
Os resultados do conjunto dessas ações são expressivos. Entre 2007 e 2016, período anterior à implantação do método Wolbachia, Niterói registrou 43.488 casos de dengue, com média anual de 4.349 casos e incidência média de 913 por 100 mil habitantes. Já entre 2019 e 2024, com a Wolbachia estabelecida em toda área urbana, foram notificados 2.470 casos, média de 439 por ano e incidência de 91 por 100 mil habitantes. Desse total, 72,7% ocorreram em 2024, ano marcado por epidemia de dengue em todo o Brasil.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, firmou, nesta terça-feira (16/12), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Município de Quissamã para a regularização, implementação e certificação do sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico do Hospital Municipal Mariana Maria de Jesus (HMMMJ). Com o TAC, o Município se compromete a garantir que a unidade hospitalar atenda integralmente às normas de segurança exigidas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ).
De acordo com o documento, o Município deverá concluir, até abril de 2026, o processo licitatório para a contratação de empresa especializada responsável pela elaboração e execução do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP). Até setembro de 2026, deverão ser executadas todas as medidas previstas no laudo de exigências emitido pelo Corpo de Bombeiros. Durante todo o processo, deverão ser encaminhados relatórios bimestrais à 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, acompanhados de documentos que comprovem o andamento das ações.
Em caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 50 mil por obrigação não cumprida, além de multa diária de R$ 1 mil até a regularização.
Trabalho faz parte da Operação Pharmakon e é uma parceria da Vigilância Sanitária da Prefeitura com a Polícia Civil
Uma ação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), em conjunto com a 81ª Delegacia Policial (Itaipu) e a Vigilância Sanitária de Niterói, resultou na interdição de duas clínicas, uma no Centro e outra em Itaipu, após a identificação de equipamentos de bronzeamento artificial, que são proibidos desde 2009, conforma a resolução 56/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ação fez parte da segunda etapa da Operação Pharmakon.
A resolução da Anvisa proíbe a fabricação, importação, comercialização e uso de equipamentos para bronzeamento artificial com finalidade estética no Brasil, devido à comprovação de que a radiação UV emitida é cancerígena para humanos e um risco à saúde pública. A ação conjunta reforça o compromisso da Prefeitura com a saúde pública, especialmente no mês de conscientização e combate ao câncer de pele, o Dezembro Laranja.
Durante as inspeções, foram confiscadas 52 lâmpadas ultravioleta e constatadas irregularidades sanitárias graves, como a utilização e armazenamento de produtos vencidos, ausência de controle adequado sobre substâncias e equipamentos, riscos diretos aos usuários relacionados à exposição inadequada à radiação ultravioleta associada ao uso de produtos fora do prazo de validade. As proprietárias das clínicas foram notificadas e conduzidas à 81ª DP (Itaipu) para esclarecimentos.
Essas práticas não apenas violam normas sanitárias, mas potencializam riscos à saúde da população, podendo contribuir para o desenvolvimento de lesões cutâneas, queimaduras e, em longo prazo, aumento da probabilidade de câncer de pele.
“A Operação Pharmakon reforça o compromisso do município com a proteção da saúde da população. Fiscalizar clínicas e serviços de estética é uma medida preventiva fundamental, especialmente durante o Dezembro Laranja, quando alertamos para os riscos da exposição inadequada à radiação ultravioleta. A atuação integrada entre o GGIM, a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária demonstra que segurança pública também é cuidado com a vida, prevenção de doenças e enfrentamento de práticas que colocam em risco a saúde coletiva”, declarou o secretário do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), Felipe Ordacgy.
Sobre o Dezembro Laranja – O Dezembro Laranja é a campanha nacional de conscientização para prevenção e detecção precoce do câncer de pele, o tipo de câncer mais comum no Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, com mais de 176 mil novos casos esperados anualmente, e o melanoma — tipo mais agressivo — cerca de 8 mil casos por ano.
Quando identificado no início, o câncer de pele tem mais de 90% de chances de cura. É importante evitar exposições solares e radiações artificiais sem proteção adequada, e procurar diagnóstico médico ao observar sinais suspeitos.
A Operação Pharmakon não só busca coibir práticas que colocam em risco a saúde da população, como também se alinha diretamente às estratégias de conscientização do Dezembro Laranja, alertando sobre os perigos da exposição ultravioleta sem proteção e a importância do cumprimento das normas sanitárias.
Câncer de pele no Estado do Rio de Janeiro – No Rio de Janeiro, as estimativas indicam que mais de 21 000 novos casos de câncer de pele não melanoma são esperados a cada ano. O melanoma, embora menos incidente, também representa um número relevante de diagnósticos, com cerca de 540 novos casos por ano. Em 2018, foram contabilizadas 173 mortes por câncer de pele não melanoma no estado. Os dados evidenciam a necessidade contínua de ações preventivas e de fiscalização.
Esses números reforçam a urgência de campanhas educativas como o Dezembro Laranja, especialmente em regiões litorâneas e ensolaradas, onde a exposição aos raios ultravioleta é mais frequente.
Campanha reforçou a importância da solidariedade e ajudou a manter os estoques em níveis seguros
O Hospital Estadual da Criança (HEC) recebeu, neste sábado (13/12), uma ação especial de doação de sangue realizada pelo Hemorio. Localizado em Vila Valqueire, na Zona Sudoeste do Rio, o HEC é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) e a Rede D’Or. A oportunidade teve por objetivo, mais uma vez, mobilizar a população para fortalecer os estoques neste período do ano, quando há queda expressiva no número de doadores.
A campanha, que ocorre desde 2016, teve como tema “O melhor presente é a sua doação”, conseguindo 102 bolsas coletadas. Nesta ocasião, o menino Caio Lucas Calado Melonio, de 11 anos, foi o rosto da iniciativa, simbolizando a esperança e a importância da solidariedade. Em tratamento no HEC, ele mandou um recado: “Me sinto muito feliz por ter sido chamado para fazer essa campanha, porque é um meio de alcançar e conscientizar muitas pessoas a salvar muitas vidas que precisam”, disse.
O pai do menino, Leonardo Junior Melonio, de 36 anos, fez questão de vir doar e incentivar outras pessoas. “Estamos aqui hoje reforçando essa campanha. Peço também que você venha doar, porque, assim como o meu filho precisa, muitas crianças que estão aqui e em outros hospitais também necessitam. Se você puder, faça a sua doação, faça a sua contribuição”, pediu ele, que é morador de Duque de Caxias.
O advogado Francisco Tenório, de 43 anos, é figura conhecida nas ações do HEC. Mais uma vez, ele foi o primeiro doador do dia. “Sou doador de sangue desde jovem e já doei mais de 40 vezes na minha vida. Costumo doar no Hospital Estadual da Criança, um hospital público que trata crianças com câncer infantil. Doar sangue é doar vida e pode salvar pelo menos quatro vidas”, contou ele, que é morador de Vila Valqueire.
Assistente social do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), Josie Barizon Brown Braga, de 44 anos, é doadora do Hemorio há alguns anos e entende a importância da ação.
“Vejo a necessidade da doação voluntária de sangue para a recuperação da saúde dos pacientes internados. Esse trabalho de sensibilização à doação de sangue é muito importante, porque cada doação salva vidas e o sangue é fundamental na recuperação de muitos pacientes”, contou ela, que é moradora de Vila Valqueire.
O diretor-geral do HEC, Jason Guida, lembrou que o período festivo costuma ser desafiador para a reposição de sangue. “A redução sazonal nas doações, associada ao aumento da demanda assistencial nesta época, pode comprometer a continuidade dos atendimentos. Contribuir com a doação de sangue é um ato de solidariedade essencial para assegurar a qualidade e a segurança da assistência prestada às crianças”, ressaltou o gestor.
Desde que foi inaugurado, em março de 2013, o HEC já mudou o destino de muitos pequenos e jovens fluminenses, registrando 63.375 procedimentos cirúrgicos, 255.038 consultas e 310 transplantes (159 hepáticos e 151 renais). A unidade se tornou referência em atendimento pediátrico de alta complexidade no estado.
Sobre o Hemorio e orientações para quem ainda quer doar sangue
Atualmente, o Hemorio contabiliza cerca de 300 doações diárias, entre coletas na sede e ações externas realizadas em universidades, clubes, igrejas, órgãos públicos, empresas e eventos. O sangue coletado abastece 200 unidades públicas de saúde, incluindo todos os grandes hospitais de emergência do estado, e também atende pacientes do próprio Hemorio, que tratam doenças hematológicas como anemia falciforme, hemofilia e leucemia.
Para doar sangue, é necessário estar saudável, ter entre 16 e 69 anos e pesar no mínimo 50 kg. Os jovens de 16 e 17 anos podem doar mediante autorização dos responsáveis. É importante estar bem alimentado, evitando alimentos gordurosos nas três horas anteriores, além de ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior.
Quem fez tatuagem ou piercing deve aguardar seis meses para doar, e perfurações na região oral ou genital continuam impedindo a doação enquanto a peça estiver no local.
O Hemorio funciona diariamente, inclusive nos fins de semana e feriados, das 7h às 18h, na Rua Frei Caneca, nº 8, no Centro do Rio.
Confira a agenda de coleta externa
Na segunda quinzena de dezembro, as equipes de coleta externa estarão em diversos locais, de 10h às 15h. Saiba onde encontrá-las:
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Igreja Evangélica Resgate de Vida: Avenida Carlos Marighella, Km 05, quadra 25, lote 05, Chácara de Inoã – Maricá/RJ