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Ava Galleria Rio apresenta a exposição “Trajetória: Uma Jornada Artística” para falar sobre os caminhos percorridos pelo artista, a partir do dia 8 (sábado), com curadoria de Edson Cardoso
“Trajetória: Uma Jornada Artística” mergulha na evolução e desafios enfrentados por um artista em sua busca por reconhecimento e sucesso no competitivo mercado das artes. Por meio de uma variedade de obras, o público é levado a uma viagem visual que ilustra os altos e baixos, as lutas e as conquistas ao longo do caminho do artista. Desde as primeiras tentativas até as obras mais recentes, cada peça reflete não apenas habilidade técnica, mas também a resiliência e determinação necessárias para superar obstáculos e alcançar reconhecimento em um mundo tão exigente como o das artes.








Escola de Artes e Ofícios Zanine realiza abertura da “Exposição Abstrata” nesta sexta-feira
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Dia Mundial do Meio Ambiente terá Circuito Ecopedagógico e lançamento do cardápio ambiental
Convidamos vocês a se juntarem a nós neste dia importante para o Projeto Grael e para o planeta. Teremos a presença de representantes do projeto disponíveis para entrevistas e esclarecimentos.
Para confirmar a presença ou solicitar mais informações para cobertura, favor entrar em contato através do número: (21) 97928-7990.
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Museu da Justiça recebe alunos para abertura do curso “Conhecendo Niterói”
Promovido pela Prefeitura, curso mostra história da cidade desde os primeiros indígenas.
– Quem foi o fundador de Niterói: Arariboia ou José Clemente Pereira? Esse e outros questionamentos fizeram parte da aula de abertura do curso “Conhecendo Niterói”, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, no Museu da Justiça de Niterói, localizado no complexo arquitetônico da Praça da República.
Cerca de 400 alunos acompanharam atentamente a palestra, que teve como objetivo apresentar a trajetória histórica e política do município. Na primeira parte, a escritora, historiadora e coordenadora do curso, Cristina Pontes, explicou o significado das cores, das três datas, do brasão e dos símbolos presentes na bandeira de Niterói.
O professor e historiador Antônio Seixas abordou a história da cidade a partir dos primeiros indígenas, passando pelo Descobrimento do Brasil, a Invasão Francesa, o Período Colonial, a República e a concessão do Título de Cidade Imperial à Cidade Sorriso pelo Imperador Dom Pedro II, em 1844.
Foi apresentado um vídeo que exibiu documentos, peças de artesanato, monumentos, locais históricos e a evolução urbanística da cidade. Niterói comemorou 450 anos de fundação e já teve outros nomes: Vila Real da Praia Grande e Nictheroy, que deu origem à denominação atual.
“Temos percebido uma procura cada vez maior pelo curso, por pessoas que moram em Niterói e também em outros municípios. Esse interesse nos enche de orgulho, afinal a Cidade Sorriso representa de maneira significativa a trajetória e história do nosso país”, afirmou o secretário de Educação e presidente da Fundação Municipal de Educação de Niterói, Bira Marques.
“Além das palestras, planejamos uma série de novidades, com convidados especiais e diversas visitas técnicas. Os alunos terão a oportunidade de conhecer o Parque Municipal das Águas, o Mercado Municipal, a Ilha das Flores, o Teatro Municipal, o Palácio Arariboia e os fortes do Gragoatá e do Pico”, acrescentou a produtora do curso, Celedir Caetano.
O Curso “Conhecendo Niterói” é uma realização da Secretaria Municipal de Educação de Niterói, através da Subsecretaria de Projetos Especiais, via Centro de Memória da História e da Literatura Fluminense, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói (IHGN). O encerramento será no dia 11 de dezembro e os participantes terão direito a certificado.
Os interessados podem obter informações através do e-mail: memorial@educacao.niteroi.rj.gov.br
Fotos: Divulgação
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Ilha da Conceição: a praia soterrada na Baía da Guanabara, emerge em novo longa de Liliane Mutti
Narrado pela voz inconfundível do ator-personagem Angelo Morse – que estreia nas telas do cinema -, o longa-metragem ‘Ilha da Conceição’, que conta a história da ilha-praia que desapareceu ao longo das últimas cinco décadas, está sendo filmado em Niterói. Sob direção da cineasta Liliane Mutti, o filme de arquivo, promete muitas imagens de época e histórias emocionantes dos antigos moradores. O longa-metragem “Ilha da Conceição” desfila uma fotografia em preto e branco, revirando lembranças do tempo em que o banho de mar fazia parte da rotina dos moradores da ilha, antes da praia ser soterrada e do acesso ao mar ser fechado.
Com o crescimento do processo industrial brasileiro e a decadência do transporte náutico, a ilha foi desaparecendo ao longo das últimas cinco décadas e chega esse ano às telas do cinema, evocando a urgente questão ambiental e os impactos no cotidiano dos moradores e pescadores. As histórias narradas trazem lembranças da transformação da ilha e do presente, no qual a única entrada e saída é terrestre. O único acesso permitido de saída para o mar – como mostra o filme -, é fechado por um portão de ferro, onde a antiga praia se transformou em um estacionamento de pequenos barcos que quase não navegam mais, cercado pela água parada.
O filme é narrado em duas vozes: além de Morse, escutamos o ator português Gonçalo Mendes, que representa a imigração portuguesa. Filho de imigrantes, o ator com sotaque lusitano marcado, aborda o fluxo migratório do início do século XX, que transformou a Ilha da Conceição numa espécie de aldeia portuguesa. O fechamento do Cine Conceição também aparece no filme, pela voz de Angelo.
Ato a ato, a trama do filme é costurada por um rico acervo histórico de fotos e imagens em Super 8, digitalizadas exclusivamente e minuciosamente para o longa-metragem, que alternam com imagens ficcionadas, simbolizando o sonho de “um simples banho de mar”, no enredo do roteiro. O recurso de misturar documentos históricos – fundamentalmente fotos – e imagens em movimento ficcionadas, foi uma solução criativa para levar à tela do cinema todas as emoções e histórias contidas no roteiro. “Temos feito um imenso esforço conjunto, da equipe de historiadores do filme e de instituições renomadas da cidade, para acessar esses arquivos”, conta Liliane Mutti. “Em alguns momentos, especialmente nos quais a memória dos moradores vai além da nostalgia e se projeta no desejo da volta da rotina praieira vivida por seus pais e avós, trazemos as cenas de ficção o que contagiam o filme com uma atmosfera onírica”, completa a diretora.
O multiartista Angelo Morse falou sobre sua percepção e emoção acerca do filme e dos temas abordados: “Os depoimentos dos pescadores que perderam seu espaço natural de trabalho – o mar – são de cortar o coração. Um dos personagens da vida real, o ‘Perdido’, tem uma história impressionante. Uma vida sem rumo, largada ao acaso. Antigamente, os debates sobre meio ambiente nos davam uma equivocada impressão de que os estragos do homem na natureza seriam algo que sentiríamos apenas num futuro distante, pois bem, o futuro chegou e os estragos estão aí, é urgente que medidas sejam tomadas e as autoridades precisam se comprometer em mudar essa triste realidade. Para Morse, “Foi uma honra emprestar minha voz para resgatar histórias tão importantes, bonitas e ao mesmo tempo tão sofridas e tristes. Um debate necessário sobre o respeito à natureza, às pessoas, às memórias.”
A pesquisa histórica sobre a Ilha da Conceição está sob responsabilidade do historiador Marcelo de Paiva, doutor pela FAU-USP, especialista em patrimônio cultural brasileiro. Para o filme, Marcelo fez um levantamento nos arquivos do Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual (LUPA) da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenado pelo professor Rafael de Luna, e também no acervo da Fundação de Arte de Niterói, coordenada por Maurício Vasquez. Segundo Paiva,”A importância desse documentário é deixar claro que a questão socioambiental está irresistivelmente presente também nos centros urbanos”, ressalta o historiador.
Localizada na região central de Niterói, com vista para a ponte Rio-Niteroi, a Ilha da Conceição é um rico exemplo de recorte, entre outras ilhas da região, que tiveram as praias soterradas pela instalação dos estaleiros. A maioria dessas ações foram executadas por empresas europeias, que dominavam o comércio dos portos da região. Hoje, a atividade pesqueira tradicional é algo praticamente impossível para os pescadores locais. Diante disso, muitos deles vivem de vender sucatas das embarcações abandonadas para os ferros-velhos da região.
No início, os estaleiros foram recebidos como sinônimo de progresso. Logo foram se espalhando pelas margens das pequenas ilhas e penínsulas fazendo desaparecer as praias. A Ilha da Conceição é protagonista do filme, que ainda revela outras ilhas da região, como a Ilha do Caju, hoje totalmente privatizada. Essas pequenas ilhas foram soterradas durante a construção da ponte Rio-Niterói, no período da ditadura militar brasileira, que durou 21 anos.
Liliane Mutti lança ainda, um potente olhar afetivo sobre a rotina das mulheres da ilha, que se identificam como “as viúvas do mar”, em uma alusão a São Pedro, o padroeiro da ilha e das viúvas. “Essas moradoras guardam memórias solares da doçura de uma infância correndo pela da praia de areia de biquini, mesmo sabendo que suas filhas e netas não tiveram a mesma liberdade”, destaca a cineasta, que, imagina o filme se inserindo nos debates sobre a reivindicação fluminense da despoluição da Baía da Guanabara. O filme “Ilha da Conceição” promete circular os festivais levando Niterói para o mundo e conta com apoio do Ministério da Cultura e da Prefeitura de Niterói, por meio da Lei Paulo Gustavo de fomento à cultura.
Fotos: Daniel Zarvos
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Urbanização do Jardim Imbuí avança para fase de pavimentação e construção de calçadas
Realizada pela Prefeitura de Niterói, a obra já criou quase cinco quilômetros de rede de drenagem pelas ruas do bairro
– O Jardim Imbuí, bairro da Região Oceânica, segue passando por transformações A Prefeitura de Niterói realiza, desde o ano passado, obras de urbanização por todo o bairro, modernizando a infraestrutura de 17 vias da região. Realizadas pela Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), as intervenções fazem parte do Pacto de Retomada Econômica, uma iniciativa da Prefeitura que visa injetar R$3 bilhões em investimentos na cidade.
Atualmente, todas as 17 ruas já têm rede de drenagem instalada. No total, essa intervenção criou quase cinco quilômetros de rede coletora. A pavimentação das vias, assim como a construção de calçadas e meios-fios, está em andamento.
O projeto de urbanização do Jardim Imbuí conta com um investimento total de R$9,6 milhões e tem previsão de término para outubro deste ano.
Em 2023, a Emusa concluiu as obras de urbanização nos bairros de Serra Grande, Maravista e Itaipu, também na Região Oceânica. No total, 87 ruas receberam melhorias, incluindo a instalação de novas redes de drenagem, pavimentação, construção de calçadas e paisagismo.








Dia dos Namorados 2024! Hora da depilacao a laser.
Para esse Dia dos Namorados, nada melhor que surpreender a quem você tanto ama. Pensando nisto, a fisioterapeuta dermato-funcional Mariana Pedroza abriu a agenda para as vésperas do tao esperado dia 12 de junho, a fim de que os enamorados possam se cuidar com sessões providenciais de depilação à laser com o alcance da Soprano Ice, equipamento de ponta.
Vale separar os dias 10 e 11 de junho para tirar a barba e ficar com o rosto macio, aniquilar os pelinhos dos dedos e colocar aquele anel, exterminar os pelos da perna para usar a saia romantica que agrada a todos os gostos!
O consultório fica na Rua Ministro Otávio Kelly, 337/ sala 204, Jardim Icaraí. O whatsapp para marcações é: (21) 97616-6636. Instagram @depilalaser_maripedroza. Os preços são convidativos. Tem sessões avulso e combos.
Esta época tambem é ideal pela chegada do outono, pois com temperaturas mais amenas, a tendência é favorável à depilação a LASER.
Antes de mais nada, a depilação é muito mais que um tratamento estético! Pois, ela proporciona bem-estar, eleva a autoestima e contribui para a conquista de um corpo saudável. E os benefícios não param por aí. Há uma série de vantagens para as pessoas que realizam esse tipo de procedimento a LASER.
A cada dia, aumenta o número de mulheres e homens que aderem a essa técnica, aplicada com um aparelho que emite feixes de luz diretamente na raiz. Fazendo com que o crescimento dos fios seja gradativamente retardado, até ser interrompido o procedimento.
Por isso, destacamos as principais razões para você passar a fazer suas depilações com o uso de LASER. Confira, a seguir, alguns dos muitos benefícios e vantagens.
1 > Tem excelente custo-benefício
Desde o primeiro procedimento, você já conquista resultados satisfatórios. Cada pessoa tem suas particularidades, mas, em geral, são realizadas de 6 a 10 sessões para se concluir o tratamento. A manutenção é realizada com intervalos maiores, que podem ser de 3, 6 ou 12 meses.
2 > Deixa a pele macia
Adicionalmente, a depilação a LASER proporciona maciez à pele. E ainda elimina os resultados indesejados de métodos tradicionais, que utilizam cera, cremes ou lâminas.
3 > Traz resultados duradouros
Os pelos crescem lentamente, mais finos e claros que os anteriores. Nesse sentido, deixam de aparecer, com o avanço das sessões.
4 > Não provoca dores
No início, o tratamento a LASER causa reações discretas. Mas, essas diminuem e até mesmo desaparecem ao longo dos procedimentos.
5 > Proporciona mais tempo para você mesmo
Você deixa de investir aquele tempo que era necessário para se depilar com métodos tradicionais. Assim, fica livre para se dedicar a outras atividades.
A dra. Mariana Pedroza possui duas salas equipadas, em seu consultório e estrutura para atender demandas de diversos usuários desta técnica indolor de Laser, atraves da Soprano Ice. Oferece segurança sanitária e conforto para que o paciente tenha uma boa experiência durante as sessôes.
Nao perca tempo!
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Fernanda Sixel festeja aniversario em grande celebraçao!
Foi com uma confraternizacao retumbante que Fernanda Sixel celebrou mais um aniversario cercada de amigos e aliados na vida publica. Os dois andares do bar e restaurante BemDito, em Sao Francisco, ficaram lotados, na ultima terça, 28, contando, tambem, com as presencas de Rodrigo Neves, Axel Grael( Prefeito de Niteroi) e sua esposa Christa, diretora da Niteroi Solidaria.
Fernanda Sixel é gestora publica, pedagoga, designer de interiores, Presidente do AMT/PDT Niteroi. Esposa do candidato à reeleicao a Prefeito de Niteroi, Rodrigo Neves, à frente nas pesquisas( entre 40% e 46%, de acordo com o Instituto Gerp). Mae de Marina, Mayara e Carlos Eduardo Sixel, que é chefe de gabinete do Deputado Estadual Vitor Junior.

Vale destacar o importante trabalho que Fernanda Sixel fez para a mulher niteroiense, vitima de violencia, no Codim, nucleo que atingiu alta produção em sua gestao, fazendo projetos gratuitos e campanhas preventivas constantes. A exibicao de filmes com temas que despertaram a consciência contra a violência da mulher, foi grande inovacao. Uma iniciativa da secretaria, na gestao de Fernanda, continua tirando vitimas inscritas da situação de falta de infraestrutura para trabalhar e tem sido solucao para diversas cidadãs, pois trata-se de escritório, em coworking, para que autônomas possam executar suas jornadas profissionais com espaço e equipamentos. A Codim fica na Rua Rogério Coelho Neto, Centro, Niterói.
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Conservatório de Música de Niterói completa 110 anos e celebra parceria com o Aprendiz Musical
Comemoração do aniversário teve apresentação de Grupo de Choro e Orquestra de Sopros
– O Conservatório de Música de Niterói (CMN) completou 110 anos de atividades nesta quarta-feira (29). O prefeito Axel Grael participou das comemorações na sede da instituição. O evento foi marcado pela celebrada parceria da secular instituição com o programa Aprendiz Musical, da Prefeitura de Niterói.
Alunos e frequentadores do CMN puderam conhecer nesta quarta (29) as novas instalações do anexo da sede histórica, localizada na Rua São Pedro, no Centro de Niterói. Toda a reforma foi realizada pela Prefeitura. O prefeito Axel Grael fez questão de exaltar a importância do CMN para a cidade e destacou a relevância social de manter parcerias com a relevante instituição niteroiense.
“Uma iniciativa como essa aqui, com 110 anos de funcionamento, é muita coisa. E a beleza de uma família ter abraçado essa causa e ter mantido acesa essa chama ao longo de tanto tempo é algo a ser comemorado, porque a gente sabe como é difícil. Para a Prefeitura foi de extrema importância apoiar o Conservatório, incluí-lo, em parceria, com o programa Aprendiz Musical, esse programa que já atende a 10 mil alunos da rede municipal com iniciação musical”, destaca Grael.
A comemoração dos 110 anos teve apresentação do Grupo de Choro CMN, coordenado pelo professor Leonardo Paiva. O grupo é um dos conjuntos do Departamento de Prática de Conjunto do Conservatório de Música de Niterói. Os integrantes são a mistura perfeita entre os alunos do CMN e do Programa Aprendiz Musical.
A Orquestra de Sopros do Programa Aprendiz também participou da celebração. A Orquestra é o grupo de referência do programa focado nos instrumentos das famílias das madeiras e metais. Sob a regência do professor e maestro Gabriel Dellatorre, os alunos desenvolvem suas habilidades orquestrais, bem como interpretam um repertório eclético do erudito ao popular, passando por belas marchas e dobrados até a música folclórica e contemporânea. A orquestra é composta por 40 jovens de 11 a 24 anos.
Para o secretário Executivo da Prefeitura de Niterói. André Diniz, é motivo de orgulho para a cidade ser a sede da instituição responsável pela formação de músicos durante mais de um século.
“Hoje é um dia de celebrarmos o conservatório e todas as pessoas que contribuíram para essa linda história. É uma história muito relevante e o programa Aprendiz Musical faz parte dela, o que nos dá ainda mais satisfação. Desde o ano passado, quando oficializamos o fomento ao Conservatório de Música de Niterói, reforçamos a importância dessa instituição para a cultura da cidade”, afirma André Diniz.
Isadora Vianna, diretora do CMN, agradeceu pela parceria da Prefeitura de Niterói. Ela lembrou o momento difícil pelo qual passou a instituição durante a pandemia e celebrou a nova fase.
“Celebramos 110 anos e celebramos em um momento diferente, comemoramos com esperança, com perspectivas e com muito novos planos. Em nome de todo o conservatório e nossa equipe, eu agradeço a Prefeitura por sua sensibilidade em gerir muitas das demandas sociais e por nos dar o apoio necessário. A gente celebra tudo por uma história muito bonita, porque todo feedback que eu recebo é de pessoas felizes em contar que participaram, estudaram aqui, estudaram com a gente. E isso vale ouro”, disse Isadora Vianna.
Sobre o CMN
Tombado pelo município em 1992, o Conservatório, além das aulas e cursos de instrumentos, canto, teoria musical e musicalização infantil, com frequência abriga em suas dependências recitais de canto e de música instrumental. A casa onde funciona o CMN é considerada uma das mais significativas edificações residenciais do entorno do Jardim São João. Sua arquitetura é bastante representativa dos primeiros anos do século XX, na área urbana central da cidade.
Ao longo de seus 110 anos de história, o CMN vem, ininterruptamente, desempenhando sua missão: a de ensinar, educar e preparar crianças, jovens e todos os cidadãos para vida musical, seja ela como profissional ou diletante. A história do CMN confunde-se com a história de Niterói e, como reconhecimento aos serviços que presta à cultura, a cidade deu o nome de dois de seus fundadores, Maestro Felício Toledo e José Botelho, a ruas da cidade.
Em 1913, renomados músicos niteroienses, como Felício Toledo, José de Castro Botelho, Hernani Bastos, Alice Amarante e Felix Cordiglia Lavalle fundaram a Sociedade Symphonica Fluminense, cuja missão era a difusão da música de concerto, conhecida também como música clássica ou erudita. Conectados por essa ideia, instrumentistas profissionais, professores de música, amantes das artes, jornalistas, intelectuais e homens públicos promoveram o início de um grande movimento musical: a criação de uma orquestra permanente na cidade, sediada no Theatro Municipal João Caetano – TMJC, a promoção de séries de concertos e recitais com artistas nacionais e estrangeiros.
Essa ebulição cultural revelou a necessidade de se criar uma escola de música, um espaço formal de ensino de excelência para os jovens talentos que, até então, precisavam deslocar-se para a cidade do Rio de Janeiro. Foi assim que, na Assembleia Geral da Sociedade Symphonica Fluminense de 25 de janeiro de 1914, realizada no TMJC, foi fundada a Escola de Música de Niterói.
Alguns anos depois, em 18 de fevereiro de 1923 (lei 1645/1919), a primitiva escola de música foi transformada em Conservatório de Música do Estado do Rio, sob a presidência do maestro Hernani Bastos. Em 1926, Bastos foi substituído pelo maestro Felício Toledo.
O novo instituto musical funcionou provisoriamente na sede da Escola Thecnica Fluminense, à rua Rio Branco, 65. O CMN ocupou também uma casa na XV de Novembro 56, além de usar algumas dependências da ‘Casa Verdi’, loja de instrumentos de Eduardo Luiz Gomes. Apesar de uma Lei estadual de 1936, que obrigava o Estado a “prover condignas instalações”, foi a Prefeitura da cidade que abrigou o CMN desde então. Seja ocupando provisoriamente o prédio do Theatro Municipal João Caetano, seja a partir de 1948, no atual prédio, em regime de concessão.
Em 1934, o CMN criou a Orquestra de Cordas. Em 1952, em convênio com o governo estadual, a Orquestra Sinfônica de Niterói, com 62 membros. Esta veio ocupar a lacuna criada com o fim da Orquestra Symphonica Fluminense. Visando a cultura musical no Estado do Rio de Janeiro, seguindo o exemplo de escolas superiores de outras cidades, o CMN criou em 1954 o Curso de Aperfeiçoamento de Piano, ou seja, o curso de formação de professores.
Em 1964, em meio às comemorações de seus 50 anos de atividades, a Prefeitura renovou a cessão gratuita da casa, garantindo como compensação 150 bolsas de estudos anuais. Em 1965, o CMN foi elevado à categoria de escola de nível superior, por meio de um convênio (Decreto nº 55.913/65) assinado com a UFERJ – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro -, hoje UFF. O convênio foi encerrado em 1975, mas o CMN continuou a oferecer seus cursos superiores até a década de 2010.
Em 1994, o CMN fundou a Camerata Acadêmica, a princípio formada exclusivamente por seus alunos. Já sua Orquestra de Sopros, um dos conjuntos representativos do CMN, é formada por alunos do Cursos de Formação Musical e por músicos convidados. A Orquestra de Acordeões teve início no ano de 2012, com a ideia do professor Waldenir Duarte de reunir alunos e convidados para preservar a prática do instrumento e desenvolver a versatilidade do acordeon, tocando ritmos diversos, além do nosso tradicional forró.
Fotos: Lucas Benevides
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