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Documento consolida diretrizes para a gestão de 529 hectares de Mata Atlântica urbana e recursos hídricos estratégicos; iniciativa é fruto de parceria entre Prefeitura, CBH-BG e AGEVAP
A Prefeitura de Niterói, em parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH-BG) e a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), entregou o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) dos Morros da Guanabara, consolidando um marco histórico para a política ambiental do município. O documento estabelece diretrizes técnicas, legais e participativas para a gestão da unidade de conservação pelos próximos dez anos.
Criada em 2014 e requalificada em 2022, a APA dos Morros da Guanabara abrange 529,87 hectares de Mata Atlântica urbana e áreas estratégicas para a preservação de recursos hídricos, proteção de encostas e manutenção da biodiversidade da região. O plano é resultado de um processo participativo iniciado em agosto de 2025, com oficinas e debates envolvendo moradores, especialistas, órgãos públicos e representantes da sociedade civil.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Gabriel Velasco, destacou a importância do documento para o futuro da cidade.
“O Plano de Manejo da APA dos Morros da Guanabara é a concretização de um compromisso com as gerações futuras de Niterói. Produzimos um instrumento técnico e participativo que define com clareza como proteger os morros da região Norte da cidade, que abastecem nossos rios, preservam nossas encostas e garantem qualidade de vida para dezenas de milhares de moradores”, afirmou o secretário.
O documento divide a APA em quatro zonas com diferentes regras de uso e ocupação, estabelecendo níveis de preservação, controle urbano e incentivo ao uso sustentável do território. O plano também prevê cinco programas estratégicos voltados à gestão da unidade, educação ambiental, conservação da fauna e flora, recuperação de áreas degradadas e fortalecimento da governança participativa.
Para o geógrafo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Thiago Leal, o plano reforça o papel da APA dentro de uma lógica ambiental integrada em escala metropolitana.
“O que ficou evidente ao longo desse trabalho é que a APA dos Morros da Guanabara não é uma ilha verde isolada, ela é parte de um sistema ecológico que conecta Niterói a São Gonçalo, sendo de grande relevância para a Região Metropolitana. O zoneamento e os programas de gestão que construímos, com a participação da comunidade, criam as bases para que essa conectividade seja preservada e ampliada. É um plano que enxerga o território com a complexidade que ele merece”, explicou.
Um dos pontos estratégicos do plano é justamente a integração da APA ao chamado “Mosaico Leste”, corredor ecológico que conecta unidades de conservação de Niterói, São Gonçalo e Maricá, fortalecendo a preservação ambiental na Região Metropolitana.
O trabalho integra um programa regional de elaboração de planos de manejo para unidades de conservação municipais em sete cidades do estado do Rio de Janeiro. O especialista em Recursos Hídricos da AGEVAP, Gabriel Macedo, ressaltou o caráter colaborativo e técnico do processo.
“Na minha visão, foi um processo enriquecedor, tanto em nível técnico quanto institucional, na medida em que pudemos identificar as nuances administrativas e técnicas entre cada prefeitura e unidade de conservação. Foi muito gratificante ver o empenho, o interesse e a participação efetiva das partes envolvidas no processo e saber que o plano de uso e ocupação do solo da APA, que orienta e propõe ações para o local, será executado por pessoas comprometidas e competentes”, destacou.
O Plano de Manejo prevê ainda um sistema de monitoramento anual, com metas e indicadores para acompanhar a implementação das ações ao longo da próxima década. Para os cerca de 60 mil moradores do entorno da APA, o documento representa um avanço importante para a proteção ambiental, a redução de riscos em encostas e a preservação de nascentes e áreas verdes da cidade.
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A segunda fase do Festival di Teresa 2026 já tem data e local: de 28 a 31 de maio, no Palácio de Cristal, em Petrópolis
Depois do sucesso da primeira etapa na cidade de Teresópolis realizada nos dias 07 a 10 de maio, o evento chega ao coração da Cidade Imperial para dar continuidade a essa temporada italiana apaixonante na Serra. Serão dias de gastronomia, pratos exclusivos, atrações culturais e ambientes preparados para surpreender o público.
A Itália e a Serra seguem de mãos dadas em um festival que valoriza cultura, tradição, turismo e experiências saborosas.
Dezenas de expositores, centenas de horas de música, dança e cultura.
Serviço
Festival di Teresa 2026 – 2ª fase
Data: 28 a 31 de maio
Local: Palácio de Cristal – Rua Alfredo Pachá, s/nº, Centro, Petrópolis
Informações: (21) 97137-1491
Realização: Mox Produções
Patrocínio: Enel Brasil e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro
Apoio institucional: Prefeitura de Teresópolis, Prefeitura de Petrópolis, InterTV, Abrasel e Consulado Geral da Itália.
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O professor da Universidade Federal Fluminense Waldeck Carneiro e a ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz, Nísia Trindade realizam, na próxima quarta-feira, 27 de maio, às 20h, uma aula pública gratuita no Bar Souza Lima 13, na Glória, no Rio de Janeiro.
Com o tema “40 anos da eleição da Assembleia Constituinte: legado para as áreas de educação e saúde”, o encontro propõe uma reflexão sobre os impactos da Constituição de 1988 na consolidação de direitos sociais fundamentais no Brasil.
A atividade pretende aproximar do público debates muitas vezes restritos aos espaços acadêmicos, e discutir os avanços, desafios e transformações produzidos pela Constituição nas áreas da educação pública e da saúde.
A escolha dos convidados dialoga diretamente com o tema: Waldeck Carneiro é referência na área da educação, assim como Nísia Trindade, também professora universitária e que construiu sua trajetória acadêmica e institucional na saúde pública e na sociologia.
“O objetivo é manter viva a memória de um período decisivo da democracia brasileira e refletir sobre os legados da Constituição para direitos fundamentais como educação e saúde”, afirma Waldeck Carneiro.
Já Nísia Trindade reforça o convite e a importância do evento: “É uma aula aberta, gratuita, sobre os 40 anos da Constituição cidadã. E nesses 40 anos vamos conversar sobre o legado da Constituição para a saúde e para a educação”.
SERVIÇO
Aula Pública com Nísia Trindade e Waldeck Carneiro
Tema: “40 anos da eleição da Assembleia Constituinte: legado para as áreas de educação e saúde”
Data: 27 de maio de 2026 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Bar Souza Lima 13 — Rua Santo Amaro, 21, Glória, Rio de Janeiro (RJ)
Entrada gratuita
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Moradores da Palmeira e do Morro do Pimba também terão obras de infraestrutura e contenção de encostas
O prefeito Rodrigo Neves anunciou, nesta sexta-feira (22), durante visita à Comunidade da Palmeira, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, a implantação de uma nova unidade do programa Médico de Família. A ação faz parte da programação da Prefeitura Móvel e atende a uma antiga reivindicação dos moradores da região.
O novo serviço de saúde será instalado em um imóvel que será desapropriado nas proximidades da comunidade. A expectativa é que a equipe do Médico de Família comece a atender ainda no segundo semestre deste ano.
“Estamos aqui na Palmeira, no bairro do Fonseca, cumprindo agendas do Prefeitura Móvel, e viemos anunciar alguns investimentos na Comunidade. A primeira coisa é o Médico de Família, esperado há muito tempo. A gente está desapropriando uma casa aqui na região e a previsão é que, no segundo semestre deste ano, já teremos uma unidade do Médico de Família aqui”, destacou o prefeito.
Além do novo serviço de saúde, o prefeito anunciou intervenções importantes de infraestrutura para a Comunidade da Palmeira. O projeto contempla a construção de cortina atirantada com solo grampeado, além da instalação de drenos e canaletas de drenagem na Travessa Franklin Gonzaga. A medida é essencial para garantir estabilidade e segurança na área. O prazo de execução das obras será de até dez meses, contados a partir da emissão da ordem de início.
“A gente já fez muitas obras de contenção de encostas e isso vai dar tranquilidade para as famílias que moram nessa região. A Palmeira merece essas conquistas”, afirmou Rodrigo Neves.
Além das melhorias previstas para a Palmeira, também estão previstas intervenções em três travessas do Morro do Pimba: Travessa Maria José Ladeira, Travessa Dr. Chiquito e Travessa Jucélia. As melhorias incluem recuperação das escadarias, instalação de guarda-corpo e construção de novos acessos, com o objetivo de ampliar a segurança e a mobilidade dos moradores.
O prazo de execução dessas obras será de até três meses, também contados a partir da emissão da ordem de início. Os serviços serão executados pela ION – Empresa Municipal de Infraestrutura e Obras de Niterói.
Mais atividades na Arena Esportiva do Ponto Cem Réis
Durante as agendas do Prefeitura Móvel desta sexta-feira (22), a Prefeitura de Niterói anunciou o lançamento do edital de chamamento público para a gestão da Arena Esportiva do Ponto Cem Réis, tradicionalmente conhecida como Campo do Mineirinho. A medida busca selecionar organizações da sociedade civil ou entidades esportivas para administrar o espaço, promovendo atividades esportivas, de lazer, cidadania e inclusão social para a comunidade da região.
Com os anúncios, a Prefeitura de Niterói reforça o compromisso com a saúde de qualidade, a segurança urbana e o incentivo ao esporte nas comunidades da cidade, levando cidadania e infraestrutura para quem mais precisa.
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Com alta demanda global e déficit de profissionais qualificados, carreira na manutenção aeronáutica ganha força no país e abre oportunidades para jovens, mulheres e profissionais 50+
A expansão do setor aéreo global tem aumentado a demanda por profissionais especializados na manutenção de aeronaves. Com companhias aéreas ampliando operações, renovando frotas e retomando rotas internacionais, a procura por mecânicos de manutenção aeronáutica cresceu no Brasil e passou a abrir novas oportunidades de carreira em um segmento ainda pouco conhecido do grande público.
Segundo projeções da Boeing, a aviação comercial deverá demandar 2,37 milhões de novos profissionais até 2044. Desse total, cerca de 710 mil vagas serão destinadas a técnicos de manutenção aeronáutica — profissionais responsáveis por garantir segurança operacional, inspeções técnicas e a disponibilidade das aeronaves.
Na América Latina, a expectativa é de que o setor precise de aproximadamente 42 mil novos técnicos nas próximas décadas, acompanhando o crescimento do tráfego aéreo e a expansão das companhias na região.
No Brasil, o movimento já começa a ser sentido pelas escolas de formação e pelas empresas do setor. A busca por cursos técnicos ligados à aviação aumentou nos últimos anos, impulsionada pela alta empregabilidade e pela necessidade de mão de obra qualificada.
“O mercado vive uma falta significativa de profissionais técnicos. Hoje, muitas empresas enfrentam dificuldades para ampliar operações porque não encontram equipes suficientes para atender a demanda”, afirma Lito Sousa, fundador da Lito Academy.
Criada durante a pandemia, a Lito Academy surgiu com foco na formação de profissionais da aviação e hoje atua na capacitação de mecânicos, comissários e outros profissionais do setor. Segundo a empresa, a instituição forma cerca de 2000 mecânicos por ano e registra índice de empregabilidade de aproximadamente 70%.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que o Brasil possui cerca de 15 mil mecânicos de manutenção aeronáutica registrados na ANAC. Apesar do número, a demanda do setor continua elevada. Outro dado que chama atenção é a baixa participação feminina na profissão. Hoje, apenas 835 mulheres atuam como mecânicas de manutenção aeronáutica no Brasil.
“A aviação técnica ainda é vista como um ambiente predominantemente masculino, mas isso vem mudando. As empresas têm buscado profissionais cada vez mais diversos e qualificados, colocando inclusive vagas positivas para diminuir essa diferença”, diz Lito.
Para atuar na área, é necessário concluir um curso homologado pela Anac, com duração média de dois anos. A formação inclui especializações em Célula, Grupo Motopropulsor (GMP) e Aviônicos, áreas responsáveis pela estrutura física da aeronave, motores e sistemas eletrônicos.
Além da formação técnica, a Lito Academy aposta em um modelo que aproxima os alunos do mercado ainda durante o curso. Por meio de parcerias com companhias aéreas e oficinas homologadas, muitos estudantes conseguem ingressar em estágios remunerados já nos primeiros meses de formação, iniciando antecipadamente a experiência prática exigida pela Anac para obtenção da licença definitiva de atuação.
Embora a carreira de piloto concentre maior visibilidade, a manutenção aeronáutica tem se destacado pela rápida inserção no mercado. Segundo a Lito Academy, a proximidade com empresas do setor tem facilitado o acesso dos estudantes às primeiras oportunidades profissionais ainda durante a formação.
“Os aviões no futuro poderão voar sem pilotos, mas sempre precisarão de mecânicos para consertar a máquina. É uma profissão que deve sobreviver à nova era da aviação”, afirma Lito Sousa.
A remuneração também chama atenção. Dependendo da especialização, do domínio do inglês e do tempo de experiência, os salários podem variar de R$ 3 mil em posições iniciais até mais de R$20 mil em cargos mais sêniores em companhias aéreas internacionais que operam no Brasil. O setor também registra alta demanda de profissionais brasileiros no exterior, especialmente em países como Canadá, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos.
O setor também passou a atrair profissionais em transição de carreira e pessoas acima dos 50 anos, movimento que ganhou força após a pandemia. Segundo a Lito Academy, mais de 15% dos alunos com 50+ anos buscaram formação em manutenção aeronáutica na escola desde 2020.
Sobre Lito Group
Fundado por Lito Sousa e Mila Seidl, o Lito Group é um ecossistema de negócios voltado ao setor aeronáutico que reúne verticais de conteúdo, educação e projetos ligados à cultura de segurança operacional. O grupo é responsável pelo Aviões e Músicas, um dos maiores hubs de conteúdo de aviação do mundo, com mais de 6 milhões de seguidores nas redes sociais, além da Lito Aviation Academy, escola homologada pela ANAC voltada à formação de pilotos, mecânicos de aeronaves, comissários de bordo, engenheiros do ar e outros profissionais da aviação. A companhia também desenvolve treinamentos corporativos para empresas de diferentes setores, com foco em cultura de segurança, alta performance e gestão de equipes, além de palestras e cursos para passageiros com medo de voar. Saiba mais em: Lito Academy.
Sobre Lito Sousa
Lito Sousa é especialista em aviação, empresário e fundador do Lito Group. Criador do canal Aviões e Músicas (curiosidades, histórias e conteúdo para superar o medo de voar de avião), reúne uma comunidade de mais de 6 milhões de pessoas, somando YouTube e redes sociais, consolidando-se como uma das principais vozes da aviação no Brasil. Com mais de 40 anos de experiência no setor, atuou como mecânico e supervisor de voo em companhias como Varig, Transbrasil e United Airlines, além de ser piloto privado e especialista em fatores humanos. Também lidera a Lito Aviation Academy, escola homologada pela ANAC voltada à formação de profissionais da aviação.
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O Instituto Quintal de Ana completa 25 anos de história cultivando, em cada coração, uma atitude adotiva — capaz de transformar a sociedade pelo amor, pela inclusão e pelo pertencimento. Para celebrar essa trajetória, o Quintal apresenta, com o apoio do Grupo Mulheres do Brasil e da Prefeitura Municipal de Niterói, a exposição fotográfica “Cachos de Luz”, com autoria da fotógrafa e artista niteroiense Adriana Oliveira.
A mostra reúne retratos de crianças e adolescentes, dos dois anos à adolescência, incluindo também uma criança atípica, celebrando a diversidade e a beleza que habita em cada diferença. Nesta edição especial, a exposição também coloca em destaque a beleza negra dos cachos, exaltando sua força simbólica, sua identidade e seu papel na valorização da autoestima e da ancestralidade.
Mais do que fotografias, as imagens revelam histórias de vida, raízes de afeto e asas de esperança. Cada retrato é um convite para enxergar além do visível: para acolher com ternura, valorizar a identidade e fortalecer a autoestima das crianças que encontraram no acolhimento e na adoção um espaço de pertencimento.
“Nenhuma criança deve crescer sem amor.”
Essa é a missão que o Quintal de Ana repete há 25 anos — e que agora se traduz em imagens que iluminam o invisível e transformam vidas.
✨ Cachos de Luz é farol. É poesia em forma de imagem. É um chamado para refletir sobre vínculos, diversidade, identidade e o poder transformador do amor.
📅 Abertura: 27 de maio, às 18h
📍 Palácio Tiradentes – Rio de Janeiro
Realização: Instituto Quintal de Ana – 25 anos
Autoria e curadoria fotográfica: Adriana Oliveira
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Na última terça-feira, dia 12, aconteceu a primeira edição do “HAPPY HOUR IN & OUT”, evento que promete inaugurar uma sequência de encontros especiais voltados para networking, experiências e conexões entre profissionais parceiros e suas equipes. O cenário escolhido foi a recém-inaugurada F.Design by Modalle, que recebeu os convidados em um ambiente acolhedor, sofisticado e repleto de estilo.
Com uma atmosfera leve, agradável e descontraída, o encontro proporcionou momentos de integração, troca de ideias e boas conversas, reforçando a importância dos relacionamentos profissionais construídos com proximidade e experiências marcantes.
A F.Design by Modalle chega como uma nova unidade da F.Design, com foco especial em móveis para áreas externas, traduzindo conforto, design e funcionalidade em peças que valorizam os ambientes ao ar livre. O espaço também reúne opções para áreas internas, oferecendo soluções elegantes e contemporâneas para diversos estilos.
Uma experiência inspiradora que já deixou o gostinho de “quero mais”. Vale a visita: Avenida Presidente Roosevelt, 363 – São Francisco, Niterói/RJ.
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Com 15 telas autorais inspiradas na identidade baiana, a exposição “Bahia em Cores”, do artista Menelaw Sete, foi aberta na noite desta terça-feira (19) no auditório da AMAERJ. Inaugurada pelo autor das obras, a mostra reuniu apreciadores da arte, entre eles magistrados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A juíza Ana Paula Cabo, vice-presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal da AMAERJ, representou a Associação no evento.
Para a magistrada, a iniciativa evidencia o diálogo entre a arte e o Direito. “Ambos lidam com experiências humanas, valores, memórias, expressões e formas de enxergar o mundo. É uma interseção relevante porque mostra que a Justiça e a arte não residem em universos separados, mas o contrário: caminham juntas e devem se encontrar na construção de um significado para a humanidade”, ressaltou.
Gratuita e aberta ao público, a exposição recebe visitantes até o dia 5 de junho. O auditório da AMAERJ fica localizado na Rua Dom Manuel, 29, 1º andar, Centro do Rio.
Menelaw Sete tem trajetória internacional e propõe apresentar, em sua arte, a força das origens, a expressividade da cor e a potência simbólica de sua vivência cultural. Em seu processo de criação, o pintor constrói uma linguagem marcada pela liberdade das formas e pela valorização das referências afro-brasileiras, especialmente da cultura iorubá.
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Depois de ter sido vista por mais de 150 mil pessoas, desde que foi inaugurada em junho de 2025no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, de onde seguiu para o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, em dezembro de 2025 – realizada então pelo CCBB Salvador – a maior retrospectiva já feita sobre produção de Vik Muniz chega ao CCBB Rio de Janeiro. Com curadoria de Daniel Rangel, que acompanha a trajetória de Vik Muniz desde 1999, a exposição vai ocupar o térreo e o primeiro andar do CCBB Rio de Janeiro com mais de 220 trabalhos, entre fotografias e esculturas, criadas de 1987 até o momento. “Vik Muniz – A Olho Nu” no CCBB Rio está acrescida de aproximadamente 20 trabalhos, dos quais cinco totalmente inéditos, criados pelo artista este ano especialmente para esta mostra
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) recebe a exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, a maior e mais abrangente retrospectiva do artista Vik Muniz, que ficará em cartaz de 20 de maio a 7 de setembro de 2026. Com curadoria de Daniel Rangel, “Vik Muniz – A Olho Nu” reúne mais de 220 obras, de 43 diferentes séries, entre fotografias e esculturas.
No CCBB Rio de Janeiro, “Vik Muniz – A Olho Nu” terá várias novidades, em relação às etapas anteriores do projeto, com aproximadamente mais vinte trabalhos, entre inéditos, restaurados, recriados em novas versões, e novas edições. A mostra no Rio terá seis novas séries, em relação às cidades anteriores: “Principia” (1997–2002) – interativa –, “Verso” (2008/2012), “Veículos Mnemônicos” (2014/2026), “Museu de Cinzas” (2019/2026), “Colônias” (2014-2016) e “Os Arquivos de Weimar” (2004). Além dos inéditos, muitos desses trabalhos foram raramente exibidos no país.
Será mostrada pela primeira vez no Brasil a escultura “Ferrari Berlinetta” (2014/2026), da série “Veículos Mnemônicos”, vinda da Itália, onde foi produzida em Turim. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik Muniz tinha na infância. Instalada em frente à bilheteria da instituição, no térreo, a escultura já dará uma pista para o público de um dos eixos centrais da exposição: a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais.
Suspensa na Rotunda, estará uma das cinco obras feitas por Vik Muniz este ano, especialmente para esta exposição. Trata-se de “Tropeognathusmesembrinus” (2026), um gigante pterossauro, feito de polímero infundido com cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, devastado por um incêndio em 2018, fato que mobilizou Vik Muniz para o levantamento de recursos para sua reconstrução. Da série “Museu de Cinzas”, a escultura, totalmente inédita, vai “pairar” no ar, com seus 8,20 metros de envergadura, calculada de uma ponta à outra das asas, e 2,55 metros de comprimento, e poderá ser vista também por cima a partir do segundo andar. Cobrindo o chão da Rotunda, estará um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra do artista “Medusa Marinara” (1997), em que o mito greco-romano foi desenhado com molho de tomate. A obra original “Medusa Marinara”, impressão em jato de tinta em papel archival, com 1,70 metro de diâmetro, integra a exposição no primeiro andar.
OUTROS DESTAQUES
Integram também “Vik Muniz – A Olho Nu”no CCBB Rio de Janeiro, da série “Relicário”, as obras “Herói”,um conjunto com dez esculturas em mármore escuro, que se assemelham a pinos de boliche, “Dardos”, em impressão em jatode tinta em papel archival e dardos; e “O segredo”, escultura em técnica mista, na forma de um sino. A série “Relicário” marca um ponto de inflexão na trajetória de Vik Muniz, e é reconhecida pelo próprio artista como um marco em sua produção: foi a partir dela que a compreensão do objeto como imagem se consolidou. O interesse do artista pela fotografia surgiu durante o processo de documentação das esculturas desta série. Nela, as obras exploram intencionalmente a ambiguidade das matérias-primas: o público tem suas expectativas subvertidas, ao se deparar com objetos reconhecíveis produzidos com materiais inesperados. Essa relação paradoxal entre escultura e matéria confere às esculturas um forte caráter irônico e crítico.
É destaque ainda “Família”, da série “Álbum”, um retrato de Vik Muniz na infância, junto de seus pais.
Para esta mostra no CCBB Rio de Janeiro foram restauradas as esculturas em bronze “Nuvem nuvem 1” e “Nuvem 2”, da série “Primeiros Trabalhos”, ambas de 1997, e a escultura “A coisa” (1989), série “Relicário”, em técnica mista.
O artista recriou seis esculturas, a partir de seus originais: “Pódio de balanço” (1988/2026), “Museu de pássaros (1990/2026), “Ética quântica (Infância)”, (1989/2026), e “Flying Dutchman” (1991/2026), da série “Primeiros Trabalhos”; “O grande livro” (1990/2026) e “Mala de mármore (2010/2026), da série “Relicário”.
Dois outros trabalhos que entraram na exposição foram as esculturas “Capacete” (1989/2026) e “Fotografia histórica”, novas edições, 1989/2026, da série “Primeiros Trabalhos”
“Vik Muniz é um verdadeiro ícone das artes plásticas brasileiras. Sua estética única, marcada pela utilização de materiais inusitados para a construção de imagens sublimes, fez com que se tornasse igualmente querido entre especialistas e visitantes. Receber a maior retrospectiva já feita de um criador tão importante e popular reforça a nossa vocação em trazermos a cultura para perto das pessoas, para que todos sejam inspirados por ela”, comenta Sueli Voltarelli, Gerente Geral do CCBB Rio,acrescentando que “em meio ao surgimento de novas tecnologias, Muniz nos faz refletir sobre o papel da imaginação humana como matéria-prima primordial da arte.”
ILUSIONISTA
“Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais. Suas obras possuem camadas que tensionam diferentes questões de cunho poético — aspectos formais e processuais — e político, abordagens e relações que estabelece com o sistema da arte”, afirma Daniel Rangel.
O curador explica que a exposição “Vik Muniz – A olho nu” “propõe um passeio pela produção do artista, desde suas obras tridimensionais, criadas antes do uso da câmera fotográfica, até suas séries de fotos mais conhecidas e as mais recentes. O recorte apresentado inclui esculturas, objetos e mais de uma centena de fotografias nas quais deslocamento de funções e reconfigurações de objetos do mundo estão evidentes e servem como fio condutor da seleção”.
Único filho de mãe mineira e pai cearense, Vik Muniz nasceu em São Paulo, em 1961. Seu pai trabalhava como garçom, e não poupou esforços para apoiar o talento do filho. Aos 22 anos, apenas com o dinheiro da passagem e muita vontade de perseguir seu sonho de ser artista, Vik Muniz foi para Nova York, onde passou a trabalhar e a ser reconhecido, e onde mantém casa e ateliê. O artista também tem casa e ateliê em Salvador, mas é no Rio onde fica baseado, e para onde trouxe seus pais para morarem perto. Seu pai faleceu em maio do ano passado, e esta retrospectiva é dedicada a ele.
Apesar de ser um viajante inveterado mundo afora, onde suas obras pertencem às mais prestigiosas coleções – Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Solomon R. Guggenheim Museum, e Museum of American Art, em Nova York, Estados Unidos; e Tate Gallery, Londres, para mencionar apenas algumas – Vik Muniz se mantém apaixonado pela cultura popular, por suas origens. Sobre este aspecto da exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, o curador Daniel Rangel comenta:
“Esse conjunto aproxima a produção de Vik do universo (pop)ular – seja pela utilização de elementos do cotidiano, pela forma como os organiza ou pelas imagens que produz. Uma amálgama de temas, cores e materiais que pode ser observada em feiras livres, nas ruas e calçadas, nos bairros e festas populares, nas gambiarras, nos filmes da televisão e na liberdade das composições.”
Outro aspecto bastante relevante da mostra no CCBB Rio de Janeiro é o envolvimento e o entusiasmo de Vik Muniz pelo projeto, que permite com que o artista possa ver reunida obras que abrangem o arco cronológico de sua trajetória. E, principalmente, o de estarem juntas não apenas as fotografias que o tornaram mundialmente famoso, mas também as esculturas e objetos, com que começou sua produção. Este fato empolgou de tal forma o artista que fez com que ele se dedicasse não apenas a criar novas obras, como a realizar ideias que por alguma razão não havia podido concretizar antes. É o caso das inéditas “O segredo”, “Herói” e “Dardos”.
DETALHES DAS SÉRIES NOVAS NA MONTAGEM DO CCBB RIO DE JANEIRO
PRINCIPIA (1997–2002)
Na obra “Principia” (1997), técnica mista, 66 x 37,5 x 43,8cm, Vik Muniz investiga o estatuto da verdade associado à imagem fotográfica. Por meio de um visor estereoscópico acoplado – antigo equipamento que produz a ilusão de profundidade – o público vê fotografias que parecem documentar fenômenos complexos, como estruturas biológicas ou reações químicas. No entanto, uma observação mais atenta revela a natureza banal de seus componentes. Por exemplo: aquilo que parece ser um composto orgânico sofisticado, na verdade, é uma batata furada por palitos.A série discute que ver não é necessariamente compreender. Ou seja, toda imagem, por mais convincente que pareça, é sempre resultado de uma construção.
VERSO (2008/2012)
Desenvolvida ao longo de seis anos, a série envolveu pesquisa direta em acervos de instituições como Guggenheim, em Nova York, e Pinacoteca de São Paulo e MASP, em São Paulo, entre outras. Após fotografar a parte posterior de famosas obras de arte em museus, um time especializado de artesãos, artistas e especialistas em cópias de pinturas, reproduziu à perfeição molduras, arranhões, manchas, etiquetas etc. Com esta série, Vik Muniz desloca o olhar para aquilo que permanece oculto. Tradicionalmente associada à verificação de autenticidade, essa face “invisível” concentra marcas do tempo, etiquetas, carimbos, inscrições e vestígios de circulação institucional. São esses marcadores que narram a trajetória material da obra.
Em “Vik Muniz – A Olho Nu”, estão presentes três obras desta série: “Verso (Abaporu)” (2010), a partir da obra de Tarsila do Amaral, de 1928, atualmente exposta no Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires (MALBA), na Argentina; “Verso (Gioconda)” (2012), a partir da obra de Leonardo da Vinci, de 1503-1506, pertencente ao Museu do Louvre, em Paris; e “Verso (Noite Estrelada)”(2008), a partir da obra de Vincent van Gogh, de 1889, exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), nos EUA.
COLÔNIAS (2014–2016)
Desenvolvida durante uma residência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, a série é uma colaboração entre Vik Muniz e o biólogo Tal Danino, que articula arte e biotecnologia na construção de imagens.
As obras são produzidas a partir de células vivas, como células hepáticas e células-tronco. O processo envolve a criação de uma matriz, a transferência do desenho para uma superfície adesiva, seguido pela fixação e o crescimento controlado das células. Posteriormente, elas são registradas por microscopia. As imagens finais são ampliações fotográficas desses arranjos microscópicos.
Ao submeter sistemas biológicos, que são intrinsecamente dinâmicos e imprevisíveis, a esquemas formais predefinidos, a série aproxima o gesto artístico e o método científico. Nesse contexto, a imagem é o resultado de uma negociação entre intenção e comportamento espontâneo da matéria.Ao longo de sua trajetória, Vik Muniz tem explorado a capacidade das imagens de reorganizar a percepção humana a partir de materiais inesperados. Em “Colônias”, ele amplia a discussão sobre representação para o campo da própria constituição do visível. Entre arte e ciência, a série reafirma a imagem como construção: não apenas simbólica, mas também biológica.
VEÍCULOS MNEMÔNICOS (2014/2026)
O ponto de partida são os carrinhos da marca Matchbox, criada em 1953. As miniaturas ficaram famosas por suas reproduções realistas e detalhadas em metal. O nome vem do inglês “caixa de fósforos”: as primeiras peças eram vendidas em embalagens que simulavam esse formato. As obras desta série são reproduções em tamanho real destes carrinhos de brinquedo: o que antes cabia na palma da mão, reaparece como objeto escultórico em escala humana.
Ao realizar esse “salto de escala”, Vik Muniz destaca a maneira com que a memória opera por distorções: ampliando, condensando e reconfigurando experiências. A superfície dos veículos preserva marcas de uso, como lascas de tinta e desgastes, que remetem ao tempo inscrito no objeto original. Isso demonstra que não se trata de idealizar o passado, mas de reconstruí-lo com suas falhas, sugerindo que a memória não é um arquivo intacto, e sim um campo de recomposição contínua. O uso de brinquedos, e a tensão entre objeto, imagem e memória, presente em outros trabalhos da exposição, se dá em “Mnemonic Vehicle No.1 (Ferrari Berlinetta” (2014/2026) no encontro direto com o objeto, ativando a memória por meio da experiência espacial.
MUSEU DE CINZAS (2019-2026)
O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, abrigava um dos maiores acervos da América Latina até ser destruído por um incêndio em 2018. A instituição era uma das favoritas de Vik Muniz e serviu de inspiração para a criação desta série.Nela, o artista recria a imagem de artefatos pertencentes à coleção do Museu, utilizando cinzas recolhidas no local da tragédia e fotografando-as na sequência. Então, as obras apresentam, simultaneamente, o passado da imagem e sua materialidade atual.
Nesta exposição estão presentes, além de “Tropeognathusmesembrinus” (2026), duas fotografias desta série: “Museu Nacional” (2019), uma reconstituição da antiga fachada da instituição; e “Luzia” (2019), uma reconstituição do fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil.
OS ARQUIVOS DE WEIMAR (2004)
Para Vik Muniz, esta instalação é um repositório que abriga (e fermenta) a paranoia, de todas as épocas e de todos os lugares. Na obra, o artista mistura fotos de fotografias encontradas e fotos de documentos com fotos que ele mesmo produziu. Cabe ao público tentar identificar quais são as imagens reais e quais são as “de mentira”.
Vik Muniz iniciou esse inventário durante uma viagem à históricacidade de Weimar, na Alemanha, conhecida por ser berço do Classicismo Alemão e do movimento Bauhaus. Weimar também foi a capital da primeira democracia alemã (1919-1933), um período de grande efervescência cultural e instabilidade política, que terminou com a ascensão do nazismo. Weimar abriga o complexo de memórias do campo de concentração de Buchenwald, marcando o paradoxo entre a cultura artística e o horror nazista. Mesmo antes disso, o artista já havia experimentado a sensação de estar em uma conjuntura de paranoia, pois vivia em Nova York em 2001, quando ocorreram os ataques terroristas às Torres Gêmeas. O clima de desconfiança e tensão se arrastou pelos anos seguintes e Muniz seguiu completando esse “fichário de vestígios”.
PRIMEIROS TRABALHOS (1987/2026)
A trajetória de Vik Muniz no campo das artes visuais começa com a escultura. Suas primeiras investigações artísticas foram marcadas por influências ligadas à Pop Art, Minimalismo, Arte Povera, Happening, Fluxus e Op Art. O artista inicia sua pesquisa com objetos físicos, explorando conceitos fundamentais como: escala, massa e volume. E, desde então, seu interesse está na análise de como as propriedades materiais se relacionam com os mecanismos da percepção humana.
Nas obras desta série, observa-se a presença inicial de temas que seriam aprofundados ao longo de sua carreira, como a construção de ilusões visuais e o jogo entre as dimensões bi e tridimensional na expectativa da experiência estética.
As novidades na exposição no CCBB Rio, em relação às mostras realizadas em Recife e em Salvador em 2025, na série “Primeiros Trabalhos” são as novas edições de três obras: “Capacete”, “Fotografia histórica” e “Ética quântica (Infância)”todas[1989/2026], e as novas versões de “Pódio de balanço” (1988/2026), “Museu de pássaros (1990/2026), “Ética quântica (Infância)” [1989/2026] e “Flying Dutchman” (1991/2026), além das edições originais de “Nuvem 1” e “Nuvem 2” (1997).
LINHA DO TEMPO
No final do percurso da exposição, o público verá uma Linha do Tempo sobre a trajetória de Vik Muniz, que inclui monitores de vídeo para se ver as obras “Shadowgrams”, “Imagens de linha”, “Imagens de Arame”, e uma entrevista feita com o artista.
ITINERÂNCIA
Em setembro de 2026 “Vik Muniz – A Olho Nu” seguirá para o CCBB Brasília e em março de 2027 para o CCBB Belo Horizonte.
SOBRE VIK MUNIZ
Vik Muniz nasceu em 1961, em São Paulo, de pais imigrantes do Ceará e de Minas. Ele tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador, e sua obra questiona e tensiona os limites da representação. Apropriando-se de matérias-primas como açúcar, feijão, chocolate e até lixo, o artista meticulosamente compõe paisagens, retratos e imagens icônicas retiradas da história da arte e do imaginário da cultura visual, propondo outros significados para esses materiais e para as representações criadas.Ele é regularmente convidado como palestrante, professor visitante e artista residente em instituições de ensino de prestígio, como a Universidade Harvard, o MIT, a Universidade de Princeton, Yale, a Sorbonne, Oxford, o Bard College, a Conferência TED e o Fórum Econômico Mundial. “Waste Land”, documentário sobre seu trabalho colaborativo no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, foi indicado ao Oscar em 2010. “Vik Muniz: Fotografia, Mente e Matéria”, publicado pela Aperture em 2025, é sua publicação mais recente. Vik Muniz também se destaca pelos projetos sociais que coordena, partindo da arte e da criatividade como fator de transformação em comunidades brasileiras e criando, ainda, trabalhos que buscam dar visibilidade a grupos marginalizados na nossa sociedade.Em reconhecimento a essas contribuições, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Ele fundou a Escola Vidigal, que oferece atividades extracurriculares em arte, design e tecnologia para crianças da favela Vidigal, no Rio de Janeiro, e abriu o Lugar Comum, uma galeria de arte contemporânea instalada no Mercado São Joaquim, um mercado tradicional de alimentos em Salvador, Bahia
Suas obras integram acervos como: Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Solomon R. Guggenheim Museum, e Museum of American Art, em Nova York, Estados Unidos; e Tate Gallery, Londres.
A relação de suas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, pode ser vista aqui: gnr_vik-muniz_cv.pdf. Vik Muniz é representado pela galeria Nara Roesler.
SOBRE DANIEL RANGEL
Daniel Rangel é mestre em Artes Visuais pela USP, onde cursa o doutorado em poéticas visuais, e bacharel em Comunicação pela UCSal. Curador, pesquisador e gestor cultural com mais de duas décadas de atuação, dirige o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-BAHIA) e é sócio da N+1 Arte Cultura. Foi curador-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia (2021–2023), diretor artístico do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e diretor da Diretoria de Museus da Secult-BA.
Assina a curadoria de “Vik Muniz – A olho nu”, maior retrospectiva do artista; “REVER”_Augusto de Campos, no Sesc Pompeia, eleita melhor exposição individual de artista brasileiro (revista “Select/Celeste”); “Palavra em Movimento”, sobre Arnaldo Antunes, vencedora do APCA 2015; e “Mynameis Ivald Granato”, premiada no Arcanjo de Cultura. Participou de bienais e festivais no Brasil e no exterior, como a 8ª Bienal de Curitiba, as Bienais de Cerveira (Portugal), o Festival Art.br em Nova York e o World BiennialForum.
É autor e organizador de publicações como “Klaxon em Revista”, “Making Biennials in Contemporary Times”, “Luzescrita”, “ReadyMade in Brasil” e “Afonso Tostes: entre a cidade e a natureza”. Também realizou curadorias individuais de nomes como Tunga, Waltercio Caldas, José Resende, Carlito Carvalhosa, Ayrson Heráclito e Rodrigo Braga, além de mostras coletivas como “O Museu de Dona Lina”, “Encruzilhada, Utopias e Distopias” e “Poesis in Praxis”.
SOBRE O CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL RIO DE JANEIRO
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.
Serviço:
Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ
20 de maio de 2026 a 7 de setembro de 2026
Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças.
Entrada gratuita, com retirada na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Atividade lúdica na UMEI Jacy Pacheco ensina regras de segurança e estimula conscientização que vai da sala de aula para casa
A Prefeitura de Niterói, por meio da NitTrans, realizou uma ação da campanha Maio Amarelo voltada para o público infantil, com foco na educação e conscientização para um trânsito mais seguro e humano. A iniciativa “Escola Viva” aconteceu na Unidade Municipal de Educação Infantil Jacy Pacheco, no Barreto, reunindo alunos, educadores, operadores de trânsito e responsáveis em uma atividade prática sobre segurança, na manhã desta nesta sexta-feira (22).
Durante as atividades, os alunos participaram de dinâmicas educativas conduzidas pela equipe da NitTrans, que transformou o ambiente escolar em um espaço de conscientização e aprendizado. O Operador de Trânsito, Manoel Moraes de Alcântara, destacou a importância do trabalho com as crianças.
“Foi um grande prazer participar dessa ação com as crianças, orientando sobre o que é certo e o que é errado no trânsito. A gente conversa com elas sobre a importância de respeitar as regras e também incentiva que levem esse aprendizado para dentro de casa. Muitas vezes, os próprios filhos acabam orientando os pais quando percebem alguma atitude errada, como atravessar fora da faixa ou cometer infrações no trânsito. Esse trabalho é muito importante porque as crianças aprendem desde cedo a importância da segurança, do respeito e da responsabilidade no trânsito, ajudando a construir um futuro melhor para todos.”
A ação foi realizada dentro da unidade escolar e apresentou às crianças noções básicas sobre sinalização, travessia segura, comportamento adequado nas vias e respeito às regras de trânsito. Renata Rangel, diretora da unidade há cerca de 10 meses, destacou a importância da parceria e das ações educativas realizadas dentro da escola.
“Eu acredito que essa parceria é muito importante porque as crianças precisam, desde pequenas, estar conscientes do movimento e da realidade que existe fora da escola. Muitos dos nossos alunos vivem em uma comunidade onde, às vezes, não têm contato direto com placas de trânsito ou semáforos. Por isso, trazer essa vivência para dentro da escola é fundamental, já que, para muitos deles, esse é um dos principais espaços de aprendizado e convivência”, destacou.
O Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização voltado à redução de acidentes de trânsito que busca promover a segurança viária por meio da educação, da reflexão e da mudança de comportamento de motoristas, pedestres e toda a sociedade.