FLIN 2025 recebe cerca de 15 mil pessoas em três dias, no Reserva Cultural

Festa Literária Internacional de Niterói termina neste domingo

Em três dias de Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN), cerca de 15 mil pessoas passaram pelo Reserva Cultural, em São Domingos. Neste sábado (18), o evento seguiu com atrações para crianças, jovens e adultos, com destaque para a palestra de Monja Coen e as mesas com a participação de Edney Silvestre, Thalita Rebouças, MV Bill, Caco Barcellos e Raphael Montes.

Organizada pela Prefeitura de Niterói, a FLIN foi tomada por famílias, que levaram filhos e netos para um passeio pelo universo da literatura. O Espaço Nikitinhos ofereceu brincadeiras, contação de histórias e oficinas para animar a garotada. O grupo Violúdico botou os pequenos para soltarem a criatividade com uma apresentação interativa.

A auxiliar administrativa Ana Paula Santos, moradora do Fonseca, foi com o marido e os três filhos conferir a programação da FLIN.

“É muito bom trazer meus filhos para um contato tão próximo com os livros. A área infantil tem bastante coisa, eles ficam correndo, pulando e brincando com as outras crianças e passam um tempo longe do celular”, disse ela.

Ícone da literatura jovem no Brasil, a escritora Thalita Rebouças comemora 25 anos de carreira sem perder o entusiasmo. Ela participou da mesa “Falando sério sobre criatividade”, no Palco Darcy Ribeiro, que ficou lotado. Na sequência, distribuiu autógrafos, sorrisos e muito carinho para os fãs que formaram uma longa fila na área reservada para o encontro entre autores e leitores.

“Todo evento que estimula o hábito da leitura tem o meu aplauso. Esse tipo de evento a gente tem que prestigiar porque é imperdível. É a minha chance de conhecer os leitores, abraçar, dar beijo e autografar”, destacou Thalita Rebouças.

Da busca pelo equilíbrio às tramas de suspense e terror – A Sala Nelson Pereira dos Santos recebeu a palestra “Entre o caos e a calma ― Como cultivar o equilíbrio”, com a zen budista Monja Coen. Com uma linguagem leve, ela convidou a plateia a refletir e buscar a paz interior.

A Arena FLIN e o Palco Darcy Ribeiro movimentaram a festa literária com mesas como “Da vida à escrita”, com Edney Silvestre e Leilane Neubarth; “Sobre aquilo que não sabemos”, com Zélia Duncan e Eucanaã Ferraz, e “Cultura periférica no centro do debate”, com MV Bill e Rene Silva. Outro destaque foi a palestra “Narrativas reais ― O poder das histórias que transformam”, com Caco Barcellos.

Raphael Montes ― expoente do terror e suspense nacional ― lotou a Sala Nelson Pereira dos Santos com a mesa “Conectar leitores”. A Arena FLIN abriu espaço para o “Angu de grilo” comandado pelas jornalistas Flávia Oliveira e Isabela Reis, enquanto o Palco Darcy Ribeiro sediou a mesa “Histórias de improviso”, com os rappers MC Marechal e Major RD. Fechando o sábado, MC Marechal levou a Batalha do Conhecimento ao Palco Darcy Ribeiro.

A FLIN 2025 termina neste domingo (19), às 21h30. A grade de programação pode ser consultada no site https://sites.niteroi.rj.gov.br/flin . Para entrar na Sala Nelson Pereira dos Santos, haverá distribuição de senhas duas horas antes do início de cada atração, enquanto o acesso à Arena FLIN é por ordem de chegada (sujeito a lotação). Os demais espaços são de trânsito livre.

Fotos: Luciana Carneiro

Prefeitura de Niterói lança projeto do primeiro Museu Interativo do Cinema Brasileiro

Equipamento será instalado no icônico prédio em forma de rolo de filme projetado por Oscar Niemeyer

A Prefeitura de Niterói deu início ao desenvolvimento do projeto para a criação do Museu do Cinema Brasileiro, que será instalado no prédio em formato de rolo de filme, no Reserva Cultural, complexo que abriga também a Sala Nelson Pereira dos Santos, em São Domingos. A iniciativa foi discutida em reunião, nesta segunda-feira (13), entre o prefeito Rodrigo Neves e especialistas reconhecidas na área de museologia e economia criativa, como a cineasta Daniela Thomas, responsável pela concepção do Museu do Futebol, e Deca Farrouco, que atuou em projetos como os do Museu da Língua Portuguesa e do Museu do Amanhã. Também participaram da reunião a vice-prefeita Isabel Swan, o secretário municipal de Economia Criativa, André Diniz, e o secretário Executivo, Felipe Peixoto.

O prefeito Rodrigo Neves destacou que Niterói tem papel pioneiro na história do audiovisual brasileiro: foi uma das primeiras cidades do país a abrigar uma faculdade de cinema, criada por Nelson Pereira dos Santos, referência nacional e que dá nome à sala de espetáculos localizada no Reserva Cultural. Segundo ele, o novo museu vai aprofundar esse vínculo histórico ao celebrar a trajetória do cinema brasileiro e os avanços das novas tecnologias no setor.

“Niterói sempre esteve à frente na formação cultural do país. E agora vamos consolidar esse legado com o Museu do Cinema Brasileiro. Será mais um passo para fortalecer nossa economia criativa, gerar oportunidades e revitalizar o Centro da cidade”, disse ele.

Para o secretário de Economia Criativa, André Diniz, o projeto representa um marco estratégico para a cidade.

“Este museu traduz a identidade de Niterói: uma cidade que produz, pensa e respira cultura. Estamos falando de um equipamento que vai além da memória — será um espaço vivo, formador, que integra educação, inovação e participação popular. Teremos um diálogo direto com a UFF, com o setor audiovisual, com escolas e com os novos criadores de conteúdo. É um projeto que valoriza o passado, mas olha firmemente para o futuro de uma economia criativa sustentável e transformadora”, afirmou Diniz.

A proposta é que o museu tenha caráter interativo e tecnológico, utilizando recursos digitais e imersivos para aproximar o público das diferentes linguagens do audiovisual contemporâneo, da película às plataformas digitais, incentivando a experiência e a experimentação.

“As pessoas hoje se relacionam com o mundo por meio das telas. Um museu do cinema precisa dialogar com essa forma de ver e interagir”, observou Daniela Thomas.

O projeto entrará agora na fase de estudos e desenvolvimento, com previsão de implantação em 2028, integrando-se ao conjunto de equipamentos culturais do Caminho Niemeyer.

“Não poderia haver lugar mais simbólico que Niterói, ao lado da UFF e da história do cinema nacional. Vamos celebrar a brasilidade e inovar”, acrescentou Deca Farrouco.

Fotos: Evelen Gouvêa

 

 

Flin 2025 transforma Niterói em capital literária de 16 a 19 de outubro

Mais de 60 atrações gratuitas e 108 autores confirmados no Reserva Cultural de Niterói

Entre os dias 16 e 19 de outubro, a partir das 9h, Niterói será palco da terceira edição da Festa Literária Internacional de Niterói (Flin), um dos maiores eventos literários do estado. Realizada no Reserva Cultural de Niterói, a festa reunirá mais de 60 atrações gratuitas, entre mesas de debate, lançamentos, performances, leituras dramatizadas, contações de histórias e apresentações musicais.

Com curadoria de Vilma Piedade, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Elisa Ventura, a Flin 2025 homenageia o antropólogo Darcy Ribeiro (1922–1997) e presta tributo ao escritor Luis Fernando Verissimo (1936–2025). A programação inclui uma mesa especial com Fernanda Verissimo, filha do autor, o ator Diogo Villela e o jornalista Arthur Dapieve.

Entre os convidados de destaque estão Conceição Evaristo, referência da literatura afro-brasileira; Mia Couto, premiado escritor moçambicano; Itamar Vieira Junior, autor de Torto Arado; Ana Maria Gonçalves, membro da Academia Brasileira de Letras; Nei Lopes, sambista e intelectual da cultura negra; Thalita Rebouças, ícone da literatura juvenil; Monja Coen, referência do budismo no Brasil; e Raphael Montes, autor de sucesso internacional.

Outros nomes conhecidos também marcam presença, como Miguel Falabella, Zeca Camargo, Miriam Leitão, Felipe Pena, Edney Silvestre, Caco Barcellos, Antonio Torres e Rosiska Darcy.

A Flin é uma realização da Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN), sob a presidência de Micaela Costa, que ressalta o papel da literatura como espaço de escuta e transformação social.

A entrada para todas as atividades é gratuita, e a programação é voltada para públicos de todas as idades, com espaços dedicados a crianças, jovens, educadores e leitores de todas as áreas.

108 autores confirmados

A Fundação de Arte de Niterói ampliou o número total de autores independentes selecionados e convidados para participar da ocupação literária da Flin 2025, fortalecendo o cenário literário da cidade e promovendo o intercâmbio entre autores locais e nacionais. Na lista, estão escritores de cidades vizinhas, como as integrantes do Coletivo Escritoras Vivas, de São Gonçalo: Cyntia Fonseca e Jaqueline Brito.

Confira a lista completa:
Marcelo Aceti, Lili Balonecker, Áida King, Fernanda Cariello, Mário Gabriel Syntonia, Fernanda Marsico, Joselene Negra Black, Lucas Eklipse, Marcelo Antunes Alves da Costa, Melina Galete, Carmen Martins, Jorge Piri, Rosane Steinhagen, Débora Santos, Priscilla Litwak, Rafael A. F. Silva, Caio Vinícius, Léla Caixeta, Patrícia Schunk, Ingrid Macieira, Denise G. Porto, M. M. Froufe, Diogo Bogéa, Pedro Garrido, Cecília Rogers, Diego Domingues, Flávia Oliveira, Giovana Medina, Bianca Roriz, Lua Tebet, Rubem Baptista, Ronan Pereira, Mariah Coutinho, Liliam Sampaio Ramos, Patrícia Azaña, Michelle Bittencourt, Daniel Reis, Valéria Vianna, Marcus Leopoldino, Ângela Garrido, Thainá Albernaz, Carolina Lins, Silvia Prado dos Anjos, Camila Aguiar, Allexandre Carddoso, Vinícius Motta, Ricardo Fonseca, Giselle Baes, Robson Oliveira, Camila Ermida, Marcele Zveiter, Maria Julião dos Reis, Lucileia de Souza Baptista, João Vitor, Benjamim Lima, Roselany Junger da Silva, Lya Alves, Roberto Poeta, Júlio Bello Gervásio, Édipo Ferreira, Guilherme de Sousa, Márcia Veiga, Larissa Lair, Lucy Vargas, Letícia Cruz, Raphael Marron, Railson Barboza, Rodolfo Barbosa, Júlia Vita, Rene Ugalde, Bruna Santos, Thales Amaral, Beatriz F. Coelho Gomes, Dani Fritzen, Joseléa Galvão Ornellas, Rinaldo Martins de Oliveira, Simone S. Santos, Andressa Moraes Guimarães da Silva Torres, Gael Jardim, Denis Mello, Evelyn Almeida, Luciene Prado, Verônica França, Jones Alberto de Almeida, Pâmela Gadelha, Beatriz França, Luiza Leite Ferreira, Sol de Paula, Mairy Maz, Alessandra Oliveira, Alex Frechette, Milene Lopes, Cyntia Fonseca, Catharina Zanetti, Jaqueline Brito, Ana Hidalgo, Nietzsche Pop, Bruna Paiva, Iva França, Lucia Seixas, Marcelo Antunes Alves da Costa, Roselany Junger da Silva, Lya Alves, Rinaldo Martins de Oliveira, Rany Camara, Rosamares da Maia, Paulo Carvalhosa, Luciana Lage, Flora Soutello, Olga Tavares, Thiago Carvalho e Alice Leite.

Coletivo Escritoras Vivas: presença e representatividade
O Coletivo Escritoras Vivas é um movimento literário formado por mulheres que atuam na promoção da escrita de autoria feminina e na valorização da autoria de mulheres em diferentes territórios. O grupo desenvolve ações de formação, mentorias e produção literária desde 2021 em São Gonçalo, e, tal como em outros eventos, inclusive fora do estado do Rio de Janeiro, marca presença na Flin com duas autoras que integram a cena literária contemporânea local: a jornalista Cyntia Fonseca, autora de Coração de Cleópatra e Bloco de Notas (Mapa das Letras); e a professora, doutoranda em Literatura Comparada (UFF) Jaqueline Brito, autora de Memórias de um boteco (Patuá).

Programação completa: https://sites.niteroi.rj.gov.br/flin/FLIN_PROGRAMACAO.pdf

Serviço

Datas: 16 a 19 de outubro de 2025 (quinta a domingo)
Local: Reserva Cultural de Niterói
Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos, Niterói (RJ)
Entrada: Gratuita
Realização: Prefeitura de Niterói e Fundação de Arte de Niterói (FAN)

 

Exposição “Transformai as velhas formas do viver” leva imersão temporal e artística à Casa Museu Eva Klabin

Mostra já está em cartaz e reúne obras de Claudia Andujar, Aline Motta e peças da Coleção Eva Klabin em um percurso que conecta registros do tempo em linguagens de diferentes culturas

“Transformai as velhas formas do viver” chega à Casa Museu Eva Klabin em uma imersão que atravessa diferentes temporalidades artísticas. A proposta é usar imagens, formas e narrativas como testemunhos vivos que desenterram silêncios, ruínas e memórias. Sob a curadoria de Camilla Rocha Campos, a exposição reúne obras de Claudia Andujar, de Aline Motta e vasos rituais da Coleção Eva Klabin. A mostra, que já está em cartaz, permanece até o dia 14 de dezembro e pode ser visitada de quarta a domingo, das 14h às 18h.

“A mostra reúne obras de Claudia Andujar, Aline Motta e vasos rituais da coleção Eva Klabin, criando imagens e gestos que trazem o diálogo entre povos diaspóricos, indígenas e ancestrais com a presença, a água e a terra”, afirma a curadora Camilla Rocha Campos.

Obras que expandem a memória e o testemunho compõem o percurso curatorial. As fotografias de Claudia Andujar, um registro de sua convivência com os povos amazônicos, vão além do documento, transformam-se em vestígios de escuta radical e reconfiguração de linguagem. Paralelamente, Aline Motta mergulha em memória, território e ancestralidade; dessa forma, passado e futuro convergem em narrativas vitais para a compreensão do tempo presente.

Unidos por uma prática de resistência imagética e política, ambos os trabalhos se dedicam ao testemunho e à reconstrução. Essa lógica se manifesta em uma arquitetura forense da imagem, onde a arte se estabelece como evidência e o sensível se converte em documento vivo. Junto aos vasos rituais da coleção, fotografias, instalações e desenhos tecem uma trama de registros éticos, poéticos e materiais que articulam diferentes períodos. Desta forma, ‘Transformai as velhas formas do viver’ convida o público a vivenciar a arte como gesto de reconstrução e testemunho em um diálogo contínuo entre mundos e épocas.

 

SERVIÇO “Transformai as velhas formas do viver: um percurso de Claudia Andujar, Aline Motta e vasos rituais da Coleção Eva Klabin”

Visitação: Até 14/12 – Quarta a domingo, das 14h às 18h

Local: Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa, nº 2480 – Lagoa Rodrigo de Freitas)

Entrada gratuita

Classificação: Livre

 

Camilla Rocha Campos  – Curadora

Curadora, escritora e consultora de arte contemporânea, Camilla Rocha Campos atuou como Coordenadora de Residência do MAM Rio e do Programa de Formação da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Ela trabalhou como consultora para artes visuais no Museu do Amanhã, IPEAFRO, e em institutos internacionais sem fins lucrativos como a 0101 Art Platform, EhChO, Gasworks e Mondriaan Fonds. Com ampla atuação internacional, realizou curadorias e participações institucionais na Saastamoinen Foundation (Finlândia), Lugar a Dudas (Colômbia), Tabacalera Estancias (Espanha), Q21 Museums Quartier (Áustria), UKS (Noruega), Bamboo Curtain Studio (Taiwan), Arika (Escócia), dentre outros. Atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado na Goldsmiths University of London, no Reino Unido.

 

Claudia Andujar  – Artista

Claudia Andujar nasceu em Neuchatel (Suíça), em 1931. Após a Segunda Guerra Mundial, imigrou para os EUA e, em 1955, imigrou para o Brasil. Desde então, a artista vive e trabalha em São Paulo. Nos anos 1970, Andujar recebeu bolsas da John Simon Guggenheim Foundation, e da Fundação de Apoio a Pesquisa (FAPESP), para fotografar e estudar a cultura Yanomami. De 1978 a 2000, Andujar trabalhou para a Comissão de Pró-Yanomami e coordenou a campanha para a demarcação do território Yanomami na Amazônia, criado em 1993. Em 2000, recebeu o Prêmio Anual de Liberdade Cultural [Fotografia] como defensora dos Direitos Humanos da Lannan Foundation, Novo México [EUA]. Após receber prêmios nacionais e internacionais, em 2023, Andujar recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Brasília, Brasília [Brasil], pelos anos de dedicação e defesa do povo Yanomami.

 

Aline Motta  – Artista

Aline Motta nasceu em Niterói (RJ), em 1974, e mora em São Paulo. Combina diferentes técnicas e práticas artísticas em seu trabalho, como fotografia, vídeo, instalação, performance e colagem. De modo crítico, suas obras reconfiguram memórias, em especial as afro-atlânticas, e constroem novas narrativas que invocam uma ideia não linear do tempo. Foi contemplada com o Programa Rumos Itaú Cultural 2015/2016, com a Bolsa ZUM de Fotografia do Instituto Moreira Salles 2018, com 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça 2019 e com o Prêmio PIPA 2024. Recentemente participou de exposições importantes como “Histórias Feministas, artistas depois de 2000” – MASP, “Histórias Afro-Atlânticas”. Abriu sua exposição individual “Aline Motta: memória, viagem e água” no MAR/Museu de Arte do Rio em 2020. Em 2021 exibiu seus trabalhos em vídeo no New Museum (NY) no programa “Screen Series”. Em 2022 lançou seu primeiro livro “A água é uma máquina do tempo”, abriu exposição individual no átrio do Sesc Belenzinho e na sala de vídeo do MASP. Em 2023, expôs na 15a. Bienal de Sharjah (EAU), no MoMA Museum of Modern Art (NY) e na 35a Bienal de Arte de São Paulo

 

Sobre a Casa Museu Eva Klabin:

Uma das primeiras residências da Lagoa Rodrigo de Freitas, a Casa Museu Eva Klabin reúne mais de duas mil obras que cobrem um arco de tempo de cinco mil anos, desde o Antigo Egito (3000 a.c.) ao impressionismo, passando pelas mais diferentes civilizações. A coleção abrange pinturas, esculturas, mobiliário e objetos de arte decorativa e está em exposição permanente e aberta ao público na residência em que a colecionadora viveu por mais de 30 anos. A Casa oferece programação cultural variada, que inclui, além das visitas ao acervo, exposições temporárias de artistas contemporâneos, oficinas, cursos e conferências para adultos e crianças. Enquanto referência no calendário cultural do Rio de Janeiro, a programação musical conta com a série Concertos de Eva, com os Concertinhos de Eva, dedicados ao público infantil, e com os shows de Nova MPB no jardim.

Esta exposição faz parte da programação dos 30 anos da Casa Museu Eva Klabin, que será comemorado em todo ano de 2025. Espaço de troca de ideias e aprendizados no presente, a Casa Museu mantém um diálogo constante com o passado e encontra sua originalidade na combinação entre o clássico e o contemporâneo.

Fotos: Mario Grisolli

Luísa Lacerda apresenta o show “O Canto e a Asa” na Tijuca, zona norte do RJ

 Ingressos a preço popular no Centro da Música Carioca Artur da Távola

A cantora e violonista Luísa Lacerda faz show “O Canto e a Asa”, no dia 16 de outubro de 2025, quinta-feira, às 19h, no Centro da Música Carioca Artur da Távola, divulgando seu último álbum (2024). Acompanhada de Lucas Gralato (violão), Elísio Freitas (guitarra e baixo) e Diego Zangado (bateria e percussão).

A artista segue mantendo a iniciativa de interpretar um repertório formado por canções de uma nova safra de compositores e compositoras da MPB no país, reafirmando a riqueza cultural da música brasileira. Além das canções autorais do álbum, Luísa interpreta os sucessos de sua carreira.

Aos 12 anos de idade começou a aprender violão orientada por seu pai, o músico André Lacerda. Desde 2016 realiza apresentações solo em espaços pelo Brasil afora e também no exterior.

Este projeto é realizado através do Edital Fluxos Fluminenses que conta com o apoio do Governo Federal, do Ministério da Cultura, da Política Nacional Aldir Blanc, do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

 

Serviço

Data: 16/10, 5ª feira

Hora: 19h

Show: O Canto e a Asa

Com a cantora e violonista Luísa Lacerda

Acompanhada de Lucas Gralato (violão), Elísio Freitas (guitarra e baixo) e Diego Zangado (bateria e percussão).

Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola

Endereço: Rua Conde de Bonfim 824, Tijuca, Rio de Janeiro

Tel.: (21) 3238-3831

Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) Classificação: Livre

Capacidade: 159 lugares com acessibilidade

Tradução simultânea em Libras

Classificação indicativa livre

Duração: 60 minutos

 

“Upcycled Factory’ é a primeira individual do artista EZO, reconhecido por transformar materiais descartados em arte e mostrar o cotidiano dos subúrbios do Rio

“Upcycled Factory’ é a primeira exposição individual do artista EZO, em Nova York, reconhecido por transformar materiais descartados em potentes comentários sociais e poesia visual, com curadoria de Alcinda Saphira e co-curadoria Mariana Bahia, na Galeria Saphira & Ventura. O lixo urbano atravessa o Atlântico e renasce nas mãos do artista visual contemporâneo EZO, natural de Nilópolis, subúrbio do Rio de Janeiro.
“O trabalho de EZO se alinha perfeitamente à visão contemporânea da galeria, abordando temas como vida urbana, identidade e cultura de rua. Sua estética – que mescla objetos descartados e a realidade cotidiana dos subúrbios do Rio – oferece uma perspectiva nova e inovadora”, observa Alcinda Saphira, curadora da Galeria Saphira & Ventura.
 
A escolha de apresentar o trabalho de Ezo em Nova York reflete uma valorização do talento dele, que  emerge de contextos culturais específicos, uma geometria elegante e trabalha com cores vibrantes mas que possuem uma ressonância universal. Este momento é importante para destacar a diversidade de vozes na arte contemporânea, especialmente aquelas oriundas do subúrbio carioca, que muitas vezes permanecem à margem dos circuitos tradicionais. Além disso, a galeria busca fortalecer a troca cultural entre o Brasil e Nova York, promovendo um diálogo entre diferentes realidades urbanas e culturais.
O público de Nova York, com sua vasta experiência em narrativas urbanas e culturais diversas,  se identifica com o trabalho de Ezo ao reconhecer elementos universais de urbanidade, resistência e identidade.
A estética e as histórias transmitidas por Ezo refletem experiências comuns às cidades globais—como a busca por expressão, pertencimento e transformação social—mesmo que suas referências específicas sejam do subúrbio carioca. Assim, seu trabalho serve como uma ponte que conecta diferentes realidades urbanas, promovendo empatia e compreensão.

A galeria identifica em EZO uma voz autêntica, com relevância global e potencial de diálogo entre comunidades urbanas distintas. O momento atual da cena de Nova York valoriza perspectivas de periferia, imaginação urbana e crítica social, tornando a exposição de EZO particularmente oportuna para ampliar a pluralidade de vozes na programação.
 
A exposição acontece de 01 a 15 de outubro, com abertura no dia 02, das 18h às 20h. Entre os dias 19 e 30 de setembro, ocorre a residência imersiva do artista, na Saphira & Ventura. No dia 9, Ezo se encontra com o jornalista e crítico Peter Ortega, que vai falar sobre o trabalho do artista, com a presença de outros curadores e artistas, público e imprensa.
 
 

Sobre Ezo

Ezo reescreve o que foi descartado. CDs, discos de vinil, disc lasers e toldos, reaparecem como superfícies de cor e textura, revelando camadas de memória urbana. Sua prática do reuso  transforma precariedade em potência, crítica em beleza, gesto político em poética visual. O que a cidade abandona, o artista reconfigura como narrativa e corpo, devolvendo à matéria um sentido de permanência. Aqui, o público é convidado a ver de perto as cicatrizes dos materiais, fragmentos que se tornam imagem, resíduos que se tornam futuro. Uma estética de sobrevivência que insiste em criar beleza.

 
Instagram:  @ezo_art_, 
 

Serviço
 
Exposição: Upcycled Factory
 
Artista: Ezo
 
Curadoria: Alcinda Saphira ( NY)
 
Co=curadoria: Mariana Bahia

Produção: Mariana Lemos

Período exposição: 01 a 15 de outubro

Abertura : 2 de outubro, das 18h às 20h

Residência  imersiva: 19 a 30 de setembro

Dia 9 de outubro

Encontro com o Crítico e jornalista Peter Ortega: 09 de outubro

Local: Saphira Ventura Gallery
 
4W 43rd St , 4th FL, New York, NY-10036

RSVP info@artSVgallery.com
 
Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem
 
Instagram: @saphiraventuragallery

Theatro Municipal recebe concerto da Ópera de Paris neste sábado

“Bizet e seus Contemporâneos” terá regência do maestro Felipe Prazeres, em homenagem aos 150 anos da morte do compositor francês

Neste sábado (11), a Ópera de Paris apresenta o concerto “Bizet e seus Contemporâneos”, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, às 19h. Com regência de Felipe Prazeres, maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro associado da Orquestra Petrobras Sinfônica, o espetáculo integra a programação oficial da Temporada França-Brasil 2025.

O programa “Bizet e seus Contemporâneos” exibe uma seleção de romances, melodias, peças líricas e duetos, revelando diferentes facetas da obra de Georges Bizet (1838-1875) para além das mais conhecidas. São 15 composições do autor, todas da segunda metade do século XIX, colocadas em diálogo com obras de seus contemporâneos Massenet, Gounod e Saint-Saëns. O concerto, que estreou no Palais Garnier em janeiro deste ano, foi calorosamente recebido pelo público francês. O repertório será interpretado pelo corpo de residentes da Ópera de Paris, formado por solistas de diversas partes do mundo. Amandine Portelli (França), Antoine Dutaillis (França), Bergsvein Toverud (Estados Unidos e Noruega), Clemens Frank (Áustria), Daria Akulova (Ucrânia), Isobel Anthony (Estados Unidos), Lorena Pires (Brasil), Luis Felipe Sousa (Brasil) e Sima Ouahman (França) compõem o elenco internacional da temporada.

No dia 26 de setembro, a Ópera de Paris apresentou o recital “Mélodies françaises, Melodias brasileiras” no Teatro Firjan Sesi, no centro do Rio de Janeiro. Os artistas da Academia interpretaram canções que propõem o diálogo entre melodias francesas e brasileiras, celebrando os 200 anos de relações entre os dois países. No repertório, estão obras de Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga, Reynaldo Hahn, Francis Poulenc, entre outros artistas consagrados em ambos os países. Juntaram-se aos artistas em residência na Academia dois convidados brasileiros: o pianista Ramon Theobald e a cantora Juliana Kreling.

 

Sobre a Academia da Ópera Nacional de Paris:

Criada em 2015, a Academia da Ópera Nacional de Paris concentra suas missões em três eixos: transmissão, formação e criação. A Academia se organiza em duas áreas: a área de formação profissional, destinada a jovens artistas e artesãos, e a seção de educação artística e cultural, com diversos programas e uma programação destinada ao público jovem. A cada temporada, cerca de trinta artistas de todo o mundo ingressam no programa de residência da Academia para aprimorar suas habilidades na Ópera de Paris. Os artistas participam de produções na Ópera Bastilha e no Palais Garnier, além da programação de concertos, recitais e espetáculos. A Academia também oferece um percurso de treinamento avançado em artes e ofícios para jovens artesãos que desejam aprender as habilidades e técnicas específicas dos ateliês da Opéra de Paris. Os programas de educação artística e cultural da Academia (L’Opéra en Guyane, OpérApprentis, L’Opéra pour moi aussi, Dix Mois d’École et d’Opéra, ADO – Apprentissage de l’Orchestre, etc.), desenvolvidos em escala nacional, permitem que uma ampla gama de públicos descubra ativamente o mundo da ópera e do balé. Além disso, sua programação concebida especialmente para o público jovem, a partir de 6 meses de idade, permite que cerca de 20.000 novos espectadores a cada temporada conheçam obras, artistas e companhias de todo o mundo, com atenção especial ao público com deficiência e cerca de trinta apresentações escolares.

 

SERVIÇO: “Bizet e seus Contemporâneos”

Data: 11/10, às 19h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, S/N – Centro, Rio de Janeiro

Capacidade: 2.361

Tempo de duração: 1h30min

Ingressos:

Frisas e Camarotes – R$60,00

Plateia e Balcão Nobre – R$40,00

Balcão Superior e Lateral – R$30,00

Galeria Central e Lateral– R$15,00

https://feverup.com/m/378288

Amandine Portelli – França – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos

Iniciou sua formação artística na dança clássica e descobriu o canto aos 8 anos no Coro de Meninas da Maîtrise de Bordeaux, tornando-se rapidamente solista. Estudou canto no Conservatório de Bordeaux com Maryse Castets e, desde 2020, tem se apresentado sob a direção de nomes como Salvatore Caputo e Raphaël Pichon. Estreou na Ópera Garnier em L’Enfant et les Sortilèges. Vencedora de concursos internacionais, ingressou na Academia da Ópera Nacional de Paris em 2024.

Antoine Dutaillis – França (pianista) – Mélodies françaises, Melodias brasileiras

Antoine Dutaillis é pianista, maestro e preparador vocal francês. Formou-se com distinção em regência no Conservatório de Paris e foi assistente de maestros como Alexandre Bloch, Alain Altinoglu e Semyon Bychkov. Como pianista, trabalha com solistas e instituições renomadas, além de atuar em projetos educativos e inclusivos. Ingressou na Academia da Ópera de Paris em setembro de 2024, e estreia como maestro convidado com as orquestras de Lille e da Picardia na temporada 24/25.

Bergsvein Toverud – Estados Unidos e Noruega – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos

O tenor americano-norueguês Bergsvein Toverud é mestre pela Eastman School of Music e bacharel pela Universidade Furman. Foi premiado pela George and Nora London Foundation e pelo concurso Laffont do Metropolitan Opera em 2023. Ingressou na Academia da Ópera Nacional de Paris em setembro de 2024.

Clemens Frank – Áustria – Bizet e seus Contemporâneos

Clemens Frank estudou canto na Universidade de Música de Viena, onde concluiu o bacharelado com distinção e iniciou o mestrado em Vocal Performance. Venceu os concursos Zukunftsstimmen e Lions Music Award Áustria, e foi finalista do SWR Junge Opernstars 2024. É bolsista do fundo Anny Felbermayr. Em setembro de 2024, ingressou na Academia da Ópera Nacional de Paris.

Daria Akulova – Ucrânia – Bizet e seus Contemporâneos

Nascida em Dnipro, na Ucrânia, Daria Akulova iniciou-se no canto e nas artes dramáticas aos 5 anos. Formada em canto e piano, venceu o concurso nacional B. Gmyrya em 2016. Estudou na Academia Tchaikovsky de Kiev, onde obteve graduação e mestrado. Em 2022, recebeu bolsa presidencial e venceu o Concurso Internacional de Música de Lugano. Participou de concertos na Suíça, Itália, Bulgária e Ucrânia. Em 2024, ingressou na Academia da Ópera de Paris.

Isobel Anthony – Estados Unidos – Bizet e seus Contemporâneos

A soprano Isobel Anthony estreou na Lyric Opera de Chicago e na Santa Fe Opera, com destaque para The Righteous, de Gregory Spears, e Der Rosenkavalier, de Strauss. Participou de estreias mundiais de compositores contemporâneos na Bienen School of Music. É mestra em canto e ópera pela Northwestern University e bacharel em Linguística pela Universidade de Yale. Em setembro de 2024, passou a integrar a Academia da Ópera Nacional de Paris.

Lorena Pires – Brasil – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos

A soprano Lorena Pires é bacharel em Canto pela Faculdade de Música do Espírito Santo. Estreou profissionalmente em 2019 e, desde então, vem interpretando papéis como Zweite Dame (Die Zauberflöte), Arbace (Catone in Utica), Lauretta (Gianni Schicchi) e Anna (Nabucco). Em 2024, fez sua estreia internacional no Uruguai com a Camerata Antiqua de Curitiba. Premiada em concursos nacionais, é considerada o novo destaque da cena lírica brasileira. Participou de recital na Ópera de Paris em abril de 2025 e fará seu debut como Clara em Porgy and Bess no Theatro Municipal de São Paulo. Ingressa como residente na Academia da Ópera Nacional de Paris em setembro de 2025.

Luis Felipe Sousa – Brasil – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos

Natural do Brasil, Luis-Felipe Sousa é formado em canto lírico pela Universidade de São Paulo e mestre em musicologia e interpretação pela Unicamp, onde atuou no Ópera Studio e no coro contemporâneo de Campinas. Iniciou sua carreira como solista na companhia Minaz, em Ribeirão Preto, e desde então interpretou papéis como Figaro, Don Basilio, Seneca e Simone. Premiado em diversos concursos nacionais e internacionais, apresentou-se no Brasil e na Europa, incluindo Itália, Alemanha, Áustria e Luxemburgo. Ingressou na Academia da Ópera Nacional de Paris em 2023, onde atuou em Street Scene, L’Isola Disabitata e L’Enfant et les Sortilèges.

Sima Ouahman – França – Mélodies françaises, Melodias brasileiras e Bizet e seus Contemporâneos

Nascida em Paris e radicada em Bordeaux, a soprano irano-marroquina Sima Ouahman iniciou seus estudos musicais aos sete anos no Conservatório de Bordeaux. Descobriu o canto lírico na classe de Maryse Castets e aperfeiçoou-se com mestres como Claudia Visca e Béatrice Uria Monzon. Integrou a Academia da Ópera Nacional de Paris em 2023. Em 2025, recebeu o Prêmio Lírico da AROP.

Juliana Kreling – Brasil (artista convidada) – Mélodies françaises, Melodias brasileiras

A soprano brasileira Juliana Kreling iniciou seus estudos aos 8 anos no projeto Vale Música, em Belém, e estreou aos 18 como Serpina em La Serva Padrona, no Theatro da Paz. Atuou em produções como Suor Angelica, Amahl and the Night Visitors e As Bodas de Fígaro. Estudou na UNICAMP e no Conservatório Leo Kestenberg, em Berlim, além de integrar o estúdio de ópera de Carlos Montané, nos EUA. Cantou as Bachianas nº5 ao lado de David Chew. Atualmente, cursa canto na Universidade Mozarteum de Salzburgo com Michèle Crider e se apresenta como solista em igrejas e salas de concerto na Áustria.

Ramon Theobald – Brasil (artista convidado) – Mélodies françaises, Melodias brasileiras

Natural do Brasil, Ramon Theobald é formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com passagem pela Hochschule für Musik de Karlsruhe por meio de bolsa do DAAD. Trabalhou com artistas como Jessica Pratt, Lawrence Brownlee, Lisette Oropesa e Yusif Eyvazov. Premiado em diversos concursos no Brasil, apresentou recitais no país e na Alemanha. Integrou a Academia da Ópera Nacional de Paris de 2021 a 2023.

O Instituto Bienal Amazônia, a Saphira & Ventura Media & Entertainment e a Art A3 Gallery apresentam o Earth Film Festival

Curtas, longas, documentários, animações  reunindo arte, ativismo e consciência ambiental, com foco em inovação e sustentabilidade, e nas 17 ODS da ONU

O Earth Film Festival (EFF),  uma celebração internacional do cinema, reunindo arte, ativismo e consciência ambiental, com foco em inovação e sustentabilidade, chega a São Paulo, reunindo obras e debates que colocam as 17 ODS da ONU no centro das atenções. Com apoio da NYICAS, Instituto ODS Amazônia, COP 30 Brasil Amazônia, Iconic Films, o evento promove encontro entre artistas, cineastas, pesquisadores e o público, em uma experiência que une cultura, reflexão e ação.

O festival tem como propósito servir de plataforma criativa para chamar a atenção para narrativas climáticas urgentes, estimulando novas perspectivas e soluções para os desafios socioambientais globais.

A edição inaugural do Earth Film Festival (EFF) tem como eixo central os 17 ODS da ONU — um pacto global para construir um futuro mais justo, inclusivo e ambientalmente equilibrado.  O Festival celebra cineastas visionários que desafiam paradigmas e propõem futuros sustentáveis;  exibe curtas e longas-metragens, documentários, animações e formatos experimentais; prioriza originalidade, relevância temática e impacto emocional; conecta públicos e comunidades por meio de painéis, oficinas e experiências imersivas.

O cinema tem um poder transformador , capaz de moldar mentalidades, influenciar comportamentos e inspirar políticas públicas. Ao canalizar a força da imaginação cinematográfica, buscamos ressignificar como a humanidade compreende e reage à crise climática. O  objetivo é contribuir para uma cultura global em que a sustentabilidade seja uma prática cotidiana, criativa e comprometida com o planeta.

Além disso, o EFF vai dar visibilidade a vozes emergentes e consolidadas que promovem a conscientização climática por meio da arte e da inovação. Através de exibições públicas, ações educativas e oficinas, o Earth Film Festival-EFF conecta comunidades diversas em torno de uma visão comum: inovação, sustentabilidade, criatividade e resiliência.

Programação 

Abertura: 11 de outubro

Exposição e palestras: 11 a 17 de outubro

Mostra Earth Film Festival: 11 e 12 de outubro

Local: Art A3 Gallery

Pós-evento em Nova York (2026): Sessão especial de exibição e networking com stakeholders internacionais

Sobre o IBA

O Instituto Bienal Amazônia (IBA) e a Saphira & Ventura Gallery estarão presentes na COP 30, com o propósito destacar as questões de gestão ambiental e sustentabilidade, além de discutir temas relacionados à Amazônia e seu ecossistema por meio da arte, projetos de arquitetura, design e inovação, bem como projetos educacionais, com a direção de sua co-fundadora e presidente, Alcinda Saphira.

Em novembro de 2024, até fevereiro de 2025, no Rio de Janeiro, conectou líderes, especialistas, artistas e cidadãos em uma reflexão profunda sobre os desafios ambientais atuais. A cultura foi utilizada como ferramenta de transformação social por meio de debates, lançamentos de documentários e exposições de arte, design, arquitetura e tecnologia, com a participação de artistas nacionais e internacionais

Em novembro de 2025, Belém, PA, sediará a 1ª Bienal Amazônia, com a participação de cerca de 400 artistas nacionais e internacionais, tornando-se uma das maiores exposições visuais do país. O objetivo é alinhar a Bienal com as discussões e decisões sobre mudanças climáticas e questões ambientais e sociais durante a COP 30.

A Bienal Amazônia visa promover a cultura brasileira, em especial a indígena, a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável, conscientizando sobre a importância da floresta amazônica. Além de projetar a arte brasileira, a Bienal tem um compromisso com o fortalecimento da economia local, geração de empregos e incentivo ao turismo na região.

Sobre Alcinda Saphira, Presidente da Bienal Amazônia

Alcinda Saphira é uma líder destacada no mundo da arte, ocupando os cargos de Presidente, Curadora-Chefe e Sócia Co Fundadora da Saphira & Ventura Gallery, além de Presidente e Fundadora do Instituto Bienal Amazônia. Ela também é reconhecida como co-fundadora e curadora da conceituada New York International Contemporary Art Society e membro respeitado do Comitê Científico do Museu MIIT em Torino. Com uma rica experiência em rádio e televisão, a experiência de Saphira estende-se aos domínios da arte e da curadoria, apoiada por uma licenciatura em artes plásticas. Ela possui uma carreira impressionante de mais de 25 anos, durante os quais orquestrou e promoveu exposições nos EUA, Europa, Ásia e Brasil.

Instagram: https://bienalamazonia.org/

 

Aprendiz Musical estreia espetáculo em homenagem a Dona Ivone Lara no Theatro Municipal de Niterói

“Sonho Meu – Nas asas do samba de Dona Ivone Lara” reúne coro e orquestra do programa nos dias 23, 24 e 25 de outubro

A Prefeitura de Niterói, por meio do Programa Aprendiz Musical, apresenta o espetáculo “Sonho Meu – Nas asas do samba de Dona Ivone Lara”, um musical que celebra a trajetória de uma das maiores artistas da música popular brasileira. As apresentações acontecem nos dias 23, 24 e 25 de outubro, sempre às 19h, no Theatro Municipal de Niterói.

O espetáculo reúne no palco o Coro e a Orquestra Aprendiz Musical, integrando jovens talentos da cidade em uma homenagem emocionante a Dona Ivone Lara – primeira mulher a assinar um samba-enredo e a integrar a ala de compositores. Mais do que sambista e compositora, Dona Ivone foi também enfermeira, assistente social e pioneira no uso da música como instrumento terapêutico, tornando-se símbolo de resistência, delicadeza e inovação.

O musical apresenta arranjos especiais para clássicos como Sonho Meu, Nasci para Sonhar e Cantar, Acreditar e Alguém me Avisou, entre outros. O repertório revisita memórias, afetos e a força coletiva do samba, conectando tradição e juventude.

Os ingressos já estão disponíveis a preço popular na plataforma Fever e também na bilheteria do Theatro Municipal de Niterói. Os valores são R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia-entrada).

O Aprendiz Musical é um programa da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria de Economia Criativa e Ações Estratégicas (SECAE) em parceria com a Secretaria de Educação. A iniciativa existe há 24 anos e atende, atualmente, mais de 10 mil alunos em todas as escolas municipais de nível fundamental e em mais três polos de formação continuada.

Serviço:

Musical: Sonho Meu – Nas asas do samba de Dona Ivone Lara

Datas: 23, 24 e 25 de outubro de 2025

Horário: 19h

Local: Theatro Municipal de Niterói

Ingressos: R$ 4 (inteira) | R$ 2 (meia-entrada) + taxa de serviço

Vendas: Direto na bilheteria do Theatro Municipal ou na plataforma Fever, no link https://tickets.oneboxtds.com/fan/events/48183?sessionView=LIST

Classificação: Livre

 

Fotos: Márcio Sili

Matemática no palco! Teatro da UFF recebe peça infantil “As Aventuras do Números Arteiros”

Espetáculo é baseado em livro da mestre Márcia da Silva Martins e terá apresentação na Flin no dia 17 de outubro às 13 horas

Como unir matemática, literatura, universo infantil e artes cênicas em um mesmo local? A resposta está na apresentação da peça “As Aventuras dos Números Arteiros”, que fará parte da programação da Festa Literária Internacional de Niterói no dia 17 de outubro (sexta-feira), às 13 horas, no Reserva Cultural, em São Domingos, Niterói. O espetáculo é baseado no livro “A Família dos Números Arteiros”, da professora e mestre em matemática Márcia da Silva Martins, e conta com a adaptação do dramaturgo Sílvio Fróes, que também é o responsável pela direção da peça. A apresentação é gratuita.

Embora o texto seja encenado pela primeira vez ao público, os ensaios acontecem desde 2023, quando, na ocasião, Márcia e Fróes começaram os trabalhos para o projeto sair do papel. Com a experiência de quem fez parte de clássicos da telenovela, como Dancin Days, e fez peças como O Bom Burguês e o Auto da Paixão de Cristo, visto por mais de 4 mil pessoas no Campo de São Bento, Fróes destaca a sensibilidade de Márcia na hora de pensar em uma obra para o universo infantil. Por isso, ele destaca o que acredita ser mais desafiador nesta adaptação.

“A minha parceria com a Márcia tem sido de grande aprendizado para nós dois. Ela, que é das ciências exatas, produziu um trabalho que é totalmente baseado na emoção. E a minha parte é criar e materializar essas emoções a partir disso, com  a responsabilidade de ser o mais fiel possível à ideia lúdica sobre a matemática descrita pela autora em seu livrro”, comenta.

Esta não é a primeira vez que Fróes trabalha em uma peça infantil. Isso porque em 1982 venceu sete prêmios com o espetáculo Sonho Só Sonho. Outra produção do gênero na qual ele participou foi a peça “A Volta do Camaleão Alface”, de Maria Clara Machado.

Espetáculo no Teatro da UFF em novembro

E a apresentação no Reserva Cultural não será a única. No dia 9 de novembro, em um domingo, às 16 horas, a peça “As Aventuras dos Números Arteiros” será levada ao palco do Teatro da UFF em apresentação única.

Os ingressos custam entre R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira) e podem ser comprados pelo link https://centrodeartes.uff.br/event/as-aventuras-dos-números-arteiros/ ou na bilheteria do local.

Números com vida

A ideia da professora Márcia veio com a publicação do livro em 2021. Na ocasião, ao lançar pela PoD Editora “A Família dos Números Arteiros” a mestre em matemática pensou em colocar no papel os conceitos básicos da disciplina para as crianças de uma forma leve e divertida.

“No livro, os números de 0 a 9 são crianças, todas com graça e beleza, assim como a família inteira constituída pelo papai Sol, a mamãe Lua, a Vovó Ancestral, o cachorro Numeraldo e tantos outros personagens que encantam a terra onde vivem, que é conhecida como ‘Numerolândia’. Desde que comecei a escrever esse livro pensava na ideia de levá-lo para o teatro e esse sonho está se realizando graças à parceria que estabelecemos eu e Silvio e um jovem e profissional elenco”, explica Márcia.

Os ingressos para o espetáculo estão entre R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira). A classificação indicativa é livre e as entradas já estão à disposição no site

https://centrodeartes.uff.br/event/as-aventuras-dos-numeros-arteiros/

Serviço:

“As Aventuras dos Números Arteiros” (Feira Literária Internacional de Niterói)

Dia: 17 de outubro, sexta-feira

Horário: 13 horas

Entrada franca

Local: Reserva Cultural

Endereço: Avenida Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos, Niterói, ao lado do campus Gragoatá da UFF e em frente à Praça da Cantareira.

Local: Teatro da UFF

Data: 09 de novembro de 2025, domingo

Horário: 16 horas

Endereço: Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí, Niterói

Ingressos: R$ 50 (inteira) – R$ 25 (meia)

Canais de venda: Guichê Web e Bilheteria

Link para compras online: https://centrodeartes.uff.br/event/as-aventuras-dos-numeros-arteiros/

Sobre Sílvio Fróes

Ator e diretor com mais de 45 anos de carreira em teatro, TV e Cinema, Fróes é professor de teatro nas Oficinas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Campinas.

Ao lado de Tonico Pereira, Elba Ramalho, Tânia Alves, Walter Breda, Silvio Froes atuou em espetáculos da companhia teatral de Luiz Mendonça, viajando pelo Norte e pelo Nordeste, por 15 capitais e três cidades do interior apresentando espetáculos como “Canção de Fogo” e “A Chegada de Lampião ao Inferno” (esta última atuando com João Francisco dos Santos Sant´Anna, o lendário “Madame Satã”, personalidade boêmia das noites do Rio de Janeiro famoso por sua vida polêmica). Trabalhou também no teatro de Revista sob a direção de Carlos Machado, integrando em 1979 o elenco da revista “Rio de Cabo a Rabo”, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro.

Na TV Globo, trabalhou em novelas como “Duas Vidas”, “Dancin Days” e “Bandidos da Falange”. No cinema, trabalhou com o diretor Alberto Salvá. Mas foi no teatro que Silvio Froes desenvolveu a maior parte de sua carreira como ator, iniciando com peças como “Mãos Dadas”, uma coletânea de poemas de Carlos Drummond de Andrade. Em 1968, trabalhou em “A Morta”, de Oswald de Andrade. Logo depois no infantil “A Volta do Camaleão Alface”, de Maria Clara Machado.

Silvio Fróes pertence à família do ator Leopoldo Fróes, considerado o mais importante ator e empresário teatral brasileiro do início do século XX. e que também foi o fundador do Retiro dos Artistas, instituição de amparo a artistas idosos criada em 1918 e que existe até hoje no Rio de Janeiro, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Além disso, também é nome da rua que liga os bairros de Icaraí a São Francisco, em Niterói.

Sílvio também atua já foi professor na tradicional  Oficina de Atores, na qual ministrava aulas de teatro para Iniciantes no Rio de Janeiro. Também deu aulas de pós-graduação na extinta Universidade Gama Filho. Em 2014, dirigiu o musical Acontecendo na Era de Aquarius, com elenco de seus alunos da Oficina de Teatro – núcleo Méier.

Sobre Márcia da Silva Martins

Professora do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal Fluminense por mais de 30 anos, entre 1985 até 2016. Mestre em Matemática pelo Instituto de Matemática e Estatística da UFF. Foi professora do Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Petrobrás.

Foi coordenadora do periódico intitulado Jornal Dá Licença-Matemática da UFF entre 2002 e 2018. É autora de quatro livros de lógica publicados pela Editora Ciência Moderna: Lógica: Uma Abordagem Introdutória (2012), Noções Básicas de Lógica para Concursos (2014) e Raciocínio Lógico – 270 Questões Resolvidas (2019).

Além de “A Família dos Números Arteiros, lançado pela Pod Editora em 2021, é autora do livro “Matemática se Aprende Brincando – Humor, Desafios e Curiosidades”, publicado pela Editora Wak (2020) e dos livros “ Entre o Verbo e o Coração” (2013) e “Encontro Entre Contos” (2019), publicados pela Editora Kazuá. Publicou em 2022 a segunda edição da obra “Lógica: Uma Abordagem Introdutória”.

Publicou em maio de 2022 pela Editora Kazuá, o romance intitulado “O Exato de Nós Dois – nos bastidores de uma faculdade de matemática”. Publicou na PoD Editora, o livro “Matemática para concurso – Teoria e exercícios resolvidos” e na Editora Becalete a obra “O Mistério dos Números Escondidos”.