Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
A segunda fase do Festival di Teresa 2026 já tem data e local: de 28 a 31 de maio, no Palácio de Cristal, em Petrópolis
Depois do sucesso da primeira etapa na cidade de Teresópolis realizada nos dias 07 a 10 de maio, o evento chega ao coração da Cidade Imperial para dar continuidade a essa temporada italiana apaixonante na Serra. Serão dias de gastronomia, pratos exclusivos, atrações culturais e ambientes preparados para surpreender o público.
A Itália e a Serra seguem de mãos dadas em um festival que valoriza cultura, tradição, turismo e experiências saborosas.
Dezenas de expositores, centenas de horas de música, dança e cultura.
Serviço
Festival di Teresa 2026 – 2ª fase
Data: 28 a 31 de maio
Local: Palácio de Cristal – Rua Alfredo Pachá, s/nº, Centro, Petrópolis
Informações: (21) 97137-1491
Realização: Mox Produções
Patrocínio: Enel Brasil e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro
Apoio institucional: Prefeitura de Teresópolis, Prefeitura de Petrópolis, InterTV, Abrasel e Consulado Geral da Itália.
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
O Instituto Quintal de Ana completa 25 anos de história cultivando, em cada coração, uma atitude adotiva — capaz de transformar a sociedade pelo amor, pela inclusão e pelo pertencimento. Para celebrar essa trajetória, o Quintal apresenta, com o apoio do Grupo Mulheres do Brasil e da Prefeitura Municipal de Niterói, a exposição fotográfica “Cachos de Luz”, com autoria da fotógrafa e artista niteroiense Adriana Oliveira.
A mostra reúne retratos de crianças e adolescentes, dos dois anos à adolescência, incluindo também uma criança atípica, celebrando a diversidade e a beleza que habita em cada diferença. Nesta edição especial, a exposição também coloca em destaque a beleza negra dos cachos, exaltando sua força simbólica, sua identidade e seu papel na valorização da autoestima e da ancestralidade.
Mais do que fotografias, as imagens revelam histórias de vida, raízes de afeto e asas de esperança. Cada retrato é um convite para enxergar além do visível: para acolher com ternura, valorizar a identidade e fortalecer a autoestima das crianças que encontraram no acolhimento e na adoção um espaço de pertencimento.
“Nenhuma criança deve crescer sem amor.”
Essa é a missão que o Quintal de Ana repete há 25 anos — e que agora se traduz em imagens que iluminam o invisível e transformam vidas.
✨ Cachos de Luz é farol. É poesia em forma de imagem. É um chamado para refletir sobre vínculos, diversidade, identidade e o poder transformador do amor.
📅 Abertura: 27 de maio, às 18h
📍 Palácio Tiradentes – Rio de Janeiro
Realização: Instituto Quintal de Ana – 25 anos
Autoria e curadoria fotográfica: Adriana Oliveira
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Com 15 telas autorais inspiradas na identidade baiana, a exposição “Bahia em Cores”, do artista Menelaw Sete, foi aberta na noite desta terça-feira (19) no auditório da AMAERJ. Inaugurada pelo autor das obras, a mostra reuniu apreciadores da arte, entre eles magistrados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A juíza Ana Paula Cabo, vice-presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal da AMAERJ, representou a Associação no evento.
Para a magistrada, a iniciativa evidencia o diálogo entre a arte e o Direito. “Ambos lidam com experiências humanas, valores, memórias, expressões e formas de enxergar o mundo. É uma interseção relevante porque mostra que a Justiça e a arte não residem em universos separados, mas o contrário: caminham juntas e devem se encontrar na construção de um significado para a humanidade”, ressaltou.
Gratuita e aberta ao público, a exposição recebe visitantes até o dia 5 de junho. O auditório da AMAERJ fica localizado na Rua Dom Manuel, 29, 1º andar, Centro do Rio.
Menelaw Sete tem trajetória internacional e propõe apresentar, em sua arte, a força das origens, a expressividade da cor e a potência simbólica de sua vivência cultural. Em seu processo de criação, o pintor constrói uma linguagem marcada pela liberdade das formas e pela valorização das referências afro-brasileiras, especialmente da cultura iorubá.
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Depois de ter sido vista por mais de 150 mil pessoas, desde que foi inaugurada em junho de 2025no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, de onde seguiu para o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, em dezembro de 2025 – realizada então pelo CCBB Salvador – a maior retrospectiva já feita sobre produção de Vik Muniz chega ao CCBB Rio de Janeiro. Com curadoria de Daniel Rangel, que acompanha a trajetória de Vik Muniz desde 1999, a exposição vai ocupar o térreo e o primeiro andar do CCBB Rio de Janeiro com mais de 220 trabalhos, entre fotografias e esculturas, criadas de 1987 até o momento. “Vik Muniz – A Olho Nu” no CCBB Rio está acrescida de aproximadamente 20 trabalhos, dos quais cinco totalmente inéditos, criados pelo artista este ano especialmente para esta mostra
O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) recebe a exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, a maior e mais abrangente retrospectiva do artista Vik Muniz, que ficará em cartaz de 20 de maio a 7 de setembro de 2026. Com curadoria de Daniel Rangel, “Vik Muniz – A Olho Nu” reúne mais de 220 obras, de 43 diferentes séries, entre fotografias e esculturas.
No CCBB Rio de Janeiro, “Vik Muniz – A Olho Nu” terá várias novidades, em relação às etapas anteriores do projeto, com aproximadamente mais vinte trabalhos, entre inéditos, restaurados, recriados em novas versões, e novas edições. A mostra no Rio terá seis novas séries, em relação às cidades anteriores: “Principia” (1997–2002) – interativa –, “Verso” (2008/2012), “Veículos Mnemônicos” (2014/2026), “Museu de Cinzas” (2019/2026), “Colônias” (2014-2016) e “Os Arquivos de Weimar” (2004). Além dos inéditos, muitos desses trabalhos foram raramente exibidos no país.
Será mostrada pela primeira vez no Brasil a escultura “Ferrari Berlinetta” (2014/2026), da série “Veículos Mnemônicos”, vinda da Itália, onde foi produzida em Turim. Com mais de quatro metros de comprimento, e 650 quilos, a obra reproduz, no tamanho de um automóvel real, um carrinho de brinquedo que Vik Muniz tinha na infância. Instalada em frente à bilheteria da instituição, no térreo, a escultura já dará uma pista para o público de um dos eixos centrais da exposição: a transformação de objetos cotidianos e memórias pessoais em experiências monumentais.
Suspensa na Rotunda, estará uma das cinco obras feitas por Vik Muniz este ano, especialmente para esta exposição. Trata-se de “Tropeognathusmesembrinus” (2026), um gigante pterossauro, feito de polímero infundido com cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, devastado por um incêndio em 2018, fato que mobilizou Vik Muniz para o levantamento de recursos para sua reconstrução. Da série “Museu de Cinzas”, a escultura, totalmente inédita, vai “pairar” no ar, com seus 8,20 metros de envergadura, calculada de uma ponta à outra das asas, e 2,55 metros de comprimento, e poderá ser vista também por cima a partir do segundo andar. Cobrindo o chão da Rotunda, estará um tapete redondo com dez metros de diâmetro, estampado com a imagem da famosa obra do artista “Medusa Marinara” (1997), em que o mito greco-romano foi desenhado com molho de tomate. A obra original “Medusa Marinara”, impressão em jato de tinta em papel archival, com 1,70 metro de diâmetro, integra a exposição no primeiro andar.
OUTROS DESTAQUES
Integram também “Vik Muniz – A Olho Nu”no CCBB Rio de Janeiro, da série “Relicário”, as obras “Herói”,um conjunto com dez esculturas em mármore escuro, que se assemelham a pinos de boliche, “Dardos”, em impressão em jatode tinta em papel archival e dardos; e “O segredo”, escultura em técnica mista, na forma de um sino. A série “Relicário” marca um ponto de inflexão na trajetória de Vik Muniz, e é reconhecida pelo próprio artista como um marco em sua produção: foi a partir dela que a compreensão do objeto como imagem se consolidou. O interesse do artista pela fotografia surgiu durante o processo de documentação das esculturas desta série. Nela, as obras exploram intencionalmente a ambiguidade das matérias-primas: o público tem suas expectativas subvertidas, ao se deparar com objetos reconhecíveis produzidos com materiais inesperados. Essa relação paradoxal entre escultura e matéria confere às esculturas um forte caráter irônico e crítico.
É destaque ainda “Família”, da série “Álbum”, um retrato de Vik Muniz na infância, junto de seus pais.
Para esta mostra no CCBB Rio de Janeiro foram restauradas as esculturas em bronze “Nuvem nuvem 1” e “Nuvem 2”, da série “Primeiros Trabalhos”, ambas de 1997, e a escultura “A coisa” (1989), série “Relicário”, em técnica mista.
O artista recriou seis esculturas, a partir de seus originais: “Pódio de balanço” (1988/2026), “Museu de pássaros (1990/2026), “Ética quântica (Infância)”, (1989/2026), e “Flying Dutchman” (1991/2026), da série “Primeiros Trabalhos”; “O grande livro” (1990/2026) e “Mala de mármore (2010/2026), da série “Relicário”.
Dois outros trabalhos que entraram na exposição foram as esculturas “Capacete” (1989/2026) e “Fotografia histórica”, novas edições, 1989/2026, da série “Primeiros Trabalhos”
“Vik Muniz é um verdadeiro ícone das artes plásticas brasileiras. Sua estética única, marcada pela utilização de materiais inusitados para a construção de imagens sublimes, fez com que se tornasse igualmente querido entre especialistas e visitantes. Receber a maior retrospectiva já feita de um criador tão importante e popular reforça a nossa vocação em trazermos a cultura para perto das pessoas, para que todos sejam inspirados por ela”, comenta Sueli Voltarelli, Gerente Geral do CCBB Rio,acrescentando que “em meio ao surgimento de novas tecnologias, Muniz nos faz refletir sobre o papel da imaginação humana como matéria-prima primordial da arte.”
ILUSIONISTA
“Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais. Suas obras possuem camadas que tensionam diferentes questões de cunho poético — aspectos formais e processuais — e político, abordagens e relações que estabelece com o sistema da arte”, afirma Daniel Rangel.
O curador explica que a exposição “Vik Muniz – A olho nu” “propõe um passeio pela produção do artista, desde suas obras tridimensionais, criadas antes do uso da câmera fotográfica, até suas séries de fotos mais conhecidas e as mais recentes. O recorte apresentado inclui esculturas, objetos e mais de uma centena de fotografias nas quais deslocamento de funções e reconfigurações de objetos do mundo estão evidentes e servem como fio condutor da seleção”.
Único filho de mãe mineira e pai cearense, Vik Muniz nasceu em São Paulo, em 1961. Seu pai trabalhava como garçom, e não poupou esforços para apoiar o talento do filho. Aos 22 anos, apenas com o dinheiro da passagem e muita vontade de perseguir seu sonho de ser artista, Vik Muniz foi para Nova York, onde passou a trabalhar e a ser reconhecido, e onde mantém casa e ateliê. O artista também tem casa e ateliê em Salvador, mas é no Rio onde fica baseado, e para onde trouxe seus pais para morarem perto. Seu pai faleceu em maio do ano passado, e esta retrospectiva é dedicada a ele.
Apesar de ser um viajante inveterado mundo afora, onde suas obras pertencem às mais prestigiosas coleções – Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Solomon R. Guggenheim Museum, e Museum of American Art, em Nova York, Estados Unidos; e Tate Gallery, Londres, para mencionar apenas algumas – Vik Muniz se mantém apaixonado pela cultura popular, por suas origens. Sobre este aspecto da exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, o curador Daniel Rangel comenta:
“Esse conjunto aproxima a produção de Vik do universo (pop)ular – seja pela utilização de elementos do cotidiano, pela forma como os organiza ou pelas imagens que produz. Uma amálgama de temas, cores e materiais que pode ser observada em feiras livres, nas ruas e calçadas, nos bairros e festas populares, nas gambiarras, nos filmes da televisão e na liberdade das composições.”
Outro aspecto bastante relevante da mostra no CCBB Rio de Janeiro é o envolvimento e o entusiasmo de Vik Muniz pelo projeto, que permite com que o artista possa ver reunida obras que abrangem o arco cronológico de sua trajetória. E, principalmente, o de estarem juntas não apenas as fotografias que o tornaram mundialmente famoso, mas também as esculturas e objetos, com que começou sua produção. Este fato empolgou de tal forma o artista que fez com que ele se dedicasse não apenas a criar novas obras, como a realizar ideias que por alguma razão não havia podido concretizar antes. É o caso das inéditas “O segredo”, “Herói” e “Dardos”.
DETALHES DAS SÉRIES NOVAS NA MONTAGEM DO CCBB RIO DE JANEIRO
PRINCIPIA (1997–2002)
Na obra “Principia” (1997), técnica mista, 66 x 37,5 x 43,8cm, Vik Muniz investiga o estatuto da verdade associado à imagem fotográfica. Por meio de um visor estereoscópico acoplado – antigo equipamento que produz a ilusão de profundidade – o público vê fotografias que parecem documentar fenômenos complexos, como estruturas biológicas ou reações químicas. No entanto, uma observação mais atenta revela a natureza banal de seus componentes. Por exemplo: aquilo que parece ser um composto orgânico sofisticado, na verdade, é uma batata furada por palitos.A série discute que ver não é necessariamente compreender. Ou seja, toda imagem, por mais convincente que pareça, é sempre resultado de uma construção.
VERSO (2008/2012)
Desenvolvida ao longo de seis anos, a série envolveu pesquisa direta em acervos de instituições como Guggenheim, em Nova York, e Pinacoteca de São Paulo e MASP, em São Paulo, entre outras. Após fotografar a parte posterior de famosas obras de arte em museus, um time especializado de artesãos, artistas e especialistas em cópias de pinturas, reproduziu à perfeição molduras, arranhões, manchas, etiquetas etc. Com esta série, Vik Muniz desloca o olhar para aquilo que permanece oculto. Tradicionalmente associada à verificação de autenticidade, essa face “invisível” concentra marcas do tempo, etiquetas, carimbos, inscrições e vestígios de circulação institucional. São esses marcadores que narram a trajetória material da obra.
Em “Vik Muniz – A Olho Nu”, estão presentes três obras desta série: “Verso (Abaporu)” (2010), a partir da obra de Tarsila do Amaral, de 1928, atualmente exposta no Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires (MALBA), na Argentina; “Verso (Gioconda)” (2012), a partir da obra de Leonardo da Vinci, de 1503-1506, pertencente ao Museu do Louvre, em Paris; e “Verso (Noite Estrelada)”(2008), a partir da obra de Vincent van Gogh, de 1889, exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), nos EUA.
COLÔNIAS (2014–2016)
Desenvolvida durante uma residência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, a série é uma colaboração entre Vik Muniz e o biólogo Tal Danino, que articula arte e biotecnologia na construção de imagens.
As obras são produzidas a partir de células vivas, como células hepáticas e células-tronco. O processo envolve a criação de uma matriz, a transferência do desenho para uma superfície adesiva, seguido pela fixação e o crescimento controlado das células. Posteriormente, elas são registradas por microscopia. As imagens finais são ampliações fotográficas desses arranjos microscópicos.
Ao submeter sistemas biológicos, que são intrinsecamente dinâmicos e imprevisíveis, a esquemas formais predefinidos, a série aproxima o gesto artístico e o método científico. Nesse contexto, a imagem é o resultado de uma negociação entre intenção e comportamento espontâneo da matéria.Ao longo de sua trajetória, Vik Muniz tem explorado a capacidade das imagens de reorganizar a percepção humana a partir de materiais inesperados. Em “Colônias”, ele amplia a discussão sobre representação para o campo da própria constituição do visível. Entre arte e ciência, a série reafirma a imagem como construção: não apenas simbólica, mas também biológica.
VEÍCULOS MNEMÔNICOS (2014/2026)
O ponto de partida são os carrinhos da marca Matchbox, criada em 1953. As miniaturas ficaram famosas por suas reproduções realistas e detalhadas em metal. O nome vem do inglês “caixa de fósforos”: as primeiras peças eram vendidas em embalagens que simulavam esse formato. As obras desta série são reproduções em tamanho real destes carrinhos de brinquedo: o que antes cabia na palma da mão, reaparece como objeto escultórico em escala humana.
Ao realizar esse “salto de escala”, Vik Muniz destaca a maneira com que a memória opera por distorções: ampliando, condensando e reconfigurando experiências. A superfície dos veículos preserva marcas de uso, como lascas de tinta e desgastes, que remetem ao tempo inscrito no objeto original. Isso demonstra que não se trata de idealizar o passado, mas de reconstruí-lo com suas falhas, sugerindo que a memória não é um arquivo intacto, e sim um campo de recomposição contínua. O uso de brinquedos, e a tensão entre objeto, imagem e memória, presente em outros trabalhos da exposição, se dá em “Mnemonic Vehicle No.1 (Ferrari Berlinetta” (2014/2026) no encontro direto com o objeto, ativando a memória por meio da experiência espacial.
MUSEU DE CINZAS (2019-2026)
O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, abrigava um dos maiores acervos da América Latina até ser destruído por um incêndio em 2018. A instituição era uma das favoritas de Vik Muniz e serviu de inspiração para a criação desta série.Nela, o artista recria a imagem de artefatos pertencentes à coleção do Museu, utilizando cinzas recolhidas no local da tragédia e fotografando-as na sequência. Então, as obras apresentam, simultaneamente, o passado da imagem e sua materialidade atual.
Nesta exposição estão presentes, além de “Tropeognathusmesembrinus” (2026), duas fotografias desta série: “Museu Nacional” (2019), uma reconstituição da antiga fachada da instituição; e “Luzia” (2019), uma reconstituição do fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil.
OS ARQUIVOS DE WEIMAR (2004)
Para Vik Muniz, esta instalação é um repositório que abriga (e fermenta) a paranoia, de todas as épocas e de todos os lugares. Na obra, o artista mistura fotos de fotografias encontradas e fotos de documentos com fotos que ele mesmo produziu. Cabe ao público tentar identificar quais são as imagens reais e quais são as “de mentira”.
Vik Muniz iniciou esse inventário durante uma viagem à históricacidade de Weimar, na Alemanha, conhecida por ser berço do Classicismo Alemão e do movimento Bauhaus. Weimar também foi a capital da primeira democracia alemã (1919-1933), um período de grande efervescência cultural e instabilidade política, que terminou com a ascensão do nazismo. Weimar abriga o complexo de memórias do campo de concentração de Buchenwald, marcando o paradoxo entre a cultura artística e o horror nazista. Mesmo antes disso, o artista já havia experimentado a sensação de estar em uma conjuntura de paranoia, pois vivia em Nova York em 2001, quando ocorreram os ataques terroristas às Torres Gêmeas. O clima de desconfiança e tensão se arrastou pelos anos seguintes e Muniz seguiu completando esse “fichário de vestígios”.
PRIMEIROS TRABALHOS (1987/2026)
A trajetória de Vik Muniz no campo das artes visuais começa com a escultura. Suas primeiras investigações artísticas foram marcadas por influências ligadas à Pop Art, Minimalismo, Arte Povera, Happening, Fluxus e Op Art. O artista inicia sua pesquisa com objetos físicos, explorando conceitos fundamentais como: escala, massa e volume. E, desde então, seu interesse está na análise de como as propriedades materiais se relacionam com os mecanismos da percepção humana.
Nas obras desta série, observa-se a presença inicial de temas que seriam aprofundados ao longo de sua carreira, como a construção de ilusões visuais e o jogo entre as dimensões bi e tridimensional na expectativa da experiência estética.
As novidades na exposição no CCBB Rio, em relação às mostras realizadas em Recife e em Salvador em 2025, na série “Primeiros Trabalhos” são as novas edições de três obras: “Capacete”, “Fotografia histórica” e “Ética quântica (Infância)”todas[1989/2026], e as novas versões de “Pódio de balanço” (1988/2026), “Museu de pássaros (1990/2026), “Ética quântica (Infância)” [1989/2026] e “Flying Dutchman” (1991/2026), além das edições originais de “Nuvem 1” e “Nuvem 2” (1997).
LINHA DO TEMPO
No final do percurso da exposição, o público verá uma Linha do Tempo sobre a trajetória de Vik Muniz, que inclui monitores de vídeo para se ver as obras “Shadowgrams”, “Imagens de linha”, “Imagens de Arame”, e uma entrevista feita com o artista.
ITINERÂNCIA
Em setembro de 2026 “Vik Muniz – A Olho Nu” seguirá para o CCBB Brasília e em março de 2027 para o CCBB Belo Horizonte.
SOBRE VIK MUNIZ
Vik Muniz nasceu em 1961, em São Paulo, de pais imigrantes do Ceará e de Minas. Ele tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador, e sua obra questiona e tensiona os limites da representação. Apropriando-se de matérias-primas como açúcar, feijão, chocolate e até lixo, o artista meticulosamente compõe paisagens, retratos e imagens icônicas retiradas da história da arte e do imaginário da cultura visual, propondo outros significados para esses materiais e para as representações criadas.Ele é regularmente convidado como palestrante, professor visitante e artista residente em instituições de ensino de prestígio, como a Universidade Harvard, o MIT, a Universidade de Princeton, Yale, a Sorbonne, Oxford, o Bard College, a Conferência TED e o Fórum Econômico Mundial. “Waste Land”, documentário sobre seu trabalho colaborativo no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, foi indicado ao Oscar em 2010. “Vik Muniz: Fotografia, Mente e Matéria”, publicado pela Aperture em 2025, é sua publicação mais recente. Vik Muniz também se destaca pelos projetos sociais que coordena, partindo da arte e da criatividade como fator de transformação em comunidades brasileiras e criando, ainda, trabalhos que buscam dar visibilidade a grupos marginalizados na nossa sociedade.Em reconhecimento a essas contribuições, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Ele fundou a Escola Vidigal, que oferece atividades extracurriculares em arte, design e tecnologia para crianças da favela Vidigal, no Rio de Janeiro, e abriu o Lugar Comum, uma galeria de arte contemporânea instalada no Mercado São Joaquim, um mercado tradicional de alimentos em Salvador, Bahia
Suas obras integram acervos como: Centre Georges Pompidou, Paris; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; Museum of Contemporary Art, Tóquio; Solomon R. Guggenheim Museum, e Museum of American Art, em Nova York, Estados Unidos; e Tate Gallery, Londres.
A relação de suas exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, pode ser vista aqui: gnr_vik-muniz_cv.pdf. Vik Muniz é representado pela galeria Nara Roesler.
SOBRE DANIEL RANGEL
Daniel Rangel é mestre em Artes Visuais pela USP, onde cursa o doutorado em poéticas visuais, e bacharel em Comunicação pela UCSal. Curador, pesquisador e gestor cultural com mais de duas décadas de atuação, dirige o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-BAHIA) e é sócio da N+1 Arte Cultura. Foi curador-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia (2021–2023), diretor artístico do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e diretor da Diretoria de Museus da Secult-BA.
Assina a curadoria de “Vik Muniz – A olho nu”, maior retrospectiva do artista; “REVER”_Augusto de Campos, no Sesc Pompeia, eleita melhor exposição individual de artista brasileiro (revista “Select/Celeste”); “Palavra em Movimento”, sobre Arnaldo Antunes, vencedora do APCA 2015; e “Mynameis Ivald Granato”, premiada no Arcanjo de Cultura. Participou de bienais e festivais no Brasil e no exterior, como a 8ª Bienal de Curitiba, as Bienais de Cerveira (Portugal), o Festival Art.br em Nova York e o World BiennialForum.
É autor e organizador de publicações como “Klaxon em Revista”, “Making Biennials in Contemporary Times”, “Luzescrita”, “ReadyMade in Brasil” e “Afonso Tostes: entre a cidade e a natureza”. Também realizou curadorias individuais de nomes como Tunga, Waltercio Caldas, José Resende, Carlito Carvalhosa, Ayrson Heráclito e Rodrigo Braga, além de mostras coletivas como “O Museu de Dona Lina”, “Encruzilhada, Utopias e Distopias” e “Poesis in Praxis”.
SOBRE O CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL RIO DE JANEIRO
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro marca o início do investimento do Banco do Brasil em cultura. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, é um marco da revitalização do centro histórico da cidade do Rio de Janeiro. São 36 anos ampliando a conexão dos brasileiros com a cultura com uma programação relevante, diversa e regular nas áreas de artes visuais, artes cênicas, cinema, música e ideias. Quando a cultura gera conexão ela inspira, sensibiliza, gera repertório, promove o pensamento crítico e tem o poder de impactar vidas. A cultura transforma o Brasil e os brasileiros e o CCBB promove o acesso às produções culturais nacionais e internacionais de maneira simples, inclusiva, com identificação e representatividade que celebram a pluralidade das manifestações culturais e a inovação que a sociedade manifesta. Acessível, contemporâneo, acolhedor, surpreendente: pra tudo que você imaginar.
Serviço:
Exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro/RJ
20 de maio de 2026 a 7 de setembro de 2026
Quarta a segunda, das 9h às 20h. Fechado às terças.
Entrada gratuita, com retirada na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
O Palácio Tiradentes, que completou 100 anos em 2026, poderá ser reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. É o que propõe o Projeto de Lei 3.523/24, de autoria da deputada Verônica Lima (PT), aprovado, em segunda discussão, pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (20/05). O texto seguirá para análise do governador, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.
Localizado na Praça XV, no Centro da capital fluminense, o edifício é um dos principais marcos da história política brasileira e atual sede histórica do Parlamento fluminense. Inaugurado em 6 de maio de 1926, o prédio foi construído no local onde funcionava a antiga cadeia em que Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, permaneceu preso antes de ser executado. Até 2021, o Palácio também abrigou a sede oficial da Alerj.
“Esse espaço tem uma importância histórica, cultural e simbólica para a democracia brasileira e para a memória política do Estado”, justificou a deputada Verônica Lima.
O edifício possui cerca de três mil metros quadrados e 45 metros de altura, destacando-se entre construções históricas do Rio Antigo, como o Paço Imperial, erguido na primeira metade do século XVIII. O Palácio Tiradentes foi projetado pelos arquitetos Archimedes Memória, cearense, e Francisco Couchet, franco-suíço, sendo considerado por historiadores como o primeiro parlamento formal da República. O prédio ainda possui grandes cúpulas, vitrais, mármores e inovações para a época, como o concreto armado.
“Até então, o Legislativo funcionava em prédios improvisados e inadequados. Nunca havia tido uma sede própria pensada especificamente para essa função”, explicou o historiador e servidor da Alerj Douglas Liborio.
Visite o Palácio
A proposta também autoriza o poder público a promover atividades de preservação histórica e incentivo cultural no espaço, inclusive em parceria com entidades da sociedade civil.
Atualmente, o Palácio Tiradentes conta com uma exposição permanente e recebe visitas guiadas gratuitas, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Os agendamentos podem ser feitos neste link.
Durante a visita, o público pode acompanhar os principais acontecimentos que marcaram a história do edifício e conhecer um dos mais importantes símbolos da democracia brasileira e da arquitetura da Belle Époque carioca.
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Belo Horizonte, Uberaba e Juiz de Fora se encontram no Rio de Janeiro na exposição O Caminho do Ouro” que será inaugurada na a.thebaldigaleria, no CasaShopping. Mais do que a origem geográfica em comum, Mais do que a origem geográfica em comum, os artistas mineiros Hélio Siqueira, Paulo Miranda, Paulo Torres e Petrillo compartilham nesta coletiva investigações que partem de matéria e memória das terras de Minas Gerais, estabelecendo um percurso sensível entre tradição e contemporaneidade.
Reunindo trabalhos inéditos de produção recente, a mostra foi concebida por Edson Thebaldi, marchand à frente da galeria que celebra 40 anos de trajetória este ano. O conjunto de obras atravessa diferentes linguagens como técnica mista utilizando pigmentos naturais, colagem, carvão e pastel oleoso sobre lona e sobre papel, esculturas em cerâmica em alta temperatura submetidas a fornos com queima a lenha e têmpera acrílica com pigmentos minerais, terra e concreto retirado das calçadas das cidades.
Hélio Siqueira apresenta a série de objetos “Bilhas”, uma alusão às cerâmicas utilizadas na antiguidade como reservatórios de água. Algumas com formas próxima às configurações dos antigos objetos e outras que partem dessa referência, mas caminhas para objetos contemporâneos que discutem a cerâmica contemporânea e se colocam como objetos artísticos e se mesclam a formas de minha vivência de infância na roça. Potes, castiçais, moendas, pilões e solitários que povoavam a vida e enfeitavam as casas nas fazendas.
Todas as peças foram feitas em cerâmica de alta temperatura, queimadas à lenha em fornos Anagama e Novorigama em ciclos de até 72 horas ininterruptas de fogo.
A paisagem é o ponto de partida para uma investigação sensível sobre memória e tempo nas obras produzidas por Paulo Miranda para a exposição. Suas pinturas apresentam cenas de entardecer em transformação: brancos que se tingem de nuances amareladas e contrastam com os pretos evidenciando luz e sombra, verdes que se adensam em tons oliva e fundos terrosos, e azuis que lentamente se aprofundam até atingir tonalidades índigo. Em alguns momentos, a atmosfera se aproxima do noturno, reduzindo o campo de visão e criando áreas de respiro que parecem flutuar, convidando o olhar a percorrer a imagem em constante descoberta.
Áreas acinzentadas surgem como infiltrações dessa matéria densa, apontando para novos percursos, caminhos que remetem ao minério, ao carvão e ao pó.
Destaque da mostra, a obra “Terra Vermelha” organiza-se como um tríptico em que o movimento é elemento central. Suas partes sugerem o deslocamento do solo, evocando placas tectônicas e um tempo em permanente tensão, onde a composição irradia energia em tons de vermelho e laranja.
A busca por novos horizontes é o eixo que atravessa os trabalhos de Paulo Torres desenvolvidos para a coletiva. Em meio ao mar de concreto e asfalto que define a paisagem urbana contemporânea, o artista investiga aquilo que se oculta sob as camadas do tempo: cores veladas, marcas, desgastes e vestígios que a cidade acumula silenciosamente todos os dias.
Linhas, ângulos e geometrias emergem como elementos estruturais dessa pesquisa, revelando a tensão constante entre permanência e transformação. O gesto artístico ultrapassa o ateliê e se inscreve diretamente no espaço urbano. Ao colar telas em ruas, viadutos, muros e calçadas, o artista extrai da cidade sua epiderme, apropriando-se de fragmentos que carregam histórias anônimas e camadas invisíveis. Esses vestígios são então reorganizados, transformados em paisagens que não representam a cidade, mas a reinterpretam sob um olhar singular.
Nesta nova série de obras expostas na a.thebaldigaleria, o artista visual Petrillo dá continuidade à sua investigação sobre a paisagem. Desta vez, investiga e se volta para as jazidas e a topografia mineira, que servem como pretexto dialético para a construção imagética das obras. Longe de um compromisso com uma representação naturalista, ele sugere a reinvenção do território por meio de uma abordagem lúdica e singular, criando uma nova proposição de espaços – lugares.
Seu trabalho lança um olhar único sobre a espacialidade, elaborando novas geografias visuais: montanhas e serras são recriadas de forma onírica, em composições que evocam tanto memória e quanto imaginação. Nas obras, uma paleta marcada por tonalidades terrosas e neutras, reforça a materialidade das superfícies e dialoga com as faturas plásticas presentes nas obras, consolidando a poética desta série, profundamente inspirada no relevo e nas jazidas das paisagens das Minas Gerais.
Serviço: 21 de maio até 14 de junho de 2026 / Local: a.thebaldigaleria Endereço: Av. Ayrton Senna, 2150 – lojas F e M – bloco G – Barra da Tijuca
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Mostra apresentará a mais recente produção da artista, com obras inéditas em cerâmica e metal, feitas este ano
Para marcar os 25 anos de trajetória da artista Ana Holck, foi inaugurada no dia 21 de maio de 2026 a exposição “Imprevistos”, na galeria Maneco Müller: Multiplo, com a mais recente produção da artista carioca. São apresentadas cerca de 16 obras inéditas, produzidas este ano, em um desdobramento da pesquisa da artista com a cerâmica e o aço inox. Os novos trabalhos trazem elementos inéditos, como novas formas e a introdução de cores no barro, algo nunca antes utilizado pela artista. Ana Holck é uma das mais destacadas artistas de sua geração e ao longo de mais de duas décadas de atuação construiu uma carreira consolidada no meio da arte.
“Sua prática se desdobra por meio de uma investigação contínua de estruturas espaciais, tensões materiais e a dimensão experiencial da escultura. Trabalhando principalmente com materiais como metal e porcelana, Holck constrói ambientes que desafiam a estabilidade da forma, ao mesmo tempo que ativam a percepção e a presença corporal do espectador”, afirma a crítica e curadora de arte Daniela Labra, que assina o texto da exposição e há mais de uma década acompanha o trabalho da artista.
Na mostra, serão apresentadas obras da nova série “Desajustados”, iniciada este ano, além de trabalhos inéditos das séries “Entroncados” e “Grades”, também produzidos este ano. As esculturas dialogam entre si, não só pelo fato de todas utilizarem a cerâmica como base, mas também por suas formas, ritmo e construção. Além disso, pela primeira vez, as obras trazem elementos de cor. “Uma coisa muito nova que une esses trabalhos é a presença da cor. Comecei com a porcelana, sempre branca, cheguei a usar também a preta, mas cor, é a primeira vez”, conta a artista, que usa tons suaves e rebaixados, muitas vezes mesclando duas cores de tons similares na mesma obra. “Utilizo mais a cor como um marcador de tempo e espaço. Tem um ritmo que está sendo dado por essas cores, que eu chamo de ‘não-cores’, pois não são tons fortes, são nuances de cor”, explica a artista, que usa um tipo de barro canadense chamado “Gres”, que já vem com as cores de fábrica.
Inquieta, a artista encontrou na cerâmica uma nova forma de trabalhar. “Quando fui para a cerâmica, foi muito prazeroso assumir o controle da produção, pois até então eu terceirizava muito, fazia maquete, croquis e outra pessoa executava. O fato de estar com a mão na massa propicia um potencial muito grande de mudança dentro do trabalho, de transformações da linguagem”, conta a artista, que é formada em arquitetura e urbanismo e traz características de sua formação para o fazer artístico. “Trabalho muito com módulo e repetição, que foi uma forma que encontrei para expandir o tamanho da obra na cerâmica, e também são elementos que tem a ver com a arquitetura, com o minimalismo, com a ideia de repetição, serialidade, que são elementos caros ao meu trabalho de antemão”.
Apesar de utilizar um material bruto e maleável, Ana Holck o subverte, transformando a porcelana em tubos de bitolas regulares, pré-estabelecidas, através de uma prensa chamada extrusora. “O meu trabalho tem muita composição, muita montagem. É um trabalho de cerâmica, mas não da forma convencional, que tem o toque da mão, a expressividade toda. É mais minimalista no sentido que eu uso a extrusora para fazer os tubos que compõem o trabalho”, diz a artista. “Ana Holck possui um amplo conhecimento, seja técnico, conceitual ou histórico, que também é transdisciplinar. Seu trabalho dialoga criticamente com o discurso escultórico contemporâneo, mantendo ao mesmo tempo uma forte qualidade poética e experiencial”, ressalta Daniela Labra.
SÉRIES EM EXPOSIÇÃO
A exposição apresentará conjuntos de trabalhos que dialogam entre si. Na nova série “Desajustados”, tubos de cerâmica, com cores variadas, interligados pelo aço inox, trazem a sensação de movimento e ritmo. “Eles possuem duas cores e imprimem um ritmo através delas. É uma composição lúdica de linhas e retas”, afirma a artista.
Estes trabalhos dialogam diretamente com os da série “Entroncados”, que também são feitos de cerâmica e metal. Se nos “Desajustados” a cerâmica expande através de um núcleo de metal, nos “Entroncados” é a fita de aço inox que expande a partir do núcleo de cerâmica. “Um é um pouco o inverso do outro. Um é reto, o outro é curvo. Eles são meio complementares”, ressalta a artista.
Completam a exposição obras da série “Grades”, feitas em cerâmica, também com cores. Inéditas, essas obras remetem aos primeiros trabalhos da artista na cerâmica, há quase dez anos. “A grade é um elemento constante na minha obra e permeia o meu trabalho, estando presente em muitas obras. É algo muito ligado a projeto, planejamento, uma estrutura universal. Já tinha usado grades nas pontes que fazia com fitas, nas instalações em vinil e na série ‘Canteiros de obras’. A minha grade sempre tem uma espacialidade”, diz a artista. “Quando comecei na cerâmica era tudo muito novo para mim, então senti necessidade de ir para um assunto familiar, que era a grade”, conta. Essas novas grades possuem uma tridimensionalidade, sendo algumas com sobreposições e outras oblíquas, e também possuem cores, assim como as demais obras da exposição.
SOBRE A ARTISTA
Ana Holck (Rio de Janeiro, 1977) é formada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU/UFRJ (2000), com Mestrado em História pela PUC-Rio (2003) e Doutorado em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ (2011). Inicia sua trajetória nos anos 2000, com instalações de grande formato, entre as quais, Elevados, no Paço Imperial (2005), Bastidor, no CCBB RJ (2010) e Splash, no SESC Pinheiros (2010). Entre suas mais recentes mostras individuais estão Ensaios Lineares, na Pinakotheke Cultural, Rio de Janeiro, e Deslocamentos Orbitais, na Zipper Galeria, São Paulo, ambas em 2024, e Entroncados, Enroscados e Estirados, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, em 2023. Entre as coletivas estão: O Espetáculo da Coerência (2026), na Maneco Muller Multiplo, Rio de Janeiro; Elas (2025), no MAC Niterói, Rio de Janeiro; Entre Elas (2025), na Amelie Maison D’Art, Paris; O Mistério das Coisas Por Baixo das Pedras e dos Seres (2024), no Museu Histórico da Cidade, Rio de Janeiro; Qual o tema (2024), na mul.ti.plo Espaço Arte, Rio de Janeiro, entre outras. Possui obras nos acervos do Itaú Cultural, Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM Rio, MAM São Paulo, MAC Niterói, entre outros.
SOBRE A GALERIA
A Maneco Müller: Multiplo é mais que uma galeria onde as obras ficam expostas para a apreciação do público; pretende-se um ambiente de encontro com a arte contemporânea. Aqui, artistas consagrados e novos talentos oferecem o melhor de sua produção em múltiplos e obras em papel, objetos e pinturas, além de projetos especiais. A ideia é que o espaço crie as condições para que os olhares do público encontrem formas singulares de se relacionar com a arte.
Além de comercializar obras selecionadas a partir de critérios estéticos de extraordinária densidade artística, a Maneco Müller : Multiplo ainda realiza permanente trabalho de pesquisa no sentido de identificar e divulgar novos trabalhos. Por seu engajamento na circulação da arte e pela recusa em tomá-la como produto, a galeria vem se consolidando como um espaço que investe no lançamento de edições exclusivas, um lugar que cultiva preciosidades. Renovar a reflexão e a fruição estética, atrair não especialistas, despertar novos colecionadores, enriquecer coleções já estruturadas: com os múltiplos e as obras em outros formatos de grandes artistas brasileiros e estrangeiros, a Maneco Müller : Multiplo espera tão somente desafiar o olhar do público e promover encontros em torno da arte contemporânea.
Serviço
Ana Holck – Imprevistos
Abertura: 21 de maio de 2026, das 18h às 21h
Exposição: até 17 de julho de 2026
Maneco Müller: Múltiplo (MMM Galeria)
Rua Dias Ferreira, 417, sala 206 | Leblon
De segunda a sexta, das 10h às 18h30
Sábado com hora marcada: (21) 2294-8284
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Apresentação circense nas unidades do SESC em Niterói e São Gonçalo contará com libras e audiodescrição
A arte milenar do circo percorre o estado do Rio de Janeiro neste mês de maio e leva o espetáculo solo “Viva!” às unidades do SESC, incluindo São Gonçalo (dia 19, às 10h) e Niterói (dia 23, às 16h). O Palhaço Mixuruca une malabarismo, equilibrismo, canto e dança em um roteiro formado por atrações circenses, números musicais e muitas brincadeiras interativas com a plateia. De estética colorida e grandiosa, a montagem convida o respeitável público a se distrair fora das telas dos aparelhos eletrônicos e a sentir o calor humano transmitido pela diversão ao vivo e a cores – ou seja, todo mundo de corpo e alma entregues ao momento presente.
O título exclama uma comemoração e ao mesmo tempo um convite à vida real e presencial. “Atualmente há a ilusão de que a felicidade pode estar no consumo, na compra rápida – um estímulo que a tecnologia hoje oferece. Mas será que isso é o bastante para ser feliz? Se for possível esquecer dessa necessidade que existe do artifício da posse, o Palhaço Mixuruca segue feliz da vida”, questiona.
O SESC SG fica na Av. Pres. Kennedy 755, Estrela do Norte e o SESC Niterói na R. Padre Anchieta 56, São Domingos. A duração é de 45 minutos, e a classificação indicativa é livre. Ingressos a R$ 15 (inteira), R$ 7,50 (meia), R$ 5 (credencial plena) e gratuitos para PCG. Em Niterói, gratuidade para estudantes da rede pública até 16 anos e acessibilidade com intérprete de libras; em São Gonçalo, acessibilidade por meio de audiodescrição.
Com o talento de quem nasceu no picadeiro, Júnior Silveira diverte e emociona o público. Nascido em Morada Nova, no Ceará, quando o circo itinerante do Palhaço Biribinha, seu pai, passava pela cidade, o artista cresceu e formou família em Arapiraca (AL). Ele agora volta ao Rio após dois anos, para realizar apresentações viabilizadas pelo Edital de Cultura SESC RJ Pulsar. “Tenho muita honra, cuidado e respeito por ser neto e filho de palhaços. É algo muito sagrado. Minha missão e profissão são os pontos principais da minha vida, que me dão o privilégio de também ser marido, ser pai, ser filho. Não sei como seria possível seguir sem o circo”, afirma ele, que iniciou carreira aos seis anos na arte da palhaçaria.
Oriundo de uma família de artistas, herdou, da família do pai, Teófanes Antônio Leite da Silveira, a arte circense tradicional, e da família da mãe, Olga Soares da Silveira, a veia musical. Júnior é casado com Camila Silveira, sonoplasta de seus espetáculos, com quem tem um casal de filhos. Já são 40 anos acumulando experiências nos palcos dos mais importantes festivais, programas e projetos por todo o Brasil. Em seu repertório individual, desenvolveu os espetáculos “A Harmonia do Diferente” (2025), “Viva!” (2020), “O Circo do Mixuruca” (2017), “As aventuras de Mixuruca pelo Folclore brasileiro” (2014) e “Uma história de circo” (2013).
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Concerto teve repertório inédito inspirado em grandes nomes do gênero e participação especial dos solistas Cristóvão Bastos e Antonio Rocha
O programa Aprendiz Musical, da Prefeitura de Niterói, chega aos 25 anos em grande estilo. Como parte das comemorações, o público compareceu em peso ao Theatro Municipal de Niterói para o concerto que marcou o lançamento oficial do álbum digital “Choro Sinfônico”, na sexta-feira (15).
As Orquestras Sinfônica e de Sopros do Aprendiz Musical encantaram a plateia com um repertório inédito, inspirado em nomes fundamentais do gênero, como Altamiro Carrilho, Pixinguinha, Benedito Lacerda, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth. A apresentação teve participação especial dos renomados solistas Cristóvão Bastos e Antonio Rocha. O disco já está disponível no Spotify.
“É um orgulho muito grande acompanhar a evolução desses jovens, que inspiram outras pessoas. O Aprendiz Musical já é o maior programa de iniciação musical do Brasil e sempre digo que não é gasto, é um investimento que a Prefeitura de Niterói tem feito nessa juventude. A educação, a cultura e a música são ferramentas muito importantes para o desenvolvimento da cidade, das famílias e das comunidades”, enfatizou o prefeito Rodrigo Neves.
Atualmente, cerca de dez mil alunos fazem parte do Aprendiz Musical, em um modelo estruturado que integra educação, cultura e cidadania.
“É um programa de altíssimo nível, com orquestras de excelência, que oferece aos participantes todo o suporte. Além de receberem os instrumentos durante as aulas e ganharem bolsas de estudo, os jovens têm acesso à assistência social e psicológica, incluindo ainda o custeio das viagens durante as apresentações no Brasil e no exterior’, destacou João Carino, gestor do Aprendiz Musical.
Aline Gouveia, moradora do Sapê, era só sorrisos após ver o filho se apresentar no Municipal.
“O trabalho que eles fazem com esses meninos, tanto na parte musical quanto no apoio pedagógico e psicológico, é incrível. Para o meu filho está sendo muito bom. A emoção de mãe não acaba nunca, quero estar sempre na plateia e vou chorar todas as vezes que assistir meu filho tocando”, disse ela.
O programa Aprendiz Musical é realizado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Economia Criativa e Ações Estratégicas, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
Saiba mais em: https://www.nqq2050.niteroi.rj.gov.br
Evento gratuito celebra a música coral e promove integração entre grupos de diferentes cidades do estado
Niterói recebe, entre os dias 15 e 17 de maio, o IV Encontro de Corais, na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural. Com entrada gratuita, o evento vai reunir grupos de diferentes municípios do estado em três dias de apresentações abertas ao público, celebrando a música coral, a convivência e a valorização da cultura.
O encontro tem apoio da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal da Pessoa Idosa e da Fundação de Arte de Niterói (FAN). Participam do evento corais de Niterói, Rio de Janeiro, Araruama e Nova Friburgo. Entre os destaques da programação está o Coral Avós do Canto, de Niterói, que se apresenta nos três dias do encontro e representa o trabalho desenvolvido pela cidade na promoção do envelhecimento ativo e da inclusão cultural da população idosa.
“O Encontro de Corais representa muito mais do que apresentações musicais. Ele reafirma o compromisso da atual gestão com políticas públicas que valorizam as pessoas idosas e incentivam o envelhecimento ativo. É um espaço de convivência, integração e valorização por meio da cultura. O Coral Avós do Canto simboliza esse trabalho desenvolvido em Niterói, mostrando como a música fortalece vínculos, promove bem-estar e garante protagonismo à nossa população idosa. Seguimos construindo projetos para essa geração, que é tão importante, ativa e representativa para a cidade”, destacou o secretário municipal da Pessoa Idosa e Envelhecimento Saudável, José Antônio Fernandes (Zaf).
A programação começa na sexta-feira (15), às 19h, com apresentações do Coral Avós do Canto, Coral do IBGE, Encanto Coral, Madrigal Júlia Cortines, Coral dos Associados da AMBEP, Amantes da Música e Outono Feliz.
No sábado (16), às 18h, sobem ao palco o Coral Avós do Canto, Coral da Associação Bosque Marapendi, Coral Riviera Dei Fiori, Madrigal da Ilha do Governador, Paradox Coral, Coral da ETE Henrique Lage e Coral da ATAERJ.
Encerrando o evento, no domingo (17), às 16h, se apresentam o Coral Avós do Canto, Coral M&C, Coro Canto da Paz, Coral Moisés Kawa, Coral do Museu da República, Belo Canto e Oficina Coral da UFF.
A entrada é gratuita, e os ingressos serão liberados 30 minutos antes do início de cada apresentação, sujeitos à lotação da sala.
Serviço – IV Encontro de Corais de Niterói
15/05 (sexta-feira), às 19h
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
16/05 (sábado), às 18h
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
17/05 (domingo), às 16h
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos