Prefeitura anuncia maior obra da história do Morro do Estado: investimento é de R$ 35 milhões

Projeto inclui infraestrutura e revitalização urbana. Moradores celebram avanço inédito na comunidade

A comunidade do Morro do Estado, em Niterói, se prepara para receber a maior transformação de sua história. Com previsão de investimento de R$ 35 milhões, a Prefeitura anunciou um amplo projeto de urbanização e infraestrutura, que vai beneficiar diretamente os moradores. A ordem de início foi dada pelo prefeito Rodrigo Neves neste sábado (4). O chefe do Executivo estava acompanhado da primeira-dama e gestora do Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados (EPTC), Fernanda Sixel Neves, e de secretários municipais. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 12 meses.

O projeto tem como objetivo atender às demandas dos moradores da comunidade. Entre as melhorias previstas estão a requalificação dos acessos, becos, calçadas e escadarias; implantação de cinco pontos de contenção de encostas; recuperação das áreas de lazer com brinquedos e academia da terceira idade; além de ações de paisagismo e pavimentação.

“Este é o maior investimento da história do Morro do Estado. Um projeto pensado com carinho, que vai mudar a realidade da comunidade. Já melhoramos o abastecimento de água e quem mora aqui há mais tempo no local sabe a importância disso. Fico feliz de poder estar novamente com essas pessoas e seus familiares que são testemunhas de tudo o que foi conquistado”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.

Ele lembrou ainda que, além destas obras, futuramente a comunidade será beneficiada com o Vida Nova no Morro. O programa é uma política pública intersetorial da Prefeitura de Niterói, coordenada pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária (SMHRF) e pelo Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados, gerido pela primeira-dama. Desenvolvido em cooperação técnica e financeira com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o programa tem foco em melhorias habitacionais, desenvolvimento socioeconômico e transformação urbana das favelas do município.

O planejamento prevê a atuação nas 83 comunidades de Niterói, beneficiando mais de 150 mil pessoas com obras de infraestrutura, contenção de encostas, saneamento, melhorias habitacionais e políticas integradas nas áreas de cultura, educação, saúde e segurança pública.

“Vamos pintar cada casa do Morro do Estado. Os moradores terão um lugar lindo”, acrescentou o prefeito.

Também foram realizados investimentos expressivos na área da saúde, como a reforma da unidade básica de saúde local e a expansão do Programa Médico de Família.

“Resido aqui há 40 anos. Essa modernização é fundamental para a comunidade. As novas vias de acesso vão beneficiar tanto os antigos moradores quanto as gerações futuras”, afirmou a moradora Raquel Silva.

As obras terão foco na infraestrutura, mobilidade, drenagem, abastecimento e revitalização dos espaços públicos, com impacto direto na qualidade de vida da população.

Também moradora do Morro do Estado, Priscila Almeida celebrou a iniciativa. “Esse projeto é muito importante pra gente. Muitas vezes somos esquecidos, mas o prefeito está vindo aqui para trazer obras, organizar e valorizar a nossa comunidade. Isso é o que a gente merece”, afirmou a moradora.

Fotos: Evelen Gouvea

 

Revitalização do Centro de Niterói ganha mais um investimento privado importante

Prefeito assina alvará de aprovação de novo empreendimento com mais de 700 unidades

A revitalização do Centro de Niterói continua atraindo investimentos privados importantes, desta vez da empresa mineira Emccamp, que tem quase 50 anos de existência e pretende investir mais de R$ 1 bilhão na cidade nos próximos anos.  Nesta quinta-feira (02), o prefeito Rodrigo Neves recebeu o vice-presidente da empresa, André Campos, e o diretor regional, Diego Assis, e assinou o alvará de aprovação para viabilizar o projeto de construção de um empreendimento com mais de 700 apartamentos e lojas, em uma grande área próxima ao Mercado São Pedro, com vista para a Baía de Guanabara, adquirida pela construtora.

“Este novo empreendimento é a prova de que os investimentos públicos na revitalização do Centro criaram um ambiente de confiança, atraindo grandes grupos empresariais. A parceria entre poder público e iniciativa privada é fundamental para requalificar o Centro, criando novas opções de moradia e valorizando ainda mais esta região histórica da cidade”, declarou o prefeito Rodrigo Neves.

O novo empreendimento terá duas torres de 25 andares cada e 50 lojas no térreo. As unidades habitacionais terão dois quartos e deverão ser enquadradas na faixa 3 do Programa Minha Casa Minha Vida, destinada a famílias com renda mensal bruta entre R$ 4.700 e R$ 8.600, permitindo o financiamento de imóveis de até R$ 350 mil, com taxas de juros reduzidas e prazos de pagamento facilitados.

O secretário de Urbanismo, Carlos Krykhtine, destacou a importância dos novos empreendimentos na região, dentro do conceito de fachada ativa, com restaurantes e serviços, para tornar o ambiente urbano mais vibrante e estimular a economia local e a mobilidade a pé.

“Hoje fizemos a aprovação desse empreendimento. Celebramos porque são mais famílias que poderão vir morar em uma área revitalizada, de frente para o mar. Serão novas moradias que poderão ser alugadas por estudantes universitários e mais empregos gerados”, afirmou Krykhtine.

Fotos: Evelen Gouvêa 

 

 

Niterói no centro da agenda climática latino-americana

Primeira cidade brasileira a sediar a Escola de Resiliência da Rede Mercocidades, município se torna referência em soluções para os desafios das mudanças climáticas
Em um mundo cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas, são nas cidades que os efeitos mais devastadores se manifestam. Começou nesta quarta-feira (1º), em Niterói, a 8ª edição da Escola de Resiliência da Rede Mercocidades, um dos mais relevantes encontros internacionais voltados à formação de gestores públicos para lidar com os desafios ambientais do presente e do futuro. A iniciativa é uma parceria entre o Programa de Cooperação Sul-Sul de Mercocidades e o R-Cities (Rede Global de Cidades Resilientes). Niterói foi escolhida como cidade-sede pelo trabalho que vem desenvolvendo na agenda da resiliência nos últimos anos.

O evento vai até esta sexta-feira (03) e reúne representantes de 23 cidades de sete países da América Latina e Central: Argentina, Colômbia, México, Honduras, Uruguai, Equador e Brasil. Os participantes vão trocar experiências e discutir estratégias para fortalecer a capacidade de resposta das cidades frente a eventos climáticos extremos e outras vulnerabilidades urbanas.

De acordo com o prefeito Rodrigo Neves, esse reconhecimento é fruto de uma política pública consistente e de longo prazo:

“A escolha de Niterói como sede não é por acaso. O município vem se consolidando como exemplo nacional e internacional de planejamento urbano resiliente, com investimentos expressivos em prevenção, tecnologia e infraestrutura verde. É uma grande honra para Niterói ser a primeira cidade brasileira a receber a Escola de Resiliência. É um sinal claro de que o que estamos fazendo aqui pode inspirar outras cidades”, reforçou o prefeito Rodrigo Neves.

Durante o evento, os participantes estão realizando uma série de visitas técnicas a projetos estratégicos desenvolvidos pela Prefeitura de Niterói. Entre os destaques estão o Parque da Cidade, o radar meteorológico de alta precisão, o Parque Orla de Piratininga (POP) e outras soluções baseadas na natureza que vêm transformando a relação da cidade com seu território.

Outro ponto alto será o seminário em parceria com o COR (Centro de Operações Rio), que discutirá tecnologias aplicadas às cidades inteligentes, eixo fundamental para a construção de territórios resilientes, conectados e preparados para agir diante de riscos.

“Investimos em obras de contenção de encostas, drenagem, tecnologia e capacitação de equipes. Implementamos um radar meteorológico de última geração e ampliamos nossa rede de monitoramento. Esse trabalho está salvando vidas, e queremos compartilhar essas experiências. Estamos recebendo representantes de diversos países latino-americanos, e é uma grande oportunidade para mostrar tudo que já desenvolvemos: radar meteorológico, rede de pluviômetros, obras estruturantes e, sobretudo, uma nova cultura de prevenção”, afirmou o secretário executivo, Felipe Peixoto.

Criada em 2017, a Escola de Resiliência da Rede Mercocidades é um espaço de formação voltado a governos locais comprometidos com a construção de cidades mais seguras, humanas e preparadas. Os encontros oferecem capacitações práticas sobre políticas públicas, gestão de risco, infraestrutura verde e planejamento urbano adaptado à realidade climática.

A edição em Niterói conta com a contribuição de organizações internacionais como o Escritório da ONU para Redução de Riscos de Desastres (UNDRR), a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (G-Com).

Para Lautaro Lorenzo, secretário executivo do Mercocidades, a integração regional é fundamental:

“As cidades latino-americanas estão vivendo os efeitos da crise climática na pele. A Escola de Resiliência ajuda a criar uma rede de apoio, onde gestores locais compartilham acertos, aprendem com os erros e constroem políticas públicas mais eficazes. Niterói é um exemplo claro de que, com vontade política e planejamento, é possível fazer diferente. Essa integração é de extrema importância”, disse Lautaro Lorenzo.

De acordo com o ex-prefeito e consultor para temas ambientais e do clima de Niterói, Axel Grael, a Escola de Resiliência é um espaço de troca real de conhecimento:

“É um trabalho muito completo e integrado para fortalecer a resiliência, com investimentos pesados em obras de contenção. Temos uma das melhores Defesas Civis do Brasil e projetos inovadores como o Encosta Verde. Temos certeza de que serão dias de boas trocas com as cidades que também fazem parte da rede Mercocidades”, destacou Axel Grael.

Niterói sediará a 30ª Cúpula de Mercocidades em dezembro

De 3 a 5 de dezembro de 2025, Niterói será palco da 30ª Cúpula da Rede Mercocidades, que terá como tema “Caminhos para Cidades Resilientes, Pacíficas e Sustentáveis”. No marco do 30º aniversário da rede, o encontro vai reunir prefeitos, autoridades locais, representantes de redes internacionais, organismos multilaterais, academia e sociedade civil em um espaço de diálogo e cooperação em prol do desenvolvimento urbano sustentável. Na ocasião, o prefeito Rodrigo Neves assumirá a presidência do Mercocidades.

Fotos: Lucas Benevides 

 

Prefeitura de Niterói convoca população para plenárias regionais do Pacto Contra a Violência nesta quinta-feira (02)

Encontros fazem parte da construção participativa do novo ciclo do programa, que definirá as diretrizes de segurança e cultura de paz até 2030

A Prefeitura de Niterói realiza, nesta quinta-feira (02), duas plenárias regionais abertas à população como parte da construção do segundo ciclo do Pacto Niterói Contra a Violência (2025-2030). Os encontros vão reunir moradores, especialistas e gestores públicos para debater propostas que consolidem avanços na segurança pública, enfrentem novos desafios e estimulem uma cultura de paz na cidade.

A primeira plenária será dedicada ao tema Educação, às 9h, no Centro de Formação Darcy Ribeiro (Rua Benjamin Constant, 562 – Barreto). Já a segunda plenária será a Audiência Regional Pendotiba, às 18h, no Colégio Estadual Leopoldo Fróes (Rua Reverendo Armando Ferreira, s/n – Largo da Batalha).

Criado em 2018, o Pacto Niterói Contra a Violência é uma política pública pioneira no Brasil e referência nacional em segurança cidadã. No primeiro ciclo (2018-2024), a Prefeitura investiu mais de R$ 820 milhões em 18 projetos de prevenção, policiamento, convivência comunitária e ação territorial integrada. O programa beneficiou mais de 50 mil jovens com iniciativas como o Território da Juventude, Niterói Jovem EcoSocial, Programa Aprendiz Musical e Espaço Nova Geração.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), entre 2018 e 2024, Niterói registrou queda de 67,86% nos homicídios, redução de 75,89% nos roubos de rua, diminuição de 84,68% nos roubos de veículos e redução de 84,65% nos roubos a estabelecimentos comerciais.

As plenárias do segundo ciclo do Pacto serão organizadas por regiões da cidade (Norte, Sul, Centro, Região Oceânica e Pendotiba) e contarão também com encontros temáticos sobre Juventude, Urbanismo Social, Tecnologia, Policiamento e Mediação de Conflitos.

A coordenadora executiva do Pacto, professora Maria das Graças Silva Raphael, reforça que a participação popular é essencial.

“Cada ação do Pacto tem impacto direto nos territórios, com transformações urbanísticas, sociais e educativas. A sociedade civil foi e seguirá sendo protagonista nesse processo. É fundamental que os moradores participem para construirmos juntos uma cidade mais justa, segura e humana”, destacou Graça.

Mais informações sobre a programação completa das plenárias podem ser encontradas no site: www.pactocontraaviolencia.niteroi.rj.gov.br  

Fotos: Bruno Alves

 

MPRJ reúne adolescentes e gestores para discutir políticas públicas em Campos dos Goytacazes

Como parte do projeto Infância em Ação, desenvolvido como estratégia de atuação funcional, a Promotoria de Tutela Coletiva da Infância e Juventude de Campos dos Goytacazes realizou, nesta semana, reuniões que contaram com a participação direta de crianças e adolescentes,  titulares dos direitos em debate, junto a gestores públicos. Foram debatidas propostas para o exercício dos direitos ao esporte, ao lazer e à convivência comunitária, reconhecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como dimensões essenciais para o desenvolvimento saudável.
Os encontros aconteceram na sede do MPRJ em Campos dos Goytacazes e foram promovidos pela promotora de Justiça Anik Rebello Assed Machado, que reuniu secretários municipais de Obras, Urbanismo e Patrimônio Público com adolescentes atuantes como representantes comunitários, vinculados às OSCs Bem Faz Bem e Centro Juvenil São Pedro-Salesiano.

De acordo com a promotora de Justiça, a presença ativa dos adolescentes reforça o compromisso do MPRJ com a promoção da participação social infantojuvenil na formulação de políticas públicas. “O diálogo interinstitucional busca assegurar que a voz de crianças e adolescentes seja ouvida e considerada nos processos de decisão que impactam diretamente suas vidas”, declarou Anik Rebello Assed Machado.
Ao final dos debates, foram deliberadas providências e estabelecidos prazos para a implementação de medidas pelo ente municipal, de modo a garantir os direitos discutidos. Também foram agendados novos encontros de acompanhamento, assegurando a continuidade do diálogo e a efetiva execução das ações propostas.

Niterói é a primeira cidade brasileira a receber a Escola de Resiliência do Mercocidades

Evento começa nesta quarta-feira (01) e reunirá representantes de 23 cidades da América Latina

Niterói recebe, de 1º a 3 de outubro, a 8ª edição da Escola de Resiliência da Rede Mercocidades. A iniciativa, uma parceria entre o Programa de Cooperação Sul-Sul de Mercocidades e o R-Cities (Rede Global de Cidades Resilientes), vai trazer representantes de seis países e 23 cidades da América Latina e Central para um treinamento voltado a governos locais. Niterói foi escolhida como cidade-sede pelo trabalho que vem desenvolvendo na agenda da resiliência ao longo dos últimos anos.

De quarta a sexta-feira (3), profissionais da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Honduras, México e Uruguai vão participar da capacitação da Rede Global de Cidades Resilientes. O objetivo é fornecer aos governos locais ferramentas para aprimorar suas estratégias de resiliência, com foco especial em infraestrutura para construir cidades cuidadoras, seguras e resilientes.

Rodrigo Neves, prefeito de Niterói, destacou a importância da escolha do município:

“É uma grande honra para Niterói ser a primeira cidade brasileira a receber a Escola de Resiliência. Esse reconhecimento internacional é resultado do trabalho contínuo que desenvolvemos nos últimos anos para proteger nossa população, investir em prevenção e tornar a cidade cada vez mais preparada diante dos desafios climáticos e ambientais. Queremos compartilhar nossas experiências e também aprender com outras cidades, fortalecendo a cooperação internacional e o compromisso de construir um futuro mais seguro e sustentável.”

Além da capacitação, as equipes também farão uma visita técnica ao radar meteorológico de alta precisão da Prefeitura de Niterói. Na cidade, as políticas de resiliência são uma prioridade permanente, o que colocou o município em posição de destaque e vanguarda na agenda. Nos últimos 12 anos, o município investiu mais de R$ 1,7 bilhão em resiliência e prevenção, incluindo equipamentos, tecnologia, capacitação profissional, obras de drenagem, pavimentação e contenção de encostas em todas as regiões da cidade.

A Escola de Resiliência – Criada em 2017, é um espaço de treinamento para governos locais que desejam aprofundar a criação de políticas públicas de resiliência urbana capazes de antecipar e mitigar os riscos e vulnerabilidades a que estão expostas cidades e territórios. Os governos locais têm papel fundamental nesse processo, pois são eles que assumem compromissos, definem objetivos, planejam e executam políticas públicas, programas e investimentos no território.

O Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade e o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (G-Com) também contribuirão na capacitação.

 

Prefeitura de Niterói entrega ciclofaixa na Orla da Boa Viagem e amplia malha cicloviária da cidade

Além da pista exclusiva para ciclistas, projeto transfere o estacionamento para o lado oposto da via, valorizando ainda mais a paisagem

Quem pedala pela Orla da Boa Viagem já pode aproveitar a nova ciclofaixa da Avenida Milton Tavares de Souza. A Prefeitura de Niterói, por meio da Coordenadoria Niterói de Bicicleta, concluiu a obra, que trouxe mais conforto e segurança para os ciclistas e reorganizou o espaço urbano da região.

Com 750 metros de extensão, a nova faixa foi acompanhada da transferência do estacionamento para o lado oposto da via, mantendo o número de vagas e eliminando a barreira visual dos carros parados junto à orla. A mudança ampliou a vista para o mar e para um dos principais cartões-postais da cidade. Também foram implantadas novas rampas de acessibilidade e paraciclos para o estacionamento de bicicletas.

“A nova estrutura conecta a ciclovia da Rua Coronel Tamarindo às faixas cicláveis das avenidas Almirante Benjamin Sodré e Engenheiro Martins Romeo, no entorno do Museu de Arte Contemporânea (MAC). Com essa ciclofaixa e outras que estamos implantando em Niterói, vamos chegar a 90 quilômetros de malha cicloviária na cidade”, explicou o coordenador do Niterói de Bicicleta, Filipe Simões.

Nos últimos 12 anos, Niterói se consolidou como referência em mobilidade sustentável. A cidade abriga a ciclovia mais movimentada do Brasil, com média de 140 mil passagens por mês no trecho sul da Avenida Marquês de Paraná.

NitBike – O sistema gratuito de bicicletas compartilhadas já ultrapassou 1,5 milhão de viagens e possui mais de 125 mil usuários cadastrados. O município também conta com o Bicicletário Arariboia, primeiro bicicletário público gratuito do Brasil, com mais de 800 vagas.

Fotos: Luciana Carneiro

 

 

Frente da Alerj discute urgência de novo censo da população em situação de rua

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram que o número de pessoas em situação de rua no Brasil cresceu 38% entre 2019 e 2022, chegando a quase 300 mil

A Frente Parlamentar pela Humanização e Atenção dos Atendimentos nos Serviços Públicos em Geral, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), se reuniu nesta terça-feira (30/09) para discutir políticas públicas voltadas às pessoas em situação de vulnerabilidade social. O coordenador da Frente, deputado Danniel Librelon (REP), destacou que tramita na Casa projeto de lei, que obriga a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos a realizar um novo censo da população em situação de rua.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apresentados na reunião, o número de pessoas em situação de rua no Brasil cresceu 38% entre 2019 e 2022, chegando a quase 300 mil. “Temos o compromisso de dar voz a essas pessoas. É fundamental implementar políticas públicas eficazes e acompanhar o andamento do projeto de lei, para termos dimensão exata de quantas pessoas vivem atualmente nessa situação, já que o último censo foi realizado há muitos anos”, afirmou.

A subsecretária de estado de Habitação e Interesse Social, Dianne Arrais, falou sobre as ações da pasta por meio do programa Habita Mais. “A política de habitação no Estado do Rio de Janeiro atua no enfrentamento do déficit habitacional, com construção de novas unidades, melhorias e reformas de condomínios e conjuntos habitacionais. Atualmente, temos oito mil aluguéis sociais”, disse.

No estado são 45 mil pessoas sem moradia fixa

Em seguida, a defensora pública Cristiane Xavier apresentou dados específicos do estado. “A estimativa aponta para cerca de 45 mil pessoas sem moradia fixa, um dos maiores contingentes do país. As principais causas são desemprego, rompimento de vínculos familiares e déficit habitacional”, explicou.

Cristiane também criticou a baixa destinação de recursos para habitação, que compromete a implementação de políticas eficazes. “O Fundo Estadual de Habitação de Interesse Social (FEHIS) dispõe de R$ 370 milhões, valor equivalente a 0,3% da receita líquida do estado. Somos o segundo estado com maior número de pessoas em situação de rua”, completou.

Modelo Housing First

O projeto Moradia Primeiro, baseado no modelo americano Housing First, prevê o acesso imediato de pessoas em situação crônica de rua a moradias seguras, individuais e integradas à comunidade, mesmo em casos de uso abusivo de álcool, outras drogas ou transtornos mentais. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos acompanha dois projetos-piloto no Brasil, em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).

“Esse modelo já apresentou ótimos resultados nos projetos-piloto. Precisamos debater sua implementação em outros estados. O Projeto Ruas já utiliza essa metodologia para acolher pessoas em situação de rua”, disse Cristiane.

Projeto Ruas

Há 11 anos, o Projeto Ruas atua no Rio de Janeiro, promovendo cidadania e fortalecendo vínculos sociais de pessoas em situação de rua. Para a gestora executiva, Marilu Cerqueira, a continuidade do projeto é essencial.

“Hoje, realizamos cinco rondas em diferentes bairros, atendendo, em média, a 1.200 pessoas por mês. Nosso objetivo é criar, com quem vive nas ruas, um espaço de oportunidades. Levamos informações sobre direitos e cidadania, articulamos com os setores de assistência do município e trabalhamos para derrubar barreiras que impedem o acesso a novas possibilidades”, explicou.

Wallace Rocha, que viveu 14 anos em situação de rua, é um exemplo do impacto do projeto. “Morava em um orfanato, fugi e fui para a rua na adolescência. Passei por vários bairros até ser acolhido. Recebi apoio psicológico, me formei como cozinheiro e hoje meu maior sonho é abrir um restaurante”, contou.

foto: Thiago Lontra

TJ-RJ reconhece direito a juros e correção integral em contratos municipais parcelados em 10 anos

Decisão abre precedente contra calote público e pode dobrar valores de créditos de fornecedores do Município do Rio

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) estabeleceu um precedente que pode impactar diretamente a recuperação de créditos de fornecedores do Município do Rio de Janeiro. A 8ª Câmara de Direito Público reconheceu o direito ao recebimento integral de juros contratuais de 1% ao mês, além de correção monetária desde o inadimplemento, em contratos que foram parcelados de forma desfavorável pela Lei Complementar nº 235/2021.

A norma permitia o parcelamento de restos a pagar municipais em até dez anos, sem a devida atualização monetária e sem juros adequados, o que resultou em perdas significativas para empresas que cumpriram suas obrigações. Muitos fornecedores se viram diante do dilema de aceitar prejuízos ou correr o risco de não receber nada, o que, na prática, representou uma transferência bilionária de recursos privados para os cofres públicos.

O acórdão, proferido no processo nº 0933478-29.2024.8.19.0001, reforça que a Administração Pública não pode se beneficiar de sua própria inadimplência. “A decisão restabelece o equilíbrio contratual e garante que fornecedores que foram penalizados pela demora do poder público tenham seus direitos assegurados”, afirmou o advogado Gilmar Brunizio, que acompanha o caso.

Além disso, o TJ-RJ rejeitou o argumento de que a aceitação do parcelamento ou a ausência de ação judicial imediata implicaria renúncia a direitos. Segundo a Corte, os pagamentos devem ser feitos via precatórios constitucionais, garantindo maior segurança jurídica.

Na prática, os créditos bloqueados há anos podem praticamente dobrar com a aplicação correta de juros e correção, encerrando um ciclo de condições consideradas leoninas para fornecedores. O precedente também protege contra futuros parcelamentos abusivos, fortalece a posição de negociação com o poder público e possibilita a reavaliação de créditos até então dados como perdidos.

Para Brunizio, a decisão representa uma virada de paradigma. “Trata-se de uma vitória não apenas para as empresas credoras, mas também para a própria credibilidade dos contratos públicos. O Judiciário deixa claro que a inadimplência estatal não pode ser normalizada nem imposta como ônus ao setor privado”, destacou o advogado.

A decisão, segundo especialistas, pode trazer mais segurança e previsibilidade às relações entre a iniciativa privada e o poder público, estimulando novos investimentos e resgatando a confiança de empresas que prestam serviços ao Município.

Atenção: o caso possui caráter educativo e não substitui orientação jurídica individualizada. Cada situação deve ser analisada por profissional habilitado para avaliar a viabilidade e os custos de uma ação judicial.

Última semana para os condomínios se adequarem à nova lei de acondicionamento de resíduos

Mudanças visam melhorar a limpeza urbana e organizar a coleta de lixo na cidade

A partir de segunda-feira (06), entra em vigor a nova norma sobre o acondicionamento e a disposição de resíduos para coleta residencial em prédios multifamiliares. Os resíduos deverão ser acondicionados obrigatoriamente em recipientes plásticos com tampa e duas rodas, com capacidade de 120 ou 240 litros, e dispostos em sacos plásticos pretos de 100 litros, evitando o contato direto com os recipientes. Os condomínios tiveram um prazo de seis meses, contados desde a publicação da Lei 3.987/2025, que altera o Código de Limpeza Urbana do Município, para se adequarem às novas exigências. Esta é a última semana para regularização.

Desde maio, a Prefeitura de Niterói, por meio das equipes de Sustentabilidade da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), vem realizando ações de conscientização nos bairros, orientando moradores e síndicos sobre como se adaptar corretamente à nova determinação. Os técnicos explicam que o descarte inadequado, diretamente no chão, torna os resíduos vulneráveis à ação de animais, vento, chuva ou mesmo catadores, antes da chegada do caminhão de coleta. Com a adoção dos contêineres, é possível reduzir a poluição visual e o mau cheiro, além de evitar a proliferação de ratos, baratas, mosquitos e outros vetores de doenças. Os moradores também são lembrados sobre a importância de respeitar os horários corretos de coleta em suas regiões.

“É fundamental a participação da população no processo de conteinerização para mantermos a cidade limpa. É importante lembrar que todos são responsáveis pelo seu próprio lixo, e nossa equipe trabalha incansavelmente para melhor atender toda Niterói”, destaca Lélia Lomardo, engenheira ambiental da CLIN.

Paulo Manoel Motta Inácio, de 73 anos, síndico há 12 anos de um edifício no Gragoatá e morador do bairro desde 1983, elogiou a iniciativa:

“Acho tanto a lei quanto a ação de conscientização maravilhosas. Acondicionar o lixo facilita para quem vem recolher e evita que ele se espalhe. Tem que conscientizar o pessoal, como a CLIN está fazendo, porque as pessoas acabam se acomodando no dia a dia. A ideia é ótima e evita a sujeirada.”

O descumprimento da nova legislação poderá acarretar multa aos infratores.

Fotos: João Pedro Torres