Rio Imagem Baixada ultrapassa dois milhões de exames realizados

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Governo do Estado investiu R$ 90 milhões no maior complexo de saúde pública da América Latina, que já atendeu mais de 260 mil pessoas

O Rio Imagem Baixada, maior complexo de saúde pública da América Latina, ultrapassou dois milhões de exames realizados e já atendeu mais de 260 mil pessoas, que tiveram acesso ao diagnóstico com rapidez, qualidade, e próximo de casa. Localizado às margens da rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, o complexo de saúde é resultado de um investimento de R$ 90 milhões do Governo do Estado. Neste sábado (27/09), a unidade recebeu a visita do subsecretário de Atenção à Saúde do governo do Estado, Caio Souza, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

– O Rio Imagem Baixada é um marco para a saúde pública do nosso estado. Simboliza o que significa investir em saúde com responsabilidade e visão de futuro. Esse complexo presta um serviço de excelência, levando qualidade e dignidade ao atendimento da população da Baixada Fluminense e de todo o Estado – afirma o governador Cláudio Castro.

O maior centro de diagnósticos por imagem da América Latina realiza desde os mais simples exames, como raio-x, até os mais complexos, como a imuno-histoquímica para identificar tumor de mama. Este ano, o complexo de saúde estreou novas especialidades como a litotripsia extracorpórea — para retirar cálculos renais — e ampliou sua capacidade de atendimento com um segundo aparelho de ressonância magnética.

– A marca de dois milhões de exames realizados comprova a importância do Rio Imagem Baixada para a população. Hoje, moradores de várias regiões do estado têm acesso ao diagnóstico com mais conforto. Quando chegam à unidade encontram profissionais capacitados e equipamentos de qualidade que ajudam no diagnóstico. A rapidez amplia as chances de sucesso para o tratamento e salva vidas – destaca Caio Souza.

A saúde da mulher é uma das especialidades do centro, elas representam 69% do público atendido. As pacientes com nódulos suspeitos na mama, por exemplo, podem realizar a biópsia no mesmo dia em que fizerem a mamografia. Ainda contam com um moderno aparelho que realiza a biópsia do fragmento da mama guiada por estereotaxia, o que permite a descoberta de tumores ainda em fase inicial.

Moradora de Mesquita, na Baixada Fluminense, Maria Lilian Souza de Aquino esteve no Rio Imagem Baixada neste sábado para realizar uma ressonância magnética da mama. Há pouco mais de um ano, a costureira passou por duas cirurgias para remover um câncer, e hoje se recupera bem.

– Eu já fiz diversos exames aqui no Rio Imagem Baixada, me sinto quase em casa. Confio muito nessa unidade, no serviço prestado. Eu sei que vou ser bem atendida. Hoje, eu estou aqui para fazer um exame muito importante para mim, que vai me dizer se permaneço bem. E o melhor de tudo é que estou perto de casa – comenta Maria Lilian.

Tratamento contra o câncer na Baixada

Durante a visita, o subsecretário Caio Souza, e o ministro Alexandre Padilha também percorreram as obras do Instituto Estadual de Oncologia da Baixada Fluminense, que estão 83% concluídas. Para a construção, o Governo do Rio de Janeiro já investiu R$ 87,3 milhões por meio da Secretaria de Estado de Saúde.

A nova unidade, que está sendo erguida ao lado do Rio Imagem Baixada, é um marco para a região e reflete o compromisso do Governo do Estado com a regionalização dos serviços do SUS para além da capital. O objetivo é garantir tratamento de diferentes tipos de câncer com qualidade e mais perto da casa dos pacientes.

A unidade terá 101 leitos, 24 consultórios médicos e setores especializados em quimioterapia, e exames de alta complexidade, como o PET Scan. Ao fim da visita, o ministro da Saúde garantiu o apoio do Governo Federal para o custeio da unidade.

– É um orgulho ver os avanços do SUS no tratamento oncológico. A população pode ter certeza de que o Ministério da Saúde irá apoiar o pleno funcionamento desta unidade que será tão importante para o Rio de Janeiro – afirmou Padilha.

 

 

Rio de Janeiro recebe o 1º Congresso Internacional de Ortopedia da Rede D’Or

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Evento reunirá mais de 200 palestrantes nacionais e internacionais, com foco no diagnóstico, tratamento e gestão integrada na ortopedia

A Rede D’Or promove, nos dias 19 e 20 de setembro de 2025, no Rio de Janeiro, o 1º Congresso Internacional de Ortopedia – Orto in Rio. O encontro busca debater os temas mais relevantes da especialidade, reunindo especialistas nacionais e internacionais para abordar as diversas subespecialidades da ortopedia: coluna, quadril, joelho, pé e tornozelo, ombro e cotovelo, mão, trauma ortopédico, ortopedia pediátrica, ortopedia oncológica e ortopedia do esporte. “Queremos proporcionar aos congressistas uma imersão do que há de mais moderno na ortopedia, apresentando situações do dia a dia, seja no consultório ou no hospital”, afirma a coordenadora do Congresso, Verônica Vianna.

A ortopedia representa uma das áreas de maior relevância assistencial e estratégica na Rede D’Or, com mais de 80 mil procedimentos cirúrgicos realizados anualmente em suas unidades. Com base nesse volume de atendimento, a programação foi planejada para ter como foco o diagnóstico e o tratamento, com ênfase na otimização da internação, técnicas cirúrgicas, tecnologias emergentes e modelos de gestão em saúde. O evento também aproveitará a oportunidade para discutir temas de interface entre ortopedia e outras especialidades, como infectologia, geriatria e medicina intensivista. “Mais do que discutir a incorporação de novas tecnologias e técnicas, queremos falar sobre os avanços no cuidado com paciente. E para isso é fundamental promover um debate multidisciplinar que proporcione esse olhar integral do paciente”, observa a coordenadora.

Serão mais de 200 palestrantes, incluindo 3 convidados internacionais. Entre eles estão Federico Girardi, professor de cirurgia ortopédica no Weill Medical College da Universidade Cornell, e Neil P. Sheth, que é chefe de cirurgia ortopédica no Hospital da Pensilvânia. Girardi é especialista no tratamento cirúrgico de lesões na coluna vertebral, enquanto Sheth é referência em artroplastias, como são chamados procedimentos cirúrgicos para substituir articulações de joelho e quadril por próteses.

Entre os temas que serão abordados estão o tratamento da osteoporose, o atendimento a idosos em emergências e a lombalgia — uma das principais preocupações dos ortopedistas. “A lombalgia está entre os principais temas da programação. Pois a famosa dor nas costas está entre as principais razões de atendimento nos consultórios, porém pode ser o sintoma de uma condição mais grave. Por isso é importante debater os sinais de gravidade, bem como os avanços no tratamento”, relata Verônica. Ela destaca, ainda, a mesa dedicada à abordagem do paciente crítico, que vai apresentar casos complexos, como pacientes com comorbidades em uso de anticoagulantes que sofrem fraturas.

 

Serviço

1º Congresso Internacional Ortopedia D’Or

Quando: 19 e 20 de setembro

Onde: Hotel Hilton Copacabana – Av. Atlântica, 1020 – Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)

Saiba mais: Home – 1º Congresso Internacional Ortopedia D’Or

Primeiro paciente é atendido pelo Programa Fila Zero em Niterói

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Iniciativa da Prefeitura garante exames na rede privada para acabar com a espera no SUS e ampliar o acesso da população à saúde especializada

A Prefeitura de Niterói deu um passo importante  rumo à ampliação da oferta de exames e  atendimentos especializados. Na tarde desta sexta-feira (05), foi realizado o primeiro exame de um paciente cadastrado no Programa Fila Zero, iniciativa realizada  por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que visa ampliar o acesso da população a exames na rede privada e assim eliminar o tempo de espera por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). O primeiro paciente contemplado foi o senhor Walter José Mattoso dos Santos, que realizou uma ressonância nuclear magnética de abdômen superior na IRSA Diagnóstico por Imagem, em Icaraí, na Zona Sul da cidade.

A iniciativa visa agilizar o acesso a exames de sangue e de imagem e, ao mesmo tempo, oferecer um cuidado mais preventivo à população. Durante visita ao laboratório, o prefeito Rodrigo Neves destacou que o objetivo é zerar os riscos de doenças graves, como infartos e doenças hepáticas, com apoio da estrutura privada e engajamento das clínicas locais.

“A parceria com o setor privado está permitindo um atendimento mais ágil e humanizado. A cidade de Niterói dá um passo importante para se consolidar como referência em saúde pública no Brasil. Também vamos inaugurar, no início do próximo ano, um grande centro de saúde na Região Oceânica, voltado para atendimentos com especialistas e exames de média e alta complexidade. O serviço é um marco para o município.”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves

A secretária de Saúde, Ilza Fellows, ressaltou que os pacientes que dependem dos exames vão poder iniciar os tratamentos de forma mais rápida. “É um dia muito importante, onde foi dado o primeiro passo para que a gente consiga, como o próprio nome do programa sugere, acabar com a demanda reprimida de exames e algumas consultas de especialistas. Isso tudo enquanto a gente reestrutura a nossa rede para poder absorver a demanda natural”, explicou  Ilza Fellows.

Aos 67 anos, Walter, que é policial militar reformado, descobriu em 2024 um tumor na bexiga. Por conta disso precisou usar uma bolsa de colostomia. Agora, para poder realizar uma importante cirurgia, ele precisava realizar esse procedimento de ressonância nuclear magnética do abdômen superior. Três meses após dar entrada com o pedido no Módulo do Programa Médico de Família do Cavalão, ele foi chamado. “Foi um presente de Deus. Depois desse exame, vou poder fazer a cirurgia e ter uma vida normal. Esse programa Fila Zero está transformando a minha vida e vai transformar a de muitos outros”, explicou.

A diretora executiva da IRSA Diagnóstico por Imagem, Andrea Fonseca, falou da satisfação em poder participar do programa Fila Zero. “É uma alegria poder ajudar a população, e essa iniciativa da Prefeitura vai atender o paciente com qualidade, exames adequados e  muita brevidade, porque os nossos laudos saem no máximo em três dias úteis”, afirmou

Vinícius Queiroz, diretor administrativo do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Leste Fluminense, também ressaltou a importância desse momento. “Hoje acontece um marco na nossa cidade, e nós estamos muito felizes com esse primeiro atendimento, confirmando aquilo que desde o início o prefeito Rodrigo Neves e a secretária Ilza colocaram como objetivo dessa parceria: que toda população pudesse de fato ter acesso ao atendimento e que a fila da nossa cidade fosse zerada. Os hospitais e clínicas estão à disposição para atender a nossa população”, afirmou.

Programa Fila Zero

A iniciativa prevê a realização de exames por meio da contratação de entidades privadas ou sem fins lucrativos, utilizando uma tabela emergencial de complementação financeira dos valores praticados pelo SUS.

Atualmente, a rede municipal recebe, em média, 8.700 pedidos mensais de exames em casos preventivos. Este número não inclui os exames de urgência, que são realizados diariamente nas unidades de saúde. Os exames com maior demanda são: ecocardiografia transtorácica, colonoscopia, ultrassonografia mamária bilateral e endoscopia digestiva.

O Fila Zero vai ampliar a cobertura assistencial com o fortalecimento da Rede Municipal de Atenção à Saúde, por meio da Tabela SUS-Niterói, que prevê valores diferenciados para a remuneração dos serviços prestados.

 

Tabela SUS-Niterói

A tabela diferenciada foi instituída por decreto após aprovação do Conselho Municipal de Saúde. Os valores foram definidos com base em pesquisas de mercado, levando em conta os custos efetivos dos serviços, a quantidade de vagas ofertadas, a disponibilidade orçamentária e outros fatores relevantes.

Os valores poderão ser reajustados mediante proposta da Secretaria Municipal de Saúde e validação do Conselho de Saúde, especialmente em casos de alteração da tabela nacional do SUS ou necessidade de ajuste para garantir equilíbrio financeiro e viabilidade dos serviços.

A complementação financeira será custeada com recursos próprios do município. A Tabela SUS-Niterói poderá ser revogada a qualquer momento, por decreto, em caso de interesse público.

 
Fotos : Evelên Gouvea