Daniel Lopes e Kwesny: show de comédia, na Sala Nelson Pereira dos Santos

Os comediantes cariocas Daniel Lopes e Kwesny estarão, na Sala Nelson Pereira dos Santos, no dia 5 de março, sábado, às 20h, para um show especial de humor. Ambos despontaram durante a quarentena, com milhões de acessos em suas redes sociais. Nesta apresentação, eles se juntam e prometem fazer os espectadores rirem do começo ao fim, com um espetáculo sobre o cotidiano dos cariocas e dos brasileiros de uma forma geral.

Os artistas representam o subúrbio do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Realizam comédia desde 2012, com shows de stand up por todo o Rio de Janeiro e outros lugares do Brasil. Nesta trajetória de ‘viver da comédia’, acumularam muitas histórias e experiências que trazem ao palco para descontrair e divertir a plateia, contextualizando suas vivências, gerando identificação e certa dose de nostalgia. Kwesny já participou de diversos quadros em programas de TV. Daniel Lopes, após ser finalista do concurso do Comédia em pé, em 2012, se apresentou em variados lugares do Rio de Janeiro e compôs times de peso em noites de comédia pelo Brasil. Foi do Elenco Fixo por 3 temporadas do tradicional espetáculo de humor ‘Terapia do Riso’, e posteriormente, ficou em seus shows de Stand Up. Com o surgimento da pandemia em 2020, com os eventos interrompidos, Kwesny e Daniel decidiram postar vídeos de humor na internet para entreter o público. Assim, o trabalho deles foi reconhecido. Desde então Kwesny e Daniel Lopes vem postando cada vez mais conteúdo nas redes e lotando (de acordo com a capacidade permitida de cada local) os teatros por onde passam, levando o material de suas vidas e criando novidades a cada apresentação.

Protocolos sanitários:

É necessário apresentar o comprovante de vacinação em dia, no formato impresso ou digital, acompanhado de um documento com foto. Todas as medidas de segurança sanitária são seguidas, como a obrigatoriedade do uso de máscaras. A sala funciona com 80% da capacidade total.

 

Serviço:

Daniel Lopes e Kwesny

Data: 5 de março, sábado

Horário: 20h

Valor: R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia)

Vendas pela sympla: https://site.bileto.sympla.com.br/salanelsonpereira/

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 90 Minutos

Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

Endereço: Av. Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos – Niterói

 

Diego Carioca chega da Ucrânia auxiliado pela Prefeitura se Niteroi


Diego Carioca e Mayara Faria ganharam passagem aérea custeada pelo Município, suporte jurídico e psicológico
O jogador de futebol Diego Carioca e sua esposa Mayara Faria chegaram, nesta terça-feira (1º), no Rio de Janeiro, após receberem apoio da Prefeitura de Niterói para saírem da Ucrânia. Os dois são os primeiros brasileiros a escaparem para o Brasil com apoio do poder público.

“Quando começaram os ataques na Ucrânia a Prefeitura de Niterói disponibilizou um canal para atender os niteroienses que estavam no país. Fornecemos orientação jurídica, apoio psicológico e contato institucional com o Ministério das Relações Exteriores para informações sobre missões de resgate. Quando a família da Mayara nos procurou, começamos imediatamente a trabalhar para a repatriação dos dois e compramos as passagens de avião para o Brasil”, explica o secretário municipal de Direitos Humanos, Raphael Costa.

O casal estava em Kovalivka, cidade a 100 quilômetros de Kiev, onde Diego atuava pelo Kolos, quando a Rússia iniciou os ataques.

“Foi um momento muito tenso, uma situação muito difícil. A Prefeitura nos ajudou, nos deu muito suporte. Gostaria de agradecer todas as pessoas que nos ajudaram, que oraram por nós”, disse Diego.

Diego e Mayara dormiram em abrigos subterrâneos, viajaram de trem, andaram 40 quilômetros e fizeram uma viagem de ônibus para saírem da Ucrânia para a Romênia, onde pegaram o voo para o Brasil.

“Nós procuramos a Prefeitura e, desde o início, eles nos ajudaram, compraram a passagem, resolveram as questões para a volta e ofereceram apoio psicológico para os dois e para a família. O que a gente mais queria era que eles saíssem de lá o mais rápido possível. Só temos a agradecer por essa oportunidade de ter nossos filhos de volta”, explicou Luciana Silva, mãe de Diego.

Diego é morador do Morro da Palácio, na Zona Sul de Niterói, onde mantém o projeto social chamado Futebol pela Paz.

“Esse apoio foi essencial para a nossa família. Estávamos muito desesperados, sem informação, sem saber como agir. Minha filha entrou em contato com a Secretaria e a Prefeitura nos deu todo o suporte”, disse, emocionada, Maria Faria, mãe de Mayara.

Os niteroienses que estão na Ucrânia podem entrar em contato com a Prefeitura pelo Zap da Cidadania (21) 96992-9577, o canal de atendimento para vítimas de violações de direitos.

Corpo de Bombeiros faz varredura em rios de Petrópolis

As equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) seguem empenhadas no trabalho de buscas das vítimas das fortes chuvas que atingiram Petrópolis na última terça-feira (15.02).

As operações estão concentradas na região da Chácara Flora, onde ainda há duas pessoas desaparecidas, e nos rios e afluentes que passam pela cidade e seguem até Três Rios, onde três vítimas são procuradas.

A varredura nos rios conta com mergulhadores e equipes terrestres munidas de cães de busca e salvamento e apoio de maquinários. Hoje (28.02), mais de 130 militares atuam na operação.

– O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro é o mais bem equipado e capacitado do Brasil. O trabalho de buscas vai seguir, com empenho das equipes mesmo durante o Carnaval. – disse o governador Cláudio Castro.

A missão chegou a registrar mais de 100 pontos de buscas e envolveu mais de 500 bombeiros fluminenses e 140 de outros estados, além de mais de 50 cães farejadores. A corporação trabalha ininterruptamente, 24 horas por dia, e até o momento, vinte e quatro (24) pessoas foram resgatadas com vida pelos militares.

Ilca Barcellos abre a exposição ‘Squatters’ no Espaço Cultural Correios Niterói, no dia 12 de março, com curadoria da Tartaglia Arte.

 
A mostra traz um conjunto de meta-trabalhos que se conectam com o público, misturando a arte e a ciência
 
 

artista plástica Ilca Barcellos abre a exposição ‘Squatters”, no Espaço Cultural Correios Niterói, com curadoria da Tartaglia Arte, onde apresenta um conjunto de meta-trabalhos, misturando a arte e a ciência, resultado de sua trajetória como artista e bióloga. 

 
A mostra traz uma instalação e dez colagens digitais, realizadas entre 2010 e 2020, levando o observador a transitar entre a arte e a natureza, entre o estático e o mutável, entre o controle e o acaso. É impossível ver uma obra de Ilca Barcellos sem uma reação. O espectador sente, ao mesmo tempo, o poder e a delicadeza das obras expostas, criando imediatamente uma conexão.

O termo “Squatt” significa, em inglês, o ato de ocupar espaços sem uso por pessoas que não tem moradia – os ” Squatters” (posseiros) – e, também, por aqueles que os utilizam em suas manifestações artísticas. A artista Ilca Barcellos faz exatamente isso: apropria-se do espaço  com sua instalação “SQUATTERS”. Trata-se de um conjunto de seres fictícios – esculturas em cerâmica e espuma expansiva – mimetizados e camuflados entre elementos da flora natural. Exposta previamente na Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba de 2019, nesta instalação seres naturais e ficcionais se aproximam, pela forma, pelas cores e/ou pela textura. A poética da vida e do mutável ocupa o espaço museológico, previsível e fixo.

Para além desta instalação, a mostra apresenta também colagens digitais (nomeadas crossing-over). Recuperando o conceito do geneticista Thomas Morgan, as colagens recombinam fragmentos de desenhos realizados entre 2017 e 2020, e fotografias da exposição Squatting realizada em 2011, na qual as esculturas cerâmicas de Ilca Barcellos ocuparam o jardim do Museu Histórico de Santa Catarina.

Os trabalhos expostos revelam-se como uma intersecção de obras realizadas ao longo de uma década em faturas diversas – esculturas, instalações, desenhos e fotografias. Construídos por meio do diálogo entre arte e ciência, o natural e o artificial, o controle e o acaso, sintetizam em seu conjunto o próprio percurso artístico de Ilca Barcellos: “Iniciei na arte pelo tridimensional e pela cerâmica, aos poucos fui explorando outras faturas e linguagens: instalações, desenhos, esculturas, colagens e pinturas”. Indagada sobre quais palavras representam a exposição “squatters”, Ilca Barcellos responde: “pulsar e transgredir”!

“Por meio das colagens digitais nomeadas Crossing-over, amalgamam-se fragmentos de desenhos realizados em 2019 e de esculturas cerâmicas fotografadas em sua montagem na supracitada exposição Squatting. Ao utilizar estes registros fotográficos e desenhos como suporte para elaboração de novos trabalhos, Ilca Barcellos coloca em questão as relações entre o bi e tridimensional, entre o dentro e o fora, entre a obra e sua representação; revela tanto o acaso na natureza e como na criação artística. Estes trabalhos recriam uma paisagem onírica em que se entrelaçam camadas de linguagens distintas; perde-se a noção da perspectiva bem como as referências do que é representação e do que é obra”. (Gisela B. de Souza – Profa. Dra. da Escola de Arquitetura da UFMG)

 
SOBRE ILCA BARCELLOS

Ilca Barcellos é natural de Pelotas/RS, mas vive e trabalha entre Florianópolis/SC e Belo Horizonte/MG. Artista visual, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestre em Biologia Vegetal pela Université Pierre et Marie Curie, Paris VI, combina arte e ciência para expressar seu duplo percurso.
Site: www.ilcabarcellos.com


Formação Acadêmica

1984 – Mestre en Biologie Végétale-  Université Pierre et Marie Curie – PARIS VI, Paris, França.
1978 – Graduada em Ciências Biológicas – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil.

Niteroienses chegam da Ucrânia com apoio do poder público

 Os niteroienses Diego Carioca e Mayara Faria, que estavam na Ucrânia, chegam no Brasil, nesta terça-feira (1), por volta das 18h40, no aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão). A Prefeitura de Niterói comprou as passagens dos dois e está atuando, desde a última sexta-feira (25), na repatriação e resgate do casal. Os dois são os primeiros brasileiros a chegarem da Ucrânia para o Brasil com apoio do poder público. 
 
Diego é jogador profissional de futebol e atua pelo Kolos Kovalivka. Ele era morador do Morro do Palácio, onde mantém o projeto social chamado Futebol pela Paz.
 
O casal está sendo atendido pela equipe da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, desde a última sexta-feira (25), após Mayara entrar em contato com o órgão, por meio do Zap da Cidadania (21) 96992-9577, o canal de atendimento para vítimas de violações de direitos. 

Petropolis em sotaques diferentes e uma só missão: buscar e salvar vítimas

 

Dos 640 bombeiros que atuam em Petrópolis, 140 são de outros 19 estados e mais o Distrito Federal. Especialistas em atuar em tragédias no Brasil e exterior, eles trocam experiências e se reencontram

Vários sotaques, mas uma só missão, focada em salvamentos e buscas de pessoas e animais. Bombeiros de 19 estados e do Distrito Federal se uniram à força-tarefa coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro para o resgate às vítimas do maior desastre natural ocorrido em Petrópolis desde 1988, que já resultou em mais de 200 mortes e pelo menos 33 desaparecidos. Dos 640 homens em ação, 140 são de outras unidades federativas.  Com eles, além de diversos tipos de tecnologias, empregadas nesse tipo de “cenário de guerra”, o apoio também de uma tropa literalmente animal:  48 cães-bombeiros, que se juntaram aos outros dez do Rio. A união de esforços já tinha propiciado, até a última sexta-feira, o encontro de 105 corpos soterrados e o salvamento de mais de duas dezenas de pessoas entre escombros.

–  As ações bem coordenadas dos bombeiros nos emocionam e evidenciam a importância do trabalho deles em todos os momentos, sobretudo em situações extremas, como a de Petrópolis – ressalta o governador Cláudio Castro, que se deslocou para o município imediatamente após a tragédia, ajudando a montar pessoalmente a rede emergencial para resgates e procura de vítimas.

No dia a dia, os esforços abnegados ajudam a superar a dor que a dura rotina naturalmente impõe aos profissionais e acabam sendo instrumentos para uma rica troca de experiências sobre o modo de atuação das múltiplas equipes, que chegaram a se espalhar por mais de 80 pontos críticos. A maioria dos combatentes em Petrópolis é especialista em lidar com flagelos de grande monta e já teve experiência em ocorrências nacionais e internacionais históricas, como nos casos de Mariana, Brumadinho, terremotos no Haiti, furacão Katrina, entre outras devastações.

Com seu inconfundível vocabulário ‘mineirês’, o coronel bombeiro Sérgio José Ferreira de 52 anos, do 1° Comando Operacional de Bombeiros de Belo Horizonte, comandou 14 homens, que usaram planilhas e cálculos capazes de reconstituir cenários anteriores aos deslizamentos no Morro da Oficina e projetar onde possivelmente teriam ido parar corpos sob toneladas de lama, entulho, pedras e vegetação, que se espalharam num raio de aproximadamente 400 metros quadrados.

– Com Bono e Cronos (pastores-belgas-malinois), que têm o poder olfativo 40 vezes maior que o do ser humano, conseguimos localizar vários corpos – comentou Ferreira, ressaltando que a inclinação dos morros no município, que chega a 45 graus no Oficina, tem sido uma dificuldade a mais para as equipes.

– Tudo superado pelo apoio emocionante dos moradores, que nos oferecem água, café, alimentos e rodas de orações a todo momento – testemunha.

O sargento bombeiro paulista Clóvis Benedito de Souza, de 45 anos, conta que até o comportamento dos cachorros de cada região é observado.

– Por que determinado cão de um estado fareja mais que de outro? Por que uns cansam mais e outros menos? Por que uns chegam a cavar com as patas e outros não? São tipos de questionamentos que nos ajudam a entender melhor os animais e a treiná-los melhor para a pronta-resposta que tanto precisamos no dia a dia – justifica Clóvis, ao lado de Hope e Cléo, também pastores-belgas-malinois.

Drone, outro forte aliado nas ações

Se os cálculos na ponta do lápis dos bombeiros de Minas despertam a atenção dos colegas de outros estados, assim como a atenção dos paulistas de como os cães procedem nas buscas por vítimas, o emprego de drones pelos profissionais fluminenses também está servindo de exemplo. Três equipamentos da Coordenadoria de Veículos Aéreos Não-Tripulados – COVANT se mostram essenciais para a localização de desaparecidos, monitoramentos de rios e sinalização de riscos geológicos.

– Esse tipo de tecnologia passou a ser indispensável. Auxilia equipes de campo em tempo real e vai aonde elas não conseguem chegar; evita a exposição desnecessária de colegas a riscos iminentes; e gera imagens de alta qualidade, de uma altura de até três quilômetros. Isso nos permite mapear áreas, avaliar estruturas geológicas e materiais e planejar mais assertivamente e de forma mais rápida a distribuição dos grupos de trabalho, possibilitando a chegada de socorro urgente a precisa – enumera o tenente-coronel Mário Henrique Lasneaux, de 41 anos, do Grupamento de Angra dos Reis, responsável pela coordenação do Posto Móvel do Morro da Oficina.

O major fluminense Armando Júnior, de 41 anos, exalta a integração dos bombeiros em Petrópolis, apoiada pelo Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom). A entidade ajuda no acionamento dos quartéis para socorros mútuos em calamidades.

– É a chance de colocarmos em prática uma rica troca de experiências, que só temos em seminários ou encontros virtuais. Esses novos conhecimentos compartilhados só somam em favor da corporação e, principalmente, para o cidadão – justifica Armando.

Amizade forjada em outras ocorrências graves

Treinados física e psicologicamente para trabalhar em condições adversas em grandes emergências, alguns profissionais que estão atuando em Petrópolis se emocionaram ao se reencontrarem depois de atuarem em outras tragédias como a de Brumadinho e Mariana, as maiores tragédias industriais do século, ambas em Minas Gerais. O cumprimento do coronel mineiro Sérgio José Ferreira e do tenente coronel carioca Mário Henrique Lasneaux sela uma amizade conquistada no batente e carrega o sentimento das tropas.

– É uma satisfação reencontrar guerreiros que, se for preciso, dão a própria vida para salvar outras – resume Lasneaux.

O sargento Laércio Lelis de Freitas, de 40 anos, do Grupamento de Ipiranga-SP, também se emociona ao descrever o reencontro com colegas de outros estados em Petrópolis, como os de Mato Grosso do Sul.

– Reencontrei colegas de outros estados que também estiveram comigo em Brumadinho e mais recentemente após o temporal em Franco da Rocha (que matou mais de 30 pessoas em deslizamento). É um alento, uma alegria indescritível em meio a tanta dor que a gente vê, saber que o colega está bem – comenta, com a voz embargada.

Uniram-se aos bombeiros do Rio profissionais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Tocantins, Sergipe, Paraíba, Goiás, Ceará, Maranhão, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Bahia, Paraná, Rio Grande do Norte, Piauí e Amapá, além de Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal.

Link para vídeo:

https://drive.google.com/file/d/1U8sdjGiwuy1GaLZkEo2QodnP8AC4_wI3/view?usp=sharing

“67 sonetos para uma rainha” esta entre os três livros que a Ibis Libris lança de forma virtual, em suas redes sociais, entre os dias  1º e 3 de março próximos.  

 

As obras, de estilos diferentes, fazem parte das comemorações dos 22 anos da Ibis Libris e confirmam o aumento do consumo de livros nos últimos anos.

 

 

Ibis Libris Editora lança 3 livros de forma virtual, entre os dias 01 e 03 de março, nas redes sociais, tanto de poesia como de história, com assuntos diversos, mas principalmente confirma que o mercado editorial cresceu nos últimos dois anos.  A pandemia obrigou todos a passar mais tempo em casa. Essa foi uma das razões para o aumento do consumo de livros de gêneros variados. Atenta ao fato, e dentro da comemoração de seus 22 anos, a Ibis Libris vai presentear os leitores com obras-primas de seu catálogo.

 

São eles: “67 Sonetos para uma Rainha”, de Álvaro Alves de Faria;  “A Casa de João Fernandes Vieira: O Restaurador de Pernambuco”, de Cláudio Aguiar; e  “A Travessia do Tempo / La Traversée du Temps”, de Philippe Monneveux.

LIVROS e AUTORES


67 SONETOS PARA UMA RAINHA, de Álvaro Alves de Faria (01/03)

Sobre o livro:


O título sugere que a figura central é feminina, em razão do qual o livro foi escrito. Álvaro Alves de Faria retoma uma tradição ainda mais antiga que a camoniana, a da poesia de “vassalagem”, como queriam os trovadores medievais. A  composição em que o poeta assume a condição de “vassalo”, a serviço da bem-amada inacessível. A partir daí, se desdobra o que talvez seja o tema-chave destes 67 sonetos: a função e o significado da poesia. A pretexto de louvar a sua Rainha, passando ao leitor a impressão de que se trata de alguém, real ou ideal, à sua frente, o poeta, na verdade, dialoga consigo mesmo, a fim de investigar o que lhe é mais caro: a sua condição de poeta. O resultado só podia ser o desdobramento dramático do sujeito que se converte em objeto de si mesmo: “O homem que vive em mim comigo se parece, / mas é outro homem, outrora um poeta”. 

 

Prefácio de Carlos Felipe Moisés. Apresentação de Carlos Nejar. Publicado em Portugal em 2014. Primeira edição no Brasil em 2022.

Sobre o autor:


Da Geração 60 de poesia brasileira, Álvaro Alves de Faria é um dos nomes mais significativos, pela qualidade de sua vasta obra, incluindo livros publicados em outros países. É jornalista, poeta, escritor, colunista do Site e comentarista de política e comportamento da TV Jovem Pan News, de São Paulo e artista plástico. Formou-se em Ciências Sociais e Literatura e Língua Portuguesa. Tem Mestrado em Comunicação Social. Estudou Belas Artes no Instituto Nobel-Desenho e  Teosofia. Dedica-se a fazer Histórias em Quadrinhos, desenhando seu personagem “Pimtim”, um passarinho poético e melancólico, e também à ilustração de livros. É autor de mais de 60 livros no Brasil, incluindo poesia, romances, ensaios literários, livros de entrevistas literárias e peças de teatro, mas é fundamentalmente poeta. Como jornalista cultural, pelo seu trabalho em favor do Livro e sua atuação na crítica literária, recebeu duas vezes o Prêmio Jabuti, da CBL (Câmara Brasileira do Livro), em 1976 e 1983, e três vezes o Prêmio Especial da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), em 1981, 1988 e 1989. Foi distinguido, ao longo dos anos, com os mais importantes prêmios literários do país. Sua peça de teatro, “Salve-se quem puder que o jardim está pegando fogo”, recebeu o Prêmio Anchieta para Teatro, um dos mais importantes dos anos 1970 no Brasil. A peça, no entanto, foi proibida de ser encenada e permaneceu censurada até a abertura política, quase no final da ditadura. Ainda nos anos 1970, o mesmo ocorreu com seu livro “4 Cantos de pavor e alguns poemas desesperados”, proibido de ser distribuído às livrarias. Mesmo proibido, este livro recebeu o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, o Prêmio Prefeitura Municipal de São Paulo, o Prêmio do Pen Club Internacional de São Paulo, além da Menção Especial da APCA, quando venceu “As Impurezas do Branco”, de Carlos Drummond de Andrade. Seu livro “Trajetória Poética – Poesia Reunida”, recebeu o Prêmio da APCA, como o Melhor Livro de Poesia de 2003, tendo sido, também, finalista do Prêmio Jabuti.

Dedicou-se por mais de 15 anos à poesia de Portugal, junto à Universidade de Coimbra, frequentando a Oficina da Poesia, dirigida pela ensaísta e professora Graça Capinha, onde fazia leitura de poemas. Em Portugal, terra de seus pais, tem 20 livros publicados – 19 de poesia e 1 novela. Essa trajetória começou quando representou o Brasil no III Encontro Internacional de Poetas na Universidade de Coimbra, em 1998, a convite de Graça Capinha, tendo sido, então, o nome mais discutido do evento. Em 2010, foi homenageado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pelo Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado, então presidida por Antônio de Almeida e Silva, nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesa, celebrado em 10 de junho, por sua contribuição à cultura luso-brasileira à qual sempre se dedicou. Em 2019, recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de Anadia, Portugal, onde nasceu a sua mãe, em que foi a figura central do evento. Foi o poeta homenageado no X Encontro de Poetas Ibero-americanos, em 2007, em Salamanca, Espanha, neste ano dedicado à Literatura brasileira, convidado pelo poeta peruano-espanhol Alfredo Pérez Alencart, professor da Universidade de Salamanca, quando recebeu o título de “Huésped Distinguido de Salamanca”, outorgado pela Prefeitura da cidade. Teve publicada, no evento, uma antologia de poemas “Habitación de Olvidos”, com 370 páginas, com seleção e tradução de Alfredo Perez Alencart. Tem oito livros publicados na Espanha, cinco traduzidos pela poeta espanhola Montserrat Villar González e três por Alfredo Perez Alencart e Jaqueline Alencart. Um desses livros faz parte da mais importante Coleção de Poesia de Espanha, dirigida pelo poeta Antonio Colinas. Participa de mais de 70 antologias de poesia e contos no Brasil e em vários países. É traduzido para o alemão, espanhol, francês, húngaro, italiano, inglês, japonês e servo-croata. 

 

ISBN 978-65-89331-35-3. Poesia. R $40,00, 100 p., 14x21cm, brochura.

Lançamento virtual em 1º de março de 2022, pelo Instagram, Twitter e Facebook.


A CASA DE JOÃO FERNANDES VIEIRA: O RESTAURADOR DE PERNAMBUCO, de Cláudio Aguiar (02/03)

Sobre o livro:


Edificada numa das oito colinas da antiga vila de Olinda, diante do Mosteiro de São Bento, monumento religioso erguido nas últimas décadas do século XVI, a Casa de João Fernandes Vieira faz parte de um cenário visitado por gerações que passaram por esta colina, para desfrutar de seu Pátio, como espaço de contemplação e meditação. Além disso, nesse rincão colonial, em 1827, foi instalada a primeira Faculdade de Direito do Brasil, criada em 11 de agosto, no mesmo dia que a de São Paulo. Um de seus alunos, o romancista José de Alencar, então com 19 anos, descreveu de maneira definitiva o local e seu entorno em ‘ A  Alma do Lázaro’. Tombada em julho de 1865 por iniciativa do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, vem mantendo a tradição de reverenciar o seu mais ilustre morador, João Fernandes Vieira, Mestre de Campo do Terço de Infantaria de Pernambuco, que, a partir de julho de 1645, assumiu a liderança da resistência revolucionária contra os invasores holandeses. Ao lado de outros importantes insurgentes, após quase dez anos de intensas lutas, alcançaram a vitória, expulsando, por fim, os flamengos e restaurando a Capitania de Pernambuco, passando a ser chamado de o  Restaurador de Pernambuco. Em 2012, os Mestres de Campo, João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiros, Antônio Filipe Camarão, Henrique Dias, Antônio Dias Cardoso e Francisco Barreto de Menezes tiverem finalmente seus nomes inscritos no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. 

 

Apresentação de Arno Wehling e prefácio de Reinaldo Carneiro Leão.

Sobre o autor:


Cláudio Aguiar formou-se pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e é Doutor pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Pertence a diversas entidades literárias e culturais brasileiras, entre elas, a Academia Pernambucana de Letras, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), a Academia Carioca de Letras e o PEN Clube do Brasil. Presidiu a Fundação Miguel de Cervantes de Apoio à Pesquisa e à Leitura da Biblioteca Nacional. Publicou mais de 30 livros, entre romances, ensaios, teatro e poesia. Em 2015, conquistou o Prêmio Jabuti com o livro Francisco Julião, uma Biografia (Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2014).

ISBN 978-65-89331-27-8. História. R $140,00. 380 p. il., 21x21cm, capa dura com sobrecapa.  
Lançamento virtual em 2 de março de 2022, pelo Instagram, Twitter e Facebook.



A TRAVESSIA DO TEMPO / LA TRAVERSÉE DU TEMPS, de Philippe Monneveux. Tradução de Oleg Almeida. Ilustrações de Johanna Lanternier (03/03)

Sobre o livro: 


Philippe Monneveux apresenta-nos a sua poesia genuína, gestada no espírito e na tradição da língua francesa, da qual é falante nativo e criador lírico. Em segundo lugar, apresenta-nos a tradução de Oleg Almeida, procedimento com o qual sinaliza a busca de difusão, diálogo e interação, oferecendo aos leitores bilíngues a oportunidade de uma fruição estética comparativa. Prefácio de Aleilton Fonseca.

Sobre o autor:


Philippe Monneveux nasceu em 1952, em Tourcoing, França. Viajou por vários países e morou na Argélia, Senegal, México e Peru. Atualmente, vive no Brasil, em Ilhéus, na Bahia. Publicou os livros de poesia Apaméa (Petit Véhicule, Nantes, 1997) e Haltes dans la lumière (L’Harmattan, Paris, 2000). Recebeu o Prêmio Théophile de Viau, em 2003, e o Prêmio de Poesia da Cidade de Montpellier, em 2004. Também publicou poesia em diversas revistas francesas. A coletânea de seus poemas Circonstances e sua tradução para o espanhol foram publicadas na revista mexicana Otra Gaceta. Recentemente, publicou, em colaboração com o poeta argentino Julian Luna, uma série de textos escritos em espanhol, sob o título  ‘Armonia de Contrastes, poesia a dos voces’ (Milena Caserola, Buenos Aires, 2021). Também é autor de diversos ensaios (em francês) sobre a poesia francesa, peruana, brasileira e haitiana.

Sobre o tradutor:


Oleg Almeida nasceu em 1971, na Bielorrússia. Mora no Brasil desde 2005. É poeta, ensaísta e tradutor, sócio da União Brasileira de Escritores (UBE/SP), colaborador das mídias impressas e eletrônicas. Autor dos livros de poesia Memórias dum hiperbóreo (2008), Quarta-feira de Cinzas e outros poemas (2011), Antologia cosmopolita (2013) e Desenhos a lápis (2018), além de numerosas traduções do russo (Tolstói, Dostoiévski, Púchkin) e do francês (Baudelaire, Pierre Louÿs).

Sobre a ilustradora:


Johanna Lanternier nasceu em 1990, no sudoeste da França. É ilustradora e gravadora formada em 2019 pela Escola de Belas-Artes de Paris. Seu trabalho gráfico gira em torno do encontro, quimérico ou real, e de seu registro. Atualmente, vive e trabalha na região dos Landes, na França, e mantém inúmeras correspondências com artistas de todo o mundo.

ISBN 978-65-89331-33-9. Poesia. Edição bilíngue. R$40,00. 100 p., 14x21cm, brochura.  
Lançamento virtual em 3 de março de 2022, pelo Instagram, Twitter e Facebook.

 

Instagram: @ibislibris

Facebook: Ibis Libris Editora

Twitter: @ibislibrised

A exposição “Referências Abstratas”, do italiano Renzo Eusebi, pode ser vista até o dia 12 de março no Espaço Cultural Correios Niterói/RJ

 
A geometria de vanguarda de suas obras homenageiam o centenário da Semana de Arte de 22, com curadoria da Tartaglia Arte

artista plástico italiano Renzo Eusebi apresenta a exposição itinerante “Referências Abstratas”, no Espaço Cultural Correios Niterói, em sua terceira fase, após ter passado pelo Círculo Ítalo Brasileiro, em Florianópolis, e pelo Centro Cultural Correios RJ, com curadoria da Tartaglia Arte (Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez), e texto crítico do historiador de arte Giorgio Di Genova.
 
A mostra chega  para homenagear o Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 que, assim como o artista,  trouxe modernas tendências das artes plásticas, com formas que chocaram os apreciadores de uma arte mais comportada. Era um novo momento de vanguarda que se iniciava e que influenciou diversos artistas ao longo do século, em todas as artes. 

As obras de RENZO EUSEBI são de estilo construtivista, de formas geométricas, esmaltes em tábuas de madeira mista. São pinturas em madeira, chamadas de ‘OPERA’  e algumas esculturas, chamadas ‘PITTUSCULTURA’.


“Um conjunto de elementos abstratos combinados, sistematicamente repetidos, revestidos com variações cromáticas primárias infinitas, sobre as mesmas construções básicas que apresentam combinações visuais surpreendentes”, explica Eusebi.

Renzo Eusebi nasceu em Patrignone di Montalto Marche (A.P.) em 18/04/1946. Dos anos 70, até o presente, exibiu seus trabalhos em mais de 160 exposições individuais e coletivas.

Seus itinerários artísticos variam das mais importantes cidades italianas às europeias e americanas.
As feiras internacionais de arte contemporânea moderna são numerosas desde Basileia, nos anos 80, passando por Nova York, Chicago, Los Angeles, São Francisco, Filadélfia, Atlanta, Dallas, Gant, Pádua, Verona e, finalmente, a Art Fair Hangzhou (China).


Suas obras podem ser encontradas em coleções públicas e privadas em várias cidades italianas e estrangeiras.

Nos anos 90, ele foi um membro fundador do Transvisionismo e, mais tarde, do G.A.D. Grupo de Aniconismo Dialético de Giorgio di Genova.

“A geometria é, há anos, o tema básico das composições de Renzo Eusebi, outro expoente do Grupo de Aniconismo Dialético. Renzo, sempre exigente, é uma espécie de reificação de um concreto e, ao mesmo tempo, decomposição, mas apenas pelo uso das três cores primárias, neoplásicas, na direção suprematista, realizadas com mesas pintadas com tinta compacta, dispostas com inclinações que seriam fortemente estigmatizadas por Mondrian, mas não por Malevič. “, explica Giorgio Di Genova.

SOBRE A ARTE DE RENZO EUSEBI.

A produção atual de Renzo Eusebi tem uma longa história de fases.

De fato, após os primórdios neo-surrealistas, nos quais declinou de forma pessoal tanto a lição do Buchi de Lucio Fontana quanto o materialismo de Alberto Burri, incluindo a inserção da vestimenta pessoal no magma material, chegou a um período de pinturas primorosamente materiais, para as mais monocromáticas, e de esculturas metálicas pintadas, secando progressivamente a matéria pictórica em camadas planas e compactas das três cores primárias, à semelhança da lição de Mondrian, que o fez chegar a um pictórico limpo e bem iluminado purismo.

É desses pressupostos que nascem os trabalhos atuais, que objetivaram as áreas geométricas do baixo relevo com elementos de madeira, quase as espessuras do materialismo anterior foram filtradas na direção de um neoconcretismo, que, em um exame mais atento, mudou o de Mondrian. lição neoplástica para o suprematismo de Malevič no contexto de uma repetição variada de racionalidade espacial e cromática límpida.

Em trabalhos materiais anteriores Renzo misturou fragmentos de areia, vidro e pedra com o magma dos pigmentos, em um vórtice pictórico que devolvia seu temperamento impulsivo da época, especialmente de Sturm und Drang de um neo-informal muito pessoal. Não havia mais roupas, mesmo íntimas, embebidas de matéria cromática, para uma espécie de homenagem a Burri, não havia mais buracos na tela, uma homenagem, também para uma espécie de homenagem à aula de Fontana, porque o próprio material tinha Tornou-se um tecido cromático, no qual os buracos foram introjetados, formando crateras entre as asperezas da superfície, muitas vezes resgatadas pelo gestualismo alado, que às vezes se enrolava. É sabido que depois da tempestade sempre há calmaria.

O mesmo aconteceu com Eusebi, que depois de Sturm und Drang chegou à calma de uma proporção executiva estudada, que, não esquecendo seu passado escultórico, fez os elementos de madeira coloridos descerem das superfícies das pinturas para criar novas esculturas, para conquistar verticalmente o espaço habitado.

O neoconcretismo de parede deu assim origem a um neoconcretismo plástico, recuperando uma memória antiga, a da escultura colorida como era antes, devido aos mal-entendidos de Winckelmann, a escultura em mármore branco se espalhou.

As esculturas de Renzo, jogadas nas combinações de elementos de vários tamanhos e estruturas, bem como agrupadas numa dialética cromática de brancos e pretos com amarelos, vermelhos, azuis, são alegres e visualmente muito leves. No entanto, como aconteceu recentemente, em Lamezia Terme, uma cidade no sul da Itália, eles podem se tornar monumentos coloridos voando em direção ao céu em uma praça. Afinal, Renzo Eusebi, como atesta a exposição 2019-20 no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro, em que muitas de suas obras foram penduradas no teto, a conquista do espaço é um desafio que potencializa sua criatividade muito móvel.
(Giorgio Di Genova, Historiador e Crítico de arte, autor da enciclopédia da “História da arte italiana do século XX”.)

WIKIPEDIA

SOBRE A TARTAGLIA ARTE

A Tartaglia Arte foi fundada em 1950 como um estúdio de pintura pelo artista Piero Tartaglia, então conhecido como Piery. Após alguns anos, criou um ponto de referência e encontro cultural com outros artistas e jovens talentos onde, sob a orientação do Mestre, desenvolveram seu estilo pessoal. A paixão avassaladora de Tartaglia  pela expressão pictórica com explosões de cor pura e contrastes violentos que tornam a tela viva, deu vida à Escola do Disgregacionismo.  Posteriormente fundou as Galerias, para exposição permanente de seus trabalhos e os de seus alunos, e que hoje são dirigidas pelo filho Riccardo.

O amor pela arte e uma visão cultural ampla são as peculiaridades deste grande artista, e representam sua herança moral e espiritual. Herança que continua sendo representada por Riccardo Tartaglia, que trabalha com a mesma seriedade e tenacidade na propagação da arte, através de exposições e eventos internacionais. Mas tudo com a assinatura de Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez (Membro da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro e Embaixatriz Cultural com Honoris Causa, pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina – Honra da Arte de Florianópolis), o que confere um atestado de credibilidade e sensibilidade criativa.

SERVIÇO


Exposição: Referências Abstratas
Artista: Renzo Eusebi @eusebirenzo
Curadoria: Tartaglia Arte – Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez Tartaglia
@riccardotrataglia  @reginanobreztartaglia
Texto crítico: Giorgio Di Genova (crítico e historiador de arte)
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
 @paula_r_soares
Local: Espaço Cultural Correios Niterói – salão H – 2° andar
Av. Visconde do Rio Branco, 481 – Centro – Niterói – RJ
Abertura: 22 de janeiro de 2022
Visitação: Até 12 de março de 2022
Dias e horários: segunda a sexta, das 11h às 18h
                          sábado, das 13h às 17h
Realização: Tartaglia Arte – tartagliaarte.org
Apoio: Consolato Onorario Italiano – Florianópolis, SC / CIB-SC / Espaço Cultural Correios / Ministério das Comunicações / Pátria Amada Brasil.
Censura livre
Gratuito
Acessibilidade
Uso de máscaras e apresentação da carteira de vacinação são obrigatórias.
 
Fotos: Marcelo Wance @marcelo_wance 

Museu Janete Costa de Arte Popular prorroga a exposição “Tudo que move é sagrado”

Devido ao grande sucesso, a exposição “Tudo que move é sagrado” será prorrogada! Quem ainda não visitou pode conferir a mostra até o dia 17 de abril. E quem já foi pode, novamente, apreciar as sessenta obras de trinta artistas brasileiros, com técnicas diversas, no Museu Janete Costa de Arte Popular. A curadoria é assinada por Jorge Mendes.

Nas peças, recursos manuais, manivelas, motores e vento evidenciam a dinâmica do movimento, justificando o nome da mostra, que é dividida em cinco setores integrados no andar térreo do Museu.

“Esta exposição, mais uma vez, tem como pano de fundo um tema bem atual que dialoga com este momento tão delicado que estamos vivendo: a dificuldade de nos mover e respirar. A exposição está lúdica e colorida e isso se torna um convite também para as crianças virem nos visitar. Para que todos se sintam seguros, o Museu está respeitando todos os protocolos sanitários contra a Covid-19”, explica Daniela Magalhães, Diretora do Museu Janete Costa de Arte Popular.

Logo na entrada, o público pode ver um barco do mestre Fida, seguido de uma grande escultura de sinaleiro confeccionada pelo mestre Laurentino Rosa dos Santos, referência na arte popular brasileira.  Em seguida, cinco cataventos com temáticas diversas e elaborados pelos mestres Zezinho de Arapiraca, Lampião, Zé de China, Kito Catavento e Darci de Resende.

No setor 2, estão expostas quinze obras, entre brinquedos e esculturas, feitas por artistas diferentes, onde são utilizados recursos variados, com o intuito de proporcionar movimento e vida aos trabalhos.

O setor seguinte, intitulado ‘Mestre do movimento’, faz uma homenagem ao artista e ceramista de Niterói, Adalton Fernandes, falecido em 2006, e considerado um dos grandes mestres nesse tipo de trabalho. Suas obras pertencem a coleções particulares e se encontram em vários museus. As cenas criadas por esse inventivo escultor são dotadas de movimento e retratam a vida urbana: festas e atividades do povo.

Seguindo o percurso, o visitante vai se deparar com ‘Dança dos ventos’, homenageando Iansã.

Por fim, tem o ‘Teatro de mamulengo’, com a instalação de seis pequenas barracas, inspiradas no formato utilizado no município de Glória do Goita, em Pernambuco, onde estão presentes os trabalhos dos mestres Miro Solon, Saúba, Tonho, Titinha, Bel e Bila.

“Em momento tão difícil na história da humanidade, quando as dificuldades de nos mover e respirar nos fazem refletir sobre os valores da vida, a arte inspira e traz esperança em dias melhores”, finaliza o curador.

Protocolos Sanitários

É necessário apresentar o comprovante de vacinação em dia, no formato impresso ou digital, acompanhado de um documento com foto. Todos os protocolos sanitários de combate à COVID-19 são seguidos.

Serviço:

Exposição “Tudo que move é sagrado”, curadoria de Jorge Mendes

Até 17 de abril de 2022

Onde: Museu Janete Costa de Arte Popular

Endereço: Rua Presidente Domiciano, 178, Ingá, Niterói-RJ

Telefone: (21) 2705-3929

Visitação: de terça a domingo, das 11h às 17h

O Museu estará aberto até esta sexta, dia 25 de fevereiro, e retornará as atividades, na próxima quinta, dia 3 de março.

Entrada gratuita

Fotos: Leo Zulluh.

Fevereiro Laranja: mês da conscientização sobre a leucemia

 

Estimativas do Inca indicam a importância do diagnóstico precoce e da doação de medula óssea para transplante. Dados do Complexo Hospitalar de Niterói de 2021 mostram que 16% do total de pacientes internados na unidade de transplante do hospital era portador da doença

Fevereiro é marcado pela urgência do diálogo sobre a conscientização do diagnóstico precoce da leucemia. Isso porque, a campanha Fevereiro Laranja tem o objetivo de informar a população sobre a doença e estimular a doação de medula óssea. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mais de 10 mil novos casos de leucemia serão diagnosticados em 2022 no Brasil. Dados do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN) corroboram a estatística: só em 2021, 16% de todos os pacientes internados na Unidade de Hematologia e Transplante de Medula Óssea do hospital eram portadores da doença. Atualmente, o hospital é responsável por 50% dos transplantes de medula no estado do Rio de Janeiro.

Roberto Magalhães, coordenador de hematologia do CHN, destaca a importância do diagnóstico precoce da leucemia e da doação de medula óssea. “A leucemia é um tipo de câncer no sangue; estar atento aos sintomas e manter os exames de rotina em dia é fundamental. Por isso, essa campanha é necessária para que todos estejam conscientes da importância do diagnóstico precoce e de tornarem-se doadores de medula”, afirma.

No último ano, o CHN realizou 107 transplantes de medula óssea. Desse total, 19 foram alogênicos, para o tratamento da leucemia aguda. Dados do Registro Nacional e Internacional de Transplantes comprovam que a leucemia aguda é a principal indicação de transplante alogênico no Brasil e no mundo.

“Existem tratamentos muito eficazes para melhorar a qualidade de vida do paciente, como o transplante de medula óssea, que ainda é cercado de muitas dúvidas. Além de tratamentos clínicos modernos, como a terapia-alvo molecular e o uso de anticorpos monoclonais biespecíficos, que estimulam o organismo do próprio paciente a combater a doença. Essas terapêuticas estão disponíveis em centros de referência em hematologia, como o CHN, que está equiparado às grandes unidades mundiais no cuidado ao paciente onco-hematológico”, explica o especialista.

Causas, fatores de risco e tratamento para leucemia

 

A leucemia atinge os glóbulos brancos e pode ser conhecida pela sua forma crônica ou aguda: em sua classificação crônica, os glóbulos brancos ainda conseguem cumprir seu papel de forma normal, e a condição evolui lentamente; já na aguda, eles não conseguem fazer nenhum trabalho das células sanguíneas, e a doença avança de forma rápida, transformando-se em uma emergência médica.

Segundo Magalhães, existem alguns fatores de risco que devem ser observados, como o histórico genético familiar de doenças sanguíneas; se a pessoa já recebeu outros tratamentos de câncer no passado com quimioterapia ou radioterapia; se houve exposição ocupacional à radiação e a agentes petroquímicos e tabagismo, pontos que devem ser levados em consideração no momento do diagnóstico.

Quando se fala em sintomas, o hematologista destaca anemia, palidez, fraqueza, cansaço, palpitação, hematomas e sangramento na gengiva e no nariz como os sete dos principais sinais que o paciente deve considerar como alerta.

O diagnóstico de casos crônicos desse tipo de câncer é feito por meio de exame de sangue de rotina e confirmado pelo hematologista por intermédio de testes mais específicos. Segundo Roberto Magalhães, quanto mais cedo o quadro for reconhecido, mais chances de cura o paciente tem.

O tratamento é feito de acordo com o perfil de cada indivíduo e com o estágio em que a doença se encontra. “O transplante de medula óssea é a melhor alternativa terapêutica para as leucemias agudas de alto risco e que não responderam bem ao tratamento inicial, sendo a única opção de cura. Já as leucemias crônicas e de baixo risco seguem o tratamento clínico, com sessões de quimioterapia, imunoterapia e terapia-alvo molecular”, esclarece o hematologista do CHN.

Segundo ele, pessoas de todas as idades estão suscetíveis à leucemia, e não realizar os exames de rotina pode levar à detecção tardia e prejudicar o sucesso do tratamento. “Quanto mais cedo for identificada a doença, há mais chances de cura e de qualidade de vida para o paciente”, finaliza Roberto.