Maricá será “invadida” pelos gamers e geeks em abril

Durante os dez dias do mês de abril, os maricaenses vão poder “mergulhar” no mundo dos games e do universo geek, promovendo interatividade, conhecimento e diversão para toda a família.

No mês de abril, dias 19 a 28, o município de Maricá vai sediar o maior encontro de cultura geek e gamer do estado do Rio de Janeiro: o “Maricá Games Nível 3”. Em sua terceira edição, o evento, que é realizado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (CODEMAR) e pela Prefeitura Municipal da região, tem como propósito promover entretenimento entre todos os membros da família, mas também demonstrar o quão promissor é esse mercado totalmente em ascensão. A Avenida Zumbi dos Palmares, em Itaipuaçu-Maricá, abrigará essa grande aventura por um mundo tão especial e interativo em que poucos ainda conhecem tão profundamente.

Serão dez dias pontuados por várias atrações, desde competições a premiações e atividades culturais, que prometem muita diversão, a partir de um processo imersivo que tornará Maricá o mais completo polo de entretenimento de cultura geek e gamer. Na última edição realizada em Barra de Maricá no ano passado, o número de visitantes chegou a mais de 30 mil pessoas. Para 2024, acredita-se que esse número vá dobrar em função da extensa programação, coalhada de variadas atividades culturais e esportivas. Além de desenvolver a parte recreativa de pais e filhos, o Maricá Games reflete a potência tecnológica dos games e do esporte eletrônico, gerando empregos, tanto durante o encontro, como também no pós-evento.

Na edição de 2023, foram gerados 120 empregos diretos e mais de 220 indiretos. Neste ano, graças aos programas “Passaporte Universitário”, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Formação, e o “Qualifica Maricá”, da Secretaria Municipal de Trabalho, ambos fruto de uma parceria firmada com as Secretarias Municipais, serão empregados mais de 60 jovens. Eles estão escalados para trabalhar nos nove dias de evento. Isso sem falar nos outros postos de trabalho a serem ocupados por uma variada mão-de-obra, encarregada de fazer com que o evento aconteça.

Além das competições de esports, intitulada “Maricá Games Challenge”, com direito a premiação no total de R$ 48 mil, a semana contará com uma rica programação cultural, que envolve concursos e desfile de cosplay, k-pop e Just Dance (no total com premiações que chegam a um valor total de R$ 30 mil em dinheiro mais 12 mil em prêmios como Nintendo Switch e tablet), além de área de boardgames e RPG, Escape Room, Mundo dos Blocos e Mundo dos Brinquedos, entre outros. Para acessar tudo que vai acontecer ao longo dos dez dias de evento, é só acessar a página https://maricagames.com/ .

De acordo com o produtor do evento, Vinicius Verly, essa é uma iniciativa que só tem a trazer benefícios para a região onde será realizada. “O Maricá Games é uma importante iniciativa cultural e esportiva que traz benefícios econômicos significativos para a região, impulsionando o turismo e beneficiando negócios locais. Além disso, promove o envolvimento dos maricaenses em todas as ações do projeto, incentivando o desenvolvimento de talentos e profissionais da cidade. Resumidamente, é um evento que contribui para o crescimento econômico, cultural e social de Maricá”, refletiu.

 

 

O Brasil na liderança dos games

 

Conforme relatório de mídia e entretenimento (2022-2026) da PwC, o Brasil ocupa, desde 2021, a liderança no mercado de videogames da América Latina. Com o anúncio desse resultado, o país superou até o México, que antes ocupava a posição de líder no segmento. No entanto, as expectativas são ainda melhores. Até o ano de 2026, a receita do setor em todo o território nacional deve ser duplicada. Isso significa dizer que a indústria doméstica de jogos eletrônicos que, em 2021 movimentou uma receita de US$ 1,4 bilhão, crescerá ainda mais, atingindo a casa dos US$ 2,8 bilhões em 2026. Com esses dados, é possível antever que o Brasil responderá por uma fatia considerável de 47,7% da receita total desse mercado.

De todas as vertentes, os esports foram os que apresentaram o maior nível de crescimento no mercado brasileiro. Sua receita deve triplicar até 2026, passando de US$ 5,4 milhões para mais de US$ 15 milhões, com crescimento anual de 22,7% (Dados da PwC). Os jogos para PC também respondem pela maior parcela do mercado brasileiro, com receitas de US$ 256 milhões (2021), que podem chegar a US$ 316 milhões em 2026. Isso sem falar nos milhões de espectadores conquistados por esses jogos ao redor do mundo. No ano de 2022, dos 10 torneios de esports que tiveram muitos expectadores, cinco eram de computador.

 

Afora os já citados, os jogos de console e os de celular também detém um número considerável de adeptos e movimentam fatias consideráveis desse mercado. O primeiro, por exemplo, atingiu US$ 190 milhões em 2021 e tem conquistado audiências seletas, como a do jogo de futebol virtual, o EAFC, que só no dia do lançamento conquistou 11,3 milhões de usuários ativos. Pesquisa da Game Brasil 2022 revelou que 81,4% dos gamers brasileiros gostam de jogos virtuais do esporte e 48,3% preferem jogar pelo celular. Já os jogos de celular estão sendo considerados uma importante ferramenta de inclusão social e digital e representaram, em 2021, 52% de todo o lucro do mercado de games.

Serviço:

 

O quê? Maricá Games Nível 3

Quem? A organização é da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (CODEMAR) e da Prefeitura Municipal de Maricá

Quando? 19 a 28 de abril, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 20h. Sábados e domingos, das 10h às 22h.

Onde? Avenida Zumbi dos Palmares, em Itaipuaçu, Maricá

Como? O evento é 100% gratuito e destina-se a todo público. É só chegar, jogar e se divertir.

Por quê? O mercado de jogos eletrônicos está em expansão no Brasil, tornando-se fonte de entretenimento e empregabilidade. Até 2026 movimentará US$ 2,8 bilhões.

Os números do Maricá Games

 

– Edição: terceira edição (outras foram realizadas em 2022 e 2023)

– Público visitante: 60 mil

– Tamanho da arena: 3 mil m² que compreende a Praça dos Gaviões, a Lona Cultural Beth Carvalho e a praça de alimentação.

– Premiações: elas chegam a R$ 90 mil (R$ 48 mil para os atletas inscritos nos jogos eletrônicos, R$ 30 mil em dinheiro e R$ 12 mil em prêmios como Nintendo Switch, tablet e vídeo games retro para os participantes dos eventos culturais).

– Número de empregos: 340 empregos (diretos e indiretos)

– Número de influencers presentes: mais de 100

 

 

 

FASHIONISTA BRASILEIRO APRESENTA PROJETO SOCIAL E BUSCA INOVAÇÃO NO SETOR FASHION DO BRASIL.

O projeto “Costure seus sonhos”, idealizado pelo renomado fashionista Sandro Santos, fundador da PrivateLabelSP, tm como objetivo oferecer qualificação profissional no setor de corte e costura para profissionais que não possuem recursos financeiros para investir em sua formação.
Sandro Santos, um baiano dedicado ao estudo da moda em Milão, radicado em São Paulo há 20 anos, teve reconhecimento em 2023 pela Academia Mundial de Letras da Humanidade, agraciado com a Comenda Gianni Versace, têm como meta promover a consciência negra e capacitar profissionaisuta gabaritados no setor fashionista, possibilitando que eles alcancem seus sonhos e se destaquem no mercado de trabalho.
A ideia do projeto surgiu a partir da observação do fashionista de que muitos dos profissionais possuem habilidade intuitiva porem não são valorizados no mercado de trabalho por não possuírem uma formação e nem recursos financeiros. Os selecionados passam por um processo de formação técnica e prática, com aulas teóricas e práticas de corte e costura, além de workshops sobre moda e empreendedorismo. O projeto também oferece suporte para a criação de um negócio próprio, com orientações sobre gestão e planejamento estratégico.
O projeto busca selecionar candidatos que demonstrem talento e vontade de se aprimorar na área da moda, oferecendo a eles a oportunidade de participar de cursos e workshops ministrados por profissionais renomados do setor.
Além disso, a idéia do fashionista baiano é promover a consciência negra, valorizando a cultura e a história afro-brasileira. Para isso, são realizadas atividades culturais e palestras sobre a importância da representatividade e da diversidade no mundo da moda.
O projeto “Costure seus sonhos” é uma iniciativa importante para a promoção da igualdade e da inclusão no mercado de trabalho da moda. Ao oferecer oportunidades de qualificação e empreendedorismo para profissionais , o projeto contribui para a formação de um setor mais diverso e representativo, além de valorizar a cultura afro-brasileira.
Com o “Costure seus sonhos”, Sandro Santos reafirma seu compromisso com a inclusão social e a valorização da diversidade, contribuindo para a formação de uma mão de obra qualificada e preparada para atuar no mercado fashion.
Para mais informações sobre o projeto e como participar, acesse o site oficial da PrivateLabelSP ou entre em contato através das redes sociais. Juntos, podemos costurar sonhos e transformar vidas.
Midias :
Instagram
@costureteufuturo
.Foto:Acervo pessoal

MAC Niterói apresenta exposição coletiva “Outras Paissagens”

Com curadoria de Juliana Crispe e participação de 16 artistas de diferentes gerações, a exposição propõe pensar não apenas na paisagem composta por aspectos naturais, mas também nas paisagens culturais presentes na contemporaneidade.

A representação de paisagem atravessou muitos movimentos e fases da História da Arte, mas sempre se manteve consolidada e é reinventada na produção contemporânea. É desta afirmação que nasce a exposição Outras paisagens, apresentada de 6 de abril a 26 de maio. Com curadoria de Juliana Crispe, a exposição busca trazer ao público como, a partir do diálogo com outras formas de expressão e linguagens artísticas, a “paisagem” propõe um olhar atento e questionador sobre outras realidades e invenções.

O corpo da exposição é formado por obras de 16 artistas de diferentes gerações, são eles Aline Moreno, Anaís-karenin, Antonio Pulquério, Carlos Asp, Corina Ishikura, Dani Shirozono, Elias Muradi, Franzoi, Jussara Marangoni, Marcella Moraes, Marcia Gadioli, Myriam Glatt, Natália Lage, Sérgio Adriano H, Silvana Macêdo e Tuca Chicalé.

Crispe explica em seu texto curatorial que “a exposição Outras Paisagens propõe pensar não apenas na paisagem composta por aspectos naturais, mas também nas paisagens culturais presentes na contemporaneidade. Em uma dimensão rizomática, esta exposição nos provoca a refletir sobre transposições de percepções do termo Paisagem no campo histórico/artístico”.

Para Victor De Wolf, Diretor Geral do MAC Niterói, “mais do que uma simples contemplação da paisagem, ‘Outras Paisagens’ desafia as fronteiras convencionais da arte e da percepção e nos convida a repensar nossa relação com o mundo e a explorar novas narrativas e horizontes, inspirando reflexões e diálogos sobre as várias paisagens que habitamos.”

As “outras paisagens”

A obra sem título #2, da série Contrapontos (2023), de Aline Moreno (1992, Campinas, SP – São Paulo), mostra como a artista lida com o conceito de paisagem enquanto tradução e interpretação da natureza pela linguagem, dialogando com a história da sua representação e, inevitavelmente, com a tradição da pintura. Sua produção, em geral, vai do pequeno objeto até pinturas próximas da escala humana, explorando materiais como a madeira, papel, pedra, gesso, colagens e pinturas.

Anaís-karenin (1993, São Paulo, SP – Tokyo) baseia sua prática artística na conexão íntima com plantas, integrando saberes tradicionais, mitologia e animismo para abordar temas como colonialismo, história, extração, território e ciência. E é o que o visitante poderá ver na obra Floresta (2020-2024).

O interesse de Antonio Pulquério (1967, Campos Sales, CE – São Paulo) nas esculturas de cerâmica vai muito além dos acúmulos dos objetos cotidianos que ele utiliza, trazendo, também, memórias ancestrais e afetivas. Já nas nas performances, prática recorrente em seu trabalho, outras camadas são exploradas e ressignificadas, partindo das relações rituais ou ritualizadas, com cruzamentos entre aspectos de religiosidades que são parte de sua construção e caras à sua pesquisa, como a matriz afro-brasileira, indígena e barroca. Em Outras Paisagens, Pulquério exibe Guardião (2023).

As narrativas pictóricas do artista Carlos Asp (1949, Porto Alegre, RS – Florianópolis, SC) geralmente derivam dos campos relacionais e formam suas “paisagens poéticas”. Na obra in ÚTIL paisagem (2017), ele leva ao público do MAC essa pesquisa, na qual busca em uma materialidade singela expressar poemas visuais, frases que se relacionam a imagens, rabiscos que acometem poesias.

A pesquisa de Corina Ishikura (1964, São Paulo, SP – São Paulo) parte de uma visão contemporânea de mundo onde natureza e cultura, pessoas e coisas, matéria e espírito estão integrados e, assim, reflete conceitualmente sobre a problematização dos espaços e tudo o que emerge e se desdobra dessa perspectiva complexa e relacional para além da simples coexistência com o planeta. Ela se utiliza da ciência e da tecnologia com materiais como madeira, papel, evidenciando na instalação, desenho e pintura, seu posicionamento crítico na forma como experiencia o mundo. Na exposição, ela apresenta a obra Pilares Desmedidos, feita em 2023, onde expressa esse pensamento.

Dani Shirozono (1989, Viçosa, MG – Jundiaí, SP) propõe em sua obra Aqui me protejo (2023), um olhar sobre a paisagem e as implicações em se entender como parte dela. Compreendo esse elemento como território, espaço de pertencimento e reflexão sobre a condição de habitar um entre-espaço, a artista investiga a forma por meio de experimentações materiais e cria relevos imaginários a partir de uma vivência transitória entre culturas e localidades diversas que propiciam o reconhecimento em uma identidade múltipla.

A escultura e o desenho são as ferramentas de compreensão do espaço de Elias Muradi (1963, Mogi-Mirim, SP – São Paulo). Em suas duas obras da série Para alcançar (2018-2020), a dimensão doméstica é matéria relacional e inspiradora para comentar a memória, vestígio ou ação do corpo.

Franzoi (1969, Taió, SC – Joinville SC) questiona em seu trabalho as fronteiras que delimitam o espaço-tempo na paisagem corpórea, onde o ser humano está atrelado a conceitos preestabelecidos no corpo e na alma. Com a performance, o artista desenvolve obras que dialogam e buscam despertar reflexões sobre a memória e o patrimônio, com articulações do corpo e do olhar dentro da sociedade, a partir da relação entre “corpoimagem”, “corpoobjeto” e “corpoespaço”. Essa pesquisa pode ser vista nas três obras da série almacorpomarterra, que integram a exposição.

O processo criativo de Jussara Marangoni (1961, São Paulo, SP – Araçatuba, SP) encontra inspiração nas formas vegetais, simbolizando conexão, expansão e força. Para a artista, assim como as raízes de uma árvore se entrelaçam no solo, a vida humana é marcada por interconexões, experiências compartilhadas e memórias arraigadas. Na obra Entre terra e céu 10 (2023-2024), ela retrata essas raízes com carvão sobre papel, e procura transmitir, além da aparência física, a energia vital que flui, transformando cada traço em uma narrativa que convida à exploração das camadas mais profundas de nossa trajetória.

Marcella Moraes (1991, Rio de Janeiro, RJ) trabalha principalmente com colagens, aquarelas, esculturas, fotografias, instalações e vídeos, nas quais realiza pesquisas geográficas, climáticas e ambientais. Interessa à artista uma arte que propõe novas formas de relação com o meio ambiente e os seres vivos, e a investigação da contínua mutação da paisagem e seus fenômenos naturais e artificiais, em busca de estados poéticos que funcionam como instrumento de sensibilização. Essa pesquisa é expressa nas obras I, II e III da série Mapas Ambientais, realizadas a partir de 2022, que compõem a exposição.

Nas duas obras da série Lugares, ambas produzidas a partir de impressão digital em tecido Chifon, Marcia Gadioli (1965 – São Paulo, SP) traz a memória e a urbanidade, e os efeitos que o tempo tem sobre cada uma. São trabalhos em que a artista traz as camadas do tempo que se sobrepõem no ambiente urbano e emulam características da memória como a fugacidade, pela leveza do suporte, e o esquecimento, pela baixa definição das imagens.

Myriam Glatt (1961, Rio de Janeiro, RJ) faz uso de suportes como papelão ou embalagens por conta do caráter residual e amplamente acessível desses materiais. Interessa à artista a reflexão da passagem do plano ao espaço, procedimento favorecido pela estrutura que esses materiais costumam apresentar. Dando continuidade às investigações próprias da pintura e com o gesto de impregnação de campos de cor, ela cria uma dinâmica entre a superfície do suporte e sua espacialização. É o que o visitante poderá ver na obra OBJETO ARTICULÁVEL 3 (2024), presente na exposição.

Natália Lage (1978, Niterói, RJ) busca em seu trabalho um certo apelo sensorial, concentrado na emoção que se deflagra nessa gestualidade errática, livre, suja e incógnita. E também na relação entre as cores na composição, como se arranjam entre si, como ditam intensidades formando signos e sinais de maior ou menor densidade. Seu intuito nas obras Domingo no Quintal (2020) e O Futuro também é gerado (2021), é traçar novos mapas, novas paisagens, outros labirintos, algumas plantas-baixas; vestígios de imagens. Uma confissão intimista que esconde traços de seus próprios passos pelo mundo.

É através de objetos, fotografias e vídeos, que Sérgio Adriano (1975, Joinville, SC) aborda questões existenciais pensadas no contexto do sistema simbólico chamada de “verdade apresentada”, “verdade fabricada” ou “fake news”. Sua produção reflete uma abordagem crítica e social, destacada por meio de performances, instalações e objetos criados para provocar novas formas de pensar. Na obra série CORpo – MANIFESTO no “Topo do Mundo” II (2023), o artista traz a proposta de pensar nas histórias ausentes, nas palavras não ditas e nas “palavras tomadas”, dando voz ao silenciado e explorando as fronteiras entre a história social ocultada e a apresentada.

Nas duas pinturas da série Risco (2022), a artista Silvana Macêdo (1966, Goiânia, GO – Florianópolis, SC) reflete sobre a crise ambiental brasileira com ramificações globais. A artista explica que os trabalhos provocam um olhar atento e crítico diante da destruição dos territórios brasileiros, do desmatamento, da invasão e exploração das terras indígenas, das violências e mortes de lideranças que se erguem em defesa da vida. Os trabalhos de Macêdo apresentados em Outras paisagens busca lembrar ao visitante que nossas vidas estão em risco, propondo um questionamento profundo acerca de normas e premissas sociais dominantes, clamando por vias de articulações políticas e de práticas cotidianas, que não mais nos coloquem em perigo, mas que possam fomentar maneiras sustentáveis de viver.

O interesse de Tuca Chicalé (1965, São Paulo SP) está nas conexões humanas, ora em equilíbrio instável, ora em desequilíbrio estável. Nas obras MIR, da série ponto Nemo (2023), Pacífico , da série ponto Nemo (2023) e Volume três, da série, das histórias que li, nos livros que eu não escrevi (2022), a artista expressa que, a partir da pesquisa sobre o Ponto Nemo, um lugar remoto no oceano, conhecido por ser um cemitério espacial e por apresentar intensa poluição com partículas plásticas, essa experiência lhe trouxe novas camadas para a sua produção. Esses trabalhos, com base nessa pesquisa, refletem sobre uma busca pela conexão com o outro, seja ela metafórica, seja simbólica, a partir de espaços ocultos onde existe um fragmento de vida, algo incompleto que só se realiza quando está em contato com outro elemento.

“Pensar as paisagens possíveis perante a compreensão do mundo em que vivemos é perceber o que nelas queremos e devemos manter, mas também avistar o que precisamos e desejamos mudar. Ao contestar e reinventar através da arte, propomos deambular por novas identidades e construir outros horizontes que provoquem o sensível e os espaços de lutas em uma constelação movente, em constante devir, na invenção destas outras paisagens”, reflete a curadora Juliana Crispe.

Sobre o projeto

A exposição nasceu a partir de trocas e conversas de Rodrigo Pedrosa e Cesar Coelho, artistas de Niterói, com a artista Corina Ishikura, de São Paulo, e foi ganhando corpo ao se aprofundar em questões globais e atuais relativas à humanidade e sua existência, em diferentes aspectos. O convite foi estendido aos demais artistas componentes do grupo e um deles, Sérgio Adriano H, trouxe a curadora Juliana Crispe, que se juntou e entendeu a necessidade urgente de apresentar e expressar por meio de uma exposição coletiva a diversidade de experiências, perspectivas e desafios enfrentados como sociedade na paisagem global.

O MAC Niterói apresenta como missão a ampliação do acesso ao conhecimento, abordando além das questões ambientais, temas muito importantes como inclusão social de gênero, reconhecimento da diversidade, preservação da memória coletiva e individual. O projeto Outras Paisagens visa incentivar esse diálogo e a conscientização sobre os temas cruciais que impactam na qualidade de vida e na saúde física e mental da população. A exposição multicultural destaca artistas que têm como pesquisa temas contemporâneos, como qualidade, diversidade étnica, identidade de gênero, orientação sexual, sociocultural, memória e compromisso socioambiental, promovendo um futuro mais igualitário, sustentável e enriquecedor para todos.

Serviço

Outras Paisagens

Curadoria: Juliana Crispe

Abertura: 6 de abril, sábado, 10h

Período expositivo: 7 de abril a 26 de maio de 2024

Classificação livre

Artistas: Aline Moreno, Anaís-karenin, Antonio Pulquério, Carlos Asp, Corina Ishikura, Dani Shirozono, Elias Muradi, Franzoi, Jussara Marangoni, Marcella Moraes, Marcia Gadioli, Myriam Glatt, Natália Lage, Sérgio Adriano H, Silvana Macêdo e Tuca Chicalé Galvan.

Local: Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói

Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/no – Boa Viagem, Niterói

Horário de Funcionamento:

Pátio – Aberto todos os dias, das 9h às 18h.

Galerias – De terça a domingo, das 10h às 18h. Atenção: a rampa de acesso às galerias é fechada às 17h30.

Ingressos:

Inteiro: R$16,00 (dezesseis reais)

Meia-entrada: R$8,00 (oito reais) – é exigida a comprovação do direito ao benefício na bilheteria do museu. Têm direito à meia-entrada idosos a partir de 60 anos, jovens de baixa renda com idade entre 15 e 29 anos inscritos no

CadÚnico, estudantes de escolas particulares, universitários e professores

Os ingressos são válidos durante o horário de funcionamento do dia da compra e podem ser adquiridos online no site bit.ly/ingressoMACniteroi

Gratuidades:

Estudantes da rede pública (ensino fundamental e médio), crianças de até 7 anos, pessoas com deficiência, servidores públicos municipais de Niterói, pessoas moradoras ou nascidas em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes de bicicleta. Na quarta-feira, a entrada é gratuita para todas/os/es.

Prefeitura de Niterói lança edital de R$ 2 milhões voltados para Fomento à Economia Solidária


Para disputar organizações precisam estar cadastradas na Casa Paul Singer e fazer parte do Fórum de Economia Solidária de Niterói

 A Prefeitura de Niterói lançou nesta quinta-feira (04) um Edital de Fomento à Economia Solidária no valor total de R$ 2 milhões. Esse edital é voltado à coletivos, cooperativas, associações e a produção local. Os recursos poderão ser utilizados para compra de equipamentos, insumos, assessoria técnica, reformas de espaço físico, quitação de débitos, custos para formalização, dentre outros. Para disputar o edital é preciso estar cadastrado na Casa Paul Singer e fazer parte do Fórum de Economia Solidária de Niterói. Além disso, é preciso ser um coletivo de serviço ou produção que tenha, no mínimo, cinco componentes.

“Aprendemos muito com o primeiro edital que realizamos no ano passado com o mesmo modelo e estamos apostando ainda mais nesse novo edital. Temos certeza do apoio deste fomento para consolidar cada vez mais o movimento da economia solidária na cidade de Niterói. Precisamos fazer com que boas experiências que temos em Niterói neste setor tenham como prosperar. Paralelo ao fomento, estamos estudando a possibilidade de também investirmos em capacitação, para ajudar a estruturar cada um desses coletivos para que essa oportunidade de um edital não seja apenas um recurso”, anunciou o prefeito Axel Grael.

O edital vai selecionar e apoiar financeiramente propostas que se enquadrem nas perspectivas da Economia Solidária com a finalidade de aportar recursos para custos cartoriais e contábeis, reformas e construções de espaços físicos dos coletivos, aquisição de insumos e materiais permanentes, aumento de capacidade produtiva, assessoria técnica/jurídica, capacitação e formação dos trabalhadores, impostos e microcrédito local.

O secretário de Assistência Social e Economia Solidária, Elton Teixeira, destaca que o edital é um compromisso do governo municipal com a economia solidária, para o combate à desigualdade social através de iniciativas coletivas de geração de trabalho e renda. Os recursos são oriundos da taxa administrativa gerada a cada compra realizada com a Moeda Social Arariboia.

“O edital é resultado de um ciclo importante de combate à desigualdade social e fortalecimento da economia local promovido pela Prefeitura de Niterói. No ano passado, o edital contemplou 23 coletivos, alcançando mais de 300 pessoas, sendo 70% mulheres produtoras e trabalhadoras da cidade. O anúncio deste novo edital acontece dois dias depois de o governo anunciar investimento em uma obra com o objetivo de reabilitar a Indústria Naval na cidade. Isso acontece porque temos um governo que olha para o modelo tradicional de economia, de geração de emprego, de trabalho, de estimular uma indústria como a indústria naval, e que também fomenta a economia solidária da nossa cidade”, relaciona Elton Teixeira.

Dentre os objetivos do edital, está fortalecer empreendimentos de Economia Solidária organizados em cooperativas e associações, coletivos e redes na cidade de Niterói; além de fortalecer a formação de novas organizações. O edital busca ainda contemplar iniciativas de coletivos produtores e prestadores de serviços; incentivar a autogestão, a cooperação e a solidariedade nas relações de trabalho; contribuir para o enfrentamento da pobreza e da extrema pobreza, enfrentar as vulnerabilidades e riscos sociais e reduzir as desigualdades sociais através da geração de trabalho e renda.

Membro do coletivo Água Escondida e representante do Fórum de Economia Solidária de Niterói, Cristina Santos considera o edital fundamental para as atividades dos grupos na cidade.

“Participamos do primeiro edital e temos muito a agradecer. Quando temos uma chance, uma oportunidade como essa, de potencializar homens e mulheres que estão buscando aprimorar o seu trabalho, é maravilhoso. Naturalmente que não é fácil, pois enfrentamos as dificuldades que um coletivo sempre enfrenta. Mas ter participado do edital, ter vencido, ter sido contemplado, nos fortaleceu e nos ajudou muito a enfrentar essas dificuldades”, conta Cristina Santos.

Fotos: Lucas Benevides

MPRJ cobra informações e medidas sobre a presença de poluentes e paralisação do sistema Imunana-Laranjal

 

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cobrou informações da Cedae sobre as medidas adotadas diante da presença de possível poluente químico/industrial no manancial de captação de água do Sistema Imunana-Laranjal, provocando a interrupção das operações. O sistema é responsável pelo abastecimento das mais de 2 milhões de pessoas que vivem nos municípios de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí, parte de Maricá e na Ilha de Paquetá.

 

A partir de uma atuação conjunta e integrada entre o Grupo Temático Temporário instituído pela Resolução GPGJ nº 2.582 (GTT-Saneamento Básico, Desastres Socioambientais e Mudanças do Clima) e os órgãos ministeriais com atribuição na região, busca-se entender as causas, os riscos envolvidos e o que está sendo feito pelos órgãos e entidades responsáveis pela preservação e monitoramento do manancial para apurar as responsabilidades. O MPRJ apura também os impactos no abastecimento potável de água nos municípios afetados pela paralisação da operação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Laranjal.

 

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Nova Friburgo oficiou a companhia para que informe o que provocou a poluição, quais medidas foram adotadas para garantir a segurança da água que chega à população e a previsão para normalidade da operação. Para tanto requer relatórios de monitoramento, ações de prevenção e mitigação adotadas para prevenir captação da água bruta contaminada, medidas do plano de contingência adotadas, bem como relatórios preliminares com a identificação dos possíveis responsáveis.

 

Também requereu ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para o recebimento de informações sobre a realização de fiscalização e investigação em curso pelo órgão para identificar as possíveis fontes de contaminação e os prováveis responsáveis. A promotoria requer as informações até a tarde de sexta-feira (05/04).

Modelo de Negócios de Hollywood: A Estratégia que Está Levando Empresas ao Sucesso digno de Cinema

No mundo empresarial contemporâneo, uma estratégia inovadora tem se destacado pela sua eficácia em impulsionar projetos e empresas ao sucesso: o “Modelo de Negócios de Hollywood”. Esse modelo, inspirado na indústria cinematográfica de Hollywood, prioriza a formação de equipes projetadas especificamente para cada tarefa, reunindo talentos de diversas áreas para trabalhar com foco em um único projeto. Para entender melhor como as empresas estão se beneficiando dessa abordagem, o mestre em negócios internacionais e especialista em cultura pop, André Charone, explica.

A Flexibilidade do Modelo

Segundo Charone, a principal vantagem do Modelo de Negócios de Hollywood reside na sua flexibilidade. “Em vez de manter uma equipe fixa, as empresas estão montando times altamente especializados para cada projeto. Isso permite uma adaptação mais rápida às mudanças do mercado e uma gestão de recursos mais eficiente”, explica ele. Essa estratégia permite que as empresas sejam mais ágeis e inovadoras, pois podem selecionar os melhores talentos para cada iniciativa específica.

Foco no Projeto

Outro ponto destacado por Charone é a concentração de esforços em um único projeto, o que potencializa o sucesso. “Ao reunir especialistas de diferentes áreas com um objetivo comum, a sinergia criada eleva o nível de inovação e criatividade, elementos essenciais para o sucesso no mercado atual”, diz. Essa abordagem projeta uma visão de futuro em que a colaboração multidisciplinar se torna a chave para resolver desafios complexos.

Casos de Sucesso

André Charone cita exemplos de empresas que se destacaram ao adotar o Modelo de Negócios de Hollywood. Sem mencionar nomes específicos, ele descreve casos em que startups de tecnologia, agências de marketing e empresas de desenvolvimento de produto conseguiram resultados impressionantes, desde a aceleração no desenvolvimento de produtos inovadores até campanhas de marketing virais que capturaram a atenção do público global. “Estas empresas compreenderam que a força do projeto não reside apenas nas ideias, mas na execução. E a execução depende das pessoas”, afirma.

Desafios e Oportunidades

Apesar dos muitos benefícios, o modelo também apresenta desafios, principalmente relacionados à gestão de talentos e à manutenção da cultura organizacional. “Como os times são formados por pessoas de diferentes backgrounds e, muitas vezes, de diferentes partes do mundo, a gestão de talentos se torna mais complexa”, comenta Charone. No entanto, ele vê esses desafios como oportunidades para inovar na gestão e no desenvolvimento de uma cultura corporativa inclusiva e adaptável.

Repensando o Sucesso Empresarial com o Modelo de Hollywood

À medida que exploramos as nuances do “Modelo de Negócios de Hollywood” através da perspectiva de André Charone, fica claro que estamos diante de uma revolução na forma como as empresas abordam seus projetos e gerenciam talentos. Este modelo, inspirado nas dinâmicas flexíveis e colaborativas de Hollywood, não só promove uma maior agilidade e inovação, mas também reforça a importância de adaptabilidade e especialização no cenário corporativo contemporâneo.

Ao adotar este modelo, as empresas estão não apenas alcançando sucesso em seus projetos específicos; estão também pavimentando o caminho para uma nova era de gestão empresarial, onde a mobilidade, a especialização e a colaboração não são apenas valorizadas, mas consideradas indispensáveis para o sucesso. É uma mudança paradigmática que desafia as noções tradicionais de estrutura organizacional e liderança, sugerindo que o futuro do sucesso empresarial reside na capacidade de se adaptar, inovar e colaborar eficientemente.

O mestre em Negócios Internacionais nos lembra que, embora o caminho para a implementação desse modelo possa estar repleto de desafios, especialmente no que tange à gestão de talentos diversificados e à cultura organizacional, esses obstáculos não são barreiras, mas sim oportunidades para crescer, aprender e inovar. O sucesso, portanto, não se mede apenas pelos resultados alcançados, mas também pela jornada de adaptação e pela capacidade de reinventar práticas empresariais em resposta às demandas de um mercado em constante evolução.

A adoção do Modelo de Negócios de Hollywood pelas empresas de vanguarda reflete um compromisso com a excelência, a inovação e a agilidade. Ao abraçar a flexibilidade, a especialização e a colaboração, essas empresas não estão apenas se posicionando para o sucesso no presente; estão também definindo o padrão para o futuro do trabalho e da gestão empresarial. O caminho à frente é tanto desafiador quanto excitante, e as lições aprendidas através deste modelo irão, sem dúvida, iluminar o caminho para uma nova era de sucesso empresarial.

Sobre o autor:

André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).

É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.

André lançou dois livros com o tema “Negócios de Nerd”, que na primeira versão vendeu mais de 10 mil exemplares. Os livros trazem lições de gestão e contabilidade, baseados em desenhos e ícones da cultura pop.

Instagram: @andrecharone  

Imagem: Consultório da Fama

 

SERGINHO T0TAL CONTA SUA HISTÓRIA NO FÓRUM DE JORNALISMO

 

 

O jornalista e comunicador Serginho Total fala de sua história profissional no Fórum de Memória do Jornalismo Fluminense, no dia 10 de abril, às 17h, no Solar do Jambeiro.
Serginho Total, nascido em São Gonçalo, começou sua vida profissional como mecânico, cabeleireiro, até se tornar um dos mais destacados comunicadores de Niterói e todo Estado do Rio de Janeiro. Além de comunicador, é cronista esportivo, apresentador de TV e radialista.
Pela sua criatividade e popularidade, com seu programa, foi elogiado por Pedro Bial na TV Globo. Sua carreira começou em 1979 e passou por vários veículos, a Rádio Fluminense, a o Canal 30, na TV, no Programa Aqui e Agora, com Wilton Franco.

 

NITERÓI É DECLARADA A CAPITAL DOS ESPORTES MARÍTIMOS

Lei de autoria do deputado Vitor Junior representa mais um importante incentivo para a cidade, celeiro de atletas em modalidades como a vela e o surfe  
Niterói foi declarada oficialmente a capital dos esportes marítimos. A lei 10.309/24, de autoria do deputado estadual Vitor Junior (PDT), foi sancionada pelo governador do Estado do Rio, Cláudio Castro, e publicada nesta quarta-feira (03), no Diário Oficial. O parlamentar destaca que este é mais um importante incentivo para a cidade, que tem tradição e vocação para o esporte, principalmente os praticados no mar, sendo celeiro de medalhistas olímpicos e cenário de competições estaduais, nacionais e internacionais.
Vitor Junior enfatiza, também, que Niterói possui uma orla belíssima, que integra a Baía de Guanabara ao Oceano, fato que contribui para que esportes como a vela, canoa havaiana, surfe, triatlo, natação venham ganhando cada vez mais adeptos nas praias da cidade. O deputado cita, ainda, como exemplo que há cerca de cinco anos a cidade contava com apenas cinco clubes destinados à prática da canoa havaiana, e hoje já são 35.
“Niterói tem entre seus atletas, medalhistas olímpicos na vela, é referência no surfe e bodyboard tendo revelado nomes que ganharam destaque mundialmente, além de contabilizar o maior número de praticantes de canoa havaiana do País, sediando competições estaduais, nacionais e internacionais. Sem falar na sua vocação natural, com praias e paisagens que inspiram a prática dessas e de outras modalidades. E não podemos esquecer jamais o poder do esporte como instrumento de inclusão social e de promoção da saúde, além do seu papel também no fomento ao turismo e na geração de empregos”, afirma o deputado.
O secretário municipal de Esportes de Niterói, Luiz Carlos Gallo, comemorou o título e falou da importância deste reconhecimento para a cidade.
“Nada mais justo que Niterói ser declarada a capital dos esportes marítimos. Já são tradição em nossa cidade. Tínhamos a vela com nossos craques olímpicos e, agora, temos centenas de pessoas nas canoas havaianas, que já competem em diversos estados brasileiros. Nosso pessoal do surfe e bodyboard também se destaca no país e até mesmo no exterior, como em Portugal, com quem já temos contatos para estimular os campeonatos de ondas. Na cidade, já se disputam inúmeros campeonatos mundiais. São as paisagens incorporadas a eventos náuticos que contribuem para levar o nome de Niterói até para o exterior”, frisa o secretário.

Paulinho Serra reestreia o stand-up na Sala Nelson

A Sala Nelson Pereira dos Santos apresenta na quinta-feira, 11 de abril, às 20h, Paulinho Serra em pedaços, stand-up, que já fez turnê pelo país e chegou até ao Japão. No espetáculo, Paulinho Serra fala de sua infância em Bangu, do começo da carreira artística até a afirmação como um dos grandes nomes do humor nacional, e surpreende em improvisos com a plateia.

Paulinho Serra gosta de improvisar. Desde as apresentações do grupo Deznecessários, que comandou nos anos 2000 com outros nomes do humor nacional, até em programas de rádio e TV, sempre houve espaços para cacos e comentários ácidos e engraçados. Por isso, cada sessão do stand-up “Paulinho Serra em pedaços”, é um espetáculo original, que comprova a versatilidade do ator. “Há muito improviso com a plateia. Gosto de reservar os primeiros 10, 15 minutos do espetáculo para comentar o factual e ter essa interação com o público. Também deixo filmar, fotografar, levantar.

Ator do seriado Chapa Quente da TV Globo, ex-VJ da MTV (onde apresentou programas como Comédia MTV e Quinta Categoria) e fundador do canal Amada Foca (sucesso no Youtube e redes sociais), Paulinho traça sua trajetória artística em seu espetáculo-solo, começando pela infância pobre em Bangu, sua ida para São Paulo, sua afirmação como humorista e a criação dou bem-sucedido Traficante Gay, personagem pelo qual ele até hoje é reconhecido nas ruas. “Para o bem e para o mal! Há alguns momentos constrangedores em que o público me confunde mesmo com o personagem. No espetáculo, a plateia pede sempre”, admite.

Paulinho Serra

Paulo José Serra do Carmo, 38 anos, é um carioca expoente na nova geração do humor nacional. Ator, humorista e radialista, conquistou notoriedade no teatro de humor ao integrar o grupo Deznecessários nos anos 2000. O ator é considerado um talento do teatro e da televisão brasileira, sendo um dos pioneiros a montar, produzir e atuar em stand-up comedy país afora.

Serviço

Paulinho Serra

Data: 11 de abril de 2024 (Quinta-feira)

Horário: 20h

Ingressos: R$ 70,00 (inteira)

Link para o evento no site da Sympla

Classificação indicativa: 16 anos

Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880, Niterói

Capacidade: 491 lugares

 

 

Sucesso nos palcos do país há mais de dois anos, o espetáculo “Cora do Rio Vermelho”, uma homenagem a Cora Coralina, chega ao Theatro Municipal de Niterói

O elogiado monólogo “Cora do Rio Vermelho”, com a atriz Raquel Penner, faz três apresentações, nos dias 12, 13 e 14 de abril, no Theatro Municipal de Niterói. Com direção de Isaac Bernat e dramaturgia de Leonardo Simões, o espetáculo reúne textos e poemas que falam sobre a força feminina e a alma da mulher brasileira.

 A montagem propõe uma relação de cumplicidade entre a atriz e a plateia, com momentos intimistas e divertidos. O projeto “Cora do Rio Vermelho – Semeando histórias em Niterói” foi contemplado pelo Edital Fomentão e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Niterói.

O espetáculo “Cora do Rio Vermelho” nasceu da vontade da atriz Raquel Penner montar o seu primeiro monólogo. Para ter ideias, ela começou a anotar frases, desejos e pensamentos soltos que, frequentemente, falavam sobre o universo da mulher brasileira. Ao reler a obra de Cora Coralina, percebeu que a poesia e os contos da escritora e doceira goiana iam justamente de encontro à sua inquietação artística. A atriz diz que esse se trata de um trabalho “forte e delicado”, assim como a escrita da poeta. “Cora Coralina foi uma mulher múltipla e libertária. Removeu pedras e abriu caminhos para outras mulheres.

Há pouco mais de 10 anos, tive meu primeiro encontro com ela, em uma exposição no CCBB-RJ. Fiquei encantada por aquela senhora do interior do Brasil que falava firme e cantado, fazia doces e escrevia poesia, celebrava a vida e a simplicidade. Quando a reencontrei, a partir de um livro do Drummond, percebi que tudo o que eu queria dizer no palco estava ali”, lembra Raquel. Pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, Cora Coralina (1889 – 1985) é considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras. Nascida na cidade de Goiás, ela viveu mais de quatro décadas em São Paulo. Apesar de escrever seus versos desde a adolescência, ganhava a vida como doceira, e seu primeiro livro só foi publicado em junho de 1965, quando tinha quase 76 anos de idade. Escreveu sobre os lugares onde viveu, as pessoas com as quais se relacionou e a natureza que observava. “Quando Raquel me convidou para dirigir “Cora”, meu coração se encheu de alegria. Há anos, uma das célebres frases da poeta conduz o meu comportamento artístico e profissional: ‘Todo trabalho é digno de ser bem-feito.’ E esta mesma frase também orienta o que espero e procuro oferecer às pessoas. Como bem disse Carlos Drummond de Andrade: ‘Na estrada que é Cora Coralina passam o Brasil Velho e o atual, passam as crianças e os miseráveis de hoje. O verso é simples, mas abrange a realidade vária’”, celebra o diretor Isaac Bernat.

A dramaturgia reúne passagens de sua vida e diversos poemas retirados dos livros “Vintém de cobre – meias confissões de Aninha”; “Meu Livro de Cordel”; “Villa Boa de Goyaz”; e “Poemas dos becos de Goiás e estórias mais”. “A partir de um recorte sensível de obras feito pela Raquel e com a toada poética de Cora, busquei nessa abordagem teatral uma geografia de sensibilidade e memórias, uma paisagem sonora que a atriz observa e traduz a partir do simbólico quarto de escrita, mesclada aos seus fazeres de doçura”, explica o autor Leonardo Simões.

Ao longo da encenação, aparecem algumas músicas populares, unindo vozes femininas de cantoras-atrizes do cenário teatral brasileiro: Aline Peixoto, Chiara Santoro, Clara Santhana, Cyda Moreno e Soraya Ravenle. Em “Cora do Rio Vermelho” (o título se refere ao rio que banha Goiás), a atriz se torna uma contadora de histórias atravessada pelo amor e pela entrega que Cora dedicou a sua tradição e a sua gente.

 Ficha Técnica

 Idealização e atuação: Raquel Penner

 Direção: Isaac Bernat

 Dramaturgia: Leonardo Simões

Produção executiva: Clarissa Menezes

 Cenografia, Figurino e Produção de objetos: Dani Vidal e Ney Madeira – Ney Madeira Produções Artísticas Cenotécnico: André Salles

 Tingimento, Bordado e Tratamento de objeto: Dani Vidal e Ney Madeira

 Costureira: Aureci da Cunha Rocha

Costureira de cenário: Alessandra Valle

 Pintura de arte: Paulo Campos

 Carpinteiro: Paulo Sá

Montagem de cenário e luz: Wellington Fox

 Iluminação: Ana Luzia de Simoni

 Montagem e operação de luz: Bruno Henrique Caverninha

 Direção Musical e Trilha Sonora: Aline Peixoto

 Percussão: Fabiano Salek

 Vozes: Aline Peixoto, Chiara Santoro, Clara Santhana, Cyda Moreno e Soraya Ravenle Operação de som: Rafa Barcelos

Fotografias e Designer gráfico: Bianca Oliveira – Estúdio da Bica Mídias sociais e Planejamento de divulgação: Lyana Ferraz

Filmagem: Ricardo Lyra Jr.

 Realização: Núcleo de Ensino e Pesquisa de Artes Cênicas – NEPAC

SERVIÇO

Datas: 12, 13 e 14 de abril de 2024

Horário: sexta, às 20h, sábado e domingo, às 18h.

Duração: 80 min

Classificação etária: 10 anos

 Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) (vendas pelo pelo Sympla, ou na bilheteria do Theatro Municipal de Niterói)

Local: Theatro Municipal de Niterói

Endereço: Rua XV de Novembro, 35 – Centro, Niterói

Telefone de contato: (21) 3628-6908