Anna Bella Geiger e Raquel Saliba inauguram a exposição “Avesso”, no Museu Histórico da Cidade

Unidas pela potência da arte e por laços de amizade, Anna Bella Geiger e Raquel Saliba ocupam duas salas do Museu Histórico da Cidade a partir de 1º de março, sob curadoria de Shannon Botelho. No segundo pavimento do casarão, a exposição conjunta “Avesso” propõe um campo de diálogo entre as obras de Geiger e as esculturas de Saliba, revelando camadas, contrastes e afinidades. No primeiro pavimento (térreo), Raquel apresenta a individual “Bashar: nós humanos” reunindo esculturas recentes em diferentes técnicas na cerâmica e instalações que ampliam sua investigação material e espacial.

“Bashar: nós humanos”
“No presente, marcado pela crença em uma subjetividade autossuficiente e pelo enfraquecimento das lógicas comunitárias, a obra de Raquel Saliba sinaliza um gesto de atenção ao que ainda nos constitui. Suas figuras não celebram o indivíduo isolado, mas evocam a condição compartilhada do existir. Bashar — que significa humanidade — nomeia este encontro de corpos que, feitos de barro, carregam a memória do tempo, das diferenças e da vida em comum. Entre nascimento e desgaste, permanência e transformação, as obras aqui expostas nos lembram que a humanidade é constituída, antes de tudo, pelas relações que estabelece e pelos vestígios sensíveis que lega à eternidade”.
Shannon Botelho, 2026.

Cerâmica e bronze se transformam em instigantes peças escultóricas nas mãos de Raquel Saliba. Nascida em Itaúna, Minas Gerais, formada em Psicologia, a artista dedica-se exclusivamente à arte há 15 anos, movida por um fascínio singular por técnicas ancestrais e processos primordiais. Entre elas estão a queima Anagama — queima japonesa — e a Obvara, método de queima cerâmica originado no Leste Europeu no século XII, que consiste em retirar a peça incandescente do forno. Raquel também experimenta o uso de gás em fornos híbridos combinados com lenha. Em uma de suas séries mais recentes, deixou que a ação do mar oxidasse algumas peças, resultando em superfícies que alternam entre o reluzente e o rústico.

“Meu fascínio pelo figurativo e pela cerâmica vem da história do nosso (ante)passado. A cerâmica é um dos vestígios culturais utilizados pela arqueologia para reconstruir narrativas históricas anteriores à escrita”, afirma a artista.

Habitantes do imaginário de Raquel, seus seres — sem gênero definido — moldados em argila ou barro, podem atingir dois metros de altura.

Saiba mais sobre Raquel Saliba

Raquel Saliba já morou em diferentes partes do mundo, o que possibilitou que ela fizesse vários cursos e exposições como no Carrossel do Louvre (maio de 2018), por exemplo. Residindo atualmente no Rio de Janeiro, ela vem se dedicando cada vez mais às esculturas em cerâmica, bronze e outras matérias. Parte de sua formação artística: Curso Objeto e Poema 2025 e 2026 com Xico Chaves no Parque Lage; Colagem com Pedro Varela em 2024; O Processo Criativo com Charles Watson em 2020 no Parque Lage; Encontros e Reflexões, com Iole de Freitas, 2019, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil; exposição coletiva A Cara do Rio (Centro Cultural dos Correios), 2018; curso Conversando sobre esculturas objeto etc. e tal com Joao Goldberg, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil em 2016 e 2017; cursos de escultura e cerâmica no Morley College, Londres, Reino Unido 2014 e 2015; cursos de escultura no Heatherley School of Art, Londres, Reino Unido em 2015; workshop “O inconsciente na argila”, com Sandy Brown, Inglaterra, junho de 2015; cursos de Cerâmica e Escultura na UAL (University Arts of London), professor Timothy Harker, Londres, Reino Unido em 2013; Centro de Artes de Fremantle, Austrália Ocidental 2003.

“Avesso”

“Os trabalhos de Anna Bella Geiger apresentados em ‘Avesso’ foram realizados a partir dos anos 1960. Neles, a artista desloca a imagem de um campo compositivo para um campo orgânico, fazendo da superfície uma espécie de pele tensionada, onde cortes, cavidades e dobras insinuam um interior que insiste em emergir. Mais do que um gesto expressionista, trata-se de uma investigação estrutural da imagem: Geiger expõe o avesso, desestabiliza o plano e transforma a matéria em linguagem crítica. Ao afirmar uma poética centrada no corpo em um sistema historicamente regulado por narrativas masculinas de autonomia e universalidade, a artista tensiona os limites da imagem e inscreve, de modo não panfletário, uma presença feminina que reivindica espaço na redefinição da arte e de seus discursos.

Por sua vez, Raquel Saliba apresenta um conjunto de corpos femininos que discutem a condição da mulher não apenas no contexto das violências físicas, mas também nas formas de negação da individualidade e da plenitude do ser produzidas por uma lógica patriarcal e por agressões simbólicas naturalizadas. Corpos acéfalos, reduzidos a troncos, instauram um discurso contundente sobre a experiência feminina no contemporâneo: a supressão da identidade como mecanismo de controle. Uma obra de caráter instalativo sintetiza a narrativa: cabides sustentam troncos femininos como se fossem mercadorias expostas, evocando a objetificação do corpo da mulher — transformado em produto, disponível ao consumo. Contudo, nesses corpos aparentemente destituídos de identidade reside uma força latente: se denunciam a redução e as violências, também afirmam autonomia, beleza e potência expressiva”, diz Sannon Botelho.

De Anna Bella Geiger foram selecionadas gravuras em metal, telas em guache e nanquim sobre papel, obras em técnica mista, objetos escultóricos. O recorte é mapeado a partir da produção dos anos 1960 e chega a trabalhos mais recentes, explorando volume, textura e espaço.

Já Raquel Saiba expõe delicados torsos femininos em cerâmica, submetidos a diferentes técnicas de queima ou moldados com tecidos ou transformados pela ação do mar depois de algum períodos de submersão. Alguns estarão suspensos em um conjunto de instalações que flutuam no ambiente, presos por fios de metal a armações de ferro; outros, “protegidos” por redomas de vidro ou agrupados, ostentando medidas diversas.

“Para mim, como mulher, o feminino é forte. Está e estará sempre presente no meu trabalho. Como escultora, gostaria de abrir mais portas para outras mulheres, especialmente aquelas que vivem sob opressão, preconceito e diferentes formas de violência. A intimidação das mulheres ainda é muito grande, sobretudo entre as que lutam por independência e liberdade”, define Raquel Saliba.

Serviço
“Avesso” – exposição de Anna Bella Geiger e Raquel Saliba (2º pavimento)
“Bashar: nós humanos” – individual de Raquel Saliba (1º pavimento)
Curadoria: Shannon Botelho
Visitação: de 3 de março a 3 de maio de 2026
Local: Museu Histórico da Cidade
Endereço: Est. Santa Marinha, s/nº – Gávea, Rio de Janeiro
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 16h

Marcos Duprat revela Seu ‘Mundo Interior’ na Casa de Cultura Laura Alvim

Após 48 anos de carreira na diplomacia, Marcos Duprat se dedica integralmente à pintura e apresenta sua nova exposição, “Matéria e Luz”, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. A mostra, que ficará em cartaz até o dia 3 de maio, reúne 32 obras que refletem suas experiências e a luz dos diversos lugares onde trabalhou, como Washington, Lima, e Tel Aviv.

Duprat, agora com 81 anos, dedica-se ao seu ateliê na zona sul, onde utiliza sua técnica de veladura para captar a luz e a difusão dos reflexos na água. “Uma tela pode me ocupar até dois meses de trabalho. Isso exige paciência, pois não consigo me submeter à pressa do mercado”, afirma o artista. Ele menciona que a atualidade imediatista contrasta com sua abordagem atemporal da arte.

Na varanda da Casa de Cultura, as obras se debruçam sobre a movimentada Avenida Vieira Souto, trazendo à tona sua série “Horizontes” (2025) e o díptico “Águas” (2023). Duprat reflete sobre como o mercado de arte brasileiro evoluiu, destacando uma época mais amigável, onde o convívio entre artistas era incentivado. “O ambiente era ótimo, todos se encontravam e trocavam ideias”, lembra.

Influências e Formação Artística

Entre os encontros marcantes na trajetória de Duprat está o Atelier Livre do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro. Ali, nos anos 60, teve aulas com mestres como Fayga Ostrower e Aluísio Carvão. Sua formação artística continuou em Washington, onde obteve um mestrado na American University, enquanto trabalhava na diplomacia. Uma das obras apresentadas na mostra, “Figura em interior” (1977), remete à sua primeira exposição na capital americana.

Duprat menciona que seus professores eram influenciados pelo movimento abstrato-expressionista, mas o encorajaram a seguir seu próprio caminho. “Eles me diziam para fazer o que achasse bom. Mesmo De Kooning, que era uma referência, trabalhava com modelo vivo. As linhas de tensão do corpo humano são fundamentais para o aprendizado. Criar uma figura em pé, por exemplo, é um grande desafio”, explica.

Um Último Homenagem a Antônio Cicero

Uma das figuras que marcou a vida de Duprat foi o poeta e compositor Antônio Cicero. O texto de apresentação da exposição, escrito por Cicero e adaptado para a mostra, serve como uma homenagem ao amigo, que faleceu em um procedimento de morte assistida na Suíça. “Falamos sobre trazer seu texto para a exposição como uma forma de manter sua presença viva aqui”, conta Duprat.

Ele relembra o momento em que conheceu Cicero em Washington, onde este fazia doutorado em filosofia. Duprat recorda da jovem Marina Lima, irmã de Cicero, que já mostrava talento e interesse pela música. “Antonio sempre foi uma pessoa lúcida, mesmo enfrentando problemas de saúde. O texto dele capta com precisão meu ‘mundo interior’, refletindo a introspecção que é crucial para a pintura”, revela.

Introspecção e Representação Artística

Duprat destaca que suas obras não carregam necessariamente uma tensão social ou ideológica. Para ele, a arte deve falar de forma humana e íntima. “O que faço é simples, não busca chocar à primeira vista. Cada um pode encontrar seu próprio significado nas minhas telas”, conclui. Assim, a exposição “Matéria e Luz” se apresenta não apenas como um recorte da trajetória de Duprat, mas como um convite à contemplação e à introspecção.

Museu Bispo do Rosario, no RJ, recebe exposição ‘Casa Própria’

O Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea apresenta, entre os dias 21 de março e 9 de maio, a exposição Casa Própria, primeira individual de Ana Hortides na instituição. Com curadoria de Pollyana Quintella e produção da Atelier Produtora, a mostra reúne um conjunto de trabalhos produzidos ao longo dos últimos anos de pesquisa da artista, incluindo obras inéditas, e propõe uma reflexão sobre a casa como espaço simbólico, político e afetivo.

Ana Hortides’Raios’ série Platibanda 2025. Concreto e cerâmica 70 x 70 x 7 cm
A partir de referências diretas à arquitetura do subúrbio carioca, Ana Hortides desenvolve uma investigação plástica que transforma elementos recorrentes da construção civil popular em matéria artística. Cimento, azulejos, pisos e fragmentos cerâmicos aparecem em esculturas, instalações e pinturas que deslocam esses materiais de seu uso funcional, criando estruturas que tensionam noções de permanência, improviso e pertencimento.

Sobre a artista Ana Hortides
Oriunda de Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a artista estabelece uma relação direta entre sua trajetória pessoal e os modos de construção presentes nas periferias urbanas.

Escadas, lajes, fachadas e platibandas, frequentemente associadas ao trabalho informal e ao saber prático de pedreiros e construtores populares, surgem na exposição como formas autônomas, deslocadas de suas funções originais para se afirmarem como linguagem visual e discurso crítico.

Sobre a exposição do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea

A exposição ocupa a galeria Carlos Miguel do Museu Bispo do Rosario reunindo obras das séries Casa 15 (2020-2026), Platibanda (2024-2026) e To and fro (2026). Em Casa Própria, Hortides investiga os padrões ornamentais que marcam as fachadas das casas populares brasileiras, especialmente o uso de cacos cerâmicos e pisos coloridos aplicados de forma manual. Essas composições, muitas vezes nomeadas pela artista como “padrão” ou “raios”, compõem um repertório visual que atravessa o cotidiano urbano e ganha densidade poética no espaço expositivo.

Serviço
Exposição ‘Casa Própria’, de Ana Hortides
Curadoria: Pollyana Quintella
Local: Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea
Endereço: Edifício Sede da Colônia Juliano Moreira – Estr. Rodrigues Caldas, 3400. Taquara, Rio de Janeiro.
Período: de 21 de março a 09 de maio de 2026.
Visitação: de terça a sábado, das 9h às 17h.
Classificação: livre.
Entrada Gratuita.
Acessibilidade: audiodescrição e intérpretes de Libras.

“Niterói de Todos os Ângulos” revela a força do tecido acrobático no Parque da Cidade

Mostra tem apoio da Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL)

Niterói é cenário de arte, movimento e sensibilidade com a abertura da exposição fotográfica “Niterói de Todos os Ângulos”, que estreou nesta terça-feira (07) no Parque da Cidade, um dos cartões-postais mais emblemáticos do município.

A mostra propõe um novo olhar sobre o tecido acrobático, reunindo imagens que capturam a beleza, a técnica e a expressividade dessa prática que transita entre o esporte e a arte.

A exposição apresenta registros impactantes que exploram diferentes perspectivas — do alto, do movimento e da emoção — valorizando o corpo em cena e sua interação com paisagens icônicas da cidade.

Com o tema voltado ao tecido acrobático, a exposição convida o público a enxergar Niterói sob novas óticas, onde arte e esporte se encontram em composições visuais únicas, tendo como cenário um dos pontos mais visitados da cidade.

O evento conta com o apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), fortalecendo o incentivo a iniciativas que promovem cultura, bem-estar e ocupação criativa dos espaços urbanos.

“O esporte também é expressão artística. Projetos como o “Niterói de Todos os Ângulos” ampliam o olhar da população sobre modalidades como o tecido acrobático e mostram o potencial da nossa cidade como palco de experiências culturais inovadoras”, afirma o secretário municipal de Esporte e Lazer de Niterói, Luiz Carlos Gallo.

A exposição reforça o papel de Niterói como cidade que valoriza a integração entre cultura e esporte, promovendo experiências acessíveis e inspiradoras para toda a população.

SERVIÇO:
Exposição: Niterói de Todos os Ângulos
Local: Parque da Cidade — Niterói (RJ)
Entrada: Gratuita

Governo do Estado inaugura exposição com 60 artistas do RJ e reforça acesso gratuito à cultura

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, inaugura na próxima quinta-feira (09/04) duas novas exposições na Casa Brasil, no Centro do Rio. Com entrada gratuita, entram em cartaz a coletiva Casa Fluminense e a individual Cada Cabeça é um Mundo, da artista Melissa Oliveira. O espaço é vinculado ao Governo do Rio, em parceria com o Ministério da Cultura e a Petrobrás, consolidando o acesso público à produção artística.

As mostras reúnem 97 obras de 60 artistas de diferentes regiões do estado e dão continuidade à programação do espaço, que já recebeu mais de 80 mil visitantes em quatro meses com exposições anteriores.

– Celebramos este novo momento da Casa Brasil com uma grande ocupação da cultura do nosso estado, que é tão rica e potente. O apoio da Petrobras tem sido fundamental para abrir as portas para a arte fluminense, reforçando a valorização do nosso fazer cultural, nossa identidade e representa que o Rio de Janeiro ganha mais uma casa para a cultura fluminense – destaca Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Valorização da Cultura do Estado do Rio

A exposição coletiva “Casa Fluminense” apresenta múltiplos olhares sobre o estado do Rio, abordando temas como identidade, diversidade, turismo e tradições. Com curadoria de Aliã Guajajara Waimiri, Cadu, Jocelino Pessoa, Marcelo Campos e Tania Queiroz, a mostra reúne artistas de cidades como Rio de Janeiro, Niterói, Campos dos Goytacazes, Volta Redonda, Paraty, Maricá e Teresópolis.

Já “Cada Cabeça é um Mundo”, de Melissa Oliveira, o público tem acesso a uma série fotográfica sobre o cotidiano das barbearias em comunidades cariocas. Natural do Morro do Dendê, na Ilha do Governador, a artista retrata profissionais que movimentam a economia criativa em territórios como Jacaré, Manguinhos e Chatuba.

Roda de conversa

Além das exposições, a programação inclui a ação “Conversas de Casa”, encontro que reúne participantes de cursos livres realizados em parceria com a Escola sem Sítio, promovendo troca de experiências e processos criativos.

– Casa Fluminense e Cada Cabeça é um Mundo dão continuidade ao momento de consolidação e expansão da nova fase da Casa Brasil, após a potência das primeiras exposições, que levaram mais de 80 mil visitantes ao nosso equipamento cultural. Com o patrocínio oficial da Petrobras, a Casa Brasil articula diferentes linguagens, públicos e perspectivas em torno de uma proposta conceitual consistente. Somos a casa da arte brasileira e também fluminense – conta Tania Queiroz, diretora da Casa Brasil.

Vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, a Casa Brasil passa por um processo de reestruturação que inclui nova identidade e ampliação da programação. O projeto é realizado em parceria com a V ARTE e o Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobras, dentro do Programa Petrobras Cultural.

Localizada no Corredor Cultural do Centro do Rio, a Casa Brasil se consolida como um dos principais espaços de difusão da produção artística contemporânea no estado. Esse reposicionamento integra um projeto de reestruturação contemplado no edital Novos Eixos da Petrobras, na linha Ícones da Cultura Brasileira, dentro do Programa Petrobras Cultural. As exposições ficam em cartaz até 8 de julho, com visitação de terça a domingo, das 10h às 17h.

Theresa da Costa apresenta o show ‘Elton por Mim’, trazendo clássicos eternos do artista, no Teatro Grajaú, dia 18 de abril

A cantora Theresa da Costa apresenta o show ‘Elton por Mim’, no próximo dia 18 de abril, no Teatro Grajaú, interpretando clássicos eternos do artista em versões que revelam novas camadas de emoção — unindo teatralidade, interpretação vocal e um toque de intimismo que convida o público a reviver memórias e sentimentos. O show é uma viagem afetiva pelo universo de Elton John, com arranjos cuidadosamente elaborados para piano e Cello, e momentos de pura conexão entre artista e plateia.

Sobre Theresa da Costa

Theresa da Costa é cantora, atriz, bailarina e fisioterapeuta, com trajetória marcada pela união entre arte e sensibilidade humana. Como intérprete, se destaca pela expressividade cênica e pelo timbre suave e emocional que transita entre o pop, o soft belt e o semi- lírico. Nos palcos, apresenta projetos próprios, homenageando grandes nomes da música nacional e internacional, sempre com identidade própria e presença marcante.

Instagram: @theresadacosta.art

YouTube: https://www.youtube.com/@Theresadacosta

Ficha Técnica

Theresa da Costa no show Elton Por Mim

Idealização / Voz e Performance / Roteiro – Theresa da Costa

Direção cênica e de movimento – Paulo Marques

Direção Musical / Arranjos para Piano e Cello / Piano – Isaías Alves

Cello – Gibran Moraes

Preparação Vocal – Jardel Maia

Projeto Gráfico – Martelo Marketing

Figurino – Paulo Marques

Fotografia – Mauricio Maia

Direção Geral – Theresa da Costa

Recepção/ bilheteria – Staine Motta

Assessoria de Imprensa – Paula Ramagem

Produção – Butterfly Produções

Co – produção – Juliana Torrez

Serviço

Show: Elton por Mim

Artista: Theresa da Costa

Local : Teatro Grajaú

Grajaú Tênis Clube – Av. Engenheiro Richard, 83 – Tijuca

Data:18 de abril de 2026, às 19h

Ingressos pelo Sympla LINK https://www.sympla.com.br/evento/theresa-da-costa-apresenta-elton-por-mim/3339376?share_id=whatsapp

Inteira: R$ 40,00 / Meia: R$ 20,00 / Valor promocional: R$ 25,00 (em 3 lotes)

Galeria de Arte IBEU recebe a 49ª edição da coletiva Novíssimos

No coração do Jardim Botânico, a Galeria de Arte IBEU reafirma seu papel como um dos principais termômetros da arte emergente no Rio de Janeiro. O espaço abre as portas para a 49ª edição da Novíssimos, a exposição coletiva mais tradicional do país dedicada a novos talentos até 8 de maio. A seleção dos participantes deste ano foi resultado de um concorrido edital, ocorrido em novembro de 2025, que recebeu 115 inscrições.

Pela primeira vez sob curadoria de Bruno Miguel, a mostra reúne 13 nomes que mapeiam diferentes trajetórias. O panorama abrange desde a presença da artista Makh Hanamakh — nascida em Tóquio e radicada no Rio — até a força da produção fluminense com Beth Rocha, Bruna Manarelli, Carolina Amorim, Claudia Castro Barbosa, Patrícia Peixoto, Fogo e Ian Raposo. A seleção se completa com o olhar de Eduardo Baltazar (Niterói), Marcelo Rezende (São Gonçalo), Renan Henrique Carvalho (Espírito Santo), a recifense Ana Leal e o paulista João Buson.

“Tenho a certeza de que muitas carreiras ainda terão esse “novo velho” salão como etapa importante dos seus desenvolvimentos artísticos. Assim como foi para mim e para tantos outros”, comenta Bruno Miguel.

Apresentando um diálogo entre múltiplas linguagens, a exposição inclui pintura, fotografia, desenho, objetos e instalações. Mais do que uma mostra, a Novíssimos funciona como um salão de premiação: ao final da temporada, um dos participantes será eleito pela Comissão de Seleção do IBEU para realizar uma mostra individual na galeria.

Um legado de fomento às artes

O vínculo do Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) com o universo das artes visuais começou em 1940, na antiga sede da Rua México, com uma mostra de águas-fortes de Carlos Oswald. Esse pioneirismo se expandiu em 1960, com a abertura Galeria de Arte IBEU, no bairro de Copacabana, espaço que recebeu nomes como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari e Iberê Camargo.

Dois anos depois, em junho de 1962, a coletiva Novíssimos foi criada com a objetivo de revelar e incentivar novos valores da arte contemporânea. Desde então, a mostra passou a integrar de forma permanente a programação da instituição e do calendário artístico da cidade. Em 2017, ano em que o IBEU celebrou seus 80 anos, foi inaugurada a nova Galeria de Arte IBEU, no bairro do Jardim Botânico, este é o espaço que certamente ficará na memória dos participantes desta edição.

Serviço:

Exposição: Novíssimos 2026

Curadoria: Bruno Miguel

Local: Galeria de Arte IBEU – Rua Maria Angélica, 168 – Jardim Botânico- Rio de Janeiro

Visitação: até 08 de maio de 2026

Horários: Segunda a quinta, das 13h às 19h | Sexta, das 12h às 18h

Entrada: Gratuita

“Memória Bambi”, de Ana Miguel, na galeria Cavalo

A Cavalo recebe “Memória Bambi”, individual de Ana Miguel, no espaço da galeria no Rio de Janeiro. A artista apresenta uma série de obras montadas de forma a constituírem uma grande instalação.

“Era uma vez”… Assim começam tradicionalmente as fábulas infantis, indicando um tempo passado, nostálgico e mágico. A expressão clássica funciona como uma “chave” que marca o início da ficção e cria o ambiente propício para o leitor entrar no universo imaginário. Esse é o convite que Ana Miguel nos faz ao entrarmos na casa de ladrilhos vermelhos em Botafogo.

Ana sempre gostou de contos de fadas e narrativas tradicionais, histórias abertas que admitem múltiplas versões e adaptações. Vindas de diferentes culturas, muitas delas revelam os aspectos mais aterrorizadores e traumáticos da experiência humana. Admitem a contradição, o acontecimento maravilhoso, o enigma.

A Floresta é um cenário recorrente nos contos clássicos, carregada de significados míticos e vitais. Bambi é uma fábula que trata do processo de crescer e tornar-se adulto, povoada por personagens que são pequenos animais em relação conflituosa com os seres humanos, e habita a memória de crianças e adultos.

“Memória Bambi” é uma instalação que a artista desenvolve a partir de suas pesquisas em livros, filmes e discos, originalmente dedicados ao público infantil. Miguel lê, revê as diferentes versões, torna a escutar os antigos disquinhos, indaga aos amigos suas memórias e percepções, tenta fabular fios de sentidos e possíveis transformações para a crua história original, para o belo e doloroso filme que tantas lágrimas provocou nas crianças.

“Bambi: A história de uma vida na floresta” – o livro original de Felix Salten, publicado em 1923 – foi uma das vítimas das fogueiras nazistas! Para muitos o filme inspirado no livro, realizado pelos estúdios Disney em 1942, inaugurou a possibilidade de orfandade no mundo, e também evidenciou a perspectiva do desequilíbrio nas relações entre os humanos e os não humanos. Afinal, são os homens que levam as armas e o fogo para a floresta, rompendo o equilíbrio com a vida e a natureza.

Para a instalação, Ana recria uma floresta onírica onde micélios, raízes, árvores e cogumelos tecidos em crochê com lãs de tons brancos e vermelhos organizam o espaço. Um vinil narra o incêndio na história de Bambi, trazendo ao ambiente uma atmosfera de fantasia infantil: um trecho sonoro retrabalhado a partir de um disco tradicional dos anos 1970, que ecoa na memória dos espectadores. Pequenas cenas de incêndios florestais, dispostas em miniaturas e maletas, podem ser vistas na exposição, ora diretamente, ora por meio de lupas que revelam seus detalhes miúdos.

Em tempos de urgência climática, como falar dos criminosos incêndios que destroem nossas florestas? Em suas fabulações Ana Miguel oferece a Bambi e seus amigos a possibilidade de devolver o fogo aos humanos. Devolver o fogo aos donos do desastre é alertar e convocar ação coletiva. Buscar o final feliz possível, uma vida em equilíbrio respeitoso com a natureza, é tarefa no século XXI.

Serviço:
Memória Bambi, de Ana Miguel
Período da exposição: 26 de março a 23 de maio de 2026
Horário de funcionamento: terça a sexta, de 12h às 19h e sábados, de 13h às 17h
Local: Cavalo — Rua Sorocaba, 51 — Botafogo, Rio de Janeiro, RJ

“O que sustenta” traz obras inéditas do artista pernambucano Marcelo Silveira

O que sustenta” apresenta obras inéditas do artista pernambucano Marcelo Silveira (1962), feitas especialmente para o Paço Imperial. “O que sustenta” abrangerá os trabalhos “V.A.R.A.S.” (2021/2025), um conjunto com 50 madeiras recolhidas e trabalhadas pelo artista, que ficarão suspensas, flutuando ao sabor do vento que irá circular no espaço expositivo. No chão, estarão os “Novelos” (2023/2025), 300 peças formadas por fibras de linho encontradas por Marcelo Silveira em um depósito em ruína da extinta fábrica Braspérola, de produção de tecidos em linho, em Camaragibe, Pernambuco. Cada uma das fibras foi higienizada e manuseada de modo a formar um novelo. E “costurando “esses trabalhos haverá o som da obra “Tudo Certo” (2017), fruto de uma residência feita pelo artista em Belo Jardim, no Planalto da Borborema, no agreste pernambucano. Evocando a expressão “tudo certo”, repetida durante anos por seu pai, acometido pelo Alzheimer, o artista produziu um CD com dezenas de vozes de integrantes do coral da cidade, em diferentes timbres e entonações com a frase.

“As obras da exposição foram produzidas a partir de meu desejo de intervir no Paço Imperial, um espaço que foi sede do poder desde o século 18”, relata Marcelo Silveira.

Ele explica que este trabalho surgiu da tentativa de organizar suas ideias, como a do conceito de madeira de lei, “que surgiu no Brasil Colônia para designar madeira boa, e que já perdeu sua validade há bastante tempo, embora as pessoas ainda usem esta classificação”.

“Produzi as Varas como tentativa de mimetizar, reestruturar, reconstruir uma estrutura vegetal que é usada normalmente na taipa, no preenchimento de alguns espaços, e é uma árvore juvenil, no início do seu desenvolvimento, em que o cerne da madeira praticamente ainda não surgiu, e que precisaria de mais tempo para ser mais grossa e poder existir como madeira a ser usada na novelaria, na arquitetura e tudo o mais”. Marcelo Silveira destaca que praticamente todas as madeiras que estão na obra “V.A.R.A.S.”, recolhidas de descartes, são “protegidas”. “A mesma madeira de lei é descartada na cidade como sobra do mobiliário, sobra do uso e da irresponsabilidade das pessoas”, relata o artista. “Sobra madeira de todas as espécies, e recolho e reúno toda essa madeirama que encontro ao longo de muitos anos – mogno, ipê, jacarandá – e uso, de certa forma, com as curvaturas que vêm do mobiliário, do que foi um dia o mobiliário, de onde foi um dia alguma coisa”, conta.

Serviço: 28 de março até 7 de junho de 2026 / Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial (Praça Quinze de Novembro, 48, Centro)

Art Wall do Shopping Leblon apresenta “Mais e mais”, de Tomie Savaget

O Shopping Leblon recebe até 13/04 mais um edição do seu Art Wall com a exposição Mais e mais, assinada pela artista plástica e figurinista Tomie Savaget, com curadoria de Christiane Laclau, da Artmotiv. A obra propõe uma imersão sensível em formas contínuas e entrelaçadas, expandindo a delicadeza da dobradura em papel para uma presença abstrata no espaço arquitetônico do shopping.

Inspirada no kusudama, técnica japonesa de origami modular tradicionalmente associada ao costume de guardar ervas e remédios, a instalação parte de um gesto íntimo e artesanal para ganhar escala e dimensão pública. O que antes era objeto de cuidado e preservação transforma-se em construção espacial, composta por linhas que sugerem ritmo, fluxo e permanência.

Tomie SavagetTomie Savaget

“O que Tomie Savaget realiza em “Mais e mais” é uma subversão da escala. Ela retira o origami do universo da delicadeza e do ambiente doméstico, para elevá-lo ao status de construção espacial. É fascinante observar como uma tradição milenar é reconfigurada aqui em uma estrutura modular contínua, que dialoga diretamente com as questões da arte contemporânea”, dispara Christiane Laclau, curadora da Artmotiv.

Ao unir tempo, repetição e manualidade, Tomie Savaget tensiona tradição e contemporaneidade, propondo uma reflexão sobre memória, corpo e representação. Suas pesquisas atravessam relações entre história da arte e revisionismo historiográfico, o corpo como suporte e a artificialidade da representação, aproximando academicismo e artesanato em uma linguagem que valoriza o gesto e o fazer.

Mestra em arte contemporânea pela Université Paris 8 Vincennes–Saint-Denis, a artista estudou cenografia e figurino com J.C. Serroni e Telumi Hellen na SP Escola de Teatro e integrou o grupo de acompanhamento de projetos Hermes Artes Visuais, com Marcelo Amorin. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
“A cada edição, o Art Wall reafirma o compromisso do Shopping Leblon com a valorização da arte contemporânea e com a criação de experiências culturais acessíveis ao público. No Mês das Mulheres, receber uma artista como Tomie Savaget amplia esse diálogo, trazendo para o espaço uma obra que conecta delicadeza, força construtiva e tradição”, comenta Paula Magrath, gerente de marketing do Shopping Leblon.

Serviço | Art Wall – Shopping Leblon
Exposição: Mais e mais
Artista: Tomie Savaget
Período: 28/02 até 13/04
Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro
Entrada: gratuita