Sob a regência do maestro Felipe Prazeres, a Orquestra Petrobras Sinfônica apresentou o concerto “Na Trilha do Rock”, no último domingo (26), no Teatro Municipal Raul Cortez, no Centro de Duque de Caxias, com entrada gratuita.
O público pôde ouvir e cantar, junto, os sucessos de Kid Abelha, Legião Urbana, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Titãs, Rita Lee, Lulu Santos, Raul Seixas, Roupa Nova e de outros artistas que marcaram gerações.
Com 50 anos de história, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e prestigiada pela América Latina, com uma característica única de apresentar um repertório aberto e acessível a todos os públicos, que vão da música erudita à música popular brasileira.
Esta particularidade em abrir o repertório desmistifica a orquestra sinfônica, tirando-a do lugar onde foi colocada, como uma arte elitista ou de uma música só, como explica Felipe Prazeres. “A Petrobras Sinfônica é uma orquestra que se diferencia talvez das outras porque nós olhamos a orquestra como um grande instrumento musical, que está aberto para qualquer tipo de repertório. Tocamos os clássicos, claro, somos oriundos da música clássica, mas por que não abraçar outros repertórios até para angariar novos públicos? Então, este concerto dedicado às trilhas do rock toca na memória afetiva das pessoas, fazendo elas olharem para a orquestra de uma outra forma, se sentindo pertencentes a esse mundo. E, automaticamente, mais curiosas também em saber o que uma orquestra sinfônica é capaz de fazer além disso”, afirmou o maestro antes de entrar no palco.
A apresentação faz parte do Festival Clássicos do Brasil, um projeto idealizado e produzido pela Peck, empresa que está há 25 anos realizando festivais de música brasileira no país. O evento recebe patrocínio da Petrobras, com apoio do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj) e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Duque de Caxias (SMCT/DC).
Quase duas décadas de história com a vocação de revelar novos talentos da música brasileira e de dialogar sobre a formação e prática artística. Este é o FestVilla 2025, da Escola de Música Villa-Lobos do Rio de Janeiro que, mais uma vez, reuniu diversos alunos em prol da arte: foram 50 inscritos para a edição deste ano e mais de 30 músicos selecionados para as semifinais.
Os alunos que concorrem aos prêmios do FestVilla 2025 têm entre 18 e 60+ anos, e representam a diversidade e a vitalidade artística da escola. Dez canções estarão na grande final, marcada para o dia 5 de novembro, no Teatro João Caetano, com transmissão ao vivo pela TV ALERJ. A comissão julgadora — formada por professores, artistas, produtores e jornalistas — vai definir os vencedores em diversas categorias: melhor canção, intérprete vocal, instrumentista, arranjo e performance.
Além dos troféus e prêmios em dinheiro, os ganhadores terão sua obra gravada, editada e masterizada no estúdio da Escola de Música Villa-Lobos, um reconhecimento simbólico e técnico que reafirma a vocação do festival para revelar novos criadores e intérpretes da cena musical brasileira.
Celebrando 18 anos, o FestVilla reafirma sua importância como vitrine da produção autoral emergente, conectando gerações de músicos e reforçando a canção como expressão viva e transformadora da cultura.
“O festival, oferece a oportunidade de troca entre os alunos e de colocarem em prática o que aprenderam durante o ano; oferece uma experiência similar a que vão encontrar num futuro próximo, no exercício da profissão; além da possibilidade de criarem com inteira liberdade. E mais: oferece a oportunidade de verdadeira colaboração entre as classes diversas da escola, entre instrumentistas e cantores, e ainda a forma genuina de expressão através da linguagem da música. O FestVilla é uma das estratégias pedagógicas da Escola de Música Villa-Lobos” – ressalta o maestro José Maria Braga – Diretor da Escola de Música Villa-Lobos.
Promovido pela Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ), o FestVilla é um festival de canções inéditas em língua portuguesa, aberto a todos os gêneros e estilos musicais, que tem como propósito fomentar o intercâmbio entre alunos e professores e incentivar a criação musical contemporânea dentro do ambiente pedagógico da Villa-Lobos.
Mais do que uma competição, o FestVilla é um laboratório criativo — um espaço de encontro entre compositores, intérpretes, arranjadores e instrumentistas que fazem da escola um dos núcleos mais férteis de formação artística do país. As apresentações das eliminatórias reúnem alunos dos três cursos regulares da instituição, acompanhados por professores de prática de conjunto que colaboram na preparação dos arranjos e ensaios, qualificando cada performance.
A Escola Villa-Lobos também está antenada com os novos tempos. Questões artísticas e técnicas que dizem respeito à produção da obra musical — desde a composição e gravação de instrumentos até a experiência de se apresentar ao vivo — fazem parte do cotidiano da instituição. Temas como direitos autorais na era digital e as possíveis áreas de atuação profissional do músico contemporâneo são abordados com profundidade, preparando os alunos para um mercado cada vez mais dinâmico e conectado.
Para o pianista e compositor Jonathan Ferr, um dos nomes de maior destaque da nova cena instrumental brasileira e ex-aluno da Villa-Lobos, o festival foi um marco na sua trajetória:
“A Escola de Música Villa-Lobos, essa escola que me formou, que me fez ser o artista que eu sou. E eu me lembro quando eu estava no curso básico e o Festvilla foi marcante para mim. Esse festival que coloca os músicos todos pra se apresentarem, pra realmente exercer o ofício de ser artista, de estar no palco. A experiência de conhecer outras pessoas, de tocar com outros músicos, como é tocar para um grande público. Então, é uma forma muito legal de você se conhecer no palco. E de perceber o quanto é gostoso esse movimento de poder se apresentar para outras pessoas e se conectar através da sua música com outras pessoas. Vale muito a pena.”
Ao longo de sua história, a Villa-Lobos formou gerações de artistas que hoje se destacam na cena musical. Além de Jonathan Ferr, nomes como Tim Rescala, Maximiano Cobra, o maestro Ricardo Rocha, Biafra, Frejat e o próprio maestro José Maria Braga – que hoje é diretor da Escola – já passaram pelas suas salas de aula, além de grandes mestres como Paulo Moura e Alceu Boquino, que marcaram época como professores da casa.
“Uma parte muito importante da minha formação musical aconteceu na Escola de Música Villa-Lobos. Foi uma fase áurea sob a direção de Alyton Escobar. Lá estudei piano com Maria Yeda Cadah e comecei a frequenter as classe de Koellreutter, com quem estudaria composição mais tarde, por quatro anos, em aulas particulares. Mas na Escola frequentei suas classes de arranjo e contraponto. Além dele, outros professores da escola me abriram a cabeça: Esther Scliar, José Maria Neves, Vania Dantas Leite, Marlene Fernandes e Carol Gubernikoff. Em outra gestão ganhei um concurso de composição, promovido pela escola, em parceria com o Colégio da OSB. Uma escola fundamental para a história da música brasileira e, sobretudo, carioca” – afirma o compositor, produtor musical e pianista, Tim Rescala.
Sobre a Escola de Música Villa-Lobos
A história da Escola de Música Villa-Lobos remonta a 1914, quando as irmãs Figueiredo e Celina Roxo fundaram a Escola de Música Figueiredo Roxo, trazendo ao Rio de Janeiro as modernas técnicas pianísticas aprendidas em Berlim. Em 1934, por sugestão do compositor Oscar Lorenzo Fernandez, a escola uniu-se ao recém-criado Conservatório de Música do Distrito Federal.
Em 1952, o governo instituiu a Escola Popular de Educação Musical (EPEMA), precursora do atual modelo de ensino da Villa-Lobos. Após várias mudanças de endereço, a escola fixou-se nos anos 1960 em um charmoso sobrado Art-nouveau na Rua Ramalho Ortigão, hoje parte do Corredor Cultural. Sob a direção de nomes como Cacilda Borges Barbosa, Aylton Escobar e Renault Pereira de Araújo, a instituição consolidou-se como referência em educação musical pública, com a criação, em 1981, do Curso de Qualificação Profissional em Música.
Ao longo das décadas, diretores como Miguel Proença, Wilson Dantas e o atual gestor, o flautista José Maria Braga, mantiveram viva a vocação de democratizar o ensino musical. A escola conta hoje com cerca de 70 professores e oferece cursos que vão da iniciação musical à formação técnica.
Reconhecida como um celeiro de talentos, a Villa-Lobos formou nomes como Paulo Moura, Guerra Peixe, Tim Rescala, Tato Taborda, Jorge Vercillo, Biafra e Jonathan Ferr, reafirmando sua importância histórica e cultural para a música brasileira.
Serviço:
FestVilla 2025
Final: 5 de novembro de 2025, no Teatro João Caetano
Endereço: Praça Tiradentes, S/N – Centro
Entrada gratuita
Horário: 18h
Realização: Escola de Música Villa-Lobos | FUNARJ | Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro
Apoio: Leia Brasil – Organização Não Governamental De Promoção Da Leitura
O cantor britânico Rod Stewart fez uma visita especial ao Santuário Cristo Redentor, que possui um dos monumentos mais emblemáticos do mundo, durante sua passagem pelo Rio de Janeiro. A ida ao topo do Morro do Corcovado ocorreu em parceria com Paineiras Corcovado, concessionária responsável pelo transporte oficial de visitantes turísticos até o Santuário, realizado por meio de vans que circulam dentro do Parque Nacional da Tijuca.
A visita marca mais um capítulo na longa relação de Rod Stewart com o Brasil. Em 1994, o artista entrou para a história ao reunir mais de 3,5 milhões de pessoas em um show na Praia de Copacabana — um dos maiores públicos já registrados na música mundial. Seu último show no país ocorreu em 2023, em São Paulo, ao lado de Ivete Sangalo.
Mais de três décadas após o show histórico em Copacabana, Stewart voltou a se encantar com as paisagens do Rio, desta vez do alto, aos pés do Cristo Redentor.
O prefeito Rodrigo Neves visitou, neste sábado (25), o Museu Antônio Parreiras, no Ingá, na companhia do deputado federal Áureo Ribeiro. Durante o encontro, eles discutiram sobre uma parceria entre Prefeitura e Estado para iniciar o Circuito dos Museus e também para a conclusão da reforma do ateliê, com investimento de R$ 1,5 milhão do Município.
“Visitamos hoje essa joia que é o Museu Antônio Parreiras. Um lugar histórico e cultural de Niterói que foi reaberto e está lindo. Vale a pena conhecer esse espaço, que fica nesse cantinho do Ingá, próximo a São Domingos. Estamos analisando uma parceria para criar o Circuito dos Museus, que vai incluir o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Janete Costa, a Ilha da Boa Viagem (municipais) e os museus Antônio Parreiras e do Ingá, do Governo do Estado”, destacou o prefeito Rodrigo Neves.
Durante a visita, o prefeito esteve no ateliê de Antônio Parreiras, que está em obras. O investimento municipal para a conclusão dos trabalhos é de R$ 1,5 milhão.
“Estou muito feliz de estar hoje com o prefeito Rodrigo Neves nesse museu tão importante do Brasil. Estamos visitando esse equipamento público que recebeu um investimento de R$ 6 milhões do Governo do Estado. Estamos na segunda etapa da obra, com a instalação do elevador. É uma obra belíssima. Hoje estamos elaborando, com o prefeito, uma rota de visita aos museus de Niterói, que é um espetáculo. Tenho certeza de que essa parceria do Governo do Estado com a Prefeitura de Niterói vai beneficiar quem gosta de arte e cultura”, disse o deputado Áureo Ribeiro.
A obra do museu Antônio Parreiras está prevista para ser concluída em fevereiro. A inauguração vai contar com saraus.
A visita também contou com a presença da primeira-dama do município, Fernanda Sixel, do vereador Leandro Portugal, do vice-presidente da Fundação de Artes do Rio de Janeiro (Funarj), Carlos Janan, e de Fátima Henrique, diretora do Museu Antônio Parreiras.
Edital Novíssimos 2026/2027 seleciona propostas para exposições de artistas contemporâneos brasileiros ou residentes no país
O Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU) abre inscrições para a 49ª Edição do Salão de Artes Visuais da Galeria de Arte IBEU, que selecionará artistas de todo o país para integrar a programação de exposições do biênio 2026-2027.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 16 de novembro de 2025, por meio do formulário disponível no site https://portal.ibeu.org.br/ibeu-cultural/edital/. O resultado está previsto para ser divulgado em 12 de janeiro de 2026, também no site da instituição.
A chamada pública é voltada a artistas individuais, brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil há pelo menos dois anos, maiores de 18 anos, interessados em ocupar o espaço expositivo Galeria de Arte IBEU, localizado no bairro Jardim Botânico.
O edital busca projetos que dialoguem com ao menos um dos eixos curatoriais definidos pela Comissão Cultural do IBEU: Memória, História e Territorialidade; Conexões Transculturais entre Brasil e EUA; Arte e Tecnologia; Arte e Sustentabilidade; Experimentações e Novos Suportes; e Arte Interativa.
“Este salão é uma das mais tradicionais portas de entrada para novos artistas no circuito carioca e uma oportunidade de diálogo com temas contemporâneos que unem arte, ciência, tecnologia e cultura”, destaca a equipe da Comissão Cultural do IBEU.
Mais do que uma nova edição, este Edital Novíssimos 2026/2027 representa uma retomada importante para a Galeria de Arte IBEU, que volta a abrir uma convocatória pública após os anos de interrupção causados pela pandemia. A iniciativa reafirma o compromisso da instituição com a democratização do acesso e a valorização da arte contemporânea, fortalecendo sua missão de fomentar a diversidade de linguagens e expressões artísticas no cenário brasileiro.
Serviço: Edital Novíssimos 2026/2027 Inscrições: até 16 de novembro de 2025 Local das exposições: Galeria de Arte IBEU – Rua Maria Angélica, 168, Jardim Botânico, Rio de Janeiro Mais informações e edital completo: https://portal.ibeu.org.br/ibeu-cultural/edital/ Contato:l-cultural@ibeu.org.br
Entre os dias 21 de outubro e 16 de novembro, o Museu Janete Costa de Arte Popular, no Ingá, será palco para o olhar criativo e curioso das crianças e estudantes da Rede Municipal de Educação de Niterói. A 11ª Mostra dos Projetos Educacionais Instituintes apresenta produções artísticas desenvolvidas nas escolas, em uma exposição que revela a potência da infância e da educação pública como lugar de criação, descoberta e expressão. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 10h às 17h.
Nesta edição, 32 escolas de Ensino Fundamental e 44 Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEIs) participam da mostra, apresentando projetos desenvolvidos no âmbito da política “Uma Rede Inteira pela Alfabetização e Inclusão”. As obras, que incluem instalações, maquetes, painéis, desenhos e outras linguagens, traduzem o cotidiano das escolas e dos territórios, unindo arte, ciência e cultura em produções que expressam o olhar das crianças sobre o mundo.
Para o secretário municipal de Educação, Bira Marques, a mostra é um dos momentos mais inspiradores do calendário escolar.
“Nossas crianças e professores mostram que aprender também é criar. Cada projeto nasce do cotidiano da escola e ganha forma como arte, expressando as identidades, os afetos e as descobertas de cada turma. É uma alegria ver o museu acolher a produção artística das nossas escolas e dar visibilidade à força criativa da rede pública”, afirmou o secretário.
Esta é a terceira vez que o Museu Janete Costa recebe a exposição dos Projetos Educacionais Instituintes. A iniciativa fortalece a identidade das unidades escolares e promove práticas pedagógicas inovadoras, conectadas à vida dos estudantes e ao compromisso de Niterói com uma educação integral, inclusiva, antirracista e socialmente referenciada.
Festa Literária Internacional de Niterói termina neste domingo
Em três dias de Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN), cerca de 15 mil pessoas passaram pelo Reserva Cultural, em São Domingos. Neste sábado (18), o evento seguiu com atrações para crianças, jovens e adultos, com destaque para a palestra de Monja Coen e as mesas com a participação de Edney Silvestre, Thalita Rebouças, MV Bill, Caco Barcellos e Raphael Montes.
Organizada pela Prefeitura de Niterói, a FLIN foi tomada por famílias, que levaram filhos e netos para um passeio pelo universo da literatura. O Espaço Nikitinhos ofereceu brincadeiras, contação de histórias e oficinas para animar a garotada. O grupo Violúdico botou os pequenos para soltarem a criatividade com uma apresentação interativa.
A auxiliar administrativa Ana Paula Santos, moradora do Fonseca, foi com o marido e os três filhos conferir a programação da FLIN.
“É muito bom trazer meus filhos para um contato tão próximo com os livros. A área infantil tem bastante coisa, eles ficam correndo, pulando e brincando com as outras crianças e passam um tempo longe do celular”, disse ela.
Ícone da literatura jovem no Brasil, a escritora Thalita Rebouças comemora 25 anos de carreira sem perder o entusiasmo. Ela participou da mesa “Falando sério sobre criatividade”, no Palco Darcy Ribeiro, que ficou lotado. Na sequência, distribuiu autógrafos, sorrisos e muito carinho para os fãs que formaram uma longa fila na área reservada para o encontro entre autores e leitores.
“Todo evento que estimula o hábito da leitura tem o meu aplauso. Esse tipo de evento a gente tem que prestigiar porque é imperdível. É a minha chance de conhecer os leitores, abraçar, dar beijo e autografar”, destacou Thalita Rebouças.
Da busca pelo equilíbrio às tramas de suspense e terror – A Sala Nelson Pereira dos Santos recebeu a palestra “Entre o caos e a calma ― Como cultivar o equilíbrio”, com a zen budista Monja Coen. Com uma linguagem leve, ela convidou a plateia a refletir e buscar a paz interior.
A Arena FLIN e o Palco Darcy Ribeiro movimentaram a festa literária com mesas como “Da vida à escrita”, com Edney Silvestre e Leilane Neubarth; “Sobre aquilo que não sabemos”, com Zélia Duncan e Eucanaã Ferraz, e “Cultura periférica no centro do debate”, com MV Bill e Rene Silva. Outro destaque foi a palestra “Narrativas reais ― O poder das histórias que transformam”, com Caco Barcellos.
Raphael Montes ― expoente do terror e suspense nacional ― lotou a Sala Nelson Pereira dos Santos com a mesa “Conectar leitores”. A Arena FLIN abriu espaço para o “Angu de grilo” comandado pelas jornalistas Flávia Oliveira e Isabela Reis, enquanto o Palco Darcy Ribeiro sediou a mesa “Histórias de improviso”, com os rappers MC Marechal e Major RD. Fechando o sábado, MC Marechal levou a Batalha do Conhecimento ao Palco Darcy Ribeiro.
A FLIN 2025 termina neste domingo (19), às 21h30. A grade de programação pode ser consultada no site https://sites.niteroi.rj.gov.br/flin . Para entrar na Sala Nelson Pereira dos Santos, haverá distribuição de senhas duas horas antes do início de cada atração, enquanto o acesso à Arena FLIN é por ordem de chegada (sujeito a lotação). Os demais espaços são de trânsito livre.
Equipamento será instalado no icônico prédio em forma de rolo de filme projetado por Oscar Niemeyer
A Prefeitura de Niterói deu início ao desenvolvimento do projeto para a criação do Museu do Cinema Brasileiro, que será instalado no prédio em formato de rolo de filme, no Reserva Cultural, complexo que abriga também a Sala Nelson Pereira dos Santos, em São Domingos. A iniciativa foi discutida em reunião, nesta segunda-feira (13), entre o prefeito Rodrigo Neves e especialistas reconhecidas na área de museologia e economia criativa, como a cineasta Daniela Thomas, responsável pela concepção do Museu do Futebol, e Deca Farrouco, que atuou em projetos como os do Museu da Língua Portuguesa e do Museu do Amanhã. Também participaram da reunião a vice-prefeita Isabel Swan, o secretário municipal de Economia Criativa, André Diniz, e o secretário Executivo, Felipe Peixoto.
O prefeito Rodrigo Neves destacou que Niterói tem papel pioneiro na história do audiovisual brasileiro: foi uma das primeiras cidades do país a abrigar uma faculdade de cinema, criada por Nelson Pereira dos Santos, referência nacional e que dá nome à sala de espetáculos localizada no Reserva Cultural. Segundo ele, o novo museu vai aprofundar esse vínculo histórico ao celebrar a trajetória do cinema brasileiro e os avanços das novas tecnologias no setor.
“Niterói sempre esteve à frente na formação cultural do país. E agora vamos consolidar esse legado com o Museu do Cinema Brasileiro. Será mais um passo para fortalecer nossa economia criativa, gerar oportunidades e revitalizar o Centro da cidade”, disse ele.
Para o secretário de Economia Criativa, André Diniz, o projeto representa um marco estratégico para a cidade.
“Este museu traduz a identidade de Niterói: uma cidade que produz, pensa e respira cultura. Estamos falando de um equipamento que vai além da memória — será um espaço vivo, formador, que integra educação, inovação e participação popular. Teremos um diálogo direto com a UFF, com o setor audiovisual, com escolas e com os novos criadores de conteúdo. É um projeto que valoriza o passado, mas olha firmemente para o futuro de uma economia criativa sustentável e transformadora”, afirmou Diniz.
A proposta é que o museu tenha caráter interativo e tecnológico, utilizando recursos digitais e imersivos para aproximar o público das diferentes linguagens do audiovisual contemporâneo, da película às plataformas digitais, incentivando a experiência e a experimentação.
“As pessoas hoje se relacionam com o mundo por meio das telas. Um museu do cinema precisa dialogar com essa forma de ver e interagir”, observou Daniela Thomas.
O projeto entrará agora na fase de estudos e desenvolvimento, com previsão de implantação em 2028, integrando-se ao conjunto de equipamentos culturais do Caminho Niemeyer.
“Não poderia haver lugar mais simbólico que Niterói, ao lado da UFF e da história do cinema nacional. Vamos celebrar a brasilidade e inovar”, acrescentou Deca Farrouco.
Mais de 60 atrações gratuitas e 108 autores confirmados no Reserva Cultural de Niterói
Entre os dias 16 e 19 de outubro, a partir das 9h, Niterói será palco da terceira edição da Festa Literária Internacional de Niterói (Flin), um dos maiores eventos literários do estado. Realizada no Reserva Cultural de Niterói, a festa reunirá mais de 60 atrações gratuitas, entre mesas de debate, lançamentos, performances, leituras dramatizadas, contações de histórias e apresentações musicais.
Com curadoria de Vilma Piedade, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Elisa Ventura, a Flin 2025 homenageia o antropólogo Darcy Ribeiro (1922–1997) e presta tributo ao escritor Luis Fernando Verissimo (1936–2025). A programação inclui uma mesa especial com Fernanda Verissimo, filha do autor, o ator Diogo Villela e o jornalista Arthur Dapieve.
Entre os convidados de destaque estão Conceição Evaristo, referência da literatura afro-brasileira; Mia Couto, premiado escritor moçambicano; Itamar Vieira Junior, autor de Torto Arado; Ana Maria Gonçalves, membro da Academia Brasileira de Letras; Nei Lopes, sambista e intelectual da cultura negra; Thalita Rebouças, ícone da literatura juvenil; Monja Coen, referência do budismo no Brasil; e Raphael Montes, autor de sucesso internacional.
Outros nomes conhecidos também marcam presença, como Miguel Falabella, Zeca Camargo, Miriam Leitão, Felipe Pena, Edney Silvestre, Caco Barcellos, Antonio Torres e Rosiska Darcy.
A Flin é uma realização da Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN), sob a presidência de Micaela Costa, que ressalta o papel da literatura como espaço de escuta e transformação social.
A entrada para todas as atividades é gratuita, e a programação é voltada para públicos de todas as idades, com espaços dedicados a crianças, jovens, educadores e leitores de todas as áreas.
108 autores confirmados
A Fundação de Arte de Niterói ampliou o número total de autores independentes selecionados e convidados para participar da ocupação literária da Flin 2025, fortalecendo o cenário literário da cidade e promovendo o intercâmbio entre autores locais e nacionais. Na lista, estão escritores de cidades vizinhas, como as integrantes do Coletivo Escritoras Vivas, de São Gonçalo: Cyntia Fonseca e Jaqueline Brito.
Confira a lista completa:
Marcelo Aceti, Lili Balonecker, Áida King, Fernanda Cariello, Mário Gabriel Syntonia, Fernanda Marsico, Joselene Negra Black, Lucas Eklipse, Marcelo Antunes Alves da Costa, Melina Galete, Carmen Martins, Jorge Piri, Rosane Steinhagen, Débora Santos, Priscilla Litwak, Rafael A. F. Silva, Caio Vinícius, Léla Caixeta, Patrícia Schunk, Ingrid Macieira, Denise G. Porto, M. M. Froufe, Diogo Bogéa, Pedro Garrido, Cecília Rogers, Diego Domingues, Flávia Oliveira, Giovana Medina, Bianca Roriz, Lua Tebet, Rubem Baptista, Ronan Pereira, Mariah Coutinho, Liliam Sampaio Ramos, Patrícia Azaña, Michelle Bittencourt, Daniel Reis, Valéria Vianna, Marcus Leopoldino, Ângela Garrido, Thainá Albernaz, Carolina Lins, Silvia Prado dos Anjos, Camila Aguiar, Allexandre Carddoso, Vinícius Motta, Ricardo Fonseca, Giselle Baes, Robson Oliveira, Camila Ermida, Marcele Zveiter, Maria Julião dos Reis, Lucileia de Souza Baptista, João Vitor, Benjamim Lima, Roselany Junger da Silva, Lya Alves, Roberto Poeta, Júlio Bello Gervásio, Édipo Ferreira, Guilherme de Sousa, Márcia Veiga, Larissa Lair, Lucy Vargas, Letícia Cruz, Raphael Marron, Railson Barboza, Rodolfo Barbosa, Júlia Vita, Rene Ugalde, Bruna Santos, Thales Amaral, Beatriz F. Coelho Gomes, Dani Fritzen, Joseléa Galvão Ornellas, Rinaldo Martins de Oliveira, Simone S. Santos, Andressa Moraes Guimarães da Silva Torres, Gael Jardim, Denis Mello, Evelyn Almeida, Luciene Prado, Verônica França, Jones Alberto de Almeida, Pâmela Gadelha, Beatriz França, Luiza Leite Ferreira, Sol de Paula, Mairy Maz, Alessandra Oliveira, Alex Frechette, Milene Lopes, Cyntia Fonseca, Catharina Zanetti, Jaqueline Brito, Ana Hidalgo, Nietzsche Pop, Bruna Paiva, Iva França, Lucia Seixas, Marcelo Antunes Alves da Costa, Roselany Junger da Silva, Lya Alves, Rinaldo Martins de Oliveira, Rany Camara, Rosamares da Maia, Paulo Carvalhosa, Luciana Lage, Flora Soutello, Olga Tavares, Thiago Carvalho e Alice Leite.
Coletivo Escritoras Vivas: presença e representatividade
O Coletivo Escritoras Vivas é um movimento literário formado por mulheres que atuam na promoção da escrita de autoria feminina e na valorização da autoria de mulheres em diferentes territórios. O grupo desenvolve ações de formação, mentorias e produção literária desde 2021 em São Gonçalo, e, tal como em outros eventos, inclusive fora do estado do Rio de Janeiro, marca presença na Flin com duas autoras que integram a cena literária contemporânea local: a jornalista Cyntia Fonseca, autora de Coração de Cleópatra e Bloco de Notas (Mapa das Letras); e a professora, doutoranda em Literatura Comparada (UFF) Jaqueline Brito, autora de Memórias de um boteco (Patuá).
Datas: 16 a 19 de outubro de 2025 (quinta a domingo)
Local: Reserva Cultural de Niterói
Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos, Niterói (RJ)
Entrada: Gratuita
Realização: Prefeitura de Niterói e Fundação de Arte de Niterói (FAN)
Mostra já está em cartaz e reúne obras de Claudia Andujar, Aline Motta e peças da Coleção Eva Klabin em um percurso que conecta registros do tempo em linguagens de diferentes culturas
“Transformai as velhas formas do viver” chega à Casa Museu Eva Klabin em uma imersão que atravessa diferentes temporalidades artísticas. A proposta é usar imagens, formas e narrativas como testemunhos vivos que desenterram silêncios, ruínas e memórias. Sob a curadoria de Camilla Rocha Campos, a exposição reúne obras de Claudia Andujar, de Aline Motta e vasos rituais da Coleção Eva Klabin. A mostra, que já está em cartaz, permanece até o dia 14 de dezembro e pode ser visitada de quarta a domingo, das 14h às 18h.
“A mostra reúne obras de Claudia Andujar, Aline Motta e vasos rituais da coleção Eva Klabin, criando imagens e gestos que trazem o diálogo entre povos diaspóricos, indígenas e ancestrais com a presença, a água e a terra”, afirma a curadora Camilla Rocha Campos.
Obras que expandem a memória e o testemunho compõem o percurso curatorial. As fotografias de Claudia Andujar, um registro de sua convivência com os povos amazônicos, vão além do documento, transformam-se em vestígios de escuta radical e reconfiguração de linguagem. Paralelamente, Aline Motta mergulha em memória, território e ancestralidade; dessa forma, passado e futuro convergem em narrativas vitais para a compreensão do tempo presente.
Unidos por uma prática de resistência imagética e política, ambos os trabalhos se dedicam ao testemunho e à reconstrução. Essa lógica se manifesta em uma arquitetura forense da imagem, onde a arte se estabelece como evidência e o sensível se converte em documento vivo. Junto aos vasos rituais da coleção, fotografias, instalações e desenhos tecem uma trama de registros éticos, poéticos e materiais que articulam diferentes períodos. Desta forma, ‘Transformai as velhas formas do viver’ convida o público a vivenciar a arte como gesto de reconstrução e testemunho em um diálogo contínuo entre mundos e épocas.
SERVIÇO “Transformai as velhas formas do viver: um percurso de Claudia Andujar, Aline Motta e vasos rituais da Coleção Eva Klabin”
Visitação: Até 14/12 – Quarta a domingo, das 14h às 18h
Local: Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa, nº 2480 – Lagoa Rodrigo de Freitas)
Entrada gratuita
Classificação: Livre
Camilla Rocha Campos – Curadora
Curadora, escritora e consultora de arte contemporânea, Camilla Rocha Campos atuou como Coordenadora de Residência do MAM Rio e do Programa de Formação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Ela trabalhou como consultora para artes visuais no Museu do Amanhã, IPEAFRO, e em institutos internacionais sem fins lucrativos como a 0101 Art Platform, EhChO, Gasworks e Mondriaan Fonds. Com ampla atuação internacional, realizou curadorias e participações institucionais na Saastamoinen Foundation (Finlândia), Lugar a Dudas (Colômbia), Tabacalera Estancias (Espanha), Q21 Museums Quartier (Áustria), UKS (Noruega), Bamboo Curtain Studio (Taiwan), Arika (Escócia), dentre outros. Atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado na Goldsmiths University of London, no Reino Unido.
Claudia Andujar – Artista
Claudia Andujar nasceu em Neuchatel (Suíça), em 1931. Após a Segunda Guerra Mundial, imigrou para os EUA e, em 1955, imigrou para o Brasil. Desde então, a artista vive e trabalha em São Paulo. Nos anos 1970, Andujar recebeu bolsas da John Simon Guggenheim Foundation, e da Fundação de Apoio a Pesquisa (FAPESP), para fotografar e estudar a cultura Yanomami. De 1978 a 2000, Andujar trabalhou para a Comissão de Pró-Yanomami e coordenou a campanha para a demarcação do território Yanomami na Amazônia, criado em 1993. Em 2000, recebeu o Prêmio Anual de Liberdade Cultural [Fotografia] como defensora dos Direitos Humanos da Lannan Foundation, Novo México [EUA]. Após receber prêmios nacionais e internacionais, em 2023, Andujar recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Brasília, Brasília [Brasil], pelos anos de dedicação e defesa do povo Yanomami.
Aline Motta – Artista
Aline Motta nasceu em Niterói (RJ), em 1974, e mora em São Paulo. Combina diferentes técnicas e práticas artísticas em seu trabalho, como fotografia, vídeo, instalação, performance e colagem. De modo crítico, suas obras reconfiguram memórias, em especial as afro-atlânticas, e constroem novas narrativas que invocam uma ideia não linear do tempo. Foi contemplada com o Programa Rumos Itaú Cultural 2015/2016, com a Bolsa ZUM de Fotografia do Instituto Moreira Salles 2018, com 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça 2019 e com o Prêmio PIPA 2024. Recentemente participou de exposições importantes como “Histórias Feministas, artistas depois de 2000” – MASP, “Histórias Afro-Atlânticas”. Abriu sua exposição individual “Aline Motta: memória, viagem e água” no MAR/Museu de Arte do Rio em 2020. Em 2021 exibiu seus trabalhos em vídeo no New Museum (NY) no programa “Screen Series”. Em 2022 lançou seu primeiro livro “A água é uma máquina do tempo”, abriu exposição individual no átrio do Sesc Belenzinho e na sala de vídeo do MASP. Em 2023, expôs na 15a. Bienal de Sharjah (EAU), no MoMA Museum of Modern Art (NY) e na 35a Bienal de Arte de São Paulo
Sobre a Casa Museu Eva Klabin:
Uma das primeiras residências da Lagoa Rodrigo de Freitas, a Casa Museu Eva Klabin reúne mais de duas mil obras que cobrem um arco de tempo de cinco mil anos, desde o Antigo Egito (3000 a.c.) ao impressionismo, passando pelas mais diferentes civilizações. A coleção abrange pinturas, esculturas, mobiliário e objetos de arte decorativa e está em exposição permanente e aberta ao público na residência em que a colecionadora viveu por mais de 30 anos. A Casa oferece programação cultural variada, que inclui, além das visitas ao acervo, exposições temporárias de artistas contemporâneos, oficinas, cursos e conferências para adultos e crianças. Enquanto referência no calendário cultural do Rio de Janeiro, a programação musical conta com a série Concertos de Eva, com os Concertinhos de Eva, dedicados ao público infantil, e com os shows de Nova MPB no jardim.
Esta exposição faz parte da programação dos 30 anos da Casa Museu Eva Klabin, que será comemorado em todo ano de 2025. Espaço de troca de ideias e aprendizados no presente, a Casa Museu mantém um diálogo constante com o passado e encontra sua originalidade na combinação entre o clássico e o contemporâneo.