Renato Albani leva a turnê “A Ignorância É Uma Dádiva” ao Qualistage, no domingo, dia 19 de abril

Novo espetáculo marca a fase mais madura da carreira do comediante e já soma sessões extras em diversas cidades

Aos 40 anos, o comediante Renato Albani lança seu novo espetáculo “A Ignorância É Uma Dádiva”, considerado pelo próprio artista o melhor texto de sua trajetória. A nova turnê, que já percorre o Brasil com ingressos esgotados e sessões extras abertas, também chegará à Europa em breve, com alta demanda nas bilheterias.

Antes mesmo da estreia oficial, Albani bateu recorde ao vender mais de 40 mil ingressos em apenas 24 horas, reforçando seu status como um dos nomes mais populares da comédia nacional. Em A Ignorância É Uma Dádiva, o humorista compartilha suas reflexões sobre amadurecimento, redes sociais e a vida moderna, com o olhar crítico e bem-humorado que o consagrou.

“A nossa geração é a última que não cresceu com redes sociais… que ainda lembrava de viver. Nesse show, falo sobre como a internet deu poder para uns fazerem tudo — e para outros, nada”, comenta Albani. Ele ainda brinca: “Na minha época, o bullying era mais leve. Você tinha que sacanear alguém cara a cara, então existia um certo pudor, um respeito”.

Com sessões confirmadas em dezenas de cidades brasileiras, a turnê também desembarca na Europa com apresentações marcadas em Braga, Águeda, Guimarães, Porto, Leiria, Coimbra, Santarém, Albufeira e Lisboa, em Portugal, além de Dublin, na Irlanda.

O novo show sucede o enorme sucesso de Zona de Conforto, que somou mais de 600 sessões esgotadas e público superior a 250 mil pessoas. Em 2023, Albani realizou 310 apresentações com lotação máxima. Em 2024, foram 290 sessões lotadas.
Fora dos palcos, o humorista também se destaca nas plataformas digitais. Seu especial mais recente, Assim Caminha a Humanidade, lançado gratuitamente no YouTube, já ultrapassa 2,2 milhões de visualizações.

Domingo – 19 | ABRIL
Apresentação às 20h
Casa abre às 18h
Local: Qualistage
Endereço: Avenida Ayrton Senna, 3000, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
Classificação: a partir de 18 anos
Ingressos a partir R$ 60,00
Venda: https://qualistage.com.br/renato-albani
Vendas também na Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca – RJ /
De Segunda a Sábado das 11h às 20h / Domingo e Feriados das 13h às 20h
Em dias de shows o horário de atendimento sofre alterações. Confira a programação do local.
Capacidade: 9 mil pessoas em pé ou 3.500 sentadas
O espaço possui acessibilidade.

Prefeito de Niterói vistoria obras de contenção de encostas do Morro do Pires

Ordem de Início de novas intervenções na Engenhoca também é anunciada durante visita ao local

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, realizou, nesta segunda-feira (13), uma vistoria nas obras de contenção de encostas na Rua Dionísio Mendes, no Morro do Pires, na Engenhoca, Zona Norte da cidade, e anunciou o início de uma nova intervenção na região. Durante a visita, o prefeito anunciou também a ordem de início para obras de contenção de encostas para a Travessa Lino Esteves.

As intervenções, executadas pela Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), são parte do conjunto de ações da Prefeitura voltadas à resiliência climática e à segurança da população.

“Estamos realizando mais uma importante obra de contenção de encostas aqui na Rua Dionísio Mendes, na Engenhoca, uma intervenção aguardada há muitos anos pela população. Ao longo dos últimos anos, já executamos mais de 20 grandes obras desse tipo na região e cerca de 500 em toda a cidade. São intervenções que muitas vezes não aparecem, mas que salvam vidas. Niterói se tornou uma referência em resiliência climática e seguimos avançando, com novos investimentos para garantir mais segurança e dignidade para a população”, afirmou Rodrigo Neves.

As obras contemplam três pontos distintos, que somam uma área de 5.225,28 metros quadrados. No local, estão sendo aplicadas técnicas como cortina atirantada, solo grampeado com concreto projetado, solo grampeado com geomanta, entre outros sistemas de estabilização.

O projeto inclui ainda a implantação de sistema de drenagem, a requalificação de acessos e calçadas, instalação de guarda-corpo e plantio de grama, contribuindo para a melhoria da infraestrutura urbana e a qualidade de vida dos moradores da região. Com investimento de R$ 17,7 milhões, a previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até o mês de dezembro.

O vereador Renato Cariello também acompanhou a vistoria e destacou a importância das intervenções para a melhoria da infraestrutura e da qualidade de vida na Engenhoca.

“Essa intervenção não se resume às obras de contenção de encostas, mas também representa um avanço importante na urbanização da nossa querida Engenhoca. Hoje, os moradores já conseguem transitar com mais dignidade, pelo asfalto e pelo concreto, diferente de antes, quando enfrentaram muita dificuldade por causa do barro. Quero agradecer ao prefeito Rodrigo Neves por olhar com atenção para a Zona Norte, especialmente para quem mais precisa”, destacou.

Novas intervenções – A obra anunciada para a Travessa Lino Esteves abrangerá uma área de mais de 3 mil metros quadrados.

“Quero aproveitar para anunciar a ordem de início das obras na Travessa Lino Esteves, mais uma intervenção importante para a Engenhoca, com investimento significativo em contenção de encostas e melhoria da infraestrutura local”, disse Rodrigo Neves.

O projeto prevê a execução de cortina atirantada, solo grampeado com geomanta e em face de concreto projetado, além da implantação de sistema de estabilização, instalação de tela de alta resistência, obras de drenagem, guarda-corpo e pavimentação.

A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em um prazo de dez meses, contados a partir da publicação da ordem de início, garantindo mais segurança e melhores condições de infraestrutura para a comunidade local.

Foto: Evelen Gouvêa

Exposição no Galpão das Artes celebra trabalhos feitos por garis e funcionários da Comlurb

O Galpão das Artes, na Gávea, abre as portas para trabalhos e obras variadas de garis e funcionários artistas da Comlurb. A mostra Expo Gari – Arte e limpeza urbana: um caminho para a sustentabilidade vai reunir desde poemas e outras obras literárias até pinturas, esculturas e artesanatos de 17 artistas, sempre com o viés ecológico, feitos, principalmente, com materiais recicláveis ou a partir do reaproveitamento de resíduos. Além de homenagear os trabalhadores da limpeza urbana, a mostra é inspirada no Ano Internacional dos Voluntários para a Sustentabilidade e Um Mundo Melhor, da Organização das Nações Unidas (ONU), celebrado este ano.

A exposição é gratuita e estará aberta ao público até 20 de maio. Na abertura do evento, que vai das 11h às 16h, haverá apresentações de trabalhos dos garis escritores e poetas Valdeci Boareto, Bruna Maria Gomes e Maria das Graças Pimenta Ribeiro. O gari e ator Jersiano Vieira, que tem vários papéis de destaques no teatro, TV e cinema, também fará uma esquete de conscientização para o público do evento. Já Derlan Matos, que usa a arte para revitalizar áreas críticas de descarte irregular e ecopontos, fará uma pintura de paisagem ao vivo para o público presente. O sambista, compositor e cantor Jorginho da Flor, do Império Serrano, acompanhado dos músicos Magal Nascente (Tantan/Voz) e Diogo do Cavaco animarão o evento.

Os garis e funcionários artistas atuam em diferentes setores da Comlurb, desde limpeza de escolas e de hospitais municipais, manejo de árvores, na Oficina de Troncos, Centro de Pesquisa, no Ecoparque do Caju até no próprio Galpão das Artes. Entre as atrações está Murilo Lemos de Souza, que junto com Derlan usa a arte em painéis que enfeitam ecopontos pelo Rio.

O gari Leonardo dos Santos LSP, que leva suas obras em graffiti para vários pontos da cidade e ecopontos, vai expor alguns de seus quadros feitos com reaproveitamento de telas e sobras de tintas. André Luís Moreira Henriques, auxiliar de serviço de laboratório no Centro de Pesquisas, levará suas esculturas e artesanatos feitos com latinhas de alumínio e cascas de árvores, além de pinturas em mdf descartados.

O gari Felipe Matias, que já trabalhou como tatuador, vai mostrar suas obras feitas com aproveitamento de madeira de restos de poda. Isa D´Ávila participa da mostra com os seus pneus transformados em heróis de quadrinhos. Jaime Santos Aramart, soldador na Comlurb, vai apresentar sua Águia construída com reaproveitamento de soldas como pontas de eletrodos, esferas de aço, latas, barras de aço, madeiras e outros materiais.

Serviço:

Exposição: Expo Gari – Arte e Limpeza Urbana: um Caminho para a Sustentabilidade

Visitação: 06/03 a 20/05, sempre nos dias úteis, das 09 h às 16h

Local: Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino / Comlurb

Endereço : Av. Padre Leonel Franca s/nº – Gávea

(sob o Viaduto Lagoa-Barra, em frente ao Planetário da Cidade)

Entrada gratuita

Exposição individual “o (tempo)”, de Waltercio Caldas, chega ao Instituto Casa Roberto Marinho

Com cerca de 100 trabalhos, exposição percorre seis décadas da produção de Waltercio Caldas e apresenta uma leitura de sua trajetória singular, marcada pela investigação sobre tempo, espaço e percepção

Tempo, para Waltercio Caldas, é matéria de trabalho. Essa é a premissa que estrutura o (tempo), exposição que a Casa Roberto Marinho inaugura no dia 14 de maio de 2026, às 18h, reunindo cerca de 100 obras produzidas entre 1967 e 2025 por um dos nomes mais influentes da arte contemporânea brasileira.

As exposições deste artista são sempre acompanhadas de muita expectativa. A começar pelo título, a palavra tempo surge aqui entre parênteses. O sinal gráfico interrompe a fluidez e antecipa a ideia que atravessa a mostra: “Os parênteses indicam algo…”, pontua Waltercio Caldas (1946, Rio de Janeiro). “Eles suspendem o tempo como medida e o apresentam como matéria de linguagem e pensamento.”

Projetada pelo próprio artista, a exposição ocupa os espaços da instituição no Cosme Velho, Zona Sul do Rio, com esculturas, pinturas, desenhos, livros e ambientes que abrangem seis décadas de produção e revelam a consistência de uma pesquisa rigorosa em torno das tensões entre forma, espaço e percepção.

Para Waltercio, a exposição é parte constitutiva da obra e uma etapa a mais de sua realização. A organização das peças no espaço, as distâncias entre elas e o percurso do visitante integram o processo de construção da experiência. “Fazer uma exposição é ainda uma prerrogativa da própria obra”, afirma o artista. “Quando trabalhamos com esculturas e objetos, o espaço passa a ser o material e a mostra se torna radicalmente presencial.”

Quarto Azul (2007) abre o percurso expositivo. Na primeira sala, o ambiente envolve o visitante em um campo de cor atravessado por linhas que reorganizam a percepção do espaço. A partir dessa entrada, trabalhos de diferentes momentos da trajetória de Waltercio passam a conviver em novas articulações, produzindo deslocamentos contínuos do olhar.

Ao reunir peças concebidas em momentos variados, o (tempo) aproxima criações históricas e produções recentes, revelando a continuidade de um pensamento poético que desafia as convenções da forma e do espaço. Entre eles estão obras emblemáticas como Condutores de Percepção (1969), uma das primeiras a explorar a participação ativa do olhar do espectador; e Centro de Razão Primitiva (1970) e As Sete Estrelas do Silêncio (1970), que já indicavam a precisão formal e a dimensão poética que se tornariam marcas recorrentes em sua produção.

Waltercio surgiu no cenário artístico brasileiro no final da década de 1960, em um momento de intensa renovação das artes visuais no país. Em diálogo com artistas e críticos que repensavam os limites da escultura, do objeto e da ideia de obra de arte, seu trabalho integrou a virada que deslocou o foco da representação para a experiência perceptiva e para o questionamento dos meios da arte. Desde então, sua trajetória vem sendo acompanhada por críticos como Paulo Venancio Filho e Paulo Sergio Duarte, que identificam em sua prática uma investigação rigorosa sobre linguagem, percepção e espaço.

Ao longo desse percurso, Waltercio construiu uma produção marcada pela precisão formal e pela economia de elementos, desenvolvendo uma linguagem singular e coerente. Utilizando materiais como aço inoxidável, vidro, espelho, pedra e fios, o artista cria situações em que presença e ausência, transparência e opacidade, peso e leveza se equilibram de maneira delicada. Essa prática, que atravessa toda a sua obra – dos primeiros objetos criados nos anos 1960 às esculturas e ambientes recentes – o consolidou como uma das figuras centrais do pensamento escultórico contemporâneo no Brasil e também no circuito internacional.

Voltadas à experiência do olhar e à materialidade do invisível, suas obras estruturam situações espaciais que convidam o espectador a percorrê-las com atenção, ativando um campo perceptivo no qual cada elemento ganha sentido em relação aos demais. “O que busco é esta tensão que existe entre as coisas que conhecemos e as que não conhecemos”, reflete o artista. “A arte é a invenção de um aparecimento. Ela faz com que as coisas surjam para nós como se fossem capazes de alterar até mesmo as nossas dúvidas.”

Na Casa Roberto Marinho, o (tempo) transforma o deslocamento do visitante em parte essencial da experiência pensada por Waltercio Caldas: “Parece haver uma similaridade entre os períodos, os lugares e as matérias primas”, afirma o artista.

Sobre Waltercio Caldas

Waltercio Caldas nasceu em 1946, no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, artista gráfico e cenógrafo, estudou pintura com Ivan Serpa, em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Entre 1969 e 1975, fez desenhos, objetos e esculturas. Em 1973 sua primeira individual recebeu o prêmio de melhor exposição do ano pela Associação Brasileira de Críticos de Arte. Nos anos 1970, deu aulas no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, e foi coeditor da revista Malasartes e do jornal A Parte do Fogo. Integrou a comissão de Planejamento Cultural do MAM Rio, responsável pela criação da Sala Experimental.

É considerado por críticos, curadores e escritores um dos mais importantes artistas do Brasil nos anos que se seguiram ao movimento neoconcreto da década de 1960. Suas obras questionam e investigam a percepção humana, usando com frequência formas que desafiam a sensação de volume e profundidade.

Realizou exposições no Brasil e no exterior e foi agraciado pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1993, com o prêmio Mário Pedrosa, pelo conjunto da obra e por sua mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

Em 1996, lançou a obra O livro Velázquez e, pela primeira vez, apresentou seus cadernos de estudos durante a exposição individual Anotações 1969/1996.

Esteve presente em várias Bienais de São Paulo, na Bienal de Veneza e na Documenta de Kasell (Alemanha). Na Bienal Entre Abierto, em Cuenca, Equador, em 2011, recebeu o prêmio com a obra Parábolas de Superfície. Participou da coletiva Art Unlimited – com a obra What is World. What is Not, em Basileia, Suíça. Em 2005 recebeu o grande prêmio da Bienal da Coreia.

Em 2018, foi um dos sete artistas curadores escolhidos para conceber uma exposição coletiva na 33ª Bienal de Arte de São Paulo, selecionando pinturas, esculturas e textos que tratavam de assuntos relacionados a tempo e espaço.

Em 2021, Waltercio Caldas participou da exposição coletiva A escolha do artista, realizada pela Casa Roberto Marinho. A mostra convidou cinco artistas a selecionar obras do acervo da instituição e estabelecer com elas um diálogo poético por meio de proposições autorais, criando novas relações entre trabalhos históricos da Coleção Roberto Marinho e produções contemporâneas.

Seus trabalhos estão em coleções de importantes instituições, como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), o Museu Reina Sofia (Espanha), o Centro Georges Pompidou (França), o Museu de Arte (MASP), a Pinacoteca do Estado e o Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Sobre a Casa Roberto Marinho

A Casa Roberto Marinho foi aberta ao público como instituto cultural sem fins lucrativos em 28 de abril de 2018, no Cosme Velho, Zona Sul do Rio de Janeiro. A instituição foi integralmente criada com recursos próprios da família, de forma independente, sem qualquer incentivo ou uso de lei de isenção fiscal. Concebida para promover o conhecimento através da arte e da educação, tornou-se um centro ativo de referência em arte brasileira, sob a direção do arquiteto, antropólogo e curador Lauro Cavalcanti.

O acervo reunido ao longo de seis décadas pelo jornalista Roberto Marinho (1904-2003) é especializado em modernismo brasileiro dos anos 1930 e 1940, e abstração informal da década de 1950. O belo conjunto de cerca de 1.400 peças cadastradas – entre pinturas, esculturas, gravuras, objetos e desenhos – também recebeu trabalhos de estrangeiros, como Marc Chagall (1887-1985) e Salvador Dali (1904-1989).

Com mais de 1.200m² de área expositiva, o projeto conta com sala de cinema, além de cafeteria e livraria especializada em publicações de arte. O jardim, originalmente projetado por Burle Marx com espécies da flora tropical, é um prolongamento da Floresta da Tijuca.

SERVIÇO
o (tempo), de Waltercio Caldas

Abertura: 14 de maio de 2026, às 18h
Encerramento: 27 de setembro de 2026

Local: Instituto Casa Roberto Marinho
End: Rua Cosme Velho, nº 1105
Rio de Janeiro | RJ

Tel: (21) 3298-9449

Visitação: terça a domingo, das 12h às 18h
(Aos sábados, domingos e feriados, a Casa Roberto Marinho abre a área verde e a cafeteria a partir das 9h.)

Ingressos à venda exclusivamente na bilheteria:
R$ 10 (inteira) / R$ 5 (meia entrada)
Às quartas-feiras, a entrada é franca para todos os públicos.
Aos domingos, “ingresso família” a R$10 para grupos de quatro pessoas.

A Casa Roberto Marinho respeita todas as gratuidades previstas por lei e é acessível a pessoas com deficiência física.

Estacionamento gratuito para visitantes, em frente ao local, com capacidade para 30 carros.

Exposição imersiva sobre a crise climática ocupa o Futuros – Arte e Tecnologia

O Futuros – Arte e Tecnologia recebe a exposição “Mudamos o Clima, Agora o Clima Muda Tudo”, uma experiência imersiva idealizada pelo Projeto Coral Vivo. Gratuita e com classificação livre, a mostra ocupa a Galeria 2 até 26 de abril, convidando o público a um mergulho sensorial nos impactos da crise climática e nos caminhos possíveis para enfrentá-la.

Após atrair mais de 35 mil visitantes em sua edição anterior, realizada em Belém durante a COP30, a exposição chega ao Rio de Janeiro pela primeira vez. A itinerância segue, posteriormente, para Bahia e São Paulo.

Com mais de 150 m² de instalações, o percurso combina vídeos, esculturas, experiências em realidade virtual, painéis interativos e uma estufa com 500 mudas nativas. A proposta é dialogar com diferentes faixas etárias, transformando dados científicos em vivências que aproximam o visitante dos efeitos concretos das mudanças climáticas sobre oceanos, cidades e ecossistemas terrestres.

Arte e ciência como linguagem comum

A narrativa expositiva se estrutura em três momentos. Logo na entrada, uma instalação audiovisual apresenta eventos extremos agravados pelas mudanças climáticas, preparando emocionalmente o público para o percurso. Em seguida, conceitos como efeito estufa, aquecimento global e eventos climáticos extremos são apresentados por meio de gráficos, projeções e conteúdos multimídia.

Ao longo da visita, instalações abordam emissões de gases de efeito estufa, desmatamento, consumo insustentável e justiça climática. Elementos cenográficos, como boias suspensas e grafismos que remetem a situações de emergência, evocam a ideia de alerta e reforçam as desigualdades entre países que mais emitem gases poluentes e aqueles mais vulneráveis aos seus impactos.

Na etapa final, a exposição aponta soluções possíveis, destacando iniciativas de restauração ecológica, transição energética e participação cidadã. Um mapa-múndi coberto por musgo vivo simboliza a capacidade de regeneração do planeta, enquanto a estufa convida o visitante a refletir sobre a importância de ações concretas no cotidiano.

“O Futuros – Arte e Tecnologia tem como propósito mobilizar, por meio da arte, reflexões críticas sobre os desafios contemporâneos. A exposição do Projeto Coral Vivo une arte e consciência socioambiental ao refletir sobre os efeitos das ações humanas na crise climática e possíveis caminhos de transformação”, destaca o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida.

Contexto científico e urgência ambiental

A chegada da mostra ao Rio dialoga com dados recentes sobre o avanço da crise climática no Brasil. O mais abrangente estudo já realizado sobre branqueamento de corais no país, coordenado pelo Projeto Coral Vivo e publicado na revista científica Coral Reefs, revelou que 36% dos corais monitorados apresentaram algum grau de branqueamento em 2024. Em Maragogi (AL), os índices chegaram a 96%, com 88% de mortalidade registrada.

Espécies estruturais, como o coral-de-fogo (Millepora alcicornis) e o coral-vela (Mussismilia harttii), foram particularmente afetadas, comprometendo a biodiversidade marinha e a renda de comunidades costeiras que dependem da pesca e do turismo.

Cidade costeira e marcada por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, o Rio de Janeiro torna-se cenário estratégico para ampliar o debate público sobre a emergência climática. Ao unir arte, tecnologia e pesquisa científica, a exposição propõe não apenas informar, mas mobilizar.

Compromisso com futuros sustentáveis

Para o gerente de cultura do Instituto Futuros, Victor D’Almeida, receber a mostra reforça o propósito institucional do centro cultural de estimular reflexões críticas sobre desafios contemporâneos. Ao integrar arte e ciência, o Futuros amplia o diálogo com diferentes públicos e reafirma seu compromisso com a construção de futuros mais sustentáveis, equitativos e socialmente responsáveis.

“Esta exposição combina ciência e arte como forma de transmitir a todos o que é a emergência climática e suas consequências, buscando despertar uma reflexão sobre a responsabilidade de cada um como parte da solução”, afirma Gregório Araújo, gerente de Projetos Ambientais da Petrobras.

A exposição é realizada pelo Projeto Coral Vivo em parceria com as redes Biomar e REDAGUA, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A direção de arte, expografia e comunicação visual são assinadas pelo Estúdio Bijari.

A curadoria foi desenvolvida em parceria entre o Instituto Coral Vivo e representantes do Departamento de Oceano e Gestão Costeira (DOCEANO/MMA), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI), do Instituto Oceanográfico (IO/USP), da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI/UERJ), do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Amazônia (NEAP/UFPA) e do Instituto Meros do Brasil.

Mudamos o Clima, Agora o Clima Muda Tudo
Galeria 2 – Futuros – Arte e Tecnologia
De quarta a domingo, das 11h às 20h
Entrada Gratuita
Classificação Livre

Para agendamento de monitoria: programaeducativo@futuros.org.br

UFF sedia I Colóquio Fluminense de Análise de Políticas Sociais (COFLAPS)

O Observatório Fluminense de Políticas Sociais “Carlos Walter Porto-Gonçalves” (OFPS), ligado ao Núcleo de Educação e Cidadania da Universidade Federal Fluminense (NUEC-UFF), coordenado por Waldeck Carneiro, professor titular da UFF, promove nesta quinta e sexta-feiras (16 e 17/04) I Colóquio Fluminense de Análise de Políticas Sociais (COFLAPS), aberto ao público. Os debates recairão sobre o processo de implementação de políticas públicas federais no Rio de Janeiro, objeto de monitoramento do Observatório, em diferentes áreas, como educação, direitos humanos, cultura, entre outras.

“O evento tem como objetivo promover um espaço de debate acadêmico qualificado e interdisciplinar sobre as políticas públicas na área social, reunindo pesquisadores(as), docentes, discentes e profissionais interessados(as) na análise crítica da ação do Estado, de seus fundamentos teórico-metodológicos, de seus processos de formulação, implementação e avaliação, bem como de seus impactos sociais, econômicos e territoriais”, revela Waldeck.

O COFLAPS será dividido em paineis temáticos que discutirão os impactos das políticas monitoradas na vida da população e dos territórios fluminenses. Além disso, também haverá sessões de comunicação oral para apresentação de trabalhos individuais e coletivos sobre análise de políticas públicas na área social.

Programação

16 de abril (quinta-feira)

18h – Abertura

18h30 – Painel Temático I: “Política econômica do governo Lula III e seus impactos sobre o Rio de Janeiro”.

17 de abril (sexta-feira)

9h – Painel Temático II: “Políticas de Educação, de Cultura e de Ciência & Tecnologia do governo Lula III e seus impactos sobre o Rio de Janeiro”.

13h30 às 17h30 – Sessões de Comunicação Oral

18h – Painel Temático III: “Políticas de Saúde, de Desenvolvimento Social e de Direitos Humanos do Governo Lula III e seus impactos sobre o Rio de Janeiro”.

Local: UFF – Campus Gragoatá – Niterói/RJ
Bloco D – Sala Paulo Freire – 3º andar
Inscrição como ouvinte será realizada no dia do evento
Haverá emissão de certificado
Instagram: @observatoriofluminense.uff

Foto: Fábio Barboza Passos, Vice-Reitor da UFF; Waldeck Carneiro, Professor Titular da UFF e Coordenador-Geral do OFPS; e Luiz Paulo Corrêa da Rocha, Deputado Estadual e um dos participantes do evento, no lançamento do Observatório Fluminense de Políticas Sociais Carlos Walter Porto-Gonçalves, em 2025 (Divulgação Ascom OFPS)

Cozinhas pequenas e bem aproveitadas com mobiliário sob medid

Em cozinhas pequenas, cada centímetro precisa ser pensado com precisão e sensibilidade — e é no mobiliário sob medida e personalizado que o projeto de arquitetura e interiores encontra sua principal aliada. Mais do que organizar o espaço, o desenho de móveis, painéis, portas, prateleiras e nichos passa a estruturar o ambiente, define fluxos, integra funções e reduz interferências visuais. Bancadas bem exploradas, eletrodomésticos incorporados e volumes contínuos são estratégias que transformam limitações em soluções inteligentes

Nesse contexto, a boutique de móveis sob medida SCA Jardim Europa, com endereço em São Paulo e fábrica na Serra Gaúcha, atua em parceria com arquitetos e designer de interiores para desenvolver soluções que equilibram proporção, uso e linguagem estética. “Em espaços compactos, o mobiliário sob medida deixa de ser coadjuvante e passa a ser protagonista. É ele que organiza, integra e dá unidade ao ambiente”, destaca Karina Alonso, arquiteta e diretora da marca.

Continuidade visual amplia a cozinha

Em uma planta linear, a cozinha proposta pela arquiteta Pati Cillo se abre para a área social e abandona a lógica do ambiente isolado. A bancada, voltada para a sala, aproxima funções e reorganiza o uso cotidiano.
O painel contínuo elimina a fragmentação e alonga a percepção do espaço. Sem puxadores aparentes, o mobiliário sob medida da SCA Jardim Europa constrói uma superfície limpa, quase monolítica, que favorece a circulação e reduz ruídos visuais. Nichos pontuais introduzem ritmo e mantêm à mão os itens do dia a dia, enquanto os volumes fechados preservam a ordem.

A solução se completa com o equilíbrio entre áreas abertas e fechadas. Nichos acomodam itens de uso frequente, enquanto os armários ocultam eletrodomésticos e utensílios, mantendo o conjunto organizado. “Quando as soluções são bem resolvidas, elas não só organizam, mas definem como o espaço será percebido”, destaca Karina.

Bancada única concentra funções

Tudo se resolve em linha. No estúdio de 20 m², assinado pelos arquitetos Marcus Paffi e Renata Cipriano, do escritório Cipriano Paffi Arquitetura, a cozinha se estrutura a partir de uma única bancada, onde preparo e cocção se concentram sem dispersão.

O mobiliário da SCA Jardim Europa acompanha essa lógica com precisão. A ausência de puxadores e a disposição dos equipamentos na mesma parede evitam interferências e simplificam o uso. O nicho enquadra a área de trabalho e introduz profundidade ao conjunto — um gesto sutil que qualifica o espaço sem comprometer a clareza.

Torre Quente: Eletros organizados com alturas confortáveis e ergonômicas

Sem barreiras físicas, a cozinha assume papel central no projeto do arquiteto Fernando Mota. A marcenaria precisa, então, responder não só à função, mas também à linguagem do ambiente.

A torre quente concentra os equipamentos e libera a bancada, enquanto a continuidade da madeira conecta cozinha, estar e jantar. O resultado é um espaço coeso, onde a organização não se impõe — ela se dilui na arquitetura. “Quando os equipamentos se integram à marcenaria, o ambiente ganha clareza e fluidez”, observa Karina Alonso.

Tudo integrado, com visual clean

Nesta cobertura reformada pela designer de interiores Rose Diani, o desafio parte de uma limitação estrutural: com poucas possibilidades de intervenção na planta, a cozinha precisava ganhar mais funcionalidade sem ampliar significativamente sua área. A solução veio a partir de um gesto preciso — a criação de um volume que avança em direção à sala e reorganiza completamente o uso do espaço.

É nesse elemento que o mobiliário sob medida da SCA Jardim Europa assume papel central, em que a chamada “caixa” concentra a torre quente, reunindo fornos e eletrodomésticos em um único ponto e liberando as demais áreas da cozinha para preparo e circulação.

Várias funções unificadas

Neste estúdio de um chef, assinado pela arquiteta Denise Barretto, a cozinha deixa de ser um espaço isolado para assumir um papel ampliado. A proposta parte da integração de diferentes funções — churrasqueira, lavanderia e preparo dos alimentos — reunidas em uma única prumada, resolvida por meio da marcenaria.

Mais do que organizar, o mobiliário sob medida da SCA Jardim Europa atua como elemento estruturador do projeto. O desenho contínuo conecta equipamentos e superfícies, enquanto o acabamento que remete ao concreto reforça a unidade visual entre os diferentes usos. A ausência de puxadores mantém o conjunto limpo e direto, favorecendo o manuseio no dia a dia.

Alturas organizam funções

A variação de níveis orienta toda a configuração do mobiliário, estabelecendo uma hierarquia clara entre as funções no espaço compacto. No projeto da arquiteta Danielle Otsuka, à frente do escritório Lilutz Arquitetura, a bancada principal concentra a área molhada em um plano mais elevado, enquanto a continuidade do móvel se desdobra em uma superfície rebaixada, destinada a usos mais flexíveis.

Essa diferença de alturas delimita, de forma sutil, os setores de preparo, apoio e permanência, permitindo que atividades distintas coexistam sem a necessidade de divisões físicas. O trecho mais baixo assume caráter versátil, funcionando tanto como apoio para o bar quanto como estação de trabalho eventual, com a presença do computador e do pufe que pode ser facilmente acomodado sob a bancada.

Como desdobramento dessa organização, a composição ganha fluidez visual: a marcenaria superior, ao integrar eletros e abrir espaço para nichos com vegetação, equilibra o conjunto e contribui para uma leitura contínua do ambiente.

Sobre a SCA Jardim Europa

Com mais de uma década de experiência no segmento de luxo e de móveis sob medida, a arquiteta Karina Alonso e o administrador Fabio Alonso idealizaram um espaço nobre da marca SCA em São Paulo, a capital brasileira da decoração. A loja oferece soluções completas e exclusivas para mobiliar ambientes residenciais e corporativos com design e qualidade.

Niterói convoca 81 novos guardas municipais para início do curso de formação

Carga total será de 544 horas com atividades teóricas e práticas, de acordo com a matriz curricular do Ministério da Justiça

A Prefeitura de Niterói iniciou, nesta segunda-feira (13), o curso de formação da nova turma da Guarda Civil Municipal, reforçando a estratégia de ampliar o efetivo e colocar mais agentes nas ruas. Oitenta e um aprovados no concurso de 2025 começaram a capacitação na Cidade da Ordem Pública, no Barreto, em solenidade com a presença do prefeito Rodrigo Neves, da vice-prefeita Isabel Swan e da primeira-dama Fernanda Neves. Os novos guardas municipais vão passar por formação alinhada às diretrizes do Ministério da Justiça.

“Estamos incorporando mais 80 guardas municipais, profissionais qualificados que fazem parte do maior concurso já realizado para a corporação, com mais de 70 mil inscritos. Vamos chegar a um efetivo de mil agentes, um avanço importante em relação aos cerca de 200 de dez anos atrás. Esse reforço integra o Pacto de Niterói contra a Violência e amplia a atuação conjunta com as forças de segurança para reduzir os índices de criminalidade”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

A cerimônia marcou um momento simbólico para a cidade, reunindo autoridades da gestão municipal e representantes das forças de segurança, como o secretário do Gabinete de Gestão Integrada da Prefeitura, Felipe Ordacgy. O evento também se conecta a uma estratégia mais ampla de fortalecimento da segurança pública, funcionando, na prática, como dois marcos em um só dia: a chegada dos novos agentes e o avanço das políticas integradas no setor.

“Iniciamos o curso de formação da Guarda Civil Municipal com novos agentes que passam a integrar uma instituição respeitada, assumindo o compromisso com o bem-estar da população. Em Niterói, a segurança é baseada na proximidade, com uma atuação preventiva e humanizada. Diante dos desafios da segurança moderna, o trabalho é estruturado na integração com as forças de segurança, permitindo antecipar riscos e responder com mais eficiência às demandas da cidade”, destacou o secretário de Ordem Pública, Gilson Chagas.

Com a incorporação dos novos guardas, o município amplia ainda mais o efetivo da corporação, que já registrou crescimento superior a 400% nos últimos 10 anos, resultado de uma política contínua de investimento e valorização da segurança pública.

“Niterói tem políticas públicas sólidas e integradas, que colocam a proteção da vida no centro das ações. A cidade completa um ano sem registros de feminicídio, resultado de um trabalho contínuo que envolve uma Guarda Municipal bem preparada e ações articuladas com diversas áreas. Também é muito significativo ver que 34% dos novos guardas são mulheres, o que reforça a força feminina na segurança pública”, destacou a primeira-dama Fernanda Neves.

O curso de formação profissional será realizado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) seguindo a matriz curricular nacional do Ministério da Justiça para guardas municipais. A carga total será de 544 horas com atividades teóricas e práticas. Dentre as disciplinas oferecidas, estão Direito Penal e Processual Penal; Técnicas de Abordagem; Gestão e Mediação de Conflitos; Defesa Pessoal; Legislação de Trânsito; Legislação Ambiental e Legislação de Posturas Municipais.

“Passar por um processo tão concorrido mostra que vocês têm disciplina, determinação e vocação para servir. A partir de hoje, passam a integrar uma instituição que representa proteção, respeito e compromisso com a vida da população”, destacou o inspetor-geral da Guarda Municipal, Paulo Brito.

Fazem parte do corpo docente membros da Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, além de especialistas, mestres e doutores de diversas instituições de ensino superior.

Os candidatos aprovados deverão apresentar, na etapa de admissão, documentos como identidade, CPF, certidões de nascimento ou casamento, além de exames médicos como audiometria e teste ergométrico.

Histórico e investimentos – Antes de 2025, o último concurso para a Guarda Municipal de Niterói havia sido realizado em 2019. Desde 2013, o efetivo da Guarda mais que dobrou. A Prefeitura também implementou o Regime Adicional de Serviço (RAS), o plano de cargos e salários e construiu a Cidade da Ordem Pública, garantindo melhores condições de trabalho e infraestrutura para a corporação.

MPRJ realiza buscas em cinco unidades prisionais em investigação sobre o crime organizado em Búzios e Cabo Frio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Armação dos Búzios, cumpriu, nesta quinta-feira (09/04), mandados de busca e apreensão contra investigados em cinco unidades prisionais. O objetivo da operação Controle Remoto foi localizar celulares utilizados por lideranças do crime organizado para comandar ações criminosas na Região dos Lagos, especialmente em Búzios e Cabo Frio. Foram apreendidos aparelhos celulares, pen drives, cadernos de anotação e chips de operadoras.

A medida visa desarticular a cadeia de comando do tráfico na região e obter evidências de que os traficantes presos continuam praticando ilícitos mesmo durante o cumprimento da pena.

Os mandados obtidos pelo MPRJ foram expedidos pela 2ª Vara das Garantias e cumpridos pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPEN) nas seguintes unidades prisionais: Presídio Gabriel Ferreira de Castilho, Presídio Alfredo Tranjan, Presídio João Carlos da Silva, Cadeia Pública Paulo Roberto Rocha e Presídio Tiago Teles de Castro Domingues.

A promotoria requisitou as buscas no âmbito de investigação sobre o expressivo aumento dos casos de homicídios e tentativas de homicídio em Búzios, Cabo Frio e cidades próximas. As apurações apontam que a intensificação da violência, marcada por sucessivos confrontos armados, é resultado da estratégia do Comando Vermelho de expandir seu domínio territorial na região. Estatísticas recentes expõem a gravidade do cenário: em menos de dois meses, foram registrados diversos confrontos entre facções rivais, resultando em 37 pessoas baleadas, sendo dez mortas e 27 feridas.

De acordo com a Promotoria, o objetivo da facção é ampliar os lucros obtidos com o tráfico e com o controle de serviços como gás, internet e transporte. Ainda segundo o MPRJ, relatório elaborado pelo comando do 25º BPM (Cabo Frio) demonstra a estratégia das lideranças do tráfico, mesmo presas, de cooptar criminosos de grupos rivais, e na chefia das ações realizadas por integrantes em liberdade. A atuação remota dessas lideranças, principalmente por meio de aparelhos celulares, constitui o eixo central da investigação.

Feriado de Tiradentes: Saiba quais são os 5 destinos mais buscados pelos brasileiros

O mês de abril é uma grande oportunidade para organizar uma viagem a dois, com família ou os amigos. Além da temperatura mais amena, esse ano o feriado de Tiradentes (21 de abril) cairá numa terça-feira, permitindo que o viajante aproveite uma estadia prolongada de quatro dias! Segundo ranking da plataforma Kayak, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife (PE), Salvador (BA) e Maceió (AL) são, nessa ordem, as cinco cidades mais procuradas pelos brasileiros para passar os dias livres.

1. São Paulo: A cidade fechou 2025 com recorde histórico de turistas: 47,2 milhões, um crescimento de 25% em relação a 2024, quando o total foi de 37,7 milhões. O número de estrangeiros foi 2,7 milhões, um aumento de 21%. Os dados são do Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo (OTE-SPTuris), com base na plataforma Claro Geodata. A realização de grandes eventos – como The Town e Coala Festival, jogo da NFL, a volta do São Paulo Open de Tênis Feminino (WTA) e a 36ª Bienal –, aliado a atrações turísticas e culturais e às viagens corporativas, ajudaram a impulsionar os números. Para quem deseja conhecer a região com mais profundidade, a prefeitura conta com um programa com quase 40 roteiros guiados divididos por temas como Afroturismo, Avenida Paulista, Bixiga, Baixo Augusta, Liberdade e Museu do Ipiranga.

2. Rio de Janeiro: A chamada Cidade Maravilhosa está sempre em alta. Em 2025, recebeu 12,5 milhões de turistas, sendo 10,5 milhões (83,15%) nacionais e 2,1 milhões (16.9%) estrangeiros, de acordo com informações da Prefeitura. Atrações mundialmente conhecidas, como a Praia de Copacabana, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, continuam no top 10 da lista de pontos turísticos a serrem visitados. Mas, em outro extremo na cidade, a Barra da Tijuca, novas atrações começam a surgir. Vale visitar os novos Rio Museu Olímpico e Parque Rita Lee e os já conhecidos Museu do Pontal e Ilha da Gigoia. O bairro, localizado na recém-criada Zona Sudoeste, abriga o Lagune Barra Hotel, na Barra Olímpica.

O empreendimento oferece uma experiência completa, combinando descanso, lazer e o melhor do lifestyle carioca. Um dos destaques é a parceria exclusiva com o Reserva Onze Beach Club, na Praia da Reserva, a cerca de 12 minutos do hotel. A parceria garante benefícios especiais aos hóspedes, como acesso à estrutura premium do beach club, utilização de cadeiras, barracas e lounges (mediante disponibilidade), além de welcome drink cortesia. O atendimento diferenciado e a gastronomia do espaço ampliam as opções de lazer à beira-mar. Outro atrativo é o recém-inaugurado rooftop do Lagune Barra Hotel, um refúgio ideal para relaxar. Com piscina, bar exclusivo, lounges, áreas sombreadas e ambientação tropical, o espaço convida ao descanso e à recarga das energias. Já a sala de jogos, localizada no primeiro andar, oferece ainda mais entretenimento. Além de títulos selecionados no PlayStation 5, o ambiente conta com clássicos de tabuleiro, como xadrez, gamão, Uno e Banco Imobiliário. Para completar a experiência, o espaço ganhou uma pipoqueira, criando um clima descontraído de cinema que agrada adultos e crianças. Site: https://www.lagunebarrahotel.com.br/

3. Recife: O fluxo de turistas internacionais reforça o bom momento do turismo na capital pernambucana. A movimentação de passageiros na capital pernambucana alcançou 9,03 milhões até novembro de 2025, registrando alta de 3,37% em relação ao mesmo período de 2024. No turismo, a novidade é o “Giro Recife”, carrinho elétrico que une tecnologia, cultura e sustentabilidade a favor da atividade turística. Ele acomoda quatro pessoas mais o guia, que oferece um passeio guiado pelas rotas históricas da cidade. A atração é inspirada nos antigos bondinhos elétricos que circulavam na cidade em décadas passadas.

4. Salvador: Em 2025, a atividade turística cresceu 6,6% na Bahia em comparação ao ano anterior, marcando a terceira expansão consecutiva acima da média nacional (4,6%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS/IBGE) e integram o Boletim de Análise Conjuntural do Turismo na Bahia. O fluxo de passageiros nos principais aeroportos (Salvador, Porto Seguro, Ilhéus e Vitória da Conquista) cresceu 8,4% no quarto trimestre de 2025, em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o avanço foi de 5,8%, impulsionado principalmente pelos desempenhos dos aeroportos de Salvador (4,5%) e Porto Seguro (14,4%), totalizando cerca de 11 milhões de passageiros. Além disso, só nos primeiros dias de 2026 (entre 1 e 18 de janeiro), a capital baiana recebeu 558,6 mil turistas, sendo 532,3 nacionais e 26,2 estrangeiros, segundo o Observatório do Turismo de Salvador. Na cidade, que une história, cultura afro-brasileira e praias paradisíacas, alguns dos destaques são: Pelourinho, Elevador Lacerda, Farol da Barra e Igreja do Bonfim.

5. Maceió: O trabalho de requalificação e ampliação de equipamentos turísticos, além de melhorias na infraestrutura urbana, tem despertado a atenção de turistas nacionais e internacionais. A novidade mais recente é a inauguração da Nova Orla de Jaraguá. Antes restrita ao uso portuário, o local transformou-se em eixo de convivência, mobilidade e turismo, conectando o bairro histórico de Jaraguá ao da Pajuçara. No final de 2025, o local ganhou uma novíssima Roda Gigante – a mais alta do nordeste do Brasil com 42 metros de altura e 20 cabines.

Um dos cartões-postais da capital de Alagoas é também na Praia da Pajuçara, que abriga o exclusivo Sais Beach Living Hotel. Inspirado no conceito wellness, chama atenção por sua arquitetura imponente e por unir, em um único lugar, conforto, sofisticação, bem-estar e conexão com a cultural local. Um dos destaques é o rooftop panorâmico de 360 graus, que conta com piscinas de frente para o mar, poltronas cercadas de vegetação e lounges com sofás. Do alto, o hóspede tem o privilégio de ver o nascer e o pôr do sol, desfrutando, assim, da beleza das praias da Pajuçara e de Ponta Verde. Para o feriado de Tiradentes, é necessário reservar no mínimo duas noites (diária a partir de R$ 744,56). Site: https://www.saishotel.com.br/