Ação visa modernizar a gestão pública e acelerar a tramitação digital de processos
A Prefeitura de São João de Meriti promoveu nesta sexta-feira (11) um treinamento voltado para os secretários municipais com o objetivo de instruir os gestores sobre o uso e a navegação no Sistema Eletrônico de Informações (SEI).
Os secretários aprenderam o funcionamento geral da plataforma, com foco na autuação e no lançamento de novos processos, além da utilização do recurso de assinatura digital. A transição para o ambiente virtual busca dar mais agilidade, transparência e economia de recursos aos trâmites administrativos da prefeitura.
“A implementação do SEI representa um divisor de águas na gestão pública de São João de Meriti. Estamos desburocratizando processos, reduzindo o uso de papel e garantindo mais transparência e rapidez no atendimento às demandas da nossa população”, destacou Rafael Campos, secretário municipal de Planejamento e Inovação.
Desde que foi implementado no município, em 28 de agosto, o sistema já apresenta resultados expressivos, somando mais de 500 processos digitais autuados em seu banco de dados. A expectativa é de que 100% das demandas administrativas passem a tramitar de forma inteiramente digital.
Recorde supera o dado anterior, alcançado em maio deste ano, quando foram contabilizadas 7.965 passagens e é 28% superior ao registrado no início de 2025
A ciclovia da Avenida Marquês do Paraná alcançou uma nova marca de circulação de ciclistas em Niterói. Na última semana, 8.213 bicicletas passaram pela via em um único dia, o maior número já registrado no local. A contagem supera o recorde anterior, alcançado em maio deste ano, quando foram contabilizadas 7.965 passagens e é 28% superior ao registrado no início de 2025.
Localizada em um dos principais eixos de ligação entre o Centro e a Zona Sul, a ciclovia tem o fluxo acompanhado pelo Contabike, sistema de monitoramento da Eco-Counter Brasil. A nova marca representa 248 passagens a mais em relação ao recorde de maio, um crescimento de 3,1%. A Marquês do Paraná é a ciclovia mais movimentada do Brasil, segundo dados da Eco-Counter.
Além da Marquês do Paraná, Niterói conta com outros oito pontos de contagem de ciclistas: Avenida Roberto Silveira, Avenida Amaral Peixoto, Avenida Quintino Bocaiúva, Rotatória de Camboinhas, Avenida Irene Lopes Sodré, Parque Orla de Piratininga e Túnel Charitas-Cafubá, nos dois sentidos. Os equipamentos permitem acompanhar o fluxo de bicicletas em diferentes regiões da cidade e ajudam a monitorar o uso da infraestrutura cicloviária.
“Esse é um dado que ajuda a dimensionar o papel que a bicicleta já ocupa na mobilidade de Niterói e mostra que ela não é apenas uma opção de lazer, mas faz parte dos trajetos cotidianos de milhares de pessoas. Ultrapassar a marca de 8 mil ciclistas em um único dia em uma ciclovia mostra a dimensão que esse meio de transporte alcançou na cidade”, afirma Filipe Simões, coordenador do Niterói de Bicicleta.
Imunização gratuita de cães e gatos será realizada em três sábados de setembro, com 66 postos distribuídos pelas diferentes regiões da cidade
A Prefeitura de Niterói inicia, neste sábado (12), a Campanha de Vacinação Antirrábica Animal de 2026. A ação, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde, acontecerá das 8h às 17h e será dividida em três sábados de setembro, contemplando diferentes regiões do município. Ao todo, serão 66 postos de vacinação distribuídos pela cidade. Neste sábado, a campanha começa pela região das Praias da Baía, abrangendo bairros como Centro, Icaraí, Ingá, Boa Viagem, São Francisco, Charitas e Jurujuba, entre outros. No dia 19, será a vez da Zona Norte. Já no dia 26, a vacinação chegará à Região Oceânica, Pendotiba e Região Leste.
Podem ser vacinados cães e gatos, machos e fêmeas, a partir dos três meses de idade. A vacina é segura e não tem contraindicação. Nos três dias de campanha, também será possível imunizar os animais na sede do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), na Rua Coronel Miranda, nº 18, na Ponta D’Areia.
A secretária municipal de Saúde, Ilza Fellows, destaca a importância da adesão à campanha.
“A vacinação contra a raiva é um ato de amor e de responsabilidade com os nossos animais e com toda a cidade. A campanha é estruturada justamente para aproximar as equipes das comunidades, garantindo que tutores de cães e gatos em todos os bairros tenham acesso fácil e rápido aos postos. A raiva é uma doença grave, mas 100% evitável com a imunização anual. Convidamos todos a participarem desse cuidado coletivo”, afirma a secretária.
Os cães deverão ser conduzidos com coleiras e, no caso de animais de grande porte, também com focinheiras. Os gatos devem ser levados em caixas de transporte, já que podem se estressar e fugir. A contenção dos animais é de responsabilidade de seus responsáveis, cabendo ao vacinador a aplicação da dose.
O chefe do CCZ, Fábio Vilas Boas, alerta para a gravidade da doença e reforça a importância da vacinação.
“A raiva é uma enfermidade grave, quase sempre letal, mas totalmente prevenível com a dose anual. Preparamos uma estrutura ampla e descentralizada em todas as regiões de Niterói justamente para facilitar o acesso de cães e gatos à vacina. É essencial que os tutores fiquem atentos ao calendário do seu bairro e façam a sua parte, garantindo a tranquilidade das famílias e a saúde pública de todo o município.”
Raiva animal
A raiva é uma doença grave, com quase 100% de letalidade. No meio urbano, pode ser transmitida principalmente por cães e gatos. Até a década de 1980, Niterói ainda registrava casos de raiva humana transmitida por cães. Desde a implantação das campanhas anuais de vacinação animal, o município não registra óbitos pela doença.
Postos de vacinação
Dia 12/09 – Região Praias da Baía (Centro/Sul)
MMF do Palácio: Rua Onze de Agosto, nº 04 – Ingá
MMF Jurujuba: Av. Carlos Ermelino Marins, s/nº – Jurujuba
MMF Preventório: Avenida Prefeito Sylvio Picanço, nº 1.753 – Charitas
MMF Grota II: Rua Arcedino Pereira, nº 335 – São Francisco
MMF Martins Torres: Rua Martins Torres, nº 281 – Santa Rosa
MMF Souza Soares: Rua Lions Club, nº 37 – Santa Rosa
MMF Viradouro: Rua Mario Viana, nº 790 – Viradouro
MMF Alarico: Estrada Alarico de Souza, s/nº – Santa Rosa
Policlínica Carlos Antonio da Silva: Av. Jansen de Melo, s/nº – Centro
Policlínica Almir Madeira: Rua Prof. Hernani Melo, nº 103 – São Domingos
Policlínica Regional Sérgio Arouca: Praça Vital Brazil, s/nº – Santa Rosa
Unidade Básica de Saúde Morro do Estado: Rua Araújo Pimenta, s/nº – Centro
Hospital Municipal Carlos Tortelly (Antigo CPN): Rua Desembargador Athayde Parreira, nº 266 – Bairro de Fátima
Administração Regional de São Francisco: Av. Rui Barbosa, nº 400/Loja 104 – São Francisco
Campo de São Bento: entrada pelo Portão 1 – Rua Lopes Trovão, s/nº – Icaraí (referência: Torre Mirante)
Associação de Moradores do Morro do Cavalão: Alameda Paris, nº 144 – São Francisco
Centro de Controle de Zoonoses: Rua Coronel Miranda, nº 18 – Ponta D’Areia
Dia 19/09 – Região Norte
MMF Marítimos: Av. Machado, s/nº – Barreto
MMF Maruí: Rua Maruí Grande, nº 15 – Barreto
MMF Nova Brasília: Avenida João Brasil, nº 1.726 – Engenhoca
MMF Baldeador: Loteamento Bento Pestana, s/nº – Baldeador
MMF Teixeira: Rua Teixeira de Freitas, nº 380 – Fonseca
MMF Vila Ipiranga: Rua Tenente Osório, s/nº – Fonseca
MMF Caramujo: Rua Pastor José Gomes de Souza, s/nº – Caramujo
E.M. Sebastiana Gonçalves Pinto: Estrada Viçoso Jardim, nº 298 – Viçoso
MMF Bernardino: Rua Sá Barreto, nº 107 – Fonseca
MMF Jonathas Botelho: Travessa Jonathas Botelho, nº 133 – Cubango
MMF Boa Vista: Rua Indígena, nº 200 – São Lourenço
MMF Ilha da Conceição: Rua Jornalista Sardo Filho, nº 196 – Ilha da Conceição
Policlínica Regional da Engenhoca: Av. João Brasil, s/nº – Engenhoca
Policlínica Dr. Guilherme Taylor March: Rua Desembargador Lima Castro, nº 238 – Fonseca
UBS Santa Bárbara: Rua Jandira Pereira, nº 625 – Santa Bárbara
Praça Magaldi: Rua Santo Onofre, nº 12 – Riodades
Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (AFAC): Rua Padre Leandro, nº 18 – São Lourenço
Praça do Coreto: Rua Dr. March, nº 1.089 – Tenente Jardim
Horto do Barreto: Av. Dr. Luiz Palmier, s/nº – Barreto (Parque Palmir Silva)
Horto do Fonseca: Alameda São Boaventura, nº 770 – Fonseca (próximo à quadra)
MMF do Serrão e Juca Branco: Travessa Dona Júlia, nº 29 – Fonseca
MMF do Holofote: Travessa do Holofote, nº 34 – Santana
Centro de Controle de Zoonoses: Rua Coronel Miranda, nº 18 – Ponta D’Areia
Dia 26/09 – Região Oceânica, Pendotiba e Região Leste
MMF Engenho do Mato: Av. Irene Lopes Sodré, s/nº – Engenho do Mato
Parque Rural do Engenho do Mato: Rua São Sebastião, s/nº – Engenho do Mato
MMF Maravista: Rua Astor da Costa Menezes, s/nº – Maravista
MMF Várzea das Moças: Estrada Velha de Maricá, s/nº – Rio do Ouro
MMF Colônia: Praia de Itaipu – Colônia dos Pescadores
MMF Cafubá I: Av. Doutor Raul de Oliveira Rodrigues, nº 03 – Piratininga
MMF Cafubá II: Rua Deputado Luiz Erthal, Lt. 05, Qd. 69 – Cafubá
MMF Cafubá III: Rua Manoel Pacheco de Carvalho, nº 107 – Piratininga
Policlínica Regional de Piratininga: Rua Professor Ernani Faria Alves, nº 161 – Piratininga
Policlínica Regional de Itaipu: Av. Irene Lopes Sodré, s/nº – Engenho do Mato
Clínica Veterinária Vetprime: Rua Nicarágua, nº 226 – Serra Grande
SOPRECAM – Associação dos Moradores de Camboinhas: Rua Tabelião Luís Lebreiro, nº 313 – Camboinhas
SOAMI – Associação de Moradores de Itacoatiara: Rua Matias Sandri, nº 134 – Itacoatiara
Vetmar: Rua José Joaquim Pereira Caldas, nº 74 – Piratininga
Associação de Moradores do Jacaré: Estrada Frei Orlando, nº 127 A – Piratininga
Associação de Moradores e Amigos do Jardim Imbuí e Piratininga: Rua dos Golfinhos, nº 1 – Tibau
MMF Maceió: Rua José Bento Vieira Ferreira, s/nº – Maceió
MMF Cantagalo: Avenida Nelson de Oliveira e Silva, nº 63 – Cantagalo
MMF Matapaca: Rua Aurora Ribeiro, nº 05 – Maria Paula
MMF Atalaia: Rua Padre José Euger, s/nº – Atalaia
MMF Sapê: Rua E, s/nº – Sapê
MMF da Ititioca: Rua Costa Monteiro, s/nº – Ititioca
MMF do Badu: Estrada Alcebíades Pinto, s/nº – Badu
Anexo da Policlínica do Largo da Batalha: Rua Armando Ferreira, nº 30 – Largo da Batalha
Colégio Estadual Paulo Assis Ribeiro: Estrada Caetano Monteiro, nº 814 – Pendotiba
Centro Comunitário de Maria Paula: Av. França, nº 68 – Maria Paula
DPO Vila Progresso: Av. Nelson de Oliveira e Silva, nº 1.727 – Vila Progresso
Administração Regional do Rio do Ouro: Estrada Velha de Maricá, nº 7.390 – Rio do Ouro
Centro de Controle de Zoonoses: Rua Coronel Miranda, nº 18 – Ponta D’Areia
Novo equipamento será integrado ao Parque Orla Piratininga
A Prefeitura de Niterói deu, nesta quinta-feira (10), ordem de início para a construção do Skate Park, em Piratininga. O novo equipamento terá um investimento de cerca de R$ 1 milhão e está previsto para ser entregue em fevereiro de 2027. A obra será realizada pela Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION).
“Hoje estou assinando a ordem de início do Skate Park da Região Oceânica, na entrada de Camboinhas. Nos meus mandatos anteriores, entregamos o Skate Park da Zona Norte, no Largo da Batalha, e o de São Francisco. Agora, com esse novo espaço, conseguimos integrar toda a cidade e realizar um sonho que construímos junto com a comunidade do skate. A pista também vai se integrar à praça pública, à ciclovia e a todo o complexo do Parque Orla. A previsão é inaugurar o novo Skate Park logo no início de 2027”, destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
O projeto será implementado em uma área de 693 metros quadrados e contará com duas pistas, destinadas às modalidades olímpicas street, com 416 metros quadrados, e bowl, com 277 metros quadrados. Na modalidade street, os atletas utilizam obstáculos que reproduzem elementos encontrados em ruas e praças, como corrimãos, escadas, palcos e guias. Já o bowl é praticado em uma pista mais funda, com paredes curvas e transições que remetem ao formato de uma piscina.
“O skate conquistou definitivamente seu espaço no esporte mundial e Niterói acompanha esse crescimento investindo em equipamentos públicos de qualidade. A Região Oceânica tem muitos praticantes da modalidade e esse novo Skate Park vai oferecer uma estrutura moderna para quem está começando e também para quem sonha em competir em alto nível. Quando criamos espaços como esse, não estamos entregando apenas uma pista. Estamos abrindo oportunidades para população”, afirmou o secretário municipal de Esporte e Lazer, Luiz Carlos Gallo.
O novo equipamento será o primeiro Skate Park da Região Oceânica e vai integrar o circuito de campeonatos estaduais de skate, ampliando a estrutura da cidade para a prática esportiva e a realização de competições.
Em 1923, o Rio ganhou a sua primeira emissora de rádio, a Rádio Sociedade Rio de Janeiro, fundada por Edgard Roquette Pinto
Companheiro fiel de muita gente há tanto tempo, o rádio segue firme e forte como um dos veículos de comunicação com maior relevância e credibilidade do mercado. Segundo dados da Kantar Ibope Media, o rádio atinge 83% da população das grandes cidades brasileiras. Os ouvintes escutam, em média, quatro horas de rádio por dia, entre o tempo no trânsito e no trabalho.
Essa história consolidada e de sucesso entre o rádio e a população brasileira começou há 104 anos. Ouvimos as primeiras vozes dentro da latinha no dia 7 de setembro de 1922, durante a comemoração ao centenário da Independência do Brasil, no governo de Epitácio Pessoa. Com apenas 80 receptores, os cariocas puderam ouvir o discurso do presidente, realizado na Praça XV.
Em 1923, o Rio ganhou a sua primeira emissora de rádio. Fundada por Edgard Roquette Pinto — considerado o Pai da Radiodifusão — entrou no ar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A programação incluía cursos e palestras científicas sobre diversos temas, notícias e música, com transmissão de cantores líricos e canções brasileiras.
Após o pontapé inicial, outras emissoras foram surgindo e algumas acumulam anos de tradição, como a Rádio Globo, uma jovem senhora de 81 anos, e a Rádio Tupi, que vai completar 91 anos em setembro.
Alerj nas ondas do rádio
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) entende a importância do rádio como ferramenta de informação e comunicação com a população fluminense. Por isso, conta com a Rádio Alerj. Fundada em 30 de junho de 2022, em uma parceria com a Rádio Senado, pode ser sintonizada no canal 105.9 FM do dial.
A emissora apresenta, de segunda a quinta-feira e aos fins de semana, das 9h às 13h, e às sextas-feiras, das 15h às 19h, conteúdos produzidos especialmente para o público do estado do Rio de Janeiro.
A programação conta com nomes de peso e combina informação, prestação de serviço, cultura e entretenimento, abordando temas relacionados ao cotidiano da população, aos direitos do consumidor, às atividades do Parlamento e à cultura musical brasileira.
Mais do que um veículo de transmissão, a Rádio Alerj representa uma importante ferramenta de comunicação pública, aproximando a Assembleia da sociedade.
Experiência e renovação
Uma das coisas mais fascinantes do rádio é unir diversas gerações. A experiência de quem já acumula bagagem de longos anos, com o frescor, a curiosidade e a potência dos mais jovens.
Com 40 anos de carreira, o comunicador Fernando Ribeiro, o Cabeção, faz parte do time dos veteranos. Atualmente, apresenta o programa Papo Cabeça, na TV Alerj e integra o time de redes sociais da Casa. Ele começou como DJ da Furacão 2000 e participava da Rádio Antena 1. Em 1992, ganhou seu primeiro programa, na Rádio Costa Verde. Mas, a história com o rádio começou bem antes.
“A primeira vez que falei no microfone de uma rádio foi em 1982. Meu irmão, que também era DJ, estava dando uma entrevista no Clube do Som da Rádio Panorama e me chamou para participar. Nunca mais esqueci”, relembra. Cabeção também foi comunicador da FM O Dia, sendo referência no segmento popular.
Os jovens também estão ocupando os microfones. Na contramão de quem afirma que o rádio vai acabar, o comunicador Ryan Lobo, de 30 anos, mostra que a latinha se renova sempre. Comandando um programa diário na Rádio Globo, o amor pelo rádio vem de berço. “A minha primeira lembrança do rádio vem do meu avô, que ficava o dia inteiro ouvindo Rádio Globo no radinho de pilha, sentado no sofá, enquanto assistia televisão. Inclusive, ele ouvia rádio na hora de dormir”, conta.
Apesar de jovem, Ryan já tem uma carreira consolidada no dial carioca. “A minha história no rádio começou com uma oportunidade que tive enquanto fazia faculdade, na BandNews FM, em 2018. A emissora estava com vagas e eu me candidatei, passei no processo seletivo e fiquei como estagiário por um ano e meio, vindo a ser efetivado como repórter, cargo que ocupei por 2 anos na Band. Já são 8 anos de rádio”, diz.
Entrando todos os dias na casa e no trabalho de tanta gente, os dois acumulam lembranças inesquecíveis. Para Cabeção, o momento mais marcante da carreira foi uma entrevista com o Padre Marcelo Rossi. “Ele tem uma energia que não tem como descrever. A sensação é que eu estava flutuando”, recorda.
Ryan relembra o dia em que deu seu primeiro furo de reportagem, em um programa de alcance nacional. “O caso foi abordado pelo Datena no Brasil Urgente. Uma idosa de 95 anos, que havia quebrado o braço, foi para o hospital retirar o gesso e o gesseiro acabou passando o equipamento na pele. Ela chegou a informá-lo por algumas vezes que estava machucando, mas ele não levou a sério e causou uma grande lesão. Eu peguei esse caso no Twitter, vi a denúncia da neta dela, entrei em contato, apurei, fiz a matéria e ela conseguiu a repercussão que precisava para que o funcionário e o hospital pagassem por aquilo”, recorda.
É claro que comandar um programa diário coleciona momentos divertidos. O imprevisível que só o ao vivo proporciona é o que torna a profissão ainda mais dinâmica e divertida. O radialista nunca sabe o que virá do entrevistado. E foi exatamente o que aconteceu em uma entrada ao vivo do Ryan, na Central do Brasil. “Recentemente, fazendo um povo fala sobre a Copa, abordei um homem que estava completamente bêbado, perguntando a ele quem faria os gols do Brasil na estreia da Copa do Mundo. Ele conseguiu responder ‘Vini Junior’, mas depois não conseguiu mais pronunciar os nomes dos outros jogadores. Eu tive que usar o improviso, dar uma descontraída e encerrar a minha participação”, conta, rindo.
Já a lembrança mais marcante de Cabeção foi no Ano Novo de 1996, na Rádio RPC. “Engraçado e inesperado foi o Réveillon ao vivo na RPC. A maioria das rádios grava a passagem do ano. Nós fizemos uma festa de verdade, com comida e bebida e todos os DJs que tinham programa na Rádio. Uma loucura”, recorda, animado.
O futuro do rádio
Da primeira transmissão de rádio no Brasil até hoje, muita coisa mudou. Com a chegada da internet, o rádio se adaptou e é possível ouvir e ver a programação da sua emissora preferida na palma da sua mão ou na tela do computador.
Ryan e Cabeção apostam que o veículo vai seguir se reinventando, acompanhando a tecnologia e mantendo seu posicionamento de relevância dentro do mercado. “Eu imagino o futuro do rádio bem constante, em uma crescente. Há pesquisas que mostram que a credibilidade do rádio está à frente de qualquer outro veículo de comunicação. Além disso, o rádio é o veículo que permite uma aproximação maior entre os comunicadores e os ouvintes. Nenhum outro veículo de comunicação consegue causar a sensação de pertencimento que o rádio é capaz. Sendo assim, vejo o rádio cada vez mais forte, moderno, atualizado e adaptado às novas realidades”, afirma Ryan.
“O Rádio sempre ‘dança conforme a música’. Sempre acompanha a evolução do mercado. As rádios hoje também estão nas plataformas digitais. No futuro eu aposto em rádios mais segmentadas, direcionadas para um público específico”, conclui Cabeção.
Seja no bom e velho modelo a pilha ou em um aplicativo no celular, o rádio segue forte e vivo, levando informação, música, entretenimento e companhia para tanta gente, mundo afora. Vida longa ao rádio!
Ação no Jardim Sumaré prepara quatro ruas para receberem pavimentação asfáltica.
As equipes da Secretaria Municipal de Obras de São João de Meriti iniciaram o processo de assentamento de meios-fios em quatro ruas do Morro do Coqueirinho, no bairro Jardim Sumaré. A localidade passa por uma ampla intervenção de infraestrutura e, em breve, receberá pavimentação asfáltica.
As vias contempladas nesta fase são as ruas Tulipa, Anita Garibaldi, Haiti e Bolívar de Carvalho. A Secretaria Municipal de Obras já concluiu as etapas de manilhamento , garantindo o correto escoamento das águas da chuva; e a aplicação de fresa asfáltica para regularizar e nivelar o solo.
O secretário municipal de Obras, Pedro Basílio destacou a importância das melhorias no bairro. “Nosso compromisso é levar dignidade e acessibilidade para todas as regiões de São João de Meriti, principalmente áreas que aguardavam por essas melhorias há anos. O trabalho no Morro do Coqueirinho foi planejado etapa por etapa: começamos pela drenagem com o manilhamento, preparamos a base com a fresa e agora estamos avançando com o meio-fio para deixar tudo pronto para o asfalto. É mais qualidade de vida e valorização para os moradores do Jardim Sumaré”, disse.
As obras fazem parte do cronograma de urbanização e melhorias viárias do município.
Prefeito Rodrigo Neves fez nova vistoria técnica no local nesta quinta-feira (3)
Um dos espaços que é referência para a cultura de Niterói está cada vez mais perto de voltar a funcionar. A restauração do antigo Cinema Icaraí avança e vai devolvendo à paisagem da orla o belo prédio em estilo art déco, construído na década de 1940, que marcou gerações de moradores da cidade. Depois de pronto, o imóvel irá abrigar o Cine Concerto Sérgio Mendes, um moderno equipamento cultural com salão de concertos, salas de cinema, restaurante e áreas de convivência com vista para a Baía de Guanabara.
Nesta quinta-feira (3), o prefeito Rodrigo Neves fez mais uma vistoria técnica no local, acompanhado da secretária das Culturas, Julia Pacheco; da secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa; do presidente da Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói (ION), Antonio Lourosa; do administrador regional de Icaraí, Raphael Costa; de outros integrantes da Prefeitura e de representantes da empresa executora das obras.
“É uma obra complexa, de um patrimônio histórico tombado, que acompanhamos passo a passo. É um serviço minucioso dos operários e engenheiros que estão trabalhando no local. Já foram implantadas dezenas de vigas de aço para reforçar a estrutura e agora começa o processo de restauração das paredes”, explicou Rodrigo Neves.
Com investimento total de R$ 45,7 milhões, o Cine Concerto Sérgio Mendes vai funcionar como um grande centro de entretenimento, cultura, lazer e gastronomia para todos os moradores e visitantes de Niterói. Serão duas salas de cinema, um salão de concertos destinado à Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense (UFF), dois restaurantes, piano bar, rooftop com vista para a Praia de Icaraí e diversos espaços de convivência. A restauração da fachada representa uma das etapas mais aguardadas da obra e devolve ao prédio sua identidade arquitetônica original, integrando a preservação do patrimônio histórico e arquitetura contemporânea.
Praça Getúlio Vargas será integrada ao novo complexo cultural
A Praça Getúlio Vargas, em Icaraí, também está em obras. Após passar por uma reurbanização completa, o local vai formar um conjunto integrado com o novo Cine Concerto Sérgio Mendes.
Está prevista a transformação de mais de 5,5 mil metros quadrados em um espaço aberto, acessível e voltado à convivência, eliminando as grades existentes e ampliando a conexão visual com a Praia de Icaraí e a Baía de Guanabara.
Desenvolvido pelo escritório Burle Marx, o projeto preserva as árvores históricas e contempla novos jardins, áreas de permanência, pergolados, playground acessível, academia ao ar livre, espaço pet, iluminação em LED, monitoramento por câmeras, áreas para feiras e eventos culturais e a completa requalificação dos passeios do entorno. A proposta é integrar patrimônio histórico, paisagismo e vida urbana em um único espaço público.
Cidade foi palco de acontecimentos decisivos para a separação de Portugal e para a construção do novo Estado brasileiro; atual Palácio Tiradentes guarda parte dessa memória
Quando se fala em Independência do Brasil, a imagem mais lembrada é a do grito de “Independência ou Morte”, às margens do Rio Ipiranga, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822. Mas a construção da independência brasileira começou muito antes e teve no Rio de Janeiro um de seus principais centros políticos, culturais e institucionais.
Capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815 com a aclamação de Dom João VI como rei, o Rio de Janeiro já era uma das cidades mais importantes da América Portuguesa desde 1763, quando se tornou sede do Vice-Reinado do Brasil. Desde o final do século XVIII, a cidade concentrava decisões políticas e passou a ser também um importante espaço de circulação de ideias que defendiam a emancipação do país.
Segundo o historiador da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Liborio, compreender a Independência exige olhar para além do episódio do Ipiranga. “Olhar para além do grito é buscar uma história que conte algo a mais do que os ‘grandes feitos’ de nomes de envergadura da nossa história política. Pensar nas ruas e espaços do Rio é, de certa forma, pensar em como cada linha da história do nosso país foi escrita, entre edifícios, ruas, tumultos, conciliações e efervescência política”, disse.
Um processo que começou antes do 7 de setembro
A Independência não surgiu de forma repentina em 1822. Antes mesmo desse período, diferentes movimentos demonstravam a circulação de ideias iluministas e de contestação ao domínio português.
Entre eles estão a Conjuração Mineira, em 1789, que envolveu Vila Rica e também o Rio de Janeiro; a Conjuração Baiana, de 1798, em Salvador; e a Revolução Pernambucana, de 1817, em Recife.
No Rio de Janeiro, a influência política da cidade cresceu ainda mais ao longo do início do século XIX. A Revolução Liberal do Porto, em 1820, provocou o retorno de D. João VI a Portugal, em 1821. Seu filho, D. Pedro, permaneceu no Brasil como Príncipe Regente, com sede de governo no Rio de Janeiro.
A cidade também se tornou espaço importante para a circulação de jornais e ideias políticas. Periódicos como o Correio do Rio de Janeiro e o Revérbero Constitucional Fluminense defendiam posições favoráveis à separação de Portugal e discutiam temas como a necessidade de uma Constituição e diferentes concepções sobre o futuro político do Brasil.
O Dia do Fico nasceu nas ruas do Rio
Um dos episódios mais emblemáticos desse processo aconteceu no coração do Rio de Janeiro.
Nos primeiros dias de janeiro de 1822, moradores da cidade foram convocados, por meio de um anúncio impresso, a comparecer à Rua da Ajuda, nº 137, para assinar uma petição em defesa da permanência de D. Pedro no Brasil, contrariando as determinações das Cortes Portuguesas para que retornasse à Europa.
Em 9 de janeiro, uma comitiva liderada por José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, saiu da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, na atual Rua Uruguaiana, em direção ao encontro com o Príncipe Regente. O grupo levou uma petição com cerca de oito mil assinaturas.
A resposta de D. Pedro entrou para a história: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Diga ao povo que fico.”
A declaração foi feita no Paço da Cidade, atual Paço Imperial, no Centro do Rio. A memória do episódio permanece na região: uma placa esculpida por Rodolfo Bernardelli foi instalada na fachada da igreja em 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência do Brasil.
A própria janela do Paço Imperial de onde D. Pedro comunicou sua decisão à população também permanece preservada. Atualmente, sua grade está exposta no Museu Histórico Nacional.
Do Rio para a construção do novo Império
A Independência foi consolidada de maneira conciliatória, mantendo no Brasil o regime monárquico. E foi no Rio de Janeiro que ocorreram alguns dos principais atos simbólicos de construção do novo Estado.
Em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, em cerimônia realizada no Campo de Santana (atual Praça da República), então um dos principais espaços cívicos e de manifestações públicas da cidade.
Pouco depois, em 1º de dezembro, foi sagrado e coroado como D. Pedro I na Capela Real e Imperial, atual Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro.
A independência, entretanto, não estava completamente consolidada. Em maio de 1823, foi instalada uma Assembleia Constituinte (no local onde hoje fica o Palácio Tiradentes) responsável pela elaboração da primeira Constituição brasileira.
Enquanto isso, a separação de Portugal ainda era disputada em outras regiões. Na Bahia, a Guerra de Independência, iniciada em 1822, terminou em 2 de julho de 1823 com a derrota das tropas portuguesas que resistiam à separação. A data passou a ser celebrada como marco da Independência da Bahia.
A importância dos personagens dessa luta também foi incorporada à paisagem carioca. Durante as comemorações do Centenário da Independência, em 1922, ruas de Ipanema foram rebatizadas em homenagem a nomes ligados à Guerra de Independência da Bahia, como Maria Quitéria, Joana Angélica, Barão de Jaguaripe, Visconde de Pirajá e Garcia D’Ávila.
A Constituição e o nascimento do Parlamento brasileiro
Em março de 1824, D. Pedro I outorgou a primeira Constituição do Brasil. A Carta consolidou o poder imperial e estabeleceu um Parlamento bicameral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
As atividades parlamentares tiveram início no Rio de Janeiro em 6 de maio de 1826. Em 2026, portanto, o Parlamento brasileiro completa 200 anos de funcionamento.
No mesmo processo de consolidação da independência, em 1825, Portugal reconheceu oficialmente a emancipação do Brasil por meio do Tratado do Rio de Janeiro, com mediação da Inglaterra.
O reconhecimento teve um custo financeiro para o novo país. O Brasil assumiu uma indenização de dois milhões de libras esterlinas a Portugal, em parte relacionada à permanência no país de bens e acervos trazidos pela Corte portuguesa durante sua transferência para o Brasil, em 1808.
O Palácio Tiradentes como fio condutor dessa história
No coração do Centro do Rio, o atual Palácio Tiradentes está diretamente ligado a esse período de transformação política.
Antes da construção do Palácio, o local era ocupado pelo edifício da Casa de Câmara e Cadeia, importante espaço da vida política e administrativa do Rio de Janeiro colonial.
Com a Independência e a necessidade de criar estruturas para os novos poderes do Estado brasileiro, o edifício passou por adaptações para receber a Assembleia Constituinte de 1823.
Foi ali que ocorreram os debates entre os parlamentares e D. Pedro I sobre os limites e as prerrogativas dos diferentes poderes. O conflito chegou ao ápice em 12 de novembro de 1823, durante a “Noite da Agonia”, quando tropas do imperador invadiram o recinto e a Assembleia Constituinte foi dissolvida.
O espaço voltaria a receber o Legislativo Imperial a partir de 1826, quando a Câmara dos Deputados iniciou suas atividades no Rio de Janeiro.
Décadas mais tarde, a construção do Palácio Tiradentes, inaugurado em 1926, buscou justamente evocar essa tradição parlamentar iniciada ainda no período colonial e consolidada durante o Império.
Essa memória está presente na própria arquitetura do edifício. Na fachada, o grupo escultórico “Independência”, realizado por Modestino Kanto, Armando Magalhães Corrêa e Hildegardo Leão Velloso, apresenta D. Pedro I caracterizado como um general romano, ladeado por José Bonifácio, o Patriarca da Independência, e pela alegoria da Liberdade.
No interior do prédio, a memória da formação do Brasil também está representada. No Plenário Barbosa Lima Sobrinho, uma das pinturas que compõem o ciclo “Os pontos cardeais da história do Brasil”, ao redor do vitral da cúpula, é intitulada “A Monarquia”.
A obra reúne referências a personagens e acontecimentos fundamentais para a formação do Estado brasileiro, entre eles D. Pedro I no momento do Grito do Ipiranga e José Bonifácio.
Uma independência que também passa pelo Rio
Mais de dois séculos depois, o 7 de setembro continua sendo associado ao gesto de D. Pedro às margens do Ipiranga. Mas a história da Independência brasileira é muito mais ampla.
Ela passa pelas ruas do Rio de Janeiro, pelas manifestações populares em defesa do Dia do Fico, pelos jornais que discutiam o futuro político do país, pelos atos de aclamação e coroação de D. Pedro I e pelos primeiros debates constitucionais e parlamentares.
E passa, também, pelo lugar onde hoje funciona o Palácio Tiradentes, um espaço que reúne, em sua arquitetura e em sua memória, diferentes capítulos da formação política do Brasil.
Da decisão de D. Pedro de permanecer no país à instalação do Parlamento brasileiro, o Rio de Janeiro esteve no centro da construção da Independência e dos primeiros passos do Brasil como nação soberana.
Conteúdo histórico: pesquisa e levantamento realizados por Douglas Liborio, historiador da Alerj, com base em registros do Diário do Rio de Janeiro (1822), O Paiz (1922) e obras de José Murilo de Carvalho, Lúcia Maria Bastos Neves, Armelle Enders e José Theodoro Mascarenhas Menck.
A Comlurb preparou um planejamento operacional especial de limpeza na Avenida Presidente Vargas e ruas do entorno, para o Desfile Cívico de 7 de Setembro, nesta segunda-feira, que comemora os 204 anos da Independência do Brasil. O trabalho será iniciado a partir das 6h, com a pré-limpeza, e se estenderá até que todo o público deixe o evento.
A Companhia contará ao todo com 50 garis, que vão se revezar em turnos, na execução dos serviços de varrição, coleta e remoção de resíduos. Por último, será feita a limpeza hidráulica das pistas, com água de reuso, detergente e hipoclorito.
Entre equipamentos e veículos, serão disponibilizados caminhões compactadores para remoção dos resíduos, duas varredeiras de grande porte para auxiliar no serviço de varrição, e duas pipas d´água e duas vans motobomba com sistema de pressão para lavagem.
Serão disponibilizados contêineres ao longo da Avenida Presidente Vargas e pontos estratégicos do entorno, para facilitar o descarte correto de resíduos por parte do público presente.
Campanha inédita reúne torcidas dos quatro grandes clubes do Rio em compromisso para preservar o direito de torcer e a presença das organizadas nas arquibancadas
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) lança, neste sábado (05/09), durante o clássico entre Fluminense e Vasco da Gama, no Maracanã, a campanha “Pacto das Torcidas – Respeito garante nosso lugar na arquibancada”. A iniciativa, articulada pelo Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ), reúne torcidas organizadas de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco em um compromisso conjunto pela prevenção da violência e pela preservação da cultura das arquibancadas.
Antes da partida, representantes de torcidas organizadas de Fluminense e Vasco entrarão no gramado com a faixa da campanha e apresentarão a mensagem aos torcedores. A proposta é que a ação se repita nos próximos clássicos do futebol carioca, sempre com a participação das organizadas dos clubes envolvidos na partida.
O vídeo da campanha, gravado no Maracanã com representantes de torcidas organizadas, também será exibido nos telões do estádio antes e durante o clássico. A previsão é que o conteúdo passe a integrar a programação dos telões do Maracanã, São Januário e Nilton Santos, ampliando o alcance da mensagem ao longo da temporada.
A campanha conta com o apoio do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (BEPE), da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e das demais instituições envolvidas na realização dos jogos.
Compromisso construído com as torcidas
“As torcidas e a rivalidade fazem parte do futebol. A violência, não. O pacto mediado pelo Ministério Público mostra que as próprias torcidas podem ser protagonistas na construção de um ambiente de respeito, para que todos possam ir ao estádio, torcer e voltar para casa em segurança”, afirma o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira.
O Pacto das Torcidas é resultado de uma iniciativa inédita do GAEDEST/MPRJ, que reuniu, em junho, representantes de 12 torcidas organizadas dos quatro grandes clubes do Rio para discutir medidas de prevenção à violência nos estádios e em seus arredores.
Participaram do encontro, pelo Botafogo, Fúria Jovem, Jovem e Loucos pelo Botafogo; pelo Flamengo, Raça Rubro-Negra, Urubuzada e Jovem Fla; pelo Fluminense, Young Flu, Força Flu e Bravo 52; e, pelo Vasco, Força Jovem, Ira Jovem e Mancha Negra.
Na ocasião, as organizadas assumiram compromissos relacionados à segurança dos jogos e concordaram em participar conjuntamente da campanha produzida pelo Ministério Público. A iniciativa decorre do reconhecimento de que as torcidas organizadas fazem parte da história e da cultura do futebol e podem exercer papel fundamental na construção de ambientes mais seguros. Por isso, a campanha não busca apagar as rivalidades, mas estabelecer um compromisso comum de respeito e preservação das arquibancadas.
“Nosso objetivo é preservar o direito de torcer e o próprio espetáculo. O Ministério Público atua pelo diálogo e pelo cumprimento dos acordos, mas também pela responsabilização quando esses compromissos são descumpridos. Este pacto busca fazer com que a mensagem de respeito chegue a cada integrante das torcidas e se transforme em um compromisso dentro e fora dos estádios”, destaca o coordenador do GAEDEST/MPRJ, promotor de Justiça Márcio Almeida.
A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) pontua que a iniciativa reforça uma atuação histórica em defesa da convivência entre as torcidas e da preservação do futebol como espaço de respeito. “A união de todos faz do futebol carioca um modelo para o Brasil, que mantém a convivência respeitosa entre adversários e conta, inclusive, com setores de torcida mista”, enfatiza o presidente da FERJ, Rubens Lopes.
Responsável pelo planejamento e ações de segurança nos estádios e arredores em dias de jogos, o BEPE ressalta que uma atuação integrada é essencial para a garantia do direito de torcer. “A segurança nos estádios é resultado da parceria entre Ministério Público, forças de segurança, clubes, federações, torcedores e todos os demais atores envolvidos. Quando cada um assume a sua parcela de responsabilidade, todos ganham”, afirma o Coronel Aguiar, comandante do BEPE.
História e pertencimento
A narrativa da campanha conta que os clubes são constituídos por suas histórias e que as torcidas são parte essencial dessa construção, como espaços de paixão, identidade, pertencimento e representação. Representantes das organizadas dos quatro clubes aparecem juntos no Maracanã para assumir publicamente o compromisso. O filme termina com a mensagem que também estará presente na faixa levada aos clássicos: PACTO DAS TORCIDAS – RESPEITO GARANTE NOSSO LUGAR NA ARQUIBANCADA.
Atuação do GAEDEST/MPRJ
A campanha se soma à atuação permanente do GAEDEST/MPRJ na prevenção da violência no futebol. O Grupo mantém diálogo com clubes, torcidas organizadas e órgãos de segurança, celebra Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) para estabelecer regras e compromissos e acompanha seu cumprimento. Quando há violações ou reincidência em episódios de violência, o MPRJ também atua para responsabilizar os envolvidos e aplicar as sanções previstas nos acordos. A estratégia busca conciliar fiscalização e responsabilização com a construção de soluções que preservem o direito de torcer e a presença das organizadas nas arquibancadas.