
Presidente do STF e do CNJ recebe OEA para tratar sobre direitos humanos e democracia no continente americano


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Prefeito Rodrigo Neves sanciona lei que oferece 50% de desconto na fatura
Uma boa notícia para os empreendedores de Niterói: nesta terça-feira (18), o prefeito Rodrigo Neves sancionou a lei que institui a Tarifa de Água de Pequeno Comércio, voltada a estabelecimentos de pequeno porte com baixo consumo mensal de água. A medida, em parceria com a concessionária Águas de Niterói, vai oferecer 50% de desconto na fatura de água e esgoto dos estabelecimentos que se enquadrarem nos critérios de elegibilidade, como, por exemplo, consumir até dez metros cúbicos por mês.
A iniciativa busca incentivar a regularização fiscal, o uso consciente da água e a sustentabilidade do sistema de abastecimento municipal.
“Niterói acredita e investe nos pequenos empreendedores. Durante a pandemia, criamos programas pioneiros como o Empresa Cidadã e os fundos Niterói Supera e Niterói Supera Mais, que garantiram a sobrevivência de milhares de negócios e empregos na cidade. Essa lei sancionada agora é resultado de um diálogo com a concessionária Águas de Niterói e uma forma de apoiar os pequenos negócios. Serão mais de quatro mil pequenos comerciantes beneficiados, fortalecendo quem movimenta a economia local e reafirmando o compromisso de Niterói com o desenvolvimento econômico e a inclusão social”, afirmou o prefeito Rodrigo Neves.
Para se tornar beneficiário da Tarifa de Água de Pequeno Comércio é preciso atender aos seguintes requisitos: estar classificado na categoria comercial de pequeno porte; ter acesso direto à via pública (estão excluídos os estabelecimentos localizados em condomínios, galerias ou shoppings); ser titular de uma ligação em apenas uma economia comercial; não utilizar fontes alternativas de distribuição de água; consumir até dez metros cúbicos por mês e estar em dia com as contas de água e esgoto ou com parcelamento de débitos celebrado formalmente e em situação regular.
“Não parece, mas uma conta de água de R$ 300 pesa muito para um pequeno comerciante. A gente sabe que essa redução de 50% também tem um aspecto de sustentabilidade, porque o beneficiário vai racionalizar o consumo e não deixar vazamento, pois não vai querer passar da primeira faixa, que é de dez metros cúbicos”, acrescentou Fabiano Gonçalves, secretário de Desenvolvimento Econômico e Revitalização do Centro.
Com mais de R$ 1,6 bilhão de investimento da Águas de Niterói ao longo de quase 26 anos, o município já é referência nacional em saneamento básico, ocupando a terceira posição do Brasil, segundo o Instituto Trata Brasil. A concessionária já investiu na modernização e ampliação da rede coletora de esgoto em diversas áreas do município, como a Ilha da Conceição, Ponta D’Areia, Sapê e Região Oceânica. Até dezembro de 2028, a cidade terá 100% de cobertura de tratamento de esgoto, em uma parceria entre a Prefeitura e a concessionária. O investimento será de mais de R$ 300 milhões nos próximos três anos.
Fotos: Evelen Gouvêa

A redução de tarifas sobre produtos agrícolas anunciada pelo governo dos Estados Unidos foi recebida como um “fôlego imediato” pelos exportadores do Ceará — desde que o Brasil seja, de fato, incluído entre os países beneficiados. A medida, assinada pelo presidente americano Donald Trump, inclui itens como café, carne bovina, manga, banana, coco, castanha e açaí.
No decreto, Trump afirma que a decisão ocorreu “após considerar informações técnicas, a evolução das negociações com parceiros comerciais, a demanda interna atual e a capacidade de produção americana”. No entanto, o documento não esclarece se a redução tarifária se aplica apenas aos 10% estabelecidos em abril ou se alcança também a sobretaxa adicional de 40% imposta em agosto. Tampouco define critérios de diferenciação entre países.
Para o CEO da JM Negócios Internacionais, Augusto Fernandes, a sinalização dos Estados Unidos reabre caminho para duas das maiores cadeias de exportação brasileiras: café e carne bovina.
“São indústrias gigantes, que movimentam bilhões nos EUA. O clima era de sepultamento. Agora muda tudo”, afirma.
Fernandes explica que a medida deve provocar uma corrida por contratos e janelas logísticas, especialmente entre empresas que já possuem produto pronto para exportar.
Impactos diretos para o Ceará
A possível inclusão das frutas tropicais na lista de beneficiadas tem peso estratégico para o Estado. Cerca de 95% da manga exportada pelo Ceará tem como destino os Estados Unidos, enquanto a indústria do coco local vinha operando sob risco de paralisação por conta das tarifas elevadas.
“A manga é crucial para o Ceará. E o coco evita férias coletivas em fábricas que empregam mais de mil pessoas. Para o estado, isso salva”, avalia o especialista.
Além de manga e coco, também aparecem na lista produtos como mamão, banana, laranja, abacaxi e açaí, ampliando o alcance da decisão para a fruticultura nordestina.
Alívio parcial
Apesar da sinalização positiva, Fernandes pondera que itens relevantes para o Estado — como pescado, mel e calçados — ficaram fora dessa rodada de reduções, o que limita o impacto econômico amplo no curto prazo.
“É um grande fôlego, mas ainda não muda o quadro geral. Se pescado, mel e calçados entrarem, aí sim o cenário se transforma”, conclui.
O setor exportador agora aguarda detalhes técnicos do governo americano para mensurar os reais efeitos da decisão sobre contratos, custos e planejamento logístico.

“Niterói está se consolidando como um grande polo da Economia Azul. Sediar a segunda edição do Tomorrow Blue Economy reforça o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, a inovação e a geração de oportunidades que valorizem o potencial do nosso litoral e da nossa cidade”, afirma o prefeito Rodrigo Neves.
Segundo um estudo da ONU e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a chamada Economia do Mar já representa cerca de 20% do PIB nacional e movimenta entre US$ 3 e 6 trilhões por ano no mundo. No Brasil, esse setor se fortalece como uma agenda estratégica que une compromisso ambiental e oportunidade econômica, com forte potencial na captação de investimentos privados.
Em sua primeira edição, o encontro reuniu mais de 2 mil participantes e, para 2025, a expectativa é receber mais de 3 mil pessoas, incluindo 700 executivos e líderes da indústria, 100 palestrantes e diferentes expositores. Nesta segunda edição, o tema do evento é “The debate that makes waves” (O debate que gera ondas, em português).
Programação – A programação conta com debates sobre soluções concretas e oportunidades de negócios na Economia Azul, que é o modelo que combina uso sustentável dos recursos oceânicos e hídricos com geração de empregos, desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Além das autoridades municipais, participam grandes nomes globais que inspiram transformações no setor. Entre eles, estão os brasileiros Richard Rasmussen, biólogo; Saulo Jennings, embaixador gastronômico da ONU Turismo; e a trindadense Diva Amon, cientista marinha de renome internacional e especialista em oceano profundo.
“Neste ano, o evento retorna ainda mais robusto, reafirmando a missão de posicionar Niterói e o Brasil na linha de frente do desenvolvimento marítimo e da transição energética offshore”, explica o CEO do iCities, Caio Castro.
No Caminho Niemeyer, o público também vai poder aproveitar outras áreas de destaque como o Congresso Técnico, no Teatro Popular; a Praça do Povo – com ações culturais, oficinas e ativações de marcas; a Área Pesqueira, voltada aos saberes tradicionais e gastronomia; e a Cúpula, onde se concentrarão ativos da indústria naval, offshore e Economia Azul.
Imersões – Ao longo de novembro, os moradores foram convidados a participar de atividades imersivas que reforçam a importância da Economia Azul, transformando o evento em um movimento coletivo de conscientização e mobilização cidadã. Foram realizadas ações como a corrida Blue Running e o Circuito Blue Wave. Até o dia 22, o público ainda pode aproveitar a Arena Blue Economy, espaço aberto na Praia de Icaraí com esportes, lazer e diversas experiências imersivas.
Serviço Tomorrow Blue Economy:
Dias 26 e 27 de novembro
Local: Caminho Niemeyer – Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/n- Centro
Mais informações pelo site: http://www.

Niterói ficou em primeiro lugar na América Latina em um dos índices globais mais importantes da atualidade, o Copenhagenize, que avalia as cidades mais amigas da bicicleta. O município ficou na frente de Bogotá, Fortaleza, Guadalajara e Buenos Aires e alcançou o sétimo lugar entre as cidades não europeias. Já no ranking geral, Niterói ficou na 43° posição.
O Índice Copenhagenize é divulgado a cada dois anos. Em 2025, analisou 100 cidades de 44 países, por meio de uma metodologia baseada em diversos dados. Ao todo são três pilares: infraestrutura segura e conectada; uso e alcance; e políticas de apoio.
“É muito importante o reconhecimento do Índice Copenhagenize 2025. Isso reafirma a escolha de Niterói por um futuro mais sustentável e inclusivo, reconhecendo a bicicleta como elemento central da mobilidade urbana. Vamos seguir avançando, com investimentos que melhorem a vida de quem pedala na cidade”, destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Nos últimos 12 anos, Niterói se consolidou como referência em mobilidade sustentável. A Prefeitura expandiu a malha cicloviária que hoje alcança 90 quilômetros, incluindo ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas. A Avenida Marquês do Paraná tem a ciclovia mais movimentada do Brasil. Na quarta-feira passada (12), a ciclovia bateu mais um recorde diário de passagens: quase 7.500 ciclistas.
O NitBike, sistema gratuito de bicicletas compartilhadas, já ultrapassou 1,7 milhão de viagens, possui cerca de 150 mil usuários cadastrados e é um dos sistemas mais movimentados do país. O município também conta com o Bicicletário Arariboia, primeiro bicicletário público gratuito do Brasil, com 815 vagas, que também sedia o Polo Cicloviário Arariboia, focado na educação e cultura da bicicleta.
“Esse reconhecimento internacional confirma a consistência das políticas cicloviárias de Niterói ao longo dos últimos anos. Investimos em infraestrutura conectada, cultura da bicicleta, serviços públicos a quem usa a bicicleta, lazer e esporte. O resultado mostra que a cidade avançou de forma estruturada e segue sendo referência para o Brasil e para a América Latina na pauta”, afirmou o coordenador do Niterói de Bicicleta, Filipe Simões.

Chegou a hora de transformar passos em voz, união e força!
No dia 30 de novembro, Niterói vai se vestir de laranja para dizer basta à violência contra mulheres e meninas. 🧡
O movimento acontece simultaneamente em diversas cidades do mundo, e pela primeira vez, Niterói fará parte dessa grande mobilização global.
O evento contará com a venda do kit solidário, e toda a renda será destinada à produção da caminhada e à reforma da Delegacia de Atendimento à Mulher de Niterói (DEAM).
🔗 Garanta o seu kit: https://www.ticketsports.com.br/e/caminhada-pelo-fim-da-violencia-contra-mulheres-e-meninas-2025-74477
30 de novembro | 8h | Praia de Piratininga
Juntas e juntos, por um mundo livre de violência.

Mais de mil universitários de baixa renda serão beneficiados nessa nova fase com R$ 700
A Prefeitura de Niterói deu mais um passo em uma de suas políticas públicas mais inovadoras, com o lançamento, nesta terça-feira (18), no Caminho Niemeyer, do 2º Edital do Programa Aluguel Universitário. Reconhecido como o maior programa municipal de auxílio-moradia para estudantes do Brasil, a iniciativa paga um subsídio de R$ 700 mensais para que alunos de baixa renda de instituições públicas e privadas possam custear sua moradia no Centro da cidade.
“Estou vendo esses jovens aqui fazendo a faculdade, muitos vindo das classes populares, mas que apesar das dificuldades, não desistiram de lutar para realizar o seu sonho, talvez de ser o primeiro, dentro da sua família, a concluir um ensino superior. Então, que vocês possam perseverar nessa luta e contem com esse governo, que tem um profundo compromisso com a redução das desigualdades e com a educação. Tenho certeza que o Aluguel Universitário é uma das melhores expressões de política pública voltada para a juventude”, declarou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
Na primeira fase, em julho, 650 alunos foram selecionados. Agora, outros mil estudantes serão beneficiados. As inscrições vão até o dia 2 de dezembro e o resultado sai no dia 19. O primeiro pagamento será efetuado em fevereiro de 2026. Para participar do processo de seleção, o estudante deve estar matriculado em curso superior presencial, ser oriundo de família com renda bruta igual ou inferior a três salários mínimos, não receber outro subsídio financeiro de mesma natureza e ter mais de 18 anos na data da publicação do edital.
Edson Luiz de Oliveira Neves Coelho, de 20 anos, já separou todos os documentos e torce para ser aprovado no Programa. Ele mora em São Gonçalo e faz pedagogia na UFF.
“Vai melhorar muito a minha condição de vida, porque morar em São Gonçalo e estudar em Niterói é bem cansativo. É muito tempo perdido no transporte, reduzindo muito o tempo de estudo e lazer. Morar em Niterói também amplia as possibilidades de acesso à cultura, pois a cidade tem uma vasta e diversificada programação”, diz.
O Aluguel Universitário também cumpre um papel estratégico dentro do projeto de revitalização do Centro da cidade, trazendo vida e movimento para a região. Os imóveis devem estar localizados na área de abrangência, que inclui o Centro e partes dos bairros de São Domingos e São Lourenço.
A eficácia do Programa é comprovada por histórias reais, como a da estudante Carm Suze Jean, de 25 anos, que saiu do Haiti para estudar Farmácia na UFF. Ela foi uma das beneficiadas no primeiro edital.
“Foi fundamental essa ajuda porque era muito difícil meus pais conseguirem mandar algum tipo de ajuda para mim. Eu também enfrentava muita dificuldade financeira. Agora, eu vivo com mais tranquilidade”, explica a haitiana.
João Pedro Boechat, coordenador municipal da Juventude, reforça o caráter transformador do Programa.
“É muito gratificante ver esse sonho se tornando realidade. Agora, serão mais mil jovens com a chance de viver uma nova experiência de cidade, com mais qualidade de vida e com a certeza de que Niterói acredita neles e na educação”, destacou.
As inscrições podem ser feitas através do site https://sites.niteroi.rj.
Fotos: Evelen Gouvêa

Desde a 1ª edição, em 2025, as transações comerciais representam mais de R$ 135 milhões
A 8ª edição do CONECTA FACERJ reuniu, no dia 18 de novembro, empreendedores, especialistas, lideranças institucionais e representantes do poder público no Centro de Estudos Ambientais – Praia da Chácara, em Angra dos Reis. O encontro, promovido pela FACERJ em parceria com o SEBRAE Rio, reforçou o papel estratégico da Costa Verde no avanço da Economia do Mar, da inovação e da sustentabilidade no Estado do Rio de Janeiro.
A abertura institucional contou com a presença do presidente da FACERJ e do Conselho Deliberativo do Sebrae Rio, Robson Carneiro, do superintendente de Inovação e Tecnologia da Sedeics, Mauricio Guedes, do secretário de Desenvolvimento Econômico de Angra, Essiomar Gomes, da deputada estadual Célia Jordão e de Rodrigo Machado, diretor do CREA-RJ representando o presidente do conselho Miguel Fernández (presidente do CREA-RJ). As autoridades ressaltaram a vocação econômica da região e a importância das políticas voltadas para o mar, inovação e qualificação profissional.
Robson Carneiro agradeceu a presença de todos e explicou que a edição do Conecta em Angra atendeu ao pedido da deputada Célia Jordão, a quem chamou de embaixadora de Angra, e do secretário Essiomar Gomes, também vice-presidente da Fecomércio-RJ e presidente da Associação Comercial de Angra dos Reis: “Eles representam, junto com o secretário Mauricio Guedes, lideranças que trabalham incansavelmente para o desenvolvimento econômico e social da cidade, fomentando a geração de emprego e renda de forma sustentável, respeitando o meio ambiente”.
De acordo com Carneiro, “o propósito do CONECTA FACERJ é justamente permitir a conexão entre pessoas e empresas, aqui com a participação inclusive companhias internacionais, para gerar negócios e parcerias. Desde o ano passado até hoje já foram mais de R$ 135 milhões de transações comerciais”.
A deputada Célia Jordão, autora da lei que criou a política estadual da Economia do Mar, ressaltou a importância do setor para o desenvolvimento da cidade e para o estado do Rio de Janeiro. Já o presidente da ACEAR, secretário Essiomar Gomes, destacou o impacto da edição local: “O Conecta vem fazendo diferença no estado ao promover aprendizado, relacionamento e novas oportunidades. Angra vive um momento único para desenvolver sua economia do mar e o projeto chega para fortalecer ainda mais esse ecossistema”, afirmou.
Mauricio Guedes reforçou a importância da conexão entre MPEs, instituições de ensino e poder público. “Nem mesmo a Petrobras e as maiores empresas do mudo conseguem manter a capacidade de inovação sem o relacionamento com pequenas empresas, universidades e suas startups, entidades como o Sebrae e de órgãos públicos”, recomendou.
Por fim, Rodrigo Machado ressaltou a importância dessa edição do CONECTA FACERJ em Angra dos Reis e agradeceu pela oportunidade de participar representando o presidente do CREA-RJ, parceiro estratégico do evento.
Painéis e debates conectam conhecimento, negócios e o ecossistema produtivo da Costa Verde
O painel Abertura Panorama da Economia do Mar na Região da Costa Verde abordou o potencial marítimo fluminense com prof. Joilson Cabral (Coppe/UFRJ), coordenador do projeto de Política de Economia Azul no Estado; Wagner Junqueira, secretário de Indústria e Economia do Mar; Carlos Cordovil, da Bunker One; e mediação de João Leal, superintendente de Portos, Terminais e Assuntos Nucleares. Representando o propósito do CONECTA com a “tríplice hélice do desenvolvimento”, nas palavras de João Leal, o painel uniu academia, poder público e inciativa privada.
O secretário Wagner Junqueira afirmou que há grande demanda por emprego na região nos setores de turismo, hotelaria, energia e serviços, porém falta mão de obra qualificada. “Temos firmado parceiras para capacitação com Firjan, Sebrae, Senac de modo a suprir essa carência”, afirmou.
Para Cordovil, diretor da empresa dinamarquesa Bunker One, líder na venda de combustível marítimo, o grande desafio é ter segurança jurídica. “Nossa atividade é altamente regulamentada e estamos atuando para obter licença para atuar em Angra na modalidade chamada de águas interiores”, explicou.
Joilson Cabral apresentou o conceito da economia do mar e destacou grandes números do setor. “São 84 mil empresas que geram 300 mil empregos no Brasil e a Costa Verde é a região que possui o maior adensamento produtivo puxado pela construção naval, turismo, pesca, óleo&gás e energia nuclear”, ressaltou.
Na sequência, empreendedoras apresentaram pitches contando histórias inspiradoras da criação das empresas. Participaram Rani del Rey, da Rani Bazar de moda circular (Ilha Grande); Rosana Andrade, do restaurante Canto das Canoas que serve pescados da região (Ilha da Gipóia); Sibelle Kato, da Angra Sol e Mar de turismo náutico e hospedagem; e Samara Oliveira, da Marulho Eco (Ilha Grande) no painel mediado por Francisco César, do Sebrae Costa Verde.
Com o tema Inovação & Sustentabilidade, o penúltimo painel reuniu o secretário de Planejamento e Gestão de Angra, André Pimenta, o diretor da TurisAngra Nilton Judice, o engenheiro Marcelo Gomes, da Eletronuclear, e mediação de Bruno Ramos, da Litoral Tour. André Pimenta enfatizou as parcerias com instituições de ensino como UFRRJ, UFRJ, Sebrae, Firjan e Senac para capacitação profissional. Marcelo Gomes desmistificou o temor com a utilização da energia nuclear, fonte de energia limpa, lembrando que ela está presente na medicina (radioterapia), na indústria (esterilização de materiais e controle de qualidade) e agricultura (conservação de alimentos e estudo de solo). Gomes propôs a criação de um roteiro turístico-educacional de visitação às usinas de Angra dos Reis.
Finalizando as apresentações, o coordenador de Capitalização e Serviços Financeiros do Sebrae Rio, Marcos Mendes, deu orientações sobre acesso a crédito, gestão financeira e oportunidades para pequenos e médios negócios no painel Finanças & Crédito.
Rodada de Negócios impulsionou conexões empresariais
Com a participação das empresas-âncoras Nuclep, Transpetro, BR Marinas, Eletronuclear e Tpar, além das instituições financeiras Age Rio, Sicredi, Caixa, Bradesco e Sicoob, a rodada de negócios reuniu 30 micro e pequenos empreendedores fornecedores do setor da economia do mar. A dinâmica promoveu conexões estratégicas, agendamento de reuniões, abrindo espaço para parcerias e ampliado as oportunidades de desenvolvimento regional.
A última edição, realizada em Maricá, havia movimentado mais de R$ 35 milhões em potenciais negócios — e Angra dos Reis manteve o ritmo de crescimento do projeto,
O CONECTA Angra dos Reis foi realizado pela FACERJ e SEBRAE Rio, com patrocínio de CREARJ – O Engenheiro do Rio de Janeiro, Sistema OCB/RJ | SESCOOP/RJ, ICTIM, Fecomércio RJ e Bunker One. Contou com o apoio de ACEAR, Porto de Angra dos Reis, Prefeitura de Angra dos Reis, Secretaria de Energia e Economia do Mar, Sedeics, UNISUAM, ABEEMAR e CACB.
A nona e última edição de 2025 do Conecta Facerj será no dia 9 de dezembro, em Macaé.

O órgão irá solicitar vistas às informações levantadas pela CPI para investigar com maior profundidade ainda as associações de proteção veicular.
A CPI das Câmeras, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), se reuniu, nesta segunda-feira (17/11), com representantes da Receita Federal para discutir possíveis irregularidades fiscais em empresas de proteção veicular. Durante a reunião, o órgão afirmou que, diante do material apresentado pelo colegiado, há fortes indícios de fraude fiscal por parte dessas empresas.
A representante da Superintendência Regional da Receita Federal, Mônica Barreto, afirmou que o órgão iniciará a análise dos indícios levantados pela CPI. “Se essas entidades atuam como seguradoras, precisam pagar os principais tributos federais e municipais aplicados ao setor. Por isso, vamos solicitar vistas às informações já levantadas pela comissão, estudar o material e encaminhar à nossa área responsável pela análise desses indícios”, explicou.
Para o presidente da CPI, deputado Alexandre Knoploch (PL), a presença da Receita Federal é fundamental para avançar na investigação. “As associações não seguem o regramento tributário e já identificamos indícios de uma sonegação que pode chegar à casa do bilhão. Se 20% disso deveria ser tributo, estamos falando de cerca de R$ 200 milhões. É um volume muito significativo, que precisa ser esclarecido. A entrada da Receita no processo é importante porque ela tem mais ferramentas e condições de aprofundar essa análise e confirmar o que estamos levantando”, afirmou.
O deputado Alan Lopes (PL) chamou atenção para a gravidade das irregularidades fiscais atribuídas às empresas de proteção veicular e rebateu a versão apresentada pelos investigados. “Eles alegaram falha dos bancos, mas essa justificativa não se sustenta. Já há indícios de fraude tributária, uso de familiares como laranjas e conexões com grupos que atuam na recuperação de veículos. Estamos preparando um relatório consistente para que os órgãos de controle possam responsabilizar quem for devido”, pontuou.
Sobre essa hipotética situação dos bancos, a representante da Receita Federal reforçou a confiabilidade das informações financeiras citadas durante a reunião. “Toda movimentação bancária que chega à Receita vem formalmente pelos próprios bancos. Em princípio, está tudo correto, são informações oficiais, declaradas pelas instituições financeiras”, disse Mônica Barreto.
Oitivas com o setor
Durante a reunião, os deputados também ouviram Alex Cordeiro, presidente da empresa Gênesis, que atua há 12 anos no setor e apresentou um relatório informando aproximadamente R$ 30 milhões em arrecadação entre janeiro e outubro. Ao examinar a estrutura da companhia, o colegiado identificou a participação do sócio Alexandre Detone, proprietário da Adm Tracker, empresa de monitoramento responsável por cerca de 15% do faturamento da Gênesis, o equivalente a R$ 500 mil mensais.
Durante a sabatina, também foi informado que Detone mantém sociedade com Cordeiro em mais duas empresas, incluindo uma sorveteria. Diante dessas ligações societárias, a CPI deliberou a convocação de Detone para prestar esclarecimentos.
CPI vistoria desmanche de carros
Na última sexta-feira (14/11), membros da CPI realizaram uma fiscalização em um pátio que estaria sendo usado para desmanche de veículos roubados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Durante a ação, os parlamentares encontraram no local um homem com a chave do galpão, ele foi encaminhado à Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis para prestar esclarecimentos, enquanto o espaço foi lacrado e o caso encaminhado para perícia.
Knoploch afirmou que as investigações têm revelado a estrutura do crime organizado por trás do roubo e do desmanche de veículos no estado. “Estouramos mais um ponto clandestino e encontramos peças novas, carros inteiros reduzidos a fragmentos e placas adulteradas. Tudo indica material de veículos roubados. A cadeia é sempre a mesma: roubo, desmanche, receptação e venda em plataformas gigantes. Vamos continuar apertando, expondo e desmantelando cada elo dessa engrenagem criminosa”, declarou.
Já o vice-presidente da Comissão, deputado Marcelo Dino (União), reforçou a necessidade de manter o rigor das apurações conduzidas pela CPI. “Encontramos no desmanche carros marcados por manchas de sangue, peças sem identificação e vidros quebrados. Esse sistema criminoso vem assolando o estado e facilitando a vida de quem age à margem da lei. Vamos continuar com essas ações até chegarmos a todos os responsáveis”, afirmou.
Foto: Alex Ramos

O auditório do Caminho Niemeyer recebeu, nesta segunda-feira (17), o debate “O Futuro das Cidades no Século XXI”, que reuniu lideranças, especialistas e moradores para discutir os desafios e oportunidades de Niterói rumo a 2050. O encontro integra o ciclo de debates do projeto Niterói que Queremos (NQQ) e contou com uma palestra do professor Boaventura de Sousa Santos. A iniciativa faz parte de um processo participativo que já mobilizou mais de 14 mil pessoas em consultas públicas.
Boaventura de Sousa Santos destacou a importância do planejamento urbano participativo e fez críticas aos modelos tradicionais de desenvolvimento. Sociólogo, jurista e ativista português, ele é reconhecido internacionalmente por suas contribuições nas áreas de globalização, sociologia do direito, epistemologia e direitos humanos. É professor emérito da Universidade de Coimbra, acadêmico da Universidade de Wisconsin–Madison e autor de obras renomadas.
O prefeito Rodrigo Neves ressaltou os avanços recentes nas áreas de mobilidade urbana, combate às desigualdades, segurança pública integrada e investimentos em educação e tecnologia.
“Niterói tem mostrado que é possível construir uma cidade que cuida das pessoas, valoriza a participação popular e olha para o futuro com esperança e responsabilidade. Nosso desafio agora é seguir inovando e garantindo qualidade de vida para todos. O Niterói que queremos é uma cidade inclusiva, inovadora, que valoriza sua diversidade e aposta no desenvolvimento sustentável”, afirmou o prefeito.
Ele também mencionou desafios demográficos, como o envelhecimento da população, a necessidade de uma transição econômica sustentável baseada na economia do conhecimento e verde, e a importância de reduzir desigualdades territoriais.
Durante sua fala, Boaventura reforçou a defesa de processos decisórios mais amplos e participativos no planejamento urbano.
“O planejamento ou é participativo, ou não é planejamento. Precisamos de uma participação real, que envolva de fato a população e nos permita pensar um ‘socialismo municipalista’ frente à crise do capitalismo selvagem que vivemos, e também avançar na renaturalização das cidades”, afirmou.
O evento contou ainda com a participação da vice-prefeita Isabel Swan; da secretária de Planejamento, Isadora Modesto; do secretário de Participação Social, Octávio Ribeiro; da secretária de Direitos Humanos, Cláudia Ferreira ; e do procurador municipal, Técio Lins e Silva. Todos destacaram o caráter colaborativo e multidisciplinar do NQQ.
A secretária Isadora Modesto ressaltou o crescimento da participação popular e o engajamento de instituições no fortalecimento de políticas públicas integradas.
“Mais de 14 mil pessoas já participaram da consulta pública ‘Niterói que Queremos’, superando as 10 mil da edição anterior. O processo reforça a importância de envolver a população na discussão sobre transição demográfica e econômica e redução das desigualdades territoriais”, afirmou.
Fotos : Evelen Gouvea