Clássico do balé mundial, La Fille Mal Gardée volta ao palco do Theatro Municipal RJ

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro traz de volta ao palco principal, o balé La Fille Mal Gardée, um dos títulos mais tradicionais do repertório clássico. A obra que ficou 20 anos fora da programação do Ballet e da Orquestra da casa, teve nova montagem apresentada em 2024, e agora, com o Patrocínio Oficial Petrobras, chega em mais uma temporada com dois atos, no mês de maio. A concepção e coreografia é de Ricardo Alfonso. A regência de Jésus Figueiredo, com supervisão artística de Hélio Bejani e Jorge Teixeira. As récitas serão nos dias 13/5 (Ensaio Geral), 14 (estreia), 15, 16, 20, 21 22 e 23, às 19h | 17 e 24, às 17h | 19, às 14h (Projeto Escola). Os ingressos estarão disponíveis a partir do dia 4 de maio (3º lote), através do site theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Criado no século XVIII, o balé estreou em julho de 1789 no Grand Théâtre de Bordeaux. Desde então, a obra vem sendo remontada por diferentes gerações de coreógrafos. Um dos principais nomes a revisitar o título foi Marius Petipa, que apresentou sua versão em 1885, em São Petersburgo. Ao longo do século XX, novas montagens mantiveram o balé em circulação nos principais palcos internacionais.

“La Fille Mal Gardée é um ballet de repertório que encanta a todos. Unindo o clássico com o cômico, está entre os mais pedidos pelo nosso público e por isso está de volta na temporada de 2026, que tem o patrocínio oficial da Petrobras. Não perca a oportunidade de assistir ao Corpo de Baile e a Orquestra Sinfônica do TMRJ. Esperamos você!”, ressalta a Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Clara Paulino.

“La Fille Mal Gardée é uma obra atemporal do repertório clássico mundial, que continua a encantar plateias de todas as idades ao redor do mundo. Com coreografias vibrantes e personagens cativantes, esta versão do coreógrafo uruguaio Ricardo Alfonso, vem proporcionar aos nossos bailarinos a oportunidade de evidenciar o papel primordial da expressão facial, para além da gestualidade, na comunicação das diferentes emoções dos personagens e enfatizar a interpretação como ferramenta principal para fazer o público compreender a história e comover-se com ela”, afirma Hélio Bejani, Diretor do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

“É uma grande honra fazer a direção musical e a regência deste balé, ao lado da Orquestra Sinfônica e do Balé do Theatro Municipal. A partitura de La Fille Mal Gardée tem uma história musical muito curiosa: nasceu no século XVIII como uma colagem de diferentes músicas e, ao longo do tempo, foi sendo retrabalhada por vários compositores até chegar à forma que conhecemos hoje. Essa trajetória dá à ela uma leveza e um frescor muito próprios, sempre a serviço da cena, e que continua conquistando o público”, destaca o maestro Jésus Figueiredo.

Sinopse:

Ato 1 – Narra o romance de Lisa, filha de Simone, uma rica proprietária de uma fazenda, com um camponês chamado Colas. Este é despedido, pois Simone pretende casar sua filha com Alan, filho do rico Thomas. Em um encontro em pleno campo para reunir o gado, todos os personagens se definem. Lisa e Colas declaram seu grande amor. Alan brinca infantilmente e a viúva namora Tomás. Tudo é interrompido por uma tempestade.

Ato 2 – A viúva continua preparando Lisa para o casamento e a filha finge consentir para afastar a desconfiança da mãe. Chegam Tomás, a mãe Simone e Alana no momento em que Lisa está experimentando o vestido de noiva. Enquanto os três tratam do casamento, a viúva entrega a chave do quarto de Lisa para Alan. Quando ele abre a porta do quarto, encontra Lisa nos braços de Colas, mas o destino premia os dois jovens que finalmente se casam com as bênçãos da mãe, a ira do velho Tomás e a indiferença infantil de Alan.

Sobre Jésus Figueiredo

Maestro Jésus Figueiredo é mestre pela Haute École de Musique de Genève (Suíça), com especialização em música antiga, regência, órgão e cravo. Atualmente é maestro colaborador da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde atua na preparação de óperas, concertos e regência de balés.

Foi maestro titular do Coro do Theatro Municipal por vários anos, participando de inúmeras produções operísticas. Entre as óperas que regeu destacam-se Orfeo (Monteverdi), Dido and Aeneas (Purcell), O Chalaça (Mignone), La Serva Padrona (Pergolesi), L’elisir d’amore (Donizetti), La tragédie de Carmen (Bizet/Brook), Theodora (Handel) e Rei Arthur (Purcell). Recebeu o Prêmio APCA pela preparação do coro em Don Quixote, de Massenet, O Colombo e Lo Schiavo, de Carlos Gomes, e esta última com destaque internacional pela crítica especializada.

Na regência de balés, conduziu títulos como O Quebra-Nozes, Don Quixote, O Corário, Giselle, Les Sylphides, Copélia, Raymonda, Le Spectre de la Rose e Catulli Carmina, com companhias como o Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e a Cia Brasileira de Balé. Em 2022, regeu a estreia mundial do balé Macunaíma, de Ronaldo Miranda, transmitido pela TV Brasil.

Vencedor do Concurso Nacional de Ópera de San Juan (Argentina, 2010), já regeu diversas orquestras no Brasil, Argentina e Suíça. Desde 2022, dirige o Ensemble Gravidades, com o qual vem divulgando repertórios barrocos e brasileiros na Europa. É também diretor musical da Associação de Canto Coral.

Sobre Ricardo Alfonso

Formado pela Escola Nacional de Dança de Montevidéu, Uruguai, em 1986 ingressou no Corpo de Dança SODRE de Montevidéu, Uruguai, onde participou de todos os trabalhos por ela apresentados, como Giselle, Lago dos Cisnes, Coppélia, Baile de Graduados, Interpley, Mozartíssimo, As Quatro Estações, Carmina Burana, Dom Quixote, Gayané, etc.

Para o Ballet Hoy, dirigido por Ines Camou, Alfonso cria as suas primeiras coreografias profissionais. Com a Sociedade Uruguaia Pró-Ópera e Ballet Hoy, Alfonso intervém na encenação de Maria de Buenos Aires (Piazzolla-Ferrer) como assistente de direção cênica e coreógrafo e interpretando um dos personagens principais (El Gato); em Evita como dançarino e coreógrafo, e em Jesus Christ Superstar como dançarino.

Em 1994, juntamente com o Ballet Hoy, apresentou Sonata (Bach) e Entre Azul y Verdi (G.Verdi), obra que passou a fazer parte do repertório do Ballet SODRE.

O jornal EL País de Montevidéu considera a sua obra Entre Azul y Verdi como uma das “melhores obras coreográficas dos últimos tempos”, considerando Alfonso a “revelação coreográfica do ano”.

No Brasil, ele trabalha ao lado de Maria Waleska Van Helden, participando de diversas edições do Dança Alegre Alegrete, prestigiado evento brasileiro de dança. Em Santa Fé, junto com outros profissionais, fundou a TAIARTE, assumindo a direção de seu próprio grupo, o Ballet Contemporâneo de Santa Fé, para o qual criou Opus 3, Solo Vivaldi, Aires y Danzas Antiguas, Brahms para 10 bailarinos, Estrofas al Viento, entre outros.

No Ballet del Sur, sob a direção de Violeta Janeiro, Alfonso é professor e coreógrafo onde encena obras como: Entre Azul y Verdi, Canon, Sonata, Opus 64, Acto de las Sombras de Bayadere, Gayané e La Fille Mal Gardée. Juntamente com o Prof. Edgardo Blumberg, realiza Seminários de História da Dança e da Música para a Dança, desde a Antiguidade até o Século XIX, no Instituto Superior de Música, da Faculdade de Letras e Ciências da Universidade Nacional do Litoral. De 2010 a 2021 foi Diretor Principal do Ballet del Sur de Bahia Blanca. Obras que apresentou: Dom Quixote, Carmina Burana, Lago dos Cisnes, La Fille Mal Gardée, Cinderela, Giselle, La Sylphide, Las Silfides, Gayane, Cantares, Adaggietto, Tangos en Gris, Carnaval dos Animais, Ato das Sombras de La Bayadere, Retrato in memoriam: Edith Piaf, Mozartissimo, As 4 Estações, Opus 64, Entre Azul e Verdi, Concerto, Opus 3, Stabat Mater, Ares e Danças Antigas, Estâncias ao Vento, Sempre Buenos Aires, Memórias de um Lugar Amado , Suíte Napoli, Suíte Raymonda, On Target, Rodeio, A Visita de Terpsicore, Pas de Deux de Sylvia, Pas de Deux de Tchaikovsky, La Source Pas de Deux, A Morte do Cisne. Passeios a Buenos Aires (Gala Internacional de Buenos Aires, La Sylphide com Ludmila Pagliero), A Frutillar, Chile (Giselle com Marianela Nuñez, La Sylphide com Ludmila Pagliero), Dança Alegre Alegrete, Brasil, Guamini, Necochea, Mar del Silver com Iñaki Urlezaga em sua despedida do palco. Rodolfo Lastra Belgrano, Oscar Araiz, Domingo Vera, Liliana Belfiore, Sabrina Streiff, Gigi Caciuleanu são alguns dos coreógrafos convidados durante sua gestão. Em 2015, Alfonso foi o vencedor do Prêmio Máscara concedido pela Prefeitura de Santa Fé em reconhecimento à sua carreira. Em 2016 foi jurado do Prêmio Escenário do jornal UNO, de Santa Fé e de 2017 até o momento, jurado do Bahia Blanca do “Prêmio Federal Hugo”. Em 2019, o Ballet del Sur recebeu a Menção ao Mérito dos Prêmios Konex por estar entre as cinco melhores companhias da Argentina nos últimos 10 anos, período que coincide com a gestão de Alfonso como Diretor Principal. Em 2023, apresentou sua versão de La Fille Mal Gardée no Ballet Nacional SODRE, em Montevidéu, Uruguai. Desde dezembro deste ano é Coordenador do Teatro Municipal e Produção Artística 1º de Mayo da cidade de Santa Fé, Argentina.

Elenco:
Lise – Juliana Valadão / Manuela Roçado / Marcela Borges / Tabata Salles
Colas – Cícero Gomes / Alyson Trindade / Owdrin Kaew / Rodrigo Hermesmeyer
Madame Simone – Edifranc Alves / Saulo Finelon
Alain – Alyson Trindade / Luiz Paulo / Rodrigo Hermesmeyer

Datas elenco:
Dias 14/5 (estreia), 16 e 21
Juliana Valadão e Cícero Gomes

Dias 13/5 (geral), 17 e 23
Marcela Borges e Alyson Trindade

Dias 15/5, 20 e 24
Manuela Roçado e Rodrigo Hermesmeyer

Dias 19/5 (Projeto Escola) e 22/5
Tabata Salles e Owdrin Kaew
Ficha Técnica:

Concepção e Coreografia: Ricardo Alfonso
Supervisão Artística: Hélio Bejani e Jorge Texeira
Coordenação de Remontagem: Jorge Texeira
Ensaiadores: Jorge Texeira, Mônica Barbosa, Celeste Lima e Filipe Moreira
Cenografia: Manoel dos Santos
Figurinos: Tania Agra
Iluminação: Paulo Ornellas
Regente: Jésus Figueiredo
Design Gráfico: Carla Marins
Direção Geral: Hélio Bejani
Direção Artística Temporada 2026: Eric Herrero
Presidente FTM: Clara Paulino

Serviço:
La Fille Mal Gardée
Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal
Dias: 13/5, às 19h (Ensaio Geral) | 14 (estreia), 15, 16, 20, 21 22 e 23/5, às 19h | 17 e 24/5, às 17h | 19/5, às 14h (Projeto Escola)
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Endereço: Praça Floriano, s/n° – Centro
Duração: 1h45 + intervalo
1º ato – 50 min
2º ato – 35 min

Ingressos:
Frisas e Camarotes – R$90,00 (ingresso individual)
Plateia e Balcão Nobre – R$80,00
Balcão Superior e Lateral – R$50,00
Galeria Central e Lateral– R$30,00
Ingressos através do site www.theatromunicipal.rj.gov.br ou na bilheteria do Theatro.

Palestras gratuitas antes dos espetáculos
Classificação: Livre

Patrocinador Oficial @Petrobras
Onde tem Patrocínio Petrobras, tem Governo do Brasil
Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio Paradiso Rio, Amadança
Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do Lado do Povo Brasileiro

Centro Cultural Meritiense comemora Dia Internacional da Dança promovendo Festival artístico

Antes dos shows, representantes da dança abordaram o Projeto de Lei 4.768/2016 que dispõe a regulamentação da profissão

A Prefeitura de São João de Meriti, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, realizou na quarta-feira (29/04), um Festival de Dança para celebrar o Dia Internacional da Dança. O palco da atração foi no Centro Cultural Meritiense, em Jardim Meriti, e contou com 10 apresentações.

Com ritmos do jongo ao ballet, passando por charme, dança afro e dança ministerial, por exemplo, os movimentos foram apresentados por alunos do próprio Centro Cultural e dançarinos de grupos e companhias de dança da cidade, convidados a prestigiar a data.

Antes do festival, houve a composição da mesa do encontro que contou com a participação de representantes e produtores culturais e dançarinos profissionais que contextualizaram a dança no cenário socioeconômico-cultural, abordando os desafios enfrentados para fomentar a expressão artística e as políticas públicas de investimento.

Os participantes também comentaram sobre o avanço na área com o Projeto de Lei 4.768/16, que garante o reconhecimento profissional, regulamentando, desta forma, os direitos trabalhistas para funções como professores, coreógrafos entre outras inerentes à dança.

O subsecretário municipal de Eventos, Waguinho Júnior, destacou o impacto positivo que a dança trás para a cultura no município. “Aqui temos diversidade e isso demonstra os talentos que São João de Meriti tem e nós precisamos cada vez mais incentivar a arte, que tem uma importância gigantesca no fomento cultural meritiense”, observou o subsecretário.

Vozes do palco

Um dos convidados do evento, Anderson Dionísio, solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, elogiou a iniciativa da Prefeitura e reconheceu o poder transformador da dança, especialmente em ajudar crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade social.

“A dança salva e a dança cura. Já fui professor em projetos sociais e consegui ajudar muitos alunos. E esse evento é muito importante. Pode ser que uma criança, um jovem, ou até um adulto mesmo se interesse e queira se tornar um profissional da dança. E isso é um legado que fica”, expôs Anderson.

Corroborando com Anderson na questão da cura e, também, aluna de dança do Centro Cultural Meritiense, a jovem Isabel Alves, 16 anos, ressaltou o benefício conquistado após se dedicar à dança. “Depois que eu comecei a dançar me sinto melhor. Minha autoestima melhorou muito”, disse Isabel.

Histórico da data

O Dia Internacional da Dança é comemorado anualmente em 29 de abril porque é a data de nascimento de Jean-Georges Novarre, bailarino francês que viveu no século XVIII e que revolucionou a forma de se expressar através da dança ao publicar a obra Cartas Sobre a Dança, já expondo elementos do ballet dos dias de hoje.

A celebração foi instituída em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Foto: Gilberto Rocha

Cinema Inflável ocupa Cachoeiras de Macacu com sessões gratuitas de cinema ao ar livre na Praça Manoel Diz Martinez

Na reta final da temporada do projeto no estado, serão exibidos os filmes “A Casa Mágica da Gabby”, “Robô Selvagem” e “Nosso Sonho” entre sexta (1º) e domingo (3)

Apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Nubank, com apoio da TV Brasil, o Cinema Inflável chega a Cachoeiras de Macacu, no estado do Rio de Janeiro, para mais uma parada de sua temporada. Começando no feriado nacional do Dia do Trabalhador, o evento é uma opção gratuita de lazer para aproveitar com a família, com três noites de sessões de cinema ao ar livre entre os dias 1º e 3 de maio (sexta a domingo), na Praça Manoel Diz Martinez, com exibições sempre a partir das 19h. Realizado pela D+3 Produções, o projeto leva uma tela inflável de 60m² a localidades com acesso limitado às salas de cinema, seja por questões geográficas e/ou socioeconômicas, promovendo diversão para toda a comunidade. Além dos longas-metragens, a programação inclui recreação infantil, exibição de curtas e atividades culturais.

Com tela de 10 x 6 metros e capacidade para receber até 800 pessoas por sessão, o Cinema Inflável nasceu em 2013 como contrapartida social do Open Air Brasil e vem ampliando seu alcance nos últimos anos. Em 2025, o projeto percorreu 12 regiões do Distrito Federal e 12 localidades na Bahia, consolidando uma circulação que, hoje, já soma mais de 30 edições e 50 mil pessoas alcançadas. No estado do Rio de Janeiro, a atual temporada já mobilizou mais de 13 mil pessoas e entra agora em seu último mês de atividades, avançando para a reta final da circulação pelo estado. A iniciativa se destaca por levar acesso gratuito à cultura e ao cinema a territórios que muitas vezes não contam com salas de exibição, ocupando praças e espaços públicos com programação aberta e voltada à convivência e à diversão comunitária.

Durante a etapa em Cachoeiras de Macacu, a programação conta com atividades voltadas para o público infantil, realizadas sempre na abertura do evento, às 18h. A recreação fica por conta do projeto Espaços das Crias, que propõe oficinas baseadas no brincar como ferramenta de desenvolvimento, estimulando habilidades motoras, interação social e criatividade a partir da construção de brinquedos com materiais reaproveitados.

A programação começa na sexta-feira, 1º de maio, com a exibição de “A Casa Mágica da Gabby” (dublado, classificação livre), aventura em que Gabby e sua avó Gigi partem em uma viagem pela estrada, mas acabam enfrentando um imprevisto quando a valiosa casa de bonecas da menina cai nas mãos da excêntrica gata Vera. Antes da sessão, o público confere o curta “A Incrível Aventura das Sonhadoras Crianças contra Lixeira Furada e Capitão Sujeira”, de Beatriz Ohana, e participa da oficina de confecção de pipa de mão, que propõe a criação de brinquedos táteis com foco na expressão e na coordenação motora.

No sábado, 2, a tela inflável recebe “Robô Selvagem” (dublado, classificação livre), animação que acompanha a robô Roz em sua adaptação a um ambiente natural hostil, desenvolvendo laços inesperados com os animais locais. A sessão é antecedida pelo curta “O Eco Despertar: Um Chamado à Natureza”, realizado pelo MacacuCine em parceria com a Escola Municipal Engenheiro Elias Farhat. A programação de abertura inclui a oficina de confecção de chocalhos, que explora ritmo e musicalidade, seguida do espetáculo “Tempo de Brincar”, do grupo Cirandaria.

Encerrando a edição em Cachoeiras de Macacu, no domingo, 3 de maio, será exibido o longa nacional “Nosso Sonho” (classificação 12 anos), que retrata a emocionante trajetória da dupla Claudinho & Buchecha, dois dos maiores nomes do funk melody nacional. Antes da sessão, o público assiste ao curta “Encantada Macacu”, produzido pela Escola de Audiovisual e Novas Mídias MacacuCine. A abertura do evento conta com a oficina de confecção de brinquedo óptico – lupa mágica, que convida as crianças a explorar luz, imagem e os princípios que antecedem o cinema.

O Cinema Inflável seguirá pelo estado do Rio de Janeiro até o fim de maio, com próximas paradas em: Sumidouro (7 a 9/05), Sapucaia (15 a 17/05), Volta Redonda (22 a 24/05) e, por fim, no Parque Madureira (27, 28, 29, 30 e 31/05). Mais informações sobre a programação podem ser acompanhadas nas redes sociais do projeto, em @cinemainflavel.

SOBRE A D+3
A D+3 Produções é uma produtora carioca, com mais de 25 anos de história, idealizadora do Cinema Inflável. Além disso, é a representante brasileira do Open Air, maior cinema a céu aberto do mundo, para toda a América Latina, Portugal e Espanha. No seu portfólio tem ainda eventos icônicos como Rider Weekends, Claro Que É Rock, ArteCore, ColaborAmérica e BraJazz.

SOBRE O NUBANK
O Nu é uma das maiores plataformas de serviços financeiros digitais do mundo, atendendo 114 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. A empresa tem liderado uma transformação na indústria, usando dados e tecnologia proprietária para desenvolver produtos e serviços inovadores. Guiado por sua missão de combater a complexidade e empoderar as pessoas, o Nu atende à jornada financeira completa dos clientes, promovendo acesso e avanço financeiro com crédito responsável e transparência. A empresa se apoia em um modelo de negócios eficiente e escalável que combina baixo custo de atendimento com retornos crescentes. O impacto do Nu tem sido reconhecido em diversos prêmios, incluindo as 100 Empresas mais Influentes da Time, as Empresas Mais Inovadoras da Fast Company e os Melhores Bancos do Mundo da Forbes. Para mais informações, visite https://international.nubank.com.br/about/

PROGRAMAÇÃO
Cachoeiras de Macacu
De 1 a 3 de maio
Praça Manoel Diz Martinez – Centro, Cachoeiras de Macacu (em frente a Prefeitura)
Entrada gratuita

Dia 1º de maio (sexta-feira)
18h – Abertura do evento + Recreação Infantil Espaços das Crias + Oficina de Confecção de Brinquedo Movimento (Pipa de Mão)
19h – Início da sessão
Curta: “A Incrível Aventura das Sonhadoras Crianças contra Lixeira Furada e Capitão Sujeira”, de Beatriz Ohana
Filme: “A Casa Mágica da Gabby” (Dublado) | Classificação: Livre

Dia 2 de maio (sábado)
18h – Abertura do evento + Recreação Infantil Espaços das Crias + Oficina de Confecção de Brinquedo Sonoro (Chocalho) + Grupo Cirandaria apresentando “Tempo de Brincar”
19h – Início da sessão
Curta: “O Eco Despertar: Um Chamado à Natureza”, de MacacuCine e Escola Municipal Engenheiro Elias Farhat
Filme: “Robô Selvagem” (Dublado) | Classificação: Livre

Dia 3 de maio (domingo)
18h – Abertura do evento + Recreação Infantil Espaços das Crias + Oficina de Confecção de Brinquedo Óptico (Lupa Mágica)
19h – Início da sessão
Curta: “Encantada Macacu”, da Escola de Audiovisual e Novas Mídias MacacuCine
Filme: “Nosso Sonho” (Nacional) | Classificação: 12 anos

Orquestra Filarmônica Metropolitana leva Concertos Didáticos a São Gonçalo

Projeto gratuito aproxima jovens da música de concerto

A Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM) realiza, nos dias 28 de abril, 5 e 7 de maio, sempre às 17h, o projeto Concertos Didáticos, com apresentações gratuitas voltadas a crianças e adolescentes em São Gonçalo.

Ao todo, serão três concertos, com duração de cerca de 60 minutos cada, beneficiando aproximadamente 450 jovens. As apresentações serão conduzidas por diferentes formações de câmara da orquestra — quinteto de sopros, quarteto de cordas e quinteto de metais — proporcionando ao público uma experiência diversificada.

Mais do que apresentações musicais, os concertos têm caráter interativo e educativo. Durante os encontros, os alunos poderão conhecer de perto os instrumentos, entender suas características sonoras e descobrir como se constrói a música de concerto. A proposta é ampliar o acesso à cultura e despertar o interesse artístico em públicos que, muitas vezes, não têm contato com esse universo.

O repertório transita entre a música brasileira e internacional, reunindo clássicos como Asa Branca (Luiz Gonzaga), Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Mas, que Nada! (Jorge Ben), além de sucessos populares como Sweet Child O’ Mine (Guns N’ Roses) e How Deep Is Your Love (Bee Gees), criando uma ponte entre diferentes estilos e gerações.

“Quando aproximamos o jovem da música de concerto de forma acessível e interativa, não estamos apenas formando plateia, mas abrindo caminhos e despertando possibilidades”, destaca o maestro Gustavo Fernandes, à frente da Orquestra Filarmônica Metropolitana.

Além do impacto social, o projeto também contribui para o desenvolvimento contínuo dos músicos da OFM, fortalecendo suas práticas artísticas e pedagógicas por meio de ensaios e apresentações regulares.

Sobre a Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM):

Fundada pelo Instituto dos sonhos no município de São Gonçalo, a Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM) é um dos mais importantes corpos artísticos do Estado do Rio de Janeiro, reunindo músicos de excelência de diversos municípios da Metrópole e Região Serrana que têm como missão levar música de qualidade para todos os públicos valorizando o repertório e compositor Fluminense. Criada com o propósito de democratizar o acesso à música de concerto, a OFM acredita que a arte transforma vidas e deve estar presente em todos os espaços – dos teatros às praças, das escolas às comunidades.

Sobre o Instituto dos Sonhos:

Fundador e mantenedor da Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), o Instituto dos Sonhos é uma Organização da Sociedade Civil que desenvolve soluções para a Economia Criativa e no Terceiro Setor, gerando oportunidades por meio da cultura, da educação, da inovação e da sustentabilidade, com o objetivo de tornar sonhos possíveis e impulsionar a prosperidade.

Fundado por Rafael Vieira, o Instituto tem como missão promover soluções sociais nas áreas da cultura, do esporte e do meio ambiente, contribuindo para a geração de renda, a ampliação do acesso à educação, a promoção da saúde, o fortalecimento da confiança no futuro e a construção de trajetórias de prosperidade, tendo como eixo central a realização de sonhos.

Além da Orquestra Filarmônica Metropolitana, o Instituto dos Sonhos mantém a Escola de Música do Instituto dos Sonhos, atendendo cerca de 500 alunos em ações formativas continuadas e desenvolve o jogo educativo Recycle Rio, voltado à sustentabilidade e ao turismo consciente. Realiza e produz festivais; atua na organização de festas populares, como arraiás juninos e o carnaval de rua, e mantém o Hub IS, único Hub Criativo do município de São Gonçalo, por meio de sua incubadora de projetos voltada a iniciativas culturais e criativas do território.

SERVIÇO: Concertos Didáticos

Data: dia 28 de abril (terça-feira), às 17h
Quinteto de Sopros
Local: Alameda Pio XII, 86 – Zé Garoto – São Gonçalo

Data: dia 05 de maio (terça-feira), às 17h
Quarteto de Cordas
Local: Clube Tamarilândia (Rua José do Patrocínio, 86 – Porto Novo – São Gonçalo)

Data: dia 07 de maio (quinta-feira), às 17h
Quinteto de Metais
Local: Clube Tamarilândia (Rua José do Patrocínio, 86 – Porto Novo – São Gonçalo)

Entrada: Grátis

Foto: Erica Lopes

Galocantô homenageia Luiz Carlos da Vila no Municipal

Quinteto fará tributo ao renomado sambista em uma única apresentação no dia 2 de maio

O grupo Galocantô traz para Niterói, em uma única e imperdível apresentação, um merecido tributo ao renomado compositor Luiz Carlos da Vila no dia 2 de maio, às 19h horas, no Theatro Municipal. Os ingressos custam R$ 50 (inteira) e já estão à venda pelo site Fever. O repertório é composto pelos sucessos do álbum “Galocantô – Luiz Carlos da Vila 75 Anos”, gravado durante o show do grupo em homenagem ao sambista, realizado em dezembro de 2019 no então Theatro Net Rio (atual Teatro Claro +), mas também apresenta novos arranjos para canções que haviam sido lançadas na primeira homenagem do quinteto ao compositor, em 2015, agora com a utilização de baixo e bateria.

O álbum contou com as participações especiais de Moyseis Marques – que tem Luiz Carlos da Vila como uma de suas maiores influências – e Moacyr Luz, parceiro do homenageado. Além de sambas conhecidos, como “O show tem que continuar”, “Cabô, meu pai” e “Kizomba, festa da raça”, traz ainda duas canções compostas especialmente para o novo projeto do Galocantô: “A luz de um grande amor” (Luiz Carlos da Vila/ Fred Camacho) e “Um verso pra Luiz” (Moacyr Luz).

“Falar de Luiz Carlos da Vila é falar de amor, justiça, paz, esperança, brasilidade e fé. Sua obra imortal transcende o tempo. No ano em que o compositor completaria 75 anos, o Galocantô reitera a homenagem ao poeta”, exclama Marcelo Correia (violão 7 cordas, arranjador e diretor musical do projeto), que integra o grupo ao lado de Leandro Diaz (cavaco), Jorge André (percussão), Lula Matos (tantã) e Léo Costinha (surdo) – todos também nos vocais.

Reconhecido pela excelência do repertório, por seu trabalho autoral e pela qualidade de suas releituras para grandes clássicos, o Galocantô ganhou projeção na virada do século como uma das principais referências do samba contemporâneo. Logo em seu primeiro CD, conquistou a admiração de importantes nomes do samba, desde as velhas guardas até jovens sambistas, em diversas regiões do país.

O grupo tem forte ligação com Luiz Carlos da Vila desde a sua formação, tanto que seu primeiro nome, escolhido no início dos anos 2000, foi “Além da Razão”, sucesso de Vila em parceria com os irmãos Sombra e Sombrinha. Reciprocamente, a última música composta pelo poeta foi “O Galocantô”, feita especialmente para o quinteto, reforçando os laços entre eles.

Foto: Michelle Beff

“O que pintei quando desisti de pintar” no Rato Laboratório Experimental

A artista cearense Alice Dote chega ao Rio de Janeiro com o lançamento de seu primeiro livro de artista e a abertura da exposição individual O que pintei quando desisti de pintar. O projeto marca um momento de consolidação de sua trajetória e apresenta ao público carioca um recorte inédito de sua produção recente.

A produção de Alice Dote se constrói a partir de uma observação sensível do cotidiano, onde cenas aparentemente simples interiores domésticos, objetos e paisagens íntimas ganham densidade emocional e narrativa. Sua pintura opera em uma escala próxima, quase silenciosa, mas atravessada por tensões sutis entre presença e ausência, memória e experiência, consolidando uma investigação consistente sobre imagem e tempo.

A exposição que acompanha o lançamento do primeiro livro de artista de Dote e apresenta trabalhos inéditos unidos a certa ampliação do olhar sobre a produção da artista, incluindo obras em papel, desenhos e gravuras ainda pouco conhecidas em relação à sua pintura. O título, O que pintei quando desisti de pintar, aponta para um deslocamento na prática artística, onde o gesto de desistência se transforma em campo de experimentação e permanência. Durante a abertura, o público poderá adquirir um múltiplo em fine art, numerado e assinado pela artista, com reprodução da obra de capa do livro.

A programação inclui ainda uma conversa com Alice Dote, ao lado das artistas Marcia Falcão e Maria Antonia, com mediação da escritora e editora Manu Gama, propondo um debate sobre pintura e imagem na contemporaneidade. O evento acontece no Rato – Laboratório experimental de arte contemporânea, espaço localizado na Lapa que se dedica à experimentação e ao intercâmbio entre artistas e público. A exposição permanece em cartaz até o dia 2 de maio, com visitação mediante agendamento.

Cantor é compositor Moacyr Luz será homenageado com a Medalha Tiradentes

Com mais de quatro décadas de atuação, Moacyr Luz, será homenageado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com a Medalha Tiradentes, maior honraria do Parlamento fluminense. Os deputados aprovaram, em discussão única, nesta quinta-feira (16/04), o Projeto de Resolução 2.084/25, de autoria da deputada Dani Monteiro (PSol), que concede a homenagem ao artista. O texto segue para promulgação do presidente em exercício da Alerj, deputado Guilherme Delaroli (PL), e será publicado no Diário Oficial do Legislativo nos próximos dias.

Nascido no Rio de Janeiro, Moacyr construiu uma trajetória artística marcada por uma vasta obra que dialoga com o samba, o choro e a música popular brasileira. Ele tem composições que se tornaram parte do imaginário coletivo, interpretadas por grandes nomes da música nacional, como Beth Carvalho, Gilberto Gil e Maria Bethânia. O trabalho do músico tem impacto direto na promoção da cultura e na formação de novos artistas, sendo reconhecido como uma liderança no meio do samba.

Segundo a autora do projeto, a escrita de Moacyr é poética, refinada e afetiva. “Ela revela a alma da cidade e de seu povo, valoriza o cotidiano, os sentimentos, as histórias e os personagens que compõem a diversidade e a identidade cultural do Rio, por isso a importância de realizarmos uma homenagem como essa!”, garantiu Dani Monteiro.

Além de sua produção artística, Moacyr Luz é idealizador e uma das principais lideranças do Samba do Trabalhador, reconhecido como um importante espaço de resistência cultural, social e comunitária. Criado em 2005, o encontro se consolidou como símbolo de acolhimento, afirmação identitária e valorização da cultura popular, reunindo semanalmente milhares de pessoas no Clube Renascença e expandindo sua influência para outras regiões do Brasil e até para o exterior.

“La Chantin” de Cisco Merel na Kunsthalle Lissabon

O artista panamenho Cisco Merel apresenta La Chantin na Kunsthalle Lissabon, sua primeira exposição individual em Portugal. A instalação parte de uma palavra do calão panamenho para “casa” — derivada do inglês shanty — para investigar como o lar é construído e reconstituído em contextos de migração e desenraizamento.

Merel recupera essas formas arquitetônicas populares e as transpõe para estruturas elevadas, ventiladas e permeáveis, incorporando rodas e elementos móveis. O público é convidado a ativar as obras pelo movimento, gerando a cada deslocamento uma nova composição espacial.

Sobre as superfícies de madeira sobrepostas — técnica construtiva em que as tábuas são dispostas horizontalmente para escoar a chuva tropical —, cores vivas e contrastantes emergem não como ornamento, mas como afirmação de vitalidade e dignidade, fundadas numa “ética de sobrevivência” que transforma necessidade em resistência cultural.

VISITAÇÃO: até 30 de maio de 2026
LOCAL: Kunsthalle Lissabon | R. José Sobral Cid 9E – Lisboa

O artista Luiz Aquila expõe seis obras inéditas em coletiva no Paço Imperial

Luiz Aquila apresenta seis novos trabalhos na coletiva “Constelações – 40 Anos do Paço Imperial”, que comemora os 40 anos do espaço na Praça XV como centro cultural. Convertendo memória e território em linguagem visual, o artista ressignifica a experiência vivida na viagem de 15 dias que fez ao México, em outubro do ano passado, na série inédita “Impregnação e sensação”. Reinterpretados como construções sensíveis entre memória, formas e cores, Aquila produziu sobre os trabalhos inéditos sobre cartão, usando pastel, tinta guache e bastão de óleo.

“A viagem foi extremamente marcante, entre outros aspectos pela identificação cultural conosco, no Brasil: foi colônia ibérica, sofreu com a conquista, possui uma civilização local dos povos iniciais e ao mesmo tempo uma cultura material muito antiga. Lá é possível vivenciar uma herança muito sólida fisicamente. Todas essas situações de língua, tradição, floresta, deserto, arte popular incrível, a cor que eles aplicam sobre a arquitetura, tudo isso mexeu demais comigo. Além do contato com as pessoas locais. Todo esse conjunto de fatores estimulou meu repertório, como se já existisse dentro de mim. E eu cheguei aqui ‘impregnado de México’ depois de viajar bastante por longos percursos de carro e testemunhar as mudanças de paisagem, entre rochas e vegetação de deserto fantástica e, em um segundo plano, vulcões ativos e montanhas com neves eternas”, diz Aquila.

A exposição coletiva no Paço Imperial reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diferentes gerações, sob curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha (com equipe), e Ivair Reinaldim, membro do Comitê Brasileiro de História da Arte e do Conselho do Paço Imperial.

“Até hoje, Luiz Aquila foi um dos artistas mais atuantes no Paço Imperial, em individuais e coletivas marcantes, entre elas “Atelier FINEP” e ‘Caminhos do Contemporâneo’. Para mim, Aquila é um interlocutor permanente e seu vínculo com a instituição transcende o espaço físico ou histórico. Ele cultivou e mantém laços com Lauro Cavalcanti, que já dirigiu o Paço, e com Glauco Campello, arquiteto responsável pela restauração do edifício”, afirma Claudia Saldanha.

Além de Luiz Aquila, outros nomes consagrados – como Carlos Vergara, Anna Bella Geiger, Luiz Pizarro, Iole de Freitas, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Beatriz Milhazes – estão presentes através de suas obras, bem como artistas de várias gerações: Tiago Sant’Ana, Siwaju e os participantes do Prêmio PIPA Maxwell Alexandre, Cadu, Aline Motta e Enorê. Não se trata, portanto, de uma retrospectiva; o público verá algumas obras já mostradas antes, uma seleção de arte popular do Museu do Folclore e peças escolhidas do acervo do Museu do Inconsciente, fundado pela Dra. Nise da Silveira, e também do Museu Bispo do Rosário. Haverá, ainda exibição de vídeos de alguns artistas.

A coletiva vai até a 7 de junho de 2026. O Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48 – Centro. Funcionamento: de terça a domingo e feriados, das 12h às 18h. Entrada gratuita.

Sobre Luiz Aquila
Luiz Aquila é um dos mais ativos artistas brasileiros. Foi professor em Évora, Portugal; Universidade de Brasília; Centro de Criatividade da Unesco-DF e EAV Parque Lage-RJ, da qual foi diretor. Participou de mais de cem de exposições individuais e coletivas, como Bienal de Veneza; 17ª e 18ª Bienais SP e Brasil Século XX, 1994; retrospectivas no MAM-RJ, 1992; MASP-SP, 1993; Paço Imperial 2012 além de mostras individuais em museus e galerias de 1963 a 2026.