Duas noites de muitas emoções com Roberto Carlos marcam abertura da Arena Niterói

Equipamento multiuso construído pela Prefeitura consolida a cidade na rota dos grandes espetáculos, impulsiona o turismo e fortalece a economia

Foram duas noites de muitas emoções. Ao som de canções que atravessaram gerações, Roberto Carlos transformou a nova Arena Niterói em um grande coro de vozes, memórias e afetos. Depois da estreia histórica na sexta-feira (26), o Rei voltou ao palco neste sábado (27) e, mais uma vez, emocionou milhares de pessoas, consolidando o novo equipamento multiuso da Prefeitura de Niterói como um dos mais importantes espaços para grandes eventos do estado do Rio de Janeiro.

Muito antes de as luzes se apagarem, a emoção já tomava conta da Arena. Famílias inteiras percorriam os corredores, grupos de amigos registravam o momento e uma fila que chamava a atenção logo na entrada.

Diante de um painel com a imagem de Roberto Carlos vestindo um terno azul-claro, uma característica do ídolo, fãs aguardavam pacientemente a vez de fazer uma fotografia. Sorrisos, abraços e lágrimas antecipavam o espetáculo que ainda estava por começar.

“Em apenas dois dias, a Arena Niterói mostrou a que veio. Ver milhares de pessoas vivendo momentos inesquecíveis com um artista da dimensão de Roberto Carlos confirma que fizemos o investimento certo. Este equipamento foi pensado para receber grandes shows, eventos esportivos nacionais e internacionais, movimentar o turismo, gerar empregos e fortalecer a economia da cidade”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.

Quando Roberto Carlos surgiu no palco, bastaram os primeiros acordes para que o público se levantasse quase em uníssono. Celulares iluminaram a Arena como pequenas estrelas, casais se abraçaram, famílias cantaram juntas e a emoção tomou conta do espaço. Ao longo da apresentação da turnê “Eu Ofereço Flores”, inspirada no EP lançado em 2024, o artista revisitou clássicos como “Detalhes”, “Amigo”, “Outra Vez” e, naturalmente, “Emoções”, canções que seguem unindo diferentes gerações mais de seis décadas depois do início de sua carreira.

Entre os milhares de fãs estava o trio de amigas de Santa Bárbara que participa do projeto 60+ da Prefeitura e frequenta as aulas de ginástica. Para elas, o show representava muito mais do que uma apresentação musical.

Aos 75 anos, Lúcia Moura Miranda já havia assistido Roberto Carlos em outras ocasiões, mas não escondia a felicidade por estar novamente diante do artista. “Adorei ganhar o convite. Estou esperando ouvir ‘Emoções”, contou ela, enquanto observava a movimentação do público antes do início do espetáculo.

A expectativa também tomou conta de quem atravessou a cidade para viver aquele momento. Entre os fãs, estava uma moradora de Maricá que fez questão de registrar a emoção antes mesmo de o espetáculo começar. “Sempre sonhei em ver o Roberto Carlos e estar aqui na Arena Niterói é emocionante. A gente percebe que esse espaço foi feito para aproximar as pessoas da cultura e de grandes artistas”, disse, emocionada, Ivani Gomes Pereira.

O equipamento é a primeira grande arena indoor do Estado do Rio fora da capital fluminense. Moderna, climatizada e equipada com tratamento acústico, foi concebida para receber shows, competições esportivas, feiras, exposições e eventos de grande porte.

Ao fim da apresentação, quando Roberto Carlos percorreu o palco distribuindo as tradicionais rosas, repetiu-se uma cena que atravessa décadas. Mãos estendidas, olhos marejados e sorrisos de quem sabia que estava vivendo um momento raro. Em apenas dois dias, a Arena Niterói se transformou em um lugar onde histórias começaram a ser construídas ao som de um artista que continua reunindo gerações.

A Arena Niterói integra o projeto de revitalização do Parque Poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos, que também conta com campo de futebol de grama sintética em dimensões oficiais, quadra poliesportiva, palco para eventos, quadras de tênis, quadras de vôlei de praia e pista de caminhada. Mais do que ampliar a infraestrutura esportiva e cultural da cidade, o investimento faz parte da estratégia da Prefeitura para impulsionar a economia criativa, fortalecer o turismo e revitalizar a região central de Niterói.

Foto: Evelen Gouvêa

Fan Fests levam alegria e confraternização às ruas vencedoras do concurso “Minha Rua é Hexa”

Moradores da Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e da Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, celebraram a vitória da Seleção Brasileira nesta segunda-feira (29)

Camisas verde e amarelas, famílias reunidas e muita animação marcaram as Fan Fests realizadas nas ruas que conquistaram o segundo e o terceiro lugares no concurso “Minha Rua é Hexa”, durante a vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão. Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, e na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, moradores comemoraram o resultado nesta segunda-feira (29) em clima de confraternização.

Promovido pela Prefeitura de Niterói, o concurso recebeu 6.754 votos populares e premiou as decorações mais criativas de ruas e condomínios da cidade durante a Copa do Mundo FIFA 2026. As comunidades vencedoras receberam como prêmio a realização de uma Fan Fest Oficial, com telão para transmissão dos jogos, sistema de sonorização, atividades recreativas para crianças, além de apoio logístico, limpeza urbana e segurança municipal. A campeã da competição, a Rua Alarico de Souza, no Atalaia, receberá a estrutura especial no dia 19 de julho, data da final da Copa do Mundo.

“A pintura nas ruas traduz a criatividade do povo brasileiro. Em época de Copa, essa expressão ganha ainda mais força ao transformar os espaços públicos em ambientes de arte, cor e integração, especialmente para as novas gerações, que precisam se aproximar e dar continuidade a essa tradição”, ressalta a presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa.

O concurso, realizado em parceria entre a FAN, a Neltur e a Coordenadoria de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, buscava resgatar a tradição de enfeitar os bairros durante o maior evento do futebol mundial e estimular a participação dos moradores. Ao todo, mais de 50 ruas e condomínios participaram.

“Essa é uma iniciativa singela e muito simbólica, que busca resgatar uma tradição que sempre fez parte da memória afetiva dos brasileiros e também de Niterói: as ruas enfeitadas com as cores do Brasil durante a Copa do Mundo. A ideia era incentivar moradores, famílias, condomínios e vizinhos a se reunirem novamente em torno desse espírito coletivo, celebrando o futebol, a convivência e o sentimento de pertencimento”, afirma o coordenador de Governo Digital e Relacionamento com o Cidadão, Fernando Stern.

Tradição que passa de geração em geração

Na Travessa Santa Clara, na Ponta d’Areia, a analista de sistemas e educadora física Fernanda Paes, de 42 anos, viu a tradição das ruas enfeitadas marcar sua infância e agora a revive ao lado da filha. Ela participa da decoração da travessa durante a Copa do Mundo desde 1998 e, neste ano, contou com a ajuda de Sarah, de 9 anos, que também colocou a mão na massa e ajudou a desenhar parte da pintura que garantiu o segundo lugar no concurso.

“Pintar a rua e colocar as bandeirinhas sempre foi uma forma de unir as pessoas e trazer as crianças para participar dessa tradição. Quando eu era pequena, brincava muito na rua e vivi tudo isso. Hoje, ver minha filha, com a mesma idade que eu tinha quando comecei a participar, vivendo essa experiência e também pintando a rua é muito gratificante. A iniciativa do concurso animou ainda mais a comunidade e trouxe de volta esse espírito da Copa e de união entre as pessoas”, afirmou Fernanda.

Além de preservar tradições, a decoração da Travessa Santa Clara também aproximou moradores e criou novas amizades. O arquiteto Ricardo Avelar, de 60 anos, e o pintor e desenhista Victor Bruno, de 51, se conheceram neste ano durante a organização das pinturas e dos enfeites da Copa do Mundo e voltaram a se reunir para acompanhar a Fan Fest promovida pela Prefeitura.

“A maior alegria é ver a criançada participando, porque tudo para eles é festa. Essa tradição existe desde 1978 e vem passando de pai para filho e de avô para neto. Daqui a alguns anos, essa garotada vai estar à frente de tudo isso, e é isso que é mais bacana”, afirmou Ricardo Avelar.

Para Victor Bruno, a decoração das ruas representa uma oportunidade de reunir as famílias e fortalecer o sentimento de comunidade.

“Mais do que um concurso, o importante é unir as famílias e o bairro. Esse resgate da pintura, das bandeirinhas e da decoração faz as pessoas saírem de casa para construir algo em comum. É uma forma de preservar essa tradição, tirar um pouco as crianças do celular e valorizar um convívio mais humano e coletivo”, destacou Victor.

Torcida que une gerações

Na Rua Ministro Sousa Costa, em Tenente Jardim, a comemoração reuniu moradores de diferentes idades. O instrumentador cirúrgico Luan Daltio, de 34 anos, acompanhou a partida ao lado da esposa, a assistente social Andressa Daltio, de 33 anos, e do filho do casal, Pedro, de apenas oito meses. A família ajudou tanto na decoração premiada quanto na organização da festa.

“É muito bom ver o sorriso no rosto de uma criança pintando uma rua, torcer na frente de uma televisão, reunir a família na rua em que nós nascemos e fomos criados. É muito bom resgatar isso, que ficou perdido por muito tempo”, afirmou Luan.

“Também é bom fortalecer os laços entre a vizinhança e a comunidade em geral”, completou Andressa.

Foto: Luciana Carneiro e Lucas Benevides

Exposição sobre mineração no Vale do Jequitinhonha chega ao Rio de Janeiro

Mostra registra registra impacto da exploração do lítio no Brasil e os efeitos do processo sobre famílias da região

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan), no Catete (RJ), convida o público para a abertura da exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, no próximo dia 2 de julho, às 18h, na Galeria Mestre Vitalino, localizada na rua do Catete, 179. A exposição, da fotógrafa e documentarista mineira Isis Medeiros, exibe o impacto da exploração do lítio no Brasil por mineradoras brasileiras e multinacionais, bem como efeitos do processo sobre família e ecossistema da região, onde estão 85% das reservas no País.

“Zona de Sacrifício: do ouro ao pó” é um projeto autoral de longa duração, fomentado pelo Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (17ª edição). No dia da abertura será exibido o documentário “Chico”, de Augusto Gomes e Isis Medeiros, sobre os impactos humanos, ambientais e afetivos desse novo ciclo extrativista. A partir da perspectiva de Chico do Poço das Antas, o filme registra os acontecimentos no Vale do Jequitinhonha, onde o lítio, mineral essencial na fabricação de baterias para carros elétricos, celulares e sistemas de armazenamento de energia, é explorado.

Para trazer a dimensão do panorama amplamente documentado na exposição “Zona de Sacrifício: do ouro ao pó”, dia 3 de julho, às 16h, ocorre a Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (Antropóloga, coordenadora técnica de pesquisa e projetos especiais do CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT). A mediação é de Gabriela Sarmet (cosmopolíticas). Conhecido pela importante tradição de ceramistas, o Vale do Jequitinhonha está amplamente representado no acervo do Museu de Folclore Edison Carneiro. Por isso, algumas peças do museu fazem parte da mostra, conectando saberes da cultura popular ao contexto documental.

Zona de Sacrifício: do ouro ao pó

Propõe ampliar o debate público sobre o modelo de desenvolvimento baseado na extração intensiva. Questiona como a promessa de uma economia “verde” convive, na prática, com a degradação ambiental, a pressão sobre recursos hídricos e as ameaças aos modos de vida de comunidades rurais e tradicionais. O país ocupa atualmente o 6º lugar no ranking mundial de reservas do mineral, considerado estratégico para a transição energética global. “Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto o avanço da mineração de lítio no Vale do Jequitinhonha, um território que aprendi a amar profundamente por sua cultura, pelas pessoas e pela força das comunidades que vivem ali”, analisa Isis Medeiros.

Ao documentar e atualizar a forma como atuam as mineradoras, a artista demonstra na exposição as inquietações de seu trabalho. “O que me inquieta é a forma dessa nova corrida mineral ser apresentada como parte de uma ‘transição energética verde’, enquanto no território o que aparece são poeira, explosões, pressão sobre a água e impactos diretos na vida das pessoas. Isso levanta perguntas inevitáveis: mineração sustentável para quem? Mineração verde para quem? Como falar em mineração verde quando ela deixa rastros tão visíveis de destruição ambiental e de ameaça aos modos de vida locais? Esta exposição nasce dessa inquietação e da necessidade de tornar visíveis histórias e conflitos que muitas vezes permanecem invisíveis para o restante do país”, define Isis Medeiros.

Segundo a curadora Carol Lopes, a prática fotográfica de Isis Medeiros “se constrói na criação de redes e no tempo partilhado”. “Esse gesto se materializa no encontro entre sua pesquisa, saberes cultivados pelos mais velhos e as vozes da juventude do Vale. Em suas fotografias, a paisagem se revela em camadas. À noite, o ruído das máquinas e a iluminação das mineradoras anunciam uma presença perturbadora. Durante o dia, emergem montanhas de rejeitos, crateras no solo e o pó que adoece e a proximidade entre a atividade e a vida cotidiana.

Entre luz e sombra, a exposição torna visíveis os saberes que sustentam o território e as marcas da transformação. As obras aproximam o público de uma cosmologia em que gente, bicho, água e terra são parte de uma mesma trama. ‘Zona de Sacrifício: do ouro ao pó’ desloca a discussão para além das falsas promessas de progresso. Entre explosões e fissuras na paisagem, o presente do Vale permanece em suspensão. O conjunto reunido na exposição atesta que, contra todas as forças que insistem em reduzi-lo a um recurso perecível, o Jequitinhonha pulsa resistência. Seu povo segue atravessando as contradições deste tempo e reafirmando seu direito de imaginar, narrar e decidir futuros possíveis.”

Sobre a autora

Isis Medeiros é fotógrafa documental, fotojornalista e realizadora audiovisual brasileira, com trajetória profundamente ligada aos movimentos sociais populares. Investiga violações de direitos humanos, crimes ambientais e os impactos de grandes empreendimentos sobre comunidades tradicionais e populações historicamente marginalizadas. Entrelaça arte, política e memória coletiva, as narrativas obtêm forte impacto social. É autora do fotolivro “15:30” (2020), leitura sensível do desastre-crime provocado pelo rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP em Mariana (MG). O trabalho integra os acervos do MASP, da Biblioteca Nacional da França (BnF) e do Instituto Moreira Salles (IMS). Idealizou a premiada série “Mulheres Cabulosas da História”, que lhe rendeu a Medalha Clara Zetkin.

Realização: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan)
Apoio: Instituto Federal Norte de Minas Gerais | Cáritas Diocesana Araçuaí | Instituto Camila e Luiz Taliberti | Movimento pela Soberania Popular na Mineração | Observatório da Mineração | cosmopolíticas | Associação de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro | Artmosphere | Fundação Nacional de Artes
Serviço: Zona de Sacrifício: do ouro ao pó
Inauguração 2 de julho, às 18h | Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular – Rua do Catete, 179 | Galeria Mestre Vitalino – Museu de Folclore Edison Carneiro. Visitação: 2 de julho a 1º de novembro de 2026. Terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Grátis

Programação complementar à exposição
– no dia da abertura: projeção do filme “Chico – 10” (fotografia de Augusto Gomes e Isis Medeiros)
– dia 3 de julho: 16h | Roda de Confluências com a participação de Ana Carolina Nascimento (CNFCP), Sandra Benites (Funarte) Chico (liderança comunitária de Piauí Poço Dantas, de Itinga – MG)), Tatiana da Costa Sena (IFNMG) e Helena Taliberti (ICLT) – Mediação: Gabriela Sarmet (cosmopolíticas)

Roxy Dinner Show celebra mais uma conquista de peso: reconhecido no “Prêmio Travellers’ Choice – Awards 2026” do Tripadvisor

O Roxy Dinner Show consolida, em tempo recorde, seu lugar entre as grandes experiências culturais do mundo. Inaugurado em 17 de outubro de 2024, o espaço já acumula reconhecimentos internacionais e agora celebra mais uma conquista de peso: a inclusão no Travellers’ Choice Awards 2026, figurando entre os 10% das melhores atividades de todo o planeta.

O novo prêmio chega na esteira de outro feito expressivo. Em março de 2025, o Roxy foi destacado pela Time como um dos melhores lugares do mundo para visitar, integrando uma seleção global de hotéis e atrações imperdíveis. Na ocasião, o endereço icônico na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Bolívar apareceu como uma das poucas indicações da América Latina, sendo uma das quatro escolhidas em toda a América Central e do Sul.

O reconhecimento do Tripadvisor reforça ainda mais a relevância do empreendimento no cenário internacional. O Travellers’ Choice Awards é concedido com base em critérios rigorosos, como a qualidade e a quantidade de avaliações, a nota média dos usuários, a consistência das opiniões ao longo de 12 meses e o nível de engajamento na plataforma. Trata-se de uma chancela direta do público, construída a partir da experiência real de viajantes de diferentes partes do mundo.

Dentro da premiação, existem dois níveis principais: o selo Travellers’ Choice, que posiciona o vencedor entre os 10% melhores do mundo, e a categoria Best of the Best, ainda mais exclusiva, destinada ao top 1% global. Ao conquistar espaço nesse seleto grupo logo em seu primeiro ano de funcionamento, o Roxy demonstra não apenas impacto imediato, mas também consistência na experiência oferecida. Para o turismo, esse tipo de reconhecimento vai além do prestígio simbólico. Ele amplia a credibilidade internacional, fortalece o posicionamento premium e influencia diretamente a decisão de viajantes, além de impulsionar resultados comerciais, presença em buscas e parcerias com agências e operadores. Na prática, funciona como um selo de confiança global.

Mais do que um prêmio, o Travellers’ Choice representa a validação do público. Todos os anos, os vencedores são definidos a partir das avaliações acumuladas ao longo de 12 meses, refletindo experiências autênticas e opiniões reais. A edição de 2026, em especial, celebra os destinos e atrações que marcaram as jornadas dos viajantes no último ano, lugares que transformaram visitas em memórias.

Nesse contexto, o Roxy Dinner Show reafirma sua proposta: unir patrimônio histórico, tecnologia e espetáculo em uma experiência imersiva única. Em menos de dois anos, o espaço não apenas reabriu suas portas, mas se reposicionou como um dos grandes ícones do entretenimento e do turismo cultural contemporâneo, projetando o Rio de Janeiro para o centro das experiências globais.

A premiação corrobora com a excelência do projeto – O antigo cinema Roxy foi, por décadas, um dos maiores e mais emblemáticos espaços culturais do Brasil, destacando-se como símbolo do estilo Art déco. Hoje, restaurado e reimaginado, preservando sua memória e relevância histórica, ao mesmo tempo em que incorpora um projeto arquitetônico contemporâneo que respeita os elementos originais que marcaram gerações. A entrada já impressiona com a nova calçada em pedras portuguesas, inspirada em Copacabana, enquanto a fachada ganha tons dourados que remetem à era de ouro do cinema. As colunas cilíndricas foram valorizadas e mantidas como identidade visual do prédio, e a transparência da esquadria externa reforça a integração entre interior e exterior. Entre os destaques, está a cúpula luminária restaurada, com 280 m² e mais de duas toneladas, elemento que resgata, com imponência, o esplendor original do espaço. A estrutura em abóbada, assinada por Emílio Henrique Baumgart, também foi recuperada, enquanto todo o ambiente recebeu melhorias de acústica e conforto.

No presente, o novo palco de 400 m² abriga um painel de LED côncavo com tecnologia 4D, proporcionando uma experiência imersiva em 180°, que conduz o público por uma viagem sensorial pelo Brasil, do Pelourinho à Amazônia. Com capacidade atual para 626 pessoas, o espaço se transforma em um sofisticado dinner show, onde o projeto de iluminação interage com o espetáculo, ampliando a imersão do público. No foyer, permanecem elementos históricos, como escadas e materiais originais, enquanto detalhes em granito, lioz rosa e guarda-corpos dourados foram cuidadosamente restaurados. O resultado é um espaço que equilibra passado e presente, reafirmando sua importância como palco da cultura brasileira.

“Aquele Abraço” – Com direção geral de Abel Gomes, o espetáculo “Aquele Abraço” celebra a diversidade e a alegria do Brasil em uma megaprodução voltada para toda a família. Dezenas de cantores, atores, bailarinos e músicos apresentam um show que viaja pelos ritmos e expressões culturais do Brasil, do samba ao Funk, do Frevo à Bossa Nova, passando pela poesia, pela street art e pelos costumes de diferentes regiões. Com direção cênica e coreografias de Priscilla Mota e Rodrigo Negri, vencedores do Carnaval pela Unidos do Viradouro, e roteiro de Leonardo Bruno, o espetáculo é um verdadeiro mosaico da brasilidade, destinado a encantar tanto turistas nacionais e internacionais quanto os próprios cariocas. A direção musical é de Pretinho da Serrinha, com um repertório que passeia por mais de 50 canções de diferentes ritmos nacionais. Com figurinos assinados por Leonardo Bora e Gabriel Haddad, carnavalescos da escola de samba Grande Rio, o espetáculo traz 350 fantasias exclusivas e um elenco de 60 artistas em cena. É uma experiência imersiva e sensorial, enriquecida ainda pelo desenho de luz de Maneco Quinderé. O projeto do Roxy Dinner Show é uma realização da Accioly Participações e do DC Set Group.

A experiência no Roxy Dinner Show acontece de quarta a domingo, das 19h às 22h45, combinando gastronomia e música ao vivo. Durante cerca de duas horas de jantar, o público aprecia apresentações da Banda Roxy, com clássicos da Bossa Nova e da MPB. Em seguida, o espetáculo “Aquele Abraço” completa a noite com 1h30 de entretenimento imersivo. A proposta gastronômica leva a assinatura do chef Danilo Parah, com cardápios sazonais criados em parceria com chefs convidados e executados pelo chef executivo Caio Silva. Em uma cozinha de alto padrão, o espaço oferece uma experiência culinária sofisticada, alinhada ao nível dos melhores hotéis do mundo.

Roxy Dinner Show
Rua Bolívar, 45 – Copacabana – Rio de Janeiro
•     Funcionamento de: 4ª a Domingo
•     Aberta da casa: 18h30
•     Pré Show: 19h15
•     Jantar: a partir das 19h
•     Apresentação “Aquela Abraço”: 21h
Pacote Copacabana / Pacote Rio de Janeiro / Pacote Aquele Abraço
A partir de R$ 396,00
Capacidade: 626 lugares
Acessibilidade
Classificação Livre
Tickets especiais para crianças até 12 anos
Bilheteria no local: 10h às 18h (2ª e 3ª) / 10h às 21h (4ª a domingo)
Formas de pagamento: Cartões Visa, Mastercard e Amex
Informações: https://roxydinnershow.com.br/
Compra de ingressos: https://roxydinnershow.com.br/venda-ingressos/

Março Esch lança e-book sobre fé, superação e propósito humano que promete impactar o mercado literário cristão

Em tempos marcados por ansiedade, excesso de cobrança e vazio emocional, o jornalista, produtor cultural e escritor Marco Esch apresenta uma obra sobre fé, restauração e reconstrução humana voltada a leitores de diferentes realidades e crenças

Recém-chegado a Niterói, mas após mais de três décadas de atuação e relevância cultural, social e política em Resende, Marco Esch amplia agora sua trajetória artística através do selo Araucária Artes com o lançamento do e-book Imperfeitos Pregando a Perfeição — uma obra voltada ao fortalecimento emocional, espiritual e humano em meio às pressões do mundo contemporâneo.

Reconhecido por sua participação em ações culturais, artísticas e projetos de impacto social, o autor leva para a literatura uma mensagem profunda sobre propósito, identidade, fé e transformação pessoal, utilizando uma linguagem acessível, reflexiva e conectada à realidade das pessoas comuns.

Embora tenha base cristã, Imperfeitos Pregando a Perfeição não se limita ao público religioso. A obra dialoga com qualquer pessoa que enfrente conflitos internos, sensação de insuficiência, medo do fracasso, crises emocionais ou necessidade de recomeço.

A narrativa ganha ainda mais força por carregar experiências reais vividas pelo próprio autor. Em um dos períodos mais difíceis de sua vida, Marco Esch enfrentou um duro golpe provocado por uma quadrilha articulada em meio ao ambiente profissional, somado a erros graves cometidos durante processos investigativos, situação que quase destruiu sua família e abalou profundamente sua trajetória pessoal.

Segundo o autor, foi justamente nesse cenário de dor, injustiça e sofrimento que a fé se tornou essencial para sua sobrevivência emocional e espiritual. “Deus me sustentou quando tudo parecia perdido. Foi a fé que me deu forças para continuar, resistir e enxergar a verdade prevalecer”, afirma.

A experiência acabou influenciando diretamente a construção da obra, que propõe reflexões sobre fragilidade humana, esperança, força emocional e restauração interior. Ao longo dos capítulos, o livro mostra que cicatrizes não precisam representar o fim da caminhada, mas podem se transformar em testemunhos de superação e crescimento.

Com frases marcantes e abordagem motivacional, o livro traz mensagens como: “Deus não usa pessoas perfeitas. Ele usa pessoas disponíveis.” e “Santidade não é perfeição sem erros, é imperfeição com direção.”

A proposta da obra é oferecer ao leitor não apenas uma leitura inspiradora, mas também uma ferramenta de fortalecimento pessoal e espiritual em tempos de insegurança, pressão emocional e perda de sentido.

Imperfeitos Pregando a Perfeição chega ao público em formato digital e marca um novo momento da trajetória de Marco Esch como escritor, comunicador e incentivador de reflexões sobre fé, valores humanos, reconstrução emocional e propósito de vida.

O e-book já está disponível nas plataformas Hotmart e Amazon Kindle.

O autor também está disponível para entrevistas, palestras e participações em podcasts através de seu Instagram oficial: @marcoesch

Silvio Santos ganha homenagem inédita no BioParque do Rio

O Rio de Janeiro vai prestar uma homenagem especial a um de seus filhos mais ilustres. Nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, o BioParque do Rio terá entrada gratuita para marcar a inauguração da Caravana do Silvinho, exposição inédita inspirada em Silvio Santos.

A ação promete movimentar a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, com arte, memória afetiva e uma celebração ao legado de um dos maiores comunicadores da história da televisão brasileira.

Entrada gratuita no BioParque do Rio

A gratuidade será válida exclusivamente no dia 1º de julho, a partir das 10h, data de inauguração da Caravana do Silvinho. Os ingressos de cortesia serão limitados e deverão ser retirados previamente pelo site oficial do BioParque do Rio. Cada CPF poderá retirar até dois ingressos. A entrada gratuita estará sujeita à capacidade do atrativo.

Caravana do Silvinho homenageia Silvio Santos

A Caravana do Silvinho reúne 45 esculturas em fibra de vidro inspiradas em Silvio Santos, produzidas por artistas de diversas regiões do país.

A exposição ficará em cartaz de 1º a 31 de julho de 2026, permitindo que os visitantes conheçam a mostra ao longo de todo o mês.

Após o dia 1º de julho, a visita à exposição acontecerá mediante aquisição do ingresso regular do BioParque do Rio.

Projeto celebra o legado de um ícone da televisão

Criado pelas produtoras Brava Arte Produções e Breit Produções, o projeto itinerante celebra o legado de um dos maiores nomes da comunicação brasileira.

A escolha do Rio de Janeiro para receber a mostra tem significado especial: a cidade é o local de nascimento de Silvio Santos.

45 esculturas espalhadas pelo circuito do BioParque

As obras ficarão distribuídas pelo circuito do BioParque do Rio, na Alameda principal e na Savana Africana.

As 45 esculturas apresentam diferentes interpretações artísticas do personagem Silvinho, em uma experiência visual voltada para públicos de todas as idades.

Destaques da exposição

Entre os destaques da mostra estão:

Uma obra do muralista Eduardo Kobra;
A artista carioca Lhara Santana, autora de Colorir Tudo de Sílvio;
A artista carioca Titina Corso, que assina Sílvio 40 Graus.

BioParque reúne arte, natureza e educação ambiental

Além da exposição, o público poderá conhecer cerca de 650 animais de 124 espécies que vivem no BioParque do Rio.

Localizado na Quinta da Boa Vista, o zoológico oferece experiências voltadas à conservação da biodiversidade, educação ambiental e bem-estar animal.

O espaço também conta com atrações como tirolesa, áreas de convivência, opções gastronômicas e loja de lembranças.

Serviço: Caravana do Silvinho no BioParque do Rio

Entrada gratuita – Abertura da Caravana do Silvinho

Data: 1º de julho de 2026, quarta-feira
Horário: das 10h às 17h, com última entrada às 16h
Gratuidade: exclusivamente no dia 1º de julho, mediante retirada antecipada de ingresso pelo site
Limite: dois ingressos por CPF
Observação: entrada sujeita à capacidade do atrativo
Exposição: de 1º a 31 de julho de 2026
Endereço: Parque da Quinta da Boa Vista, s/n – São Cristóvão – Rio de Janeiro (RJ)
Mais informações e ingressos: www.bioparquedorio.com.br

Da mesa à memória, exposição apresenta sabores da China Antiga no Rio de Janeiro

A exposição Sabores da Tradição: História da Alimentação na China Antiga foi inaugurada, nesta sexta-feira (26), no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. A cerimônia contou com a presença do ministro substituto da Cultura, Márcio Tavares, de representantes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Museu Nacional da China, do Consulado-Geral da China no Rio de Janeiro e de instituições parceiras.

A mostra integra a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026 e marca mais uma etapa do intercâmbio cultural entre os dois países. Com obras e artefatos originais do acervo do Museu Nacional da China, a exposição propõe uma imersão na história da alimentação chinesa a partir de utensílios, rituais, técnicas culinárias, costumes à mesa e saberes transmitidos ao longo de milênios.

Durante a solenidade, a cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Tian Min, destacou que a exposição chega ao Brasil em um contexto de fortalecimento das trocas culturais entre os dois países. Segundo ela, a mostra está entre as principais atividades do Ano Cultural China-Brasil e se soma a iniciativas desenvolvidas nas áreas da cultura, arte, esporte e educação.

“As civilizações tornam-se mais vibrantes por meio do intercâmbio e mais ricas por meio da aprendizagem mútua”, afirmou Tian Min. A cônsul também defendeu que China e Brasil sigam trabalhando lado a lado para ampliar a qualidade dos intercâmbios interpessoais e culturais. “Reuniremos, por meio do diálogo e da compreensão mútua, a força necessária para avançarmos juntos rumo a um futuro melhor para toda a humanidade”, completou.

Representando o Ministério da Cultura, Márcio Tavares celebrou a abertura da mostra como um gesto de aproximação entre as sociedades brasileira e chinesa. “Brasil e China são civilizações ricas, plurais, atravessadas por muitos tempos históricos”, ressaltou. Para ele, iniciativas como essa criam condições para “um reconhecimento mútuo mais profundo” entre os dois povos.

O ministro substituto também sublinhou o papel da cultura como espaço de encontro e diálogo. “A própria história da alimentação demonstra que as culturas florescem quando dialogam. Elas não perdem sua identidade ao encontrar o outro. Ao contrário, elas se tornam muito mais ricas, muito mais diversas, muito mais criativas”, acrescentou.

A exposição chega ao Brasil após a realização, em Pequim, de uma mostra dedicada a Candido Portinari, no Museu Nacional da China. Na avaliação de Tavares, os dois movimentos revelam a força da cooperação cultural: enquanto o Brasil apresentou ao público chinês a sensibilidade da arte moderna brasileira, a China compartilha agora com o público brasileiro parte de sua tradição civilizatória milenar por meio da alimentação.

Presidenta do Ibram, Fernanda Castro enfatizou que a mostra materializa a parceria firmada entre o Instituto Brasileiro de Museus e o Museu Nacional da China. “A alimentação é, entre todos os domínios da cultura, aquele que mais resiste à abstração. Come-se com o corpo, com a memória, com a identidade”, pontuou.

Fernanda também observou que a gastronomia evidencia como os povos se transformam pelo contato com outras culturas. “A gastronomia é talvez o exemplo mais eloquente de que as culturas não se isolam. Elas se entremeiam, transformam as receitas”, declarou. Para ela, a exposição demonstra a capacidade dos museus de construir pontes, criar laços e cultivar a paz entre os povos.

O diretor do Museu Histórico Nacional, Cícero de Almeida, saudou a chegada da exposição ao Rio de Janeiro e apresentou a alimentação como patrimônio, memória e expressão da vida coletiva. “Civilizações não são construídas apenas por imperadores, exércitos ou monumentos, mas fundamentalmente de gestos cotidianos ligados à alimentação, como semear, colher, cozinhar e, por fim, compartilhar”, afirmou.

Ao tratar do sentido simbólico da mostra, Cícero realçou que a mesa é um espaço de transmissão de afetos e tradições. “Esses gestos transformam o alimento em cultura, em memória, em patrimônio”, acrescentou. O diretor também lembrou uma máxima chinesa antiga segundo a qual “o povo tem na comida o seu ser”, reforçando a alimentação como base da existência humana e da organização social.

Diretor do Museu Nacional da China, Luo Wenli classificou a inauguração como um marco para o intercâmbio cultural entre os dois países. Em seu discurso, ele destacou que a alimentação é uma linguagem universal e um caminho para compreender a história, a estética e a visão de mundo da China Antiga.

“A alimentação é a linguagem universal da vida humana e um veículo fundamental para a transmissão da civilização. Ao longo de milhares de anos de história, a antiga cultura gastronômica chinesa acumulou e integrou a sabedoria de sobrevivência, o espírito humanista e a busca estética da nação chinesa”, declarou Luo Wenli.

O diretor também mencionou a relação de amizade entre Brasil e China e citou o recente sucesso da exposição de Portinari em Pequim. Para ele, embora os dois países estejam geograficamente distantes, a cultura aproxima sensibilidades, histórias e experiências comuns.

Organizada em cinco núcleos temáticos, a mostra percorre aspectos como a diversidade dos alimentos, o uso do fogo e das bebidas quentes, os rituais, a estética dos utensílios e as trocas culturais entre Oriente e Ocidente. O público poderá conhecer peças em cerâmica, bronze, porcelana, jade, ouro e prata, além de recursos visuais e instalações que ampliam a compreensão sobre a cultura alimentar chinesa.

A exposição também evidencia como ingredientes e técnicas culinárias circularam pelo mundo ao longo dos séculos. Produtos como chá, arroz e tofu, originários da China, e alimentos como tomate e milho, vindos do Ocidente, ajudam a contar uma história de encontros, deslocamentos e transformações culturais.

A mostra Sabores da Tradição: História da Alimentação na China Antiga permanece em cartaz no Museu Histórico Nacional até 11 de outubro de 2026.

Roberto Carlos inaugura Arena Niterói em noite de emoção, clássicos e sonhos realizados

Rei faz o primeiro show do novo espaço cultural e esportivo do Centro da cidade

Os olhos marejados anunciavam que seria uma noite inesquecível. Aos 80 anos, Vanda Maria de Souza foi a primeira pessoa a atravessar os portões da Arena Niterói, na noite deste sábado (27). Fã de Roberto Carlos desde a juventude, ela esperou cerca de 60 anos para assistir ao Rei pela primeira vez. Assim que os portões foram abertos, ela entrou apressada para aguardar a entrada do cantor e da Orquestra do maestro Eduardo Lages.

“Roberto é tudo na minha vida. Nunca consegui assistir a um show dele. Esperei 60 anos por esse momento. Só o prefeito mesmo para nos dar essa oportunidade”, contou Vanda, moradora do Barreto, participante das atividades esportivas da Prefeitura de Niterói, mãe de quatro filhos e bisavó de quatro crianças.

O primeiro grande espetáculo da Arena Niterói reuniu representantes de entidades da sociedade civil, autoridades e participantes de projetos sociais e esportivos da Prefeitura, muitos deles idosos atendidos pelas políticas públicas de convivência e qualidade de vida do município. Coube a Roberto Carlos inaugurar o palco da primeira grande arena indoor da região da Baía de Guanabara fora da capital fluminense, em uma noite que marcou o início de uma nova fase para a cultura, o entretenimento e o turismo da cidade e da região.

Acompanhado da primeira-dama Fernanda Neves, o prefeito Rodrigo Neves destacou que a estreia da Arena representa um marco para Niterói e reforça o compromisso da cidade em democratizar o acesso à cultura e em atrair grandes eventos.

“Não poderíamos inaugurar este espaço de forma mais simbólica. Roberto Carlos faz parte da memória afetiva dos brasileiros e ver a Arena cheia, com tantos idosos realizando o sonho de assistir ao seu show pela primeira vez, é emocionante. Este equipamento nasce para colocar Niterói definitivamente na rota dos grandes espetáculos nacionais e internacionais, movimentando a economia, fortalecendo o turismo e oferecendo mais oportunidades de lazer e cultura para a população”, afirmou o prefeito.

Quando Roberto Carlos surgiu no palco, foi recebido por longos aplausos. Bastaram os primeiros acordes para a Arena vibrar. Milhares de celulares iluminaram o espaço, casais se abraçaram, amigos deram as mãos e um grande coro tomou conta do ambiente. A estreia do novo equipamento ganhou o cenário perfeito: um artista que há mais de seis décadas embala histórias de amor, amizade e esperança.

A apresentação integra a turnê “Eu Ofereço Flores”, inspirada no EP lançado pelo cantor em 2024. Ao longo da noite, Roberto Carlos passeou por clássicos que marcaram diferentes gerações, como “Detalhes”, “Emoções”, “Amigo”, “Outra Vez” e outros sucessos que fizeram o público cantar do início ao fim.

Entre as primeiras pessoas a entrar, também estava Maria Auxiliadora de Souza, de 65 anos. Moradora do Centro de Niterói, ela chegou cedo ao lado de amigas do projeto de ginástica de São Lourenço para aproveitar cada instante da apresentação. O grupo comemorava não apenas o show, mas a oportunidade proporcionada pelos projetos municipais. “A gente ama participar dessas atividades. É maravilhoso viver uma noite como essa”, disse Maria Auxiliadora.

Vindas do núcleo de ginástica do Vital Brazil, Rosane Paz de Gonçalves e outras oito amigas transformaram o passeio em um momento de confraternização. Enquanto aguardavam o início do espetáculo, lembravam das músicas que marcaram suas vidas. Rosane, que já havia assistido a outros shows do artista, disse que a emoção nunca muda. “Roberto Carlos é sempre emocionante. Acho que vou chorar.”

A expectativa também tomou conta de Patrícia Loretti, de 45 anos. Ela contou que passou a ouvir ainda mais Roberto Carlos depois dos 30 anos e definiu a oportunidade como especial. “Estou muito emocionada. É maravilhoso participar desse momento.”

Inaugurada neste mês, a Arena Niterói é um dos mais importantes investimentos da Prefeitura para ampliar a capacidade da cidade de receber eventos esportivos, culturais e de entretenimento de porte nacional e internacional. Moderna, climatizada e equipada com tratamento acústico, a estrutura foi projetada para sediar shows, competições esportivas, feiras, exposições e grandes eventos ao longo de todo o ano.

O equipamento integra o projeto de revitalização do Parque Poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos. Além da Arena, o complexo conta com campo de futebol de grama sintética em dimensões oficiais, quadra poliesportiva, palco para eventos, quadras de tênis, quadras de vôlei de praia e pista de caminhada, consolidando o espaço como um dos maiores polos de esporte, lazer e convivência da cidade.

Mais do que uma nova arena de espetáculos, o equipamento reforça a estratégia da Prefeitura de impulsionar a economia criativa, fortalecer o turismo e acelerar a revitalização da região central de Niterói. A expectativa é que o espaço se consolide como um dos principais palcos para grandes eventos do Estado do Rio de Janeiro, ampliando o calendário cultural da cidade e atraindo visitantes de diferentes regiões do país.

Foto: Evelen Gouvêa e Claudio Fernandes

“Férias para Sempre”: nova exposição de Tiago Carneiro da Cunha chega à Carpintaria com pinturas entre o descanso e o mistério

Reunindo um novo conjunto de pinturas, a mostra do artista paulistano, radicado no Rio de Janeiro, se desenvolve por meio de cenas enigmáticas nas quais estados de lazer, prazer e repouso tornam-se cada vez mais difíceis de distinguir de imagens de colapso, desaparecimento ou morte. Corpos reclinados aparecem ao longo das obras, espalhados por praias, jardins, ruas e interiores, sua imobilidade suspensa entre férias e catástrofe. Ao mesmo tempo bem-humoradas, inquietantes e teatrais, as pinturas resistem a narrativas fixas, permitindo que momentos de ócio, vulnerabilidade e absurdo componham um tableau aberto a múltiplas interpretações.

Todas as telas são produzidas em um formato recorrente, compartilhando as mesmas dimensões, como variações dentro de uma mesma estrutura formal e conceitual. As composições se abrem para espaços amplos que oscilam entre paisagem e cenário teatral, conforme os enquadramentos panorâmicos de Carneiro da Cunha criam um campo visual em que primeiro plano e fundo se tornam protagonistas equivalentes. Coqueiros inclinados ecoam as posturas das figuras, enquanto crepúsculos dramáticos, focos concentrados de luz e construções espaciais marcadas conferem a muitas cenas uma qualidade quase autoiluminada.

Férias para Sempre, de Tiago Carneiro da Cunha
Carpintaria – Rua Jardim Botânico 971
Abertura: Sábado, 27/06, das 15h às 18h
De 27 de junho a 29 de agosto 2026
De terça a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 18h.
Entrada gratuita.

Exposição “Pausa Cotidiana” propõe um encontro poético entre diferentes linguagens artísticas no Parque Glória Maria

O ritmo acelerado da vida contemporânea costuma transformar o tempo em uma sucessão de compromissos, tarefas e deslocamentos. Em contraponto a essa dinâmica, a exposição Pausa Cotidiana convida o público a desacelerar e a experimentar outras formas de percepção, reflexão e presença. A mostra inaugura no dia 20 de junho no Parque Glória Maria, no Rio de Janeiro. A exposição reúne múltiplas linguagens artísticas em um encontro que investiga o tema da pausa como gesto de observação, escuta e reconexão com o cotidiano. A curadoria é assinada por Amanda Leite e Claudia Linhares.

Por meio de obras que transitam entre diferentes suportes e expressões, 67 artistas de diferentes regiões do Brasil propõem experiências sensíveis capazes de revelar as sutilezas dos intervalos, dos silêncios e dos pequenos acontecimentos que muitas vezes passam despercebidos. São pinturas, fotografias e instalações que estarão integradas com o espaço cultural localizado no bairro de Santa Teresa. “Mais do que uma exposição, Pausa Cotidiana cria um espaço de convivência e contemplação, onde arte e arquitetura dialogam para estimular novos olhares sobre o tempo e a experiência urbana” afirma Amanda Leite, curadora.

Integrando a programação, acontece também a feira literária “Tempo Tem Alma: entre paredes e páginas”, uma iniciativa dedicada à produção editorial independente. A ação reúne artistas, autores e editores que apresentam publicações especiais, livros de artista, impressos autorais e projetos editoriais que expandem as possibilidades do livro como objeto artístico e espaço de experimentação. “Ao aproximar artes visuais e publicações independentes, acreditamos que o evento fortalece o diálogo entre diferentes formas de criação além de promover a circulação de ideias, transformando o Parque Glória Maria em um ponto de encontro para artistas, leitores, colecionadores e interessados na produção cultural contemporânea” complementa Claudia Linhares, gestora da Tempo tem Alma.

A programação é totalmente gratuita e oferece ao público a oportunidade de vivenciar experiências que atravessam imagem, palavra, memória e tempo, reafirmando a arte como território de pausa, encontro e imaginação.

SERVIÇO

Exposição: Pausa Cotidiana

Abertura: 20 de junho, sábado, às 15h
Local: Centro Cultural Municipal Parque Glória Maria

R. Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa, Rio de Janeiro – RJ

Segunda a Domingo das 9h às 18h (exceto na terça-feira/fechado)
Entrada: Gratuita

Feira Literária: Tempo Tem Alma: entre paredes e páginas
Datas: 20 e 21 de junho
Horário: Das 14h às 18h
Local: Parque Glória Maria

Participação: Artistas, autores e editores independentes com publicações especiais e livros de artista
Entrada: Gratuita

EXPOSIÇÃO PAUSA COTIDIANA

Adri Vaz

Adriano Cruz

Alê Costa

Alexandra Ribeiro

Aline Sampin

Amanda Laino

Ana Avelar

Ana Luiza Tepedino

Anelice Lober

Anna Barsukova

Beatriz Crespo

Betina Guelmann

Bia Murad

Bianca Tomaino

Caio Negreiros

Carla Fatio

Carolina Kasting

Claudia Braga

Conceição Durães

Cris Miranda

Daniel Franco

Daniela Feldman

Daniela Rodrigues Gonçalves

Desirée Bruver

Dinho Fonseca

Dulce Lysyj

Eliane Santos

Emília de Gaia

Flávia Dart

Gab SaEarp

Gi Mello

Giovanna Pizzini

Ingrid Alencar

Jaimile Cunha

Jana Cabello

Kálamo

Larissa Albuquerque

Leila B.

Leo Tafuri

Lia Barros

Liliana Lindenberg

Lucília Abrahão

Luiz Cláudio Ferreira

Luiza Vieira

Marcia Pumark

Maria Camocardi

Maria Cecilia de Paula

Marilane Abreu

Marilene Nacaratti

Marina Lazzarotto

Mateus DiCastro

Mehdi Alami

Miguel Nader

Míriam Ramalho

Monica Pougy

Monique Serenado

Nicole Reiniger

Nina Benchimol

Patrícia Pies

Pilar Pozes

Priscilla Ramos

Reinaldo Hingel

Renata Moraes

Roberto Abreu

Rosana Rocha

Ruana Anjos

Tamara Cunha

Tiago Morena

Vanessa Bustillos