Programação no Reserva Cultural tem 14 filmes inéditos de seis países, além de sessões seguidas de debates
A partir desta quinta-feira (23) até o dia 29 de abril, o Reserva Cultural, em São Domingos, vai receber a segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision. O evento tem apoio da Prefeitura de Niterói, através da Secretaria de Economia Criativa e Ações Estratégicas pelo Programa NAV (Niterói Audiovisual), e da Fundação de Arte de Niterói (FAN). A cerimônia de abertura do festival vai acontecer nesta quarta-feira (22) somente para convidados, também no Reserva Cultural.
Em 2026, o festival apresenta 14 filmes inéditos e reconhecidos nos principais festivais internacionais: são cinco produções da França; três da Alemanha; três da Itália, uma da Espanha, uma da Suíça e uma da Polônia.
“Vamos receber a segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision. No ano passado, o evento foi um sucesso, e este ano não será diferente. Niterói tem se consolidado como uma das principais referências culturais do Brasil. Receber este evento reforça a vocação da nossa cidade para a arte. É um orgulho ver Niterói no roteiro internacional do cinema e promover esse intercâmbio cultural com grandes produções europeias”, destaca o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
A programação do Festival de Cinema Europeu Imovision inclui sessões seguidas de debate com os artistas internacionais. Na quinta-feira (23), data de início do festival, o Reserva Cultural de Niterói terá uma sessão especial de “E Seus Filhos Depois Deles”, às 13h, que ao final contará com debate com os diretores franceses Ludovic & Zoran Boukherma.
Na mesma data, às 17h, o prestigiado diretor espanhol Julio Medem participa de debate com o público após a exibição de seu novo filme, “Oito Décadas de Amor”. Em seguida, às 20h30, a atriz italiana Barbara Ronchi apresenta a sessão e participa do debate de “Diva Futura”. Na sexta (24), às 13h, “Beladona” terá exibição seguida de debate com a diretora lituana Alanté Kavaïté.
“O apoio a este festival é mais uma iniciativa do Niterói Audiovisual, um programa estratégico para impulsionar este mercado, gerar negócios e empregos em toda a cadeia produtiva do setor. O impacto na cultura se reverbera em setores como turismo e serviços, também muito importantes para o desenvolvimento econômico e social da nossa cidade”, disse o secretário de Economia Criativa e Ações Estratégicas, André Diniz.
“Ao apoiar o Festival de Cinema Europeu Imovision, a gestão pública municipal, por meio tambémda Fundação de Arte de Niterói, reforça seu compromisso com a diversidade artística e cultural para a população. Essa é uma oportunidade para o público ter acesso a filmes premiados e produções que normalmente não chegam ao circuito comercial, ampliando o contato com diferentes histórias e culturas”, avalia Micaela Costa, presidenta da Fundação de Arte de Niterói.
Os filmes que serão exibidos na segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision, no Reserva Cultural, são os seguintes:
‘As Cores do Tempo’ (Colours of Time), de Cédric Klapisch (França)
‘O Grande Arco de Paris’ (The Great Arch), de Stéphane Demoustier (França)
‘E Seus Filhos Depois Deles’ (And Their Children After Then), de Ludovic & Zoran Boukherma (França)
‘Beladona’ (Beladonne), de Alanté Kavaïté (França)
‘A Divina Sarah Bernhardt’ (Sarah Bernhardt, La Divine), de Guillaume Nicloux (França)
‘Mirrors No. 3’ (Miroirs No. 3), de Christian Petzold (Alemanha)
‘Amiga Silenciosa’ (Silent Friend), de Ildikó Enyedi (Alemanha)
‘Uma Infância Alemã’ (Amrum), de Fatih Akin (Alemanha)
‘Querendo ou Não’ (Damned If You Do, Damned If You Don’t), de Gianni Di Gregorio (Itália)
‘Diva Futura’, de Giulia Louise Steigerwalt (Itália)
‘5 Segundos’ (Five Seconds), de Paolo Virzì (Itália)
‘Oito Décadas de Amor’ (8), de Julio Medem (Espanha)
‘Erupcja’, de Pete Ohs (Polônia)
‘Rebelião Silenciosa’ (Silent Rebellion), de Marie-Elsa Sgualdo (Suíça)
A programação completa está no site: https://www.reservacultural.com.br/niteroi/
Sob regência do maestro Sammy Fuks, concerto une samba e música de concerto em uma experiência inédita e gratuita
O samba ganha dimensão sinfônica em um encontro especial no coração do Rio de Janeiro. No dia 30 de abril, às 19h, o palco do Teatro João Caetano reúne, pela primeira vez, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) e o sambista Dudu Nobre no evento O Samba em Concerto. Carioca e um dos grandes nomes do gênero no país, o artista lidera essa apresentação inédita ao lado de jovens músicos que trazem frescor, talento e uma energia contagiante ao espetáculo.
Sob a regência do maestro Sammy Fuks, o concerto parte de um encontro potente: a força rítmica e popular do samba com a riqueza sonora da formação sinfônica. Mais do que uma fusão de estilos, o concerto revela novas possibilidades para canções já conhecidas do público, ampliando suas cores e emoções sem perder a sua essência.
De um lado, um dos maiores nomes do samba contemporâneo; de outro, jovens músicos que fazem da excelência artística uma ferramenta de transformação social. O resultado é uma experiência que amplia fronteiras estéticas e reafirma a força da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.
No repertório, sucessos consagrados ganham versões sinfônicas com novos arranjos. Canções como Água da Minha Sede, Estava Perdido no Mar, A Grande Família, Deixa Estar e O Show Tem Que Continuar conduzem o espetáculo, ao lado de outros clássicos que atravessam gerações e integram o imaginário afetivo do público brasileiro.
Com entrada gratuita, a apresentação reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura e amplia o alcance de uma produção artística de alta qualidade. A iniciativa também evidencia o papel da música como instrumento de inclusão, formação e cidadania.
“A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro tem como essência a inovação. Estamos sempre buscando novos caminhos — seja em turnês internacionais, seja em encontros que ampliam o nosso repertório e o nosso olhar. Dividir o palco com um artista da grandeza de Dudu Nobre é uma honra! É mais do que uma celebração: é a união entre a tradição do samba e a potência de uma juventude que conhece, respeita e recria essa música com frescor e entrega”, destaca Fiorella Solares, fundadora da orquestra.
Criada em 2014, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) é fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil e reúne jovens talentos, em sua maioria oriundos de contextos de vulnerabilidade social. Ao longo de sua trajetória, o grupo vem se consolidando como um dos mais relevantes projetos socioculturais do país, promovendo não apenas excelência artística, mas também oportunidades concretas de desenvolvimento humano e profissional por meio da música.
“Um grande privilégio poder reger um concerto que mescla tão bem o nosso samba com o universo sinfônico. E de modo muito especial , com o grande Dudu Nobre e a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro. É muito talento e dedicação unidos no mesmo palco”, ressalta o maestro Sammy Fuks.
Reconhecido como um dos grandes nomes do samba brasileiro, Dudu Nobre construiu uma carreira sólida como intérprete e compositor, com centenas de gravações e sucessos que marcaram época. Sua presença neste concerto reafirma a vitalidade do samba e sua capacidade de dialogar com diferentes universos musicais, sem perder sua essência.
Ao reunir palco, juventude e tradição, o concerto sintetiza uma ideia cada vez mais urgente: a de que cultura e inclusão caminham juntas — e, quando encontram o público, transformam-se em experiência coletiva, potente e inesquecível.
“É um enorme prazer participar deste evento e vivenciar esse encontro entre a música erudita e a música popular brasileira, especialmente o nosso samba. Fico muito feliz, ainda mais por dividir o palco com jovens e com uma orquestra tão especial. Para mim, que estudei piano clássico por 10 anos, esse tipo de oportunidade é sempre muito emocionante. Já tive a alegria de me apresentar com outras orquestras jovens, como a da Maré do Amanhã, além da Banda dos Fuzileiros Navais e da Orquestra do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Agora, estarei com a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro. É uma grande satisfação estar ao lado desses jovens, celebrando a música e esse encontro tão bonito em um espetáculo especial”, afirma Dudu Nobre.
Repertório do Show:
Água da Minha Sede
Estava Perdido no Mar
Quebro na envergo
Favo de Mel
A Grande Família
Singelo Menestrel
Deixa Estar
Aquarela Brasileira
Quem é Ela
No Mexe Mexe, No Bole Bole
Goiabada Cascão
Vou Botar teu Nome na Macumba
Posso Até me Apaixonar
O Show tem que Continuar
Sobre a OSJRJ
A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil (ASMB). É composta por 55 jovens de grande talento e dedicação com idades entre 18 e 28 anos e, em sua grande maioria, residentes em áreas de vulnerabilidade no Rio de Janeiro.
A OSJRJ foi criada em 2014 e tem realizado apresentações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cidade das Artes, na Sala Cecília Meireles, Sala da Filarmônica de Minas Gerais e na PUC-Rio, com importantes convidados, executando amplo repertório em suas já tradicionais temporadas anuais. Alguns dos jovens talentosos que compõem o grupo já se apresentaram em concertos na Alemanha, Holanda, Suíça e nos Estados Unidos.
A participação desses jovens na Orquestra é fundamental para seu desenvolvimento tanto profissional quanto pessoal. Neste processo de aprendizagem, eles adquirem maior disciplina, concentração, capacidade de trabalho em equipe, respeito e paixão pela arte, afastando-os, consequentemente, de atividades nocivas muito próximas de suas residências. Ao reunir e integrar adolescentes e jovens de diversas comunidades em um ambiente de prática orquestral, observa-se a música como um eficiente dispositivo de reestruturação emocional, inserção social e de crescimento pessoal. Como resultado, muitos deles ganham autoestima e confiança para enfrentar os desafios da vida adulta, abrindo oportunidades para exercer atividades remuneradas.
Com o objetivo de aperfeiçoar a prática orquestral e conduzir os jovens músicos à universidade e à profissionalização, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro proporciona a inclusão social, a democratização do acesso à música clássica e a cidadania.
Dudu Nobre
“Correr pelo certo” e “Morena”, lançados em 2023 e 2024, mantendo o frescor e a renovação em sua obra musical. No mês de dezembro de 2025, lançou a música “Não quero esse Tititi”, ampliando ainda mais seu repertório e reafirmando sua constante criatividade. Além de intérprete, Dudu Nobre é um compositor consagrado, responsável por sucessos como “Água da Minha Sede”, “Vou Botar Teu Nome na Macumba”, “Quem é Ela” e “Pro Amor Render”. Também é o intérprete da icônica música “A Grande Família”, tema da série homônima da TV Globo, que permaneceu no ar por mais de uma década e se tornou um dos marcos da teledramaturgia brasileira — reforçando ainda mais a presença de Dudu na memória afetiva do público. Reconhecido como grande nome do samba-enredo, o artista já compôs mais de 30 sambas vencedores, contribuindo para escolas como Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos do Viradouro, Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Unidos de Vila Maria, Mocidade Unida da Glória (MUG) e Acadêmicos do Salgueiro, que em 2024 apresentou o enredo “Hutukara”. Com mais de 300 músicas gravadas e mais de 1 bilhão de plays somando todas as plataformas digitais. Sempre inquieto e criativo, Dudu também se aventura em projetos inovadores. Em O Cavaco foi pra Pista, ele mistura o samba com elementos da música eletrônica, criando uma fusão ousada e dançante que aproxima o samba das pistas contemporâneas. Já em O Cavaco de Natal, o artista revisita clássicos natalinos em versões instrumentais com cavaquinho, trazendo leveza e brasilidade às canções que embalam o fim de ano. Devoto de Nossa Senhora Aparecida e São Jorge, Dudu continua ativo e sem planos de desacelerar. Casado com Priscila Nobre desde 2011, é pai de quatro filhos: Thalita, Alícia, João Eduardo e Olívia. Com mais de 40 anos dedicados à música e mais de 25 anos de carreira fonográfica, Dudu Nobre segue firme na missão de cantar, compor e emocionar gerações, reafirmando seu lugar como um dos grandes nomes da música brasileira.
Sobre Fiorella Solares
Fiorella Solares, nascida na Guatemala e naturalizada brasileira, é violoncelista profissional com sólida trajetória na música clássica. Atuou em importantes orquestras, como a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Petrobras Sinfônica, tendo se aposentado recentemente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Há 27 anos, ao lado de seu marido, o maestro David Machado, fundou a instituição Ação Social pela Música do Brasil, consolidando uma carreira de mais de três décadas dedicada à cultura e à educação. Seu trabalho destaca-se pela implementação de núcleos de ensino de música clássica em comunidades de baixa renda, promovendo transformação social por meio da arte. No estado do Rio de Janeiro, o projeto está presente em 20 comunidades e, após alcançar resultados expressivos, expandiu-se para João Pessoa (PB), Ji-Paraná (RO) e Campo Grande (MS). Ao longo de sua trajetória, mais de 16 mil alunos já foram atendidos, e atualmente cerca de 4.800 crianças e adolescentes são beneficiados em quatro estados brasileiros. Em 2014, Fiorella fundou a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, hoje reconhecida como um dos mais relevantes conjuntos sinfônicos jovens da cidade. Em reconhecimento ao seu trabalho cultural e socioeducativo, recebeu importantes homenagens: em 2014, o título de Cidadã Honorária do Rio de Janeiro; em 2016, foi condecorada pela Câmara Municipal de São Paulo pelos serviços prestados à cultura; e, em 2018, foi agraciada na Premiação Person of the year, realizada pela Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos de Nova Iorque, pelo seu destaque em empreendedorismo social em nosso pais.
Serviço:
Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) – O Samba em Concerto com Dudu Nobre
Regência: Sammy Fuks
Local: Teatro João Caetano
Endereço: Praça Tiradentes s/n, Centro – RJ
Data: 30/4/2026 (quinta-feira)
Horário: 19h
Ingressos: Gratuitos, na bilheteria do Teatro João Caetano (2h antes do início do espetáculo)
Classificação: Livre
A transformação da Amazônia em imagem é o ponto de partida da exposição como me apaixonei por uma linha, primeira mostra individual do artista Emilio Azevedo no Brasil. Em cartaz na Danielian RJ, no Rio de Janeiro, o projeto investiga como um território geográfico foi progressivamente convertido em representação ao longo da história.
A pesquisa do artista parte do questionamento sobre os processos que moldaram a forma como a região amazônica passou a ser vista e imaginada. Para isso, Azevedo segue rastros históricos ligados ao Marechal Rondon, explorando tanto suas marcas no estado que leva seu nome quanto seu legado dentro do Exército Brasileiro.
O trabalho se desenvolve a partir de uma investigação visual que conecta fotografia, memória e história. Ao reunir imagens e referências que atravessam diferentes camadas de tempo e representação, o artista constrói uma reflexão sobre como a experiência direta de um território pode ser substituída por sua imagem.
A produção de Emilio Azevedo já foi apresentada em instituições internacionais importantes, como o Musée du Quai Branly, o Centre photographique d’Île-de-France e o FOMU, consolidando sua trajetória no circuito artístico europeu antes de chegar ao Brasil com esta exposição.
A exposição como me apaixonei por uma linha e a construção visual da Amazônia
A curadora Fernanda Brenner contribui com um texto crítico para a mostra, destacando a pergunta central que orienta o trabalho do artista: como o território amazônico se tornou imagem.
“O trabalho de Azevedo parte de uma pergunta central: como o território amazônico se tornou imagem? Um espaço geográfico foi sendo progressivamente convertido em representação até o ponto em que a imagem substitui a experiência direta. A palavra de que se vale, em francês, é devenir, um tornar-se que sugere processo, algo que nunca se fixa”, escreve Brenner.
Segundo a curadora, a estratégia adotada pelo artista é o que ele define como uma “an-arquia visual”, conceito que recupera a raiz grega da palavra para questionar a ideia de um único princípio organizador das imagens.
“O corpus de imagens resultante recusa fixar o território numa narrativa única, permitindo que qualquer ponto sirva como ponto de partida”, completa.
Serviço – Emilio Azevedo – Exposição como me apaixonei por uma linha
Local: Danielian RJ
Endereço: Rua Major Rubens Vaz, 414 – Gávea, Rio de Janeiro
Período expositivo: 12 de março a 30 de maio de 2026
Horários: segunda a sexta, das 11h às 19h; sábado, das 11h às 17h
Ingresso: gratuito
Mais informações: https://danielian.com.br
Instagram: @danielian_galeria
A Danielian Galeria, em sua unidade do Rio de Janeiro, inaugura a exposição “Como vender a Lua”, individual de Anna Bella Geiger. Com curadoria de Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto, a mostra reúne um conjunto de obras em que fotografias da Lua realizadas pela NASA são retrabalhadas pela artista, transformando o território lunar em gravuras que articulam questões de política, censura e pertencimento.
O projeto destaca um dos eixos mais consistentes da trajetória de Anna Bella Geiger: a criação de novos territórios. A partir da “Série Lunar”, iniciada em 1970, a artista utiliza imagens da cartografia do espaço para lançar um olhar crítico sobre a realidade terrestre. Em meio à corrida espacial, Geiger encontrou nas crateras e relevos da Lua uma metáfora para refletir sobre o Brasil sob a ditadura cívico-militar iniciada em 1964, além de abordar sua própria identidade como filha de imigrantes poloneses.
“Como vender a Lua” revela esse gesto de deslocamento simbólico: ao reconfigurar fotografias científicas do satélite natural da Terra, a artista cria um território imaginado que dialoga com temas como geopolítica, memória e identidade.
Para os curadores Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto, a força da exposição reside na reunião dessas peças: “Com sutileza, e sem questionar a afirmação de 1969 de que o homem deu um pequeno passo no espaço, mas um grande passo para a humanidade, Geiger rompe as barreiras da censura e se expressa através de imagens, transmitindo seus pensamentos e sentimentos sobre sua vivência como filha de emigrantes poloneses, fugitivos de guerra”, afirmam.
Com mais de sete décadas de carreira, Anna Bella Geiger desenvolveu uma produção marcada pela experimentação de linguagens. A artista trabalha em diversos suportes, como pintura, desenho, gravura, vídeo, fotografia, colagem, têxteis e instalações. Sua obra se caracteriza por um pensamento crítico que tensiona fronteiras geográficas e simbólicas, questionando definições geopolíticas hegemônicas.
Seus trabalhos integram acervos de importantes instituições internacionais, como MoMA (Nova York), Centre Pompidou (Paris), Tate Modern (Londres), MACBA (Barcelona), Museo Reina Sofía (Madri), Victoria & Albert Museum (Londres), além de coleções brasileiras como Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP)
SERVIÇO
Período em exposição: 31 de março a 30 de abril
Segunda a sexta de 11h – 19h Sábado das 11h – 17h
Local: Danielian RJ – Rua Major Rubens Vaz, 414 – Gávea
A Funarte apresenta, até dia 15 de maio, a exposição Visualidades Brasileiras – Funarte 50 Anos. A mostra reúne 5 décadas de arte contemporânea, políticas públicas e diversidade estética, sob curadoria de Luíza Interlenghi. Um panorama das artes visuais no Brasil se constrói a partir do percurso da própria Funarte.
São revisitadas iniciativas históricas da Fundação, com obras de dezenas de artistas que participaram de ações que moldaram o campo artístico nacional, de diferentes gerações e linguagens: da pintura à performance, da fotografia às práticas coletivas e das tradições populares às investigações contemporâneas.
A exposição conta com 40 artistas, incluindo Arjan Martins, Armando Queiroz, Augusto Leal, Beatriz Milhazes, Gervane de Paula, Glicéria Tupinambá, Juliana Notari, Júlio Leite, Luiz Braga, Marcia Thompson, Marcone Moreira, Raul Mourão, Rodrigo Braga, Ronald Duarte, Xadalu Tupã Jekupé e Yuri Firmeza.
Funarte RJ – Mezanino do Palácio Gustavo Capanema
Rua da Imprensa, 16 – Centro – Rio de Janeiro, RJ
De segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 12h às 17h [exceto feriados]
Homenagem a Carmelo Maia foi entregue pelo prefeito Rodrigo Neves
A noite desta quinta-feira (16) foi marcada por emoção e memória afetiva em Niterói. O prefeito Rodrigo Neves entregou a Medalha Leila Diniz a Carmelo Maia, filho de Tim Maia, em cerimônia realizada no intervalo do espetáculo “Tim Maia – Vale Tudo – O Musical”, no Teatro Municipal de Niterói.
“Celebrar Carmelo Maia é também reverenciar a história de Tim Maia e de tantos artistas que moldaram a música brasileira. Nomes como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Elis Regina e Jorge Ben Jor fazem parte de uma geração que atravessa o tempo e continua influenciando novas gerações. Niterói tem orgulho de reconhecer esse legado e de ser palco de iniciativas culturais que mantêm viva a nossa memória artística”, afirmou Rodrigo Neves.
A homenagem foi proposta pelo vereador Rodrigo Farah. “Tim Maia – Vale Tudo – O Musical” fica em cartaz na cidade até o dia 19 de abril.
“É um reencontro para celebrar a vida desse gênio — não com tristeza, mas com história e música. Depois de 28 anos, voltar a Niterói tem um significado muito especial. Foi aqui que meu pai foi acolhido e atendido no Hospital Antônio Pedro. Rever essa história agora, no palco, em uma cidade que acompanhou tudo tão de perto, é muito emocionante. Sou profundamente grato a Niterói, à equipe do Teatro Municipal e a todos que fizeram parte dessa trajetória. Essa homenagem faz reviver uma memória que ganha hoje um novo significado”, disse Carmelo, emocionado.
Tim Maia morreu em 15 de março de 1998, aos 55 anos, no Hospital Universitário Antônio Pedro, no Centro de Niterói. Ele havia passado mal após uma apresentação no Teatro Municipal de Niterói e foi internado com quadro grave de infecção generalizada e problemas respiratórios. Sua morte causou grande comoção no Brasil, consolidando ainda mais seu legado como um dos maiores nomes da música brasileira.
Criada pela Câmara Municipal de Niterói, a Medalha Leila Diniz reconhece profissionais das artes cênicas que se destacam em áreas como direção, autoria, roteiro, iluminação e interpretação, em referência ao legado da atriz Leila Diniz.
Espetáculo – A montagem percorre a trajetória de Tim Maia, desde a juventude no Rio de Janeiro até a consagração como um dos maiores nomes da música brasileira. Baseada no livro de Nelson Motta e com curadoria de Carmelo Maia, a peça revisita histórias, encontros e a personalidade única do artista, passando por amizades com nomes como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Elis Regina e Jorge Ben Jor.
Atriz visitou a 22ª edição da feira no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, com programação elaborada por Daniela Séve Duvivier, curadora de Artes da Daslu
Com um roteiro exclusivo desenvolvido pela Daslu, Marina Ruy Barbosa, primeira moradora do Daslu Residences e embaixadora da marca, visitou a 22ª edição da SP-Arte, realizada no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. A programação, elaborada pela curadora de Artes da Daslu, Daniela Séve Duvivier, incluiu passagem pelas principais galerias em exposição na feira, a partir de uma perspectiva única que uniu a essência de sofisticação e refinamento da marca.
“A SP-Arte é um espaço muito importante para quem acompanha a cena artística. Ter a oportunidade de visitar a feira a partir de uma curadoria tão cuidadosa como a da Daslu torna a experiência ainda mais interessante, porque permite um olhar mais atento para as obras e para os artistas presentes”, afirmou Marina Ruy Barbosa.
Entre os destaques do itinerário, ela teve a oportunidade de conhecer trabalhos apresentados por galerias como Almeida & Dale, Flexa, Steiner, Ipanema, Carbono, Nara Roesler, Continua, Luciana Brito, Fortes D’Aloia & Gabriel, Mendes Wood DM e Inox, além de obras de artistas como Anish Kapoor, Damien Hirst, Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Jesús Rafael Soto, Julio Le Parc, Ivan Navarro e outros nomes da arte contemporânea e moderna.
Entre tecidos, pelúcias, camuflagens e figurinos, exposição curada por Ulisses Carrilho transforma o vestir em campo de disputa entre desejo, identidade e poder
A Anita Schwartz Galeria de Arte, na Gávea recebe até 25 de abril a exposição “Veludo”, com curadoria de Ulisses Carrilho, em curta temporada até 25 de abril. Reunindo artistas de diferentes gerações, a mostra toma o tecido como ponto de partida para uma investigação sobre as dimensões simbólica, tátil e social dos objetos em sua relação com o corpo.
Estruturada a partir de um olhar atento às superfícies, a exposição se volta a texturas, dobras e opacidades entendidas não apenas como qualidades materiais, mas como instâncias de mediação entre o corpo e o mundo. Ao evocar o veludo, historicamente associado ao luxo e à intimidade, o projeto articula aparência e experiência, visibilidade e contato, ornamento e estrutura. A abertura acontece simultaneamente ao retorno do Rio Fashion Week à cidade, após uma década, situando a mostra em diálogo direto com o universo da moda.
“Veludo parte do tecido como uma zona de contato entre corpo e mundo. Interessa pensar a superfície menos como aparência do que como instância de mediação, na qual se inscrevem relações de desejo, poder e pertencimento. Ao aproximar práticas que atravessam arte, moda e teatro, a exposição propõe olhar o vestir como linguagem, construção social e forma contínua de performar identidades”, afirma Ulisses Carrilho.
De uma cortina monumental que ocupa o espaço como paisagem sensível a fotografias impressas sobre pano, evocando o corpo como imagem em transformação, “Veludo” constrói um percurso em que matéria e visualidade se confundem. Obras que incorporam costura, vestuário e diferentes tratamentos de suporte convivem com pinturas, objetos e experimentações que tensionam textura e aparência, aproximando arte e moda sem hierarquias.
Ao longo do trajeto, o visitante encontra tanto a delicadeza tátil de superfícies trabalhadas quanto a presença incisiva de peças que acionam memória, desejo e identidade, fazendo do vestir uma linguagem atravessada por códigos sociais e afetivos.
A mostra também se expande para o campo da indumentária e do corpo como suporte. As peças de Isabela Capeto e os trabalhos de Luccas Morais (Lady Letal), com fotografias impressas em tecido sintético, aproximam criação artística e vestuário; enquanto Jeane Terra apresenta obras que associam costura, matéria orgânica e território, como em “Manto Corpo-Território”. Nesse contexto, destaca-se ainda o autorretrato de Lívia Melzi, artista paulistana radicada em Paris, apresentado em sua exposição individual no Palais de Tokyo, em 2022. A fotografia ganhou projeção internacional ao ser destacada em veículos como o jornal Le Monde e a revista francesa Paris Photo. Em outro registro, Marcos Chaves insere no percurso uma bolsa de veludo, deslocando o objeto cotidiano para um plano de leitura simbólica; enquanto Nuno Ramos incorpora pelúcia e materiais diversos em trabalhos que articulam densidade, volume e revestimento.
Ao lado dessas investigações, a presença de artistas como Abraham Palatnik, com seus objetos cinéticos, e Djanira, com cenas de trabalho inscritas sobre suportes sensíveis como o papel camurça, amplia o arco histórico da exposição, conectando maneiras distintas de pensar matéria, imagem e experiência. Trabalhos contemporâneos, como os de Rafa Bqueer e Brendon Reis, introduzem ainda discussões sobre performance, fabulação identitária e construção da imagem.
Um terceiro eixo da exposição se desdobra a partir da figura de Veludo, personagem de “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos, que introduz o teatro marginal como chave de leitura para a inscrição social do corpo. A personagem, atravessada por violência, desejo e precariedade, tensiona as fronteiras entre identidade e sobrevivência, colocando em cena uma subjetividade que se performa sob condições extremas. Ao mobilizar essa referência, em continuidade a investigações curatoriais anteriores, Carrilho aciona o teatro como dispositivo crítico, no qual figurino, pele e gesto se tornam indissociáveis, revelando o vestir como dramatização contínua de papéis sociais e afetivos.
Participam da exposição Abraham Palatnik, Agrippina Manhattan, Álvaro Seixas, Anna Bella Geiger, Antonio Manuel, Brendon Reis, Breno de Sant’ana, Djanira, Caroline Valansi, Duda Moraes, Isabela Capeto, Jeane Terra, Gabriela Machado, Katia Maciel, Lívia Melzi, Luccas Morais (Lady Letal), Luciano Figueiredo, Luiz Eduardo Rayol, Marcos Chaves, Melissa de Oliveira, Monique Ribeiro, Nuno Ramos, Rafa Bqueer, Rafael Alonso, Rafael Amorim, Renato Bezerra de Mello, Thix, Yolanda Freyre e Weslley Ferreira.
Sobre a Anita Schwartz Galeria de Arte
Há quase 30 anos, a Anita Schwartz Galeria de Arte atua de forma contínua no campo da arte contemporânea brasileira, com contribuição consistente para a circulação, a institucionalização e a consolidação da produção artística nacional. Ao longo de sua trajetória, a galeria participou de relevantes feiras nacionais e internacionais, estabelecendo interlocuções duradouras com diferentes agentes e contextos do circuito da arte.
Fundada em 1998, no Rio de Janeiro, a galeria passou a ocupar, em 2008, sua sede atual no bairro da Gávea, um dos principais polos culturais da cidade. O edifício, com aproximadamente 700 metros quadrados distribuídos em três pavimentos e projeto arquitetônico assinado pelo escritório Cadas Arquitetura, consolidou-se como a primeira galeria carioca concebida segundo o conceito de cubo branco, projetada especificamente para a realização de exposições de arte contemporânea.
A Anita Schwartz Galeria de Arte representa artistas consagrados, nomes historicamente relevantes da arte contemporânea brasileira e expoentes da nova geração. Seu espaço expositivo viabiliza a realização de exposições, instalações e projetos especiais, reafirmando sua atuação no circuito institucional e no mercado de arte, em diálogo contínuo com museus, curadores e colecionadores.
SERVIÇO
VELUDO | Curadoria: Ulisses Carrilho
Abertura: 14 de abril de 2026, às 19h
Encerramento: 25 de abril de 2026
Anita Schwartz Galeria de Arte
R. José Roberto Macedo Soares, 30 – Gávea
Rio de Janeiro | RJ
Tel: (21) 2540-6446 | (21) 99603-0435
Aos 91 anos, o jornalista e escritor Pinheiro Junior lança o livro “Fantasmas Baldios”, uma narrativa erótica permeada por crenças, crendices e tragédias que atravessam o universo caótico da família humana. O lançamento acontece no dia 25 de abril, às 15h, na Sociedade Fluminense de Fotografia, na Rua Dr. Celestino, 115, no Centro de Niterói.
Com foto de capa exclusiva assinada pelo fotógrafo Léo Pinheiro, a obra traz a imagem de uma famosa escultura de beijo exposta no Museu Rodin, em Paris. No romance, o leitor é conduzido por um terreno baldio e por um exótico e misterioso casarão, cenários que podem ser entendidos como metáforas do turbulento habitat humano. Entre tragédias encenadas nesse terreno-teatro e murmúrios de comédia soprados por uma plateia inquieta, uma história se destaca e segue até o cemitério, onde se dissolve em cinzas e comentários exaltados.
Embora o desfecho de “Fantasmas Baldios” não seja exatamente um happy end, o romance mantém a temperatura intensa que marca a narrativa de Pinheiro Junior. “A pandemia da Covid me surpreendeu com ‘Fantasmas Baldios’ pela metade. Quase abandonei o projeto, absorvido por afazeres pretensamente mais importantes. Nada, porém, é mais importante do que um romance inspirado ou fruto de pesquisas já realizadas. Retomei o ‘Fantasmas Baldios’, que se afogava entre anotações”, afirma o autor.
Pinheiro Junior é uma referência nacional no jornalismo e na literatura. Iniciou a carreira aos 18 anos, ao lado de Samuel Wainer, com a série de reportagens “Juventude Transviada”, publicada em 1955, sobre jovens da Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao longo da trajetória, atuou como repórter, cronista, editor e diretor em veículos como Última Hora, O Jornal e O Globo. Também chefiou a redação da TV Globo e gerenciou o jornalismo da TV Rio.
Além de “Fantasmas Baldios”, é autor de obras como “A Febre de Notícias ao Entardecer”, “A Última Hora (como ela era)” e “Bombom Ladrão”, entre outras. Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, é membro da Academia Fluminense de Letras.
Serviço
Lançamento de “Fantasmas Baldios”, de Pinheiro Junior
Data: 25 de abril
Horário: 15h
Local: Sociedade Fluminense de Fotografia
Endereço: Rua Dr. Celestino, 115, Centro, Niterói
Páginas: 210
Preço: R$ 60,00
Onde encontrar: livrarias Travessa e Blooks, em Icaraí, Niterói
E-book: disponível na Amazon
O Galpão das Artes, na Gávea, abre as portas para trabalhos e obras variadas de garis e funcionários artistas da Comlurb. A mostra Expo Gari – Arte e limpeza urbana: um caminho para a sustentabilidade vai reunir desde poemas e outras obras literárias até pinturas, esculturas e artesanatos de 17 artistas, sempre com o viés ecológico, feitos, principalmente, com materiais recicláveis ou a partir do reaproveitamento de resíduos. Além de homenagear os trabalhadores da limpeza urbana, a mostra é inspirada no Ano Internacional dos Voluntários para a Sustentabilidade e Um Mundo Melhor, da Organização das Nações Unidas (ONU), celebrado este ano.
A exposição é gratuita e estará aberta ao público até 20 de maio. Na abertura do evento, que vai das 11h às 16h, haverá apresentações de trabalhos dos garis escritores e poetas Valdeci Boareto, Bruna Maria Gomes e Maria das Graças Pimenta Ribeiro. O gari e ator Jersiano Vieira, que tem vários papéis de destaques no teatro, TV e cinema, também fará uma esquete de conscientização para o público do evento. Já Derlan Matos, que usa a arte para revitalizar áreas críticas de descarte irregular e ecopontos, fará uma pintura de paisagem ao vivo para o público presente. O sambista, compositor e cantor Jorginho da Flor, do Império Serrano, acompanhado dos músicos Magal Nascente (Tantan/Voz) e Diogo do Cavaco animarão o evento.
Os garis e funcionários artistas atuam em diferentes setores da Comlurb, desde limpeza de escolas e de hospitais municipais, manejo de árvores, na Oficina de Troncos, Centro de Pesquisa, no Ecoparque do Caju até no próprio Galpão das Artes. Entre as atrações está Murilo Lemos de Souza, que junto com Derlan usa a arte em painéis que enfeitam ecopontos pelo Rio.
O gari Leonardo dos Santos LSP, que leva suas obras em graffiti para vários pontos da cidade e ecopontos, vai expor alguns de seus quadros feitos com reaproveitamento de telas e sobras de tintas. André Luís Moreira Henriques, auxiliar de serviço de laboratório no Centro de Pesquisas, levará suas esculturas e artesanatos feitos com latinhas de alumínio e cascas de árvores, além de pinturas em mdf descartados.
O gari Felipe Matias, que já trabalhou como tatuador, vai mostrar suas obras feitas com aproveitamento de madeira de restos de poda. Isa D´Ávila participa da mostra com os seus pneus transformados em heróis de quadrinhos. Jaime Santos Aramart, soldador na Comlurb, vai apresentar sua Águia construída com reaproveitamento de soldas como pontas de eletrodos, esferas de aço, latas, barras de aço, madeiras e outros materiais.
Serviço:
Exposição: Expo Gari – Arte e Limpeza Urbana: um Caminho para a Sustentabilidade
Visitação: 06/03 a 20/05, sempre nos dias úteis, das 09 h às 16h
Local: Galpão das Artes Urbanas Helio G. Pellegrino / Comlurb
Endereço : Av. Padre Leonel Franca s/nº – Gávea
(sob o Viaduto Lagoa-Barra, em frente ao Planetário da Cidade)