Roberto Burle Marx pelos amigos em exposição no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

Entre memórias, fotografias, documentos históricos e experiências imersivas, Roberto Burle Marx pelos amigos convida o público a descobrir a dimensão mais humana de um dos maiores criadores brasileiros. A exposição revela um artista movido pela amizade, pela música, pela diversidade cultural e pelo encontro entre arte e natureza, apresentando um olhar raro e afetivo sobre sua trajetória.

Muito além do paisagista que revolucionou a relação entre arte e natureza no Brasil, Roberto Burle Marx surge agora como anfitrião, colecionador, amigo, humanista e homem profundamente entrelaçado com a diversidade cultural que moldou sua trajetória. É essa dimensão menos conhecida de um dos maiores criadores brasileiros que ganha protagonismo em Roberto Burle Marx pelos amigos, exposição em cartaz no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, a partir do dia 1º de julho de 2026.
Com caráter imersivo, a mostra reúne cerca de 150 fotografias, documentos históricos, reproduções cenográficas, instalações interativas e ambientes sensoriais que conduzem o visitante por uma narrativa construída a partir das memórias de pessoas que conviveram com Burle Marx, especialmente em seus últimos anos de vida. A proposta desloca o olhar do artista monumental para revelar sua dimensão humana, doméstica e espiritual.

Idealizada pelo Memorial Judaico de Vassouras, a exposição percorre episódios pouco conhecidos da biografia de Burle Marx, como suas origens familiares, filho de um judeu alemão e de uma professora católica pernambucana de ascendência francesa, a passagem pela Alemanha durante a juventude e o impacto da ascensão do nazismo sobre sua família paterna. Fotografias inéditas e documentos históricos ajudam a compreender como essa herança multicultural reverberou em sua visão de mundo e em sua produção artística, especialmente em seus últimos anos de vida.

Sempre cercado por muitos amigos, Roberto Burle Marx cultivou relações que atravessaram sua trajetória pessoal e artística. Foi justamente a partir da convivência entre o multiartista e o geofísico Luiz Benyosef, cofundador e presidente do Memorial Judaico de Vassouras, que nasceu o projeto paisagístico concebido por Burle Marx em homenagem a dois imigrantes marroquinos de religião judaica, que foram impedidos de serem sepultados no antigo cemitério católico da cidade no século XIX, dando origem ao Memorial. A exposição apresenta esse episódio como uma das expressões mais sensíveis de seu compromisso com a memória histórica, a tolerância e o diálogo entre povos e culturas.

Ao longo do percurso, o público encontrará reproduções cenográficas da Sinagoga da Congregação Judaica do Brasil, último projeto realizado por Burle Marx pouco antes de sua morte, referências à Capela de Santo Antônio da Bica preservada no Sítio Roberto Burle Marx e ao projeto místico cabalistico Árvore da Vida, desenvolvido em parceria com sua grande amiga Sulamita Mareines. Judaísmo, catolicismo, religiosidade popular e sincretismo aparecem como elementos que atravessam sua filosofia de vida e ajudam a compreender uma produção artística guiada pela convivência entre diferenças.

Distribuída por duas galerias internas, corredor imersivo e pelo pátio do Centro Cultural Correios, a exposição amplia a experiência para além das salas expositivas. Inspirado nos jardins do Sítio Roberto Burle Marx (IPHAN), o espaço externo será ocupado por um percurso de contemplação formado por placas com frases do artista, evocando o convite permanente à reflexão que ele fazia por meio da natureza e da convivência.

Além dos jardins, a experiência expositiva mergulha na atmosfera do Sítio Roberto Burle Marx, espaço onde arte, natureza e hospitalidade se confundiam. Grandes reproduções fotográficas, objetos cenográficos, ambientes interativos e totens em escala humana aproximam o público de uma intimidade raramente apresentada ao grande público.

Entre corredores imersivos inspirados em sua visão de mundo, jardins cenográficos, documentos históricos e instalações sensoriais, a mostra revela um criador que transitava com igual liberdade entre paisagismo, pintura, desenho, botânica, cerâmica, cenografia, tapeçaria, joalheria e música, fazendo de sua obra uma síntese singular entre arte e vida.

Ao longo do período expositivo, a programação contará com visitas guiadas, exibições audiovisuais e encontros voltados à ampliação do debate sobre a obra e o legado de Roberto Burle Marx. Como ponto alto da programação, 4 de agosto, data de nascimento do artista, será celebrado com uma série de atividades especiais promovidas pela própria exposição. O público poderá assistir à exibição do documentário Eu, Roberto Burle Marx, seguida de conversa com a documentarista e pesquisadora Soraia Cals, codiretora do filme em parceria com a jornalista Tamara Leftel, participar de uma visita guiada com o historiador Joseph Benyosef e acompanhar um recital em homenagem ao artista com Ana Cecília Burle Marx, sobrinha de Roberto Burle Marx, e em sequência um recital com a pianista Miriam Grosman e a instrumentista Daniela Spielmann.

Mais do que celebrar um dos artistas fundamentais do século XX, Roberto Burle Marx pelos amigos propõe uma reflexão sobre memória, pertencimento e diversidade, mostrando que seu maior legado talvez não esteja apenas nos jardins que desenhou, mas na forma como compreendia a convivência entre pessoas, culturas e paisagens como uma verdadeira obra de arte.

Galeria Dobra/Artnova apresenta a exposição ‘Pulsar’

Com curadoria de Marcelo Rezende, reúne trabalhos de arte contemporânea sobre a pulsão de vida em sua forma mais crua

A Galeria Dobra/Artnova apresenta a exposição ‘Pulsar’, no dia 06 de junho, durante o Circuito Bhering, com curadoria de Marcelo Rezende, reunindo trabalhos de arte contemporânea sobre a pulsão de vida em sua forma mais crua: o impulso que move, que resiste, que insiste.

Os artistas apresentam trabalhos que pulsam entre o íntimo e o político, entre o orgânico e o simbólico, entre o desejo e a ruína. Obras que afirmam, de diferentes maneiras, a experiência de estar vivo.

No vocabulário psicanalítico, a pulsão de vida (Eros) é uma força que busca a união, a preservação da vida e a criação de unidades maiores, opondo-se à pulsão de morte (Thanatos), que visa à sua destruição e dissolução. Pulsão é pressão, potência, exigência de trabalho. É o que faz o corpo, a matéria e a imagem não ficarem inertes.

Criar é uma forma de libido; o artista cria porque deseja. Partindo dessas premissas, buscamos trabalhos de artes visuais que dialoguem com desejo, vida, afetos, transformação, intensidade, tensão, tesão, transcendência, sobrevivência e reinvenção.

A exposição propõe pensar a arte como campo de energia vital, como manifestação de forças internas e coletivas que atravessam o corpo, a cidade, a natureza e os modos de existência contemporâneos. Interessa-nos a potência do gesto, da matéria e da imagem como formas de resistência diante do esgotamento, da violência e da anestesia cotidiana.

Serviço

Exposição: Pulsar

Artistas: Adriana Montenegro, Aline Sampin, Ana Luiza Mello, Andrea Penteado, Beatriz Mardine, Benjamin Rothstein, Bruno Castaing, Carlomagno, Chris Jorge, Dany F , Danielle Castaing, Dirce Fett, Gloria Conforto, Gloria Seddon, Jasmina Di Monaco, Jérôme Poignard, Lalin Witch, Lucia Bianconi, Luís Teixeira, Marcelo Rezende, Marcela Wirá, Mônika Moreira, Paulo Amorim, Priscilla Ramos, Ricardo Bhering, Sergil e Valéria Bragança

Curadoria: Marcelo Rezende

Local: Galeria Dobra/Artnova

Rua Orestes, 28 – 2º andar – Fábrica Bhering – Santo Cristo – RJ

Abertura: 06 de junho – 14h – Circuito Bhering

Visitação: até 27 de junho de 2026

Dias e horários: quintas e sextas., das 12h30 às 17h, e aos sábados, das 10h às 18h

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Entrada gratuita

Censura livre

Exposição “Identidades – Uma geometria da memória” entra na reta final

Mostra gratuita fica em cartaz até 28 de junho no Centro Cultural Cauby Peixoto

A exposição “Identidades – Uma geometria da memória”, em cartaz no Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca, entra na reta final. Com visitação gratuita até o dia 28 de junho, a mostra, do artista visual e arquiteto Sandro Silveira, convida o público a refletir sobre temas como memória, identidade e diversidade.

Os visitantes vão encontrar trabalhos desenvolvidos por Sandro Silveira ao longo de uma pesquisa artística iniciada há mais de duas décadas. As obras apresentam rostos e formas inspirados em recordações, vivências e observações do cotidiano, construindo um conjunto visual que destaca a singularidade de cada indivíduo, mesmo diante de elementos aparentemente semelhantes. Com forte influência de sua trajetória na arquitetura e em instituições culturais de Niterói, o artista utiliza materiais diversos e composições geométricas para provocar o olhar do visitante e estimular reflexões sobre pertencimento, reconhecimento e memória.

A proposta da mostra também dialoga com o caráter educativo das artes visuais, aproximando conceitos da geometria e da arquitetura do processo criativo e convidando o público a observar como formas simples podem revelar diferentes possibilidades de representação da experiência humana.

“O Centro Cultural Cauby Peixoto nasceu com a missão de ampliar o acesso da população à cultura e criar novas oportunidades de encontro entre artistas, obras e público. Receber exposições como esta reafirma o papel do equipamento como um espaço vivo, aberto à diversidade de linguagens e à valorização da produção artística, contribuindo para fortalecer a vida cultural da Zona Norte e de toda a cidade”, destaca a secretária municipal das Culturas, Júlia Pacheco.

A programação faz parte da proposta do Centro Cultural Cauby Peixoto de democratizar o acesso à cultura e ampliar a oferta de atividades gratuitas na Zona Norte de Niterói. Em seus primeiros meses de funcionamento, o equipamento já se tornou uma importante referência cultural do território, reunindo exposições, espetáculos, sessões de cinema, ações formativas e iniciativas voltadas à valorização da produção artística local e ao encontro da população com diferentes linguagens culturais.

SERVIÇO

Exposição: Identidades – Uma geometria da memória

Artista: Sandro Silveira

Período: até 28 de junho

Local: Centro Cultural Cauby Peixoto (Alameda São Boaventura 263, Fonseca)

Horário: terça a domingo, das 10h às 18h

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Canal Brasil celebra o Dia do Cinema Brasileiro com maratona especial

Nesta sexta-feira, 19/06, a programação reúne os clássicos ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, ‘Cabra Marcado para Morrer’, ‘Carlota Joaquina, Princesa do Brazil’ e ‘Central do Brasil’ em homenagem ao audiovisual brasileiro

No dia 19 de junho, em celebração ao Dia do Cinema Brasileiro, o Canal Brasil exibe uma maratona especial a partir das 14h30. Em ordem cronológica, a programação reúne os maiores nomes do audiovisual brasileiro com quatro obras fundamentais que ilustram diferentes períodos e movimentos da nossa história cinematográfica.

A maratona começa às 14h30 com ‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’, de Glauber Rocha, relato ficcional que acompanha Manuel e Rosa, um casal de sertanejos e sua jornada pela sobrevivência em meio ao fanatismo religioso e à violência armada no Sertão. Considerado um marco do Cinema Novo, o filme foi exibido na 17ª Edição do Festival de Cinema de Cannes. Às 16h30, será exibido outro clássico do cinema nacional, o documentário ‘Cabra Marcado para Morrer’, de Eduardo Coutinho, um longa sobre a vida e a morte de João Pedro Teixeira, um líder camponês assassinado nos anos 60.

Às 18h30, tem o histórico e satírico retrato da vinda da família real portuguesa ao Brasil a partir do olhar da esposa de Dom João VI em ‘Carlota Joaquina, Princesa do Brazil’, de Carla Camurati. Para encerrar, às 20h10, o indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional ‘Central do Brasil’, de Walter Salles, um drama comovente estrelado por Fernanda Montenegro, uma escritora de cartas que parte em uma jornada para o interior do Nordeste para ajudar um menino a encontrar seu pai.

Maratona Dia do Cinema Brasileiro
Horário: Sexta, 19/06, a partir de 14h30

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) (120’)
Horário: Sexta, dia 19/06, às 14h30
Classificação: 16 anos
Direção: Glauber Rocha
Sinopse: Manuel se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido, o que faz com que fuja com sua esposa, e se junta aos seguidores do beato Sebastião, que promete o fim do sofrimento.

Cabra Marcado para Morrer (1984) (119’)
Horário: Sexta, dia 19/06, às 16h30
Classificação: 12 anos
Direção: Eduardo Coutinho
Sinopse: Nos anos 60, um camponês é assassinado e, sua história, contada num filme. Com o golpe de 1964, a filmagem foi interrompida. Dezessete anos depois, o diretor retoma questões adormecidas.

Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995) (100′)
Horário: Sexta, dia 19/06, às 18h30
Classificação: 14 anos
Direção: Carla Camurati
Sinopse: Um painel da vida de Carlota Joaquina (Marieta Severo), a infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal (Marco Nanini) com apenas dez anos e se decepcionou com o futuro marido. Sempre mostrou disposição para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente contrariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora.

Central do Brasil (1998) (108′)
Horário: Sexta, dia 19/06, às 20h10
Classificação: 12 anos
Direção: Walter Salles
Sinopse: Dora (Fernanda Montenegro) trabalha escrevendo cartas para analfabetos na Central do Brasil, estação de onde saem trens rumo à periferia do Rio de Janeiro. Uma de suas clientes é Ana (Soia Lira), que deseja escrever uma carta para o marido distante, acompanhada do filho, Josué (Vinícius de Oliveira). O menino sonha em encontrar o pai que nunca conheceu. Ao sair da estação, Ana morre em um acidente e deixa Josué abandonado. Mesmo a contragosto, Dora acaba acolhendo o garoto e se envolvendo com ele. A partir daí, os dois começam uma jornada pelo interior do país à procura do pai desaparecido.

Mulheres em Pixinguinha retorna aos palcos celebrando 30 anos de trajetória

Três décadas depois de sua criação, o projeto Mulheres em Pixinguinha retorna aos palcos em clima de celebração, memória e reverência à música brasileira. No dia 21 de junho, às 11h, no histórico Salão Assyrio (Theatro Municipal do Rio de Janeiro), no Centro do Rio, o espetáculo reúne a cantora Georgia Szpílman, a saxofonista Daniela Spielmann, a pianista Sheila Zagury e a percussionista Clarice Magalhães em uma apresentação comemorativa que marca os 30 anos de um dos projetos mais singulares dedicados à obra de Pixinguinha.

Criado nos anos 1990, o espetáculo nasceu com uma proposta ousada e pioneira: revisitar a obra de Pixinguinha sob uma perspectiva feminina. Em um universo historicamente dominado por homens, quatro mulheres ocuparam o centro do palco para reinterpretar e ressignificar a música de um dos maiores nomes da cultura brasileira. Trinta anos depois, o projeto continua com uma atmosfera atual e reafirma sua relevância artística e simbólica, além de apresentar – e presentear – para uma nova geração a obra de um mestre da música brasileira.
Mulheres em Pixinguinha é uma experiência cênico-musical. A exibição recria a atmosfera da antiga casa do compositor: móveis cobertos por lençóis brancos, a icônica cadeira de balanço, fotografias, piano e objetos que parecem guardar a memória viva de Pixinguinha. Aos poucos, o cenário ganha vida ao som do grupo, em uma espécie de ritual poético que faz o compositor “voltar” ao palco através da música.

O repertório atravessa clássicos eternizados na trajetória da música brasileira, como Carinhoso, Rosa, Lamentos, Ingênuo, Mundo Melhor e Naquele Tempo, além da rara Valsa Triste. Todos os arranjos foram desenvolvidos pelo próprio grupo, resultado de extensa pesquisa sobre as influências musicais de Pixinguinha — do choro ao samba, das bandas sacras às referências eruditas que dialogam até com Bach.

Ao longo de três décadas, as cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, Belo Horizonte, Cataguases, São Paulo, Recife, Fortaleza, Maceió e Salvador​ receberam o projeto, que acumulou histórias marcantes pelo Brasil. Passou por espaços emblemáticos como o Teatro Sérgio Porto (RJ), circuitos do SESC São Paulo e Clube do Choro de Brasília.

“Um momento especialmente simbólico aconteceu durante a gravação da música Rosa, no estúdio da CPC-UMES, em São Paulo. Na ocasião, o seresteiro Seu Adauto realizou sua última gravação em vida, falecendo no dia seguinte. O episódio transformou aquele registro em uma memória afetiva e histórica para o grupo”, lembra Szpílman.

O espetáculo celebra também a permanência feminina na música instrumental brasileira. Em um cenário ainda marcado pela desigualdade de gênero, Mulheres em Pixinguinha tornou-se referência de resistência artística, excelência musical e pioneirismo. Quando quatro mulheres sobem ao palco para reinterpretar sua obra, também estão contando a história da presença feminina na música brasileira.

“Durante 30 anos, mostramos que a música de Pixinguinha também pode ser narrada pela sensibilidade feminina, sem perder sua essência popular e sofisticada. Uma das minhas paixões sempre foi o choro e a obra de Pixinguinha, desde muito nova. Quando garota, não se estudava a música popular como hoje em dia e meu contato com o choro foi através das obras de Nazareth, mas o Pixinguinha não me saía da cabeça! Até que começamos a fazer Mulheres em Pixinguinha. Muito depois, fiquei sabendo por familiares que o Pixinguinha era muito amigo de um tio-avô meu, o querido tio Lulu. Ele era ginecologista da esposa do mestre e ficaram tão amigos que o Pixinguinha até tocou no casamento de uma outra tia minha (como um presente), para minha surpresa e deleite”, destaca Sheila Zagury.

“Como professora do CEFET-RJ e musicista que há décadas atua na formação de jovens, percebo algo muito bonito: Pixinguinha continua chegando às novas gerações com enorme força e emoção. Ao longo desses 30 anos do espetáculo Mulheres em Pixinguinha, levei sua música para salas de aula, rodas, ensaios e palcos, e é impressionante perceber como os jovens se reconhecem nessa sonoridade tão brasileira, sofisticada e afetiva. Seja através do choro, das gafieiras, das trilhas do imaginário brasileiro ou da liberdade de improvisação presente em sua obra, Pixinguinha continua vivo, atual e profundamente comunicativo. Sua música atravessa o tempo porque fala de identidade, de encontro e de emoção. E isso segue tocando quem escuta hoje, da mesma forma que tocava há décadas atrás”, explica Daniela Spielmann.

“Quando a gente se deu conta de que o projeto já completa 30 anos, veio um sentimento muito forte, porque a emoção continua como se fosse a estreia. A obra do Pixinguinha permanece viva, fresca, contemporânea. Fizemos uma pesquisa profunda sobre a vida e a música dele, trazendo influências que iam do ambiente familiar aos sons que ele ouvia ainda menino, escondido para acompanhar as rodas de samba dentro de casa. E o show traduz isso de uma forma muito própria: não é apenas uma roda de choro, é uma experiência cênica, teatral, elegante. A cada apresentação, vamos ‘desnudando’ a casa de Pixinguinha no palco, revelando memórias, sons e histórias. E o mais bonito é perceber que essa música atravessa gerações. A gente segue levando essa obra adiante e vendo novas gerações se encantarem por ela”, acrescenta Georgia Szpílman.

“Ando com um santinho de São Pixinguinha na carteira, para mim ele representa o que há de mais original na música popular brasileira, a genialidade que vem da mistura de influências. Aprendi isso como instrumentista e passo isso para meus alunos e alunas”, define Clarice Magalhães.
Com humor, delicadeza, virtuosismo e forte apelo cênico, Mulheres em Pixinguinha transforma cada apresentação em uma viagem emocional pela história do choro e da música popular brasileira.

Sobre as artistas do projeto

Georgia Szpílman – Cantora, a soprano destaca-se pela versatilidade. Iniciou a carreira nos musicais West Side Story, Revivendo Glenn Miller, Sapateando Duke Ellington e, recentemente, Sinatra Olhos Azuis. Possui vasta experiência camerística e dedica-se , pincipalmente, ao canto lírico. Tem atuado como solista em grandes produções como: Turandot (Liú), As Bodas de Fígaro (Condessa), Electra, Fosca (papel título), Viúva Alegre (Valentina), Cavaleria Rusticana (Lola), Norma (Clotilde), Carmen (Mercedes), La Traviata (Flora). Participou do Festival Internacional de Mulheres Compositora com obras de Jocy de Oliveira e na série Palavras Brasileiras – Momentos da História do Brasil em Música. Na Alemanha, apresentou-se com árias de Wagner, Lieds e canções de Villa-Lobos.

Sheila Zagury – Estudou piano erudito com Hermínia Roubaud, Maria Helena de Andrade, Daisy de Lucca, no Brasil, e, na França, com Victoria Melki, na École de Musique Alfred Cortot. Teve aulas com Antônio Adolfo, Tomás Improta e Luiz Eça. Fez bacharelado em Piano na Escola de Música da UFRJ e Licenciatura pela UNI-RIO, onde terminou o Mestrado em Musicologia em 1996, com grau máximo sua tese a respeito de Música Popular Brasileira. Integrou a Rio Jazz Orchestra e atualmente integra a Orquestra Lunar. Leciona na Escola de Música da UFRJ, nas cadeiras de Percepção Musical e piano popular.

Daniela Spielmann – Foi saxofonista da banda do programa “Altas Horas” (TV Globo), com Serginho Groisman. Estudou saxofone com vários músicos, como Juarez Araújo, Eduardo Neves e Idriss Boudria. Estudou na escola Americana Berklee, onde se aperfeiçoou no seu instrumento. Já se apresentou com Moreira da Silva, Carmem Costa, Mauro Diniz, Zé Keti e Nelson Sargento, entre outros. É integrante do conjunto de choro Rabo de Lagartixa. Atuou no CD “Tributo a Tim Maia” e também no Free Jazz, com a Orquestra de Vitor Santos. Professora de música do CEFET.

Clarice Magalhães – Idealizadora e gestora da Casa do Pandeiro, espaço cultural que inaugurou em 2024. Atuante nas rodas de samba e de choro com seu pandeiro há mais de 25 anos, tocou em dezenas de bailes, festivais de música e shows dentro e fora do Brasil. Em 2008 formou-se no Bacharelado em Música Popular Brasileira na UNIRIO. Desde 2005 se dedica também ao ensino do pandeiro. Em 2019 lançou seu método desenvolvido no Programa de Mestrado Profissional da UNIRIO e um canal no YouTube que hoje possui mais de 8 mil seguidores. Desde 2011 é regente da Orquestra de Pandeiros Tum Tá Que Tá, formada por seus alunos e alunas. Atualmente, integra o Quarteto Urubatan, grupo de choro e samba.

SERVIÇO
Mulheres em Pixinguinha – 30 anos
Com: Georgia Szpílman, Daniela Spielmann, Sheila Zagury e Clarice Magalhães
Data: 21 de junho – domingo
Horário: 11h
Local: Salão Assyrio – Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia), através do link https://feverup.com/m/657541 ou na bilheteria do Theatro
Endereço: Praça Floriano, S/Nº — Centro, Rio de Janeiro
Classificação: Livre

Grande exposição indígena reúne 35 obras de oito artistas no MAC Niterói

Mostra propõe uma releitura da história da Baía de Guanabara a partir das cosmologias indígenas e reúne artistas de sete povos originários no MAC Niterói

“Ohpeko Dihtara_Travessias da Guanabara” tem concepção de Daiara Tukano e foi inaugurada nesta sexta-feira, 13 de junho. Com curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a mostra integra o projeto Encontro com Arariboia e ficará aberta até 23 de agosto de 2026.

O Ministério da Cultura, a Prefeitura de Niterói, a Secretaria Municipal das Culturas e a Petrobras apresentam a exposição no Museu de Arte Contemporânea (MAC Niterói). A abertura ao público acontece em 13 de junho, às 13h. A visitação será realizada de terça a domingo, das 10h às 18h.

Com concepção de Daiara Tukano e curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a exposição reúne oito artistas indígenas de sete povos diferentes e quatro regiões do Brasil. São 35 obras em linguagens como pintura, vídeo arte e produções têxteis. Participam da mostra, além de Daiara e Denilson, os artistas Gustavo Caboco, Naine Terena, Kaya Agari, Yaka Huni Kuin, Rita Huni Kuin e Renata Tupinambá (Aratykyra).

Parte das obras foi produzida especialmente para a exposição, enquanto outras pertencem a acervos representados pelas galerias A Gentil Carioca, Almeida & Dale e Carmo Johnson Projects. O Instituto MECA também apoiou residências artísticas para Yaka Huni Kuin e Kaya Agari.

A exposição integra o projeto Encontro com Arariboia, lançado em março de 2026 com um seminário que reuniu lideranças indígenas de diversas regiões do país para discutir memória, ancestralidade e futuro dos povos originários.

Sobre a exposição

“Ohpeko Dihtara” significa “lago de leite” na língua tukano e remete ao berço da criação da humanidade segundo a cosmologia desse povo. Associado à Baía de Guanabara, o conceito da mostra relaciona origem, deslocamento, transformação e resistência indígena diante da colonização e de seus impactos contemporâneos.

A exposição propõe uma releitura da história brasileira a partir de uma perspectiva indígena, deslocando a centralidade da narrativa colonial e destacando a Baía de Guanabara como território ancestral ainda vivo. Todos os textos da mostra serão apresentados em português e também traduzidos para o nheengatu.

Sobre o projeto Encontro com Arariboia

Segundo Daiara Tukano, a região da Baía de Guanabara é um local sagrado para os povos indígenas. O projeto busca promover escuta, articulação de saberes e fortalecimento das identidades indígenas, revisitando a trajetória histórica do cacique Arariboia e sua relação com a fundação de Niterói.

Serviço

Exposição: Ohpeko Dihtara_Travessias da Guanabara
Local: MAC Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói (RJ)
Período: 13 de junho a 23 de agosto de 2026
Horário: Terça a domingo, das 10h às 18h (entrada até 17h30)
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Quartas-feiras: entrada gratuita
Classificação: Livre

Casa Museu Eva Klabin recebe exposição “Nossa América” que aproxima a arte contemporânea latino-americana de seu acervo histórico

Com curadoria de Camilla Rocha Campos e Claudia Jaguaribe, mostra reúne cerâmicas, fotografias, grafismos e obras contemporâneas e ancestrais ligadas a diferentes tradições das Américas

A Casa Museu Eva Klabin inaugurou no dia 11 de junho (quinta-feira), a exposição “Nossa América”, com produções visuais que atravessam objetos, vegetações, animais, espíritos e paisagens do continente ao longo de séculos, propondo um presente que mantém o ancestral e o contemporâneo vivos. Assinam a curadoria Camilla Rocha Campos, diretora artística da Casa Museu Eva Klabin; e Claudia Jaguaribe, artista visual e fotógrafa carioca, formada pela Boston University, cuja trajetória investiga as relações entre paisagem, território, meio ambiente e construção da imagem contemporânea. “Nossa América” está aberta à visitação gratuita até 6 de setembro, de quarta-feira a domingo, das 14h às 18h.

A exposição parte da ideia de que as imagens e objetos não pertencem apenas ao passado, nem devem ser vistos como documentos arqueológicos ou registros isolados de uma tradição. Eles aparecem como presenças ativas, capazes de construir leituras próprias sobre a história, o território e as relações entre humanos, natureza e espiritualidade. O percurso propõe um olhar para a produção visual latino-americana, a partir do acervo de arte andina da Casa Museu Eva Klabin, como um campo de pensamento, no qual formas, matérias e símbolos seguem disputando sentidos no presente.

Orientada pela noção de temporalidade ch’ixi, formulada pela socióloga boliviana Silvia Rivera Cusicanqui, a exposição se estende a campos de coexistência, em que o ancestral e o contemporâneo não se sucedem, mas se mantêm em tensão. Desta forma, cerâmicas, grafismos, pinturas e imagens fotográficas não são evocadas como vestígios de um passado apenas, mas, sobretudo, como presenças que respiram e seguem moldando o agora. “Nossa América” reconhece a coexistência de múltiplas temporalidades e celebra a força própria das narrativas visuais das Américas, que se expressam com total autonomia.

A pluralidade de “Nossa América” ganha forma em obras de artistas e coletivos como Ateliê Arte Mangue Marajó, coletivo de ceramistas da Ilha do Marajó; Billy Hare, fotógrafo peruano; Cisco Merel, artista panamenho que trabalha a abstração a partir da arquitetura e dos contrastes sociais; Emilia Estrada, argentina radicada no Rio; Gabriella Marinho, que desenvolve pesquisa com barro, argila e terra; Jaider Esbell, artista Macuxi; Julia Isidrez, ceramista paraguaia ligada a uma tradição de matriz Guarani; Laíza Ferreira, artista visual e educadora que investiga relações entre corpo, botânica, memória e arquivo; Martín Chambi, referência da fotografia andina; Olinda Silvano, artista Shipibo-Konibo e maestra do kené; Uýra, artista de Santarém radicada em Manaus; Yael Martínez, fotógrafo documental e artista visual mexicano, membro pleno da Magnum Photos, que aborda violência, ausência e memória a partir de intervenções em suas imagens; Yaka Huni Kuin, integrante do MAHKU; entre outros nomes e produções vinculadas a diferentes povos e territórios das Américas.

Ao promover esse encontro, a exposição torna-se também um convite para a expansão dos horizontes de sua própria vitrine, a Casa Museu Eva Klabin, ampliando o vocabulário de suas raízes mais clássicas e afirmando as produções latino-americanas como modos próprios e persistentes de conceber o mundo.

Esta é uma exposição organizada pela Casa Museu Eva Klabin, com o apoio de Everaldo Molduras. A Mostra tem como fornecedores oficiais a ArtQuality e a Peppermint Eventos e conta com a parceria de mídia da Revista Piauí.

SERVIÇO “Nossa América”
Abertura: 11/06 (quinta-feira), das 18h às 21h
Visitação: 11/06 a 06/09 – Quarta a domingo, das 14h às 18h
Local: Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa, nº 2480 – Lagoa Rodrigo de Freitas) – Rio de Janeiro – RJ
Entrada gratuita
Classificação: Livre
Informações: evaklabin.org.br
Instagram: @casamuseuevaklabin

Sobre Camilla Rocha Campos (curadora)
Diretora Artística da Casa Museu Eva Klabin (Rio de Janeiro), é curadora, escritora e membro do conselho do Pipa Prize. Atua como consultora em artes visuais no Museu do Amanhã, IPEAFRO e em instituições internacionais sem fins lucrativos, como EhChO e Gasworks. Foi Diretora Artística da Residência Internacional CAPACETE e coordenadora de residências no MAM Rio e do Programa de Formação da EAV Parque Lage. Com trajetória internacional, realizou projetos na Saastamoinen Foundation, Lugar a Dudas, Q21, UKS, Bamboo Curtain Studio e Arika. Atualmente, Camilla desenvolve doutorado na Goldsmiths, University of London, no Reino Unido.

Sobre Claudia Jaguaribe (curadora)
Claudia Jaguaribe é artista visual e fotógrafa carioca. Vive e trabalha entre São Paulo e Rio de Janeiro. Formada em História da Arte, Artes Plásticas e Fotografia pela Boston University (EUA), desenvolve uma trajetória marcada pela investigação das relações entre paisagem, território, meio ambiente e os processos de construção da imagem contemporânea. Sua produção articula questões ligadas à representação do real, explorando a fotografia não apenas como registro, mas como dispositivo conceitual capaz de produzir múltiplas camadas de leitura. Ao tensionar os limites entre realidade e subjetividade, suas obras estimulam novas formas de percepção, criando narrativas que desafiam o olhar e expandem a compreensão do que é visto. A pesquisa de Jaguaribe também se dedica à materialidade da fotografia e à constante reinvenção de seus suportes e linguagens. Seus trabalhos frequentemente ultrapassam os formatos tradicionais da imagem fotográfica, transformando-se em fotoesculturas, instalações, vídeos e projetos que incorporam recursos digitais e plataformas online. Essa experimentação amplia o campo da fotografia e questiona seus próprios fundamentos, aproximando-a de outras práticas da arte contemporânea. Desde o início de sua carreira, sua produção mantém estreita relação com a pesquisa editorial. Muitas de suas séries encontram no livro de artista e no fotolivro sua forma definitiva de expressão. Autora de mais de vinte publicações, reconhecidas pela singular integração entre fotografia, design gráfico e narrativa visual, cofundou, em 2013, a Editora Madalena, dedicada à publicação e difusão de fotolivros de artistas brasileiros e internacionais. Sua obra integra importantes coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior, entre elas o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Inhotim, o Itaú Cultural, o Instituto Moreira Salles, o Victoria and Albert Museum, a Maison Européenne de la Photographie, o Istituto Italo-Latino Americano e o Hangar Centro de Investigação Artística, entre outras instituições de destaque.

Sobre a Casa Museu Eva Klabin:
Uma das primeiras residências da Lagoa Rodrigo de Freitas, a Casa Museu Eva Klabin reúne mais de duas mil obras que cobrem um arco de tempo de cinco mil anos, desde o Antigo Egito (3000 a.C.) ao impressionismo, passando pelas mais diferentes civilizações. A coleção abrange pinturas, esculturas, mobiliário e objetos de arte decorativa e está em exposição permanente e aberta ao público na residência em que a colecionadora viveu por mais de 30 anos. A Casa oferece programação cultural variada, que inclui, além das visitas ao acervo, exposições temporárias de artistas contemporâneos, oficinas, cursos e conferências para adultos e crianças. Enquanto referência no calendário cultural do Rio de Janeiro, a programação musical conta com a série Concertos de Eva, com os Concertinhos de Eva, dedicados ao público infantil, e com o programa Pôr do Sol, shows da nova MPB no jardim. A Casa Museu se mantém no ano de 2026 como espaço de troca de ideias e aprendizados no presente, mantendo um diálogo constante com o passado e encontrando sua originalidade na combinação entre o clássico e o contemporâneo.

Roberto Carlos fará show na Arena Niterói no dia 27 de junho

Ingressos começam a ser vendidos nesta quarta (10) para apresentação que marcará um dos primeiros grandes eventos do novo equipamento multiuso da cidade

Niterói receberá um dos maiores nomes da música brasileira ainda este mês. O cantor Roberto Carlos se apresentará no dia 27 de junho, às 20h30, na Arena Niterói, novo equipamento multiuso da Prefeitura de Niterói, localizado no Parque Poliesportivo da Concha Acústica, em São Domingos. Os ingressos para o espetáculo começam a ser vendidos nesta quarta-feira (10), ao meio-dia pelo site da Eventim Brasil e às 14h na bilheteria oficial na Sala Nelson Pereira dos Santos.

A apresentação integra a turnê “Eu ofereço flores”, inspirada no EP lançado pelo artista em 2024, e reunirá sucessos que marcaram diferentes gerações ao longo de mais de seis décadas de carreira. O show será um dos primeiros grandes eventos realizados na Arena Niterói, que será inaugurada neste mês para ampliar a capacidade da cidade de receber atrações esportivas, culturais e de entretenimento de porte nacional e internacional.

A Arena Niterói é um espaço moderno, climatizado e com tratamento acústico, preparado para sediar competições esportivas, shows, exposições e eventos de grande porte. O equipamento é a primeira grande arena indoor da região da Baía de Guanabara fora da capital fluminense e faz parte do projeto de revitalização do Parque Poliesportivo da Concha Acústica, que também inclui campo de futebol de grama sintética com dimensões oficiais, quadra poliesportiva, palco para eventos, quadras de tênis e volei de praia e pista de caminhada.

Além da estrutura voltada ao esporte, a arena reforça a estratégia da Prefeitura de impulsionar a economia criativa, o turismo e a revitalização da região central da cidade, atraindo grandes eventos e ampliando as opções de lazer para moradores e visitantes. A expectativa é que o novo equipamento se consolide como um dos principais palcos para eventos do estado do Rio de Janeiro.

Serviço
Show Roberto Carlos – Turnê “Eu ofereço flores”
Data: 27 de junho de 2026 (sábado)
Horário: 20h30
Abertura dos portões: 18h30
Local: Arena Niterói – Avenida Visconde do Rio Branco 679, São Domingos

Venda de ingressos
Início das vendas: 10 de junho, ao meio-dia
Online: Eventim Brasil
Bilheteria oficial: Sala Nelson Pereira dos Santos
Avenida Visconde do Rio Branco 880, São Domingos
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 14h às 19h

Classificação etária: 18 anos. Menores de idade somente acompanhados dos responsáveis legais.

Mais informações:
Site oficial de Roberto Carlos: www.robertocarlos.com
Central de Atendimento Eventim: https://www.robertocarlos.com/agenda/show-niteroi-rj-2/

Banda Peyote lança seu novo single ‘True Crime’, com participação especial de Sergio Guizé, no dia 19 de junho, em todas as plataformas, pela Caravela Records

A banda Peyote lança seu novo single ‘True Crime’, um pop folk com participação especial de Sergio Guizé. A canção fala sobre a violência na cidade do Rio de Janeiro pela perspectiva das mães aflitas que não sabem se seus filhos voltam para casa e sobre o valor da vida dos nossos jovens. Ao mesmo tempo, a música também nos faz refletir sobre o futuro de uma cidade, onde crianças e jovens cheios de talento, têm suas vidas desperdiçadas e banalizadas diariamente no cenário que vivemos. A faixa tem ainda a participação de Glauco Mendes, baterista de bandas como Lagum e Tianastacia, a qual integrou por muitos anos, entre outras.

“True Crime” será lançada no dia 19 de junho, em todas as plataformas, pela Caravela Records.

Peyote é uma banda feminina, feminista, rock n roll, pop rock, punk, reggae, eclética, disruptiva, ousada, cheia de coragem para ir contra muitas barreiras que as mulheres encontram, para seguir seus sonhos e contagiar seu público para que também se transforme em suas versões mais potentes e felizes! Lançou seu 1º álbum autoral em 2002, mas já com muita personalidade, com canções que falavam de amor e suas descobertas, arranjos ousados e lindas participações (como Milton Guedes na faixa Coleção). Atualmente, apresenta o álbum O que você nasceu pra ser? com faixas como Preciso Voltar Pra Casa e Fé na Vida, com participação de Luis Carlinhos.

Faz diversos shows em locais emblemáticos da cena carioca, já lançaram diversos singles e o álbum ‘O Que Você Nasceu Para Ser’. Parceiras de tantas composições, tiveram que desistir da música por várias questões, até decidir viver dela. Foi muita dedicação e trabalho. E mulheres, mães, madrastas que são, querem dar o exemplo de quem nunca desiste para os nossos filhos. É sonhar grande e trabalhar pra isso!

Ficha técnica

Andrea Barça – vocais

Sergio Guizé – vocais

Isabella Castilho – violão e guitarra

Adriana Freitas – violão e baixo

Glauco Mendes – bateria

Mixagem e masterização – Leandro Moreira Pinto

Letra

Andrea Fernandes/Isabella Castilho

Arranjo Banda Peyote

True Crime

Drown in the city ́s chaos

In a poor community in the hill

We are all prisoners that live in constant fear

With homes in pieces with no will

Raising kids alone,

She drinks a beer in a Friday night

But she found herself in wrong place and time, she plays a game with her life

Mothers look for their kids that were recruited by crime

She never knows if they’ll come back home alive

Was it all real or happening in her mind

Forgotten by the system to keep on fighting

Should we find happiness in Carnival

Who never received any love at all

Chorus:

As if there weren’t dreamers

As if there weren’t poets

As if there weren’t someone’s kids

Lost in prisons or left in the streets

Locked in thick walls

Looking for protection

While she sings her life, nobody cares about

Just empty minds with no action

Who would risk their life to save the mother

Would she be allowed to have fun?

The burden that she carries, the guilty in her mind

She never knows what she will find

She saw kids at traffic lights juggling to survive

Their dreams being smashed by the drug fight

In the news people stops to watch a true crime

She saw heroes risking their lives to save others from the war

Killing each other, they can never go far

Running away for a new place to hide

Flashlights of my life

Choices to survive in your eyes

Flashlights of my wasted time

Chances to survive at your hands and mind

As if there weren’t dreamers

As if there weren’t poets

As if there weren’t someone’s kids

Lost in prisons or left in the streets Lost in prisons or left in the streets

Redes

Instagram: https://www.instagram.com/peyotebanda/

Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2jlDdJ58pw1y20cCSrmbPF?si=oQeP4AMkQc2TnT7l2aLseQ

YouTube: https://www.youtube.com/@bandapeyote

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Selo: Caravela Records

Com exposição inspirada em best-seller de Stefano Mancuso, Sesc RJ abre galeria de artes nos arredores da Candelária

Mostra “Revolução das Plantas” reúne fotografias, instalações, pinturas e gravuras e pode ser vista até outubro

O Sesc RJ inaugurou, nesta terça-feira (09/06), a exposição “Revolução das Plantas”, inspirada no best-seller homônimo do escritor e neurobiólogo italiano Stefano Mancuso. A mostra marca a abertura da VÃO, a galeria de arte do Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ (CCCS), localizada na Avenida Presidente Vargas, 62, próxima à Candelária, no Centro do Rio.

Com curadoria de Marcelo Campos, a exposição reúne fotografias, instalações, pinturas e gravuras dos artistas Ana Kemper, Beta Azevedo, Castiel Vitorino Brasileiro, Isa Muriá, Luiz Zerbini, Moara Tupinambá, Renata Padovan e Rosana Palazyan. As obras apresentadas transitam entre natureza e tecnologia. A visitação gratuita poderá ser feita de terça a sábado, das 10h às 17h, até 10 de outubro.

Localizada no térreo do edifício, a galeria VÃO passa a integrar o corredor cultural da região, ao lado de espaços como o CCBB, a Casa Brasil e o Centro Cultural Correios. O local também está próximo ao MAR e ao Museu do Amanhã, conectados pela Orla Conde.

“A galeria nasce do desejo institucional de criar um espaço que cultive, na mesma proporção, a mediação e divulgação do conhecimento científico, a fruição artística e a reflexão crítica, fios costurados a partir do diálogo entre os programas Cultura e Educação do Sesc RJ, no intuito de pensar mundos contemporâneos nos quais caibam outros mundos, bem como as diversas formas de habitá-los”, comenta Moises Nascimento, coordenador do CCCS.

Stefano Mancuso no Brasil

Autor de obras como “Revolução das Plantas”, que o tornou referência global no debate sobre outras formas de inteligência e organização coletiva, Mancuso é professor da Universidade de Florença e um dos pesquisadores mais reconhecidos do mundo no campo da neurobiologia vegetal. Suas pesquisas sobre inteligência, memória e comunicação das plantas redefiniram o modo como a ciência compreende o reino vegetal. Em sua primeira visita ao Brasil, Mancuso participou da abertura da exposição nesta terça-feira (9), onde também ministrou uma palestra.

O Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ (CCCS) é uma iniciativa da instituição dedicada à mediação do conhecimento em sua dimensão plural, ao encontro entre ciência e arte, entre a produção acadêmica e a experiência pública. O espaço irá oferecer uma programação contínua de cursos, mediações, encontros, exposições e atividades baseadas na interseção entre ciências e humanidades.

SERVIÇO
Exposição “Revolução das Plantas”
Visitação: 10/06 a 10/10/2026, de terça a sábado, das 10h às 17h
Local: VÃO – Galeria de artes do Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ
Endereço: Av. Presidente Vargas, 62, Centro – Rio de Janeiro
Entrada gratuita