Casa Roberto Marinho inaugura exposição com 300 obras da coleção de Marcia e Luiz Chrysostomo

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A Casa Roberto Marinho inaugura para o público, em 19 de novembro de 2026, Guardar, exposição dedicada ao acervo particular de Marcia e Luiz Chrysostomo, coleção de destaque no panorama das artes visuais no país, formada ao longo de três décadas e hoje composta por mais de 2 mil itens. Com curadoria de Paulo Venancio Filho, a mostra apresenta cerca de 300 obras e percorre diferentes momentos da arte brasileira e internacional, das vanguardas do início do século XX à produção contemporânea.

A exposição amplia uma relação iniciada em 2023, quando o casal participou de Conversas entre Coleções, também na Casa Roberto Marinho, estabelecendo diálogos entre trabalhos de seu acervo e obras da instituição. Agora, pela primeira vez, a Casa dedica uma mostra exclusivamente a esse conjunto.

Um poema do filósofo e escritor carioca Antonio Cícero, de 1996, que acompanha Luiz Chrysostomo há décadas, inspira o título da exposição. A ideia de guardar como gesto de cuidado e preservação encontra correspondência na própria história da coleção, que não nasceu de um projeto previamente definido, mas de uma relação continuada com a arte.

Josef Albers (1888-1976) e Max Bill (1908-1994), referências fundamentais da abstração geométrica e do pensamento construtivo, abrem a exposição frente a frente. A escolha funciona, segundo Venancio Filho, como uma espécie de “declaração” da curadoria e estabelece uma chave que se desdobra pelo percurso. A partir deles, a mostra acompanha diferentes caminhos do pensamento construtivo e suas reverberações na arte brasileira, aproximando tempos, geografias e linguagens.

“Uma coleção é uma constelação viva”, escreve Paulo no texto curatorial. Para ele, um acervo dessa natureza nunca está concluído: cada nova aquisição cria relações e contágios intencionais ou inesperados. Seu ponto de partida foi reconhecer a fisionomia que Marcia e Luiz imprimiram ao conjunto ao longo dos anos. “Meu cuidado foi não chegar com a autoridade do curador. Procurei entender a coleção tal como ela é.”

 


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