Academia Internacional de Cinema continua a promover cursos no Rio de Janeiro

A Academia Internacional de Cinema fechou uma parceria com os Estúdios Fênix, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O espaço, que possui mais de mil metros quadrados e fica próximo do Complexo do Polo Rio Cine & Vídeo, conta com sala de edição, salas de aula, estúdios, estacionamento e segurança 24 horas. A ideia é manter, no local, a programação de cursos intensivos, de férias, aulas especiais como também o programa de mostras e palestras com o objetivo de movimentar a agenda audiovisual da cidade.

Depois de 7 anos, a AIC RJ decidiu sair de Botafogo, na zona sul da capital carioca, encerrando suas atividades no casarão histórico, que abrigava a escola. Devido à pandemia do novo coronavírus a unidade do Rio de Janeiro ficou fechada a maior parte do tempo e as atividades foram reduzidas de forma significativa.

A partir de maio, a AIC RJ vai oferecer os seguintes cursos:

. Direção de Fotografia – 14/05 a 16/07 (Prof. Cleumo Segond)
sábados das 9h00 às 17h00

. Interpretação para Cinema e TV – 16/05 a 11/07 (Prof. Isadora Ferrite)
Segundas e quartas das 19h00 às 22h30

. Produção – Intensivo de Férias – 11/07 a 28/07 (Prof. Martha Ferraris)
Segunda a sexta das 9h00 às 17h00

. Cinema – Intensivo de Férias – 11/07 a 28/07 (Prof. Joice Scavone)
Segunda a sexta das 9h00 às 18h00
*Obs.: Filmagem nos dias 23/07 e 24/07.

Local: Estúdios Fênix
Endereço: Rua José Augusto Rodrigues, 174 – Barra da Tijuca

História da Academia Internacional de Cinema:

A Academia Internacional de Cinema abriu suas portas, no dia 5 de agosto de 2004, em Curitiba, no Paraná, sob o nome de Academia Internacional de Cinema de Curitiba. Ao todo 65 alunos vindos de diversas partes do país formaram as primeiras turmas do curso Filmworks, com duração de 2 anos.

Em 2006, a AIC transferiu sua sede para São Paulo. O casarão histórico, em que a Academia se localiza hoje, conta também com um estúdio. Passou a ser denominada Academia Internacional de Cinema. Com a formatura da primeira turma do Filmworks, em Curitiba, encerrou-se o ciclo de atividades na capital paranaense.

No dia 2 de março de 2015, a Academia Internacional de Cinema abriu sua filial no Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo, com cursos exclusivos e inovadores. Somente no primeiro ano de vida da AIC RJ foram 39 turmas dos mais diversos cursos, 810 alunos e 28 curtas-metragens foram produzidos. Ao longo de quase sete anos de funcionamento mais de 4 mil alunos passaram pela unidade do Rio de Janeiro, mais de 250 filmes foram feitos e muitas atividades e eventos aconteceram.

Sobre a AIC:
A Academia Internacional de Cinema (AIC) é uma escola audiovisual com atividades em São Paulo e no Rio de Janeiro, reconhecida como um dos maiores centros de formação audiovisual do Brasil. A AIC já formou mais de 27 mil alunos, que produziram mais de 3.500 filmes ao longo dos quase 18 anos de existência. A metodologia combina teoria e prática, desenvolvendo nos alunos habilidades para atuar nas mais diversas áreas do mercado, com técnica e criatividade.

Além de cursos técnicos e de formação profissional, a escola oferece cursos livres, no período das férias e durante o semestre. São mais de 40 cursos que abrangem toda a cadeia produtiva do audiovisual – da ideia à distribuição, entre eles: cursos de formação livre, intensivos de férias, oficinas especializadas, cursos de formação profissional, o curso técnico em Direção Cinematográfica – Filmworks e o Curso Técnico em Atuação para Cinema e TV, além de cursos on-line ao vivo e gravados. A AIC também promove vários eventos e palestras abertas ao público, além de aulas especiais com cineastas.

O corpo docente é formado por professores experientes e cineastas reconhecidos no mercado nos âmbitos nacional e internacional, como: o diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho e a roteirista Lucrecia Martel. Grandes nomes do cinema já lecionaram e deram palestras na AIC, entre eles: o roteirista Bráulio Mantovani; o ator e diretor Wagner Moura; o diretor Daniel Rezende; o ator, diretor e produtor José Wilker e o diretor e fotógrafo Breno Silveira.

Vários ex-alunos conquistaram um espaço no audiovisual, como: Rodrigo Rbeyro, cujo curta-metragem “Cantareira” foi premiado no Festival de Cannes (2021); Cristiano Burlan, cujo longa documental estreou no circuito nacional (2019); e Jessica Queiroz, diretora de cena da produtora Paranoid.

A escola tem hoje uma marca consolidada. São 208 mil seguidores no Facebook, 56 mil seguidores no Instagram, 18 mil no Youtube. Entre a base de alunos, ex-alunos e interessados somam-se 97 mil pessoas que recebem informações da AIC todos os meses.

INCONFORMADOS COM VALOR DOS BENEFÍCIOS DO INSS JÁ PODEM PEDIR REVISÃO JUDICIAL

Todos nós conhecemos algum aposentado que não se conforma com o valor do benefício recebido do INSS e que não bate com as expectativas de uma vida inteira de contribuição. Para resolver o problema, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a “revisão da vida toda”, no dia 25 de fevereiro, tornando constitucional incluir todas as contribuições previdenciárias realizadas pelos trabalhadores antes de julho de 1994 no cálculo da aposentadoria. Antes eram considerados os pagamentos ao INSS apenas após a data, que marca o início do Plano Real.
Segundo o advogado Alexsandro Santos, especializado em Previdência no escritório Alexsandro Santos Advocacia & Consultoria, essa é uma grande vitória para os beneficiários: “Todos sabemos que conseguir se aposentar no Brasil é um caminho difícil, mas se manter com os valores pagos pelo INSS é ainda mais complicado. A maioria contribuí por décadas com uma expectativa de manter, pelo menos em parte seu padrão de vida e acabam por lutar pela sobrevivência. Com a decisão do Supremo, poderemos refazer esses cálculos e brigar judicialmente por essa revisão mais que justa. Mas, a revisão da vida toda também pode baixar o valor de algumas aposentadorias. Então alertamos que é preciso, fazer as contas antes de solicitar a revisão.”

Quem tem direito à revisão?

Tem direito ao novo modelo de revisão quem se aposentou com as regras da Lei 9786/99, de 29/11/99 a 13/11/19. A revisão pode beneficiar quem se aposentou sob as regras instituídas a partir de 29/11/1999 (80% dos maiores salários desde julho de 1994) até 13/11/2019 (reforma da Previdência). Mesmo após essa data, o benefício pode ter sido concedido com base na norma anterior e o segurado ter direito adquirido.
Aposentadorias, pensões e todos os benefícios que foram calculados nesses moldes, como auxílios, salário-maternidade, etc. poderão ser revistos.

 

Controladoria promove roda de conversa sobre assédio moral


Evento teve o objetivo de atualizar servidoras sobre legislação que trata de abuso e discriminação no ambiente de trabalho

A Controladoria Geral do Município de Niterói (CGM) realizou uma edição especial do Projeto Café Legal, em celebração ao mês da mulher. A roda de conversa aconteceu na Sala Carlos Couto, no Centro, e teve como tema o assédio moral. O evento teve o objetivo de orientar as servidoras sobre a atualização do Código de Ética e Integridade do Agente Público Municipal, decreto número 14.293/2002, que traz em seu texto um capítulo dedicado ao combate ao assédio, abuso e discriminação no ambiente de trabalho.

Além da controladora geral do município, Cristiane Mara Rodrigues Marcelino, participaram da roda de conversa a coordenadora de Políticas e Direitos das Mulheres, Fernanda Sixel; a secretária municipal de Fazenda, Marília Ortiz; a secretária municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Ellen Benedetti; a presidente da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Niterói), Erika Pessin; a promotora de Justiça e Tutela de Defesa da Cidadania, Renata Scarpa; a coordenadora de Gestão de Pessoas da Saúde, Renata Bonetti: além de servidores de diversos órgãos e entidades do município.

“Não consideramos nenhuma discriminação aceitável e o recém lançado Código de Ética e Integridade veio para ampliar este combate no ambiente de trabalho. A humilhação repetitiva e de longa duração interfere negativamente na vida do profissional, comprometendo suas relações, produtividade e dignidade, além de gerar sérios prejuízos para sua saúde física e mental”, destacou a controladora geral, Cristiane Marcelino.

A coordenadora de Políticas e Direitos das Mulheres de Niterói, Fernanda Sixel, enfatizou que as mulheres só relatam os casos ao se sentirem seguras.

“Todas nós temos nossas dores. Quando nos sentimos seguras, fazemos a denúncia. Por isso é tão importante enfatizar que estamos aqui para acolher as vítimas de assédio e qualquer outro tipo de violência”, afirmou Fernanda Sixel.

A secretária municipal de Fazenda, Marília Ortiz, disse que foi gratificante perceber a maturidade institucional da Prefeitura para lidar com os casos de assédio.

“Esse tema precisa estar no centro das preocupações dos gestores para garantir um ambiente de trabalho saudável. Na Secretaria de Fazenda criamos um canal seguro para denúncias anônimas de assédio e cartilhas sobre como promover a equidade de gênero e racial. As colaboradoras da Central de Atendimento ao Cidadão passarão por uma formação da Codim sobre o protocolo a ser seguido em casos de assédio”, explicou a secretária de Fazenda.

A secretária municipal de Planejamento, Ellen Benedetti, enfatizou que as mulheres são as que mais sofrem com assédio no ambiente de trabalho.

“Temos que refletir sobre como romper esses ciclos. Precisamos criar canais de denúncia, fundamentais para acolher as vítimas, e também pensar em ações educativas para prevenir o abuso. É necessário pensar de que forma essa prevenção pode chegar aos gestores e servidores. É o caso do curso que está sendo idealizado pela Escola de Governo (EGG) e a Codim, com iniciativas para o desenvolvimento de líderes e de educação para servidores e servidoras da Prefeitura”, afirmou.

De iniciativa da CGM, o projeto ‘Café Legal’ visa aprofundar conhecimentos nas diversas áreas da administração, com vistas, essencialmente, à legalidade dos processos. Com um formato enxuto, reúne pequenos grupos para discussão sobre temas específicos. A proposta é que sejam compartilhadas informações práticas entre o órgão central de controle interno e os controles internos setoriais e demais servidores, para a melhoria da gestão pública.

Dia de Boteco reúne música e cardápio temático aos sábados no Multicenter Itaipu

O projeto ‘Dia de Boteco’ do Multicenter Itaipu reúne atrações musicais e um cardápio especial nos sábados, das 18h30min às 21h, na Praça de Alimentação do 2º piso do Shopping. Os shows são gratuitos e vão acontecer nos seguintes sábados de abril: 02, 16, 23 e 30. MPB, Samba, Bossa Nova e Pop Rock estão entre os ritmos garantidos no principal mall da Região Oceânica. Para acompanhar a boa música, os estabelecimentos da Praça de Alimentação preparam um cardápio especial, com diversas opções para agradar aos mais variados paladares.

No dia 02/04 é a vez do cantor e compositor Igor Carvalho, que iniciou sua trajetória no ano de 2003 na música se apresentando em bares e festas pela cidade do Rio de Janeiro. Durante sua carreira se apresentou em diversos lugares além do Rio de Janeiro como: Rio Grande do Sul Santa Catarina, Belo Horizonte, São Paulo, Juiz de Fora, Espírito Santo e também Buenos Aires (ARG). Dividiu palco com artistas renomados: O Rappa, Nando Reis, 14 Bis, Flávio Venturini, The Waillers (Banda Original do Bob Marley), Tonho Crocco (Banda Ultramen), Bia Bedran , Gustavo Black Alien e Ponto de Equilíbrio. Atualmente trabalha seu primeiro “EP” intitulado “Minha Cura” em parceria com o tecladista, arranjador e produtor musical Gê Amora. Atualmente participa como vocalista principal do projeto chamado “Formô” criado pelo “Bino Farias” baixista e fundador da Banda Cidade Negra que atualmente acompanha o Marcelo Falcão.

 

No dia 09/04 o músico é Vini Arouca vai fazer a festa. Cantor, compositor e instrumentista de NiteróiVini Arouca lançou ´´Quem dera ser rei“, que está disponível em todas as plataformas digitais.

Quem se apresenta no dia 16/04 é Dyone Valeriano, que começou com a música na infância, leva um repertório cheio de pop, jazz, bossa nova, samba, soul, mpb, rock e R&B e blues. Em 2018 gravou o jingle das lojas Leader o “Já é natal na Leader” recebendo o destaque na assinatura do jingle.

No dia 23/04 será vez da Poly Moreno, cantora e compositora que em 2019, lançou as músicas “Há quem diga” e “Se permita”, com o melhor do samba, MPB entre outros gêneros musicais.

Ella Z se apresenta no dia 30/04. Filha de músico e que viveu grande parte da sua infância rodeada de muita inspiração musical, acabou se tornando uma artista completa; canta, toca violão, guitarra e percussão. Com 14 anos começou a fazer vídeos para internet, totalizando um grande número de seguidores para a época. Participou de diversos festivais, shows e programas de TV, dentre eles: The Voice Brasil, da Rede Globo, The X Factor Brasil, da Band e um quadro musical no Programa do Datena, também da Band. As grandes referências de ELLA Z são Jessie J, Tori Kelly e Iza. Seu som traz uma mistura do POP com as vertentes de R&B e MPB. Este ano, ELLA Z lançou seu primeiro single chamado “Cê Me Deixa Louca” em todas as plataformas digitais.

Serviço:
Shopping Multicenter Itaipu
Endereço: Estrada Francisco da Cruz Nunes, 6501 – Itaipu, Niterói – RJ
Dia de Boteco – Local: Praça de Alimentação do 2º piso.
Horário: Das 18h30 às 21h

Modernismo (s): a semana de 22 e o depois, no MAC Niterói, com Oficina de Pintura Colaborativa em inglês

No dia 2 de abril, sábado, das 10h às 12h, o Ibeu, em parceria com o MAC (Museu de Arte Contemporânea de Niterói), realiza Oficina de Pintura Colaborativa em inglês inspirada nas cores e formas de Tarsila do Amaral, além de uma atividade utilizando Óculos de Realidade Virtual. A programação, que homenageia a Semana de Arte Moderna de 1922, é destinada a crianças de 3 a 11 anos e promete entreter toda a família. Na ocasião, haverá arrecadação de livros infantis para doar ao Sistema de Bibliotecas Populares de Niterói. As vagas são limitadas, com inscrições realizadas através do link https://bit.ly/3tvoq9s.

O ciclo “Modernismo(s): A Semana de 22 e o Depois”, um evento da Secretaria Municipal das Culturas e da Fundação de Arte de Niterói, que teve início na última sexta (25), ocupa diversos equipamentos culturais de Niterói e segue ao longo do ano. A programação envolve música, dança, sarau, arte popular, DJs, performances, artes visuais, literatura e muito mais. Com curadoria de Elisa Ventura e Nélida Capela, o ciclo tem o objetivo de dialogar com os niteroienses sobre os impactos e desdobramentos da Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Theatro Municipal de São Paulo e importante referência da vida cultural e social do país, considerada o marco inaugural do Modernismo no Brasil.

 

Serviço:

Evento Ibeu e MAC em homenagem à Semana de Arte de 22

Data: dia 02/04, das 10h às 12h

Local: Pátio do MAC

Endereço: Mirante da Boa Viagem, sem nº

Entrada gratuita

CRÉDITO FOTOGRÁFICO: LEO ZULLUH.

Hotel Emergencial: acolhimento, autoestima e solidariedade

Espaço criado pela Prefeitura de Niterói já abrigou quase 1.700 pessoas em dois anos de pandemia
A chegada da pandemia trouxe muitos desafios. Um deles foi o empobrecimento da população com fechamento de vários postos de trabalhos. Com o aumento da população vulnerável, a Prefeitura de Niterói arrendou vagas em hotel onde passou a acolher homens e mulheres adultos com a perspectiva de ser um local de acolhimento onde pode oferecer refeições, auxílio psicológico, assistencial e trabalhar as necessidades individuais. De abril de 2020 até o momento, 1.757 pessoas já passaram pelo hotel.
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária (SMASES) é a responsável pela gestão do hotel, que tem como objetivo manter a saúde e o acolhimento dessa população, além de estimular a autonomia e a independência pessoal. O secretário de Assistência Social e Economia Solidária, Elton Teixeira, conta que o objetivo é, mais do que dar um teto, dar uma nova perspectiva de vida a essas pessoas.
“Nos últimos anos, a população vulnerável da sociedade aumentou bastante. Temos feito um trabalho na SMASES no sentido de fortalecer e estimular a cidadania e assim contribuir na garantia de direitos. Trabalhamos com acolhimento e atendimento aos grupos vulneráveis com assistentes sociais, psicólogos, orientação jurídica, encaminhamento para serviços de saúde, trabalho e renda. O objetivo principal é construir com os acolhidos um trabalho que culmine na sua autonomia e reinserção social. A Cidadania é um processo, não algo pronto, acabado, mas aquilo que se constrói com lutas e acesso a Políticas Públicas de qualidade”, esclarece o secretário.
O hotel disponibiliza 70 vagas para acolhimento emergencial com hospedagem provisória para suprir a necessidade dessa população. A hospedagem prevê o amparo com garantia de condições de repouso, banho, higiene pessoal e alimentação, além do acompanhamento sistemático com equipe de assistentes sociais e psicólogos.
Solidariedade – A coordenadora do hotel, a psicóloga Marta Oliveira, explica que a equipe do hotel também trabalha na reinserção social dos acolhidos e que, para tentar uma vaga de emprego, a aparência conta bastante.
“Desenvolvemos no hotel o Projeto Tecendo Olhares, com cortes de cabelo para os usuários acolhidos com o objetivo de resgate da autoestima e cidadania dos usuários. Uma boa aparência os impulsiona a buscar emprego e retornarem ao mercado de trabalho. Existe muito preconceito quando vão entregar os currículos e o endereço consta como hotel de acolhimento, então a aparência ajuda as pessoas a não olharem para eles com desdém ou até receio”, destaca a psicóloga.
Desde o início do funcionamento, o hotel recebe a ajuda voluntária do Eduardo Alvarenga, barbeiro, que vai quinzenalmente à unidade e oferece cinco cortes de cabelo a cada vez. Em dois anos, foram aproximadamente 100 idas ao hotel e mais de 450 cortes efetuados em homens e mulheres acolhidos.
“Depois de ficar desempregado, em 2017, fui trabalhar em uma igreja. Nos anos seguintes, fiz dois cursos de barbeiro. Há alguns anos faço trabalhos voluntários em creches e igrejas. Um dia perguntaram se eu conhecia algum barbeiro e, apesar de não trabalhar na área ainda, tinha feito os cursos e gosto muito dessa área. Fui ser voluntário no hotel, passei pelas três unidades e sigo cortando cabelo por lá. Meu desejo é arrumar um emprego nessa área, hoje faço por amor. É uma troca, pratico cortes e evoluo enquanto ajudo o próximo”, conta Eduardo.
André, 53 anos, está acolhido no hotel há seis meses e teve o cabelo cortado na última terça-feira, pelo voluntário.
“O projeto do hotel ajuda em tudo que a gente precisa. Tive o cabelo cortado e ajeitado e isso faz diferença para arrumar um trabalho. O técnico chamou a gente para cortar o cabelo e fazer a barba para ficar com uma boa aparência para as entrevistas. O hotel também me ajudou com os documentos, já tenho certidão de nascimento e identidade”, disse. os de saúde poderão encaminhar pessoas para emitirem o documento.

Alerj: ANIVERSÁRIO DA IMPERATRIZ TERESA CRISTINA PODERÁ SER INCLUÍDO NO CALENDÁRIO OFICIAL DO ESTADO

Foto: Julia Passos | Texto: Gustavo Natario, Juliana Mentzingen e Leon Lucius
O dia 14 de março poderá ser dedicado ao aniversário da Imperatriz Teresa Cristina no Calendário Oficial do Estado. É o que determina o Projeto de Lei 5.606/22, do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), A medida, aprovada em discussão única nesta terça-feira (29/03), segue para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto.

Os Poderes Legislativo e Executivo poderão promover ações para celebrar a relevância histórica da imperatriz do Brasil. Chamada de “Mãe dos Brasileiros”, Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias foi esposa do imperador Pedro II e imperatriz consorte, de 1842 até a Proclamação da República, em 1889 – quando a família imperial voltou a Portugal.

“Segundo os registros históricos, em seu leito de morte, a imperatriz teria dito que estava morrendo de ‘dor e tristeza’, não de doença, por ter sido obrigada a deixar o Brasil. A notícia da morte gerou muita comoção no país e sua memória é lembrada nos nomes de várias cidades, como Teresópolis, aqui no Rio de Janeiro”, justificou o autor.

Exposição no Palácio Tiradentes

Em março, o Palácio Tiradentes inaugurou a exposição ‘As múltiplas faces da Imperatriz: Teresa Cristina em Construção’, em homenagem ao seu bicentenário. Na antiga sede do Legislativo fluminense, os visitantes podem conhecer os figurinos e parte da cenografia da novela “Nos tempos do imperador”, cedidos pela TV Globo; além de conhecer um pouco mais sobre arqueologia, uma das paixões da imperatriz. A exposição é aberta ao público e a entrada é gratuita.

 

Segundo mês do projeto Arte na Rua leva a diversidade da música

 

O tradicional projeto musical Arte na Rua, que retornou presencialmente no mês de março deste ano, vem apresentando diversos artistas de Niterói em locais distintos: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (Campo de São Bento), Horto do Fonseca, Horto do Barreto e Rolerzão (Praia de Piratininga). A programação é gratuita e segue, nesta segunda etapa, durante os fins de semana, com os talentos musicais da cidade.

 

Neste sábado, dia 2 de abril, o projeto recebe o show da banda All Blues, no Centro Cultural Paschoal – no Campo de São Bento –, às 11h; e também apresenta o show de Karina Pontes e Daniel Cahon, no Horto do Fonseca, às 16h.

 

No domingo, 03, às 13h, é a vez da cantora Adriana Dutra mostrar sua música, no Horto do Barreto; e às 18h, Daniel Scisinio se apresenta, em Piratininga, no Rolerzão.

 

Na semana seguinte, sábado (09), Marcos Lima promete animar o público presente, às 11h, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno; e, às 16h, no Horto do Fonseca, o cantor e compositor Renato Rocketh, ex-integrante da banda de Cazuza e compositor do hit de Marina Lima, ‘Uma Noite e Meia’, é quem alegra o público do Arte na Rua.

 

Fechando a programação da segunda semana do mês, o músico André Jamaica se apresenta, no domingo (10), às 13h, no Horto do Barreto.

 

O projeto mostra o quanto a cultura influencia no desenvolvimento da cidade e da população, por meio da ocupação dos territórios públicos, com apresentações gratuitas em diferentes linguagens.

 

O Arte na Rua afirma o potencial criativo da cidade e valoriza a ocupação dos territórios públicos por todas as faixas etárias. “Partindo do princípio que as ruas são livres para as manifestações artísticas, o Arte na Rua está de volta para promover apresentações gratuitas de diferentes linguagens artísticas em vias e espaços públicos, estabelecendo um diálogo direto entre artistas e cidadãos”, afirma Marcos Sabino, Presidente da Fundação de Arte de Niterói.

 

Em nove anos de atuação, o projeto já passou por diversos bairros, percorrendo de norte a sul o território niteroiense. Foram contempladas mais de quatro mil apresentações, distribuídas entre música, teatro, dança, circo, arte-educação, entre outras.

 

Mesmo durante a pandemia da COVID-19, no ano de 2020, o Arte na Rua esteve presente nas redes da Cultura Niterói com lives semanais. Desta forma, além de produzir um conteúdo de altíssima qualidade para o público em isolamento, os grupos e bandas conseguiram se reunir para uma apresentação única em tempos tão necessários.

 

Sobre os artistas:

 

All Blues

 

Com apresentações marcantes e presença constante na cena do Blues em Niterói, a All Blues Band se mantém firme na criação de novos projetos para o futuro, e já retorna aos palcos. Na estrada desde a década de noventa, participou de inúmeros festivais de Blues, onde pôde mostrar o seu som, conquistando o público e ganhando seguidores que o acompanham até hoje. ’The Blues From Rock To Jazz’, título do primeiro álbum da banda, sugere as influências de outros gêneros musicais que atuam no Blues de forma marcante, sentidos nos solos inspirados e na forte pegada rítmica, que já é a marca registrada da banda. No repertório, além de músicas autorais, nomes como Albert King, Eric Clapton, Albert Collins, Robert Cray, Robben Ford, Stevie Ray Vaughan e B.B.King, são interpretados com muito feeling, nos shows da All Blues Band.

 

Formação:

 

Glauco Prunes – voz

Ricardo Andrade – guitarra

Rômulo Nóbrega – gaita

Juliano Cândido – baixo

Yuri Siqueira – bateria

 

Karina Pontes e Daniel Cahon

 

Karina Pontes é compositora e percussionista. Dona de uma voz grave e imponente, apresenta ao seu público um trabalho permeado pela música brasileira em suas múltiplas facetas. Com grande experiência, há mais de 18 anos fazendo shows em eventos e casas noturnas, Karina possui um vasto e eclético repertório com mais de 2000 músicas de diversos estilos, como samba, baião, xote, MPB, rock nacional e outros. Foi influenciada e estimulada por seu irmão mais velho, o violonista e cantor Rodrigo Chaudon. Em 2010, forma a banda Onda Livre. Após a substituição de alguns integrantes o grupo muda de nome e passa a se chamar Banda ManoEla. Em 2012, o grupo lança o álbum ‘De onde eu venho’, pelo selo Niterói Discos, onde ganha uma projeção maior resultando em apresentações marcantes como abertura do show do Lenine, na Praia de Itaipu; abertura do festival Água na Boca do Jornal O Globo e a apresentação do show ManoEla Canta e Conta Niterói, no Theatro Municipal. Em 2018, a banda ganha uma Moção Honrosa da Câmara dos Vereadores de Niterói por representação da cidade no meio musical. Em 2019, Karina dá início à sua carreira solo. Atualmente, em parceria com o produtor musical e instrumentista Daniel Cahon, tem reformulado e reforçado a concepção e identidade de seus múltiplos projetos. Também está em fase de pré-produção de um álbum com músicas inéditas de sua autoria e de compositores parceiros.

 

Adriana Dutra

A cantora Adriana Dutra, natural de Niterói, começou cantando em igrejas aos 7 anos, junto a um coral onde faziam apresentações dominicais. Entre os 14 e 17 anos, iniciou sua carreira como cantora. Hoje se destaca nas rodas de samba pelo Rio de Janeiro, fazendo do samba seu gênero musical. Entre suas características, possui forte ligação com o público nos sambas de roda, com sua interpretação e alto astral. Apesar de ser bem eclética em seu repertório, o samba reggae do início ao fim. Hoje, está à frente do seu projeto ‘Nega de Crioulo’, que surgiu em 2016 e vem acompanhando até hoje nas rodas de samba. Seu repertório varia dos grandes nomes do samba dos anos 60 como Ary Barroso, Nelson Cavaquinho, Aluísio Machado, Cartola, Zé Keti, Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Roberto Ribeiro, Bezerra da Silva, Jovelina Pérola Negra, Silas de Oliveira às grandes da atualidade, Mariene de Castro, Maria Rita, Roberta Sá e Diogo Nogueira, entre outros.

 

Daniel Scisinio

Cantor, músico e compositor. Faz parte há 11 anos do grupo de músicos do Centro Cultural Candongueiro, tocando cavaquinho e cantando nas rodas de samba e choro quinzenais, acompanhando vários artistas da música popular brasileira naquele local como: Ney Lopes, Beth Carvalho, Velha guarda da Portela, Décio Carvalho, Arlindo Cruz, Sombrinha, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, entre outros. Participou de um filme documentário sobre choro (produção internacional), intitulado “Brasileirinho”, lançado em 2005. Ainda, como cavaquinista, acompanhou os artistas Luis Carlos da Vila, Mauro Diniz e Dorina, no show intitulado “Suburbanistas”, que se apresentou no Rio de Janeiro. Também acompanhou Teresa Cristina e Wilson Moreira no programa Sarau apresentado por Chico Pinheiro, na Globo News, e realizou o lançamento do CD Entidades de Wilson Moreira na TV Educativa, e em casas de shows e teatros. Em 2011, foi um dos finalistas do III Concurso de Samba de Quadra patrocinado pela Rede Globo de Televisão com o samba intitulado ‘Velha guarda’, de autoria de Zé Katimba, Hilton do Candongueiro e Daniel Scisinio. Foi atração principal de shows e fez participações com grandes músicos.

 

Marcus Lima

 

Cantor, compositor e violonista carioca, nos idos dos anos 90, ao se despedir da carreira profissional de jogador de futebol em Lages (SC), retornou a sua cidade de origem e passou a mostrar sua arte e suas habilidades em diversas casas de shows na cidade, tendo a oportunidade de conhecer grandes músicos e compositores. Aos poucos, desenvolveu a sua arte de compor imprimindo sua própria assinatura nas melodias e letras, iniciando, no ano de 1997, sua trajetória nos Festivais de Música pelo país, com a sua primeira vitória em Bauru (SP) no FEMPOP – Festival de Música Popular. Depois deste que foi o pioneiro, o compositor venceu mais oito Festivais, participou como finalista entre outros tantos, foi indicado aos Prêmios IBM e TIM de Música com seu segundo CD ‘Quem Canta’, foi vice-campeão do São Paulo Exposamba e, representando a cidade de Niterói, como único samba classificado para a final, venceu o Concurso ‘Lefê de Samba’, que foi realizado dentro da Feira Carioca de Samba no Rio de Janeiro, com seu já popular samba ‘Seu Damião’. Na pandemia, o artista aproveitou e se aprofundou em novas canções e desde então entrou em estúdio para a gravação de novo álbum que permeará as comemorações de 25 anos de carreira, no segundo semestre desse ano.

 

Renato Rocketh

 

Cantor, compositor e baixista, nasceu em uma família de músicos e iniciou a carreira artística ainda na adolescência. Foi influenciado pelo irmão mais velho, Paulinho Rocketh, guitarrista que integrava a banda Vitória Régia, de Tim Maia. Renato, aos 12 anos de idade, decidiu o que seria para o resto de sua vida: tornar-se um baixista. Ainda na adolescência, fez parte da banda do cantor Marcelo, participando de uma temporada com Jim Capaldi, da banda Traffic. Foi baixista da banda do cantor Byafra por 7 anos, onde excursionou por todo o Brasil. Aos 23 anos, entrou para a banda ‘Põe Pra Fora’, exclusiva da cantora Marina Lima. Com Marina, Renato teve a oportunidade de se lançar como compositor e cantor.  A música ‘Uma Noite e Meia’, de sua autoria, gravada no álbum Virgem, com participação de Renato nos vocais, alcançou a marca de 550 mil cópias vendidas, ganhando disco de Platina. A canção ganhou as rádios de todo o país e tornou-se o hino do verão brasileiro até os dias de hoje, sendo regravada por vários outros artistas. Foi baixista e arranjador da banda Feras do Caju, juntamente com Cazuza, e gravou o lendário álbum Burguesia, em 1989. Compôs duas canções em parceria com o próprio Cazuza (‘Eu Quero Alguém’ e ‘O Brasil Vai Ensinar ao Mundo’). Em 1995, passou a fazer parte da Banda Serta, de Sandra de Sá. Integrou bandas de importantes músicos, como Martinho Da Vila.

 

André Jamaica

 

O músico André Jamaica é cantor, compositor e pesquisador. Produz há oito anos o projeto Samba de Fé no Quilombo do Grotão, em Niterói, e é vocalista dos grupos Sambalangandã, Samba da Prainha e Filhos de Oxóssi. É conhecido pelo repertório vasto, fruto de pesquisas e de sua relação com as religiões afro-brasileiras.

 

Programação – 1ª semana de Abril:

 

Centro Cultural Paschoal Carlos Magno – Campo de São Bento (sábado, 11h)

02/04 – All Blues

Endereço: Alameda Edmundo de Macedo Soares e Silva, s/n – Icaraí, Niterói

 

Horto do Fonseca (sábado, 16h)

02/04 – Karina Pontes e Daniel Cahon

Endereço: Alameda São Boaventura, 770 – Fonseca

 

Horto do Barreto (domingo, 13h)

03/04 – Adriana Dutra

Endereço: R. Dr. Luiz Palmier, s/n – Barreto

 

Rolerzão (domingo, 18h)
03/04 – Daniel Scisinio

Endereço: Praia de Piratininga, na altura da Praça do Delírio

 

Programação – 2ª semana de Abril:

 

Centro Cultural Paschoal Carlos Magno – Campo de São Bento (sábado, 11h)

09/04 – Marcos Lima

Endereço: Alameda Edmundo de Macedo Soares e Silva, s/n – Icaraí, Niterói

 

Horto do Fonseca (sábado, 16h)

09/04 – Renato Roquette

Endereço: Alameda São Boaventura, 770 – Fonseca

 

Horto do Barreto (domingo, 13h)

10/04 – Andre Jamaica

Endereço: R. Dr. Luiz Palmier, s/n – Barreto

 

Toda a programação é gratuita e segue ao longo do ano!

Ciclo “Modernismo(s): A Semana de 22 e o Depois” recebe Ruy Castro, na Sala Carlos Couto

Jornalista fará nesta terça (29) a conferência “Modernidade no Rio e em Niterói”, inspirada em dois livros de sua autoria sobre o tema

O jornalista e escritor Ruy Castro será o destaque, nesta terça-feira (29), da programação do ciclo “Modernismo(s): A Semana de 22 e o Depois”, promovido pela Secretaria Municipal das Culturas e pela Fundação de Arte de Niterói em comemoração ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922.

Na conferência “Modernidade no Rio e em Niterói com Ruy Castro”, o jornalista vai se inspirar nos seus livros “Metrópole à Beira-Mar: O Rio Moderno dos Anos 20” e “As Vozes da Metrópole: Uma Antologia do Rio dos Anos 20”, que reconstituem o ambiente moderno daquela década no Rio de Janeiro. A conferência será na Sala Carlos Couto, a partir das 18h.

Ruy Castro é jornalista, biógrafo de grandes personagens da cultura brasileira, como Garrincha, Nelson Rodrigues e Carmen Miranda, e autor de livros de reconstituição histórica, como o clássico “Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova”. Começou sua carreira como repórter em 1967, no “Correio da Manhã”, do Rio, e passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana. A partir de 1990, concentrou-se nos livros. É também cidadão benemérito do Rio de Janeiro.

“Temos a maior honra em receber uma figura do porte de Ruy Castro no nosso ciclo sobre o Modernismo”, afirmou o secretário das Culturas de Niterói, Leonardo Giordano. “É um nome de enorme destaque na cultura carioca e brasileira, pela sua vasta obra como jornalista, escritor e pesquisador, e que só engrandece a programação do evento. A conferência com certeza será imperdível”, completou.

O ciclo “Modernismo(s): A Semana de 22 e o Depois”, que teve início na última sexta (25), ocupará diversos equipamentos culturais de Niterói ao longo do ano. A programação envolve música, dança, sarau, arte popular, DJs, performances, artes visuais, literatura e muito mais. Com curadoria de Elisa Ventura e Nélida Capela, o ciclo tem o objetivo de dialogar com os niteroienses sobre os impactos e desdobramentos da Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Theatro Municipal de São Paulo e importante referência da vida cultural e social do país, considerada o marco inaugural do Modernismo no Brasil.

“Ruy Castro é um dos grandes escritores do Brasil. Referência como biógrafo, abre muitos caminhos para os pesquisadores, com seus ótimos livros, que mantêm viva a memória cultural brasileira. É uma honra recebê-lo em Niterói, na Sala Carlos Couto”, enfatizou Marcos Sabino, presidente da FAN.

Conferência Modernidade no Rio e em Niterói com Ruy Castro

Com mesa de autógrafo e venda dos livros “Metrópole à Beira-Mar: O Rio Moderno dos Anos 20” e “As Vozes da Metrópole: Uma Antologia do Rio dos Anos 20”

Data: 29 de março, terça-feira

Local: Sala Carlos Couto (Rua XV de Novembro, 35, anexo – Centro)

Horário: 18h

Capacidade da sala: a partir de 60 pessoas. Sujeito a lotação

Transmissão ao vivo: redes e foyer/cafeteria

Protocolos sanitários:

Em locais fechados, é necessário apresentar o comprovante de vacinação em dia, no formato impresso ou digital, acompanhado de um documento com foto. Todas as medidas de segurança sanitária são seguidas, como a obrigatoriedade do uso de máscaras.

A exposição ‘Squatters’, da artista plástica Ilca Barcellos, mostra sua trajetória como artista e bióloga, no Espaço Cultural Correios Niterói

 
A mostra traz um conjunto de meta-trabalhos que se conectam com o público, misturando a arte e a ciência, com curadoria da Tartaglia Arte
 
 

A exposição “Squatters”, da artista plástica Ilca Barcellos, pode ser visitada no Espaço Cultural Correios Niterói, com curadoria da Tartaglia Arte, onde o visitante vai interagir com um conjunto de meta-trabalhos, misturando a arte e a ciência, resultado de sua trajetória como artista e bióloga.

 

A mostra traz uma instalação e dez colagens digitais, realizadas entre 2010 e 2020, levando o observador a transitar entre a arte e a natureza, entre o estático e o mutável, entre o controle e o acaso. É impossível ver uma obra de Ilca Barcellos sem uma reação. O espectador sente, ao mesmo tempo, o poder e a delicadeza das obras expostas, criando imediatamente uma conexão.

O termo “Squatt” significa, em inglês, o ato de ocupar espaços sem uso por pessoas que não tem moradia – os ” Squatters” (posseiros) – e, também, por aqueles que os utilizam em suas manifestações artísticas. A artista Ilca Barcellos faz exatamente isso: apropria-se do espaço  com sua instalação “SQUATTERS”. Trata-se de um conjunto de seres fictícios – esculturas em cerâmica e espuma expansiva – mimetizados e camuflados entre elementos da flora natural. Exposta previamente na Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba de 2019, nesta instalação seres naturais e ficcionais se aproximam, pela forma, pelas cores e/ou pela textura. A poética da vida e do mutável ocupa o espaço museológico, previsível e fixo.

Para além desta instalação, a mostra apresenta também colagens digitais (nomeadas crossing-over). Recuperando o conceito do geneticista Thomas Morgan, as colagens recombinam fragmentos de desenhos realizados entre 2017 e 2020, e fotografias da exposição Squatting realizada em 2011, na qual as esculturas cerâmicas de Ilca Barcellos ocuparam o jardim do Museu Histórico de Santa Catarina.

Os trabalhos expostos revelam-se como uma intersecção de obras realizadas ao longo de uma década em faturas diversas – esculturas, instalações, desenhos e fotografias. Construídos por meio do diálogo entre arte e ciência, o natural e o artificial, o controle e o acaso, sintetizam em seu conjunto o próprio percurso artístico de Ilca Barcellos: “Iniciei na arte pelo tridimensional e pela cerâmica, aos poucos fui explorando outras faturas e linguagens: instalações, desenhos, esculturas, colagens e pinturas”. Indagada sobre quais palavras representam a exposição “squatters”, Ilca Barcellos responde: “pulsar e transgredir”!

“Por meio das colagens digitais nomeadas Crossing-over, amalgamam-se fragmentos de desenhos realizados em 2019 e de esculturas cerâmicas fotografadas em sua montagem na supracitada exposição Squatting. Ao utilizar estes registros fotográficos e desenhos como suporte para elaboração de novos trabalhos, Ilca Barcellos coloca em questão as relações entre o bi e tridimensional, entre o dentro e o fora, entre a obra e sua representação; revela tanto o acaso na natureza e como na criação artística. Estes trabalhos recriam uma paisagem onírica em que se entrelaçam camadas de linguagens distintas; perde-se a noção da perspectiva bem como as referências do que é representação e do que é obra”. (Gisela B. de Souza – Profa. Dra. da Escola de Arquitetura da UFMG)

 

SOBRE ILCA BARCELLOS

Ilca Barcellos é natural de Pelotas/RS, mas vive e trabalha entre Florianópolis/SC e Belo Horizonte/MG. Artista visual, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestre em Biologia Vegetal pela Université Pierre et Marie Curie, Paris VI, combina arte e ciência para expressar seu duplo percurso.
Site: www.ilcabarcellos.com


Formação Acadêmica
1984 – Mestre en Biologie Végétale-  Université Pierre et Marie Curie – PARIS VI, Paris, França.
1978 – Graduada em Ciências Biológicas – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil.

Ilca Barcellos já recebeu vários prêmios e participou de residências artísticas, exposições coletivas e individuais, no Brasil e no exterior. Participou de Salões e Bienais, e possui obras em acervos de vários países.

 

SOBRE A TARTAGLIA ARTE

A Tartaglia Arte foi fundada em 1950 como um estúdio de pintura pelo artista Piero Tartaglia, então conhecido como Piery. Após alguns anos, criou um ponto de referência e encontro cultural com outros artistas e jovens talentos onde, sob a orientação do Mestre, desenvolveram seu estilo pessoal. A paixão avassaladora de Tartaglia  pela expressão pictórica com explosões de cor pura e contrastes violentos que tornam a tela viva, deu vida à Escola do Disgregacionismo.  Posteriormente fundou as Galerias, para exposição permanente de seus trabalhos e os de seus alunos, e que hoje são dirigidas pelo filho Riccardo.


O amor pela arte e uma visão cultural ampla são as peculiaridades deste grande artista, e representam sua herança moral e espiritual. Herança que continua sendo representada por Riccardo Tartaglia, que trabalha com a mesma seriedade e tenacidade na propagação da arte, através de exposições e eventos internacionais. Mas tudo com a assinatura de Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez, o que confere um atestado de credibilidade e sensibilidade criativa.
Site: tartagliaarte.org

SERVIÇO

Exposição: “Squatters”
Artista: Ilca Barcellos @ilcabarcellos
Curadoria: Tartaglia Arte – Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez
Instagram: @riccardotartaglia   @reginanobreztartaglia

Visitação: Até o dia 23 de abril de 2022
Dias e horários: de segunda a sexta, das 11h às 18h e sábado das 13h às 17h
Local: Espaço Cultural Correios Niterói – 1º pavimento, sala I
Endereço: Av. Visconde do Rio Branco, 481 – Centro – Niterói – RJ
Entrada franca
Censura Livre