Projetos da carteira serão reavaliados com base nas novas diretrizes
O Governo do Estado publicou, nesta quinta-feira (20/08), uma resolução que consolida as normas e critérios para aplicação dos recursos do Fundo Soberano estadual. A medida vai ampliar as regras para aprovação de projetos e fortalecer a integração com o Plano Plurianual (PPA) e o Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social (Pedes).
De acordo com as novas diretrizes, os projetos terão de estar alinhados ao planejamento estratégico do Estado, serão acompanhados de forma contínua e poderão ser revistos antes de receber recursos. Além disso, os projetos passarão por avaliação periódica, com acompanhamento da execução física e financeira, cronograma e estágio de execução. Quanto aos que já foram aprovados e que ainda não começaram, o comitê decidiu pelo cancelamento.
Na prática, os projetos passarão a obedecer critérios relacionados ao Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado do Rio de Janeiro. Caso um projeto seja classificado como estruturante, contribuindo para o desenvolvimento regional, terá que informar, por exemplo, se promove a geração de emprego e renda. Além disso, critérios como fortalecimento das potencialidades produtivas da região, benefícios para mais de um município e promoção da integração regional serão levados em consideração.
O Conselho Gestor é formado pelas secretarias da Casa Civil, que exerce a presidência; de Planejamento e Gestão, responsável pela Secretaria-Executiva; da Fazenda, gestora do Fundo; e de Desenvolvimento Econômico. Também integram o colegiado a Procuradoria-Geral do Estado e representantes da Assembleia Legislativa.
Cidade ganha prêmio internacional da CGLU por política de descentralização cultural e reforça protagonismo internacional na construção de políticas públicas para a cultura
Niterói acaba de conquistar mais um reconhecimento internacional por sua política pública de cultura. O Programa Brotaí – Rede Cultura Comunitária foi selecionado como “boa prática” na 7ª edição do Prêmio Internacional CGLU – Cidade do México – Cultura 21, uma das principais premiações mundiais voltadas às políticas culturais locais. O anúncio foi feito pela organização Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), que recebeu 59 candidaturas de diferentes regiões do mundo.
A cidade foi reconhecida pelo Brotaí, iniciativa da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, considerada a maior ação de descentralização cultural da história do município. O programa promove formação, produção e difusão artística em diferentes territórios da cidade, ampliando o acesso à cultura por meio de oficinas, espetáculos, exposições e ações voltadas ao fortalecimento das iniciativas culturais comunitárias.
Além de Niterói, São Paulo foi uma das vencedoras da categoria “Cidade/Governo Local ou Regional”, ao lado de Ramala, na Palestina. Recife e Salvador receberam menções especiais do Júri Internacional. As quatro cidades integram a Unidade Temática de Cultura (UTC) da Rede Mercocidades, atualmente coordenada por Niterói.
Para a secretária municipal das Culturas, Julia Pacheco, o reconhecimento reafirma que políticas culturais construídas a partir dos territórios podem contribuir para transformar cidades e inspirar experiências em diferentes partes do mundo.
“Esse reconhecimento demonstra que as experiências construídas em Niterói dialogam com os grandes desafios das cidades contemporâneas. O Brotaí nasceu da convicção de que o direito à cultura precisa estar presente em todos os territórios e que fortalecer as iniciativas comunitárias significa fortalecer a própria cidade. Ver essa política ser reconhecida internacionalmente e compartilhada como uma boa prática entre governos locais é a confirmação de que estamos construindo caminhos capazes de inspirar outras cidades e ampliar o acesso aos direitos culturais”, destaca Julia Pacheco.
Além de integrar a UTC da Mercocidades, Niterói exerce atualmente a coordenação da Unidade Temática de Cultura da rede, espaço responsável por promover a cooperação entre governos locais da América do Sul na construção de políticas públicas culturais, no intercâmbio de experiências e na articulação de agendas internacionais voltadas aos direitos culturais e ao desenvolvimento sustentável.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 8 de outubro de 2026, na Cidade do México. Entre os dias 7 e 9 de outubro, representantes das cidades reconhecidas participarão de um encontro internacional de aprendizagem entre pares dedicado ao tema “Direitos culturais, cuidados e igualdade de gênero”, reunindo gestores públicos, especialistas e representantes de governos locais de diferentes países.
O reconhecimento simultâneo de Niterói, São Paulo, Recife e Salvador evidencia a força das cidades brasileiras na formulação de políticas culturais inovadoras e reforça o papel da cooperação internacional como instrumento para fortalecer o direito à cultura, estimular a troca de experiências e ampliar a projeção das iniciativas latino-americanas no cenário global. Ao coordenar a Unidade Temática de Cultura da Mercocidades e ter uma de suas principais políticas públicas reconhecida entre as boas práticas do mundo, Niterói consolida sua posição como referência internacional na construção de políticas culturais voltadas aos territórios, à participação social e ao desenvolvimento sustentável.
Levantamento mostra queda de 14,52% entre eleitores de 16 a 18 anos; Alerj elaborou leis e criou o projeto Parlamento Juvenil para reaproximar jovens da política
O dia da eleição, para uma parte dos cidadãos fluminenses, é marcado por tradições de família e pode ser considerado algo que vai muito além de uma obrigação no calendário. O passeio até o bairro em que nasceu, o reencontro com parentes distantes em almoços especiais após a ida às urnas, seguido pela tarde inteira acompanhando a apuração na TV marcou a infância e o início da adolescência do designer Caio Maia, de 26 anos. Ainda criança, ele acompanhava os pais até a escola onde votavam, em Higienópolis, bairro da Zona Norte do Rio, quando já haviam se mudado para o Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da cidade.
O passeio virava reencontro: a mãe conversava com as amigas de infância nos corredores da escola, e ele, ainda pequeno, era erguido no colo até a urna para apertar os números que a família já tinha decidido em casa, anotados num papelzinho. Foi crescendo com esse ritual, e não com a obrigação, que Caio decidiu tirar o título assim que completou 16 anos, em 2016, para votar pela primeira vez. Segundo ele, ninguém mais da turma de sua escola tirou o título naquele ano. “As pessoas ficavam chocadas quando eu contava que já ia votar”, lembra.
Mas o que para Caio nasceu de uma tradição de família está longe de ser regra entre os jovens brasileiros, os números extraídos do Cadastro Nacional de Eleitores, atualizado mensalmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram exatamente o contrário. Dez anos depois, em 2026, 158.745.763 cidadãos brasileiros estão aptos para votar. Entre os eleitores, o número de jovens entre 16 e 18 anos habilitados despencou. Essa faixa etária somava 4.177.627 pessoas em 2022 e caiu para 3.571.159 neste ano, recuo de 606.468 registros, ou 14,52%.
Questão demográfica
O fenômeno não é apenas eleitoral. Ele acompanha uma transformação demográfica profunda do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a parcela da população com 60 anos ou mais praticamente dobrou entre 2000 e 2023, passando de 8,7% para 15,6%. Ao mesmo tempo, as brasileiras estão tendo cada vez menos filhos. Naturalmente, o eleitorado é cada vez mais velho. Os eleitores com 60 anos ou mais somavam 32,8 milhões em 2022 e passaram para 37,4 milhões em 2026, um salto de quase 14%. Com isso, essa faixa etária ampliou sua fatia no eleitorado total, saltando de 21,02% para 23,60% em apenas quatro anos.
No Rio de Janeiro o caso é ainda mais evidente, cerca de 28% do eleitorado fluminense tem 60 anos ou mais. A aposentada Haidêe Antunes, de 66 anos, integra essa estatística. Ela vota desde jovem e relembra que o interesse pela política foi despertado pela mãe. Emília dos Santos, que faleceu no ano passado, aos 91 anos, chegou a transferir seu título de eleitor da Bahia para o Rio de Janeiro, já aos 80 anos, para continuar exercendo o direito ao voto.
“Minha mãe sempre foi uma pessoa politizada e fazia questão de votar, mesmo quando o voto já não era obrigatório. Esse interesse foi transmitido para mim. Consigo me imaginar votando enquanto estiver viva e lúcida para isso”, afirma Haidêe.
Voto facultativo
Aos 16 e 17 anos, votar é uma escolha. Jovens dessa faixa etária que não comparecerem às urnas não precisam justificar a ausência nem recebem multa, a mesma facultatividade que passa a valer novamente a partir dos 70 anos.
Para a diretora da Escola do Legislativo (Elerj) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Lícia Damasceno, que também é professora do ensino fundamental, a principal causa para o dado é o distanciamento entre o jovem e a política institucional. Segundo ela, a nova geração está longe de ser desinteressada. Pelo contrário, acompanha e se posiciona sobre temas políticos, sociais e ambientais. O problema é que essa faixa etária não enxerga a política institucional como um espaço em que sua participação pode gerar mudanças reais.
É o que ilustra a trajetória de duas estudantes de 16 anos que, por motivos diferentes, não vão votar em 2026. Carolina de Oliveira perdeu a data de inscrição e não conseguiu tirar o título este ano. Na escola, ela debate assuntos importantes com os colegas, mas reconhece que essa não é a regra entre os jovens. “Apesar de todas as ferramentas que possuímos atualmente, acabamos não tendo tanta informação. Vejo que os jovens não se sentem representados pela política ou acham que ela não faz diferença”, afirma a estudante.
Já Carolina Marski optou por se manter distante das urnas neste ano. Para ela, a polarização é o principal fator de afastamento. “Acho que a internet influencia bastante os adolescentes, já que muitas vezes as propostas dos políticos não são tão divulgadas quanto seus erros e polêmicas”, diz a jovem.
As redes sociais, apesar de concentrarem uma grande quantidade de conteúdo, nem sempre oferecem ferramentas suficientes para diferenciar informação de desinformação. É por isso que, para Lícia, a educação para a cidadania é fundamental. “Precisamos mostrar ao jovem que o voto aos 16 anos é uma oportunidade de começar a participar das decisões que irão impactar o seu próprio futuro, e não apenas uma obrigação eleitoral”, completa a especialista.
Medidas da Alerj
O incentivo à participação dos jovens no processo eleitoral também faz parte das ações de conscientização promovidas pelo Parlamento fluminense. Desde 2023, está em vigor a Lei 10.238/23, aprovada pela Casa, que instituiu o Dia de Incentivo à Emissão do Título de Eleitor para jovens de 16 a 18 anos, celebrado anualmente em 2 de março.
Outra iniciativa voltada à formação política e cidadã dos jovens é o Parlamento Juvenil da Alerj. Realizado há mais de 20 anos em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), o programa permite que 97 estudantes da rede estadual assumam, simbolicamente, o mandato de deputado estadual por uma semana. Em 2026, 853 alunos dos 92 municípios fluminenses manifestaram interesse em participar da iniciativa, um recorde de inscrições e um aumento de 184 candidatos em relação a 2025.
No Parlamento Juvenil, cada município elege seu representante, que vivencia durante uma semana a rotina do Poder Legislativo. Nesse período, os estudantes participam de capacitações em diferentes áreas, conhecem de perto o funcionamento da Alerj e aprendem sobre as etapas de elaboração e tramitação de uma proposta legislativa. A experiência culmina na apresentação e discussão de projetos voltados ao Estado do Rio. As propostas aprovadas pelos jovens parlamentares podem ser posteriormente encampadas por deputados estaduais, tramitar oficialmente na Casa e, caso aprovadas e sancionadas, tornar-se leis.
“Nosso papel é justamente aproximar o jovem do Parlamento, explicar como as decisões políticas impactam sua vida e mostrar que política não é apenas eleição. É participação, cidadania e construção coletiva”, explica a professora Lícia Damasceno.
A Prefeitura de São João de Meriti preparou uma programação especial para celebrar os 79 anos de emancipação do município, com a entrega de um novo equipamento de saúde e quatro dias de música e entretenimento gratuitos para a população.
Entre os destaques estão a inauguração do novo Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), na sexta-feira (21), às 10h, e o Festival São João de Meriti 2026, que acontece de 20 a 23 de agosto, no Campo do Fazenda, em Coelho da Rocha. A programação reúne grandes nomes da música nacional, como Alexandre Pires, Mari Fernandez, Isadora Pompeo e Marvilla, além de atrações de diferentes estilos musicais.
INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS (CEO)
A nova unidade amplia a oferta de atendimento especializado em saúde bucal no município, reunindo diferentes especialidades odontológicas em um espaço moderno e acessível.
Data: sexta-feira, 21 de agosto
Horário: 9h30
Local: Avenida Dr. Arruda Negreiros, 185 – Centro
O CEO contará com 7 cadeiras odontológicas, 7 salas de atendimento, sala de esterilização, espaço adaptado para pessoas com deficiência e sanitários adaptados.
Entre as especialidades oferecidas estão bucomaxilofacial, periodontia, endodontia, estomatologia, prótese dentária, clínica geral e atendimento a pacientes com necessidades especiais.
Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 14h.
FESTIVAL SÃO JOÃO DE MERITI 2026
Como parte das comemorações pelos 79 anos de emancipação, o município recebe quatro dias de programação musical gratuita no Campo do Fazenda, em Coelho da Rocha.
Data: 20 a 23 de agosto
Local: Campo do Fazenda – Av. Pernambucana, 2011, Coelho da Rocha
Entrada: gratuita
Os ônibus municipais do Rio de Janeiro passam a integrar a rede de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o Rio Ônibus e a Secretaria de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas (SEMPI) firmaram uma parceria inédita para levar o Pacto Ninguém Se Cala ao sistema de transporte público, com capacitações e campanhas permanentes de conscientização e prevenção ao assédio, à importunação sexual e a outras formas de violência de gênero. A iniciativa amplia o acesso à informação e à rede de proteção em um sistema que transporta diariamente 2 milhões de passageiros por dia em todas as regiões da cidade. O acordo também conta com o apoio do Instituto Livre de Assédio.
O pacto prevê ações permanentes de capacitação dos rodoviários e conscientização dos passageiros. Os profissionais do setor serão preparados para reconhecer situações de violência, acolher possíveis vítimas e agir de acordo com os protocolos estabelecidos.
Campanhas educativas serão divulgadas dentro dos próprios veículos, nas garagens, nos terminais e pontos de grande circulação. Os ônibus receberão cartazes e materiais informativos, além do selo oficial “Assédio aqui não embarca!” nos para-brisas. Banners e vídeos serão exibidos nos terminais Alvorada, Campo Grande e Madureira, ampliando a visibilidade da campanha em locais de grande fluxo de passageiros.
Outra novidade é um hub digital de utilidade pública, disponível em https://rioonibus.com/pactoninguemsecala/, com todas as informações sobre prevenção, canais de orientação, denúncia e serviços da rede de proteção.
Espaço de referência no Terminal Alvorada
Nesta segunda-feira (17/08), dia do lançamento da campanha, o Terminal Alvorada recebe o espaço do “Banco Roxo”, ponto físico de acolhimento e orientação para os passageiros que circulam pelo terminal. A proposta é transformar esse espaço de grande circulação em referência de informação e apoio para mulheres que estejam passando por situações de violência ou que precisem de orientação sobre os serviços disponíveis na rede de proteção. *A equipe da Ouvidoria/MPRJ também estará presente na segunda-feira para orientar a população.
Para a coordenadora do Núcleo de Gênero do MPRJ, promotora de Justiça Isabela Jourdan, a articulação entre diferentes instituições é indispensável para ampliar o alcance das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.
“Garantir às mulheres e meninas o direito de estar onde quiserem ou precisarem estar passa, necessariamente, por assegurar que possam circular pela cidade com liberdade e segurança. A chegada do Pacto Ninguém Se Cala aos ônibus e terminais amplia a rede de proteção para um espaço que faz parte da vida cotidiana de milhões de pessoas. Ao capacitar profissionais, ampliar o acesso à informação e fortalecer os canais de acolhimento e denúncia, buscamos tornar o transporte público também um espaço de prevenção e proteção, no qual nenhuma mulher precise limitar seus caminhos pelo medo da violência”, destaca Isabela Jourdan, coordenadora do Núcleo de Gênero do MPRJ.
O presidente do Rio Ônibus, João Gouveia, avalia que a adesão ao Pacto Ninguém Se Cala representa um compromisso permanente do setor com a cidadania e com a construção de um transporte mais seguro e inclusivo. “Este é um compromisso que vai além de qualquer gestão. É um pacto de cidadania, no qual todos somos convocados a colaborar por uma cidade mais segura. No Rio Ônibus, entendemos que a mobilidade urbana só é verdadeiramente inclusiva quando o respeito é a base de cada viagem e a segurança é um direito garantido para todas”, afirma.
Serviço
Se você presenciou ou foi vítima de assédio, fale com a Ouvidoria do MPRJ, por meio formulário eletrônico ou pelo telefone 127, de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 9h às 18h.
Há também o aplicativo Rede Mulher, do Governo do Estado, como ferramenta de acesso a serviços e informações de proteção às mulheres. Em caso de emergência, ligue 190 ou procure a delegacia mais próxima.
Parceria amplia o uso da tecnologia como ferramenta de gestão e fortalecimento das comunidades
A Secretaria Municipal de Participação Social (Sempas), em parceria com a Associação de Moradores do Morro da Penha e Portugal Pequeno, celebrou, nesta quarta-feira (12), um ano do Comunidade App durante evento realizado na sede da Associação, no Morro da Penha. O aplicativo, impulsionado pelo programa Acelera, da Prefeitura de Niterói, completou um ano e vem fortalecendo o uso da tecnologia como ferramenta de participação social, gestão comunitária e acesso a serviços em Niterói.
Desenvolvido a partir de uma demanda identificada no território, o Comunidade App é um dispositivo que aproxima moradores, organizações comunitárias e poder público, além de criar novas possibilidades para o desenvolvimento das comunidades. Ao longo dos 12 meses, o Comunidade App já reúne mais de 1,6 mil moradores cadastrados. Já foram registradas mais de 1,2 mil correspondências recebidas, 2 mil comprovantes de residência emitidos e mais de 300 reservas de espaços comunitários.
Para o secretário de Participação Social, Octávio Ribeiro, a iniciativa representa uma oportunidade de fortalecer ações que já são desenvolvidas pelas comunidades e de ampliar sua conexão com as políticas públicas municipais.
“A parceria com o Comunidade App é importante porque nos permite fortalecer ações que já existem nas comunidades e criar novos caminhos para que elas cheguem a mais moradores. A tecnologia passa a ser uma aliada da participação social, aproximando as pessoas dos serviços, das oportunidades e das próprias organizações comunitárias”, destacou o secretário.
Para Octávio Ribeiro, o Comunidade App tem uma característica muito importante. “Ele nasce de uma necessidade real da comunidade e, ao mesmo tempo, cria possibilidades para que o poder público conheça melhor os territórios. Essa integração é fundamental para construirmos políticas públicas cada vez mais conectadas às necessidades da população”, acrescentou.
A plataforma permite que os moradores tenham acesso a serviços de maneira mais rápida, como o recebimento de correspondências e encomendas recebidas, além de coletar e oferecer informações, acompanhar demandas e conhecer melhor as características do território.
Para o presidente da Associação de Moradores do Morro da Penha e Portugal Pequeno e idealizador do Comunidade App, Adriano Felício, os resultados alcançados representam apenas o início de uma nova etapa.
“O primeiro ano mostra que o Comunidade App pode ir muito além de uma ferramenta de serviços. Agora queremos ampliar o aplicativo para outras comunidades de Niterói e implementar novas funcionalidades, como o cadastro de perfil profissional, a venda de produtos para além da comunidade e o incentivo ao turismo comunitário. A ideia é fazer com que a tecnologia ajude a revelar e fortalecer todo o potencial existente nos territórios”, disse Adriano Felício.
Além dos serviços de gestão comunitária, o aplicativo vem sendo utilizado para ampliar o acesso a oportunidades de formação e geração de renda. Por meio de uma parceria com a Casa Smart e a Firjan/SENAI, durante esse um ano foram disponibilizados mais de 30 cursos, com mais de 500 matrículas realizadas.
A plataforma também atua no incentivo ao empreendedorismo local. Mais de 20 empreendedores utilizam o aplicativo para divulgar produtos e serviços, com mais de 200 conteúdos já produzidos para exposição e comercialização de iniciativas da comunidade.
Outro recurso estratégico é a utilização da plataforma para levantamento de informações sobre o território. Em um ano, foram realizados 25 questionários, que possibilitaram a geração de mais de 60 gráficos de acompanhamento e análise da comunidade. Os dados permitem identificar características do território e orientar novas ações, como a identificação de uma concentração significativa de moradores na faixa etária entre 20 e 24 anos.
A partir dos resultados alcançados no primeiro ano, a parceria entre a Secretaria de Participação Social e o Comunidade App entra em uma nova etapa, com perspectiva de ampliar o acesso à plataforma para outras comunidades de Niterói.
A proposta está alinhada à atuação da Sempas no fortalecimento da participação social e das organizações comunitárias, utilizando ferramentas digitais para facilitar o acesso a serviços, estimular a circulação de informações e ampliar a capacidade das comunidades de produzir e utilizar dados sobre seus próprios territórios.
O evento de um ano do aplicativo contou com a presença de Antônio Maia, sócio responsável pelo desenvolvimento da plataforma; Ana Cristina, representando a Secretaria Municipal da Mulher; e Fabrício Fernandes, subsecretário executivo da Prefeitura de Niterói, além de moradores, lideranças comunitárias e representantes de instituições parceiras.
A experiência do Morro da Penha e Portugal Pequeno reforça a importância da inovação e da participação social na construção de soluções para os territórios e abre caminho para que o Comunidade App amplie sua atuação e contribua para uma rede comunitária cada vez mais conectada em Niterói.
Prefeitura de Niterói lançará edital neste mês de agosto; previsão é de que as obras sejam concluídas até o final de 2027
A Prefeitura de Niterói lançará, neste mês de agosto, o edital para a revitalização da Orla da Praia de Icaraí, um dos principais cartões-postais da cidade. A previsão é de que as obras sejam concluídas até o final de 2027. O projeto reorganiza os fluxos de pedestres, ciclistas e do transporte público, além de melhorar a acessibilidade e a iluminação ao longo de todo o percurso.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que o projeto integra um conjunto de investimentos da gestão municipal no bairro.
“Niterói tem uma paisagem exuberante, e Icaraí merece uma orla ainda melhor, mais acessível e acolhedora, que valorize esse importante espaço de lazer e convivência da população. Já implantamos a iluminação esportiva de LED, que ampliou as atividades na orla, e estamos realizando outros investimentos importantes na região, como a restauração do Cinema Icaraí e da Praça Getúlio Vargas. O bairro também receberá a maior obra de drenagem de sua história, no entorno do Caio Martins, e a primeira Unidade Básica de Saúde com atenção especial à população idosa. São ações que demonstram o compromisso de nossa gestão com a melhoria constante da qualidade de vida do cidadão”, afirmou o prefeito.
A principal novidade é a ciclovia, que ligará toda a orla, com 1.285 metros de extensão, desde a Rua Miguel de Frias até a Estrada Leopoldo Fróes. A via será separada da área de pedestres por meio de rebaixamento de aproximadamente 13 centímetros, pavimentação diferenciada, sinalização horizontal específica e tratamento adequado nos pontos de travessia.
Segundo o secretário municipal de Mobilidade e Infraestrutura, Renato Barandier, o projeto foi elaborado para integrar diferentes formas de deslocamento e ampliar a utilização dos espaços públicos.
“A revitalização foi planejada para organizar e dar mais segurança aos deslocamentos de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público, além de ampliar os espaços de permanência e lazer. A nova ciclovia terá continuidade em toda a orla e segregação física da área destinada aos pedestres. Também vamos ampliar o calçadão, melhorar a acessibilidade e preservar elementos característicos da Praia de Icaraí, como o desenho das pedras portuguesas e a arborização existente”, explicou Barandier.
Outro destaque é a renovação completa dos quiosques. As estruturas existentes serão substituídas por quiosques modernos e padronizados, instalados sobre decks elevados em pontos específicos da orla e com infraestrutura de energia, água e esgotamento sanitário. Cada quiosque contará com banheiros, ampliando o conforto dos banhistas e contribuindo para a proteção do meio ambiente. A distribuição ordenada busca unir funcionalidade, qualidade estética e preservação da paisagem, conferindo à orla uma identidade visual unificada.
A acessibilidade universal é uma das diretrizes estruturantes do projeto. O calçadão passará a contar com uma faixa de 1,50 metro em granito, lisa e contínua, junto à faixa de areia, garantindo conforto e circulação para cadeirantes em toda a extensão da orla. Em frente a cada travessia, serão implantados acessos à praia com escadas e rampas, totalizando sete rampas acessíveis. O projeto também prevê piso tátil de alerta, faixas de travessia sinalizadas para pedestres e ciclistas e dispositivos de moderação de tráfego nos pontos de cruzamento.
No eixo da mobilidade, o calçadão será ampliado em cerca de cinco metros a partir da linha de arborização existente, aumentando a capacidade de circulação e permanência. A faixa de granito junto à areia também funcionará como pista de corrida e caminhada, somando 2.045 metros quadrados.
As baias destinadas ao transporte coletivo serão readequadas para comportar até três ônibus simultaneamente, com novos abrigos para passageiros e sinalização acessível. A paginação do calçadão em pedras portuguesas será mantida e reproduzida em toda a nova largura do passeio, respeitando a característica histórica da orla e preservando a identidade visual e a continuidade do desenho urbano.
A intervenção inclui ainda um novo sistema de iluminação pública para o calçadão e a faixa de areia, além da instalação de mobiliário urbano, como bancos, lixeiras, bicicletários e equipamentos de lazer e atividade física. O projeto paisagístico prevê a manutenção da arborização existente. O mirante também será requalificado e receberá um novo piso seguindo o padrão do calçadão, além da reforma do guarda-corpo e de nova iluminação.
Término do serviço executado pela Águas de Niterói está previsto para este mês
As obras do emissário da Avenida Almirante Ary Parreiras, em Icaraí, entraram na reta final. O prefeito Rodrigo Neves foi ao local para fazer vistoria, acompanhado da secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa; do secretário Executivo, Felipe Peixoto; do administrador regional de Icaraí, Raphael Costa, e de representantes da concessionária Águas de Niterói, responsável pela execução do serviço. O término dos trabalhos está previsto para o fim do mês.
A intervenção começou no fim de abril e tem como objetivo modernizar o sistema de esgotamento sanitário na região. Serão substituídos 710 metros de rede no trecho terrestre do emissário que liga a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Icaraí à Baía de Guanabara. A nova tubulação, com 1.000 milímetros de diâmetro, é feita em Polietileno de Alta Densidade (PEAD), material que oferece maior vida útil, resistência à corrosão e durabilidade, garantindo mais segurança e eficiência operacional.
“Essa é uma intervenção complexa, que substitui uma estrutura já deteriorada, após 40 anos de implantação, por um sistema moderno, mais seguro e preparado para durar pelas próximas décadas. É esse emissário que conecta os efluentes tratados do sistema de esgoto de mais da metade da cidade de Niterói ao emissário submarino, garantindo o correto descarte no oceano. A gente sabe que obra traz transtornos, mas também sabe o quanto ela é necessária”, ressaltou o prefeito Rodrigo Neves.
Segundo o diretor-executivo da concessionária Águas de Niterói, Bernardo Gonçalves, os investimentos de mais de R$ 10 milhões na modernização do trecho representam mais uma frente de atuação das obras de universalização do saneamento em Niterói.
“Estamos atentos às necessidades do município para aprimorar continuamente a prestação dos serviços. Neste caso, a obra antecipa o plano plurianual da concessionária, com uma solução definitiva para todo o trecho, evitando intervenções pontuais e garantindo maior eficiência ao sistema”, afirmou ele.
Estruturas ocupavam a escadaria na altura do Túnel Sá Freire Alvim e comprometiam a circulação segura de pedestres
Uma operação de ordenamento urbano coordenada pela Subprefeitura da Zona Sul, nesta sexta-feira (07/08), recolheu 40 carcaças de bicicletas abandonadas na entrada do Túnel Sá Freire Alvim, em Copacabana. A ação foi realizada em conjunto com a Gerência Executiva Local (GEL), a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) e a Guarda Municipal.
Os equipamentos estavam presos ao gradil do parque infantil e ao longo do guarda-corpo da escadaria que dá acesso às comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho. Em avançado estado de deterioração, as estruturas ocupavam diversos trechos da passagem, dificultando a circulação de pedestres e comprometendo a segurança e a acessibilidade no local. Após a remoção das carcaças, a escadaria foi desobstruída, garantindo melhores condições de mobilidade para quem utiliza o acesso diariamente.
— O espaço público precisa estar livre e acessível para a população. Essas bicicletas estavam completamente abandonadas, em péssimo estado de conservação e impediam a circulação segura de quem utiliza diariamente essa escadaria. Mais do que retirar as carcaças, essa ação reforça a importância de difundirmos uma cultura de ordenamento e de respeito ao espaço público —, afirmou o subprefeito da Zona Sul, Pedro Angelito.
A operação faz parte das ações permanentes de ordenamento desenvolvidas pela Subprefeitura da Zona Sul, em parceria com outros órgãos municipais, para preservar os espaços públicos, combater o abandono de materiais em vias e garantir mais organização, segurança e qualidade de vida para moradores e visitantes da região.
O Conselho Comunitário de Segurança de Niterói (CCS Niterói), representado por sua presidente, Renata Cardoso, participou de uma importante visita institucional às novas instalações e à estrutura remodelada do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ). O encontro reuniu presidentes dos Conselhos Comunitários de Segurança (CCS) de diversas regiões do estado.
Integração, Dados e Transparência
A agenda teve como foco principal aproximar os líderes comunitários da nova liderança do ISP-RJ e da Coordenadoria dos CCS, fortalecendo o diálogo entre a sociedade civil organizada e os órgãos de análise e inteligência em segurança pública.
Durante a visita, os representantes puderam conhecer de perto a moderna infraestrutura do instituto, voltada ao processamento e análise estatística de dados criminais, pilar fundamental para o planejamento das ações operacionais das forças de segurança do Estado.
”A segurança pública eficiente se constrói com dados precisos e participação comunitária. Conhecer a nova estrutura do ISP e estreitar laços com a nova coordenação reafirma o compromisso do CCS Niterói em levar as reais demandas da população para a mesa de decisões estaduais”, explica Renata Cardoso, Presidente do CCS Niterói.