“Memória Bambi”, de Ana Miguel, na galeria Cavalo

A Cavalo recebe “Memória Bambi”, individual de Ana Miguel, no espaço da galeria no Rio de Janeiro. A artista apresenta uma série de obras montadas de forma a constituírem uma grande instalação.

“Era uma vez”… Assim começam tradicionalmente as fábulas infantis, indicando um tempo passado, nostálgico e mágico. A expressão clássica funciona como uma “chave” que marca o início da ficção e cria o ambiente propício para o leitor entrar no universo imaginário. Esse é o convite que Ana Miguel nos faz ao entrarmos na casa de ladrilhos vermelhos em Botafogo.

Ana sempre gostou de contos de fadas e narrativas tradicionais, histórias abertas que admitem múltiplas versões e adaptações. Vindas de diferentes culturas, muitas delas revelam os aspectos mais aterrorizadores e traumáticos da experiência humana. Admitem a contradição, o acontecimento maravilhoso, o enigma.

A Floresta é um cenário recorrente nos contos clássicos, carregada de significados míticos e vitais. Bambi é uma fábula que trata do processo de crescer e tornar-se adulto, povoada por personagens que são pequenos animais em relação conflituosa com os seres humanos, e habita a memória de crianças e adultos.

“Memória Bambi” é uma instalação que a artista desenvolve a partir de suas pesquisas em livros, filmes e discos, originalmente dedicados ao público infantil. Miguel lê, revê as diferentes versões, torna a escutar os antigos disquinhos, indaga aos amigos suas memórias e percepções, tenta fabular fios de sentidos e possíveis transformações para a crua história original, para o belo e doloroso filme que tantas lágrimas provocou nas crianças.

“Bambi: A história de uma vida na floresta” – o livro original de Felix Salten, publicado em 1923 – foi uma das vítimas das fogueiras nazistas! Para muitos o filme inspirado no livro, realizado pelos estúdios Disney em 1942, inaugurou a possibilidade de orfandade no mundo, e também evidenciou a perspectiva do desequilíbrio nas relações entre os humanos e os não humanos. Afinal, são os homens que levam as armas e o fogo para a floresta, rompendo o equilíbrio com a vida e a natureza.

Para a instalação, Ana recria uma floresta onírica onde micélios, raízes, árvores e cogumelos tecidos em crochê com lãs de tons brancos e vermelhos organizam o espaço. Um vinil narra o incêndio na história de Bambi, trazendo ao ambiente uma atmosfera de fantasia infantil: um trecho sonoro retrabalhado a partir de um disco tradicional dos anos 1970, que ecoa na memória dos espectadores. Pequenas cenas de incêndios florestais, dispostas em miniaturas e maletas, podem ser vistas na exposição, ora diretamente, ora por meio de lupas que revelam seus detalhes miúdos.

Em tempos de urgência climática, como falar dos criminosos incêndios que destroem nossas florestas? Em suas fabulações Ana Miguel oferece a Bambi e seus amigos a possibilidade de devolver o fogo aos humanos. Devolver o fogo aos donos do desastre é alertar e convocar ação coletiva. Buscar o final feliz possível, uma vida em equilíbrio respeitoso com a natureza, é tarefa no século XXI.

Serviço:
Memória Bambi, de Ana Miguel
Período da exposição: 26 de março a 23 de maio de 2026
Horário de funcionamento: terça a sexta, de 12h às 19h e sábados, de 13h às 17h
Local: Cavalo — Rua Sorocaba, 51 — Botafogo, Rio de Janeiro, RJ

“O que sustenta” traz obras inéditas do artista pernambucano Marcelo Silveira

O que sustenta” apresenta obras inéditas do artista pernambucano Marcelo Silveira (1962), feitas especialmente para o Paço Imperial. “O que sustenta” abrangerá os trabalhos “V.A.R.A.S.” (2021/2025), um conjunto com 50 madeiras recolhidas e trabalhadas pelo artista, que ficarão suspensas, flutuando ao sabor do vento que irá circular no espaço expositivo. No chão, estarão os “Novelos” (2023/2025), 300 peças formadas por fibras de linho encontradas por Marcelo Silveira em um depósito em ruína da extinta fábrica Braspérola, de produção de tecidos em linho, em Camaragibe, Pernambuco. Cada uma das fibras foi higienizada e manuseada de modo a formar um novelo. E “costurando “esses trabalhos haverá o som da obra “Tudo Certo” (2017), fruto de uma residência feita pelo artista em Belo Jardim, no Planalto da Borborema, no agreste pernambucano. Evocando a expressão “tudo certo”, repetida durante anos por seu pai, acometido pelo Alzheimer, o artista produziu um CD com dezenas de vozes de integrantes do coral da cidade, em diferentes timbres e entonações com a frase.

“As obras da exposição foram produzidas a partir de meu desejo de intervir no Paço Imperial, um espaço que foi sede do poder desde o século 18”, relata Marcelo Silveira.

Ele explica que este trabalho surgiu da tentativa de organizar suas ideias, como a do conceito de madeira de lei, “que surgiu no Brasil Colônia para designar madeira boa, e que já perdeu sua validade há bastante tempo, embora as pessoas ainda usem esta classificação”.

“Produzi as Varas como tentativa de mimetizar, reestruturar, reconstruir uma estrutura vegetal que é usada normalmente na taipa, no preenchimento de alguns espaços, e é uma árvore juvenil, no início do seu desenvolvimento, em que o cerne da madeira praticamente ainda não surgiu, e que precisaria de mais tempo para ser mais grossa e poder existir como madeira a ser usada na novelaria, na arquitetura e tudo o mais”. Marcelo Silveira destaca que praticamente todas as madeiras que estão na obra “V.A.R.A.S.”, recolhidas de descartes, são “protegidas”. “A mesma madeira de lei é descartada na cidade como sobra do mobiliário, sobra do uso e da irresponsabilidade das pessoas”, relata o artista. “Sobra madeira de todas as espécies, e recolho e reúno toda essa madeirama que encontro ao longo de muitos anos – mogno, ipê, jacarandá – e uso, de certa forma, com as curvaturas que vêm do mobiliário, do que foi um dia o mobiliário, de onde foi um dia alguma coisa”, conta.

Serviço: 28 de março até 7 de junho de 2026 / Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial (Praça Quinze de Novembro, 48, Centro)

Art Wall do Shopping Leblon apresenta “Mais e mais”, de Tomie Savaget

O Shopping Leblon recebe até 13/04 mais um edição do seu Art Wall com a exposição Mais e mais, assinada pela artista plástica e figurinista Tomie Savaget, com curadoria de Christiane Laclau, da Artmotiv. A obra propõe uma imersão sensível em formas contínuas e entrelaçadas, expandindo a delicadeza da dobradura em papel para uma presença abstrata no espaço arquitetônico do shopping.

Inspirada no kusudama, técnica japonesa de origami modular tradicionalmente associada ao costume de guardar ervas e remédios, a instalação parte de um gesto íntimo e artesanal para ganhar escala e dimensão pública. O que antes era objeto de cuidado e preservação transforma-se em construção espacial, composta por linhas que sugerem ritmo, fluxo e permanência.

Tomie SavagetTomie Savaget

“O que Tomie Savaget realiza em “Mais e mais” é uma subversão da escala. Ela retira o origami do universo da delicadeza e do ambiente doméstico, para elevá-lo ao status de construção espacial. É fascinante observar como uma tradição milenar é reconfigurada aqui em uma estrutura modular contínua, que dialoga diretamente com as questões da arte contemporânea”, dispara Christiane Laclau, curadora da Artmotiv.

Ao unir tempo, repetição e manualidade, Tomie Savaget tensiona tradição e contemporaneidade, propondo uma reflexão sobre memória, corpo e representação. Suas pesquisas atravessam relações entre história da arte e revisionismo historiográfico, o corpo como suporte e a artificialidade da representação, aproximando academicismo e artesanato em uma linguagem que valoriza o gesto e o fazer.

Mestra em arte contemporânea pela Université Paris 8 Vincennes–Saint-Denis, a artista estudou cenografia e figurino com J.C. Serroni e Telumi Hellen na SP Escola de Teatro e integrou o grupo de acompanhamento de projetos Hermes Artes Visuais, com Marcelo Amorin. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
“A cada edição, o Art Wall reafirma o compromisso do Shopping Leblon com a valorização da arte contemporânea e com a criação de experiências culturais acessíveis ao público. No Mês das Mulheres, receber uma artista como Tomie Savaget amplia esse diálogo, trazendo para o espaço uma obra que conecta delicadeza, força construtiva e tradição”, comenta Paula Magrath, gerente de marketing do Shopping Leblon.

Serviço | Art Wall – Shopping Leblon
Exposição: Mais e mais
Artista: Tomie Savaget
Período: 28/02 até 13/04
Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro
Entrada: gratuita

Manu Gomez apresenta a exposição À beira-mar, somos muitos, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

“À beira-mar, somos muitos”, primeira individual da artista Manu Gomez, apresenta um conjunto de 14 pinturas inéditas que integram a série Sonhos dos Invisíveis. As obras mostram pescadores e cardumes em movimento coletivo, aproximando humanos e animais em composições de cores intensas que evocam memória, trabalho e estratégias de sobrevivência, sugerindo também uma reflexão sobre as dinâmicas que organizam a vida, o trabalho e os modos de existir em comunidade.

O Centro Cultural Correios Rio de Janeiro recebe até 9 de maio 2026 a exposição “À beira-mar, somos muitos”, primeira individual da artista Manu Gomez. A mostra, que tem curadoria de Jean Carlos Azuos, reúne 13 pinturas inéditas produzidas entre 2025 e 2026 em diversos formatos, incluindo um mosaico de 2,20 x 3,80m, e uma instalação ao centro da galeria, apresentando um recorte da série “Sonhos dos Invisíveis”, na qual a artista investiga relações entre memória, trabalho e vida coletiva.

Manu Gomez parte de memórias e histórias de sua própria família para construir um conjunto de pinturas que refletem sobre o trabalho e a vida de comunidades ligadas ao mar. Inspirada especialmente nas experiências de seu pai com a pesca submarina em Arraial do Cabo, a artista cria imagens em que pescadores, peixes e cardumes aparecem em movimento coletivo, muitas vezes fundidos em uma mesma cena.

Esses elementos funcionam como metáforas visuais: os cardumes evocam a força do coletivo e as estratégias de sobrevivência construídas em grupo, enquanto a presença constante do mar sugere tanto sustento quanto desafio para aqueles que vivem do trabalho da pesca. “Nesse sentido, cada figura pode ser compreendida como arquivo de trabalho, superfície viva na qual a experiência se inscreve e permanece, evidenciando como o corpo, historicamente reduzido à força produtiva, resiste como memória e como sujeito”, afirma o curador Jean Carlos Azuos.

Ao aproximar corpos humanos e animais em um mesmo fluxo, a artista propõe uma reflexão sobre como as relações de trabalho e de subsistência se organizam em torno da natureza e da vida em comunidade. “A ideia de quantidade vem junto com uma estratégia biológica: agrupar-se para parecer um animal maior do que se é. Ao unir humanos e peixes, proponho também uma reflexão sobre como o sistema nos reduz a commodities, a números — tanto peixes quanto humanos”, justifica Manu Gomez.

A EXPOSIÇÃO

Na parede do fundo da galeria, a artista apresenta uma instalação composta por 24 telas organizadas em um grande painel de 2,20 x 3,80m, que ela prefere chamar de quebra-cabeça. A obra funciona como uma imagem fragmentada formada por partes que se conectam e outras que permanecem deslocadas. “Aqui, os cardumes percorrem as telas como pensamento coletivo em movimento e, ao se repetirem de obra em obra, ondulam uma continuidade visual que a montagem acompanha, conduzindo o espectador por um fluxo que evoca a circulação da maré”, diz Azuos.

Para Manu, o trabalho se aproxima da ideia de um quebra-cabeça de corpos em trabalho e movimento, no qual diferentes fragmentos se articulam, mas nem sempre se encaixam perfeitamente. A obra também dialoga com aquilo que ela descreve como “a grande mão da economia que orienta nossos caminhos para o trabalho”, refletindo sobre o momento em que a vida produtiva passa a organizar o cotidiano e, muitas vezes, substitui a dimensão da brincadeira e da liberdade.

Outro elemento presente na exposição é um carrinho de transporte, objeto associado ao cotidiano de trabalho de seu pai e de seu avô, que o utilizavam para carregar materiais e deslocar objetos. Ao trazer esse elemento para a mostra, a artista propõe retirar a pintura da parede e colocá-la sobre o carrinho, transformando o objeto em suporte para a obra. A escolha também dialoga com a expressão popular “vender o peixe”, que dá nome à obra, conectando memória familiar, trabalho e a própria ideia de circulação das imagens.

Algumas pinturas ainda incorporam latas em suas composições. Esses elementos surgem a partir de associações ligadas ao consumo cotidiano e aos alimentos processados, frequentemente presentes em contextos de subsistência e trabalho. Ao inserir esses objetos no campo da pintura, a artista aproxima imagens do universo da pesca, do trabalho e do consumo, ampliando o conjunto de referências que atravessam a exposição.

“À beira-mar, somos muitos” afirma uma multiplicidade que se manifesta nos corpos, nas alegorias e na própria organização estética e narrativa da mostra. A presença, até aqui murmurada, é feita de trabalho e desejo, de corpos que atravessam um tempo incontornável enquanto o horizonte se abre em infinitude”, define o curador.

A exposição “À beira-mar, somos muitos” pode ser visitada de 25 de março a 9 de maio de 2026, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, com entrada gratuita.

A ARTISTA

Manu Gomez é artista plástica do Rio de Janeiro e estudante da Escola de Belas Artes (EBA/UFRJ). Sua pesquisa aborda questões raciais e investiga narrativas de protagonismo negro na construção do Brasil. É autora da série Escurecendo a História de Quem Criou o Brasil e atualmente desenvolve Sonhos dos Invisíveis, projeto que explora os sonhos de indivíduos historicamente marginalizados através da imagética da pesca e dos cardumes.

Participou da DAFÉ no LADoB e da 22a exposição do Museu de Ribeirão Preto. Sua produção articula pintura, memória social e crítica às estruturas que definem quem pode sonhar — e quem permanece invisível.

Serviço:
Manu Gomez – À beira-mar, somos muitos
Curadoria: Jean Carlos Azous
Visitação: 25 de março 2026 a 09 de maio 2026 | terça a sábado, das 12h às 19h
Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 Centro, Rio de Janeiro – RJ
Entrada Gratuita
Classificação Livre

Paço Imperial (RJ) celebra 40 anos com nova programação de exposições

Mostra Constelações – 40 anos do Paço Imperial reúne cerca de 160 obras de mais de 100 artistas e abre temporada que inclui ainda exposições de Marcelo Silveira e Niura Bellavinha

No coração do centro do Rio de Janeiro (RJ), um edifício que já foi palco de acontecimentos decisivos da história do País também se consolidou, nas últimas décadas, como um importante espaço de encontro para a arte contemporânea. Para celebrar essa trajetória, o Paço Imperial, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), recebe até 7 de junho de 2026 uma nova programação de exposições que integra as comemorações de seus 40 anos como centro cultural, completados em 2025.

A temporada tem como destaque a grande mostra “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que ocupa 12 salões e os dois pátios internos do edifício histórico com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas de diferentes gerações. A exposição tem curadoria compartilhada entre a diretora do Paço Imperial, Claudia Saldanha, e o professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ivair Reinaldim, em parceria com a equipe da instituição. Serão obras de nomes fundamentais da arte brasileira que passaram pela história do centro cultural, como Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Antonio Manuel, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Denilson Baniwa, Hélio Oiticica, Iole de Freitas, Ivens Machado, Luiz Aquila, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre, Roberto Burle Marx e Tunga, entre outros.

“Passados quarenta anos, o Paço Imperial teve seu caráter de monumento reiterado, mas também se consolidou como ponto de encontro e referência para o circuito das artes visuais da cidade”, afirmam os curadores. Ao longo dessas quatro décadas, o espaço sediou exposições nacionais e internacionais, além de diversos eventos culturais, ampliando as camadas de memória de um edifício que já foi sede do governo colonial e serviu de palco para episódios marcantes como o Dia do Fico e a assinatura da Lei Áurea.
Diálogo de épocas e gerações

Inspirada na ideia de constelação, um conjunto de estrelas que, embora distantes, formam um desenho reconhecível, a exposição reúne artistas contemporâneos e populares, diferentes gerações, linguagens e suportes em nove núcleos temáticos: “Paisagem”; “In Situ”; “Simbiose”; “Construção”; “Geografias”; “Corpos”; “Fortunas”; “Terra e Mar”; e “Cidade”. Sem um percurso cronológico definido, a mostra convida o visitante a construir seu próprio trajeto pelo edifício, que terá todos os portões abertos, incluindo o principal, voltado para a Baía de Guanabara e fechado desde a pandemia da Covid-19.

“Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões. A mostra não tem uma cronologia, foi uma decisão da curadoria não classificar, não categorizar, não criar barreiras nem distinções entre as obras, que é um pouco do que tentamos fazer hoje, mostrando artistas de vários perfis, de várias genealogias, com raízes diferentes”, diz Claudia Saldanha, que há dez anos dirige o Paço Imperial.

Entre os destaques está um jardim em homenagem a Roberto Burle Marx, montado pela equipe do Sítio Roberto Burle Marx – outra unidade especial do Iphan – em parceria com o Paço Imperial, no pátio principal, em diálogo com obras de Elizabeth Jobim. A exposição também reúne trabalhos inéditos, como a instalação “Agrupamento”, de José Damasceno, construída com materiais coletados na feira da Praça XV, além de obras criadas especialmente para a mostra por artistas como Marcelo Monteiro e Regina de Paula.

Outro núcleo importante da exposição reúne 15 vídeos históricos produzidos nas décadas de 1980 e 1990, com registros e experimentações audiovisuais realizados em parceria com artistas como Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Lygia Clark, Lygia Pape e Tunga. Mais do que simples registros, os filmes são apresentados como obras autônomas, concebidas em colaboração entre artistas e diretores.

A programação comemorativa aos 40 anos do Paço incluirá, ainda, seminários, oficinas e atividades educativas. O público também poderá conferir uma linha do tempo que apresenta a história do edifício desde sua construção até sua transformação em centro cultural, em 1985.
Outras exposições da temporada

A nova programação de exposições também inclui duas mostras individuais. Em “O que sustenta”, o artista pernambucano Marcelo Silveira apresenta uma instalação construída a partir de varas de madeira, cerca de 300 novelos de linho e um vinil que toca a afirmação “Tudo certo”. A obra cria uma paisagem sensível marcada por equilíbrio e instabilidade, convidando o público a refletir sobre o que sustenta a arte.

Já a exposição “Toró”, da artista Niura Bellavinha, ocupa o terreiro e o terreirinho do Paço Imperial com pinturas, esculturas e instalações que exploram a ideia de transbordamento e transformação. A mostra apresenta obras que dialogam diretamente com a arquitetura e a memória do edifício histórico. No dia da inauguração, algumas janelas da fachada irão receber uma intervenção em que telas brancas deixam escorrer tinta vermelha, ativando o prédio como superfície simbólica e evocando episódios da história colonial brasileira.

Serviço:
Nova programação de exposições do Paço Imperial
Visitação: até 7 de junho de 2026
Endereço: Praça XV de Novembro, 48 – Centro, Rio de Janeiro
Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h
Entrada gratuita

Foto: Oscar Liberal/Iphan

Teatro da UFF recebe espetáculos que homenageiam dois dos maiores intelectuais brasileiros do século XX

De 9 a 12 de abril, às 19h, o Centro de Artes UFF recebe dois espetáculos que giram em torno de figuras centrais da educação brasileira, e defendem um modelo de emancipação e inclusão social, convidando o público a se engajar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária: “Paulo Freire, o andarilho da utopia” e “Darcy Ribeiro, a pedagogia da pergunta”. As montagens são assinadas pelo Grupo Off-Sina, que mistura em suas apresentações circo e teatro, e serão seguidas de rodas de conversas entre artistas e público.

Através do humor, da ironia e de elementos performáticos, os espetáculos promovem uma reflexão sobre o passado e suas repercussões no presente para expor injustiças e desigualdades. As narrativas encorajam o público a questionar as realidades instituídas e as estruturas sociais, políticas e educacionais, promovendo uma consciência crítica que pode levar à ação social. Através de suas obras, eles questionam a realidade e nos convidam a refletir sobre questões sociais, políticas, educacionais e culturais do nosso país.

Em “Paulo Freire, o andarilho da utopia”, montagem que já encantou mais de 300.000 espectadores em 19 estados do Brasil e em países como Argentina, Chile e Uruguai, apresenta-se a trajetória e o legado do educador Paulo Freire, um dos mais influentes pensadores da educação no Brasil e no mundo. A peça destaca a amorosidade de Freire e sua crença na educação como ato de transformação social, enfatizando a importância do diálogo e da conscientização crítica. Através de uma abordagem lúdica, o espetáculo convida o público a repensar a educação como um ato de liberdade. A dramaturgia é de Junio Santos, a encenação de Luiz Antônio Rocha e a atuação é de Richard Riguetti.

Em “Darcy Ribeiro, a pedagogia da pergunta”, reconstrói-se a identidade do Brasil sob a ótica do legado de Darcy Ribeiro, celebrando a diversidade cultural brasileira, de matrizes indígenas, africanas e europeias. O espetáculo, dirigido por Norberto Presta e protagonizado por Richard Riguetti, entrelaça memórias ancestrais e lutas sociais, propondo uma educação emancipadora. Os espectadores tornam-se coautores da encenação, participando ativamente da ordem das cenas, que dialogam com a resistência histórica e a busca por um Brasil mais inclusivo.

As vendas podem ser realizadas pelo site ingressosuff.com.br ou na bilheteria do Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias n. 9, Icaraí, Niterói.

Serviço: Paulo Freire, o andarilho da utopia

Data: 09 e 10 de abril de 2026 (quinta e sexta)

Horário: 19h

Duração: 80 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: Comédia (Circo Teatro)

Valores de ingresso: R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia.

Serviço: Darcy Ribeiro, a pedagogia da pergunta

Data: 11 e 12 de abril de 2026 (sábado e domingo)

Horário: 19h

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: Comédia (Circo-Teatro)

Valores de ingresso: R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia.

Roxy celebra fenômeno de público e comportamento com ‘Fala Sério, Mãe! – Elas só mudam de endereço’, em sua 1ª temporada

Em tempos de atenção fragmentada e telas onipresentes, um fenômeno ao vivo se impôs em plena Copacabana: o Roxy está em alta com o sucesso da matinê da comédia musical Fala Sério, Mãe! – Elas só mudam de endereço, que se despediu neste domingo, dia 29, após uma temporada que ultrapassou expectativas e reposicionou o hábito de ir ao teatro.

Sucesso de público e crítica, o espetáculo chegou a ter sessões extras abertas diante da alta procura, consolidando-se como um dos grandes acertos da temporada cultural. A plateia, aliás, contou também com uma ala de famosos que prestigiaram a montagem, entre eles Carolina Dieckmann, Ingrid Guimarães, Irene Ravache, Ana Paula Araújo, Flávia Alessandra, Otaviano Costa, Larissa Manoela, Lázaro Ramos, Taís Araújo, Evelyn Castro, Rafael Chalub, Nando Cunha, Susana Pires, Paulo Ricardo, Narcisa Tamborindeguy, Marcos Caruso, Paulo Betti, Flávia Reis, Matheus Solano, Angélica, Regina Casé, Louise Cardoso, Ernesto Piccolo, entre outros.

Os números ajudam a dimensionar o impacto: até 29 de março, a comédia musical soma 34 apresentações, média de 500 espectadores por sessão e um público total em torno de 20 mil pessoas em três meses. Mais do que um êxito de bilheteria, trata-se de um caso emblemático de reconexão com a experiência presencial, especialmente entre jovens cada vez mais habituados ao consumo individualizado de conteúdo.

No Roxy, o movimento foi inverso: plateias diversas, intergeracionais e engajadas. Desde a estreia, em 8 de janeiro, não foi raro ver três ou até quatro gerações lado a lado. Crianças, adolescentes, pais, avós e bisavós ocuparam o mesmo espaço, reagindo juntos, compartilhando códigos e afetos. O espetáculo não apenas reuniu públicos distintos, como promoveu um raro senso de convivência coletiva, ressignificando o teatro como ponto de encontro.

Inspirado na obra de Thalita Rebouças, o musical encontrou na identificação direta com o público seu principal motor. Ao tratar, com humor e emoção, das relações entre mães e filhos que “não mudam, apenas trocam de CEP”, a montagem construiu uma ponte afetiva imediata, capaz de atravessar idades e repertórios.

“É o fim de uma temporada de muito sucesso, de muita realização. Eu não sabia que podia ser tão feliz, minha vida já era tão bacana, e ainda assim fui surpreendida. Passar sábados e domingos com a casa lotada, levando arte e cultura para as pessoas, aproximando famílias… é lindo de ver. Vai vó, bisavó, mãe, filha, netinhas, gerações juntas, compartilhando esse momento. Sinto muito orgulho do que a gente construiu ali no Roxy, levar arte de forma tão acessível. ‘Fala Sério, Mãe!’ foi, com certeza, a primeira experiência teatral de muita gente. E isso não tem preço.”, afirma Thalita Rebouças.

A atriz e cantora Cella Bártholo, que vive Malu, reforça o impacto junto ao público: “Foi uma temporada muito emocionante. O espetáculo tem muito humor, faz as pessoas rirem e se emocionarem ao mesmo tempo. E não tem nada mais gratificante do que encontrar as crianças com o brilho nos olhos no final.”

O telespectador Jonas Oliveira também se encantou com a montagem e resumiu a experiência com espontaneidade: “Ela conseguiu mostrar exatamente como é…”, comentou, entre risos, ao lado da esposa e dos dois filhos, enquanto a família circulava pelo mezzanino escolhendo livros de Thalita Rebouças.
Em cena, cerca de 30 artistas sustentam uma montagem de 1h20 que combina músicas autorais e hits conhecidos, ampliando o alcance da narrativa. O resultado é um espetáculo que dialoga com diferentes repertórios e reforça seu caráter inclusivo, tanto no conteúdo quanto na forma de fruição.

A identificação do público atravessa gerações. “Eu me vi em várias cenas, como filha e como mãe”, conta, divertida, Anna Cruz, que assistiu à peça ao lado da filha de 14 anos. A jovem, aliás, não deixou a mãe esquecer nenhum detalhe: “Ela me cutucava o tempo todo: ‘tá vendo isso, Anna? Tá vendo??? É igualzinho!’”, relembra, rindo.
Com produção e realização da SRCOM e da Accioly Entretenimento, o espetáculo surge como uma superprodução pensada para reunir gerações — e conseguiu com maestria.

A força da montagem também se apoia em um time de excelência das artes cênicas brasileiras. A Direção Geral é de Abel Gomes, com Direção de Produção de Sheila Roza. A dramaturgia, assinada por Thalita Rebouças em parceria com Gustavo Reiz, ganha vida com a criação artística de Priscilla Mota (Direção Artística), Tauã Delmiro (Direção Teatral), Rodrigo Negri (Direção de Movimento) e Tony Lucchesi, responsável pela Direção Musical e pelos arranjos do espetáculo. A estética é outro destaque: figurinos de Cláudia Kopke, cenário de Tuca Mariana, luz de Paulo Cesar Medeiros e caracterização de Beto Carramanhos compõem a cena, enquanto a cenografia digital e audiovisual assinada por Igor Corrêa surge como um dos grandes diferenciais da montagem.

Mais do que um musical, Fala Sério, Mãe! inaugurou no Roxy um modelo de experiência expandida: teatro aliado à convivência, à gastronomia e ao encontro. Um formato que não apenas atrai, mas forma público e aponta para novas possibilidades de ocupação cultural.

Não foi apenas a despedida de uma temporada bem-sucedida, mas a consolidação de um novo comportamento: o de voltar a viver a cultura em coletivo. E, nesse palco, o Roxy provou que ainda há espaço — e desejo — para histórias contadas olho no olho.

A novidade fica para a 2ª temporada, no próximo semestre, entre julho e agosto. E, acredite, a procura por reservas já começou.

Cinema Inflável chega a Maricá no feriado de Páscoa com sessões gratuitas ao ar livre na Orla do Parque Nanci

De sexta (3) a domingo (5), o evento apresenta “Robô Selvagem”, “Gato de Botas – O Último Pedido” e “Nosso Sonho”, além de oficinas e programação para toda a família

Iniciativa conta com a tela inflável de 10 X 6 metros (Foto: Recreio Films)
Apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Nubank, com apoio da TV Brasil, o Cinema Inflável chega a Maricá, na Região Metropolitana do Rio, com três noites de sessões gratuitas de cinema ao ar livre entre os dias 3 e 5 de abril (sexta a domingo), na Orla do Parque Nanci, com exibições sempre a partir das 19h. Realizado pela D+3 Produções, o projeto leva uma enorme tela inflável de 60m² a localidades com acesso limitado às salas de cinema, seja por questões geográficas e/ou socioeconômicas, promovendo diversão com estrutura completa para curtir o feriado com a família. Além dos longas-metragens, a programação inclui distribuição de pipoca, oficinas culturais, recreação infantil e exibição de curtas e videoclipes de artistas locais. A proposta é tornar a experiência do cinema acessível e fazer com que o público se apaixone ainda mais pela sétima arte.

Com tela de 10 x 6 metros e capacidade para receber até 800 pessoas por sessão, o Cinema Inflável nasceu em 2013 como contrapartida social do Open Air Brasil. Em 2025, o projeto percorreu 12 regiões do Distrito Federal e 12 localidades na Bahia, reunindo cerca de 40 mil pessoas. Agora, após passar por Taquara, Iguaba Grande e Tanguá, segue sua temporada pelo estado do Rio de Janeiro com novas sessões em Maricá, zona metropolitana.

Durante a etapa na cidade, a programação conta com atividades voltadas para o público infantil, realizadas sempre na abertura do evento, às 18h. A recreação fica por conta do duo Muriquinho Pequenino, formado pelos artistas Ju Werneck e Yure Silva, que propõe uma imersão musical baseada nas tradições da cultura popular brasileira. Além das apresentações interativas, o público participa de oficinas que exploram ritmo, canto e movimento, estimulando a criatividade, a escuta e a expressão coletiva das crianças.

“Gato de Botas – O Último Pedido”; “Robô Selvagem” e “Nosso Sonho”. Fotos: Divulgação
A programação começa na sexta-feira, 3 de abril, com a exibição de “Robô Selvagem” (dublado, classificação livre), animação sensível sobre a robô Roz, que aprende a sobreviver em uma ilha inóspita e desenvolve laços inesperados com os animais locais. Antes da sessão, o público confere o curta “A Herança Sangrenta”, de Carla Dewing, e a abertura do evento conta com a oficina “De onde vem o Ritmo”, que apresenta instrumentos percussivos e propõe uma vivência coletiva dos ritmos da cultura brasileira.

No sábado, 4, a tela inflável recebe “Gato de Botas – O Último Pedido” (dublado, classificação 10 anos), em que o personagem embarca em uma jornada para recuperar suas vidas perdidas. A sessão é antecedida pelo curta “O Esperançar de Maricá”, de Pedro D’Avila, Pedro Freitas e João Carlos. A programação de abertura inclui a oficina “Voz de Brinquedo”, que estimula o canto e a experimentação vocal, além do Baile Bom com Muriquinho Pequenino, apresentação musical que reúne ritmos e brincadeiras da cultura popular brasileira.

Encerrando a edição em Maricá, no domingo, 5 de abril, será exibido o longa nacional “Nosso Sonho – A História de Claudinho e Buchecha” (classificação 12 anos), que retrata a emocionante trajetória de dois dos maiores nomes do funk melody nacional. Antes da sessão, o público assiste ao curta “Saci do Espraiado”, de Diego Drosa e Ricardo de Souza, e as crianças se divertem com a oficina “Roda Muriquinho”, que integra música, dança e brincadeiras.

O evento seguirá no estado do Rio de Janeiro até maio e o calendário completo de cidades por onde o Cinema Inflável vai passar pode ser acompanhado nas redes sociais do projeto @cinemainflavel. A próxima parada será em Saquarema (10 a 12/04), dando continuidade à temporada que também chegará a cidades como Guapimirim e Rio Bonito.

SOBRE A D+3
A D+3 Produções é uma produtora carioca, com mais de 25 anos de história, idealizadora do Cinema Inflável. Além disso, é a representante brasileira do Open Air, maior cinema a céu aberto do mundo, para toda a América Latina, Portugal e Espanha. No seu portfólio tem ainda eventos icônicos como Rider Weekends, Claro Que É Rock, ArteCore, ColaborAmérica e BraJazz.

SOBRE O NUBANK
O Nu é uma das maiores plataformas de serviços financeiros digitais do mundo, atendendo 114 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia. A empresa tem liderado uma transformação na indústria, usando dados e tecnologia proprietária para desenvolver produtos e serviços inovadores. Guiado por sua missão de combater a complexidade e empoderar as pessoas, o Nu atende à jornada financeira completa dos clientes, promovendo acesso e avanço financeiro com crédito responsável e transparência. A empresa se apoia em um modelo de negócios eficiente e escalável que combina baixo custo de atendimento com retornos crescentes. O impacto do Nu tem sido reconhecido em diversos prêmios, incluindo as 100 Empresas mais Influentes da Time, as Empresas Mais Inovadoras da Fast Company e os Melhores Bancos do Mundo da Forbes. Para mais informações, visite https://international.nubank.com.br/about/

PROGRAMAÇÃO
Maricá
De 03 a 05 de abril
Orla do Parque Nanci – Rua Dos Marrecos, 35 – Parque Nanci, Maricá
Entrada gratuita

Dia 03 de abril (sexta-feira)
18h – Abertura do evento + Musicalização com Muriquinho Pequenino + Oficina “De onde vem o Ritmo”
19h – Início da sessão
Curta: “A Herança Sangrenta”, de Carla Dewing
Filme: “Robô Selvagem” (Dublado) | Classificação: Livre

Dia 04 de abril (sábado)
18h – Abertura do evento + Musicalização com Muriquinho Pequenino + Oficina “Voz de Brinquedo” + Baile Bom com Muriquinho Pequenino
19h – Início da sessão
Curta: “O Esperançar de Maricá”, de Pedro D’Avila, Pedro Freitas e João Carlos
Filme: “Gato de Botas – O Último Pedido” (Dublado) | Classificação: 10 anos

Dia 5 de abril (domingo)
18h – Abertura do evento + Musicalização com Muriquinho Pequenino + Oficina “Roda Muriquinho”
19h – Início da sessão
Curta: “Saci do Espraiado”, de Diego Drosa e Ricardo de Souza
Filme: “Nosso Sonho – A História de Claudinho e Buchecha” (Nacional) | Classificação: 12 anos

Às vésperas do aniversário do golpe de 1964, Marcelo Rubens Paiva receberá Medalha Tiradentes no Rio

Saiba mais em: https://sites.niteroi.rj.gov.br/mes-da-mulher/

O escritor e jornalista Marcelo Rubens Paiva receberá, no dia 27 de março, às 18h30, a Medalha Tiradentes, maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A homenagem será entregue pela deputada estadual e presidente da Comissão de Cultura da Alerj, Verônica Lima, em cerimônia marcada pelo debate sobre memória e democracia, às vésperas do aniversário do Golpe de 1964.

A homenagem reconhece a trajetória de Marcelo Rubens Paiva, filho do ex-deputado Rubens Paiva, preso, torturado e morto pela ditadura militar. A história da família se tornou um dos relatos mais marcantes sobre memória, justiça e direitos humanos no país.

Autor de obras importantes da literatura brasileira contemporânea, Marcelo Rubens Paiva transformou sua experiência familiar em reflexão pública sobre democracia e memória histórica. O livro Ainda Estou Aqui, que narra a luta de sua mãe, Eunice Paiva, após o desaparecimento do marido, foi adaptado para o cinema pelo diretor Walter Salles.

O filme, estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, recebeu reconhecimento em festivais e premiações internacionais, ampliando o debate público sobre memória, verdade e justiça no Brasil.

A escolha da Sala Nelson Pereira dos Santos para a cerimônia também reforça esse simbolismo. O cineasta Nelson Pereira dos Santos, que dá nome ao espaço, dedicou sua obra a retratar as contradições sociais e políticas do país, defendendo a liberdade artística e os valores democráticos.

Além da entrega da medalha, o evento contará com uma roda de conversa com o tema “Democracia e Cultura”, reunindo a própria deputada Verônica Lima, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e o reitor da UFF, Antônio Cláudio Nóbrega, ampliando o debate sobre o papel da cultura na defesa democrática.

Para Verônica Lima, a entrega da honraria é também um gesto de compromisso com a memória e com a defesa da democracia.

“Homenagear Marcelo Rubens Paiva com a Medalha Tiradentes é reconhecer uma trajetória que transformou dor em memória e memória em luta democrática. A história de sua família representa milhares de brasileiros que sofreram com a violência da ditadura. Em um momento em que a democracia precisa ser permanentemente defendida, reafirmar o ‘Ditadura Nunca Mais’ é uma responsabilidade coletiva”, afirma a deputada.

“A homenagem a Marcelo Rubens Paiva é, acima de tudo, um gesto de compromisso com a memória histórica do país. Não há democracia sólida sem verdade, sem justiça e sem o reconhecimento das violências cometidas pela ditadura”, afirma Marcelo Freixo.

“Às vésperas de mais um aniversário do golpe de 1964, essa homenagem ganha um significado ainda mais forte, lembrar para que nunca mais se repita. Ditadura nunca mais não é uma frase de efeito, é um princípio civilizatório”, completa.

A Medalha Tiradentes é a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e reconhece personalidades que prestaram relevantes serviços à sociedade fluminense e ao país. A cerimônia será aberta ao público e deve reunir representantes da cultura, da política e da defesa dos direitos humanos.

SERVIÇO
Entrega da Medalha Tiradentes a Marcelo Rubens Paiva
Data: 27 de março
Horário: 18h30
Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

Theresa da Costa apresenta o show ‘Elton por Mim’, trazendo clássicos eternos do artista, no Teatro Grajaú, dia 18 de abril

Saiba mais em: https://sites.niteroi.rj.gov.br/mes-da-mulher/

A cantora Theresa da Costa apresenta o show ‘Elton por Mim’, no próximo dia 18 de abril, no Teatro Grajaú, interpretando clássicos eternos do artista em versões que revelam novas camadas de emoção — unindo teatralidade, interpretação vocal e um toque de intimismo que convida o público a reviver memórias e sentimentos. O show é uma viagem afetiva pelo universo de Elton John, com arranjos cuidadosamente elaborados para piano e Cello, e momentos de pura conexão entre artista e plateia.

Sobre Theresa da Costa

Theresa da Costa é cantora, atriz, bailarina e fisioterapeuta, com trajetória marcada pela união entre arte e sensibilidade humana. Como intérprete, se destaca pela expressividade cênica e pelo timbre suave e emocional que transita entre o pop, o soft belt e o semi- lírico.

Nos palcos, apresenta projetos próprios, homenageando grandes nomes da música nacional e internacional, sempre com identidade própria e presença marcante.

Instagram: @theresadacosta.art

YouTube: https://www.youtube.com/@Theresadacosta

Ficha Técnica

Theresa da Costa no show Elton Por Mim

Idealização / Voz e Performance / Roteiro – Theresa da Costa

Direção cênica e de movimento – Paulo Marques

Direção Musical / Arranjos para Piano e Cello / Piano – Isaías Alves

Cello – Gibran Moraes

Preparação Vocal – Jardel Maia

Projeto Gráfico – Martelo Marketing

Figurino – Paulo Marques

Fotografia – Mauricio Maia

Direção Geral – Theresa da Costa

Recepção/ bilheteria – Staine Motta

Assessoria de Imprensa – Paula Ramagem

Produção – Butterfly Produções

Co – produção – Juliana Torrez

Serviço

Show: Elton por Mim

Artista: Theresa da Costa

Local : Teatro Grajaú

Grajaú Tênis Clube – Av. Engenheiro Richard, 83 – Tijuca

Data:18 de abril de 2026, às 19h

Ingressos pelo Sympla LINK https://www.sympla.com.br/evento/theresa-da-costa-apresenta-elton-por-mim/3339376?share_id=whatsapp

Inteira: R$ 40,00 / Meia: R$ 20,00 / Valor promocional: R$ 25,00 (em 3 lotes)