Música no Assyrio apresenta Duo Tavares Bittencourt

O projeto Música no Assyrio apresenta, no dia 7 de junho, o Duo Tavares Bittencourt, formado por Thiago Veiga Tavares (clarone) e Pedro Bittencourt (sax-barítono). Com curadoria de Suray Soren, violinista da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Música no Assyrio reúne grandes nomes da música de concerto em apresentações realizadas quinzenalmente, aos domingos, às 11h, no Salão Assyrio, um dos espaços mais tradicionais do Theatro Municipal. Ingressos a preços populares.

O repertório do Duo Tavares Bittencourt destaca a produção contemporânea para clarone e saxofone barítono, explorando as possibilidades tímbricas, rítmicas e expressivas dessa formação pouco convencional. A abertura fica por conta de Black, do compositor norte-americano Marc Mellits. Marcada por pulsação intensa e caráter repetitivo, a obra apresenta forte energia rítmica e exige grande precisão e sincronia entre os intérpretes. Em seguida, We Speak Etruscan, de Lee Hyla, conduz os instrumentos a um diálogo de alta complexidade. A composição explora contrastes, ataques incisivos e diferentes texturas sonoras, ampliando os limites expressivos do clarone e do saxofone barítono.

Já a música brasileira está representada por Carnaúbas, de Liduino Pitombeira. A obra evidencia a riqueza da criação contemporânea nacional por meio de uma escrita refinada, que valoriza a combinação tímbrica dos dois instrumentos e suas múltiplas possibilidades sonoras.
Encerrando o programa, Bass Ackwards, de Theresa Martin, explora a extensão, a agilidade e a versatilidade técnica dos intérpretes. Com passagens de grande virtuosismo e momentos de leveza e humor, a obra conclui o concerto ressaltando o potencial expressivo da dupla.

Sobre os músicos do Duo Tavares Bittencourt
​Os integrantes carregam trajetórias sólidas na performance sinfônica e camerística. Thiago Veiga Tavares (clarone), com bacharelado pela UFRJ e mestrado pelo Conservatório de Roterdã, é membro da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Artista Oficial Vandoren e profundo pesquisador do repertório para o instrumento. Ao lado de Pedro Bittencourt (sax-barítono) Professor Doutor de saxofone da Escola de Música da UFRJ e responsável por vários projetos de Música Contemporânea, — como o ABSTRAI ensemble — formam um duo de altíssimo nível, dedicado a expandir as fronteiras de escuta de um público ávido por de um recital de sopros cheio de energia.

Músicos:
Thiago Tavares (clarone)
Pedro Bittencourt (sax- barítono)

Serviço:
Música no Assyrio / Duo Tavares Bittencourt
Data: 7 de junho – domingo
Horário: 11h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro/RJ
Entrada pelo Boulevard da Av. Treze de Maio
Preços populares: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada) na bilheteria do
Theatro ou através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br
Classificação: Livre

Samba Soul dos aniversariantes de junho agita Vila Isabel

Evento no Quilombo Urbano terá entrada gratuita para os que festejam este mês

A 4ª edição do Samba Soul, evento que mistura Black Music com Samba/Pagode, será realizada no Quilombo Urbano, em Vila Isabel, no dia 20 de junho, a partir das 16h. Os DJs Tuninho Costa e Everson Celebração tocarão os sucessos atemporais do ritmo estadunidense numa “mistura de batida perfeita” com o suingue brasileiro do Samba do Quilombo Urbano.

O evento – que será realizada em memória de Marco Neves (Juca), um dos grandes incentivadores da festa – terá uma promoção especial: os aniversariantes de junho terão entrada liberada e, se o grupo da comemoração de aniversário tiver vinte pessoas ou mais, ganhará gratuitamente um balde de cerveja. Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla.

“O evento surgiu da ideia de unir amigos e amigas para curtir boas músicas numa reunião envolvendo samba, que minha mãe amava, e black music, que meu irmão adorava. Assim surgiu esse encontro, onde as canções e o público são protagonistas”, lembra o DJ Tuninho Costa, criador do Samba Soul.

Num clima de descontração total, em um ambiente dançante na terra de Noel Rosa e Martinho da Vila, os participantes poderão desfrutar de um ambiente agradável regado a músicas atemporais, ao som de ícones como Barry White e James Brown, para ouvir, dançar e relembrar bons momentos da vida, bem como curtir sambas-raiz e um pagode de mesa da melhor qualidade.

Serviço:

Evento: Samba Soul – 4ª edição
Apresentações: DJ Tuninho Costa, DJ Everson Celebração e Samba do Quilombo Urbano
Data: 20 de Junho (Sábado)
Horário: A partir de 16h
Local: Quilombo Urbano
Endereço: Rua Visconde de Santa Isabel, 40, Vila Isabel
Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/samba-soul/3434599?share_id=copiarlink

Jovem Pan realiza “Jovem Pan Music” com show da banda Detonautas em Campos do Jordão

Evento acontece no dia 13 de junho, no Parque Capivari, com entrada gratuita

A Jovem Pan promove no próximo dia 13 de junho, às 15h, a primeira edição do “Jovem Pan Music”, evento gratuito que terá apresentação da banda Detonautas no Parque Capivari, em Campos do Jordão, um dos destinos turísticos mais tradicionais do país durante a temporada de inverno.

O encontro reúne música, entretenimento e experiências ao vivo em um dos principais cartões-postais da cidade, reforçando a conexão da Jovem Pan com o universo musical e ampliando a presença da marca em eventos voltados ao público.

A criação do Jovem Pan Music reforça a vocação musical da Jovem Pan, que há 84 anos mantém uma forte conexão com o entretenimento e com a música. Com mais de 90 afiliadas FM espalhadas pelo Brasil, a emissora leva diariamente conteúdo musical para milhões de brasileiros e agora transforma essa relação construída ao longo de décadas em uma experiência presencial para sua audiência.

“A Jovem Pan tem 84 anos de história e a música faz parte dessa trajetória. O Jovem Pan Music é um movimento estratégico de reforçar essa presença, criando experiências e ampliando nossos pontos de contato com a audiência no universo do entretenimento”, afirma Thalita Vieira, diretora de marketing da Jovem Pan.

A primeira edição do Jovem Pan Music terá como atração principal o Detonautas, uma das bandas mais populares do rock brasileiro. Em meio ao lançamento do álbum “Rádio Love Nacional”, o grupo leva ao público um espetáculo que reúne novas canções como “Vampira”, “Potinho de Veneno” e a faixa-título do disco, além de sucessos que acompanham sua trajetória e permanecem presentes na memória dos fãs.

O palco escolhido para a estreia do projeto também reforça a proposta da iniciativa. Nos últimos anos, o Parque Capivari passou a incorporar apresentações musicais, festivais e eventos abertos ao público dentro da programação anual de Campos do Jordão. Localizado na região central da cidade, o complexo reúne atrações turísticas, operações gastronômicas e espaços voltados a experiências culturais, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro da temporada de inverno.

“A programação de junho marca o início do período de maior circulação turística em Campos do Jordão e eventos como este, realizados no começo da temporada, ajudam a dimensionar o fluxo de visitantes esperado para o inverno. O Parque Capivari concentra parte importante dessa movimentação na região central da cidade e recebe públicos de diferentes regiões do país ao longo desse período”, afirma Rafael Montenegro, diretor-geral do Parque Capivari.
O Jovem Pan Music tem oferecimento da Chocolândia.
Serviço:
Jovem Pan Music – Detonautas
Data: 13 de junho de 2026
Horário: 15h
Local: Parque Capivari
Endereço: R. Eng. Diogo José de Carvalho, 1291-Capivari, Campos do Jordão – SP
Entrada gratuita

SOBRE A JOVEM PAN

Com 84 anos de atuação no setor de comunicação, o Grupo Jovem Pan é um dos principais produtores de conteúdo do país, utilizando tecnologia para a distribuição de informação, entretenimento e esportes. Seu jornalismo é reconhecido pela cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo, com presença ativa nos grandes acontecimentos nacionais e internacionais. Historicamente, a Jovem Pan defende a Liberdade de Imprensa, a Liberdade de Expressão e a pluralidade de ideias, valores que orientam sua atuação editorial. Com presença na TV aberta e na TV por assinatura, além de forte atuação digital, a Jovem Pan opera de forma multiplataforma e é referência de audiência em todo o Brasil por meio da Rádio Jovem Pan (News e FM) e suas afiliadas, do site Jovem Pan, dos canais no YouTube, das redes sociais e da plataforma Panflix.

SOBRE O PARQUE CAPIVARI

Localizado na região central de Campos do Jordão, o Parque Capivari reúne atrações turísticas, operações gastronômicas, experiências de lazer e programação cultural em um dos principais destinos da Serra da Mantiqueira. O complexo conta com roda-gigante panorâmica, teleférico, trenó de montanha, pedalinhos, espaços para eventos e ativações temáticas realizadas ao longo do calendário anual, incluindo programações especiais de Páscoa, temporada de inverno, Oktoberfest e Natal.

Nos últimos anos, o Parque Capivari ampliou sua atuação como polo de entretenimento e cultura, incorporando festivais, apresentações musicais e projetos voltados à inovação e sustentabilidade. Entre eles está a Floresta Líquida, iniciativa reconhecida em 2025 com o primeiro lugar na categoria Inovação do Prêmio Mauricio de Sousa. Com funcionamento durante todo o ano, o complexo integra uma das áreas mais visitadas de Campos do Jordão e concentra atrações voltadas ao turismo, gastronomia, lazer e experiências culturais.

Fashion Mall, no Rio, recebe exposição sobre a Copa do Mundo

Mostra Paixão Nacional ficará em cartaz entre 5 e 14 de junho

Entre os dias 5 e 14 de junho, o espaço de eventos do Fashion Mall recebe uma exposição sobre a Copa do Mundo. A mostra Paixão Nacional reúne acervo histórico sobre a competição e aposta na interatividade, com entrada gratuita.

A mostra conta a história do futebol desde a primeira Copa do Mundo, em 1930, até os dias atuais. O acervo histórico foi reunido pelo colecionador Alex Braga, responsável pela curadoria da exposição.

Entre os mais de 250 itens do acervo, o público poderá apreciar peças raras e de grande valor histórico, como a bola da estreia de Neymar pela Seleção Brasileira e uma das camisas dessa partida contra os Estados Unidos, em Nova Jersey; o passaporte histórico de Domingos da Guia no Mundial de 1938; o Troféu Oficial, inspirado na Taça Jules Rimet, entregue pela CBF à Garrincha (representado por sua filha) em 2020, em comemoração aos 50 anos da conquista do Tri campeonato (1958/ 1962 e 1970); além de camisas autografadas e usadas por Pelé, Garrincha, Romário e outros craques.

Além do acervo físico, o público poderá reviver os sons e as emoções das Copas do Mundo com áudios de gols inesquecíveis e músicas-tema que marcaram gerações, em uma experiência multimídia pensada para despertar memórias afetivas.

Exposição Paixão Nacional
Quando: 5 a 14 de junho, todos os dias de 10h às 21h
Onde: Fashion Mall (Estrada da Gávea, 899 – São Conrado – Rio de Janeiro/RJ)
Ingresso: Entrada gratuita

Exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” é prorrogada e terá rodas de conversa e lançamento do catálogo

A grande exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” foi prorrogada até o dia 10 de junho de 2026 e os últimos dias da mostra terão uma série de programações, como rodas de conversa e lançamento do catálogo. Nesta quarta-feira, dia 3 de junho, às 14h30, a artista Iole de Feitas participará de uma conversa na Sala dos Archeiros, com mediação do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim. Em seguida, às 16h, a conversa será com o artista Ernesto Neto, com mediação da diretora Claudia Saldanha.

No dia 10 de junho, último dia da mostra, às 14h30, será lançado o catálogo da exposição, com uma mesa redonda com a participação de Rafael Zamorano, diretor substituto do Sitio Burle Marx, Rafael Barros, diretor do Museu Nacional do Folclore e da Cultura Popular, e Eurípedes Junior, coordenador de Projetos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente. Com 144 páginas, o catálogo, que será distribuído gratuitamente, terá textos de Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, Andrey Rosenthal Schlee e Glauco Campello, fotos de Vicente de Mello, design da Dupla Design e edição da AREA27.

Com curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha, e do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim, a grande exposição ocupa 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diversas gerações.

“Passados quarenta anos, o Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial – primeiro equipamento inaugurado no entorno da Praça XV, no centro histórico do Rio de Janeiro – teve seu caráter de monumento reiterado, mas também tornou-se ponto de encontro e referência para o circuito das artes visuais da cidade. Ao longo do tempo, abrigou grande número de mostras individuais e coletivas, nacionais e internacionais, entre outros eventos; e se no passado foi o cenário de importantes acontecimentos históricos do país, diversas outras memórias foram acrescidas à edificação nas últimas décadas. Celebrar essa história, composta por múltiplas temporalidades, é reconhecer local e nacionalmente a importância do Paço Imperial na promoção das artes e da cultura brasileira”, afirmam os curadores Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim.

Ao longo de sua história, o Paço Imperial realizou exposições com diversas vertentes, que vão desde arte contemporânea até arte popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio. Desta forma, a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” abrange esse conceito e traz a ideia de reunião, sem hierarquia, juntando os artistas contemporâneos aos artistas populares, unindo diferentes gerações, técnicas e suportes em uma única mostra, dividida por núcleos temáticos. “Se a palavra constelação define um agrupamento de estrelas, cosmologicamente distantes umas das outras, mas conectadas pela imaginação humana, constituindo uma forma reconhecível com finalidades diversas, aqui reunidas, as obras produzidas por diferentes gerações de artistas procuram reforçar sua singularidade, assim como sua interação por proximidade”, afirmam os curadores, que ressaltam também a importância da constelação institucional, com obras emprestadas por diversos parceiros, como Instituto Moreira Salles, Museu Bispo do Rosário, Museu de Imagens do Inconsciente, Museu de Arte do Rio, Museus Castro Maya, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu do Folclore e Sítio Roberto Burle Marx.

Para a mostra, foi realizada uma extensa pesquisa, que demorou cerca de um ano, na qual foram levantadas todas as exposições realizadas no espaço e os artistas que dela participaram. “Não partimos de obras que necessariamente foram expostas no Paço e sim de artistas que já expuseram e foram importantes nessa história”, conta Ivair Reinaldim. Desta forma, na mostra haverá obras icônicas, mas também trabalhos inéditos, além de outros que não necessariamente foram apresentados no espaço, mas pertencem a artistas que ajudaram a escrever a história do lugar. Entre as obras apresentadas está um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx (1909-1994), cujo centenário de nascimento ganhou uma grande mostra no Paço Imperial em 2008, com curadoria de Lauro Cavalcanti, diretor da instituição na época. O jardim foi montado pelo Sitio Burle Marx, em parceria com o Paço Imperial, no pátio principal. A exposição também traz obras inéditas, criadas especialmente para esta mostra, como a instalação “Agrupamento”, de José Damasceno, feita com materiais garimpados na feira da Praça XV, em frente ao Paço Imperial, e os trabalhos de Marcelo Monteiro e Regina de Paula.

A exposição é complementada por 15 vídeos da série sobre arte contemporânea produzida pela Rio Arte, com artistas como Amilcar de Castro (filmado no Paço Imperial durante sua exposição em 1989), Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Lygia Clark, Lygia Pape, Tunga, entre outros. “São vídeos bem importantes, feitos a quatro mãos pelos artistas e diretores. Não são um mero registro em vídeo, mas sim obras de arte, concebidos como peças artísticas”, conta Claudia Saldanha. Dada a importância, uma das salas da mostra será inteiramente dedicada a estes filmes.

NÚCLEOS TEMÁTICOS

A exposição está dividida em nove núcleos temáticos: “Paisagem”, “In Situ”, “Simbiose”, “Construção”, “Geografias”, “Corpos”, “Fortunas”, “Terra e Mar” e “Cidade”. No entanto, intencionalmente, não há um circuito pré-definido. Todos os portões do Paço Imperial estão abertos, incluindo o principal, que tem vista para a Baía de Guanabara e está fechado desde a pandemia. “Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões. A mostra não tem uma cronologia, foi uma decisão da curadoria não classificar, não categorizar, não criar barreiras nem distinções entre as obras, que é um pouco do que tentamos fazer hoje, mostrando artistas de vários perfis, de várias genealogias, com raízes diferentes”, diz Claudia Saldanha, que há dez anos dirige o Paço Imperial.

SOBRE O PAÇO IMPERIAL

Construído em 1733 e inaugurado em 1743, o Paço Imperial foi usado primeiramente como Casa dos Vice-Reis do Brasil. Com a chegada da Corte de D. João VI ao Rio de Janeiro, em 1808, tornou-se Paço Real e sede dos governos do Reinado e do Império. Após a Proclamação da República, em 1889, abrigou a Agência Central dos Correios e Telégrafos. A primeira planta em escala da cidade, feita em 1713, e os vestígios arqueológicos revelam que, no Paço Imperial, também funcionaram a Casa da Moeda e o Armazém del Rei. O casarão foi tombado pelo Iphan em 1938. Desde sua restauração em 1983, conduzida pelo arquiteto Glauco Campello, o Paço Imperial resgatou sua essência histórica e se tornou referência na arte contemporânea. Em 1985, depois de restaurado, tornou-se um centro cultural vinculado ao Iphan.

IOLE DE FREITAS

Estudou na Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e, em 1970, mudou-se para Milão (Itália), onde trabalhou como designer no Corporate Image Studio da Olivetti. Neste mesmo período, iniciou sua produção artística e sua participação em exposições.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, participou de importantes mostras internacionais, como Bienal dos Jovens de Paris (França, 1975), Bienal de São Paulo (1981, 1998), 5ª Bienal do Mercosul (2005) e a Documenta 12, de Kassel (Alemanha, 2007), além de individuais e coletivas em várias cidades, contando em 2023 as exposições no IMS (Instituto Moreira Salles) e no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Seus trabalhos integram importantes coleções, como a do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; Museus de Arte Moderna de São Paulo e do Rio de Janeiro; Museu de Arte do Rio; Bronx Museum (EUA); Museu de Arte Contemporânea de Houston (EUA) e Daros Foundation (Suíça). No Paço Imperial realizou as exposições individuais: Esculturas, em 1992; Anos 70 – Imagem como Presença, em 2024; e Fazer o Ar, em 2025.

ERNESTO NETO

Produz esculturas e grandes instalações imersivas, utilizando técnicas artesanais como o crochê para compor estruturas flexíveis e interativas. Tece membranas e peles, redes e invólucros que usam a gravidade e o equilíbrio como recursos de composição. Suas obras criam ambientes plurissensoriais, onde o público é acolhido como um coletivo de presenças e corpos ativos nas instalações.

Algumas de suas exposições individuais recentes são Nosso Barco Tambor Terra, Grand Palais, Paris, França (2025); Nosso Barco Tambor Terra, MAAT, Lisboa, Portugal (2024); CapiDançaBaribéNois, Oficina Francisco Brennand, Recife, Brasil (2023); SunForceOceanLife, The Museum of Fine Arts, Houston, Estados Unidos (2021); Sopro, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil; MALBA – Museum of Latin American Art, Buenos Aires, Argentina (2021) Mentre la vita ci respira – SoPolpoVit’EreticoLe, GAMeC – Galleria d’Arte Moderna e Contemporanea di Bergamo, Bergamo, Itália (2021); Water Falls from my Breast to the Sky, MCA – Museum Museum of Contemporary Art, Chicago, Estados Unidos (2019). No Paço Imperial participou das seguintes coletivas: Panorama da Arte Brasileira (2004), Caminhos do Contemporâneo (2002), Espelho Cego (2001) e Os 90 (2000).

Serviço: “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”

Dia 3 de junho de 2026
– 14h30 – conversa com Iole de Freitas, com mediação de Ivair Reinaldim, na Sala dos Archeiros

– 16h – conversa com Ernesto Neto, com mediação de Claudia Saldanha, na Sala dos Archeiros

Dia 10 de junho de 2026, às 14h30
– 14h30 – Conversa com Rafael Zamorano, diretor substituto do Sitio Burle Marx, Rafael Barros, diretor do Museu Nacional do Folclore e da Cultura Popular, e Eurípedes Junior, coordenador de Projetos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente.

– Lançamento do catálogo

Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial [pátios, 1º e 2° pavimentos]

Praça XV de Novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ

Exposição: até 10 de junho de 2026

Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h.

Entrada gratuita

Curadoria: Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e equipe do Paço Imperial

Caetano Veloso e Marisa Monte abrem programação do Cine Lido, nova casa em Curitiba

Dois dos maiores nomes da música brasileira foram escolhidos para a semana de inauguração do Cine Lido, nova casa de espetáculos no centro de Curitiba, que ocupa o imóvel que abrigou um dos mais famosos e antigos cinemas de rua da cidade. Caetano Veloso e Marisa Monte são as atrações confirmadas para os dias 26 e 27 de agosto.

As apresentações fazem parte do movimento de abertura da casa e contarão com convidados e uma cota limitada de ingressos destinada aos fãs, proporcionando ao público a oportunidade de acompanhar um show intimista e exclusivo. As entradas disponíveis serão vendidas a partir de 03 de junho, às 12h, pela Ticketmaster, ticketeira oficial do espaço.

Para Gian Zambon, um dos sócios do empreendimento, a escolha dos artistas para a inauguração ajuda a marcar a nova era dos espetáculos na capital. “Buscamos figuras que, além de serem grandes medalhões da arte brasileira, carregam um legado cultural, assim como o prédio histórico da nova casa”, explica. Foi para trazer uma nova experiência em shows ao vivo que ele, junto com os sócios Bruno Neves, Patrik e Malu Cornelsen , pensaram e realizaram o Cine Lido.

As apresentações devem trazer um repertório especial, focado em grandes sucessos e uma proposta intimista. A abertura acontece, de fato, em formato especial, conta Bruno Neves. “Abrimos uma pequena cota de ingressos para os fãs, para quem realmente quiser vivenciar esse momento. Dessa forma conseguimos ampliar o acesso, mesmo em um momento pensado para convidados, sem perder o caráter especial da inauguração”, reforça.

O objetivo é que os primeiros frequentadores vivenciem uma experiência completa no Cine Lido, em um formato que valoriza a proximidade entre público e artista, destaca Patrik Cornelsen. “O Cine Lido tem como proposta oferecer experiências mais imersivas, valorizando não apenas os shows, mas toda a atmosfera do encontro entre artistas e público. Queremos que as pessoas entrem aqui e sintam que estão vivendo algo realmente especial”, afirma.

O piso térreo irá funcionar como pista premium, com o público mais próximo do palco. O primeiro andar será destinado a lounges e camarotes, com diferentes configurações conforme o evento realizado. Já o segundo andar abriga a plateia superior, sem lugares marcados. Na inauguração, serão disponibilizados ingressos para venda na pista premium e plateia. Os valores serão informados em breve.

A sócia Malu Cornelsen diz que a intenção é que as pessoas tenham a mesma sensação dos idealizadores ao entrar no espaço. “Estamos falando de um equipamento transformador, que traz uma nova experiência que a cidade precisava. É um conceito exclusivo, intimista e com um serviço premium, que proporciona grandes momentos”, completa.

Com cerca de 3 mil metros quadrados de área, pé-direito de 18 metros e capacidade para até 2,5 mil pessoas, o novo Cine Lido foi projetado para ser um espaço versátil capaz de receber diferentes formatos de eventos. A estrutura permite a montagem de produções de grande porte e conta com sistemas integrados de som e iluminação, tratamento acústico e áreas como bares e camarote corporativo, além de uma configuração flexível que amplia as possibilidades de uso.

Para garantir a comodidade do público, a casa conta ainda com dois estacionamentos conveniados, em frente e ao lado do prédio, respectivamente.

Próximos shows já estão programados

Depois da abertura, entre agosto e novembro, a casa já tem agenda definida. Fãs de nomes como Ana Carolina e Maiara e Maraísa devem ficar de olho nas redes sociais para não perder a venda de ingressos. A agenda aposta em um perfil eclético, para todas as gerações, estilos e gostos musicais, reforçando o caráter democrático e plural do espaço.

Confira a agenda:
26/08 – Caetano Veloso
27/08 – Marisa Monte
29/08 – Fresno
11/09 – Zé Ramalho
12/09 – Tiago Iorc
23/10 – Maiara e Maraísa
30/10 – Capital Inicial
31/10 – Victor & Leo
06/11 – Ana Carolina
07/11 – Os Garotinho
19/11 – Gilsons

Serviço:
Inauguração Cine Lido
Caetano Veloso
Data: 26/08 (quarta-feira)
Marisa Monte
Data: 27/08 (quinta-feira)

Endereço: Rua Desembargador Ermelino de Leão, 160 – Centro
Ingressos: vendas a partir de 03/06, às 12h, pelo site da Ticketmaster

Mais informações:
instagram.com/cine.lido
ticketmaster.com.br

 

Centro Municipal de Artes do RJ recebe exposição inédita de Paula Parisot

Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br

O Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica recebe até o dia 27 de julho a exposição “E eu me levanto para contar uma história”, da artista Paula Parisot. A mostra apresenta pinturas, vídeos e trabalhos inéditos produzidos entre 2018 e 2026, abordando temas como deslocamento, maternidade, violência, luto, sobrevivência e reconstrução.

Com obras já exibidas em instituições internacionais, como a Bienal Sur 2021, a Casa de América, a Sociedade Nacional de Belas Artes e o Museu de Arte de Brasília, a exposição chega ao Rio de Janeiro propondo reflexões sobre memória, pertencimento e o direito à própria narrativa.

Ao transformar experiências autobiográficas em linguagem visual, Paula Parisot constrói uma poética marcada pelo encontro entre corpo, memória e experiência. A artista utiliza pinturas em grande escala e vídeos íntimos e coletivos para discutir resistência, apagamento e sobrevivência.

A mostra também estabelece diálogos com obras do escritor cubano Leonardo Padura e com trocas desenvolvidas junto à escritora portuguesa Susana Moreira Marques, reforçando a importância da memória e da narração como ferramentas contra o esquecimento.

Segundo a proposta da exposição, compartilhar experiências pessoais também é uma forma de estimular o público a reconhecer histórias coletivas e afetos compartilhados por meio da arte.

A visitação acontece de segunda a sábado, das 10h às 18h, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, localizado na Rua Luís de Camões, 68, no Centro do Rio de Janeiro. A realização é da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Exposição ‘A Música de Rapoport – Harmonia dos Traços’ traz a atualidade da obra de Alexandre Rapoport no contexto da arte contemporânea, no Centro Cultural Correios RJ

Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br

A trajetória do artista plástico Alexandre Rapoport (1929-2020) pode ser visitada na exposição A Música de Rapoport – Harmonia dos Traços, no Centro Cultural Correios RJ, apresentando ao público um recorte expressivo de sua produção. Com cerca de 40 trabalhos, entre gravuras, desenhos, técnicas mistas, pinturas e esculturas, a mostra reafirma a atualidade de sua obra no contexto da arte contemporânea.

O eixo conceitual reside na ação invisível da música sobre o corpo, o movimento e o espaço. Em cada obra, a sonoridade é traduzida em linhas, formas e volumes, permitindo que o som se torne visível. Suas figuras, frequentemente compostas por volumes inflados, mãos e faces multiplicadas, operam como campos de energia nos quais o ritmo, a repetição e a ressonância ganham dimensão plástica.

A produção de Rapoport destaca-se pela construção de uma linguagem própria, marcada pela força das formas e pela intensidade cromática, na qual a geometria é suavizada pela poesia. Desse equilíbrio sutil, emerge uma visão lúdica, luminosa e profundamente otimista do mundo, capaz de transformar mais de sete décadas de trajetória em uma eterna sonata visual.

Sobre Alexandre Rapoport

Pintor, arquiteto, gravador, desenhista, nascido no Rio de Janeiro em 1929, começou a pintar como autodidata mesmo antes de ingressar na faculdade nacional de arquitetura da Universidade do Brasil (atual FAU-UFRJ) em 1948. Fez desenho e gravura na Escola Nacional de Belas Artes e, desde esta época, já participava de diversas exposições coletivas com pinturas, desenhos e gravuras no Museu Nacional de Belas Artes e no Ministério de Educação e Cultura.

Em 1949, teve contato com Portinari, sendo influenciado por sua obra. Em 1951 e 1952, obteve ”menção honrosa” no Salão Nacional de Belas Artes RJ em pintura e em desenho e artes gráficas respectivamente. Em 1954, recebeu o prêmio “isenção de júri” no Salão Nacional de Arte Moderna e “prêmio de aquisição’ na Comissão Nacional de Belas Artes. De 1953 a 1966, lecionou composição na universidade onde estudou. De 1956 a 1972, dedicou-se ao desenho industrial, expondo no Brasil e no exterior e, nesse período, fundou a Módulo Arquitetura de Interiores, onde se tornou o arquiteto responsável pela criação de mobiliário e objetos.

Além do Brasil, possui trabalhos em diversas coleções particulares e instituições em Roma, Viena, Zurique, Nova York, Londres, Tóquio, Paris, Buenos Aires, Antuérpia, Washington, Jerusalém e nas agências do Banco do Brasil em Hamburgo, Londres, Paris, Roterdã, Lisboa, Viena, Costa do Marfim e Estocolmo.

Participou de mostras individuais e coletivas, salões de arte, no Brasil e no exterior, além de textos publicados em jornais e revistas como Manchete, Cruzeiro interview, Jornal do Brasil, Fatos, Jerusalém Post, Revista da Orquestra Sinfônica Brasileira, Artes El salvador, Carlos Balaguer, Jornal do Comércio, Correio da Manhã, Visão são Paulo, Jóia, Art News, Globo, Estado de Minas, Diário de Pernambuco, Cultura MG.

Críticas

Walmir Ayala/ Jornal do Brasil 1973
“… Com a pura espontaneidade de um livre exercício de infância e a sabedoria de um pensador que acumula a iconografia do seu tempo, Rapoport compõe lições de equilibrismo recriando o espaço nos termos de uma tridimensionalidade ilusória…”

Flávio de Aquino/ Manchete 1976
“… o resultado de seu trabalho é a representação de um mundo ordenado pela geometria e amenizado pela poesia…”

Carlos Perktold/ Associação Brasileira de Críticos de Arte BH 2006
“Para vários críticos, a obra de Rapoport pertence ao surrealismo comprovado em centenas de óleos espalhados por coleções brasileiras. Definida ou não a sua escola, fica aqui o registro de sua preferência pela pintura da figura humana, demonstração de humanismo raro neste novo mundo globalizado, mas marca indelével nos artistas
sensíveis.”

Serviço

Exposição: A Música de Rapoport – Harmonia dos Traços

Artista: Alexandre Rapoport

Produção e curadoria: Beatriz Rapoport

Informações: Atelier.rapoport@gmail.com

Local: Centro Cultural Correios RJ

Rua Visconde de Itaboraí nº. 20 – 2º andar – Centro – RJ

Visitação: de 14 de maio a 27 de junho de 2026

De terça a sábado, das 12h às 19h

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Entrada: gratuita

Censura livre

Acessibilidade: espaço com acessibilidade para pessoa com mobilidade reduzida

Como chegar: metrô (descer na estação Uruguaiana, saída em direção à Rua da Alfândega); ônibus (saltar em pontos próximos da Rua Primeiro de Março, da Praça XV ou Candelária); barcas (Terminal Praça XV); VLT (saltar na Av. Rio Branco/Uruguaiana ou Praça XV); trem (saltar na estação Central e pegar VLT até a AV. Rio Branco/Uruguaiana).

A exposição tem como público-alvo empresários, profissionais liberais, artistas, fotógrafos, colecionadores, professores, estudantes e público em geral.

Carol Ambrósio apresenta “Jardim”, no Centro Cultural Correios

Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br

Com curadoria de Gabriela Davies, mostra reúne esculturas, assemblages e trabalhos inéditos que transformam porcelanas, bibelôs e objetos ornamentais em metáforas sobre controle, feminilidade e resistência

A artista multidisciplinar paulistana Carol Ambrósio inaugura, em 27 de maio de 2026, a exposição individual Jardim, no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, com curadoria de Gabriela Davies. Reunindo obras recentes inéditas, a mostra apresenta esculturas, assemblages e trabalhos bidimensionais construídos a partir da coleta, destruição e recomposição de cerâmicas, porcelanas, toalhas de mesa e utensílios domésticos. Ao reorganizar esses elementos em estruturas instáveis, frágeis e ao mesmo tempo resistentes, Carol transforma o universo doméstico em um campo de reflexão sobre as construções sociais do feminino, seus códigos de comportamento e suas possibilidades de ruptura.

A exposição parte de um repertório íntimo ligado ao antiquário de sua família, ambiente no qual a artista conviveu desde a infância com objetos carregados de memória, acúmulos e narrativas.

Em Jardim, esse imaginário reaparece em figuras fragmentadas, paisagens interrompidas, totens cerâmicos e composições híbridas que parecem oscilar entre ornamentação e colapso. Em muitas obras, figuras femininas aparecem fundidas a objetos decorativos, vasos e flores, numa investigação crítica sobre os lugares historicamente atribuídos às mulheres no espaço doméstico e social. São trabalhos que evocam comportamentos associados à mulher, ressignificados em construções marcadas por deslocamento, ironia e resistência.

O título da mostra surge da reflexão sobre o jardim como espaço de organização e controle da natureza. “Existe uma ideia de composição harmoniosa que parece espontânea, mas que, na verdade, é cuidadosamente construída. Cada planta ocupa um lugar pensado previamente. Há uma tentativa de controlar aquilo que seria naturalmente livre”, observa Gabriela Davies. ““A exposição parte dessa metáfora para pensar como determinadas ideias de feminilidade foram historicamente cultivadas.”

Carol Ambrósio apresenta “Jardim”, no Centro Cultural Correios

Entre as peças apresentadas estão obras da série “Estruturas Moles”, nas quais imagens femininas surgem parcialmente encobertas sobre pastilhas cerâmicas e tecidos bordados, além de assemblages que combinam porcelanas antigas, utensílios domésticos e esculturas híbridas. Também integram a mostra peças inéditas da série “Bichos”, em que figuras felinas e totêmicas aparecem como contraponto simbólico à fragilidade associada aos objetos decorativos tradicionais.

Ao longo de sua produção, Carol Ambrósio desenvolve procedimentos de corte, destruição e recomposição como estratégia poética e conceitual. Cerâmicas tradicionais são quebradas e reorganizadas em novos corpos escultóricos, enquanto imagens são retalhadas e recombinadas em composições que operam pela metáfora. Sua pesquisa investiga justamente aquilo que pode ser transformado: objetos, narrativas, memórias e papéis sociais naturalizados.

“Existe nas obras da Carol uma tentativa de se libertar dos conformes domésticos justamente através deles. Ao recompor objetos tão ligados à ornamentação, à domesticidade e às expectativas historicamente projetadas sobre o feminino, suas esculturas parecem buscar uma forma silenciosa de rebelião”, afirma a curadora.

Mais sobre a artista

Carol Ambrósio (São Paulo, 1981) é artista multidisciplinar. Sua produção articula-se, em grande parte, na elaboração de assemblages e na reutilização de materiais. sempre questionando sobre o que se pode transformar, seu interesse parte de um repertório construído desde a infância, pois conviveu com acúmulos, antiguidades e histórias vivenciadas no antiquário da família. interessada nos múltiplos significados das palavras e dos textos, há em seu trabalho, a presença das possibilidades de discutir imagens pela via da metáfora. A criação conceitual vai em busca de aceitar a forma das coisas imperfeitas, transitórias, incompletas e não convencionais. realiza uma ampla coleta de cerâmicas tradicionais e de diferentes contextos que são destruídas e reconstruídas e, como resultado, temos novos objetos que se formam por meio de jogos de palavras. também no bidimensional, retalhar e recombinar imagens, ainda como um exercício de elaboração de metáforas.

SERVIÇO:

“Jardim”, de Carol Ambrósio
Curadoria: Gabriela Davies
Abertura: 27 de maio de 2026

Local: Centro Cultural Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20
Centro – Rio de Janeiro

Entrada gratuita | classificação livre

Projeto Aruanã inaugura exposição sobre a importância da proteção marinha na Baía de Guanabara, no Bay Market, em Niterói

Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br

Até 19 de junho, o shopping Bay Market, ao lado do terminal das barcas, em Niterói (RJ), recebe uma exposição fotográfica promovida pelo Projeto Aruanã que traz imagens que revelam a biodiversidade e os desafios enfrentados na Baía de Guanabara. O evento contará com registros marcantes dos projetos que integram a Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA), que reúne os projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ e tem como objetivo principal sensibilizar o público para a importância
da conservação ambiental.

A escolha do período dialoga com duas datas importantes do calendário ambiental: a Semana Mundial do Meio Ambiente, celebrada entre os dias 5 e 9 de junho, e o Dia Mundial da Tartaruga Marinha, em 16 de junho. A iniciativa busca ampliar o alcance das ações de educação ambiental, aproximando o público urbano das questões relacionadas à proteção dos ecossistemas costeiros.

Sensibilização ambiental por meio da fotografia

A exposição do Projeto Aruanã, que conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal por meio do Programa Petrobras Socioambiental, apresenta imagens que mostram algumas espécies marinhas, ecossistemas e atividades de
pesquisa e conservação que são realizadas na Baía de Guanabara. A proposta é despertar o olhar do público para a riqueza ambiental da região e reforçar a importância de atitudes individuais e coletivas na preservação da biodiversidade. Criada em 2019, a REDAGUA reúne os projetos Aruanã, Cavalos-Marinhos, Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A rede atua na promoção da conservação da biodiversidade da Baía de Guanabara, por meio de ações integradas de pesquisa, educação, comunicação, inclusão social, restauração ambiental e prestação de serviços ecossistêmicos.

A presença da exposição em um espaço de grande circulação como o Bay Market reforça a importância de levar a pauta ambiental para além dos espaços acadêmicos e institucionais, promovendo o engajamento da sociedade de forma acessível e direta.

Sobre o Projeto Aruanã

O Projeto Aruanã dedica-se à conservação das tartarugas marinhas no estado do Rio de Janeiro, com foco na Baía de Guanabara. Por meio da realização de pesquisas científicas e ações de educação ambiental e sensibilização social, o projeto promove a participação da sociedade civil na proteção dos ambientes marinhos costeiros. Desde sua origem, busca atuar de forma colaborativa, em parceria com pescadores e diversas instituições para a promoção de ações
decisivas no fomento de políticas públicas. Em 2022, o Projeto Aruanã passou a contar com o patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, através do Programa Petrobras Socioambiental, e em 2024 passou a contar também com a parceria do Aquário Marinho do Rio de Janeiro.