Eduardo Baltazar apresenta a exposição “O olho do dia” na Galeria Athena

Em “O olho do dia”, de Eduardo Baltazar se entrega à uma cena. Um pôr do sol mergulha em águas calmas e violentas, se rodeia de árvores ancestrais ou é avistado de uma ilha ao longe. Entre a fertilidade e o perigo, a luz e o ofuscamento, o astro rei emerge como uma presença ambígua – simbolismo que se refaz a cada pintura. A mostra conta com curadoria de Bia Coslovsky.

Galeria Athena | Rua Estácio Coimbra 50, Botafogo, Rio de Janeiro
Visitação até 29 de agosto
Horário: de terça a sexta: 11h às 19h | Sábado: 12h às 17h
Entrada gratuita

Nova mostra de Caio Luiz revisita a Baixada Fluminense por meio da pintura

A exposição parte da ideia de que o lugar de origem é também um lugar de pensamento. Em suas pinturas, a Baixada Fluminense deixa de ser apenas um espaço geográfico para se transformar em um território simbólico, onde experiências cotidianas, afetos e questões sociais se entrelaçam. Por meio de uma linguagem pictórica que aproxima cartografia, topografia e imaginação, Caio cria mapas afetivos que expandem as possibilidades de representação da paisagem.

As obras percorrem lembranças da infância, relações familiares e cenas do cotidiano, ao mesmo tempo em que abordam temas como a urbanização, a transformação da natureza e os impactos da expansão urbana sobre o território. Elementos recorrentes da paisagem da Baixada, como montanhas, quintais, árvores, o cimento e o horizonte, tornam-se protagonistas de narrativas em que realidade e fabulação coexistem.

Terra de Gigantes, de Caio Luiz
Portas Vilaseca Galeria | Rua Dona Mariana, 137, casa 2, Botafogo – Rio de Janeiro
Visitação: de 16 de julho a 22 de agosto de 2026
Terça a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 17h
Entrada gratuita

Celebração da vida de um gigante da música brasileira

Aos 83 anos, Chico Batera se apresenta na Sala Nelson Pereira dos Santos no dia 5 de agosto

Um dos músicos brasileiros responsáveis por consolidar a Bossa Nova e a MPB ao redor do mundo celebra seus 83 anos e mais de seis décadas de carreira com um show gratuito em Niterói. O espetáculo “Chico Batera, o ritmo de uma vida inteira” leva o percussionista, baterista e compositor carioca para a Sala Nelson Pereira dos Santos, em São Domingos, no dia 5 de agosto, às 20h.

Na equipe de Chico Buarque há mais de 40 anos, Chico Batera já subiu ao palco na companhia de Sergio Mendes, Jorge Ben, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Tom Jobim e Quincy Jones, entre outras estrelas da música. As apresentações com Elis Regina no Montreux Jazz Festival, em 1979, na Suíça, entraram para a história da MPB.

O artista destaca que a música, antes de ser técnica, é intuição e prazer.

“Em inglês e francês, as palavras que significam ‘tocar’ também têm o sentido de brincar. Quando um músico sobe ao palco, ele está, essencialmente, brincando com os sons. A arte é o playground mais sofisticado que existe”, diz ele.

Na Sala Nelson, Chico Batera estará com os músicos Marcos Nimrichter (piano), Rodrigo Villa (baixo), Jorge Continentino (sopros), Felipe Tauil (percussão) e Aline Porto (percussão). As vozes de Cacala Carvalho e Thais Mota vão ajudar a embalar a noite.

Serviço:

Chico Batera, o ritmo de uma vida inteira
Data: 5 de agosto
Horário: 20h
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos (Av. Visconde do Rio Branco 880, São Domingos)
Entrada franca.

Ensaios fotográficos podem ser feitos de forma gratuita no interior do Palácio Tiradentes

O agendamento é feito por e-mail, e o serviço oferece acesso a ambientes históricos da sede histórica da Alerj para registrar momentos especiais

Cenário de grandes momentos da política brasileira, o centenário Palácio Tiradentes está com as portas abertas para ensaios fotográficos, que podem ser realizados, de forma gratuita, mensalmente, sempre numa sexta-feira. A sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) passou a oferecer esse serviço desde o início do ano, atendendo à alta procura de noivos e debutantes e ao desejo da população de registrar etapas marcantes da vida em um dos prédios mais belos da capital fluminense.

Para fazer ensaios no espaço, basta solicitar o agendamento através do e-mail cultura@alerj.rj.gov.br e checar a possibilidade de datas. A Alerj disponibiliza o saguão principal e o Salão Nobre para as fotos, que devem ser realizadas em até 40 minutos. Na famosa escadaria de entrada, o tempo é livre. É permitida a entrada de no máximo dois fotógrafos junto aos casais, já as debutantes podem levar também um acompanhante.

O serviço é supervisionado pela Subdiretoria de Cultura da Assembleia, que decidiu abrir o prédio para ensaios com o objetivo de ceder gratuitamente parte de um espaço público à população, incentivando a valorização do patrimônio histórico e fortalecendo a aproximação entre o Parlamento e os cidadãos.

“O Palácio é muito procurado pela grandiosidade e pela beleza da arquitetura. Além das visitas guiadas, essa é mais uma forma de democratizar o acesso a um instrumento que é aberto ao público. Tudo foi pensado também para garantir que não haja danos ao patrimônio, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)”, explicou a profissional de relações institucionais da Alerj, Vitória Mello.

Entre as regras para o uso do espaço em ensaios está a proibição da utilização de flash ou qualquer equipamento de iluminação artificial no salão nobre, a fim de preservar as pinturas do cômodo. Também não é permitido fazer trocas de roupas nas dependências do Palácio, usar drones, levar comidas e bebidas ou encostar em paredes, estátuas e mobiliários. Os equipamentos fotográficos devem contar ainda com borrachas de proteção nos tripés.

Segundo o fotógrafo Flaviano Vaz, de 42 anos, os profissionais e os contratantes têm o espaço entre os seus favoritos para ensaios desde a época em que as fotos só eram permitidas na área externa. “É ótimo saber que o prédio está aberto porque os clientes pedem fotos aqui. Além de ter uma luz natural ótima, é um lugar muito bonito e bem cuidado”, elogiou.

Por esses motivos, a estudante Gabrielle Kozlowski saiu de Nova Iguaçu para fazer as fotos oficiais da sua festa de 15 anos, que acontecerá na Baixada Fluminense em outubro. “O meu tema é baile de primavera e eu queria um lugar clássico para registrar tudo. É um espaço diferente, principalmente o Salão Nobre, que tem um teto lindo”, contou.

Já os noivos Ana Carolina Marinho e Abrahão Mendes, de 22 e 26 anos, escolheram o Palácio Tiradentes depois de achar referências no Pinterest, famosa rede social visual que funciona internacionalmente como um mural de ideias digital. “Quando vi, percebi que era perfeito para a vibe ‘princesa’ que eu buscava para as fotos do casamento”, disse Ana.

Visite o Palácio

O Palácio Tiradentes conta com uma exposição permanente e recebe visitas guiadas gratuitas, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Os agendamentos para grandes grupos podem ser feitos neste link. Durante a visita, o público pode acompanhar os principais acontecimentos que marcaram a história do edifício e conhecer um dos mais importantes símbolos da democracia brasileira e da arquitetura da Belle Époque carioca.

Instituto Histórico e Geográfico de Niterói comemora 53 anos com solenidade aberta

‘Casa da Memória de Niterói’ preserva o conhecimento histórico da cidade por meio de pesquisas e publicações de seus 50 membros vitalícios

O Instituto Histórico e Geográfico de Niterói (IHGN) comemora 53 anos de fundação no dia 31 de julho, com missa às 12h na Catedral Metropolitana de São João Batista e sessão solene às 15h no plenário da Câmara Municipal, cedido pela Presidência da casa legislativa niteroiense. Nesta ocasião, a atual diretoria fará uma breve retrospectiva do papel do instituto ao longo de mais de cinco décadas de existência, sua atuação nos dias de hoje, os cursos gratuitos e as publicações, como os Cadernos de Efemérides Niteroienses, cujo volume 11, lançado no último dia 17 com o título “Niterói sob múltiplos olhares”, reúne dez artigos produzidos por membros, como uma pequena amostragem de suas vastas atividades.

Haverá ainda a apresentação do Coral 60 Mais, a declamação de trovas por membros do instituto e uma homenagem à ex-presidente Franci Machado Darigo. Historiadora e filósofa especializada em pesquisa sociológica, a cronista, poetisa e ensaísta é membro da Academia de Letras dos municípios de Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis e de Campos dos Goytacazes, sua cidade natal, além da Academia Fluminense de Letras (AFL), entre outras instituições acadêmicas. A programação de aniversário é aberta ao público, assim como são as reuniões mensais com palestras, realizadas na primeira quinta-feira de cada mês – salvo raras exceções, por motivo de força maior – no auditório da Fundação Municipal de Educação (FME), prédio onde também está localizada a sede do IHGN.

Também chamada de “casa da memória de Niterói”, a instituição tem por escopo a pesquisa e o estudo da história, da geografia e das ciências afins nos contextos nacional, fluminense e sobretudo municipal, buscando a preservação da cultura e do conhecimento. É reconhecida de Utilidade Pública do Estado do Rio de Janeiro (Lei Estadual n.º 7.581/1974) e de Utilidade Pública do Município de Niterói (Lei Municipal n.º 281/1981). Fundada em 31 de julho de 1973, com o nome de Instituto Histórico de Niterói, a entidade nasceu como consequência direta do primeiro Curso de História de Niterói, quando se comemorava o quarto centenário da cidade. Em 1998, passou a ser também Geográfico e foram criadas as 50 cadeiras de sócios titulares, com os seus respectivos patronos.

“Integrar o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói e ser sua presidente nesta oportunidade de tão significativa efeméride é de grande honra para mim e para minha história de vida, além de denotar o sucesso dos que me antecederam e a perspectiva de existência exitosa deste amado sodalício”, declara a Profa. Dra. Maria do Carmo de Assumpção Borges, 17a. presidente do IHGN, o qual já passou por 28 presidências – muitas delas reeleitas, como a atual – de dois anos cada.

Espoleta e Zureba lançam revista de histórias em quadrinhos na Flip

Dupla de palhaços apresenta a primeira edição no próximo dia 25, na Feira Literária Internacional de Paraty

Os palhaços mais queridos pela criançada, Espoleta e Zureba, vividos por Maurício Maia e Kaká Teixeira, chegam à 24ª edição da FLIP (Feira Literária Internacional Literária de Paraty) com, uma baita novidade: uma revista de histórias em quadrinhos cheia de aventuras, cores e brincadeiras para animar ainda mais as férias da garotada. O lançamento do gibi mensal acontece no próximo dia 25 de julho, às 14h, na Casa da Leitura e do Conhecimento, na Praça do Chafariz, em Paraty. O evento conta ainda com a apresentação do show “Uma Viagem em Nossas Raízes”, que a dupla tem apresentado em várias cidades e escolas.

“A publicação foi criada para despertar nas crianças o prazer pela leitura por meio da experiência única da revista física. Em um tempo em que grande parte do entretenimento infantil acontece nas telas, o gibi resgata o encanto de folhear páginas, colecionar edições e mergulhar em histórias repletas de humor, diversão e imaginação”, diz Maurício Maia.

A cada edição, os inseparáveis Espoleta e Zureba vivem uma nova aventura, explorando diferentes temas, épocas e universos, sempre acompanhados de personagens cativantes e situações divertidas que estimulam a criatividade, a curiosidade e valores como amizade, respeito, cooperação e preservação cultural.

Passatempos, curiosidades e incentivo à leitura

Além das histórias em quadrinhos, a revista oferece uma experiência interativa. “Cada edição reúne passatempos, jogos, caça-palavras, labirintos, desafios, atividades para colorir, curiosidades e brincadeiras educativas que incentivam o raciocínio, a criatividade e a participação das crianças, tornando a leitura um momento de diversão em família”, conta Kaká Teixeira..

Com linguagem acessível, ilustrações vibrantes e personagens carismáticos, Espoleta & Zureba busca formar novos leitores, fortalecer o hábito da leitura desde a infância e valorizar o gibi como um importante instrumento de educação, entretenimento e inclusão cultural. Mais do que uma revista, o projeto pretende criar uma coleção afetiva, aguardada mês após mês, incentivando crianças a trocar as telas pelo prazer de imaginar, ler, brincar e aprender.

Espoleta & Zureba – De Volta Para O Futuro

Na primeira edição, Espoleta consegue marcar o show que pode transformar a vida da dupla e tudo parece caminhar para o sucesso. Mas uma visita ao laboratório do atrapalhado inventor Toquinho muda completamente os planos. Ao acionar, sem querer, uma estranha máquina do tempo, os três amigos são transportados para o Velho Oeste, em uma cidade dominada pelos temidos irmãos James.

Perdidos em 1863, Espoleta, Zureba e Toquinho precisam encontrar uma forma de voltar para casa antes que um duelo mortal aconteça. No caminho, vivem situações hilárias, conhecem personagens históricos, fazem amizades inesperadas, descobrem o verdadeiro valor da coragem, da inteligência e do trabalho em equipe e percebem que, mesmo nas maiores confusões, a amizade sempre encontra uma saída.

Repleta de humor, ação, invenções malucas, referências históricas e muita aventura, Espoleta & Zureba – De Volta para o Futuro é uma história em quadrinhos para toda a família que mistura ficção científica, comédia e faroeste em uma narrativa divertida e educativa.

Amizade para além do picadeiro

Artistas circenses e amigos, Maurício Maia e Kaka Teixeira, que dão vida a Espoleta e Zureba, já haviam trabalhado juntos na Cia UCB (Universidade Castelo Branco) de 1994 a 1996. A dupla surge na montagem do espetáculo circense “A Casa da Mãe Joana” na Fundição Progresso, dirigido por Richard Riguetti, Diretor do Grupo Off-Sina, no final do ano 2000. Um espetáculo, em trio, baseado nas esquetes circenses e já com muitos elementos musicais e canções autorais. Durante os anos de 2001, 2002 e 2003. E a partir de 2004 o espetáculo continuou apenas com a dupla.

Em 2005 os artistas montam o espetáculo “Os Ridículos” com novos números e canções autorais, sempre com muita música. Daí para frente a dupla não parou mais e hoje percorre cidades e escolas com o espetáculo “Uma Viagem às Nossas Raízes”, que resgata canções tradicionais do imaginário popular, e acaba de disponibilizar nas plataformas digitais seu novo álbum, “Ser Criança”.

SERVIÇO:

Lançamento da Revista HQ Espoleta e Zureba e show “Uma Viagem em Nossas Raízes”,
Dia: 25/07
Local: Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) – Casa da Leitura e do Conhecimento – Centro de Informações Turísticas (CIT) Maria Della Costa / Praça do Chafariz
Endereço: Av. Roberto Silveira, s/n – Centro, Paraty/ RJ,
Horário: 14h

Eddie Pimentel e Roberta Spindel celebram o blues, o soul e a MPB em show de lançamento de novo EP

A casa Julieta de Serpa receberá o show de lançamento do EP Eddie Pimentel & Roberta Spindel, Juno Back to 80´s, que celebra a música brasileira sob uma perspectiva contemporânea, reunindo blues, soul, MPB e influência internacional. O espetáculo que acontecerá no sábado, dia 25/07, contará com a participação especial do saxofonista Beto Saroldi. O show segue para Itaipava, no Soberano, no dia 30 de julho, quinta-feira.

Fruto da colaboração entre o guitarrista, cantor e compositor Eddie Pimentel e a cantora e compositora Roberta Spindel, o novo EP produzido por Tim Carmon e com mixagem e masterização assinadas por Lucas Sagaz, chega aos streamings dia 03 de agosto. O trabalho aproxima tradição e contemporaneidade, valorizando as raízes da música brasileira em diálogo com uma linguagem construída entre o Brasil e Los Angeles, onde ambos trilharam caminhos profissionais semelhantes.

“Eddie e eu nos conhecemos há anos, em uma banda, antes mesmo de darmos o pontapé inicial em nossas carreiras. Cada vida seguiu para um lado, porém por caminhos muito parecidos. Eu lancei meu primeiro álbum “Dentro do meu olhar” (2010), gravado nos EUA, com músicos reconhecidos que tocaram com Sting, Eric Clapton, Madonna, e com o Eddie aconteceu a mesma coisa. Passamos a acompanhar e admirar o trabalho um do outro, até que decidimos juntar os dois projetos”, conta Spindel, que já dividiu projetos e palcos com artistas como Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Renato Teixeira, Zeca Baleiro e Luis Melodia. Mais recentemente, participou da turnê do violonista Diego Figueiredo pelos Estados Unidos, ampliando ainda mais sua atuação internacional.

De acordo com Eddie, o show contará com músicas autorais, bem como homenagens a grandes lendas do blues e do jazz. “Nesse show, a Roberta Spindel traz suas raízes no blues junto à banda, além de apresentar suas canções em português que representam a MPB. É um show com muita diversidade, porém alinhado à unidade sonora da banda”, diz o guitarrista.

A abertura do show acontece com “Juno Back to 80’s”, composição instrumental de Eddie Pimentel e Bernardo Sena com arranjos da Roberta Spindel, inspirada na sonoridade dos anos 1980 e na influência de produtores como Quincy Jones.

Na sequência, “Family From Another Life”, composta por Eddie Pimentel e Wes Chaney, apresenta uma narrativa autoral inspirada na experiência de viver em Los Angeles, abordando o pertencimento, a amizade e os vínculos construídos longe do país de origem.

E por fim, uma releitura de “Driftin’ Blues”, que reafirma a profunda conexão de Eddie com as raízes do blues e com a linguagem musical que moldou sua formação artística.

Além das três faixas do EP, Roberta Spindel traz ao show sua assinatura com canções mais intimistas e existenciais do seu repertório, como Sangue Latino (gravada em dueto com Ney Matogrosso), Sempre Será , Me Pede para Ficar, autorais, produzidas por Kassin Kamal, vencedor do Grammy. e “I’d Rather Go Blind” (Etta James). Já Eddie Pimentel apresenta composições de trabalho do seu último álbum “One Way Home” como “When The Rain Sustains” e “Don’t Stop Go Ahead” e em seguida faz homenagem ao T-Bone Walker com Stormy Monday.

O show contará com a participação especial do saxofonista Beto Saroldi, um dos nomes mais respeitados da música brasileira por sua referência, versatilidade e pelas importantes colaborações com artistas da MPB, do jazz e da música instrumental. Sua participação acrescenta uma nova dimensão sonora ao espetáculo e reforça o diálogo entre diferentes gerações e linguagens musicais que caracteriza o projeto.

A banda que acompanha Eddie Pimentel e Roberta Spindel reúne músicos de reconhecida atuação na cena brasileira: Regis Alves (baixo), André Amon (bateria) e Rodrigo Fiorini (teclados).

Além de baterista do projeto, André Amon é produtor musical e idealizador da Mano Tamo Produções, iniciativa que se consolidou como uma importante referência cultural em Petrópolis por meio de seus estúdios de gravação, espaços de ensaio e produção de eventos.

O Blues e o Soul de Eddie Pimentel

Em 2026, Eddie Pimentel consolida sua trajetória internacional por meio de projetos que conectam diferentes culturas e linguagens musicais. Após sua primeira turnê solo internacional, o músico ampliou sua presença em importantes palcos, como o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, Blue Note Rio, Hard Rock Cafe Curitiba e o tradicional Café Berlin, em Buenos Aires, experiências que reforçam uma identidade artística desenvolvida entre o Brasil e os Estados Unidos.

Paralelamente, Eddie fortalece sua parceria com a Mano Tamo Produções, empresa sediada em Petrópolis e liderada pelo produtor, baterista e empreendedor cultural André Amon. A colaboração reúne a visão artística internacional do músico à atuação da produtora no desenvolvimento de artistas, gravações, ensaios e produção de eventos, fortalecendo a conexão entre a cena independente brasileira e projetos de alcance global.

Seu álbum One Way Home (2023) representa um marco em sua carreira, reunindo músicos de destaque internacional como Gorden Campbell (Whitney Houston), Courtney Leonard (Beyoncé), Charlean Carmon (Stevie Wonder) e Sydne Rose-Myett (Squad Harmonix), sob a direção de Tim Carmon, produtor, diretor musical e tecladista reconhecido por seu trabalho ao lado de artistas como Eric Clapton e Paul McCartney.

Com sólida formação internacional, Eddie foi reconhecido como Guitarist of the Year pelo Musicians Institute, em Los Angeles, além de receber premiação da LA Musicians Foundation, distinções que refletem sua excelência técnica e artística.

Mais do que desenvolver um estilo próprio, Eddie define sua proposta musical como um “ecossistema sonoro”, no qual blues, soul, gospel e a riqueza harmônica da música brasileira convivem de forma orgânica, criando uma linguagem artística sem fronteiras.

Roberta Spindel: sofisticação e identidade na música brasileira

Seu álbum de estreia, Dentro do Meu Olhar (2011), foi lançado pela Universal Music, gravado em Los Angeles e contou com a participação de Caetano Veloso na canção “Como Dois e Dois”. Produzido por Max Pierre, o disco reuniu músicos como Neil Stubenhaus ( Frank Sinatra, Whitney Houston e Elton John) , Vinnie Colaiuta ( Sting e Joni Mitchell, Eric Clapton), Ramon Stagnaro (Diana Ross, Celine Dion, Andréa Bocelli) e Tim Pierce (Joe Cocker, Michael Jackson, Phil Collins)

Participou da abertura do show da cantora norte-americana Demi Lovato, que lhe rendeu elogios da mesma no camarim após sua performance.

O trabalho integrou trilhas sonoras da TV Globo e rendeu à cantora uma indicação ao Prêmio Multishow na categoria Revelação. Roberta participou também da banda do programa Popstar da Tv Globo.

Roberta Spindel já dividiu projetos e palcos com artistas como Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Renato Teixeira, Zeca Baleiro e Luis Melodia. Mais recentemente, participou da turnê do violonista Diego Figueiredo pelos Estados Unidos, ampliando ainda mais sua atuação internacional.

Bim Brito convida público a atravessar o portal para Neon City

Série inédita da artista plástica transforma pinturas em fragmentos de uma cidade imaginária

A exposição “Matrizes”, em cartaz no Memorial Municipal Getúlio Vargas até 16 de agosto, reúne as artistas Bim Brito, Juliana Fernandez, Tatiana Coelho e Rafa Diås, sob curadoria de Emmanuele Russel, em um encontro que evidencia diferentes linguagens e investigações da arte contemporânea.

É nesse contexto que Bim Brito apresenta ao público, pela primeira vez, Neon City, um lugar imaginário que passa a reunir uma série de obras desenvolvidas pela artista nos últimos dois anos e que inaugura um novo capítulo de sua trajetória.

Embora as telas tenham sido produzidas em momentos distintos, foi recentemente que a artista percebeu que todas pertenciam ao mesmo universo. Marcadas pelo uso intenso de cores fluorescentes e por uma atmosfera que transita entre o cotidiano e o imaginário, as obras passaram a compor uma cidade fictícia onde cada pintura representa um lugar, uma memória ou um acontecimento.

“Sempre senti que existia um elo entre as minhas pinturas, mas ainda não conseguia explicá-lo. Até perceber que todas elas pertenciam ao mesmo lugar. Neon City se revelou nesse território imaginário de onde tem vindo grande parte das minhas inspirações”, reflete Bim Brito.

Na série apresentada na coletiva Matrizes, o público encontra fragmentos dessa cidade inventada: paisagens, espaços urbanos, interiores e cenas do cotidiano reinterpretados por uma paleta vibrante que se tornou marca da produção da artista.

Formada pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Bim Brito desenvolve uma pesquisa centrada na potência narrativa da cor e nas possibilidades de expansão da pintura para além da tela, dialogando também com tecnologias contemporâneas. Com Neon City, sua produção ganha um eixo conceitual que conecta obras antes vistas de forma independente e inaugura um universo artístico em permanente construção.

Mais do que uma série, Neon City propõe ao visitante a experiência de atravessar um portal para um lugar onde realidade, imaginação e cor coexistem. Cada obra funciona como um registro desse território, convidando o público a construir seu próprio percurso dentro da cidade.

Serviço
Exposição: Matrizes
Artistas: Bim Brito, Juliana Fernandez, Tatiana Coelho e Rafa Diås
Curadoria: Emmanuele Russel
Local: Memorial Municipal Getúlio Vargas
Visitação: quarta a domingo de 10h às 17h até 16 de agosto de 2026
Entrada: Gratuita

Vitrais do Palácio Tiradentes conquistam prêmio em concurso de fotografia do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade

Registro do fotógrafo Luis Teixeira Mendes evidencia a riqueza artística do Palácio e integra o grupo de imagens vencedoras da edição 2026 do concurso

Os vitrais do Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), estão entre os destaques da edição de 2026 do Concurso de Fotografias “Olhos de Ver – Edição Vitrais do Rio”. A fotografia “Céu da República”, de autoria de Luis Teixeira Mendes, que retrata o vitral da cúpula do plenário, foi uma das imagens vencedoras da seleção. O reconhecimento pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) reforça a relevância histórica e artística do Palácio Tiradentes, além de contribuir para ampliar a visibilidade de um dos principais patrimônios públicos do estado.

Promovido pelo IRPH, órgão responsável pela preservação e valorização do patrimônio cultural carioca, o concurso tem como objetivo destacar, por meio da fotografia, um dos mais importantes elementos da arquitetura do Rio de Janeiro. Nesta edição, a iniciativa evidencia os vitrais como verdadeiras obras de arte construídas pela combinação entre luz, cor e vidro, capazes de criar atmosferas únicas e estabelecer uma relação simbólica entre os espaços internos e o ambiente externo. Presentes em igrejas, edifícios públicos, equipamentos culturais e residências, são manifestações artísticas que expressam valores históricos, culturais e sociais de diferentes períodos.

Segundo o historiador da Diretoria-Geral da Alerj, que pesquisa o Palácio Tiradentes, Douglas Liborio, os vitrais do edifício vão além da função estética e representam um importante símbolo da história política brasileira. Para ele, a obra dialoga com a tradição arquitetônica dos grandes edifícios públicos e traduz, por meio da arte, os ideais da República.

“O vitral do plenário do Palácio Tiradentes faz parte de um conjunto chamado ‘Pontos Cardeais da História do Brasil’ e ocupa um lugar central na narrativa arquitetônica do edifício. Historicamente, os grandes vitrais estavam presentes, principalmente, em construções religiosas. Nos parlamentos e demais prédios de poder, essa tradição foi adaptada para representar a história política e os valores republicanos. No caso do Palácio Tiradentes, o vitral tem como principal temática o céu do Rio de Janeiro na manhã de 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República. Essa representação inspirou o céu retratado na bandeira nacional e simboliza os ideais republicanos que orientam a construção do prédio. O Palácio Tiradentes foi o primeiro edifício concebido especificamente para sediar um Parlamento no Brasil, e seu plenário reúne, em um único conjunto artístico, elementos que contam a história da República e reforçam a importância da democracia e da representação política.”

Ao comentar a fotografia premiada, Luis Teixeira Mendes contou que a inspiração surgiu assim que soube do tema da nova edição do concurso. Segundo ele, a cúpula do plenário do Palácio Tiradentes foi a primeira imagem que lhe veio à mente, e o registro exigiu uma perspectiva pouco convencional para valorizar a grandiosidade do vitral.

“Para fazer essa fotografia, deitei no chão do plenário e inclinei levemente a câmera, buscando criar uma perspectiva quase tridimensional da obra. Fico muito feliz em ver esse olhar reconhecido. É sempre uma satisfação ter um trabalho selecionado, e esse reconhecimento tem um significado especial por vir de um órgão que atua na preservação e valorização do patrimônio cultural da cidade. Além disso, na edição anterior do concurso, dedicada ao tema ‘Portas e Janelas’, outra fotografia minha do Palácio Tiradentes também foi escolhida”, afirmou o fotógrafo.

Da modernidade ao presente: exposição revela encontros entre diferentes gerações da arte brasileira

A exposição reúne obras de Alberto da Veiga Guignard, Antonio Bandeira, José Pancetti e Candido Portinari — quatro pilares fundamentais da pintura moderna brasileira — em diálogo com a produção contemporânea desenvolvida pelos artistas representados pela CASA70 Galeria. Ao aproximar diferentes gerações, a curadoria evidencia como temas ligados à paisagem, à matéria, à cor, à identidade, ao território e à experimentação permanecem vivos e continuam a se transformar ao longo do tempo.

Participam da mostra Bruno Borne, Diana Gondim, FESSAL, Giovanna Nucci, Lair Uaracy, Lorena Bruno, Lucas Finonho, Lucas Ribeiro, Marcelo Carrera Maia, Marcos Corrêa, Mariana Riera, Marina Rodrigues, Miru Brüggmann, Samira Pavesi, Tatiana Bertrand e Thomaz Velho.

FLORESCER – Diálogos entre a arte moderna brasileira e a produção contemporânea, coletiva
CASA70 Galeria | Rua Orsina da Fonseca, 19 – Gávea
Abertura: sábado, 25 de julho, das 14h às 21h
De 26 de julho a 30 de setembro de 2026
De terça a sábado, das 11h às 19h
Entrada gratuita