Canetas emagrecedoras ganham espaço e ampliam debate sobre uso seguro dos medicamentos

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Projeto de lei aprovado na CCJ e ainda em tramitação na Casa prevê ações de informação, prevenção e conscientização sobre o uso inadequado de supressores de apetite

O crescimento do uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” acendeu um alerta sobre os riscos da utilização sem acompanhamento adequado. No Brasil, o consumo desses produtos avançou 239% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Scanntech, empresa de tecnologia e inteligência de mercado.

Diante desse cenário, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei 7.282/26, que institui a Política Estadual de Prevenção, Informação e Uso Seguro de Medicamentos Supressores de Apetite. A proposta prevê ações de educação em saúde, conscientização sobre os riscos do uso inadequado e importância do acompanhamento de pacientes. O texto segue agora para análise dos 70 deputados em plenário e ainda poderá sofrer modificações.

A pesquisa estima ainda que o mercado informal já representa cerca de metade das vendas de canetas emagrecedoras no país. Para chegar a essa estimativa, a empresa analisou a evolução das vendas de seringas em farmácias e utilizou uma linha de base histórica associada ao consumo de insulina. A proposta aprovada pela CCJ busca atuar justamente nesse contexto. Entre os pontos previstos no projeto de lei estão ações educativas sobre os efeitos da supressão extrema ou da ausência de estímulo fisiológico da fome, que pode levar à ingestão alimentar insuficiente, à desnutrição funcional e a repercussões metabólicas graves.

A médica endocrinologista do Departamento Médico do Parlamento fluminense, Sandra Vital, alerta para as possíveis consequências do uso dessas substâncias sem prescrição e acompanhamento especializado. “Alguns sinais devem chamar atenção: náuseas ou vômitos persistentes, dificuldade para ingerir líquidos, tontura, desmaios, queda da pressão, redução do volume de urina ou perda de peso muito rápida acompanhada de perda de força e massa muscular”, explica. Sandra também aponta como sinais de alerta as dores abdominais persistentes e outros sintomas que possam interferir nas atividades cotidianas.

Canetas no tratamento da obesidade

Medicamentos como os agonistas do receptor de GLP-1 e os agonistas duais de GIP/GLP-1 atuam sobre mecanismos relacionados à saciedade e à ingestão alimentar. Administradas por via subcutânea, essas substâncias mimetizam a ação de hormônios produzidos pelo intestino, contribuindo para a regulação do apetite, o retardamento do esvaziamento gástrico e o aumento da sensação de saciedade. Segundo a endocrinologista, elas também produzem efeitos importantes sobre o metabolismo da glicose. Quando há indicação médica, explica a especialista, as canetas podem fazer parte do tratamento da obesidade, doença crônica cujo cuidado não se limita à redução do peso.

“Com a redução da gordura visceral, observamos melhora da resistência à insulina, da glicemia e da hemoglobina glicada, além de melhora de parâmetros como pressão arterial, triglicerídeos e outros fatores de risco cardiometabólico”, complementa.

Nesse processo, Sandra destaca que também é preciso considerar a qualidade do emagrecimento. “Durante o uso das canetas, precisamos garantir a ingestão adequada de nutrientes e proteínas, atividade física e estímulo muscular para minimizar a perda de massa magra”, afirma.

Para a endocrinologista, quando bem indicadas, as canetas não devem ser vistas apenas como uma forma de perder alguns quilos. Elas podem integrar uma estratégia de tratamento da obesidade e de suas complicações, contribuindo para a melhora da saúde metabólica, a redução de riscos e a qualidade de vida do paciente.

Importância do acompanhamento

A fonoaudióloga Lívia Machado, que já enfrentou a obesidade, conta que o medicamento contribuiu para o controle da compulsão alimentar e do ganho excessivo de peso. “Sempre fiz muito exercício físico, desde novinha, porque não queria me ver acima do peso e, ainda assim, tinha dificuldade para me manter magra. As dietas também eram comuns na minha rotina, mas, há dois anos, desde que comecei a usar as canetas, me sinto mais disposta”, relata.

Antes de iniciar o tratamento, Lívia passou por uma série de exames e começou o acompanhamento com um endocrinologista. Como também pretendia engravidar, a possibilidade de gestação foi considerada na decisão sobre o tratamento. “Acho que informar a população sobre os riscos e não naturalizar o uso sem necessidade é um ponto fundamental”, afirma.

A proposta em análise na Alerj reforça a importância de diferenciar o tratamento da obesidade do uso dos medicamentos com finalidade exclusivamente estética. O texto prevê a divulgação de informações sobre os riscos do uso estético dessas substâncias e sobre possíveis consequências da supressão excessiva do apetite, como desnutrição, perda de massa muscular, desidratação, alterações metabólicas, comprometimento da saúde dos cabelos, unhas e ossos, além da fadiga persistente.

Quando utilizadas sem indicação, explica Sandra Vital, as substâncias podem expor uma pessoa potencialmente saudável aos riscos de um medicamento sem que exista necessariamente um benefício clínico que justifique essa exposição.

Informação também passa pela saúde mental

Além dos aspectos físicos, o projeto em tramitação na Alerj chama atenção para os impactos psicológicos relacionados à busca por determinados padrões corporais. No ambiente escolar, a proposta prevê ações de educação em saúde no ensino fundamental e médio, com foco na prevenção de comportamentos de risco associados à pressão estética e no desenvolvimento de uma leitura crítica de conteúdos sobre saúde divulgados nas redes sociais.

A política também propõe ações de prevenção e detecção precoce de transtornos alimentares e de preocupações dismórficas que possam ser intensificadas pelo uso inadequado desses medicamentos. O texto ainda chama atenção para os riscos da aquisição dessas substâncias por canais digitais não oficiais ou de produtos sem registro sanitário.

A psicóloga Wanessa Quintanilha, que atende no departamento médico da Casa, alerta que o uso das canetas sem acompanhamento adequado também pode estar relacionado a uma preocupação excessiva com a aparência e com a busca por determinados padrões corporais. “Muitas vezes, esses inibidores de apetite são usados para alcançar um padrão corporal difícil de manter a longo prazo, o que pode gerar no paciente ansiedade para continuar atingindo metas cada vez mais rígidas de emagrecimento ou um medo intenso de recuperar o peso”, afirma.

Segundo Wanessa, alguns comportamentos podem indicar a necessidade de avaliação profissional, como pesagens constantes, preocupação excessiva com calorias e alimentos, medo intenso de ganhar peso, necessidade permanente de emagrecer mesmo após atingir um peso saudável e uma percepção do próprio corpo muito diferente daquela observada por outras pessoas.

“Nesses casos, é importante buscar uma avaliação profissional qualificada. A prevenção precisa começar pela educação sobre saúde, corpo e alimentação, e não pela cobrança de um determinado padrão estético”, conclui a especialista.

Alimentação é parte do cuidado

O projeto de lei também prevê a cooperação entre órgãos públicos, instituições científicas, universidades e entidades da sociedade civil para estimular iniciativas de educação alimentar e nutricional. O texto possibilita ainda a formação de parcerias com os Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia e Nutrição para a elaboração de guias de orientação aos pacientes.

A nutricionista da Alerj Alexia Silva considera o planejamento alimentar uma etapa importante para que o tratamento esteja associado à mudança de hábitos, e não apenas à redução do peso. “As canetas reduzem a fome do paciente, mas isso não significa que não é necessário comer. Por isso, quando a ingestão cai, o planejamento nutricional passa a ter uma função ainda mais importante para garantir o mínimo necessário de cada nutriente, mesmo com pouco apetite”, explica.

Segundo a especialista, manter uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas também é importante para a continuidade dos resultados após a interrupção do medicamento. “A reeducação alimentar tem um papel fundamental tanto durante o tratamento quanto na manutenção dos resultados”, reforça Alexia.

Ao reunir ações de prevenção e educação em saúde, a proposta analisada pelo Parlamento fluminense busca ampliar o acesso a informações sobre o uso adequado desses medicamentos e contribuir para que o tratamento da obesidade considere, além da perda de peso, a saúde e a qualidade de vida dos pacientes.

Saquarema inaugura nova unidade da Estratégia de Saúde da Família, desta vez no Verde Vale

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A preocupação em ampliar a oferta de serviços de Atenção Primária à Saúde e tornar-se uma referência para a região vem se consolidando em Saquarema que inaugurou nesta quinta, 24/09, mais uma unidade da Estratégia de Saúde da Família (ESF), desta vez no Verde Vale. Planejado de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), o espaço foi estruturado para aproximar os serviços de saúde dos moradores e intensificar o acompanhamento das famílias do bairro e de áreas próximas.

Política pública de verdade

“Queremos oferecer o que há de melhor em saúde para a nossa população e esse é um trabalho que não começou agora. Isso se deve ao empenho das equipes de todas as secretarias, com obras que são necessárias para o nosso município. Saquarema merece isso, temos orgulho do nosso município porque aqui se faz política pública de verdade e quem vem nos visitar, leva isso para casa mostrando o quanto essa cidade é linda”, comentou Lucimar Vidal, Prefeita de Saquarema.

Classificada como Porte III, a nova ESF conta com oito consultórios clínicos e dois odontológicos, com capacidade para acompanhar entre 9 mil e 12 mil pessoas. A unidade também tem salas de vacinação, coleta e curativos, além de uma farmácia ampliada, com medicamentos da rede de atenção primária. Essa estrutura permite que os moradores tenham acesso, no próprio bairro, a serviços essenciais de prevenção, acompanhamento e tratamento, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras regiões do município.

Além dos atendimentos clínicos e odontológicos, a unidade tem um espaço destinado a atividades coletivas. O local receberá grupos de gestantes, hipertensos e diabéticos, intensificando o acompanhamento desses públicos e as ações de educação em saúde.

A inauguração da ESF do Verde Vale integra o processo de ampliação e modernização da rede municipal de saúde de Saquarema. A estratégia é fortalecer a Atenção Primária, ampliar a cobertura dos serviços e descentralizar o atendimento, levando estruturas adequadas para mais perto da população.

Para os moradores do Verde Vale e do entorno, a inauguração representa a chegada de uma estrutura completa de atendimento básico, com consultas médicas e de enfermagem, odontologia, vacinação, curativos, assistência farmacêutica e ações de prevenção reunidos em um mesmo espaço.

Lindamar Gomes dos Santos celebrou a chegada da unidade: “Moro aqui no bairro e só tenho elogios para os serviços de saúde porque eles realmente cuidam de nós. Estou ansiosa para marcar minhas consultas, principalmente o atendimento de dentistas, minha saúde está em dia graças aos médicos porque, se eu fosse pagar por exames como preventivo, mamografia, realmente não teria condições”, disse.

A unidade está localizada na Rua Ademar Aurelino Barreto, 640, Verde Vale, ao lado do G.R.E.S. Unidos do Tigre e funcionará de segunda a sexta, das 08h às 17h.

Duque de Caxias lança cartilha e entrega tablets a mais de 700 agentes comunitários de saúde

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A Prefeitura de Duque de Caxias, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou, no final do mês de agosto, um encontro com mais de 700 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para lançar a Cartilha do Agente Comunitário de Saúde – Boas Práticas e entregar tablets destinados ao trabalho dos profissionais nos territórios.

Participaram do evento o prefeito Netinho Reis, a secretária municipal de Saúde, Célia Serrano, o subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Carlos Rafael dos Santos Freitas, além de coordenadores e equipes técnicas da área.

A cartilha reúne orientações sobre cadastramento, visitas domiciliares, busca ativa, acolhimento, imunização, vigilância em saúde, acompanhamento das Linhas de Cuidado, registros, indicadores e integração com as equipes de Saúde da Família.

Segundo informação da Secretaria Municipal de Saúde, o material será utilizado como referência nas atividades dos ACS, em ações de educação permanente, reuniões de equipe e integração de novos profissionais.

Tablets serão usados no trabalho de campo

Os tablets entregues aos agentes terão acesso ao Prontuário Eletrônico. Os equipamentos poderão ser utilizados para cadastrar e atualizar informações das famílias, registrar visitas e acompanhar usuários atendidos pelas equipes de Atenção Primária.

A medida permite que os dados sejam inseridos diretamente durante as atividades de campo. As informações poderão subsidiar o planejamento das ações, o acompanhamento dos indicadores e a organização dos serviços de saúde.

De acordo com a gestão municipal, os equipamentos serão destinados exclusivamente às atividades dos Agentes Comunitários de Saúde.

Reforço das equipes

O encontro também reuniu profissionais que já atuam na Atenção Primária e novos ACS incorporados às equipes do município. A Secretaria de Saúde informou que a ampliação do quadro busca aumentar a capacidade de acompanhamento das famílias e fortalecer a atuação das equipes nos territórios.

O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde inclui o acompanhamento das famílias, a identificação de situações de risco, a orientação sobre os serviços disponíveis e o encaminhamento de demandas às equipes de referência.

“A cartilha e os tablets contribuem para padronizar procedimentos e melhorar o registro das informações produzidas durante as visitas e demais atividades realizadas pelos profissionais”, informou o subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Carlos Rafael.

A entrega dos equipamentos e o lançamento da cartilha integram as ações da Secretaria Municipal de Saúde voltadas à organização dos processos de trabalho e ao uso de ferramentas digitais na Atenção Primária de Duque de Caxias.

Niterói recebe Carreta de Prevenção e Cuidado da Saúde da Mulher

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Em parceria com o Ministério da Saúde, carreta oferecerá mamografia e ultrassonografias entre 18 de setembro e 16 de outubro, exclusivamente para pacientes agendadas pela Central de Regulação

A Prefeitura de Niterói recebe, a partir desta sexta-feira (18), a Carreta de Prevenção e Cuidado da Saúde da Mulher, do Programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A iniciativa tem como focos a prevenção, o rastreamento e o diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero. O atendimento será destinado exclusivamente às pacientes previamente agendadas pela Central de Regulação Municipal. Não haverá atendimento por demanda espontânea.

Instalada no Caminho Niemeyer, no Centro, a unidade permanecerá no município por cerca de 30 dias. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 13h, com a oferta de mamografia e ultrassonografias de mama, transvaginal e pélvica.

A secretária municipal de Saúde de Niterói, Ilza Fellows, destaca que a parceria permitirá ampliar o acesso aos exames e dar mais agilidade à investigação diagnóstica.

“Essa iniciativa amplia a capacidade de atendimento da nossa rede e fortalece o cuidado com a saúde da mulher, especialmente na prevenção e no diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero. As pacientes serão chamadas pela Central de Regulação, de acordo com os critérios assistenciais, e acompanhadas durante o processo de cuidado”, afirma a secretária.

As pacientes contempladas serão informadas sobre a data e o horário do procedimento e receberão as orientações necessárias para a realização dos exames.

A unidade móvel conta com consultório ginecológico, sala de mamografia, sala de ultrassonografia, espaço de acolhimento e sala de espera. A equipe é formada por médico ginecologista, enfermeiro, técnico de enfermagem, agente do cuidado e profissionais de apoio. A ação contempla etapas de avaliação e investigação diagnóstica nas áreas de câncer de mama e do colo do útero, além da avaliação inicial em ginecologia.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que as pacientes não devem procurar diretamente a carreta. O acesso aos serviços ocorrerá somente por meio da Central de Regulação, conforme a fila existente e os critérios clínicos estabelecidos.

Foto: Luciana Carneiro

Doenças raras: leis da Alerj ampliam direitos a mais de um milhão de fluminenses

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Primeiro estado do país a criar um Estatuto dos Raros, Rio conta com legislação para garantir atendimento prioritário, assistência especializada e proteção nos planos de saúde

“Nem sempre quando se ouve o som de cascos são cavalos e, sim, zebras.” A frase, que é tradicionalmente utilizada para lembrar que os diagnósticos mais comuns devem ser considerados primeiro, acabou dando à zebra um significado especial para quem convive com doenças raras. O animal se tornou símbolo mundial da causa e ajuda a representar um universo que, apesar do nome, está longe de atingir poucas pessoas.

No Brasil, cerca de 16 milhões de pessoas convivem com alguma doença rara, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). E só no Estado do Rio, esse número já chega a um milhão de pessoas, de acordo com a Rede Nacional de Doenças Raras (RARAS).

Estima-se que existem cerca de 9 mil de tipos de doenças raras, entre elas Fibrose Cística, Atrofia Muscular Espinhal (AME), Distrofia Muscular de Duchenne, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e Epidermólise Bolhosa. Os números ajudam a dimensionar um dos principais desafios enfrentados por esses pacientes: conseguir um diagnóstico. Como muitas dessas condições são pouco conhecidas e apresentam sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças, a descoberta pode levar anos e envolver consultas com diferentes especialistas.

O tema voltou a ganhar repercussão após o piloto e influenciador digital Lito Sousa, de 59 anos, ser diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição rara e degenerativa. Atualmente, não há tratamento capaz de interromper a evolução da enfermidade. A família de Lito chegou a buscar a participação do influenciador em dois estudos, mas ele não pôde ingressar nas pesquisas, tendo conseguido, mais recentemente, acesso à substância experimental ALN-6457, sendo a primeira pessoa no mundo a testar essa substância em humanos.

Histórias como essa expõem uma realidade compartilhada por milhares de brasileiros. Além de enfrentar a própria enfermidade, ainda precisam buscar o diagnóstico correto, tratamentos especializados, medicamentos de alto custo e acesso a direitos. No Rio de Janeiro, uma série de leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) busca ampliar essa rede de proteção.De olho na legislaçãoO Rio de Janeiro é o primeiro estado da Federação a criar o Estatuto da Pessoa com Doença Rara, através da Lei 10.315/24. A medida reúne todos os direitos dos raros e familiares e todas as obrigações do Estado e da iniciativa privada sobre um único tema. O documento, criado em conjunto com a sociedade civil, tem como objetivo garantir e promover o acesso igualitário a cuidados adequados de saúde, diagnóstico precoce, além de apoio psicossocial.

Para o advogado Daniel Wainstock, especialista em Direito da Saúde, o Estatuto tem uma importância que é, ao mesmo tempo, jurídica e profundamente humana. Segundo ele, durante muito tempo pessoas com doenças raras e suas famílias precisaram lutar até para que suas necessidades fossem compreendidas pelo sistema de saúde, e o Estatuto ajuda a romper essa invisibilidade, traduzindo em direitos uma realidade que essas famílias já conhecem há anos. “Uma doença pode ser rara; o direito ao cuidado, não”, resume. Para Wainstock, o grande desafio agora é fazer com que a lei atravesse a distância entre o Diário Oficial e a vida real, já que um direito só cumpre verdadeiramente sua função quando chega ao paciente — e chega a tempo.

A legislação estadual também avançou em outras frentes. Em 2024, também foi aprovada a Lei 10.323/24, que assegura atendimento prioritário às pessoas com doenças raras e aos seus acompanhantes nas unidades de urgência e emergência dos hospitais públicos e privados do Rio. Já a Lei 10.961/25 ampliou a proteção dos pacientes na saúde suplementar ao proibir o cancelamento unilateral de planos de saúde de idosos, pessoas com deficiência e pessoas com doenças raras.

A Alerj também aprovou a Lei 10.142/23, conhecida como “Lei Gui”. A medida instituiu o Programa Estadual de Assistência Especializada em Epidermólise Bolhosa na Rede Pública de Saúde, uma doença genética rara caracterizada pela extrema fragilidade da pele, que pode provocar feridas e bolhas a partir de pequenos atritos. A legislação prevê consultas e exames específicos, atendimento por equipe multidisciplinar capacitada e acompanhamento genético de pacientes e familiares, entre outras ações. A norma também prevê a possibilidade de concessão de pensão especial aos pacientes ou seus responsáveis.

A proposta recebeu o nome de Gui em referência a Guilherme Gandra, hoje com 10 anos, que ficou conhecido nacionalmente depois de passar 16 dias em coma devido à doença. Wainstock, por sua vez, destaca que o conjunto de leis oferece uma base legal importante para a construção de políticas públicas, para a organização de uma rede de cuidado e para que essas famílias possam exigir do Estado respostas mais adequadas às suas necessidades.

Do papel à prática

Além de articular as leis que ampliam direitos aos Raros, o Parlamento fluminense ainda conta com a Frente Parlamentar de Doenças Raras, que também trabalha para transformar esses direitos em ações concretas. Lançada em 19 de novembro de 2023, a Frente reúne parceiros da sociedade civil, entre eles universidades, institutos de pesquisa, associações ligadas à causa e familiares, além dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e da iniciativa privada.

Para Wainstock, o diagnóstico está longe de representar o fim de uma jornada para essas famílias. “É apenas o começo de outra”, afirma. Segundo o advogado, depois da busca pelo nome da doença, que já pode levar anos, a família ainda enfrenta novas batalhas, como encontrar profissionais que conheçam aquela condição, conseguir exames, terapias, acompanhamento multidisciplinar e, em alguns casos, medicamentos de altíssimo custo. Na experiência dele, a maior barreira costuma ser justamente essa fragmentação do sistema, que faz com que o paciente raro precise conectar sozinho partes de uma rede que não conversa entre si.

É justamente para reduzir essa distância que uma das principais conquistas recentes da Frente foi a articulação que levou, de forma pioneira e gratuita, todas as cinco etapas do Teste do Pezinho Ampliado a Volta Redonda, no interior do estado. O exame é capaz de detectar 68 doenças raras logo nos primeiros dias de vida, fator decisivo já que o diagnóstico tardio é apontado como um dos maiores obstáculos enfrentados por pacientes raros e suas famílias. Entre 13 de julho e 30 de agosto, mais de 200 recém-nascidos já foram testados no município.

A Frente também articulou a capacitação gratuita de toda a rede de saúde primária de Volta Redonda para reconhecer sinais e sintomas de doenças raras, iniciativa que já alcançou 2 mil profissionais de saúde em todo o estado. Além disso, o grupo tem dado espaço a Raros e familiares em audiências públicas, eventos e homenagens.

Casos como o de Lito Sousa mostram que, mesmo diante de um arcabouço legal considerado modelo no país, o caminho de quem convive com uma doença rara ainda é permeado por incertezas. Como resume Daniel Wainstock, quando se fala em doenças raras, acesso não significa apenas garantir um medicamento ou uma consulta, mas garantir que o cuidado certo alcance a pessoa certa no momento em que ainda pode transformar sua história.

 

Ampliado no RJ tratamento para fissura labiopalatal

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Recém-nascidos diagnosticados com má formação congênita de fissura labiopalatal terão direito a tratamentos pós-cirúrgicos como as especialidades de fonoaudiologia, psicologia e ortodontia. É o que determina a Lei 11.313/26, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), sancionada pelo Poder Executivo e publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (14/09).

A norma altera a Lei 10.392/24, que já garantia ao recém-nascido o teste diagnóstico e procedimentos cirúrgicos corretivos para fissura labiopalatal nas unidades de saúde do estado.Pelo novo texto, os casos identificados também deverão ser encaminhados para acompanhamento e tratamento no período pós-operatório, que passa a incluir expressamente as especialidades de fonoaudiologia, psicologia e ortodontia, entre outras relacionadas à recuperação e ao tratamento integral do quadro.

A cirurgia é uma das principais intervenções para corrigir a condição, mas o tratamento completo exige uma abordagem multidisciplinar, que reúne especialidades voltadas à recuperação do paciente. Cada uma dessas áreas cumpre um papel importante no desenvolvimento e no bem-estar da pessoa com fissura labiopalatal.

 

Prefeitura de Niterói inicia Campanha de Vacinação Antirrábica Animal neste sábado (12)

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Imunização gratuita de cães e gatos será realizada em três sábados de setembro, com 66 postos distribuídos pelas diferentes regiões da cidade

A Prefeitura de Niterói inicia, neste sábado (12), a Campanha de Vacinação Antirrábica Animal de 2026. A ação, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, acontecerá das 8h às 17h e será dividida em três sábados de setembro, contemplando diferentes regiões do município. Ao todo, serão 66 postos de vacinação distribuídos pela cidade. Neste sábado, a campanha começa pela região das Praias da Baía, abrangendo bairros como Centro, Icaraí, Ingá, Boa Viagem, São Francisco, Charitas e Jurujuba, entre outros. No dia 19, será a vez da Zona Norte. Já no dia 26, a vacinação chegará à Região Oceânica, Pendotiba e Região Leste.

Podem ser vacinados cães e gatos, machos e fêmeas, a partir dos três meses de idade. A vacina é segura e não tem contraindicação. Nos três dias de campanha, também será possível imunizar os animais na sede do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), na Rua Coronel Miranda, nº 18, na Ponta D’Areia.

A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, destaca a importância da adesão à campanha.

“A vacinação contra a raiva é um ato de amor e de responsabilidade com os nossos animais e com toda a cidade. A campanha é estruturada justamente para aproximar as equipes das comunidades, garantindo que tutores de cães e gatos em todos os bairros tenham acesso fácil e rápido aos postos. A raiva é uma doença grave, mas 100% evitável com a imunização anual. Convidamos todos a participarem desse cuidado coletivo”, afirma a secretária.

Os cães deverão ser conduzidos com coleiras e, no caso de animais de grande porte, também com focinheiras. Os gatos devem ser levados em caixas de transporte, já que podem se estressar e fugir. A contenção dos animais é de responsabilidade de seus responsáveis, cabendo ao vacinador a aplicação da dose.

O chefe do CCZ, Fábio Vilas Boas, alerta para a gravidade da doença e reforça a importância da vacinação.

“A raiva é uma enfermidade grave, quase sempre letal, mas totalmente prevenível com a dose anual. Preparamos uma estrutura ampla e descentralizada em todas as regiões de Niterói justamente para facilitar o acesso de cães e gatos à vacina. É essencial que os tutores fiquem atentos ao calendário do seu bairro e façam a sua parte, garantindo a tranquilidade das famílias e a saúde pública de todo o município.”

Raiva animal

A raiva é uma doença grave, com quase 100% de letalidade. No meio urbano, pode ser transmitida principalmente por cães e gatos. Até a década de 1980, Niterói ainda registrava casos de raiva humana transmitida por cães. Desde a implantação das campanhas anuais de vacinação animal, o município não registra óbitos pela doença.

Postos de vacinação

Dia 12/09 – Região Praias da Baía (Centro/Sul)

MMF do Palácio: Rua Onze de Agosto, nº 04 – Ingá
MMF Jurujuba: Av. Carlos Ermelino Marins, s/nº – Jurujuba
MMF Preventório: Avenida Prefeito Sylvio Picanço, nº 1.753 – Charitas
MMF Grota II: Rua Arcedino Pereira, nº 335 – São Francisco
MMF Martins Torres: Rua Martins Torres, nº 281 – Santa Rosa
MMF Souza Soares: Rua Lions Club, nº 37 – Santa Rosa
MMF Viradouro: Rua Mario Viana, nº 790 – Viradouro
MMF Alarico: Estrada Alarico de Souza, s/nº – Santa Rosa
Policlínica Carlos Antonio da Silva: Av. Jansen de Melo, s/nº – Centro
Policlínica Almir Madeira: Rua Prof. Hernani Melo, nº 103 – São Domingos
Policlínica Regional Sérgio Arouca: Praça Vital Brazil, s/nº – Santa Rosa
Unidade Básica de Saúde Morro do Estado: Rua Araújo Pimenta, s/nº – Centro
Hospital Municipal Carlos Tortelly (Antigo CPN): Rua Desembargador Athayde Parreira, nº 266 – Bairro de Fátima
Administração Regional de São Francisco: Av. Rui Barbosa, nº 400/Loja 104 – São Francisco
Campo de São Bento: entrada pelo Portão 1 – Rua Lopes Trovão, s/nº – Icaraí (referência: Torre Mirante)
Associação de Moradores do Morro do Cavalão: Alameda Paris, nº 144 – São Francisco
Centro de Controle de Zoonoses: Rua Coronel Miranda, nº 18 – Ponta D’Areia

Dia 19/09 – Região Norte

MMF Marítimos: Av. Machado, s/nº – Barreto
MMF Maruí: Rua Maruí Grande, nº 15 – Barreto
MMF Nova Brasília: Avenida João Brasil, nº 1.726 – Engenhoca
MMF Baldeador: Loteamento Bento Pestana, s/nº – Baldeador
MMF Teixeira: Rua Teixeira de Freitas, nº 380 – Fonseca
MMF Vila Ipiranga: Rua Tenente Osório, s/nº – Fonseca
MMF Caramujo: Rua Pastor José Gomes de Souza, s/nº – Caramujo
E.M. Sebastiana Gonçalves Pinto: Estrada Viçoso Jardim, nº 298 – Viçoso
MMF Bernardino: Rua Sá Barreto, nº 107 – Fonseca
MMF Jonathas Botelho: Travessa Jonathas Botelho, nº 133 – Cubango
MMF Boa Vista: Rua Indígena, nº 200 – São Lourenço
MMF Ilha da Conceição: Rua Jornalista Sardo Filho, nº 196 – Ilha da Conceição
Policlínica Regional da Engenhoca: Av. João Brasil, s/nº – Engenhoca
Policlínica Dr. Guilherme Taylor March: Rua Desembargador Lima Castro, nº 238 – Fonseca
UBS Santa Bárbara: Rua Jandira Pereira, nº 625 – Santa Bárbara
Praça Magaldi: Rua Santo Onofre, nº 12 – Riodades
Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (AFAC): Rua Padre Leandro, nº 18 – São Lourenço
Praça do Coreto: Rua Dr. March, nº 1.089 – Tenente Jardim
Horto do Barreto: Av. Dr. Luiz Palmier, s/nº – Barreto (Parque Palmir Silva)
Horto do Fonseca: Alameda São Boaventura, nº 770 – Fonseca (próximo à quadra)
MMF do Serrão e Juca Branco: Travessa Dona Júlia, nº 29 – Fonseca
MMF do Holofote: Travessa do Holofote, nº 34 – Santana
Centro de Controle de Zoonoses: Rua Coronel Miranda, nº 18 – Ponta D’Areia

Dia 26/09 – Região Oceânica, Pendotiba e Região Leste

MMF Engenho do Mato: Av. Irene Lopes Sodré, s/nº – Engenho do Mato
Parque Rural do Engenho do Mato: Rua São Sebastião, s/nº – Engenho do Mato
MMF Maravista: Rua Astor da Costa Menezes, s/nº – Maravista
MMF Várzea das Moças: Estrada Velha de Maricá, s/nº – Rio do Ouro
MMF Colônia: Praia de Itaipu – Colônia dos Pescadores
MMF Cafubá I: Av. Doutor Raul de Oliveira Rodrigues, nº 03 – Piratininga
MMF Cafubá II: Rua Deputado Luiz Erthal, Lt. 05, Qd. 69 – Cafubá
MMF Cafubá III: Rua Manoel Pacheco de Carvalho, nº 107 – Piratininga
Policlínica Regional de Piratininga: Rua Professor Ernani Faria Alves, nº 161 – Piratininga
Policlínica Regional de Itaipu: Av. Irene Lopes Sodré, s/nº – Engenho do Mato
Clínica Veterinária Vetprime: Rua Nicarágua, nº 226 – Serra Grande
SOPRECAM – Associação dos Moradores de Camboinhas: Rua Tabelião Luís Lebreiro, nº 313 – Camboinhas
SOAMI – Associação de Moradores de Itacoatiara: Rua Matias Sandri, nº 134 – Itacoatiara
Vetmar: Rua José Joaquim Pereira Caldas, nº 74 – Piratininga
Associação de Moradores do Jacaré: Estrada Frei Orlando, nº 127 A – Piratininga
Associação de Moradores e Amigos do Jardim Imbuí e Piratininga: Rua dos Golfinhos, nº 1 – Tibau
MMF Maceió: Rua José Bento Vieira Ferreira, s/nº – Maceió
MMF Cantagalo: Avenida Nelson de Oliveira e Silva, nº 63 – Cantagalo
MMF Matapaca: Rua Aurora Ribeiro, nº 05 – Maria Paula
MMF Atalaia: Rua Padre José Euger, s/nº – Atalaia
MMF Sapê: Rua E, s/nº – Sapê
MMF da Ititioca: Rua Costa Monteiro, s/nº – Ititioca
MMF do Badu: Estrada Alcebíades Pinto, s/nº – Badu
Anexo da Policlínica do Largo da Batalha: Rua Armando Ferreira, nº 30 – Largo da Batalha
Colégio Estadual Paulo Assis Ribeiro: Estrada Caetano Monteiro, nº 814 – Pendotiba
Centro Comunitário de Maria Paula: Av. França, nº 68 – Maria Paula
DPO Vila Progresso: Av. Nelson de Oliveira e Silva, nº 1.727 – Vila Progresso
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Sustentabilidade até na hora da higiene bucal: Vera Fischer e o Dr. Binho Alencar lançam escova ecológica no Leblon

Saiba mais em: https://niteroi.rj.gov.br/

Sustentabilidade é tudo no dia a dia! E práticas simples, como desligar a torneira, apagar as luzes durante o dia e o uso de energias renováveis, tais como a solar e a eólica, por exemplo, contribuem para o bem estar do planeta, incluindo sua fauna e flora. E pensando nisso, o Dr. Binho Alencar criou uma linha de escovas de dente, ecológicas, feitas de bambu, uma escolha mais consciente para a higiene bucal, livre da crueldade animal (cruelty – free), 100% brasileira, com cabo produzido em bambu, que a torna uma opção natural e biodegradável.

O projeto foca em reduzir o descarte de milhões de escovas plásticas em aterros sanitários. O produto é vegano, livre de crueldade animal e embalado em material reciclado. As escovas são ultra macias, produzidas com uma mistura de óleo de mamona e nylon, contando com infusão de carvão.

A iniciativa ganhou visibilidade com personalidades como a atriz Vera Fischer, que recebeu e compartilhou uma linha personalizada com seu nome. “Fiquei muito feliz com a lembrança e, principalmente, com o carinho envolvido nesse projeto. Aqui meu agradecimento ao Binho, e a toda equipe da Clínica Victor Bechara. Adorei!”, relatou Fischer em seu perfil nas redes sociais.

Outras características:

• Livre de elementos tóxicos encontrados no plástico.

• Embalagem reciclada.

• Produto desenvolvido com foco na sustentabilidade.

 

Consultório Médico da Clin completa um ano com cerca de 80 atendimentos por mês

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O Consultório Médico da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) completou, em agosto, um ano de funcionamento com uma média de 80 atendimentos por mês. Implantado em 2025, o serviço funciona na sede da empresa, no bairro de São Lourenço, e oferece aos colaboradores acompanhamento voltado à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de diferentes condições de saúde.

Com foco no cuidado contínuo e integral, o consultório acompanha desde demandas de saúde mais comuns até doenças crônicas. Durante os atendimentos, os colaboradores recebem orientações individualizadas e, quando necessário, podem ter exames solicitados e medicamentos ajustados de acordo com suas condições clínicas.

Nos primeiros seis meses de implantação, o atendimento também percorreu todos os distritos da Companhia. A iniciativa permitiu ampliar o acesso ao serviço e identificar algumas das condições mais frequentes entre os trabalhadores atendidos, com destaque para hipertensão e diabetes.

A médica Mariana Giusti, especialista em Medicina de Família e Comunidade e responsável pelos atendimentos, explica que o acompanhamento próximo permite não apenas tratar problemas já identificados, mas também atuar na prevenção e no diagnóstico precoce.

“A Medicina de Família permite acompanhar uma ampla gama de questões de saúde, tendo a comunicação e o acolhimento como pontos fundamentais. Desde o início do trabalho na Clin, conseguimos melhorar o rastreamento de casos de hipertensão, ajustar medicamentos e reforçar a realização periódica de exames preventivos importantes, como mamografia, exame do colo do útero e PSA”, explicou Mariana Giusti.

Entre as iniciativas adotadas a partir dos atendimentos está a elaboração de um planejamento semanal para pacientes com hipertensão. O acompanhamento auxilia no controle da pressão arterial e permite avaliar, de forma individualizada, a necessidade de ajustes no tratamento.

Para o presidente da Clin, Acílio Borges, manter o atendimento dentro da Companhia aproxima os profissionais de saúde dos trabalhadores e fortalece as ações de prevenção.

“Cuidar dos nossos colaboradores também significa criar condições para que eles tenham acesso à prevenção e ao acompanhamento da saúde. Ter esse atendimento dentro da Clin permite um cuidado mais próximo, humanizado e contínuo. Ao completar um ano, o projeto mostra que investir na saúde de quem trabalha diariamente pela cidade também é uma forma de valorizar nossos profissionais”, destacou Acílio Borges.

 

Futebol na terceira idade é saudável, mas exige alguns cuidados

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Acompanhamento médico e precauções em campo são fundamentais para os atletas mais experientes

O futebol é uma paixão do brasileiro, não importa a sua idade. Por todo o país, é possível identificar os “atletas de fim de semana”, pessoas comuns que praticam o esporte por diversão, muitas delas já acima dos 60 anos. Embora a atividade física seja algo saudável na terceira idade, a intensidade de um jogo de futebol exige cuidados mais específicos, para evitar lesões e acidentes mais graves.

Segundo um estudo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) publicado no ano passado, cerca de 65% dos jogadores de futebol amadores observadores já havia sofrido pelo menos uma lesão, sendo que 46% deles não realizava um treinamento semanal estruturado. Especificamente em relação a jogadores amadores da terceira idade, um estudo de 2025 da American Heart Association indicou que a doença arterial coronariana ganha relevância como fator de risco na prática de exercícios físicos.

Andressa Dias, geriatra e professora de pós-graduação da Afya Educação Médica Curitiba, aponta que existem alguns fatores aos quais a pessoa precisa prestar mais atenção na hora de praticar o esporte. Para ela, apesar de eventuais riscos de lesão, há muitos benefícios em se jogar futebol na terceira idade, se for algo feito com o devido cuidado.

Quais os benefícios do futebol para os idosos?

“Para os idosos, jogar de uma a duas horas traz muitos benefícios. A atividade melhora a saúde do coração, ajuda no controle de peso e também na prevenção do diabetes e da sarcopenia, que é a perda de função muscular. O futebol atua ainda em outra área importante: a da força física e do equilíbrio, pois é um exercício que trabalha esses fundamentos, o que pode prevenir quedas. Naturalmente, o idoso tem outro ganho que é o da saúde mental: o futebol promove socialização e bem-estar psicológico. Os riscos de lesão articular são pequenos, se a prática for ao ritmo da pessoa”.

Que tipo de lesão ou trauma o idoso pode sofrer jogando futebol?

“Curiosamente, quando olhamos para as lesões específicas do futebol, encontramos casos próximos do que sofre um jovem: ruptura de ligamento de joelho, que geralmente é tratada por meio de cirurgia; as entorses, que podem gerar lesão nos ligamentos que fixam o pé e são tratados com imobilização e medicamentos; alguns hematomas também podem surgir, mas eles são mais comuns caso o idoso já tenha tomado anticoagulante. Há também as situações de quedas e traumas em crânio e face, pelo futebol ser um esporte de contato. Mas, no geral, as lesões mais recorrentes são de joelho ou tornozelo.

É importante ressaltar, no entanto, que o idoso que faz atividade física possui um preparo muscular bem melhor para lidar com eventuais casos como esses, pois o exercício diminui a chance de um trauma ou lesão. Aqueles que são sedentários e sofrem um acidente em casa, por exemplo, estão em uma situação bem pior do que quem se exercita regularmente”.

Antes e durante o jogo, que cuidados são necessários?

“Antes de entrar em campo, o idoso precisa fazer uma boa avaliação médica para checar o coração, ajudar o controle da pressão e da glicemia. No dia da partida, o idoso deve cuidar da hidratação, usar chuteiras adequadas e fazer um bom aquecimento antes de jogar. Durante a partida, o ideal é manter um ritmo confortável e parar imediatamente caso sinta dor no peito, falta de ar ou tontura. Um cuidado importante é o evitar o cabeceio da bola, para não gerar pequenos traumas neurológicos a longo prazo”.

Quantos minutos de jogo e quantos dias na semana o idoso pode jogar?

“Os estudos mais recentes indicam que o ideal é uma partida de 40 a 60 minutos, duas vezes por semana. Esse volume contribui bastante para a meta da OMS, que é de 150 minutos de atividade física semanal. Se o paciente está em uma condição sedentária, o mais recomendado é começar com um tempo menor de jogo e progredir aos poucos, além de complementar o futebol com caminhadas ou musculação nos outros dias da semana”.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.