Regência como Arte com o maestro Ricardo Rocha na Escola de Música Villa-Lobos

Um dos maiores nomes da cena contemporânea da música de concerto no Brasil, com 40 anos de trajetória nacional e internacional, o maestro Ricardo Rocha, fundador e diretor musical da Cia. Bachiana Brasileira, vai ministrar o Curso Regência como Arte, na Escola de Música Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Serão sete encontros nos meses de março (14,21 e 28) e abril (4,11,18 e 25), sempre aos sábados, das 10h às 14h30. Podem participar alunos ativos em regência e ouvintes. Informações e Inscrições: (21)3556-8404 ou através do site https://www.emvilla-lobos.com/regencia

O trabalho de um maestro vai muito além da sua capacidade e preparo para a análise de partituras de porte sinfônico — sejam elas de orquestra, coro ou banda — ou mesmo do necessário domínio da técnica gestual para a condução e interpretação de um texto musical. Esse é o papel do diretor musical. No entanto, como o seu instrumento não responde ao toque direto dos dedos sobre teclas, à pressão dos arcos sobre as cordas, ao sopro das madeiras e metais ou aos golpes na percussão, o que entra em jogo é a busca pela resposta sonora conjunta de músicos diversos e singulares do ponto de vista etário, social, sexual, religioso, técnico e filosófico.

Este é o diferencial na formação de Ricardo Rocha: a demanda por uma habilidade específica de liderança. Ela exige não só maturidade no conhecimento da natureza humana, como também a empatia necessária para que seja aberto o “santuário do espírito” de cada músico. Ao fazê-lo, o instrumentista entrega ao maestro, em confiança, não apenas o som do instrumento que toca, mas a sonoridade própria de sua alma — aquele som individual cultivado desde os primórdios de sua formação.

“Essa é a razão pela qual cada maestro extrai um som diferente diante de um mesmo conjunto e com uma mesma partitura: o grupo reflete, sinergicamente, o amálgama resultante dos sons de cada indivíduo. Este é o mistério da Regência. Ela não se resume à maneira como o regente pontua o discurso musical (como um ator lendo um texto), mas ao fato de que o timbre do conjunto muda conforme o maestro, ganhando uma personalidade sonora que é a própria voz do regente. É um processo rigorosamente empático e espiritual, que não se pode aprender em livros ou produzir mecanicamente. Aqui se discerne a diferença sutil entre o maestro, que orienta e conduz, e o regente, que aponta a direção e a induz. São qualidades distintas que precisam caminhar juntas” – ressalta Ricardo Rocha.

Assim, este curso de introdução à Regência Coro-Orquestral é inédito. Ele não se reduz às questões de uma técnica gestual eficiente ou à análise de padrões musicais; antes, ele também se compromete a abordar as questões subliminares e sutis entre a condução e a indução.
Esta é a “caixa de surpresas” a ser revelada por essa Escola de Regência aos que tiverem interesse em conhecê-la. O curso é aberto a jovens iniciantes, profissionais e professores de regência, sem restrição de idade.

Sobre o maestro Ricardo Rocha
https://ricardo-rocha.mozellosite.com
Matérias e atividades contempladas:
Fundamentos de Regência e Técnica gestual
Análise estrutural das obras
Regência com piano
Aspectos teóricos em geral, em especial sobre liderança
Ensaios realizados com alunos ativos e assistência de ouvintes

Aulas teóricas e regência com piano
Aspectos teóricos:
– Dados sobre o compositor, a obra e o estilo de época;

Análise estrutural
– Abordagem da partitura do todo para a parte
– Identificação de padrões: temas, motivos principais, seções
– Identificação e nomeação de cada evento
– Mapeamento: criação gráfica, em papel, das seções e subseções da obra para a configuração da sua arquitetura

Regência: – Técnica gestual
– Análise de soluções de Regência para os principais trechos
– Regência com piano
– Batuta: ferramenta de clareza e direção; técnica de uso

Obras para as oficinas: Um painel didático
Regência orquestral binária
1 – Beethoven, Sinfonia No.1 in C major, Op.21 – Primeiro movimento

Regência coro-orquestral temária
2 – Bach, Coral da Cantata BWV 147, “Jesus, alegria dos Homens”

Regência orquestral quaternária (binária composta)

3- Villa-Lobos, Prelúdio da Bachianas Brasileiras n.4
4 – Sibelius, Poema Sinfônico para orquestra, opus 26

Regência coro-orquestral quaternária (binária composta)

5- Mendelssohn, Oratório ‘Elias’, coro 29

Regência orquestral em 6/8 (binária composta)

6- Schubert, Sinfonia No. 5 in Si b maior, D 485 – Segundo movimento
Obs.: Todas essas obras poderão ser baixadas gratuitamente do site IMSLP, até por serem partes ou movimentos de um volume maior. No entanto, os interessados em colocarem o “Finlândia” em seu repertório, única obra completa de nosso programa, sugerimos que adquiram a partitura impressa da Editora Breitkopf & Härtel, que é que usaremos (pode ser outra!). A livraria MUSIMED, de Brasília, deve tê-la. Entretanto, a mesma poderá ser de outra editora.

Matérias e atividades contempladas:
Fundamentos de Regência e Técnica gestual
Análise estrutural das obras
Regência com piano
Aspectos teóricos em geral, em especial sobre liderança
Ensaios realizados com alunos ativos e assistência de ouvintes

– Taxa de inscrição: R$ 100,00 – Categorias:
. Ouvintes: + 2 de R$ 100, (total R$ 300)
. Ativos, até 12: + 2 de R$ 250 (total R$600)
. Vagas como contrapartida para a EMVL: 2

– Certificados:
. Todos os participantes do curso A Regência como Arte, uma oficina de Iniciação à Regência Coro-Orquestral em 7 aulas com um mínimo de 75% de presença, terão direito ao Certificado de sua participação no curso.

. O certificado tem validade como curso de extensão universitária, distingue a categoria do participante (ativo/ ouvinte), descreve as obras trabalhadas e registra a carga horária, as datas e o local do evento, sendo assinados pelo Maestro, devidamente qualificado no impresso.

Serviço:
Regência como Arte – Curso em 7 aulas com o maestro Ricardo Rocha
Inscrições abertas
Local: Escola de Música Villa-Lobos
Endereço: Rua Ramalho Ortigão,nº 9 – Centro, Rio de Janeiro
Informações e Inscrições:(21)3556-8404 ou através do site https://www.emvilla-lobos.com/regencia

Realização: Escola de Música Villa-Lobos | FUNARJ | Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro
Apoio: Leia Brasil – Organização Não Governamental De Promoção Da Leitura

Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta a Temporada 2026

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos mais importantes equipamentos culturais do país e ponto de encontro dos amantes da ópera, do balé e da música de concerto, traz em 2026, uma programação que equilibra grandes títulos do repertório clássico e produções contemporâneas, ao mesmo tempo em que dialoga com novos públicos e linguagens. Com o Patrocínio Oficial Petrobras, a temporada inicia em março e termina no fim de dezembro com os corpos artísticos estáveis da casa — Orquestra Sinfônica, Coro e Ballet — que garantem alto nível artístico aos espetáculos. São 6 óperas, 4 balés e 3 concertos. Além da programação intensa no palco principal, outros projetos do Municipal oferecem mais opções ao público como o Ópera do Meio-Dia, o Boulevard de Portas Abertas, o Música no Assyrio, entre outros.

Mais do que um monumento histórico e arquitetônico, o Theatro é um espaço vivo, de encontros, emoções e descobertas. Com o apoio da Associação de Amigos do Theatro Municipal, a programação plural reforça o compromisso com a democratização do acesso à cultura e com a formação de plateias, consolidando a Fundação como referência cultural do Rio de Janeiro e do Brasil.

“É com grande orgulho que abrirmos o Theatro para a Temporada 2026. Com o patrocínio oficial da Petrobras, nosso palco receberá concertos, ballets e óperas realizados por nossos artistas em conjunto com as equipes operacionais e administrativa. O Ballet, o Coro, a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro trazem sempre o que há de melhor para nosso público. Não fique de fora, esperamos você!”, afirma Clara Paulino, Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

“Desenhar uma quinta Temporada Artística Oficial consecutiva no maior palco lírico do Brasil é uma honra e alegria imensas! Traremos programas de alta qualidade protagonizados pelos Corpos Artísticos da casa – Coro, Ballet e Orquestra – com grandes artistas convidados. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro segue produzindo, revelando artistas, formando profissionais em diversas áreas do nosso setor, valorizando sua vocação, que são o Ballet, a Ópera e a Música de Concerto”, ressalta Eric Herrero, Diretor Artístico da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

“Nesta temporada em que celebraremos os 270 anos de Mozart, o Theatro Municipal contará com umas das obras mais emblemáticas do seu repertório. A Grande Missa em Dó menor inspira profundidade e espiritualidade e representa um dos momentos mais marcantes do maior prodígio de todos os tempos. Viva Mozart e viva o nosso Theatro Municipal!”, celebra o maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, Felipe Prazeres.

Março

A temporada 2026 será oficialmente aberta no dia 13 de março, às 19h, com a Grande Missa em Dó Menor- K427, de Wolfgang Amadeus Mozart. A obra será interpretada pelo Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (OSTM), sob a regência do maestro titular, Felipe Prazeres, em homenagem aos 270 anos de nascimento do compositor austríaco.

Como tradição, a OSTM fará também um Concerto Didático, nos dias 21 e 22, às 16h, para mostrar ao público como funciona uma Orquestra. No repertório, Villa-Lobos, Vivaldi, Bach, Mozart, Beethoven, Rossini, Tchaikovsky e Oscar Lorenzo Fernández. Com texto de Eric Herrero, direção cênica de Daniel Salgado e regência de Anderson Alves, o Concerto Didático contará ainda com a participação especial da bailarina Liana Vasconcelos e do palhaço Marshmallow, interpretado por Ludoviko Vianna, ampliando o diálogo com públicos de todas as idades.

Abril

Após o grande sucesso em 2025, com sessões esgotadas, Carmina Burana, de Carl Orff, retorna ao palco do Theatro Municipal. A montagem, apresentada em formato de ópera-balé e marcada por estéticas contrastantes, aposta em uma leitura cênica contemporânea da obra. Com concepção e direção cênica de Bruno Fernandes e Mateus Dutra, o espetáculo terá direção musical e regência de Victor Hugo Toro. As apresentações acontecem nos dias 8, 9, 10 e 11, às 19h, e no dia 12, às 17h.

Maio

Um dos grandes balés do século XVIII retorna ao palco do TMRJ: La Fille Mal Gardée, com música de Ferdinand Hérold. Com Ballet e Orquestra Sinfônica da casa. A versão original foi apresentada em julho de 1789, no Grand Théâtre de Bordeaux, na França. Entre os coreógrafos que recriaram esse balé, um deles foi Marius Petipa, em 1885, quando apresentou sua versão em São Petesburgo, na Rússia. Surgiram outras produções através do século XX e, em 2024, o espetáculo com concepção e coreografia do uruguaio Ricardo Alfonso, encenado pelo Ballet Nacional Sodre, de Montevidéu, foi apresentado com o Ballet e Orquestra Sinfônica do Municipal com grande repercussão. Agora, a produção retorna à programação, novamente com concepção e coreografia de Ricardo Alfonso. A regência será de Jésus Figueiredo. As apresentações acontecem nos dias 14, 15, 16, 20, 21, 22 e 23, às 19h, e nos dias 17 e 24, às 17h.

Junho

O projeto Música Brasileira em Foco celebra três importantes compositores da música de concerto nacional. A programação homenageia Francisco Mignone, pelos 40 anos de seu falecimento, com a obra Festa nas Igrejas; Radamés Gnattali, pelos 120 anos de nascimento, com a apresentação da Brasiliana nº 1; e César Guerra-Peixe, representado pelo Concertino para Violino e Orquestra.

O concerto será interpretado pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com destaque para o violinista Ricardo Amado. A regência ficará a cargo do maestro titular, Felipe Prazeres. Única apresentação, no dia 17, às 19h.

Julho

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro celebra 117 anos com uma programação especial, que reafirma sua vocação lírica. O grande destaque é a ópera Salvator Rosa, de Antônio Carlos Gomes, em homenagem aos 190 anos de nascimento e aos 130 anos de morte do compositor. A obra retorna ao palco da casa após oito décadas sem ser apresentada.

A estreia acontece no dia 14 de julho, data do aniversário do Theatro, com o Coro e a OSTM. A montagem terá concepção e direção cênica de Julianna Santos, coreografia de Hélio Bejani, direção de movimento de Márcia Jaqueline e direção musical e regência de Luiz Fernando Malheiro. As récitas acontecem ainda nos dias 15,16,17 e 18, às 19h.

Agosto

O Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro traz um dos títulos mais vibrantes do repertório clássico: Don Quixote. Inspirado no romance de Miguel de Cervantes, o balé tem música de Ludwig Minkus, libreto e coreografia de Marius Petipa, com remontagem e adaptação de Jorge Teixeira. A regência será de Tobias Volkmann e a direção geral de Hélio Bejani. Ao todo, a temporada contará com dez récitas. As apresentações serão nos dias 20 (estreia), 21,22,26,27,28 e 29, às 19h. Dias 23 e 30, às 17h. E dia 25, às 14h, será a vez do Projeto Escola Arte Educação Petrobras.

Don Quixote teve sua estreia no palco do Teatro Bolshoi, em Moscou, no ano de 1869, com música do compositor austríaco Ludwig Minkus. Desde a sua primeira apresentação, o balé virou um grande sucesso. Com sua melodia brilhante e sabor espanhol, Don Quixote conquistou as plateias do mundo todo, tornando-se o carro-chefe do repertório de muitas companhias internacionais. A obra levou diversos bailarinos ao estrelato, com inesquecíveis e memoráveis interpretações.

Setembro

O Festival Oficina da Ópera chega à sua quarta edição consecutiva reafirmando a vocação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro como espaço de formação, experimentação e renovação artística. A proposta é clara: abrir oportunidades para jovens talentos e estimular a criação de novas equipes criativas no setor operístico do Rio de Janeiro, incluindo diretores cênicos em ascensão. Neste ano, haverá dois mentores: Pablo Maritano e Desirée Bastos. A programação reúne três títulos que ocupam diferentes espaços do Theatro ao longo do mês.

No palco principal, o destaque será Cavalleria Rusticana, de Pietro Mascagni, nos dias 11 e 12, às 19h, e 13, às 17h. A montagem contará com Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. A concepção e direção cênica são de Daniel Salgado, com direção musical e regência de Natalia Salinas.

O Salão Assyrio recebe dois títulos. O primeiro será Cenas da Coroação de Poppea, de Cláudio Monteverdi, nos dias 16 e 17, às 19h, com Ensemble OSTM e solistas. A concepção e direção cênica são de Ana Vanessa e a direção musical e regência ficam a cargo de Jésus Figueiredo.

Encerrando o festival, Il Campanello, de Gaetano Donizetti, também será apresentada no Salão Assyrio, com Ensemble OSTM e solistas. A concepção e direção cênica são de Pedro Rothe e a direção musical e regência de Felipe Prazeres. As apresentações acontecem nos dias 18, às 14h; 19, às 16h; e 20, às 11h.

Com repertório que atravessa séculos — do barroco ao verismo italiano — o Festival Oficina da Ópera consolida-se como uma plataforma de formação prática e visibilidade para a nova geração da ópera brasileira.

Outubro

Morador há mais de 20 anos da Europa, o bailarino e coreógrafo carioca Reginaldo Oliveira — que dirige o balé do Salzburger Landestheater, na Áustria — volta ao Municipal para montar Romeo e Julieta, de Serguei Prokofiev. No ano passado, sua criação contemporânea, Frida — um balé em homenagem à pintora mexicana Frida Kahlo, teve todas as sessões esgotadas — marcando sua estreia na América Latina e sendo recebida com entusiasmo pela plateia do Rio.

O coreógrafo carioca é reconhecido por trabalhos narrativos de forte carga emocional e por explorar figuras históricas e mitológicas em suas criações — como fez com Anne Frank e Medeia. Ele já criou versões de Romeo e Julieta em seu repertório internacional, incluindo trabalhos apresentados em Salzburgo e online durante a pandemia.

A remontagem e coreografia de Reginaldo Oliveira será apresentada pelo Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com regência de Tobias Volkmann e direção geral de Hélio Bejani. Dias 7, 8, 9,10, às 19h e 11, às 17h.

Novembro

Turandot, de Giacomo Puccini, chega ao Rio de Janeiro a partir do dia 13 de novembro, em montagem com Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. É uma homenagem ao centenário da ópera de Puccini. A obra com direção cênica de André Heller-Lopes foi apresentada em 2018, no Theatro Municipal de São Paulo. É um drama ambientado em uma Pequim lendária e atemporal, onde amor e morte caminham lado a lado. O título estreou em 1926, no Teatro alla Scala, já após a morte do compositor, com final completado por Franco Alfano.
O espetáculo será montado com os artistas da casa carioca e terá solistas convidados como a soprano Eiko Senda. Haverá sete récitas, nos dias 13,14,19,20 e 21, às 19h; 22, às 17h e 17, às 14h, pelo Projeto Escola Arte Educação Petrobras.

Dezembro

Para encerrar o ano, mais uma vez, o tradicional balé O Quebra-Nozes, de Tchaikovsky, com o Ballet, Coro Feminino e Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A regência será do maestro titular da OSTM, Felipe Prazeres.

Em todas as récitas da Temporada 2026 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de cada espetáculo, haverá uma palestra gratuita sobre a obra e suas curiosidades com a presença de um intérprete de libras. Durante o ano, a Petrobras também patrocina diversas atividades como masterclasses gratuitas e a área educativa com visitas guiadas, visitas temáticas e oficinas de desenho.

A programação completa estará no site (theatromunicipal.rj.gov.br) e nas plataformas digitais, à medida em que as produções forem realizadas.
Os ingressos para o Concerto de Abertura oficial da temporada começam a ser vendidos no dia 26 de fevereiro. No dia 5 de março, será a vez do Concerto Didático. Já no dia 16 de março, será liberado o primeiro lote de ingressos para os espetáculos que serão realizados até julho, mês de aniversário do Theatro.

Patrocinador Oficial Petrobras

Onde tem Patrocínio, tem Governo do Brasil.

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio NOVA Paradiso, Fever

Realização Institucional: Fundação Teatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal

Lei de Incentivo à Cultura

Realização: Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro

Laboratório de preservação audiovisual da UFF resgata as primeiras obras do cineasta Guilherme de Almeida Prado

O projeto restaurou seis longa-metragens do artista, da década de 1970, e os disponibiliza gratuitamente para o público

O Laboratório Universitário de Preservação Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (Lupa-UFF) acaba de disponibilizar, para exibição gratuita, quatro filmes do cineasta Guilherme de Almeida Prado. Após um longo trabalho de digitalização e restauração, as películas estão disponíveis no site do projeto dos filmes Super 8 do artista.

 

O projeto tem como objetivo capturar os primeiros passos do cineasta paulista, ainda na década de 1970, que posteriormente dirigiu mais de uma dezena de longas-metragens. A iniciativa contou com a participação ativa de Guilherme, que preservou os rolos de filmes Super 8, formato cinematográfico desenvolvido nos anos 1960 como um aperfeiçoamento do antigo formato 8 mm, em sua coleção pessoal. Conduzidos para o Lupa pelo pesquisador Fábio Vellozo, todos os rolos foram inspecionados, higienizados e digitalizados em 2K de resolução. O site ainda traz uma série de textos inéditos que contextualizam a produção do cineasta.

 

O acervo é composto pelos filmes “Monótonus” (1972-1973), “Sistema de lazer” (1974), “Varal” (1974) e “São Paulo pode parar?” (1974). Além destes, em breve, mais duas obras estarão disponíveis:  “Mentes em fuga para um paraíso” (1973) e “Exercício de espera” (1976), que também passaram por um processo de restauração digital, mas só poderão ser acessadas no site após exibição em festivais. Os últimos foram resgatados de danos físicos, encolhimento e descoramento.

 

O trabalho do Lupa permite que o público assista a estas obras raras — muitas delas cópias únicas — com uma qualidade fiel à sua concepção original, revelando as primeiras experimentações estéticas do diretor.

 

Para abordar com mais profundidade o projeto e o trabalho do laboratório, o professor Rafael de Luna Freire, do Departamento de Cinema e Vídeo da UFF, está disponível para conceder entrevistas.

 

Sobre o Lupa 

O Lupa é um laboratório multiusuário, vinculado ao Departamento de Cinema e Vídeo da UFF. Um dos seus objetivos principais é atuar como um arquivo dedicado à preservação da produção e a cultura audiovisual amadora do estado do Rio de Janeiro. Assim, possui um vasto acervo de obras realizadas desde os anos 1920, que incluem filmes familiares, universitários, institucionais, documentários, publicitários, entre outros.

Grandes mestres em Washington, DC: um encontro com Da Vinci, Van Gogh, Matisse e Chagall na capital americana

Cidade reúne obras-primas que atravessam séculos e estilos, oferecendo aos visitantes uma das experiências artísticas mais completas dos Estados Unidos

Washington, DC é uma cidade onde a arte respira em cada esquina. Por trás de sua aura política, a capital americana revela uma cena cultural vibrante e sofisticada, com museus que abrigam verdadeiros tesouros da humanidade. Entre eles, obras de nomes que dispensam apresentação: Van Gogh, Da Vinci, Matisse e Chagall, todos reunidos em um só destino.

Entre tantas preciosidades, há uma que se destaca por sua raridade e história: a “Ginevra de’ Benci”, de Leonardo da Vinci, a única pintura do artista exibida permanentemente nos Estados Unidos. Criada por volta de 1474, a obra retrata uma jovem da nobreza florentina e é considerada um marco do retrato renascentista, um exemplo do domínio técnico e da sensibilidade de Da Vinci antes mesmo da célebre Mona Lisa, pintada quase trinta anos depois, em 1503. Exposta na National Gallery of Art, a “Ginevra de’ Benci” atrai visitantes do mundo todo, que buscam ver de perto o olhar enigmático e a perfeição quase científica do traço do gênio italiano.

Mas o fascínio de Washington, DC vai muito além de Da Vinci. No mesmo museu, cada corredor parece abrir uma janela para uma era diferente da história da arte. Há a intensidade luminosa de Van Gogh, que transforma paisagens simples em tempestades de cor e emoção — um diálogo entre luz e solidão que ainda hoje provoca o olhar. Há a ousadia de Matisse, com suas formas fluidas e cores vibrantes que rompem convenções e celebram a liberdade do gesto criativo. E há a delicadeza poética de Chagall, onde o sonho se mistura à memória, e figuras flutuam sobre vilas e céus azulados como se desafiassem as leis da gravidade.

Nas salas vizinhas, o visitante encontra o refinamento impressionista de Monet, com suas pinceladas que capturam o instante fugaz da luz; o equilíbrio entre razão e sensibilidade de Cézanne, precursor do cubismo e da modernidade pictórica; e a elegância íntima de Degas, que transforma o cotidiano — bailarinas, cavalos, cafés — em movimento e harmonia.

Já o universo moderno ganha força nas pinceladas gestuais de Jackson Pollock, cuja obra “Number 1, 1950 (Lavender Mist)” é um marco do expressionismo abstrato, uma explosão de energia e emoção pura. E nas telas de Mark Rothko, grandes campos de cor parecem convidar ao silêncio e à contemplação, transformando a experiência estética em algo quase espiritual.

Cada galeria é uma travessia entre tempos e estilos. Juntas, elas constroem uma narrativa visual que revela como o olhar humano evoluiu da busca pela perfeição renascentista ao encantamento pela imperfeição moderna. Em DC, contemplar essas obras não é apenas revisitar a história da arte, mas reaprender a ver.

A cidade abriga ainda outros espaços imperdíveis, como o Smithsonian American Art Museum, dedicado à diversidade da arte norte-americana, e o Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, referência mundial em arte moderna e contemporânea. Juntos, eles formam um circuito artístico que vai do Renascimento à vanguarda digital — e o melhor: a maior parte com entrada gratuita.

Explorar os museus de DC é como percorrer um roteiro pelas grandes escolas da arte mundial, mas com a leveza e o acesso que tornam a cidade única. É possível começar o dia diante de um Da Vinci, atravessar um corredor com Van Gogh e terminar imerso em uma instalação multimídia que questiona o futuro da criação humana.

Em Washington, DC, a arte não está distante, ela está viva, acessível e em constante transformação.

Sobre Destination DC

A Destination DC é a organização oficial de marketing de destinos de Washington, DC. Entidade privada, sem fins lucrativos e baseada em associados, a DDC promove a capital dos Estados Unidos como um destino global de destaque para convenções, turismo e eventos especiais. Para saber mais, acesse washington.org.

Sobre a Imaginadora!

Liderada por Marjori Schroeder e Anna Donato, a Imaginadora! é uma agência de marketing para turismo, relações públicas e eventos com ampla experiência na promoção de destinos e marcas. Com 18 anos de atuação, a empresa desenvolve estratégias para governos, empresas e organizações do setor, fortalecendo a presença de destinos turísticos por meio de storytelling, parcerias e ações direcionadas. Para saber mais, acesse imaginadora.com.br e nosso perfil no Instagram @imaginadora_brasil.

Prefeito Rodrigo Neves vistoria obras de reforma do Cinema Icaraí

Espaço cultural, tombado pelo Inepac, tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2026

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, realizou na manhã desta segunda-feira (23) uma nova vistoria às obras de reforma do antigo Cinema Icaraí, que dará lugar ao Cine Concerto Sérgio Mendes, na Praia de Icaraí. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o equipamento cultural contará com capacidade para 480 pessoas, distribuídas em um salão de concertos, duas salas de cinema, piano bar, restaurante e um mirante com vista para a orla. A entrega está prevista para o segundo semestre deste ano.

“É muito importante estarmos aqui para acelerar cada vez mais o cronograma. O palco já está praticamente pronto e a Orquestra vai sair debaixo dele para apresentar suas maravilhas. Teremos um grande salão de concertos e também salas de cinema. Lá em cima, vamos ter restaurante, piano bar e espaços voltados para a sétima arte. O Cinema Icaraí vai ficar lindo”, destacou o prefeito.

Durante a visita, Rodrigo Neves também confirmou o início das obras de revitalização da Praça Getúlio Vargas, que terão início na próxima semana.

A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC-RJ), Danielle Barros, acompanhou a vistoria e celebrou o avanço das obras. “Em breve, teremos uma fila de pessoas querendo reviver momentos icônicos aqui dentro, trazendo seus filhos e familiares. É um espaço que respira história e que agora também respirará inovação”, afirmou.

Também estiveram presentes o diretor-geral do Inepac, Kiko Brando; o secretário municipal de Economia Criativa e Ações Estratégicas, André Diniz; a subsecretária municipal das Culturas, Julia Pacheco; o administrador regional de Icaraí, Raphael Costa; e o vereador Leonardo Giordano.

Com investimento de R$ 45,7 milhões, as intervenções no antigo Cinema Icaraí seguem em ritmo acelerado. Na parte externa, as equipes finalizam o emboço da fachada, que passará por restauração completa. No salão de concertos — onde funcionava a antiga sala de exibição — a limpeza já foi concluída e o palco, concretado, está em fase de ampliação.

Nos pavimentos superiores, todas as paredes dos antigos apartamentos foram demolidas. Já teve início a instalação dos sistemas hidráulicos e o emboço dos novos ambientes. No topo do edifício, serão construídas duas salas de cinema e um espaço de apoio à orquestra.

As equipes também se preparam para instalar as estruturas metálicas que sustentarão as novas lajes, desde a fundação até o topo. O reforço estrutural do imóvel já foi concluído.

Em relação à acessibilidade, as bases para a instalação das escadas rolantes estão prontas, e os espaços que receberão os elevadores seguem em obra.

Foto: Evelen Gouvêa

Paulo Amorim apresenta a exposição ‘O Pardal no Peito’, na Galeria Dobra/ArtNova, na Fábrica Bhering

A Galeria Dobra/ArtNova apresenta a exposição ‘O Pardal no Peito’, de Paulo Amorim, com pinturas cujo traço e imagens são próprios do artista, com abertura em 21 de fevereiro. A mostra pode ser visitada na Fábrica Bhering, 2º andar, com entrada franca, até 07 de março, dia do Circuito Interno Bhering.

Nasceu em Lisboa em 1978. A partir dos nove anos de idade produz histórias em quadrinhos. Além de premiado em Portugal, publicou em 2001 a HQ ”Todos os passos serão como o começo dos passos”. Frequentou o curso de Bacharelado em Pintura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde não chegou a pegar num pincel. Enveredou em 1998 pelo estudo da Matemática, tendo se Doutorado pela Universidade de Paris 6 em 2008. Dois dos seus poemas foram selecionados para o Anuário de Poesia de Autores Não Publicados – 2015, da Editora Assírio e Alvim (Portugal). É professor universitário e pesquisador em Matemática no Rio de Janeiro, onde reside desde 2013.

Instagram: https://www.instagram.com/paintings.yeah?igsh=MWozbzUwZmVjajBoYw==

Serviço

Exposição: O Pardal no Peito

Artista: Paulo Amorim

Curadoria: Bruno Castaing

Abertura: 21 de fevereiro de 2026

Visitação: até 07 de março (Circuito Interno Bhering de março)

Quinta e sexta, das 12h às 17h e sábados, das 10h às 18h

Local: Galeria Dobra/ArtNova

Rua Orestes, 28 – 2º andar – Santo Cristo – RJ

Assessoria de Imprensa: Paula Ramagem

Entrada franca

Acessibilidade

Espaço Tápias de portas abertas para semana especial com aulas gratuitas na Barra da Tijuca

Entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026, um dos principais endereços no Rio de Janeiro dedicado à dança e artes em geral, o Espaço Tápias realiza a Semana de Portas Abertas, iniciativa que oferece aulas gratuitas ao público interessado em conhecer de perto os cursos anuais e o coletivo artístico, para ocupar o espaço ao longo do ano. A ação acontece na sede da instituição, na Barra da Tijuca, e integra sua política permanente de democratização do acesso à arte e à formação em dança.

Durante cinco dias, artistas e professores apresentam suas metodologias em aulas abertas, proporcionando uma imersão nas diferentes linguagens e práticas desenvolvidas no espaço — com ênfase na dança contemporânea e em seus múltiplos desdobramentos. A proposta é permitir que novos alunos experimentem a vivência artística antes de ingressar nas turmas regulares.

Com vagas limitadas, a programação deve ser consultada previamente via WhatsApp (21 97279-9684). Além das aulas gratuitas, o Espaço Tápias oferece a possibilidade de bolsas de até 100%, de acordo com o perfil do candidato e a disponibilidade de cada turma — reforçando o compromisso da instituição com inclusão e formação de novos talentos.

Um polo de criação e formação na dança contemporânea

Inaugurado em 30 de abril de 2022, na Avenida Armando Lombardi, o Espaço Tápias nasceu com o propósito de transformar vidas por meio da arte. Sob direção de Giselle Tápias e Flávia Tápias, nomes reconhecidos nacionalmente e internacionalmente, o centro cultural consolidou-se como um núcleo de incentivo à criação, à pesquisa e à circulação da dança contemporânea no Brasil.

A estrutura conta com salas destinadas a aulas e ensaios, além da Sala Maria Thereza Tápias, voltada para espetáculos, encontros e apresentações artísticas. O espaço também acolhe artistas e professores independentes, fomentando um ambiente colaborativo de experimentação e intercâmbio.

A Semana de Portas Abertas representa não apenas uma oportunidade de conhecer cursos, mas de entrar em contato com um ecossistema artístico que articula formação, produção e difusão cultural.

Serviço
Semana de Portas Abertas – Espaço Tápias
📅 23 a 27 de fevereiro de 2026
📍 Av. Armando Lombardi, 175 – 2º andar – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
📞 Informações e inscrições: (21) 97279-9684 – WhatsApp

A iniciativa conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale e da ENGIE, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com realização do Ministério da Cultura – Governo Federal.

O final de fevereiro e o início de março pertecem à presidente Matilde Slaibi Conti

O calendário cultural de Niterói ganha brilho especial neste final de fevereiro e início de março de 2026. A protagonista é a presidente Matilde Carone Slaibi Conti, cuja agenda está repleta de compromissos que reafirmam sua liderança multifacetada e sua presença marcante na vida cultural, acadêmica e jurídica da cidade. Reportamos ao quadro do Raul Gil, “Para quem você tira o chapéu”, e não há dúvidas: todos tiram o chapéu para Matilde.

AGENDA DE DESTAQUE

23 de fevereiro – A presidente Matilde Slaibi Conti presidirá a Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras de Niterói, ladeada por nomes de peso da cultura niteroiense. Este momento marca o início de uma nova etapa de integração cultural e literária na cidade.

24 de fevereiro (terça-feira) – Data especial: o aniversário da presidente. Para celebrar, Matilde escolheu um dos melhores restaurantes de Niterói para um jantar privado com familiares, em clima de afeto e gratidão.

25 de fevereiro, às 20h – Na Casa da Amizade, Matilde dividirá a tribuna com a Dra. Alcilene Mesquita em uma palestra memorável. Fevereiro é o mês dedicado pelo Rotary à Consolidação da Paz e à Prevenção de Conflitos. O Rotary Club de Niterói Icaraí realiza sua 18ª reunião com a mesa-redonda: “A Importância da Construção de uma Cultura de Paz”.

26 de fevereiro, às 18h – No Clube Monte Líbano, será lançado o livro “Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute”. Nesta obra, Matilde resgata a memória da célebre Escola de Beirute, o “Relicário das Constituições”, conectando juristas milenares e figuras ilustres às raízes de sua própria linhagem familiar.

09 de março, às 19h – Na Câmara Municipal de Niterói, Matilde presidirá a posse da Diretoria do Elos de Niterói e da Diretoria do Núcleo da Rede Sem Fronteiras de Niterói, consolidando ainda mais sua atuação como líder cultural e institucional.

Matéria completa no link: https://focusportalcultural.blogspot.com/2026/02/o-final-de-fevereiro-e-o-inicio-de.html

Evento Teia Municipal fortalece a Cultura Viva nos territórios de Niterói

Encontro será neste domingo (22) no Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca

Neste domingo (22), o Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca, recebe a Teia Municipal, encontro dos Pontos e Pontões de Cultura da cidade. A atividade reúne as expressões vivas da cultura de base comunitária e marca um momento estratégico de articulação, mobilização e fortalecimento da rede Cultura Viva no município. A ação, que conta com apoio da Secretaria Municipal das Culturas, é aberta ao público e tem entrada gratuita.

A Teia é o espaço de troca de experiências, construção coletiva e afirmação da cultura como direito a partir dos territórios. Mais do que um evento, trata-se de um encontro político e cultural que reúne coletivos, associações e organizações da sociedade civil que atuam de forma contínua nas comunidades, sustentando processos criativos, formativos e de preservação da memória.

Atualmente, a Rede Municipal Cultura Viva de Niterói é composta por três Pontões de Cultura e 13 Pontos de Cultura, totalizando 16 iniciativas integradas também à Rede Nacional, certificadas pelo Ministério da Cultura. Esses grupos desenvolvem ações de criação artística, formação cultural, comunicação comunitária, economia solidária e fortalecimento de identidades, sempre ancorados nas realidades locais.

Os Pontos e Pontões de Cultura são guardiões da memória viva da cidade. É neles que saberes ancestrais são transmitidos, tradições populares permanecem ativas, histórias locais são registradas e expressões afro-brasileiras, indígenas e periféricas encontram espaço de permanência e reinvenção. Esses coletivos fortalecem vínculos comunitários que atravessam gerações e asseguram que a cultura se consolide como prática cotidiana, identidade compartilhada e direito efetivamente vivido.

Carta de Niterói conecta a cidade ao debate estadual e nacional

Um dos momentos centrais da programação será a redação coletiva da Carta de Niterói. Em cada território onde a Teia é realizada, a carta recebe o nome da cidade anfitriã e traduz realizações, desafios e perspectivas de evolução da Política Pública de Cultura Viva naquele contexto específico.

Construída pelos próprios Pontos e Pontões de Cultura, a Carta de Niterói expressará a experiência concreta da política no município, registrando avanços, reafirmando princípios e projetando caminhos para o fortalecimento da cultura de base comunitária. Trata-se de um instrumento político de incidência e articulação em rede.

O documento será lido na etapa presencial do VII Fórum de Pontos de Cultura do Rio de Janeiro, no dia 27 de fevereiro, e será apresentado para aclamação com o objetivo de representar o estado na Teia Nacional Pela Justiça Climática, que acontecerá em Aracruz, no Espírito Santo, no dia 24 de março.

Dessa forma, a Teia Municipal de Niterói conecta o território local ao debate estadual e nacional, fortalecendo a presença da cultura de base comunitária na construção de agendas públicas estratégicas para o país.

Programação cultural e acessibilidade

A programação da Teia Municipal expressa a diversidade da rede. O encontro contará com apresentação de capoeira do Ponto de Cultura Grito de Liberdade, com participação do Pontão de Acessibilidade Din Down-Down; show da Banda Olodumaré, do Ponto de Cultura Olodumaré; apresentação de dança do ventre do Ponto de Cultura Maloca Cultural; bateria do Data Vênia e oficina de samba no pé com o Império de Arariboia; apresentação dos alunos de percussão da Magnólia Brasil; participação da Orquestra da Grota com o Som Doce e roda de samba com o Ponto de Cultura Candongueiro, além de exposição fotográfica de Jayme Moreira de Luna, da Sociedade Fluminense de Fotografia.

A Teia Municipal assegura acessibilidade durante toda a programação, com intérprete de Libras garantido pelo Pontão de Acessibilidade Din Down-Down, reafirmando o compromisso com a inclusão e com a participação plena.

A realização da Teia integra o processo de preparação para as etapas estadual e nacional da Cultura Viva, fortalecendo a articulação em rede e ampliando a presença dos territórios no debate público sobre cultura, democracia e justiça climática.

Ao promover a Teia Municipal, a cidade de Niterói mostra que a cultura é direito, dimensão estruturante da vida social e responsabilidade permanente do poder público. É nos territórios, por meio de seus Pontos e Pontões de Cultura, que esse direito se materializa de forma concreta e cotidiana.

 

Serviço:

Teia Municipal de Niterói

Encontro dos Pontos e Pontões de Cultura

Data: 22 de fevereiro (domingo)

Horário: das 9h às 15h30

Local: Centro Cultural Cauby Peixoto, Fonseca, Niterói

Programação

9h às 9h30: Esquenta com a bateria do Data Vênia e chegada do público

9h30 às 9h50: Organização do público e deslocamento para o teatro

10h às 10h15: Acolhimento e boas-vindas com Pontão de Gestão Davy, Pontão de Comunicação Thais Amaral e Pontão de Acessibilidade Bujão

10h15 às 10h30: Fala de representantes do governo

10h30 às 12h: Redação coletiva da Carta de Niterói

Apresentações culturais:

Capoeira – Ponto de Cultura Grito de Liberdade com Pontão de Acessibilidade Din Down-Down

Banda Olodumaré – Ponto de Cultura Olodumare

Dança do ventre – Ponto de Cultura Maloca Cultural

Bateria Data Vênia e oficina de samba no pé com o Império de Arariboia

Magnólia Brasil – alunos de percussão

Som Doce – Ponto de Cultura Orquestra da Grota

12h às 13h: roda de samba – Ponto de Cultura Candongueiro

12h às 15h30: exposição fotográfica Jayme Moreira de Luna – Sociedade Fluminense de Fotografia

Livro sobre Anísio Teixeira será lançado

Com organização do professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF), coordenador-geral do Fórum Estadual de Educação do RJ (FEE/RJ) e presidente do Fórum Nacional de Gestão Democrática da Educação (FORGEDE), Waldeck Carneiro, será lançado nesta segunda-feira (23/02), às 18h, na Livraria Blooks, em Botafogo, mais um título da Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”. O homenageado da vez é o gestor, professor e estadista da educação Anísio Teixeira com a obra “Educação e Democracia em Anísio Teixeira”, com dezoito autores, prefácio do sociólogo e filósofo Luiz Antônio Cunha, pósfácio da professora titular da UERJ e da UFF Nilda Alves e com depoimento de Clarice Nunes, Doutora em Ciências Humanas, dedicada à História da Educação.

Sobre a Coleção “Diálogos com Pensadores da Educação Brasileira”

Publicada pela Nitpress, a coleção reúne estudos aprofundados sobre grandes nomes da educação no Brasil. Com forte base acadêmica, a coleção foca em figuras centrais, incluindo Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes e Anísio Teixeira, visando revisitar e atualizar suas obras. A coleção, que também se prepara para destacar pensadoras da educação, é descrita como uma coletânea de alto nível intelectual.

Volumes e Destaques da Coleção:

• Vol. 1 – Diálogos com Paulo Freire (2021/2022): Lançado no centenário de Freire, analisa o patrono da educação com textos de diversos pesquisadores;

• Vol. 2 – Tributo ao Centenário de Darcy Ribeiro (2022/2023): Foca no educador e antropólogo como pensador, político e gestor;

• Vol. 3 – Florestan Fernandes: Volume dedicado ao sociólogo e pensador da educação;

• Vol. 4 – Educação e Democracia em Anísio Teixeira (2025/2026): Analisa o pensador, gestor e estadista da educação.

*Sobre Anísio Teixeira*

Oficialmente reconhecido, no dia 15 de outubro de 2024, Dia do Professor, como “Patrono da Escola Pública Brasileira”, Anísio Teixeira esteve, durante doze anos, à frente de uma instituição que tem hoje o seu nome: o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O educador foi um dos criadores da escola pública no Brasil e defensor da democratização do ensino e da transformação social por meio da educação. Sempre defendeu a criação de uma rede de ensino que atendesse a todos, desde os primeiros anos nas escolas até a formação universitária.

Nascido em 1900, em Caetité (BA), Anísio Teixeira formou-se em direito pela Universidade do Rio de Janeiro, estado do qual foi secretário de Educação. Jurista, intelectual e escritor, foi muito atuante na década de 1930, quando o país vivia o auge de um debate em prol da universalização da escola pública, laica, gratuita e obrigatória. Na época, integrou o grupo de educadores responsáveis pelo Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que propunha a reforma do sistema de ensino brasileiro.

Defendia uma educação construtivista, na qual os alunos atuariam como agentes transformadores da sociedade. Manifestava constantemente preocupação com uma educação que fosse “livre de privilégios”, e se dizia contra a educação como “processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância”, motivo pelo qual se dizia inconformado com a alta taxa de analfabetismo do país.

Entre o seu legado, está a criação da Universidade do Distrito Federal, em 1935, durante sua passagem pela Secretaria de Educação da Bahia, em 1950; e a fundação da Escola Parque (Centro Educacional Carneiro Ribeiro), em Salvador – instituição considerada pioneira por trazer, em sua gênese, a proposta revolucionária de educação profissionalizante e integral, voltada para as populações mais carentes.

Foi também foi um dos idealizadores do projeto que resultou na criação da Universidade de Brasília (UnB), inaugurada em 1961, da qual veio a ser reitor em 1963. Foi convidado para assumir o Inep após a morte prematura de Murilo Braga em acidente aéreo. Para assumir o novo cargo, deixou a Campanha de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.

Durante o Regime Militar, em 1964, foi para os Estados Unidos, para lecionar nas universidades de Colúmbia e da Califórnia. De volta ao Brasil, em 1966, tornou-se consultor da Fundação Getúlio Vargas.